quarta-feira, 12 de agosto de 2026

COLETÂNEA DE HOMÍLIAS DIÁRIAS, COMENTÁRIOS E REFLEXÕES DO EVANGELHO DO DIA, DE ANOS ANTERIORES - 13/08/2026

ANO A


Mt 18,21-19,1

Comentário do Evangelho

Perdão restaurador da vida

Mateus integra a fala de Pedro e a parábola de Jesus em um conjunto organizado em vista de orientar as suas comunidades para uma vida fraterna e pacífica.
Na parábola um rei perdoa um servo rico e este servo não perdoa um seu devedor e o maltrata. O rei volta atrás, castiga o servo, até que lhe pague. O desfecho da parábola é trágico, pouco condizendo com a imagem de Deus.
A mensagem é que recebemos o perdão de Deus e devemos partilhá-lo, sem limites. O perdão é restaurador da vida. Quem toma consciência de que recebeu o infinito perdão de Deus, deve também perdoar sem limites.
José Raimundo Oliva
Oração
Pai, predispõe meu coração para o perdão, e que eu esteja sempre disposto a perdoar e a querer viver reconciliado com meu semelhante.
Fonte: Paulinas em 16/08/2012

Comentário do Evangelho

Não se pode pôr limite à disposição de perdoar.

O evangelho de hoje é o último trecho do discurso sobre a Igreja. À pergunta de Pedro, porta-voz do grupo dos discípulos, sobre quantas vezes se devia perdoar o irmão reincidente no seu pecado, Jesus responde com a parábola do devedor implacável ou sem compaixão. Pedro certamente pensa ser generoso ao indicar a cifra sete como número de vezes para perdoar alguém. Mas, corrigindo Pedro, Jesus diz “setenta vezes sete”. Isso significa que não se pode pôr limite à disposição de perdoar. As cifras “sete” e “setenta vezes sete” evocam Gn 4,24. À cadeia de vingança e violência, Jesus opõe a fraternidade disposta a perdoar sem limite. A razão do por que não se deve colocar limite ao perdão é dada na parábola do devedor sem compaixão. O sentido de toda a parábola se encontra na boca do próprio monarca (vv. 32-33): o devedor de uma soma incalculável devia perdoar seu semelhante, que lhe devia uma quantia irrisória, porque ele mesmo tinha sido beneficiado pela generosidade do rei. De certo modo, o servo sem compaixão fere seu senhor, pois a sua atitude impiedosa em relação ao seu semelhante demonstra a sua total incompreensão em relação à graça que ele mesmo recebeu. A lição é clara: é necessário perdoar de coração o irmão, como Deus perdoa generosamente a cada um.
Carlos Alberto Contieri, sj
Oração
Pai, predispõe meu coração para o perdão, e que eu esteja sempre disposto a perdoar e a querer viver reconciliado com meu semelhante.
Fonte: Paulinas em 14/08/2014

COMENTÁRIO DO EVANGELHO

Quantas vezes devo perdoar?


O bom relacionamento fraterno precisa de correção e perdão. Não de correção e vingança, mas de compreensão. Os dogmas de fé continuam os mesmos, os princípios morais são os de sempre: não dizemos que está certo o que está errado e, no entanto, abraçamos e acolhemos todo mundo.
O irmão pecou contra mim, me ofendeu, me deu prejuízo, me caluniou mais de uma vez. Quantas vezes devo perdoá-lo? Setenta vezes sete vezes. Podemos começar a contar. Se quisermos ser exatos, serão 490 vezes. E se pecar contra Deus, contra as verdades da fé, se blasfemar contra Jesus? Ele mesmo já disse uma vez que tudo será perdoado, menos o pecado contra o Espírito Santo. Deixemos por conta de Deus a vingança e a punição.
Da nossa parte, acolhamos quem quer que seja para sermos também acolhidos pelo Pai. Acolhamos e andemos juntos no rumo certo. Podemos empurrar o irmão e jogá-lo precipício abaixo pelos erros que cometeu, e podemos entrelaçar os braços e caminhar juntos em um esforço fraterno, até alcançarmos o lugar onde estão as verdadeiras alegrias.
No fim dos quatro primeiros sermões, São Mateus escreve que Jesus terminou essas palavras e foi para outro lugar. Ao término do último sermão, Mateus escreverá: “Quando Jesus terminou todas essas palavras…”. É assim que ele organiza as palavras de Jesus no seu Evangelho.
Cônego Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2024’, Paulinas.
Fontes: Catequisar e Comece o Dia Feliz em 15/08/2024

Vivendo a Palavra

O Evangelho aponta a prática a seguir: mostrarmos a gratidão que devemos ao Pai, que nos perdoa por nossas grandes infidelidades, perdoando aos companheiros que estão ao nosso lado as suas pequenas faltas. O jeito que temos de mostrar o amor que devemos a Deus é cuidar dos irmãos, especialmente dos pobres.
Fonte: Arquidiocese BH em 16/08/2012

Vivendo a Palavra

Pai, perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos que nos devem.’ Nós deveríamos viver esta oração, invertendo: ‘Pai, ajuda-nos a perdoar aos que nos devem, pois Tu já nos perdoaste com o perdão infinito de Pai que tem coração de Mãe…
Fonte: Arquidiocese BH em 14/08/2014

VIVENDO A PALAVRA

O Evangelho aponta a prática a seguir: mostrarmos a gratidão que devemos ao Pai, que nos perdoa por nossas grandes infidelidades, perdoando aos companheiros que estão ao nosso lado as suas pequenas faltas. O jeito que temos de mostrar o amor que devemos a Deus é cuidar dos irmãos, especialmente a partir dos empobrecidos.
Fonte: Arquidiocese BH em 16/08/2018

VIVENDO A PALAVRA

Voltemos ao texto lido: «Não lhe digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete! Porque o Reino do Céu é como um rei…» Deve encantar-nos na parábola, o perdão sem medidas oferecido pelo Pai e anunciado pelo Filho, o Cristo Jesus. Na Misericórdia não cabe apegos, contabilidade, nem cobrança de méritos pessoais e, muito menos, de reconhecimento. O Reino é puro amor e gratuidade.
Fonte: Arquidiocese BH em 13/08/2020

Reflexão

Nós não temos como pagar a Deus para obtermos o perdão dos nossos pecados, de modo que merecemos a paga pelos mesmos que é a morte. Mas o amor misericordioso de Deus não permite que nenhum dos seus filhos e filhas seja entregue à morte, de modo que a verdadeira paga pelos nossos pecados foi a obediência de Jesus, amando-nos até o fim e, assim, apesar dos nossos pecados, temos a eterna aliança com ele. Desse modo, Deus nos dá o exemplo do verdadeiro perdão, nos ensinando que tudo devemos fazer para restaurar a unidade perdida por causa dos males que as pessoas comentem contra nós.
Fonte: CNBB em 16/08/2012 e 14/08/2014

Reflexão

Qual é a medida do perdão, em caso de ofensa pessoal “contra mim”? Jesus nos ensina a praticar o perdão sem medida. Ora, conforme a gravidade da ofensa, torna-se muito difícil perdoar do fundo do coração. Às vezes são necessários tempo e disposição interior, para um perdão completo. No entanto, Jesus recomenda perdoar sempre. Quem já teve oportunidade de oferecer o perdão por alguma ofensa recebida, sente alívio e bem-estar. O contrário também é verdade: quando a pessoa guarda rancor contra alguém, ou alimenta desejo de vingança, só leva prejuízo. Sofre, perde o sono e abre espaço para alguma doença grave. Nesse campo, nosso modelo é o próprio Deus que perdoa infinitamente. Nós é que somos mesquinhos. Gastamos energia calculando se vamos perdoar!
(Dia a dia com o Evangelho 2018 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)
Fonte: Paulus em 16/08/2018

Reflexão

Qual é a medida do perdão, em caso de ofensa pessoal “contra mim”? Jesus nos ensina a praticar o perdão sem medida. Ora, conforme a gravidade da ofensa, torna-se muito difícil perdoar do fundo do coração. Às vezes são necessários tempo e disposição interior, para um perdão completo. No entanto, Jesus recomenda perdoar sempre. Quem já teve oportunidade de oferecer o perdão por alguma ofensa recebida, sente alívio e bem-estar. O contrário também é verdade: quando a pessoa guarda rancor contra alguém, ou alimenta desejo de vingança, só leva prejuízo. Sofre, perde o sono e abre espaço para alguma doença grave. Nesse campo, nosso modelo é o próprio Deus, que perdoa infinitamente. Nós é que somos mesquinhos. Gastamos energia calculando se vamos perdoar!
Oração
Senhor Jesus, realças um dos mais importantes temas do Reino, o perdão. Tua parábola sobre os dois devedores põe em destaque a imensa capacidade que tem o Pai celeste para nos perdoar, ao passo que nós somos mesquinhos para perdoar a quem nos ofendeu. Senhor, ensina-nos a perdoar generosamente. Amém.
(Dia a dia com o Evangelho 2020 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp (dias de semana) Pe. Nilo Luza, ssp (domingos e solenidades))
Fonte: Paulus em 13/08/2020

Reflexão

A matemática do perdão no seio da comunidade é de número incalculável. Deus perdoa sempre, e nós também devemos perdoar. A oração do Pai-nosso é a expressão firme do perdão mútuo: “perdoai as nossas ofensas, assim como perdoamos a quem nos tem ofendido”. Pode ser que, às vezes, cheguemos a pensar que uns merecem menos misericórdia que outros. A parábola do Evangelho de hoje nos mostra que Deus é misericordioso e paciente conosco. Se ele tem paciência para nossas faltas, fraquezas e quedas, nós também deveríamos ser sensíveis às fraquezas dos outros. Quem está na escola do Mestre e ainda guarda ódio e mágoas no coração, além de não ter aprendido nada, também não percebeu que atitudes mesquinhas levam a comunidade ao fracasso. Perdoar não é fácil. Por isso é uma atitude corajosa e libertadora. E, por isso, é bom pedir todos os dias a graça ao Senhor de saber perdoar, e perdoar com qualidade. O papa Francisco tem afirmado: “Quem não perdoa não é cristão”.
(Dia a dia com o Evangelho 2022)
Fonte: Paulus em 11/08/2022

Reflexão

Qual é a medida do perdão, em caso de ofensa pessoal “contra mim”? Jesus nos ensina a praticar o perdão sem medida. Ora, conforme a gravidade da ofensa, torna-se muito difícil perdoar do fundo do coração. Às vezes, são necessários tempo e disposição interior, para um perdão completo. No entanto, Jesus recomenda perdoar sempre. Quem já teve oportunidade de oferecer o perdão por alguma ofensa recebida sente alívio e bem-estar. O contrário também é verdade: quando a pessoa guarda rancor contra alguém, ou alimenta desejo de vingança, só leva prejuízo. Sofre, perde o sono e abre espaço para alguma doença grave. Nesse campo, nosso modelo é o próprio Deus, que perdoa infinitamente. Nós é que somos mesquinhos. Gastamos energia calculando se vamos perdoar!
(Dia a dia com o Evangelho 2024)
Fonte: Paulus em 15/08/2024

Reflexão

«Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim?»

Rev. D. Joan BLADÉ i Piñol
(Barcelona, Espanha)

Hoje, perguntar «quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim?» (Mt 18,21), é também perguntar: Estes a quem tanto amo, os vejo com tantas manias e caprichos que me chateiam, que me incomodam com frequência, não falam comigo... E isto se repete este dia e no outro dia. Senhor, até quando tenho que aguentar isso?
Jesus responde com a lição de paciência. Na realidade, os dois devedores coincidem quando dizem: «Tem paciência comigo» (Mt 18,26.29). Mas, enquanto o descontrole do malvado, que já ia sufocando o outro por pouca coisa, lhe ocasionaria a ruína moral e econômica, a paciência do rei, não só salva o devedor, sua família e os bens, como engrandece a personalidade do monarca e gera confiança na corte. A reação do rei, nos lábios de Jesus, nos recorda o livro dos Salmos: «Mas em ti se encontra o perdão, para seres venerado com respeito» (Sal 130,4).
Está claro que precisamos nos opor à injustiça, e, se necessário, energicamente (suportar o mal seria um indício de apatia ou covardia). Mas, a indignação é saudável quando nela não há egoísmo, nem ira, nem sandice, senão o desejo reto de defender a verdade. A autêntica paciência é a que nos leva a suportar misericordiosamente a contradição, a debilidade, as doenças, as faltas de oportunidade das pessoas, dos acontecimentos ou das coisas. Ser paciente equivale a dominar-se a si mesmo. As pessoas susceptíveis ou violentas não podem ser pacientes porque nem pensam nem são donos de si mesmos.
A paciência é uma virtude cristã porque faz parte da mensagem do Reino dos Céus, e se forja na experiência de que todos nós temos defeitos. Se Paulo nos exorta a nos suportarmos uns aos outros (cf. Col 3,12-13), Pedro nos recorda que a paciência do Senhor nos dá a oportunidade de nos salvarmos (cf. 2 Pe 3,15).
Certamente, quantas vezes a paciência do bom Deus nos perdoou no confessionário! Sete vezes? Setenta vezes sete? Quiçá mais!

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «Se buscar um exemplo de paciência, encontrara o melhor deles na Cruz. Grande foi a paciência de Cristo na cruz» (São Tomás de Aquino)

- «O Senhor toma-se seu tempo. Mas incluso Ele, nesta relação conosco, tem muita paciência. E espera por nós até o final da vida! Pensemos no bom ladrão, que justo ao final, reconheceu a Deus» (Francisco)

- «Os leigos recebem a vocação admirável e os meios que permitem ao Espírito produzir neles frutos cada vez mais abundantes. De fato, todas as suas atividades, orações, iniciativas apostólicas, a sua vida conjugal e familiar, o seu trabalho de cada dia, os seus lazeres do espírito e do corpo, se forem vividos no Espírito de Deus, e até as provações da vida se pacientemente suportadas, tudo se transforma em “sacrifício espiritual, agradável a Deus por Jesus Cristo”. Na celebração eucarística, todas estas oblações se unem à do Corpo de Senhor, para serem piedosamente oferecidas ao Pai (...).» (Catecismo da Igreja Católica, n° 901)

Reflexão

Sem Deus não há perdão

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje nos encontramos com os limites de nossa força para curar, para superar o mal. Encontramo-nos com a prepotência do mal, à que não conseguimos dominar só com nossas forças. Isto é: sem Deus não há perdão; e, sem perdão não há cura. Não é em vão que o tema do "perdão" aparece continuamente em todo o Evangelho.
Ao servo despiedado —um alto mandatário do rei— foi-lhe perdoado a incrível dívida de dez mil talentos; mas logo ele não estava disposto a perdoar a dívida, ridícula em comparação, de cem denários que lhe deviam. Superar a culpa exige o preço de comprometer o coração; e ainda mais, entregar toda nossa existência. E nem sequer basta isto: só se pode conseguir mediante a comunhão com Aquele que carregou todas nossas culpas.
—Senhor, qualquer coisa que devemos perdoar-nos mutuamente é sempre bem pouco comparado com a bondade com que tu perdoas a todos.

Recadinho

É fácil perdoar? - Pense em alguma situação de sua vida que `depois da tempestade´ trouxe-lhe a bonança. - Conhece alguma situação de devedor cuja situação chegou a bom termo? - E o contrário? - Comente o “perdoai assim como nós perdoamos” do pai nosso.
Padre Geraldo Rodrigues, C.Ss.R
Fonte: a12 - Santuário Nacional e14/08/2014

Meditação

Não é fácil perdoar a quem, de fato, precisa de perdão. A dificuldade vem de nosso falso senso de justiça, de nossa insensibilidade e de nossos melindres. Para ajudar-nos a perdoar, na parábola, Jesus é muito direto: não tem sentido recusarmos o perdão a quem nos fez mal, se continuamente vivemos sendo perdoados por Deus. Essa é a verdade, mesmo quando apelamos para a grandeza da ofensa ou maldade do ofensor.
Oração
DEUS ETERNO E TODO-PODEROSO, a quem, inspirados pelo Espírito Santo, ousamos chamar de Pai, fazei crescer em nossos corações o espírito de adoção filial, para merecermos entrar um dia na posse da herança prometida. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
Fonte: a12 - Reze no Santuário - Deus Conosco em 15/08/2024

Comentário sobre o Evangelho

Parábolas de Jesus: O servo impiedoso. A necessidade de perdoar


Hoje, Jesus volta a insistir no perdão. É um tema básico! Daí nos vem a paz! Humanamente falando, não se pode viver sem perdoar. Negar o perdão a quem me pede desculpa é como obrigá-lo a continuar em dívida para comigo, é tanto como mantê-lo escravizado.
- E desde o ponto de vista sobrenatural, quer dizer, a partir da visão de Deus, não perdoar aos nossos irmãos é algo absolutamente ridículo, quando afinal Deus a mim me tem perdoado infinitamente mais.

Comentário do Evangelho

RECONHECER-SE PERDOADO

A parábola evangélica visava desmascarar a intransigência de certos líderes da comunidade cristã primitiva, por demais severos, quando se tratava de perdoar as faltas alheias. Quiçá, o contraponto desta atitude fosse uma condescendência com os próprios pecados, para os quais fechavam os olhos.
Tais líderes são comparados com o servo desalmado que, após ter sido perdoado de uma dívida incalculável, mostra-se sem compaixão para com o companheiro que lhe devia uma quantia insignificante. A quantia exagerada que o primeiro servo devia - dez mil talentos - sublinha que, por maior que fosse o perdão concedido aos membros faltosos, sempre seria inferior ao perdão que Deus concedia à liderança da comunidade. Em última análise, o perdão concedido deveria corresponder a um gesto de reconhecimento pelo perdão recebido de Deus.
O senhor da parábola foi inclemente com o servo incapaz de ser misericordioso, uma vez que tinha sido, por primeiro, objeto de misericórdia. A lição é evidente. Quem não perdoa, não será perdoado. Quem não corresponde à misericórdia de Deus, sendo misericordioso com seu próximo, receberá o castigo divino. Quem não demonstra para com o próximo a mesma paciência que recebeu de Deus, será vítima da cólera divina. Portanto, quem se sabe infinitamente perdoado, tem a obrigação de estar sempre disposto a perdoar.
Oração
Espírito que ensina a perdoar, dispõe-me a conceder o perdão a quem me ofende, consciente de que o Pai também está sempre pronto a me perdoar.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Ó Deus concedei-nos, que trabalhemos intensamente pela vossa glória no serviço do próximo, para que nos tornemos semelhantes ao vosso Filho até a morte. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Dom Total em 14/08/2014

Meditando o evangelho

PERDÃO ILIMITADO

A capacidade de perdoar, sem limites, deve caracterizar as relações na comunidade cristã. Esta exigência diz respeito, de forma especial, à liderança da comunidade, quando esta deve lidar com aqueles que apenas iniciam sua caminhada de fé. As contínuas recaídas destes iniciantes não podem ser motivo para desespero. Pelo contrário, deve haver sempre a predisposição para o perdão.
Esta predisposição brota sempre no coração de quem experimentou o perdão ilimitado de Deus. Quem é perdoado, ilimitadamente, pelo Pai deve perdoar, ilimitadamente, os irmãos. Seria sinal de mesquinhez agir de maneira diferente. O próprio Deus não suporta esta atitude contraditória. Quem não está sempre disposto a perdoar, ilude-se, ao contar com o perdão divino.
A atitude do servo impiedoso da parábola chama a atenção para o comportamento de certos líderes das comunidades primitivas.
Tendo sido perdoado de uma dívida fabulosa, este servo omitiu-se de perdoar uma dívida ínfima de um companheiro seu. Tamanha crueldade levou o senhor daquele servo a rever o seu perdão e a exigir dele o pagamento de quanto devia, até o último centavo.
Essa parábola foi um alerta para os líderes da comunidade: que não se enganassem quanto ao erro que cometiam, recusando-se a perdoar as fraquezas dos pequeninos!
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Fonte: Dom Total em 16/08/201813/08/2020 11/08/2022

Oração
Senhor Jesus, que eu me inspire na atitude do Pai, o qual oferece a todos perdão ilimitado.
Fonte: Dom Total em 16/08/2018 13/08/2020

COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. Perdoar Sempre
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Sempre que meditamos esse evangelho, nosso coração certamente se questiona de maneira inquietante porque se dá conta de que perdoar sempre, sem nenhum limite ou condição, a quem nos ofender, é algo quase impossível, pois a gente perdoa, mas quando a vê a pessoa lá vem no coração um restinho da raiva que ali sobrou, pelo mal que ela nos fez. E não adianta querer disfarçar, pois isso acontece com todos nós, na família, no trabalho e na comunidade.
A prática cristã deixada por Jesus parece sempre tão fascinante, mas quando chega nesse amor radical pelo próximo, que ama sempre e perdoa sempre, a gente fica se lamentando, quando percebe que não somos capazes de tal proeza. Será que Jesus, sendo nosso Deus e Senhor, não sabe que teríamos dificuldade para por isso em prática? Se esse for um dos critérios principais para demonstrarmos nossa total fidelidade á Jesus Cristo e a seu evangelho, quem irá sobrar no final? Ou melhor, irá sobrar alguém?
Precisamos compreender esse evangelho com muita clareza, para que o desânimo não nos faça desistir de ser cristão, achando que o mesmo não é para nós, pois não somos perfeitos e santos como Deus espera que sejamos. Então vamos para algumas observações importantes nesse sentido. Em primeiro lugar, como membros da Igreja peregrina nesta terra, na prática das virtudes morais e da relação com o nosso próximo, sem por cento não conseguiremos atingir, pois o amor é infinito e sempre há algo novo a ser alcançado na experiência amorosa que fazemos com Deus e com o próximo. É como se marcássemos uma montanha como a nossa referência do horizonte, e quando chegamos lá, descortinamos outro horizonte mais á frente, a ser alcançado.
Foi esta lógica que levou o apóstolo Pedro a descortinar um patamar bem acima das práticas judaicas do perdão, que se limitava a três vezes, com as pessoas mais próximas, Pedro descortinou um horizonte novo, que ao ser alcançado, estaria em concordância com os ensinamentos do Mestre, ou seja, há um limite, um patamar que é a referência, e que cada um deve esforçar-se em atingi-lo. Talvez isso possa se aplicar a outras religiões como o próprio Judaísmo, Hinduísmo, Islamismo e outras mais, onde a Divindade se deixa encontrar, mas isso requer o esforço humano de elevar-se a patamares mais altos, na virtude moral e na relação com o outro. No cristianismo, porém, isso cai por terra, pois a iniciativa é sempre de Deus, é ele que nos atrai para a Salvação que ele mesmo oferece.
Esse evangelho não exige de nós que da noite para o dia a gente saia por aí, á procura de quem nos ofendeu, ofereça a ele o nosso perdão e tudo volte a ser como era antes. Isso seria uma grande utopia. Exatamente por isso que a parábola nos mostra algo de grandioso... A relação amorosa de Deus para com cada um de nós, tínhamos para com ele uma dívida impagável (o Devedor da parte 1 da parábola, aquele que implorou e suplicou pedindo um prazo) o Credor sabia que jamais ele pagaria, e perdoou totalmente toda a dívida. É aqui que vem a prática que Jesus ensinou aos discípulos: ter pelo menos um coração que consiga perdoar o “pouco” que o próximo nos deve e para isso, basta apenas sempre termos presente que a nossa dívida era impagável e ele nos perdoou.
Fica como conclusão desta reflexão, prestarmos muita atenção ao nosso dia a dia, onde as pequenas ofensas que possamos receber, no trânsito, na família, no trabalho e até na comunidade, possam ser relevadas, sinal de que há em nós uma misericórdia Cristã, que sempre se exercita em pequenos gestos de perdão, estando nós assim preparados para perdoar também uma grande ofensa, quantas vezes seja necessário.

2. Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? - Mt 18,21-19,1
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - comece o dia feliz)

O perdão faz bem a quem perdoa.
Fonte: NPD Brasil em 13/08/2020

HOMILIA DIÁRIA

A exemplo de Jesus, ofereça um perdão sem limites

Postado por: homilia
agosto 16th, 2012

Diante das palavras de Jesus sobre a correção fraterna e a reconciliação, Pedro pergunta: “Quantas vezes devo perdoar? Até sete vezes?”.
Nesta pergunta do discípulo, podemos ver o conhecimento dele sobre a necessidade de perdoar sempre. Até porque o número “sete”, segundo as Sagradas Escrituras, significa “perfeição”. A este nobre pensamento, Jesus quer que os discípulos avancem para mais longe, por isso não põe limites para o perdão: “Não te digo até sete, mas até setenta vezes sete!”.
O homem, sendo imagem e semelhança de Deus, está vocacionado a viver o perdão divino por amor às criaturas. Assim como Deus é amor, misericórdia e perdão para com os homens, assim deve ser o homem para com os seus irmãos.
A parábola que Jesus conta a Pedro é uma forma pedagógica para esclarecer Sua resposta. Assim como o perdão de Deus não tem limites, assim também deve ser o meu e o seu.
Se nós não aprendermos a perdoar nossos irmãos, Deus virá e nos chamará de “miseráveis”; então, nos mandará para fora do Seu Reino como aquele empregado que não soube perdoar seu semelhante.
Existe, nos dias de hoje, quem diga: “Eu perdoo, mas não esqueço!”. Como cristão, qual tem sido a sua posição ante o infinito perdão de Deus, no trato com os seus semelhantes? Jesus deu o exemplo. Na hora de ser morto, pediu perdão para os Seus assassinos (cf. Lc 23,34). Será que somos capazes de imitar Jesus?
Muitas vezes, queremos que Deus nos perdoe pelos nossos pecados, mas não queremos perdoar os outros. Como Ele nos perdoará se nós mesmos não o fazemos? Veja o que Jesus disse: “É isso o que o meu Pai, que está no céu, vai fazer com vocês se cada um não perdoar sinceramente o seu irmão”.
Senhor Jesus, ensinai-me a graça de perdoar sempre. Amém.”
Padre Bantu Mendonça
Fonte: Canção Nova em 16/08/2012

HOMILIA DIÁRIA

O perdão é essencial para fazermos parte do Reino dos Céus

Perdão não é sentimento, é decisão de coração, é decisão de vontade, é decisão de cabeça! Com Jesus aprendemos que o perdão é condição essencial para fazermos parte do Reino dos Céus.

Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?” Jesus respondeu: ‘Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete’.” (Mateus 18, 21-22)

O tema do perdão acaba sendo muito controverso para nós e para a nossa mentalidade, porque, humanamente falando, quem é que dá conta de perdoar tantas vezes? Quem é que vai perdoar a pessoa sete ou setenta vezes sete num dia só? Alguém pode até dizer: Padre, mas eu não sou bobo! Não tenho sangue de barata; de verdade, eu não dou conta!”.
E novamente volto a perguntar: Quem é que consegue perdoar tantas vezes de forma tão intensa senão Deus?
Para compreendermos qual é o verdadeiro sentido do perdão,  precisamos mergulhar no perdão de Deus, porque todos nós necessitamos muito do perdão divino. E de que forma Deus nos perdoa? O perdão de Deus é sem limites, sem cálculos e sem exigências. O perdão de Deus é real, é profundo, vai até o fundo da nossa alma e do nosso coração.
Se queremos aprender a perdoar, precisamos primeiro assumir o perdão de Deus em nossa vida, mergulhar no perdão divino, deixar que este inebrie a nossa alma, inebrie o nosso coração e nos envolva em sua totalidade. Quando experimentamos, verdadeiramente, o perdão de Deus em nossa vida e somos movidos por ele [este perdão], então saberemos o que é perdoar. Desse modo o perdão não será apenas um perdão humano, mas um perdão divino.
Nem eu nem você somos deuses, mas nós experimentamos Deus em nossa vida e Ele faz parte dela. É Ele quem nos ensina, nos dá a força, a coragem e a luz necessárias para que o perdão aconteça em nossa vida.
Perdão não é sentimento, é decisão de coração, é decisão de vontade, é decisão de cabeça! Precisamos querer perdoar, precisamos decidir perdoar! Quando fazemos a decisão pelo perdão não fazemos a decisão de ser “bonzinhos” para com os outros, fazemos uma decisão pela paz, pela saúde, fazemos uma decisão pelo nosso coração. Fazemos uma decisão pela libertação dos conflitos e dos traumas que o rancor, o ressentimento e a raiva geram dentro de nós.
O primeiro beneficiado pelo perdão somos nós mesmos! Perdoar não é fácil, não é simples, mas se mergulharmos no perdão de Deus, o perdão d’Ele nos dará força, luz e direção para que essa graça [o perdão] seja uma praxe em nossa vida. Os seguidores de Jesus aprendem com Seu Mestre que o perdão é condição essencial para fazermos parte do Reino dos Céus.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo

HOMILIA DIÁRIA

Deus nos ensina a perdoar verdadeiramente

Precisamos aprender do coração de Deus a não colocar limites para perdoar o irmão

“Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida, porque tu me suplicaste. Não devias tu também ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?.” (Mateus 18,32)

A grande questão do Evangelho de hoje é Pedro perguntando ao Senhor quantas vezes deveria perdoar o irmão. Essa pergunta também se cala dentro do coração de cada um de nós: Quantas vezes precisamos perdoar? Quantas vezes conseguimos perdoar? Quantas vezes perdoamos, verdadeiramente, o nosso irmão?
Todos nós temos um limite de suporte e capacidade, inclusive, de perdoar, mas não fomos formados para o perdão. Com a mentalidade mundana que, muitas vezes, está dentro do nosso coração, deixamos crescer a mentalidade do ressentimento, da mágoa, da ofensa, do cara a cara, do “dar a face, mas pagar na mesma moeda” e assim por diante.
Acontece que nós, que nos convertemos ao Evangelho, precisamos ter a mentalidade do Evangelho, porque a conversão se faz à medida que aprendemos a ter as atitudes de Deus em nós. Somos os mais necessitados da Misericórdia Divina!
Quando nos aproximamos do Senhor, vamos buscar d’Ele o perdão de todos os nossos pecados; e Deus, com toda clemência e misericórdia, perdoa-nos sem condição. Eu já cai uma vez, duas vezes, três vezes em tantos pecados, e em todos eles busquei a misericórdia divina e ela me perdoou, lavou-me e deu-me a dignidade de deixar a minha vida restaurada. Entretanto, quando o irmão me ofende, eu não sei dar a mesma resposta, eu coloco limites e condições para que eu possa perdoá-lo.
Jesus chama o empregado de perverso e maldoso. Deus, sem condicionamento, perdoa-nos. Nós, no entanto, sempre colocamos condicionamentos para perdoar os outros, por isso a matemática divina não é aquela em que colocamos um mais um. Já perdoei duas vezes e está bom. A matemática divina é aquela da infinita misericórdia, onde Deus não coloca limites para nos perdoar.
Precisamos aprender do coração de Deus a não colocar limites para perdoar o irmão.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 16/08/2018

HOMILIA DIÁRIA

Vivamos a dimensão profunda do perdão

“‘Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?’ Jesus respondeu: ‘Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete’.” (Mateus 18,21-22)

Quando ouvimos a exortação de Jesus a respeito do perdão, talvez a cabeça pare na aritmética, na conta matemática que é feita: “70×7”. Aqui é um engano, é importante se deter ao perdão, que precisa ser perene e sempre na nossa vida. Não é mérito, se o irmão merece ou não o meu perdão. Aqui é uma questão que eu mereço ter saúde. Mereço ter uma mente sarada, curada e renovada.
O que as pessoas mais precisam, necessitam e pedem para nós, geralmente, é para rezarmos pela sua saúde. Tenho insistido em dizer que a saúde começa na cabeça, começa dentro de nós, a saúde é, acima de tudo, mental e emocional. Ninguém tem saúde plena na mente e no coração, se não vive a dimensão do perdão.
Jesus, na verdade, está dando uma receita de cura, porque as pessoas querem a cura, mas não querem tomar o remédio. O remédio para a nossa cura está aqui. Para ter uma mente equilibrada, livre dos tormentos, das fantasias e das ilusões é preciso viver a dimensão do perdão.
Aquela história de viver remoendo dentro de mim o que o outro disse e como ele agiu, aquilo vira um verdadeiro tormento mental. Parto desse tormento inicial para começar a alimentar um ódio e uma vingança mental. Talvez, eu não seja capaz de ir lá e fazer o que gostaria com ele, mas a mente vai trabalhando e desejando, e é duro isso.
O perdão tem de ser sempre. Não é que eu tenha que dizer todas as vezes: “Irmão, te perdoo”. Esse perdão tem de acontecer dentro de nós. Lidar com o outro, o que evoca em mim rancor, ressentimento, mágoa e ódio, é a sinalização de que não vivi a dimensão do perdão.

Para ter uma mente equilibrada, livre dos tormentos, das fantasias e das ilusões é preciso viver a dimensão do perdão

“Padre, não é fácil perdoar. Eu até quero, mas não consigo”. Até creio que sozinhos não conseguimos, mas se cremos que para Deus nada é impossível, nada é impossível, então, não é impossível perdoar, precisamos querer e orar.
A oração sozinha também não faz, se do fundo do nosso coração, não é o que queremos. Eu falo assim: “Eu perdoo”, mas no fundo desejo o mal para a pessoa. Eu não perdoei, eu alimentei um desejo, mas não trabalhei para que isso fosse efetivado dentro de mim.
Sofremos muitos males, enfermidades e passamos por muitas debilidades na vida, porque não trabalhamos dentro do nosso interior, a dimensão profunda do perdão. Perdoamos quando queremos, a quem queremos e do jeito que queremos, mas a cabeça e o coração não entendem assim. A cabeça vai guardando, fantasiando, alimentando e enfraquecendo as nossas forças interiores, porque não mergulhamos no perdão que cura e renova.
Se queremos ser curados, a receita do Mestre é essa: perdoar setenta vezes sete.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 13/08/2020

HOMILIA DIÁRIA

Transmita o perdão a quem te magoou

“Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: ‘Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?’. Jesus respondeu: ‘Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete’.” (Mateus 18,21-22)

Meu irmão e minha irmã, como é difícil perdoar! Como é difícil dar o perdão ao próximo! Mas o convite de Nosso Senhor é exatamente este: precisamos dar o perdão.
“E quantas vezes eu devo perdoar o meu irmão?”: foi o questionamento que Pedro fez a Jesus, e ele (Pedro) foi esperto e já apresentou: “Sete vezes, ‘né’, Jesus?”. Sete vezes já está bom! Já era muito perdoar sete vezes. Então, Jesus respondeu: ‘Olha, Pedro, não somente sete vezes, mas até setenta vezes sete!’. Depois, Jesus contou uma parábola de alguém que devia muito e que foi perdoado, mas que, depois, não foi capaz de transmitir e de dar o perdão ao outro, ao seu companheiro, que devia bem menos do que ele.
Infelizmente, meus irmãos, esta história continua a ocorrer no nosso meio. Vamos falar a verdade: somos tão perdoados por Nosso Senhor, somos tão amados por Nosso Senhor, a nossa dívida com Jesus é imensa. E o que Ele faz? Risca, rasga, joga fora, dá-nos o perdão, mas quando alguém nos deve algo, quantas vezes nós agimos como este homem que foi perdoado, mas que não foi capaz de perdoar.

Lembre-se: Deus já te perdoou, dê também o perdão, reze por essa pessoa que te magoou

No nosso nome deveria constar assim: “Perdoado, perdoa”. Assim acontece: somos perdoados, somos acolhidos por Nosso Senhor e deveríamos também perdoar. No meu sobrenome, no seu sobrenome deveria haver: “Eu recebi o perdão e eu dou também o perdão”. A nossa dívida, meus irmãos, com o Senhor, será sempre grande. E, diante do irmão que deve bem menos, o que nós devemos fazer? Perdoar!
Não nos esqueçamos do grande perdão que nós recebemos de Deus, da “dívida” que nós temos com o Senhor. Como é que nós vamos pagar a dívida com Ele? Perdoando aqueles que estão à nossa volta, rezando por aqueles que nos magoaram. Eu sei que não é fácil, não é fácil, de fato. Quando nós apanhamos, quando nos machucamos, somos machucados, fica ainda uma marca, não é? Fica aí, talvez, uma cicatriz, a lembrança, mas lembre-se: Deus já te perdoou, dê também o perdão, reze por essa pessoa que te magoou, que te feriu, transmita o perdão também a essa pessoa. Lembre-se: você foi muito perdoado.
Perdoado, perdoar. É esse o caminho, não tem como só receber o perdão, é preciso também dar o perdão.
Que você seja um apóstolo do perdão, que eu seja um apóstolo do perdão. Perdoemo-nos uns aos outros, porque só entra no céu quem é perdoado, mas também quem perdoa!
Abençoe-vos o Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!
Padre Márcio Prado
Sacerdote da Comunidade Canção Nova.
Fonte: Canção Nova em 11/08/2022

HOMILIA DIÁRIA

"Até 70 x 7": uma lição sobre o perdão para toda a Igreja

“Naquele tempo, Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes devo perdoar se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?”. Jesus respondeu: “Não te digo até sete vezes, mas até 70 vezes 7”.” (Mt 18,21-19,1)

A partir dessa pergunta de São Pedro, Jesus contará uma breve parábola em que veremos um senhor que teve uma grande dívida perdoada, mas não teve a capacidade de perdoar. Ele recebeu compaixão, mas não teve a capacidade de oferecer compaixão. Tanto que Jesus disse: “Não devias tu também ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?”.
Quem faz a pergunta é Pedro, que se aproximou de Jesus e o questionou sobre o perdão. Provavelmente, o coração de Pedro, neste momento, estava tomado pela dificuldade de perdoar. Ele queria saber os passos que precisaria dar para perdoar os irmãos.
Se recordarmos o Evangelho passado, os discípulos perguntaram quem é o maior no Reino dos Céus. Então, já existiam, provavelmente, picuinhas, coisas comuns às realidades humanas. E como Pedro tinha recebido o poder das chaves, provavelmente, existia alguma dificuldade comunitária entre eles. E, claro, Pedro, ao fazer essa pergunta, também precisava perdoar os irmãos com os quais convivia, os discípulos, que são pessoas escolhidas por Deus, mas são humanas, como todos nós. Então, provavelmente, Pedro estava motivado pelo desejo de perdoar, porque ele mesmo precisava perdoar.

O poder do perdão na vida da Igreja

Devemos pensar que, futuramente, Pedro será perdoado de uma grande dívida, porque negou Jesus, mas foi perdoado. E ele mesmo, que foi perdoado grandemente, precisará e deverá perdoar sempre os irmãos. Jesus antecipa este ensinamento na vida do discípulo. Ele, que será perdoado de uma grande dívida, deverá oferecer o perdão a todos, aos discípulos e à Igreja. Ele, que será a referência, que recebeu o poder das chaves, terá o poder de perdoar também as grandes dívidas dos irmãos.
A Igreja nos perdoa constantemente. Quantas vezes, nós nos aproximamos do sacramento da penitência, confessamos e obtemos este perdão de Deus! São Pedro, neste dia, é a referência. Ele foi muito perdoado pela Igreja, pelo poder das chaves e também oferece o perdão a cada um de nós. Aquilo que ele liga aqui na Terra é ligado no céu, e aquilo que ele desliga é também desligado. Que, neste dia, abramos o nosso coração para o perdão, abramos o nosso coração para a compaixão, porque o Senhor nos perdoa sempre e assim também nós devemos perdoar.
Sobre você, desça e permaneça a bênção do Deus Todo-poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!
Padre Edson Oliveira
Padre Edson Oliveira é brasileiro, membro da Associação Internacional Privada de Fiéis – Comunidade Canção Nova no modo de compromisso do Núcleo.
Fonte: Canção Nova em 15/08/2024

Oração Final
Pai Santo, que estás sempre pronto para perdoar, dá-nos o teu Espírito e assim teremos grandeza de alma e de coração para não julgar os companheiros que peregrinam conosco por esta terra encantada. Queremos seguir sempre os passos do Cristo Jesus, teu Filho que se fez nosso irmão e contigo reina na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 16/08/2012

Oração Final
Pai Santo, livra-nos de julgar nosso próximo, de contabilizar créditos e débitos, de esperar e cobrar acertos de contas. Faze-nos generosos, compassivos e misericordiosos, como nos ensinou o Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão que contigo reina na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 14/08/2014

ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, que estás sempre pronto para perdoar, dá-nos o teu Espírito e assim teremos grandeza d’alma e de coração para não julgar os companheiros que peregrinam conosco por esta terra encantada. Queremos seguir sempre os passos do Cristo Jesus, teu Filho que se fez nosso irmão e contigo reina na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 16/08/2018

ORAÇÃO FINAL
Pai muito querido, não permitas que nos tornemos pessoas acostumadas com as regras de mercado que vigoram na nossa sociedade de consumo. Faze-nos capazes de perdoar com alegria e sem medidas, assim como alegre e sem limites é o teu Perdão. Pelo Cristo Jesus, teu Filho que se fez nosso Irmão e contigo reina na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 13/08/2020


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