sexta-feira, 31 de julho de 2026

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 01/08/2026

ANO A


Mt 14,1-12

Comentário do Evangelho

Herodes mandou cortar a cabeça de João Batista


Há um medo próprio de quem tem poder, um medo diferente dos temores comuns a qualquer pessoa. É o medo de perder o poder. Esse tipo de autoridade sente-se constantemente ameaçada e exerce a sua autoridade para se defender. Desfaz grupos, elimina pessoas, protege-se com dinheiro, perde o sono e trama ciladas.
São João Batista foi vítima de um dos medos do Rei Herodes. João, segundo bons historiadores, congregava muita gente e formava a mentalidade dos que o seguiam. Isso assusta até autoridades religiosas, quanto mais quem vive somente para ter poder. João Batista se tornava um perigo e era incômodo. Herodes precisava se livrar dele. Mandou prendê-lo e decapitá-lo.
Cônego Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2024’, Paulinas.
Fontes: Catequisar e Comece o Dia Feliz em 03/08/2024

Reflexão

No Evangelho de ontem, vimos a rejeição a Jesus em Nazaré; hoje, vemos a rejeição a João Batista, por ter sido coerente com sua missão de profeta. O Herodes mencionado aqui não é o mesmo que procurava matar o menino Jesus e que motivou a fuga para o Egito (cf. Mt 2,13). Aqui se fala de Herodes Antipas, filho de Herodes, o Grande, que morreu quando a Sagrada Família estava no Egito. Segundo sua vontade, o reino foi dividido entre três dos quatro filhos que ainda estavam vivos, gerando a chamada Tetrarquia de Herodes: Herodes Arquelau foi rei da Judeia (incluindo Samaria e Idumeia), Herodes Antipas foi tetrarca da Galileia (incluindo a Pereia) e Filipe foi tetrarca da Traconítida.
(Dia a dia com o Evangelho 2026)
https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/1o-sabado-6/

Reflexão

«A fama de Jesus chegou aos ouvidos do rei Herodes»

Rev. D. Joan Pere PULIDO i Gutiérrez
(Sant Feliu de Llobregat, Espanha)

Hoje, a liturgia convida-nos a contemplar uma injustiça: A morte de João Batista; e, também, descobrir na Palavra de Deus a necessidade de um testemunho claro e concreto de nossa fé para encher o mundo de esperança.
Convido-os a focalizar nossa reflexão na personagem do tetrarca Herodes. Realmente, para nós, não é um verdadeiro testemunho, mas nos ajudará a destacar alguns aspectos importantes para a nossa declaração de fé em meio do mundo. «Naquele tempo, a fama de Jesus chegou aos ouvidos do rei Herodes» (Mt 14,1). Esta afirmação distingue uma atitude aparentemente correta, mas pouco sincera. É a realidade que hoje podemos achar em muitas pessoas e, talvez também em nós mesmos. Muitas pessoas têm ouvido falar de Jesus, mas, quem é Ele realmente? que implicância pessoal nos une a Ele?
Em primeiro lugar, é necessário dar uma resposta correta; a do tetrarca Herodes não passa de ser uma vaga informação: «É João Batista! Ele ressuscitou dos mortos» (Mt 14,2). Com certeza sentimos falta da afirmação de Pedro diante da pergunta de Jesus: «E vós, quem dizeis que eu sou? Simão Pedro respondeu: ‘Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo’» (Mt 16,15-16). E esta afirmação não dá lugar para o medo ou para a indiferença, e sim abre a porta a um testemunho fundamentado no Evangelho da esperança. Assim o definia São João Paulo II na sua Exortação apostólica A Igreja na Europa: «Junto à Igreja toda, convido aos meus irmãos e irmãs na fé a se abrirem constante e confiadamente a Cristo e, a se deixar renovar por Ele, anunciando com o vigor da paz e o amor a todas as pessoas de boa vontade que, quem encontra ao Senhor conhece a Verdade, descobre a Vida e, reconhece o Caminho que conduz a ela».
Que, hoje sábado, a Virgem Maria, a Mãe da esperança, nos ajude de verdade a encontrar Jesus e, a dar um bom testemunho Dele aos nossos irmãos.
Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «São João Baptista deu a sua vida por Cristo, embora não lhe fosse ordenado negar Jesus Cristo; só lhe foi ordenado que calasse a verdade» (São Beda, o Venerável)

- «São João Baptista recorda-nos também, cristãos do nosso tempo, que o amor a Cristo, à sua Palavra, à Verdade, não admite arranjos. Verdade é verdade, não há discussão» (Bento XVI)

- «O dever dos cristãos de participar na vida da Igreja os impele a ser testemunhas do Evangelho e das obrigações que dele derivam. Este testemunho é transmissão de fé em palavras e obras. O testemunho é um ato de justiça que estabelece ou dá a conhecer a verdade» (Catecismo da Igreja Católica, n. 2.472)
https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-08-01

Reflexão

Não há amores infiéis! (em relação ao matrimônio)

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje vemos ao Batista ser decapitado por defender a verdade em relação ao matrimônio. Também hoje, os abusos legislativos —que etiquetam como “matrimônio” vivências afetivas diversas— deformam o rosto do amor matrimonial, até fazê-lo irreconhecível para muitos. A vida humana não é um experimento, nem um contrato de arrendamento! Somente um âmbito de fidelidade realmente sólido é adequado para a dignidade da convivência matrimonial e para a educação dos filhos.
O matrimônio —instituído por Deus —é o local para o amor total entre um homem e uma mulher. A genuína medida do seu amor é a “totalidade”. Todo o resto é “comércio” (onde os contratos nem obrigam de “por vida” nem exigem “exclusividade”). Somente dar-me por inteiro, sem me reservar uma parte, nem aspirar a uma revisão/rescisão, responde plenamente à dignidade humana.
—Jesus, Maria e José: Iluminem à humanidade para defender o amor belo, porque se casar com o “pára-quedas” do divórcio não é se casar; é, simplesmente, se enganar.
https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-08-01

Comentário do Evangelho

A decapitação de João Batista


Hoje nos tropeçamos com um lamentável acontecimento histórico: o rei Herodes, feito como estava com sua cunhada, manda decapitar ao bom João o Batista. E tudo por essa bendita confusão de namoricos.
—Quem vive nas armadilhas entra no perigo de comportar-se sem piedade. O tema matrimonio é um tema muito sério!
https://family.evangeli.net/pt/feria/2026-08-01

Meditação

A Palavra: dos ouvidos ao coração!

João Batista, aquele que anunciou a chegada do Senhor com voz profética, incomodou o rei Herodes, que era injusto e vivia uma vida imoral com a mulher do seu irmão Filipe. Herodes, apegado ao poder e para não perder privilégios e status, mandou prender João Batista. Silenciar a voz daqueles que gritam por justiça sempre foi uma estratégia usada por poderosos, diante de pessoas que incomodam. Herodes não quis mudar de vida, não quis abandonar sua vida de pecado e, por isso, sob influência de Herodíades, sua mulher ilegítima, mandou matar João Batista. Mataram João Batista, mas não puderam matar a sua voz profética. A voz profética de João Batista continua ecoando nas vozes de todos aqueles e aquelas que, com ousadia profética, denunciam injustiças e clamam por um mundo de paz.
Coleta
Ó DEUS, que despertais continuamente em vossa Igreja novos exemplos de virtude, dai-nos seguir de tal modo os passos do bispo Santo Afonso Maria de Ligório, em seu zelo pela salvação de todos, que alcancemos com ele o prêmio no céu. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=01%2F08%2F2026&leitura=meditacao


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