HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 14/08/2026
ANO A

Mt 19,3-12
COMENTÁRIO AO EVANGELHO
Deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher, e serão os dois uma só carne

A questão do repúdio deu ocasião para Jesus mostrar aos discípulos o valor do celibato pelo Reino dos Céus. O repúdio dado à esposa legítima pode ser visto como um ato de fechamento para o perdão no nível mais alto de relação que existe entre duas pessoas: a aliança matrimonial válida. Por isso, o repúdio, para Jesus, só é possível para uma união ilícita, como no caso de um incesto (1Cor 5,1) ou concubinato, que já não era mais praticado naquela época. A resposta de Jesus colocou os fariseus diante da ação querida e sancionada por Deus (Gn 1,27; 2,24). A opção pelo celibato, em favor do Reino dos Céus, é dom de Deus e uma decisão livre do ser humano que responde ao seu chamado. Nesse sentido, há um grande avanço, pois, à diferença de como eram praticados os matrimônios, contratos familiares, a opção pelo Reino é pessoal.Pe. Leonardo Agostini Fernandes, ‘A Bíblia dia a dia 2026’, Paulinas.Fontes: https://www.facebook.com/ParoquiaSantaCruzCampinas e https://www.comeceodiafeliz.com.br/evangelho/deixara-o-homem-pai-e-mae-e-se-unira-a-sua-mulher-e-serao-os-dois-uma-so-carne-14082026
Reflexão
Jesus Cristo apresenta e justifica a razão de ser de duas vocações cristãs: o ma-trimônio e o celibato. Quem optar pelo matrimônio, deve estar consciente de que é um elo indissolúvel. O que Deus uniu, o ser humano não separe, mostrando o valor do sacramento do matrimônio e a importância de tomar a decisão com plena consciência e fortes motivações ligadas ao amor entre homem e mulher. Os que optam pelo celibato, como os sacerdotes e consagrados, também devem fazê-lo com consciência e tendo em vista uma causa maior: o Reino dos Céus.(Dia a dia com o Evangelho 2026)https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/14-sexta-feira-13/
Reflexão
«Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe»
Fr. Roger J. LANDRY(Hyannis, Massachusetts, Estados Unidos)
Hoje, Jesus responde às perguntas dos seus contemporâneos sobre o verdadeiro significado do matrimônio, ressaltando a indissolubilidade do mesmo.Sua resposta, no entanto, também proporciona a base adequada para que nós, cristãos, possamos responder a aqueles cujos corações teimosos os obrigam a procurar a ampliação da definição de matrimônio para os casais homossexuais.Ao fazer retroceder o matrimônio ao plano original de Deus, Jesus ressalta quatro aspectos relevantes pelos quais só se pode unir em matrimônio a um homem e uma mulher:1) «O Criador, desde o início, os fez macho e fêmea» (Mt 19,4). Jesus nos ensina que, no plano divino, a masculinidade e a feminilidade têm um grande significado. Ignorar, pois, é ignorar o que somos.2) «Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe, e se unirá à sua mulher» (Mt 19,5). No plano de Deus não é que o homem abandone os seus pais e vá embora com quem ele queira, mas sim com uma esposa.3) «De maneira que já não são dois, e sim uma só carne» (Mt 19,6). Esta união corporal vai mais além da pouco duradoura união física que ocorre no ato conjugal. Refere-se à união duradoura que se apresenta quando um homem e uma mulher, através do seu amor, concebem uma nova vida que é o matrimônio perdurável ou união dos seus corpos. Logicamente, que um homem com outro homem, ou uma mulher com outra mulher, não pode ser considerado um único corpo dessa maneira.4) «Pois o que Deus uniu, o homem não separe» (Mt 19,6). Deus mesmo uniu em matrimônio ao homem e à mulher e, sempre que tentamos separar o que Ele uniu, estaremos fazendo por nossa própria conta e por conta da sociedade.Em sua catequese sobre Gênesis, o Papa João Paulo II disse: «Em sua resposta aos fariseus, Jesus Cristo comenta aos interlocutores a visão total do homem, sem o qual não é possível oferecer uma resposta adequada às perguntas relacionadas com o matrimônio».Cada um de nós está chamado a ser o eco desta Palavra de Deus em nosso momento.
Pensamentos para o Evangelho de hoje
- «A estatura e os hábitos do homem podem mudar, mas a sua natureza continua idêntica e a sua pessoa é a mesma» (São Vicente de Lerins)
- «Na narração bíblica surge a ideia de que o homem é de alguma forma, incompleto, constitutivamente no caminho para encontrar no outro a parte complementária para a sua integridade, quer dizer, a ideia de que apenas na comunhão com o outro sexo se pode considerar “completo”» (Bento XVI)
- «A estima pela virgindade por amor do Reino e o sentido cristão do matrimónio são inseparáveis e favorecem-se mutuamente» (Catecismo da Igreja Católica, nº 1.620)https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-08-14
Reflexão
Sexualidade e matrimônio: são algo sagrado!
REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)(Città del Vaticano, Vaticano)
Hoje, com o Evangelho, contemplamos a sexualidade como uma realidade central da criação. A diversidade sexual e o matrimônio (onde os esposos se doam mutuamente na sua distinção sexuada) são algo sagrado. Não é mero acaso que: 1. Deus altere a sua linguagem (“fala” na primeira pessoa do plural) quando se dispõe a criar o homem (“Façamos o homem à nossa semelhança”); 2. Cristo dignifique o matrimônio com a categoria de sacramento e assista a uma boda no início do seu ministério.A palavra de Deus confirma esta tradição da Igreja. Além disso, lemos no “Génesis” que Deus nos criou à sua imagem, fazendo-nos “homem” e “mulher”. Quando duas pessoas se entregam mutuamente e, juntas, dão vida aos filhos, o sagrado também fica atingido: cada pessoa alberga o mistério divino. Assim, a convivência de homem e mulher também se insere no religioso, no sagrado, na responsabilidade perante Deus.—Deus-Criador: tu és o “nós divino” que inspira e guia o “nós humano” (matrimônio).https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-08-14
Reflexão
O homem esteja “incompleto”, constitutivamente a caminho a fim de encontrar no outro a parte que falta para a sua totalidade
REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)(Città del Vaticano, Vaticano)
Hoje, Jesus explica que a narração bíblica da criação fala da solidão do primeiro homem, Adão, querendo Deus pôr a seu lado um auxílio. Dentre todas as criaturas, nenhuma pôde ser para o homem aquela ajuda de que necessita, apesar de ter dado um nome a todos os animais selvagens, integrando-os assim no contexto da sua vida. Então, de uma costela do homem, Deus plasma a mulher...Na base desta narração, é possível entrever concepções semelhantes às que aparecem no mito referido por Platão, segundo o qual o homem originariamente era esférico, porque completo em si mesmo e auto-suficiente. Mas, como punição pela sua soberba, foi dividido ao meio por Zeus, de tal modo que agora sempre anseia pela outra sua metade e caminha para ela a fim de reencontrar a sua globalidade.—Na narração bíblica, não se fala de punição; porém, a ideia de que o homem de algum modo esteja incompleto, constitutivamente a caminho a fim de encontrar no outro a parte que falta para a sua totalidade.https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-08-14
Reflexão
À imagem do Deus monoteísta corresponde o matrimónio monogâmico
REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)(Città del Vaticano, Vaticano)
Hoje, vemos que só na comunhão com o outro sexo, o homem possa tornar-se “completo”: o “eros” (amor-paixão) está de certo modo enraizado na própria natureza do homem. Adão anda à procura e “deixa o pai e a mãe” para encontrar a mulher (cf. Gn 2,23-24); só no seu conjunto é que representam a totalidade humana, tornam-se “uma só carne”.O segundo aspecto: numa orientação baseada na criação, o “eros” impele o homem ao matrimónio, a uma ligação caracterizada pela unicidade e para sempre. Deste modo, e somente assim, é que se realiza a sua finalidade íntima. À imagem do Deus monoteísta corresponde o matrimónio monogâmico. O matrimónio baseado num amor exclusivo e definitivo torna-se o ícone do relacionamento de Deus com o seu povo e, vice-versa, o modo de Deus amar torna-se a medida do amor humano.—Esta estreita ligação entre “eros” e matrimônio na Bíblia quase não encontra paralelos literários fora da mesma.https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-08-14
Comentário do Evangelho
O casamento implica amar com um coração nobre e generoso
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Hoje, alguns fariseus querem preparar uma armadilha a Jesus. Mas, quanto ao tema do divórcio não se brinca. A dureza de coração, quer dizer, o egoísmo acaba por aprovar o divórcio. Um coração nobre não precisa de divórcios!- Uma vez que Jesus não admite brincadeiras com o matrimónio, dá-nos uma norma para elevar o nível: se um marido não ama a sua mulher (ou vice-versa) com coração nobre e generoso, também comete adultério (está a abusar da outra pessoa).https://family.evangeli.net/pt/feria/2026-08-14
Meditação
A Palavra: dos ouvidos ao coração!
No Evangelho de hoje, Jesus Cristo, confrontado com a Lei judaica do divórcio, enfatiza o projeto ideal de Deus para o homem e para a mulher: eles são chamados a formar uma família. Jesus coloca a vida matrimonial na perspectiva do plano original do Criador: homem e mulher, com o matrimônio, formarão uma só carne, ou seja, viverão uma vida de partilha; uma só carne significa que estão unidos no amor de Deus. Jesus aponta a relevância da união responsável que acontece entre o homem e a mulher no matrimônio. Ele mostrou que essa união matrimonial é algo sagrado: dessa união surge a família, dom de Deus. A união do homem e da mulher no matrimônio deve ser reflexo da união entre Cristo e a sua Igreja: assim como Cristo é fiel à sua Igreja, o homem deve ser fiel à sua esposa.ColetaÓ DEUS, enriquecestes de grande zelo pastoral e dedicação ao próximo o presbítero e mártir São Maximiliano Maria Kolbe, inflamado de amor à Virgem Imaculada; concedei-nos benigno, por sua intercessão, que, trabalhando incansavelmente pela vossa glória no serviço ao próximo, possamos nos tornar semelhantes ao vosso Filho até a morte. Ele, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=14%2F08%2F2026&leitura=meditacao

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