sexta-feira, 3 de julho de 2026

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 04/07/2026

ANO A


Mt 9,14-17

Comentário do Evangelho

Porque teus discípulos não jejuam?


Não é necessário jejuar, pois o noivo está sempre conosco. Nosso jejum não consiste em privar-nos de alimento, mas sim em privar-nos de Jesus. Ficar sem Jesus é jejuar. O jejum puramente ritual ou por mera observância legal é inútil, e ainda mais inútil quando feito para ser visto e elogiado. Não faz sentido aparentar um ato de mortificação em uma vida que não precisa de remendos, mas sim de renovação.
O jejum pode ser útil como disciplina pessoal e para fortalecer a vontade. No entanto, como penitência pelos pecados, pode dar a falsa impressão de tranquilizar a consciência. Seria ainda pior se o jejum significasse acumular méritos, forçando Deus a conceder recompensas. Há recipientes apropriados para o vinho? É possível remendar uma roupa rasgada?
Para Deus, tudo é possível e tudo é possível para quem ama a Deus. No entanto, se estou precisando de uma mudança de direção e de uma conversão radical, é melhor buscá-la com coragem do que me iludir com pequenos atos de penitência. O que fazer com uma roupa velha que não suporta mais remendos? Trocar por uma nova. O batismo e a confissão, quando feitos corretamente, colocam a vida no caminho certo.
Cônego Celso Pedro da Silva
https://catequisar.com.br/liturgia/porque-teus-discipulos-nao-jejuam/

Reflexão

O jejum religioso tem sempre em vista o louvor a Deus. É um gesto de sacrifício e controle dos desejos a fim de alcançar o crescimento espiritual. Em todas as religiões há a prática do jejum. Os muçulmanos, por exemplo, jejuam do amanhecer ao pôr do sol no mês festivo do Ramadão, para que todos os seus pecados sejam perdoados. Os judeus fazem jejum no Dia do Perdão (Yom Kippur): do pôr do sol de um dia ao pôr do sol do outro dia, eles não comem e não bebem nada, nem mesmo água. Na Igreja Católica, o jejum quaresmal é uma prática comum desde o século IV e há uma distinção entre jejum e abstinência. O jejum é a renúncia total de comida e bebida (com exceção da água), enquanto a abstinência é abster-se de alguma coisa que seja mais cobiçada, como gesto de renúncia e penitência.
(Dia a dia com o Evangelho 2026)
https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/4-sabado-12/

Reflexão

«Dias virão em que o noivo lhes será tirado. Então jejuarão»

Rev. D. Joaquim FORTUNY i Vizcarro
(Cunit, Tarragona, Espanha)

Hoje notamos os novos tempos que se iniciam com Jesus, a sua nova doutrina que é ensinada com autoridade, e, como todas as coisas novas, vemos como elas chocam e questionam a realidade e os valores dominantes na sociedade. Assim, nas páginas que precedem o Evangelho que estamos contemplando, vemos a Jesus perdoando os pecados, o paralítico sendo curado e, ao mesmo tempo, acompanhamos como isso escandaliza os fariseus. Vemos também Jesus, chamado à casa de Mateus, o cobrador de impostos, comendo com eles outros publicanos e pecadores, o que fez os fariseus “subir pelas paredes”. No Evangelho de hoje são os discípulos de João que se aproximam de Jesus porque não compreendem que Ele e seus discípulos não jejuem.
Jesus que nunca deixa a ninguém sem resposta, lhes dirá: «Acaso os convidados do casamento podem estar de luto enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo lhes será tirado. Então jejuarão» (Mt 9,15). O jejum era, e é, uma prática penitencial que contribui para «adquirir o domínio sobre nossos instintos e a liberdade de coração» (Catecismo da Igreja Católica, n. 2043) e a implorar à misericórdia divina. Mas nesses momentos, a misericórdia e o amor infinito de Deus estava no meio deles com a presença de Jesus, o Verbo Encarnado. Como podiam jejuar? Só havia uma atitude possível: a alegria, o gozo pela presença de Deus feito homem. Como poderiam jejuar se Jesus havia revelado uma maneira nova de relacionar-se com Deus, um espírito novo que rompia com todas aquelas maneiras antigas de viver?
Hoje Jesus está: «Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos» (Mt 28,20) e também não está, porque voltou ao Pai e por isso clamamos: Vem Senhor Jesus!
Estamos vivendo tempos de expectativa. Por isso, convém renovar-nos a cada dia, com o espírito novo de Jesus, desprendendo-nos de nossas rotinas, jejuando de tudo aquilo que nos impeça de avançar a uma identificação plena com Cristo, à santidade. «Justo é nosso choro —nosso jejum— se queimamos em desejos de vê-lo» (Santo Agostinho).
À Santa Maria, supliquemos que nos outorgue as graças que necessitamos para viver a alegria de nos sabermos filhos amados de Deus.
Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «O jejum é o timoneiro da vida humana e governa todo o navio do nosso corpo» (São Pedro Crisólogo)

- «Ao vinho novo, odres novos. E por esta razão, a Igreja pede a todos nós que façamos algumas mudanças, pede-nos que ponhamos de lado as estruturas perecíveis: não servem para nada! E abraçar outras novas, as do Evangelho» (Francisco)

- «Os leigos realizam a sua missão profética também pela evangelização, isto é, pelo anúncio de Cristo, concretizado no testemunho da vida e na palavra´. Para os leigos, esta ação evangelizadora adquire um carácter específico e uma particular eficácia, por se realizar nas condições ordinárias da vida secular´ (Concilio Vaticano II)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 905)
https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-07-04

Reflexão

A nova evangelização: é necessário atualizar a “compreensão” da fé

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje, Jesus nos chama à "fidelidade renovada": mesmo que o conteúdo da fé não muda substancialmente, devemos considerar as mudanças de percepção cultural e as graves dificuldades do tempo com respeito à profissão da fé verdadeira e sua justa interpretação.
Os conteúdos essenciais que desde os séculos constituem o patrimônio de todos os crentes têm necessidade de ser confirmados, compreendidos e aprofundados de maneira sempre nova, com o fim de dar um testemunho coerente em condições históricas diferentes às do passado. O magistério da Igreja tem a responsabilidade de intensificar a reflexão sobre a fé para ajudar a todos os crentes em Cristo a que sua adesão ao Evangelho seja mais consciente e vigorosa em cada tempo.
—Nos tempos mais recentes a Igreja vem cumprindo esta missão com o Concilio Vaticano II ("bússola segura para orientar-nos no caminho do século que começa") e convocando duas vezes o "Ano da Fé" (com Paulo VI e com Bento XVI), entre outras muitas iniciativas.
https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-07-04

Comentário do Evangelho

Jesus nos ensina que a lei do amor está acima do cumprimento das normas


Hoje, Jesus ensina-nos que não há que “jejuar por jejuar”, como quem cumpre somente uma norma. «Podem os companheiros do esposo ficar de luto enquanto o esposo estiver com eles?». Aí está a questão: acima do “cumprimento” está a lei do amor (a caridade). Imaginas-te a ti próprio a jejuar num casamento?
- Os santos não são pessoas aborrecidas: sabem que há um tempo para jejuar e um tempo para festejar. Além disso, têm presente o sentido mais profundo do jejum: acompanhar Jesus na Cruz. – Há quanto tempo não passo pelo Calvário?
https://family.evangeli.net/pt/feria/2026-07-04

Meditação

A Palavra: dos ouvidos ao coração!

Jesus se compara ao Noivo-Salvador que o Pai nos envia e nos oferece. Ele vê o jejum associado ao luto, então à morte. E a ausência dele-Noivo em nossa vida, Ele a compara à morte, na qual então viveríamos o luto. E nessa triste condição é que seria justo jejuarmos, fazendo de tudo para o trazer de volta à nossa vida e convivência. Esse é o sentido que Ele mesmo vê no jejum. Assim, seus discípulos só deveriam jejuar quando vivessem sua ausência, e o fariam para o conquistar e trazer de volta. Seria assim bobagem jejuar se o temos conosco; com Ele vivemos e celebramos a vida. Assim, Amós descreve a alegria de se acolher o Senhor na vida: “dias virão, diz o Senhor, em que os montes destilarão vinho... plantarão vinhas e tomarão o vinho, cultivarão pomares e comerão seus frutos”.
Coleta
Ó DEUS, pela graça da adoção nos tornastes filhos da luz; concedei que não sejamos envolvidos pelas trevas do erro, mas permaneçamos sempre no esplendor da verdade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=04%2F07%2F2026&leitura=meditacao

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