quarta-feira, 12 de agosto de 2026

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 13/08/2026

ANO A


Mt 18,21-19,1

COMENTÁRIO AO EVANGELHO

Tomado de compaixão, o senhor daquele servo liberou-o e lhe perdoou a dívida


O protagonismo de Pedro, que colocou a questão e uma tentativa de resposta sobre os limites do perdão, deu a Jesus a ocasião para elucidar, ainda mais, o sentido da correção fraterna e o quanto o Pai se interessa pelo bem-estar e pela reconciliação dos seus filhos e filhas. Jesus inverteu a lógica proferida por Lamec em Gênesis 4,23-24. No lugar da vingança, a oferta ilimitada de perdão e reconciliação. Assim, o que queremos que os outros nos façam, o bem, a todos seja feito; o que não queremos que os outros nos façam, o mal, a ninguém seja feito. Essa regra de ouro elucida bem a questão sobre o perdão e como o exemplo dado por Jesus permite compreender o que está em jogo, quando o ser humano dirige a Deus o pedido de perdão no Pai-Nosso. A sentença final da parábola permite compreender a última etapa da correção fraterna.
Pe. Leonardo Agostini Fernandes, ‘A Bíblia dia a dia 2026’, Paulinas.
Fontes: https://www.facebook.com/ParoquiaSantaCruzCampinas e https://www.comeceodiafeliz.com.br/evangelho/tomado-de-compaixao-o-senhor-daquele-servo-liberou-o-e-lhe-perdoou-a-divida-13082026

Reflexão

Um ensinamento sobre o perdão sem limites conclui o discurso comunitário de Jesus. Como é já característico do Evangelho de Mateus, o discurso é seguido por uma parábola que ajuda a refletir, aprofundar e fixar na mente e no coração o sentido daquele ensinamento. Nossa mesquinhez humana é incapaz de perdoar uma pequena dívida, demonstrando não reconhecer a generosidade enorme do Rei divino que perdoou uma fortuna. Além do perdão ao próximo como consequência do infinito perdão proporcionado por Deus a nós, a parábola nos faz refletir, portanto, sobre o sentido da gratidão, que muitas vezes deixamos em segundo plano.
(Dia a dia com o Evangelho 2026)
https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/13-quinta-feira-13/

Reflexão

«Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim?»

Rev. D. Joan BLADÉ i Piñol
(Barcelona, Espanha)

Hoje, perguntar «quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim?» (Mt 18,21), é também perguntar: Estes a quem tanto amo, os vejo com tantas manias e caprichos que me chateiam, que me incomodam com frequência, não falam comigo... E isto se repete este dia e no outro dia. Senhor, até quando tenho que aguentar isso?
Jesus responde com a lição de paciência. Na realidade, os dois devedores coincidem quando dizem: «Tem paciência comigo» (Mt 18,26.29). Mas, enquanto o descontrole do malvado, que já ia sufocando o outro por pouca coisa, lhe ocasionaria a ruína moral e econômica, a paciência do rei, não só salva o devedor, sua família e os bens, como engrandece a personalidade do monarca e gera confiança na corte. A reação do rei, nos lábios de Jesus, nos recorda o livro dos Salmos: «Mas em ti se encontra o perdão, para seres venerado com respeito» (Sal 130,4).
Está claro que precisamos nos opor à injustiça, e, se necessário, energicamente (suportar o mal seria um indício de apatia ou covardia). Mas, a indignação é saudável quando nela não há egoísmo, nem ira, nem sandice, senão o desejo reto de defender a verdade. A autêntica paciência é a que nos leva a suportar misericordiosamente a contradição, a debilidade, as doenças, as faltas de oportunidade das pessoas, dos acontecimentos ou das coisas. Ser paciente equivale a dominar-se a si mesmo. As pessoas susceptíveis ou violentas não podem ser pacientes porque nem pensam nem são donos de si mesmos.
A paciência é uma virtude cristã porque faz parte da mensagem do Reino dos Céus, e se forja na experiência de que todos nós temos defeitos. Se Paulo nos exorta a nos suportarmos uns aos outros (cf. Col 3,12-13), Pedro nos recorda que a paciência do Senhor nos dá a oportunidade de nos salvarmos (cf. 2 Pe 3,15).
Certamente, quantas vezes a paciência do bom Deus nos perdoou no confessionário! Sete vezes? Setenta vezes sete? Quiçá mais!

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «Se buscar um exemplo de paciência, encontrara o melhor deles na Cruz. Grande foi a paciência de Cristo na cruz» (São Tomás de Aquino)

- «O Senhor toma-se seu tempo. Mas incluso Ele, nesta relação conosco, tem muita paciência. E espera por nós até o final da vida! Pensemos no bom ladrão, que justo ao final, reconheceu a Deus» (Francisco)

- «Os leigos recebem a vocação admirável e os meios que permitem ao Espírito produzir neles frutos cada vez mais abundantes. De facto, todas as suas atividades, orações, iniciativas apostólicas, a sua vida conjugal e familiar, o seu trabalho de cada dia, os seus lazeres do espírito e do corpo, se forem vividos no Espírito de Deus, e até as provações da vida se pacientemente suportadas, tudo se transforma em “sacrifício espiritual, agradável a Deus por Jesus Cristo”. Na celebração eucarística, todas estas oblações se unem à do Corpo de Senhor, para serem piedosamente oferecidas ao Pai (...).» (Catecismo da Igreja Católica, n° 901)
https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-08-13

Reflexão

Sem Deus não há perdão

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje nos encontramos com os limites de nossa força para curar, para superar o mal. Encontramos-nos com a prepotência do mal, à que não conseguimos dominar só com nossas forças. Isto é: sem Deus não há perdão; e, sem perdão não há cura. Não é em vão que o tema do "perdão" aparece continuamente em todo o Evangelho.
Ao servo despiedado —um alto mandatário do rei— foi-lhe perdoado a incrível dívida de dez mil talentos; mas logo ele não estava disposto a perdoar a dívida, ridícula em comparação, de cem denários que lhe deviam. Superar a culpa exige o preço de comprometer o coração; e ainda mais, entregar toda nossa existência. E nem sequer basta isto: só se pode conseguir mediante a comunhão com Aquele que carregou todas nossas culpas.
—Senhor, qualquer coisa que devemos perdoar-nos mutuamente é sempre bem pouco comparado com a bondade com que tu perdoas a todos.
https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-08-13

Comentário do Evangelho

Parábolas de Jesus: O servo impiedoso. A necessidade de perdoar


Hoje, Jesus volta a insistir no perdão. É um tema básico! Daí nos vem a paz! Humanamente falando, não se pode viver sem perdoar. Negar o perdão a quem me pede desculpa é como obrigá-lo a continuar em dívida para comigo, é tanto como mantê-lo escravizado.
- E desde o ponto de vista sobrenatural, quer dizer, a partir da visão de Deus, não perdoar aos nossos irmãos é algo absolutamente ridículo, quando afinal Deus a mim me tem perdoado infinitamente mais.
https://family.evangeli.net/pt/feria/2026-08-13

Meditação

A Palavra: dos ouvidos ao coração!

A pergunta de Pedro, “Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim?”, às vezes, também é a nossa pergunta. Jesus Cristo é claro e objetivo: é preciso perdoar sempre. É perdoando que seremos perdoados pelo Deus bondoso. No coração de quem não perdoa, não há espaço para Deus. Na oração do Pai-Nosso, assim rezamos: “Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”. Nos ensinamentos de Jesus Cristo, antes de pedir perdão a Deus, é necessário perdoar o nosso irmão. Perdoar para ser perdoado é uma exigência cristã e um desafio que faz parte do nosso existir. Sem o perdão, até podemos dizer que somos cristãos, mas não podemos dizer que somos discípulos de Jesus Cristo: o verdadeiro discípulo do Senhor perdoa e pede perdão, porque o perdão nos aproxima de Deus e do irmão.
Coleta
Ó DEUS DE MISERICÓRDIA, que concedestes a Santa Dulce, o dom de socorrer os necessitados nas suas enfermidades, dai-nos, por seu exemplo, o espírito de pobreza e a graça de vos servir com solicitude nos irmãos sofredores. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=13%2F08%2F2026&leitura=meditacao


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