ANO A
Lc 7,36-50
Comentário do Evangelho
O amor libertador
Pode-se perceber nesta narrativa de Lucas uma adaptação das narrativas semelhantes de Marcos (14,3-9), Mateus (26,6-13) e João (cf. 2 abr.), onde se trata de uma refeição em Betânia, na casa de Lázaro, Maria e Marta. A refeição em casa de fariseu é uma peculiaridade de Lucas. Com sua narrativa, na qual quem unge Jesus com o perfume é uma mulher pecadora, Lucas, apresentando a parábola dos dois devedores ao fariseu que o convidara, destaca cada vez mais o amor misericordioso de Jesus, e a dimensão libertadora e vivificante da fé que traz a paz.
José Raimundo Oliva
Oração
Pai, faze-me nutrir um amor tão entranhado a Jesus a ponto de não ter vergonha de manifestá-lo em nenhuma circunstância, mesmo correndo o risco de ser mal-compreendido.
Fonte: Paulinas em 20/09/2012
Comentário do Evangelho
Uma profissão de fé sem palavras.
Jesus não se recusa ir à casa de quem quer que seja. Vai à casa até mesmo daqueles que lhe fazem oposição. É a terceira vez que é convidado e aceita ir à casa de um fariseu (5,29-32; 19,1-10). Estando à mesa na casa de Simão, o fariseu, uma pecadora da cidade entra na casa e faz como que os gestos típicos da lei de hospitalidade. A objeção de Simão informa o leitor que não se pode se deixar tocar por uma pecadora. Para responder à objeção do fariseu, Jesus conta uma parábola seguida imediatamente de uma pergunta a Simão. A parábola ressalta a gratuidade do credor: é ele quem perdoa, não importa qual o tamanho da dívida. Deus perdoou a mulher por sua fé em Jesus. Os gestos da mulher não exprimem simplesmente arrependimento, mas profunda fé naquele que a pode salvar. É uma profissão de fé sem palavras. Aqui, os gestos são muito mais eloquentes. Em Jesus ela encontra acolhida, pode experimentar a misericórdia de Deus e ver descortinar a possibilidade de uma vida nova. Não é em razão de sua fé que ela foi perdoada, mas a fé em Jesus é necessária para acolher o dom do perdão.
Carlos Alberto Contieri, sj
Oração
Pai, faze-me nutrir um amor tão entranhado a Jesus a ponto de não ter vergonha de manifestá-lo em nenhuma circunstância, mesmo correndo o risco de ser mal-compreendido.
Fonte: Paulinas em 18/09/2014
Comentário do Evangelho
Teus pecados estão perdoados
Este trecho do Evangelho de Lucas (Lc 7,36-50) nos revela a profunda misericórdia de Jesus e a grandeza do perdão de Deus, que é oferecido a todos, independentemente de seus pecados passados. A cena central é o contraste entre a atitude do fariseu Simão e a da mulher pecadora. Simão, que se considera justo, oferece a Jesus uma recepção fria e formal, enquanto a mulher, reconhecendo sua condição de pecadora, demonstra um gesto de amor sincero e arrependimento profundo.
A atitude da mulher nos ensina que o verdadeiro encontro com Cristo acontece quando nos aproximamos d’Ele com humildade, reconhecendo nossas falhas e buscando Sua misericórdia. Suas lágrimas e o perfume que ela derrama aos pés de Jesus simbolizam a conversão interior, uma transformação que só é possível quando aceitamos a profundidade de nossa necessidade de perdão.
Jesus nos ensina que o perdão divino não está condicionado pela quantidade de pecados, mas pela disposição do coração em se arrepender e amar. “Aquele, porém, a quem pouco lhe é perdoado, pouco amor demonstra”, diz Ele, mostrando que o amor sincero brota da experiência do perdão e da graça.
Esse evangelho também nos desafia a refletir sobre como julgamos os outros. Simão, ao ver a mulher, rapidamente a condena, esquecendo que ele próprio também precisa da misericórdia divina. A atitude de Jesus de acolher a pecadora é um convite para não nos prendermos aos julgamentos humanos, mas sim à compaixão e ao amor, reconhecendo a dignidade de cada pessoa.
Por fim, a frase de Jesus à mulher, “Tua fé te salvou. Vai em paz”, é uma promessa para todos nós: o perdão é fruto do amor e da fé. Quando nos abrimos à graça de Deus e acreditamos em Sua misericórdia, encontramos a paz verdadeira, aquela que vem do encontro com Cristo.
Fonte: Catequisar em 19/09/2024
COMENTÁRIO DO EVANGELHO
A pecadora perdoada
Esta é a história da mulher que não foi convidada para a festa e, no entanto, foi ela quem fez os gestos de acolhida que o dono da casa não fez. Ela demonstrou muito amor e muita fé, e seus pecados foram perdoados.
Cônego Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2024’, Paulinas.
Fontes: Facebook da Paroquia SantaCruz - Campinas SP e Comece o Dia Feliz em 19/09/2024
Vivendo a Palavra
Jesus exalta o gesto daquela mulher, conhecida pecadora, e perdoa os seus pecados. A atitude de amor e carinho dela para com o Mestre deve ser imitada por nós, hoje, cuidando com igual atenção e generosidade dos nossos irmãos, especialmente os pobres, que são o Corpo de Cristo presente entre nós.
Fonte: Arquidiocese BH em 20/09/2012
VIVENDO A PALAVRA
Jesus exalta o gesto daquela mulher, conhecida pecadora, e perdoa os seus numerosos pecados. A atitude de amor e carinho dela para com o Mestre deve ser imitada por nós, hoje, cuidando com igual atenção e generosidade dos nossos irmãos, especialmente os mais pobres, lembrando que eles são o próprio Cristo presente entre nós.
Fonte: Arquidiocese BH em 20/09/2018
VIVENDO A PALAVRA
A relação de Jesus com os excluídos e os marginalizados pela sociedade é sempre de grande ternura e respeito. Hoje Ele acolhe e perdoa uma mulher que o mundo havia condenado, e logo a toma como exemplo de caminhada na direção ao Reino do Pai Misericordioso: «Sua fé salvou você. Vá em Paz!»
Fonte: Arquidiocese BH em 17/09/2020
Reflexão
'Dize-me com quem andas e eu direi quem és!' A partir deste ditado, vemos as relações de exclusão que são estabelecidas entre os 'santos' e os 'pecadores'. E claro que quem é 'santo' não pode conviver com os 'pecadores' pois correrá o risco de se contaminar e se tornar um deles. Esta é a lógica da mentira e do farisaísmo que marca a vida de muitos de nós. Ninguém é 'santo', pois só Deus é Santo, e o pecado marca a nossa existência, e quem disser que não é pecador, é mentiroso, logo não somos melhores que ninguém. Se uma pessoa é reta de coração, deve conviver com todos para que possa testemunhar a todos o amor de Deus, a vivência na busca da santidade, e assim colaborar com a conversão dos pecadores.
Fonte: CNBB em 20/09/2012 e 18/09/2014
Reflexão
Exclusiva de Lucas, esta passagem abre enorme leque para várias considerações. Jesus aceita comer em companhia de um fariseu, que nem suspeita que algo revolucionário vai acontecer. Entra em cena uma mulher “conhecida na cidade como pecadora”. Um golpe violento para o fariseu que, por se considerar justo diante de Deus, não digeria a presença de pecadores. Jesus serenamente acolhe a mulher e se deixa tocar por ela, que não economiza afagos e lágrimas de amor e gratidão. Jesus sabe da sinceridade do gesto da pecadora, como também “faz leitura” da maldade aninhada no coração do fariseu. Então, põe cada coisa em seu devido lugar: realça a atitude amorosa da mulher e corrige o mau juízo ruminado pelo fariseu. Justifica aquela que fora pecadora e chama à conversão quem se achava impecável.
(Dia a dia com o Evangelho 2018 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)
Fonte: Paulus em 20/09/2018
Reflexão
Exclusiva de Lucas, esta passagem abre enorme leque para várias considerações. Jesus aceita comer em companhia de um fariseu, que nem suspeita que algo revolucionário vai acontecer. Entra em cena uma mulher, “conhecida na cidade como pecadora”. Um golpe violento para o fariseu que, por se considerar justo diante de Deus, não digeria a presença de pecadores. Jesus serenamente acolhe a mulher e se deixa tocar por ela, que não economiza afagos e lágrimas de amor e gratidão. Jesus sabe da sinceridade do gesto da pecadora, como também “faz leitura” da maldade aninhada no coração do fariseu. Então, põe cada coisa em seu devido lugar: realça a atitude amorosa da mulher e corrige o mau juízo ruminado pelo fariseu. Justifica aquela que fora pecadora e chama à conversão quem se achava impecável.
Oração
Ó Mestre e Senhor, livre de preconceitos e de normas opressoras, permites que a pecadora toque no teu corpo. Então, gestos de amor, arrependimento e gratidão misturam-se no mesmo ritual. O perdão se dá: “Seus pecados estão perdoados”. E a mulher, totalmente transfigurada, retira-se em paz. Amém.
(Dia a dia com o Evangelho 2020 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp (dias de semana) Pe. Nilo Luza, ssp (domingos e solenidades))
Fonte: Paulus em 17/09/2020
Reflexão
Exclusiva de Lucas, esta passagem abre enorme leque para várias considerações. Jesus aceita comer em companhia de um fariseu, que nem suspeita que algo revolucionário vai acontecer. Entra em cena uma mulher, “conhecida na cidade como pecadora”. Um golpe violento para o fariseu, que, por se considerar justo diante de Deus, não digeria a presença de pecadores. Jesus, serenamente, acolhe a mulher e se deixa tocar por ela, que não economiza afagos e lágrimas de amor e gratidão. Jesus sabe da sinceridade do gesto da pecadora, como também “faz leitura” da maldade aninhada no coração do fariseu. Então, põe cada coisa em seu devido lugar: realça a atitude amorosa da mulher e corrige o mau juízo ruminado pelo fariseu. Justifica aquela que fora pecadora e chama à conversão quem se achava impecável.
(Dia a dia com o Evangelho 2024)
Fonte: Paulus em 19/09/2024
Reflexão
«Ela postou-se aos pés de Jesus chorando»
Mons. José IgnaNcio ALEMAY Grau, Bispo Emérito de Chachapoyas
(Chachapoyas, Peru)
Hoje, Simon fariseu, convida para comungar o corpo de Jesus para chamar a atenção das pessoas. Era um ato de vaidade, mas o trato que Jesus deu ao recebê-lo, não correspondeu nem se quer ao mais elementar.
Enquanto ceiam, uma pecadora pública faz um grande ato de humildade: «Pondo-se atrás, aos pés de Jesus, começou a chorar e com suas lagrimas lhe molhava os pés e com os cabelos, os secavam, beijava seus pés e os ungia com o perfume» (Lc 7,38).
O fariseu em troca, ao receber Jesus, não lhe deu o beijo de saudação, água para seus pés, toalha para secá-los, nem lhe ungiu a cabeça com azeite. Além disso, o fariseu pensa mal, «Se este fosse profeta, saberia quem e que tipo de mulher é a que está tocando, pois é uma pecadora» (Lc 7,39). De fato, quem não sabia com quem tratava era o fariseu!
O Papa Francisco tem insistido muito na importância de aproximar-se dos enfermos e assim “tocar a carne de Cristo”. Ao canonizar a santa Guadalupe García, Francisco disse: «Renunciar a uma vida cômoda para seguir ao chamado de Jesus amar a pobreza para poder amar mais aos pobres, enfermos e abandonados, para servir-lhes com ternura e compaixão, isto se chama “tocar a carne de Cristo”. “Os pobres, abandonados, enfermos, e os marginais são a carne de Cristo». Jesus tocava os enfermos e se deixava tocar por eles e pelos pecadores.
A pecadora do Evangelho tocou Jesus e Ele estava feliz vendo como se transformava seu coração. Por isso lhe presenteou a paz recompensando sua fé valente. —Tu amigo, te aproximas com amor para tocar a carne de Cristo em tantos que passam junto a ti e de ti necessitam? Si sabes fazê-lo, tua recompensa será a paz com Deus, com os demais e contigo mesmo.
Pensamentos para o Evangelho de hoje
- «Como esta mulher conhecia as manchas de sua má vida, correu a lavá-las à fonte da misericórdia, sem se avergonhar de que estavam presentes os invitados» (São Gregório Magno)
- «Deus nos espera sempre, embora nós estejamos longe» (Francisco)
- «A contemplação é a oração do filho de Deus, do pecador perdoado que consente em acolher o amor com que é amado e ao qual quer corresponder amando ainda mais (cf. Lc 7, 36-50) (...)» (Catecismo da Igreja Católica, n° 2712)
Fonte: Evangeli - Evangelho - Feria em 19/09/2024
Reflexão
«Tua fé te salvou. Vai em paz!»
Rev. D. Ferran JARABO i Carbonell
(Agullana, Girona, Espanha)
Hoje, o Evangelho nos chama a ficar atentos ao perdão que o Senhor nos oferece: «Teus pecados estão perdoados» (Lc 7,48). É preciso que os cristãos nos lembremos de duas coisas: que devemos perdoar sem julgar à pessoa e amar muito porque fomos perdoados gratuitamente por Deus. Gera-se um duplo movimento: o perdão recebido e o perdão amoroso que devemos dar.
«Quando alguém lhe insulte, não lhe jogue a culpa, jogue-a ao demônio que, em todo caso, é quem faz insultar, e descarregue nele toda sua ira; em troca, compadeça ao desgraçado que faz o que o diabo lhe mandar» (São João Crisóstomo). Não se deve julgar à pessoa mas reprovar a má ação. A pessoa é um objeto continuado do amor do Senhor, são as ações que nos distanciam de Deus. Nós, então, devemos estar sempre dispostos a perdoar, acolher e amar á pessoa, mas a rejeitar aquelas ações contrarias ao amor de Deus.
«Quem peca fere a honra de Deus e o seu amor, sua própria dignidade de homem chamado a ser filho de Deus e o bem espiritual da Igreja, da qual cada cristão deve ser pedra viva» (Catecismo da Igreja, n. 1487). Através do Sacramento da Penitência, a pessoa tem a possibilidade e a oportunidade de refazer sua relação com Deus e com toda a Igreja. A resposta ao perdão recebido, só pode ser o amor. A recuperação da graça e a reconciliação nos levará à amar com um amor divinizado. Somos chamados para amar como Deus ama!
Perguntemo-nos hoje, especialmente, se somos conscientes da grandeza do perdão de Deus, se somos aqueles que amam à pessoa e lutam contra o pecado e, finalmente, se acudimos com confiança ao Sacramento da Reconciliação. Tudo o podemos com o auxilio de Deus. Que nossa humilde oração nos ajude.
Fonte: Evangeli - Evangelho - Feria em 19/09/2024
Reflexão
O sacramento da Penitência: a realidade do pecado à luz da infinita misericórdia de Deus
REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)
Hoje, inesperadamente entra uma hóspede não convidada nem prevista: uma mulher prostituta. Compreensível o embaraço dos presentes, do qual contudo a mulher não se preocupa. Ela avança e para aos pés de Jesus. Chegaram aos seus ouvidos as suas palavras de perdão e de esperança para todos, também as prostitutas. Molha com as lágrimas os pés de Jesus, enxuga-os com os cabelos, beija-os e unge-os com um perfume suave. Fazendo assim a pecadora pretende expressar o afeto e o reconhecimento que sente pelo Senhor com gestos que lhe são familiares, mesmo se socialmente censurados.
É preciso fazer experimentar a quem se confessa aquela ternura divina para com os pecadores arrependidos que tantos episódios evangélicos mostram com tonalidades de intensa comoção. No sacramento da Reconciliação, seja qual for o pecado que se tenha cometido, se o reconhecermos humildemente e nos aproximarmos confiantes do sacerdote confessor, experimenta-se sempre a alegria pacificadora do perdão de Deus.
—A quem muito ama, Deus tudo perdoa.
Fonte: Evangeli - Evangelho Master - Feria em 19/09/2024
Recadinho
Qual nossa atitude para com os pobres e os humildes? - Não acontece às vezes de eu me julgar mais importante que os outros? - Uso de misericórdia para com os que erram? - O que é mais fácil, ressaltar os erros do próximo ou procurar ver suas qualidades? - O fariseu condena Jesus e também a pecadora! Tudo num pacote só! O que pensar disso?
Padre Geraldo Rodrigues, C.Ss.R
Fonte: a12 – Santuário Nacional em 18/09/2014
Meditação
Vendo a mulher que chorava aos pés de Jesus, e os perfumava, o fariseu foi duro: “Se este homem fosse um profeta, saberia que tipo de mulher está tocando nele, pois é uma pecadora”. A resposta de Jesus foi clara: “Esta mulher não é o que você pensa; ela já foi perdoada. Mostra esse amor tão grande porque sabe que muito lhe foi perdoado. Se tu reconhecesses teu pecado, serias perdoado e também haverias de amar do mesmo tanto”.
Oração
Ó DEUS, vós que criais e governais todas as coisas, volvei para nós o vosso olhar e, para sentirmos a ação da vossa misericórdia, dai-nos a graça de vos servir de todo o coração. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
Fonte: a12 - Reze no Santuário - Deus Conosco em 19/09/2024
Comentário sobre o Evangelho
Uma mulher pecadora unge os pés de Jesus enquanto Ele comia na casa de um fariseu
Hoje, comovemo-nos perante a ternura de Jesus. Foi convidado por um fariseu para uma refeição… Todos murmuram quanto ao que aquela mulher faz - Maria Madalena – e quanto ao que Jesus deixa que ela lhe faça…
- Jesus está feliz! Mais tarde, Maria Madalena será a primeira pessoa a ver Cristo ressuscitado. Se queres encontrar Jesus, ocupa-te de Jesus!
Fonte: Family Evangeli - Feria em 19/09/2024
Meditando o evangelho
UM GESTO DE AMOR
Embora vivendo numa sociedade cheia de preconceitos, Jesus não se deixava levar por eles. Sua ação norteava-se pelas exigências do Reino; sua liberdade não dependia da opinião alheia. Por isso, não deixava de fazer o bem, quando necessário, mesmo correndo o risco de ser mal interpretado.
O fariseu, que convidara Jesus para uma refeição, tinha uma série de preconceitos. Olhava para as mulheres com desprezo. No caso das prostitutas, este desprezo transformava-se em verdadeiro asco e repúdio. Na sua opinião, os mestres deveriam guardar distância dessas mulheres e não se deixar tocar por elas. Também esse fariseu confundia ser profeta com ser capaz de conhecer as intenções dos outros.
Embora fosse o convidado, Jesus censurou seu anfitrião. Este observou, com malícia, o gesto amoroso de uma pecadora da cidade que entrara em sua casa, pondo-se a banhar os pés do Mestre com suas lágrimas, a enxugá-los com seus cabelos e a cobri-los de perfume. Para Jesus isto era uma manifestação de amor, para o fariseu, não passava de um gesto sensual. Além disso, a ação da mulher substituíra a falta de delicadeza do fariseu, que não realizou os gestos de praxe, quando da chegada de um hóspede. Enfim, aquela mulher, apesar de pecadora, tinha mais nobreza do que o anfitrião mal-educado e preconceituoso.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Senhor Jesus, tira de mim toda malícia e todo preconceito que me levam a interpretar, de forma equivocada, o que é gesto de amor.
Fonte: Dom Total em 20/09/2018
Meditando o evangelho
AQUELA QUE MUITO AMOU
O capacidade de Jesus acolher e perdoar os pecadores era sem limites. Em nenhuma circunstância ele se sentia desobrigado ou sem condições de dar mostras do que se passava em seu coração. Os pecadores eram sempre bem-vindos!
O episódio acontecido na casa do fariseu, que o convidou para uma refeição, é típico do modo de ser de Jesus. A chegada da pecadora, bem conhecida na cidade, e os gestos quase afetados de humildade e reconhecimento não chegaram a embaraçá-lo. Ele, que conhecia muito bem a história daquela mulher, via tudo aquilo com muita naturalidade.
A atitude do fariseu fazia contraponto com a de Jesus. Pondo sob suspeita a condição profética do Mestre, o anfitrião deu vazão aos seus pensamentos preconceituosos e malevolentes. É bem provável que atribuísse à passividade de Jesus intenções perversas em relação à mulher. Ou, então, deduzia: se é profeta e se deixa tocar por uma pecadora, é porque é ingênuo.
A intervenção de Jesus põe em confronto a atitude da mulher e a atitude do fariseu. Como o fariseu tinha convidado o Mestre por mera formalidade, sem sentir por ele nenhum afeto especial, podia dar-se ao direito de tratá-lo sem muita deferência. Foi o que manifestou desde o momento em que Jesus pisou naquela casa. Quanto à mulher, por saber-se perdoada e valorizada pelo Mestre, sentia-se livre para demonstrar-lhe seu amor, embora correndo o risco de ser mal interpretada. Seu gesto revelou a magnitude do amor e do perdão de Jesus.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total)
Oração
Espírito de humilde reconhecimento, move-me a manifestar, sem nenhum receio, minha gratidão por saber-me amado e perdoado por Jesus.
Fonte: Dom Total em 18/09/2014 e 17/09/2020
Oração
Ó Deus, criador de todas as coisas, volvei para nós o vosso olhar e, para sentirmos em nós a ação do vosso amor, fazei que vos sirvamos de todo o coração. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Dom Total em 18/09/2014
COMENTÁRIOS DO EVANGELHO
1. A CONSCIÊNCIA DO PECADO
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)
Na sociedade globalizante e consumista da qual fazemos parte, onde vale tudo para ser feliz seduzido pelas facilidades da vida moderna, na medida em que o homem avança em ritmo acelerado na tecnologia e na ciência, experimenta uma evolução rápida e espantosa. Porém, por outro lado todo esse sucesso da comunidade científica aumenta no ser humano a prepotência e a autossuficiência, assumindo o lugar de Deus, quando se apresenta como senhor de sua vida e de seus atos, conhecedor do bem e do mal, e arrogando-se o direito de decidir sua própria vida.
E assim, nessa sociedade mais do que nunca antropocêntrica, o homem arrogante vai dando o seu grito de independência, decretando a morte de Deus e o fim do pecado, como se Deus atrapalhasse os planos de felicidade do Ser humano.
Mas e os discípulos de Jesus, membros de tantas igrejas cristãs, como se posicionam diante dessa sociedade que “liberou geral” em uma verdadeira maratona do “vale tudo” na busca do prazer, sucesso e felicidade?
A voz profética de Natã na primeira leitura despertou no rei Davi a consciência do seu delito, do seu procedimento totalmente contrário à palavra de Deus, pois colocou Urias na frente de batalha para que este morresse e assim ele pudesse possuir a sua esposa. Essa atitude penitente permitiu ao rei experimentar a alegria do amor de Deus.
Precisamos admitir que estamos enfermos, para que possamos ser curados pela misericórdia divina. O salmo 51 é um dos mais belos da sagrada escritura, com seu caráter profundamente penitencial mostra-nos o rei Davi humilde e penitente, que reconhece o seu pecado “Pequei contra o Senhor”.
Mas o pior enfermo é aquele que não admite a sua enfermidade, procurando esconde-la com práticas religiosas e uma aparência piedosa diante dos irmãos. O Fariseu Simão, que convidara Jesus para jantar em sua casa, não é má pessoa ao contrário, sua conduta é irrepreensível já que cumpre todos os deveres para com Deus e o próximo e como bom teólogo conhece a Palavra de Deus, suas promessas e suas leis dadas a Moisés.
Já a mulher tem má fama, é conhecida como pecadora sendo moralmente desqualificada, e por sua conduta está excluída da comunidade porque é considerada impura, mas há algo em sua vida que a difere do fariseu piedoso: conheceu Jesus e descobriu-se amada e querida por ele, apesar dos seus inúmeros pecados. É a experiência desse amor que a leva a reconhecer-se pecadora, sentindo no coração não um remorso doloroso, mas sim uma incontida alegria que procurou manifestar na casa do fariseu, lavando e ungindo os pés daquele que a fez descobrir o verdadeiro amor.
O fariseu mantinha com Deus uma relação sem dúvida piedosa, mas como se sentia justificado pelas suas obras, dava-se o direito de julgar os que estavam em pecado, excluindo-os de sua companhia, e sentindo-se merecedor do amor de Deus e sua salvação.
Note-se que Jesus não condena a conduta e o modo de viver do fariseu, e nem tão pouco aprova a vida pecaminosa da mulher, apenas realça o modo como ambos se relacionam com Deus. Certamente essa experiência com o Mestre Jesus mudou para sempre a vida daquela mulher, mostrando-nos que a iniciativa é sempre de Deus e que somente quando descobrimos o seu amor em nossa vida, é que percebemos o quanto somos pecadores por não correspondermos a esse amor.
Simão admirava Jesus, mas não via nele nada de especial, porque a lei, tradição, o rito e suas boas obras não o deixavam sentir o quanto Deus o amava, manifestando este amor em Jesus. A religião do perfeccionismo e do moralismo é sempre muito triste porque nela, o homem mantém com Deus não uma relação de filho, amado e querido, mas apenas de um empregado, que cumpre seu dever junto ao patrão, merecendo deste o justo salário.
A verdadeira autêntica e única religião tem como base um amor que não se prende a qualquer lei moral ou norma de conduta, mas sim ao encanto e fascínio por Cristo Jesus, cujo olhar, gesto e palavras tem o poder de tocar nosso coração, fazendo-nos renascer e recuperar nossa dignidade de filhos de Deus, despertando esse desejo incontido de estar a seus pés, como essa mulher, naquela noite imemorável na casa de Simão. Que o formalismo religioso não mate em nós a alegria desse amor grandioso!
2. Tua fé te salvou. Vai em paz! - Lc 7,36-50
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - comece o dia feliz)
A mulher, que não foi convidada para a festa, torna-se revelação da força da fé ativa no amor. Seus pecados foram perdoados porque ela muito amou. A ela Jesus diz pessoalmente: “Tua fé te salvou. Vai em paz!”. A fé se mostrou no amor e trouxe a paz. Simão, o fariseu, e seus convidados são chamados a percorrer o mesmo caminho da fé, do amor e da paz, para a salvação.
Fonte: NPD Brasil em 17/09/2020
HOMILIA DIÁRIA
Cuidado para não criticar e censurar um coração arrependido
Postado por: homilia
setembro 20th, 2012
Um fariseu convidou Jesus para jantar. Jesus foi até a casa dele e sentou-se para comer. Naquela cidade morava uma mulher de má fama. Ela soube que Jesus estava jantando na casa do fariseu. Então pegou um frasco feito de alabastro, cheio de perfume, e ficou aos pés de Jesus, por trás. Ela chorava e as suas lágrimas molhavam os pés dele. Então ela os enxugou.
A segurança parecia retornar ao coração de Simão, o fariseu, ao assistir a tão escandalosa cena. Com os seus próprios cabelos, aquela mulher beijava os pés de Jesus e derramava o perfume neles. Quando o fariseu viu isso, pensou assim: “Se este homem fosse, de fato, um profeta, saberia quem é esta mulher que está tocando nele e a vida de pecado que ela leva”.
Seu juízo é apressado e infundado. Assim como não teve fé e amor para enlevar-se com o Mestre, faltou-lhe também o discernimento para, na ex-pecadora, ver e interpretar os sinais de um arrependimento perfeito, pois são notórios os efeitos do vício ou da virtude estampados na face (cf. Eclo 13, 31).
O orgulho de ser um rigoroso e sábio legista levou-o a uma conclusão aparentemente lógica, mas em realidade temerária, contra o Médico e contra a enferma. Além do mais, manifestou sua falsidade, pois, se concebeu no seu interior a convicção de estar diante de um homem comum e aguardou sua saída para provavelmente comentar com satisfação o aparente horror daquele escândalo, por que chamá-lo de Mestre? A esse respeito, comenta com muita propriedade São Gregório Magno: “O Médico se encontrava entre dois enfermos; um tinha a febre dos sentidos, e o outro havia perdido o sentido da razão: aquela mulher chorava o que havia feito, mas o fariseu, orgulhoso pela sua falsa justiça, exagerava a força de sua saúde”.
Além não ter consciência ou virtude para perceber na pecadora a enorme graça de que havia sido objeto, faltou ao fariseu humildade, fé e amor para ver em Jesus o Filho de Deus. Entretanto, a prova de quanto Jesus é profeta foi dada a Simão logo a seguir, no estilo tão apreciado naqueles tempos: através da parábola dos dois devedores.
É notório o caráter universal das palavras do Salvador contidas nesse trecho, mas não podemos negligenciar a realidade concreta a desdobrar-se diante de seus olhos de Juiz Supremo.
Ali estavam dois réus. Ambos haviam ofendido a Deus em graus diferentes e necessitavam, portanto, do perdão. A pecadora estava tomada por um arrependimento perfeito e foram-lhe perdoados os seus muitos pecados, porque muito amou. Quanto ao fariseu, o Senhor lhe externa sua disposição em perdoá-lo, mas seriam necessários – da parte dele – fé e maior amor. Indispensável era ao fariseu reconhecer seu débito para com Deus e pedir-Lhe perdão, mas ele assim não procedeu por ser orgulhoso.
É fácil compreender a sentença final do Divino Juiz: a pecadora é oficial e publicamente perdoada; quanto ao fariseu, na melhor das hipóteses — se chegasse a arrepender-se e vencer seu orgulho — caberia, talvez, o decreto de Nosso Senhor: “os publicanos e as meretrizes vos precedem no Reino de Deus”.
Esta sentença pode ser minha e sua quando criticamos e censuramos os outros. Sobretudo, aqueles que a sociedade marginaliza e considera como “pecadores públicos”. E Jesus, voltando-se para o excluído diz: “A tua fé te salvou. Vai em paz”.
Padre Bantu Mendonça
Fonte: Canção Nova em 20/09/2012
HOMILIA DIÁRIA
Em Deus encontramos a misericórdia e o perdão
Em Deus encontramos a misericórdia e o perdão. O importante é ter a consciência de que não podemos mais nos ferir e de que não devemos mais ferir a relação com Deus.
“Por esta razão, eu te declaro: os muitos pecados que ela cometeu estão perdoados porque ela mostrou muito amor.” (Lucas 7, 47)
Nós hoje estamos diante de uma das cenas mais lindas do Evangelho de São Lucas que fala de uma mulher conhecida como pecadora, porque todos a conheciam. A fama dela era grande na cidade. Não sei de que pecado se trata, mas é uma pecadora conhecida por todos. Ela se aproxima de Jesus com um frasco de alabastro, joga aquele perfume caro nos pés d’Ele e chora sobre Seus pés. Com suas lágrimas ela vai banhando os pés do Mestre e depois os enxuga com os próprios cabelos; enche-os de beijos e unge os pés d’Ele com aquele perfume do alabastro que ela havia trazido.
Simão se escandaliza com a atitude de Jesus, porque o Mestre deveria saber de quem aquela mulher se tratava. Mas o Mestre mesmo diz: “Ah, Simão, ela demonstrou muito amor, e por demonstrar muito amor os seus muitos pecados estão perdoados. Porque aquele a quem se perdoa pouco se mostra pouco amor”.
Em outras palavras, o perdão de Deus chega até nós quando realmente demonstramos contrição e arrependimento pelas nossas faltas. Ela estava ali não porque simplesmente tinha um remorso, um desgosto, uma angústia ou uma sensação de sentir-se a mais infame das mulheres. Estava ali porque tomou consciência de que feriu o amor de Deus, estava arrependida de viver longe do amor divino, ferido por causa de seus inúmeros pecados.
E não importam o tamanho e a quantidade dos nossos pecados, o que é mais importante é o tamanho do nosso arrependimento! Pode ser um pecadinho só, mas se não demonstro nenhum arrependimento, ele vai só se acumulando dentro de mim. Por outro lado, podem ser inúmeros pecados, mas, de repente, se eu demonstro grande arrependimento, a misericórdia de Deus me lava e me inunda por inteiro.
Não importa a quantidade, não importa o pecado que você cometeu. O importante é ter a consciência de que não podemos mais nos ferir, de que não podemos mais ferir o outro e não devemos mais ferir a relação amorosa que temos com Deus. Eu me jogo aos pés do Mestre e, com o coração humilde, com o coração contrito, reconheço o quanto o pecado me fere e o quanto fere a minha relação com Deus. Que o amor de Deus e que a misericórdia d’Ele curem as feridas que o pecado deixa dentro de nós!
Deus abençoe você!
Fonte: https://homilia.cancaonova.com/pb/homilia/em-deus-encontramos-a-misericordia-e-o-perdao/?sDia=18&sMes=9&sAno=2014 (18/09/2014)
HOMILIA DIÁRIA
Jesus, perdoa todos os nossos pecados
A quem muito amamos muito perdoamos. Se não temos ou não demonstramos muito amor por Deus, também experimentamos muito pouco do Seu perdão
“Por esta razão, eu te declaro: os muitos pecados que ela cometeu estão perdoados, porque ela mostrou muito amor. Aquele a quem se perdoa pouco mostra pouco amor.” (Lucas 7,47)
O Evangelho de hoje é lindo e merece toda a nossa atenção. Uma mulher era conhecida, na cidade, como pecadora. Eu não sei, de fato, quais eram os pecados dessa mulher, mas ela recebeu o adjetivo de “pecadora”, e todos a conheciam assim.
As pessoas gostam de rotular umas as outras, mas, infelizmente, rotulam-se pelo negativo. Alguém que cometeu essa ou aquela falha, alguém que tem algo que não nos agrada… Muitas vezes, até esquecemos o nome da pessoa, mas em nós está o rótulo que temos dela. Se aquela pessoa tem um pecado, maior é o nosso pecado quando a rotulamos pelos seus defeitos, pelas suas fraquezas, pelos seus pecados e assim por diante.
Jesus não rotula ninguém; pelo contrário, Ele acolhe a todos. Por esse motivo, os pecadores se aproximam d’Ele, vão ao encontro d’Ele. Essa mulher, que oficialmente ninguém a tinha bem, que queriam distância dela, não encontrava o acolhimento que precisava.
Todos nós precisamos mudar de vida, mas não mudamos, porque achamos que o outro tem vida errada, o outro que é pecador. “Eu não faço o que ele faz.”
A nossa relação com Deus não se mede por comparação, mas pela proximidade, por um coração que reconhece sua miséria e necessita do amor misericordioso do Senhor.
Os religiosos da época de Jesus não O acolheram nem foram acolhidos por Ele. Não foi Jesus quem não os acolheu, mas foram eles que não sentiram necessidade d’Ele, pois já estavam justificados. Essa mulher era muito pecadora, assim a rotularam, mas ela tinha muita sede de amor, de cura e libertação. Ela se jogou aos pés de Jesus e passou nos pés d’Ele o melhor perfume e demonstrou todo o seu amor, por isso todos os seus pecados foram perdoados.
A quem muito amamos muito perdoamos. Se não temos ou não demonstramos muito amor por Deus, também experimentamos muito pouco do Seu perdão e da Sua misericórdia; e vamos crescendo no orgulho, na soberba espiritual de nos acharmos santos, justificados e melhores que os outros.
Que perigo de vida nós corremos! Que Deus nos dê juízo, sabedoria e humildade.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 20/09/2018
HOMILIA DIÁRIA
O lugar dos pecadores é aos pés de Jesus
“Eu te declaro: os muitos pecados que ela cometeu estão perdoados porque ela mostrou muito amor. Aquele a quem se perdoa pouco mostra pouco amor.” (Lucas 7,47)
Jesus estava na casa daquele fariseu chamado Simão, que O convidou para uma refeição. Enquanto o fariseu, aquele homem tão religioso, que se achava tão justificado, estava até com arrogância, porque estava recebendo Jesus, uma mulher conhecida como pecadora soube que Jesus estava ali. Ela não quis nem saber se seria recebida ou não, se poderia entrar ou não, ela correu ao encontro do Senhor.
Fico impressionado com a intrepidez dessa mulher, com a ousadia que ela teve. Ela não parou nos seus pecados, não parou nos rótulos, nos preconceitos que as pessoas tinham em relação a ela, porque tudo o que ela queria era o amor misericordioso de Jesus. Por isso, ela se jogou aos pés d’Ele, colocou-se aos pés do Mestre para chorar seus pecados, para buscar a contrição na sua vida, e com as lágrimas ela lavou os pés de Jesus, com seus cabelos ela enxugou os pés d’Ele. Todo amor do seu coração ela colocou aos pés do Senhor.
Simão, o fariseu, ficou olhando aquela situação com uma indignação irônica. “Se esse homem fosse realmente profeta, saberia que mulher está aos seus pés”. Ele não disse, mas pensou.
O lugar de lavarmos os nossos pecados e o nosso coração é aos pés de Jesus
Sabe aqueles pensamentos que alimentamos e temos dentro de nós? Aqueles nossos julgamentos que costumamos fazer da vida dos outros, e assim por diante, sem conhecer a profundidade e a verdade, porque achamos que conhecemos e sabemos de tudo.
O Mestre Jesus, que lê os pensamentos, os corações, que lê aquilo que está na expressão da nossa humanidade irônica, disse: “Simão, cheguei à sua casa, tu nem me acolheste com o ósculo; cheguei a tua casa e não me ofereceste nada para comer”. Jesus chegou, e o fariseu pouco se incomodou, ele apenas recebeu Jesus, mas não se colocou aos pés d’Ele.
O lugar dos pecadores é aos pés de Jesus, o lugar de lavarmos os nossos pecados e o nosso coração é aos pés de Jesus. Os arrogantes ficam de pé, achando-se os melhores e mais importantes do que os outros. Os arrogantes estão aí nas redes sociais, nas conversas, julgando, comentando, criticando, zombando dos outros e colocando-se acima da média.
Os arrogantes espirituais são aqueles que julgam conhecer, saber tudo de Deus e da Igreja, saber quem já está a salvo e quem está condenado. Os arrogantes são aqueles que têm muitas pedras para atirar, mas os pecadores, aqueles a quem Jesus foi enviado, colocam-se aos pés do Senhor e não importa qual seja o tamanho do pecado, o que importa é a intensidade do amor, por isso essa mulher foi amada e perdoada, porque demonstrou todo amor e não se deixou parar nos parâmetros da arrogância humana.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 17/09/2020
HOMILIA DIÁRIA
Perfume que atravessou os séculos
“Certa mulher, conhecida na cidade como pecadora, soube que Jesus estava à mesa, na casa do fariseu. Ela trouxe um frasco de alabastro com perfume, e, ficando por detrás, chorava aos pés de Jesus; com as lágrimas começou a banhar-lhe os pés, enxugava-os com os cabelos, cobria-os de beijos e os ungia com o perfume. Vendo isso, o fariseu que o havia convidado ficou pensando: “Se este homem fosse um profeta, saberia que tipo de mulher está tocando nele, pois é uma pecadora.” (Lc 7,37-39)
Muito bem, o perfume usado por aquela mulher era tão bom, que ele atravessou os séculos e nós o podemos sentir ainda hoje. De fato, a fragrância do amor exala longe. Do contrário, o mau cheiro do julgamento e da arrogância fica apenas com a pessoa que o prova.
Como nos lembra bem São Paulo, nós somos o bom perfume de Cristo, chamados a espalhar essa fragrância por onde nós passamos. E veja que aquela mulher não tinha um frasco muito interessante. Nos tempos de hoje, a marca não era muito boa, era uma mulher pecadora conhecida de todos. Porém, estar na presença de Jesus extraiu o melhor dela. A sua essência, o seu amor genuíno, o seu amor mais puro, desinteressado.
Frasco aparentemente atraente
Por outro lado, Simão, o fariseu, aparentemente, tinha um frasco atraente, tinha uma marca muito boa, era um devoto praticante da lei de Deus, um homem religioso. Porém, estar na presença de Jesus para ele não passava de um oportunismo e de um aproveitamento da figura de Jesus. Tanto que, quando ele pensou que Jesus não tinha nada de especial mais, pelo fato de permitir àquela mulher fazer o gesto de lavar os Seus pés na frente de todo mundo, Simão ignorou completamente Jesus, tratando-O como um qualquer. Não O saudando, não lavando Seus pés, não O saudando com um beijo, não acolhendo Jesus. Porque, para Simão, era só oportunismo, Jesus era uma oportunidade.
Simão espalhou o mau cheiro do oportunismo, do aproveitamento do outro, da religiosidade de fachada aparente, “só para inglês ver”, como a gente diz no nosso ditado. Isso não cola, não cola mesmo!, porque o povo percebe quando há sinceridade. O povo sabe quando há um coração, de fato, devoto, quando é um coração temente a Deus e que faz determinada coisa por amor ao reino dos céus. Isso fica muito claro.
Por isso, vamos nos aproximar de Cristo, vamos ter contato com o perfume do Seu amor, para, depois, espalharmos esse perfume onde nós estamos, no contato com as pessoas, no acolhimento, na misericórdia que nós exercemos na vida das pessoas. Nós somos o bom odor de Cristo.
Sobre todos vós, desça a bênção do Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!
Padre Donizete Heleno Ferreira
Padre Donizete Heleno Ferreira é Brasileiro, nasceu no dia 26/09/1980, em Rio Pomba, MG. É Membro da Associação Internacional Privada de Fieis – Comunidade Canção Nova, desde 2003 no modo de compromisso do Núcleo.
Fonte: Canção Nova em 19/09/2024
Oração Final
Pai Santo, que nós tenhamos sempre um pouco de bálsamo para aliviar a dor dos nossos companheiros de caminhada. E faze-nos generosos para cuidar de cada um deles, como sinal do teu Amor de Pai que tem coração de Mãe, seguindo o exemplo do Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, que contigo reina na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 20/09/2012
ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, que nós tenhamos sempre um pouco de bálsamo para aliviar a dor dos nossos companheiros de caminhada. E nos faze generosos para cuidar de cada um deles, como sinal do teu Amor de Pai que tem ternura maternal, seguindo o exemplo do Cristo Jesus, teu Filho que se fez nosso Irmão e contigo reina na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 20/09/2018
ORAÇÃO FINAL
Pai amado, dá a tua Igreja o olhar puro de Jesus de Nazaré. Que nós vejamos os irmãos sem preconceitos ou julgamentos e, mais ainda, sem condenações. Dá-nos Fé como a daquela mulher que todos consideravam pecadora, mas que foi forte bastante para salva-la e lhe dar a Paz, como mostrou o Evangelho. Pelo mesmo Jesus Cristo, teu Filho e nosso Irmão, que contigo vive na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 17/09/2020



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