HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 13/09/2026
ANO A

24º DOMINGO DO TEMPO COMUM
Ano A - Verde
“Senhor, quantas vezes devo perdoar?” Mt 18,21
Mt 18,21-35
Ambientação
INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Deus revelou, ao longo da história da
salvação, seu amor gratuito, convidando-nos
a repetir tal doação no relacionamento com o
próximo. O amor, necessariamente, passa pelo
perdão. Peçamos, nesta liturgia, a graça de amar
sem reservas os irmãos e irmãs que o Senhor
nos concedeu!https://diocesedeapucarana.com.br/storage/107786/13-de-setembro-de-2026---24-Domingo-do-Tempo-Comum-A.pdf
INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, reunimo-nos para celebrar o Dia do
Senhor. É Ele quem nos convoca
como comunidade de fé e se faz
presente no meio de nós, revelando-nos o seu amor misericordioso.
Nesta celebração, o Cristo nos dirige um forte apelo à prática do perdão, convidando-nos a perdoar-nos
mutuamente, como testemunho
do Amor de Deus, o primeiro a nos
perdoar e que nos ensina a amar
verdadeiramente. Abramos o nosso
coração a esse convite do Senhor e
coloquemos em suas mãos nossos
anseios de uma verdadeira paz.https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/07/Ano-50A-50-24o-DOMINGO-DO-TEMPO-COMUM.pdf
PERDOAR DE CORAÇÃO PARA VIVER COMO FILHOS DO DEUS DA MISERICÓRDIA
O perdão é, na vida humana
e na dinâmica de nossos
relacionamentos, um dos maiores
desafios. Também o foi no tempo
de Jesus, que responde à pergunta
de Pedro sobre quantas vezes se
deve perdoar o irmão que peca
contra nós, afirmando que é preciso
perdoar sempre e perdoar “de
coração”. O rancor e a raiva são
prisões que nos afastam de Deus
e adoecem a alma. Quem guarda
ódio fecha-se à graça e impede que
a cura divina alcance o seu interior.
Por isso, a sabedoria bíblica nos
convida a lembrar nossa fragilidade,
nosso fim, e a reconhecer que todos
dependemos da misericórdia do
Altíssimo. Perdoar não é fraqueza;
é maturidade espiritual. É permitir
que Deus seja Deus em nossa vida.A Sagrada Escritura nos revela
um Deus bondoso, compassivo e
carinhoso, que não guarda rancor
e afasta para longe nossos pecados.
Contemplar essa misericórdia nos
ajuda a compreender que o perdão
que oferecemos aos outros nasce do
perdão que recebemos de Deus. Só
quem experimenta a ternura divina
pode aprender a ser misericordioso.
O cristão não perdoa porque o outro
merece, mas porque ele mesmo foi
alcançado pela compaixão de Deus.O Apóstolo Paulo nos recorda uma
verdade decisiva: não vivemos para
nós mesmos. Vivemos e morremos
para o Senhor; pertencemos
a Ele. Essa pertença deve nos
conduzir à prática frequente do
perdão. Se Cristo é o Senhor da
nossa vida, nossas atitudes devem
refletir o modo como Ele viveu
e amou. Não podemos seguir a
lógica da vingança, da retaliação
ou do ressentimento, porque isso
contradiz nossa identidade cristã.O perdão não é apenas um gesto
moral, mas um modo de viver em
Cristo, que morreu e ressuscitou
para reconciliar todas as coisas.
Jesus rompe com nossa lógica
humana e limitada diante do perdão
— “até sete vezes?” — e responde:
“setenta vezes sete”, isto é, sempre.
Santo Agostinho, comentando o
Evangelho, afirma: “Assim como
Deus te perdoou o muito, tu deves
perdoar o pouco ao teu irmão”.
O perdão que Deus nos concede
é sempre maior do que qualquer
ofensa que alguém possa nos fazer.A Palavra de Deus nos oferece
sempre um caminho viável para
olharmos nossas relações e
perguntarmos com sinceridade:
onde ainda guardo mágoas? Quem
precisa do meu perdão? De que
ressentimentos preciso me libertar?
O perdão não apaga a memória da
dor, mas cura o coração ferido. É
um processo, às vezes lento, mas
sempre possível com a graça de
Deus. Perdoar é deixar que Cristo
seja o Senhor da nossa história, e
não as feridas que carregamos.Em nossa sociedade, marcada por
tensões, polarizações, violência e
desigualdades, o perdão cristão tem
força transformadora. Ele rompe
ciclos de ódio, abre caminhos
de diálogo e reconstrói vínculos.
No cotidiano, perdoar significa
renunciar à vingança, tratar o
outro com dignidade, buscar
reconciliação nas famílias, cultivar
paciência no trânsito, no trabalho,
na comunidade. É escolher a paz
quando o mundo escolhe o conflito.
Dom Márcio Antonio Vidal de
Negreiros, OSABispo Auxiliar de São PauloVigário Episcopal para a Região Santanahttps://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/07/Ano-50A-50-24o-DOMINGO-DO-TEMPO-COMUM.pdf
Comentário do Evangelho
Perdoar setenta vezes sete

No Evangelho deste domingo, Pedro aproxima-se de Jesus e pergunta: “Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?”. Jesus responde solenemente: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete”. Em seguida, o Mestre conta a Parábola do Rei que resolveu acertar contas com seus servos. Um deles devia-lhe uma enorme fortuna de dez mil talentos e, não tendo como pagar, implorou por paciência. O rei, compadecido, perdoou-lhe toda a dívida.Porém, ao sair dali, esse mesmo servo encontrou um companheiro que lhe devia cem denários — uma quantia insignificante —, agarrou-o pelo pescoço e mandou prescrevê-lo até que pagasse tudo. Ao saber disso, o rei mandou chamar o servo impiedoso e o entregou aos carrascos. Jesus conclui: “É assim que o meu Pai celeste fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão”. A ordem de perdoar setenta vezes sete revela que o perdão cristão não é um cálculo matemático, mas uma atitude permanente de amor e libertação.https://catequisar.com.br/liturgia/13-09-2026/
Reflexão
Outra proposta a ser vivida na comunidade dos discípulos e discípulas de Jesus é a do perdão. Nossa mesquinhez procura estabelecer limite: até sete vezes? Toda vez que rezamos o pai-nosso, pedimos o perdão a Deus e nos dispomos a perdoar. Sempre desejamos o perdão divino, mas nem sempre estamos dispostos a estendê-lo aos irmãos e irmãs. Penso que se trata do perdão entre as pessoas da comunidade, onde o pobre endividado necessitava do cancelamento da sua dívida. Sabemos que a vivência em comunidade e na sociedade não é fácil, pois todos temos nossos defeitos, grandes ou pequenos. Aqui provavelmente se trata de pequenas ofensas entre as pessoas no seu dia a dia. Não se refere aos grandes roubos, que acontecem entre os grandes e na esfera pública e que mais lesam os cidadãos. O perdão também não significa permitir o desvio que acontece na sociedade, prejudicando o investimento no bem comum. O perdão é fundamental para construirmos uma “cultura da paz” e combatermos a “cultura da violência”.(Dia a dia com o Evangelho 2026)https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/dia-13-domingo-12/
Reflexão
«Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim?»
Rev. P. Anastasio URQUIZA Fernández MCIU(Monterrey, México)
Hoje, no Evangelho, Pedro consulta Jesus sobre um tema muito concreto que continua guardando no coração de muitas pessoas: pergunta pelo limite do perdão. A resposta é que esse limite não existe: «Digo-te, não até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes» (Mt 18,22). Para explicar esta realidade, Jesus utiliza uma parábola. A pergunta do rei centra o tema da parábola: «Não devias tu também ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?» (Mt 18,33).O perdão é um dom, uma graça que procede do amor e da misericórdia de Deus. Para Jesus, o perdão não tem limites, sempre e quando o arrependimento seja sincero e veraz. Mas exige abrir o coração à conversão, quer dizer, obrar com os outros segundo os critérios de Deus.O pecado grave afasta-nos de Deus (cf. Catecismo da Igreja Católica n. 1470). O veiculo ordinário para receber o perdão desse pecado grave da parte de Deus é o sacramento da penitência, e o ato do penitente que o coroa é a sua satisfação. As obras próprias que manifestam essa satisfação são o signo do compromisso pessoal —que o cristão assumiu perante Deus— de começar uma existência nova, reparando, na medida do possível, os danos causados ao próximo.Não pode haver perdão do pecado sem algum tipo de satisfação, cujo fim é: 1. Evitar deslizar-se a outros pecados mais graves; 2. Recusar o pecado (pois as penas satisfatórias são como o feno e tornam o penitente mais cauto e vigilante); 3. Tirar com os atos virtuosos os maus hábitos contraídos pelo mau viver; 4. Assemelhar-nos a Cristo.Como explicou S. Tomás de Aquino, o homem é devedor perante Deus, tanto pelos benefícios recebidos, como pelos pecados cometidos. Pelos primeiros deve tributar-lhe adoração e ação de graças; e pelo segundo, satisfação. O homem da parábola não esteve disposto a realizar o segundo, pelo que se tornou incapaz de receber o perdão.
Pensamentos para o Evangelho de hoje
- «O perdão atesta que no mundo está presente o amor mais forte que o pecado» (São João Paulo II)
- «Perante a gravidade do pecado, Deus responde com a plenitude do perdão. A misericórdia será sempre maior do que qualquer pecado, e ninguém pode colocar um limite ao amor de Deus que perdoa» (Francisco)
- «(…) É aí, de facto, «no fundo do coração», que tudo se ata e desata. Não está no nosso poder deixar de sentir e esquecer a ofensa; mas o coração que se entrega ao Espírito Santo muda a ferida em compaixão e purifica a memória, transformando a ofensa em intercessão» (Catecismo da Igreja Católica, nº 2.843)https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-09-13
Reflexão
O perdão custa bastante, acima de tudo àquele que perdoa
REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)(Città del Vaticano, Vaticano)
Hoje, ao ouvir de Jesus Cristo “até setenta vezes sete vezes”, intuímos a profundidade do perdoar. O que é realmente o perdão? A ofensa é uma realidade, uma força objetiva que causou uma destruição que pode se remediar. Por isso, o perdão deve ser algo mais que tentar esquecer. A ofensa tem que ser corrigida e superada.O perdão custa algo, acima de tudo àquele que perdoa: Tem que superar no seu interior o dano recebido e renovar-se a si mesmo, de modo que depois este processo de transformação atinja também ao outro, ao culpável e, assim ambos, sofrendo até o fundo o mal e superando-o, saiam renovados. Deus só pode superar a culpa e o sofrimento dos homens intervindo pessoalmente, sofrendo Ele mesmo no seu Filho, que levou essa carga e a superou através da entrega de si mesmo.—Senhor, ajuda-nos a superar as culpas: Contigo poderemos comprometer de verdade nossos corações e entregar nossa existência.https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-09-13
Comentário sobre o Evangelho
Parábolas de Jesus: O servo cruel. A necessidade de perdoar
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Hoje estão claras as coisas: sempre devemos que perdoar («qté setenta vezes sete»). Tente multiplicar 7x7 umas 70 vezes: não poderás! Deus sim que pode (talvés por isso ainda não se cansou nenm s cansará de nós). Saibamos disculpar, que é mucho o que devemos a Deus!—O final da parábola de hoje é trágico: o Pai celestial nos entregará o carrasco «se não perdoas de coração cada umo a vosso irmão». Quem não perdoa se auto-incapacita para pedir e receber perdão! Trágico!https://family.evangeli.net/pt/feria/2026-09-13
Meditação
A palavra: dos ouvidos ao coração!
Ninguém tem como pagar ou apagar a ofensa que comete contra alguém, seja ele nosso irmão ou principalmente Deus. E Jesus mesmo compara a ofensa feita a Deus a “uma enorme fortuna”, e aquela cometida contra o próximo, a “apenas cem moedas”. A quem ofende resta-lhe unicamente pedir perdão. Mas tudo vai depender de quem foi ofendido. Haverá perdão se, aos rogos do ofensor, quem foi ofendido usar de compaixão, de misericórdia, da gratuidade do amor para com ele.Se a Deus suplicamos perdão, nunca erraremos o alvo de sua compaixão, e seremos sempre perdoados. Como nos encantava o Papa Francisco com sua fé confiante: “Deus jamais se cansa de perdoar, nós é que podemos nos cansar de lhe pedir perdão!”.E idêntica compaixão Ele espera que vivamos para com o irmão faltoso contra nós, se igualmente nos suplica o perdão. E, perdão prontamente doado, não apenas “sete vezes”, mas “até setenta vezes sete”, num sempre que não admite nem pode admitir exceção. É a medida que Ele exige de nosso perdão ao próximo, pois é nessa idêntica medida que o Pai nos perdoa.Se negamos perdão, eis a dura advertência que Ele pode nos fazer: “Empregado perverso, eu te perdoei toda a dívida, porque tu me suplicaste. Não devias tu também ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?”.Sim, já nos tempos anteriores à vinda de Jesus até nós, o Pai nos alertava: “Perdoa a injustiça cometida por teu próximo; assim, quando orares, teus pecados serão perdoados” por mim. “Se (alguém) não tem compaixão do seu semelhante, como poderá pedir perdão dos seus pecados?”. “Lembra-te do teu fim e deixa de odiar; pensa na destruição e na morte, e persevera nos mandamentos”.E que bonito: nada parte, principalmente, dos lábios de Deus, unicamente como mandamento que nos prescreve. Não! Parte já de suas atitudes para com todo pecador, que somos nós: Ele “não nos trata como exigem nossas faltas, nem nos pune em proporção às nossas culpas. Quanto dista o nascente do poente, tanto afasta para longe nossos crimes”.Jesus herda também em sua experiência encarnada entre nós, o coração do Pai, que nada exclui, na ânsia insaciável de conquistar todos para si para a vida, em fazer que seja feliz, já aqui na terra, e plenamente com Ele em sua casa celeste. Assim, Jesus enfrenta até a morte nessa amorosa tentativa: “Morreu e ressuscitou exatamente para isto: para ser o Senhor dos mortos e dos vivos”.Entre vivos e mortos, todos se incluem, ninguém fica excluído; são esses que Jesus almeja alcançar, conquistar e atrair para a vida, também ao preço de sua morte.Pe. Domingos Sávio da Silva, C.Ss.R. https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=13%2F09%2F2026&leitura=meditacao
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