sábado, 27 de junho de 2026

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 28/06/2026

ANO A


SÃO PEDRO E SÃO PAULO, APÓSTOLOS

- Dia do Papa e do Óbolo de São Pedro -

Ano A - Vermelho

Eles eram um só coração e uma só alma.”

“Eu te darei as chaves do Reino dos Céus” Mt 16,19

Mt 16,13-19

Ambientação

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Celebramos hoje a solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo. Mestres inseparáveis de fé e de inspiração cristã pela sua autoridade, simbolizam todo o Colégio Apostólico. Hoje é também o “Dia do Papa”. Queremos manifestar nossa estima e obediência ao sucessor de Pedro, sinal da unidade da Igreja e da comunhão na fé e na caridade, em torno dos valores evangélicos que iluminam a consciência cristã e sustentam a esperança da humanidade.
https://diocesedeapucarana.com.br/storage/107539/28-de-junho-2026---sao-pedro-e-sao-paulo-apostolos.pdf

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, hoje toda a Igreja, triunfante e peregrina, une sua voz para louvar e bendizer o Senhor pela vocação e pelo ministério dos dois grandes apóstolos, Pedro e Paulo. Impulsionados por um mesmo e ardente amor por Cristo, eles, cada um a seu modo, abraçaram o Evangelho e fizeram do Reino de Deus o sentido de suas vidas. Como colunas da Igreja, fundaram comunidades sustentadas pela ação do Espírito Santo. Cantemos louvores a Deus por tão grandes testemunhas da fé, e elevemos nossas preces pelo Papa Leão, que hoje é o sucessor de Pedro e sinal de unidade de toda a Igreja.
https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/06/Ano-50C-39-SAO-PEDRO-E-SAO-PAULO-APOSTOLOS.pdf

OBEDECER AO PAPA?

A festa de São Pedro e São Paulo nos ajuda a lembrar que nossa fé e a Igreja, que conserva, testemunha e transmite essa fé, são “apostólicas”, isto é, vêm dos Apóstolos e estão em comunhão com os Apóstolos. Eles foram as testemunhas oculares qualificadas de Jesus e de tudo o que ele fez e ensinou enquanto estava no mundo. Eles também foram enviados por Jesus a todos e ao mundo inteiro, como suas testemunhas e mensageiros.
Assim aconteceu durante a história bimilenar da Igreja, até ao dia de hoje. Os Apóstolos e seus legítimos sucessores, os bispos, unidos na comunhão entre si e com o Sucessor do Apóstolo Pedro, mantiveram e mantêm a fidelidade a essa missão e confirmam os irmãos nessa fé apostólica. Por isso, hoje, dedicamos nossa oração muito especialmente pelo Papa Leão XIV, legítimo Sucessor de Pedro. Este é o Dia do Papa e “a Igreja toda reza por Pedro” (cf At 12,5), que hoje tem o nome e o jeito de Leão XIV.
Além da oração e do nosso sincero respeito e carinho pelo Papa, a comunidade dos fiéis também é chamada a participar generosamente do Óbolo de São Pedro, como expressão de fé e de apoio concreto à missão do Papa. Em todas as missas celebradas no mundo inteiro, hoje é feita a coleta do Óbolo de São Pedro e o que se recolhe é enviado à Santa Sé, ficando à disposição do Papa para as muitas e grandes necessidades ligadas ao exercício de sua missão universal. Muitas iniciativas de evangelização e caridade são ajudadas pelo Papa, sobretudo em situações de grandes sofrimentos, necessidades e de catástrofes.
Mas hoje também é oportuno recordar nosso dever de respeito e a obediência ao Papa. É lamentável que existam contestações, desrespeito e desobediência aberta para com a pessoa do Papa e ao que ele representa na Igreja Católica. Tais atitudes favorecem a formação de grupos cismáticos, que não estão em comunhão com a Igreja e que promovem a divisão na unidade da Igreja, podendo levar a verdadeiros cismas. O respeito ao Papa é devido sempre. Em relação aos seus ensinamentos, há dois níveis de obediência, referindo-se ao Magistério ordinário e ao Magistério extraordinário.
Quando o Papa, como Bispo e Pastor supremo da Igreja, nas suas pregações e documentos, propõe, um ensinamento com a finalidade de levar a uma compreensão melhor da Revelação em matéria de fé e de moral (Magistério ordinário), esse ensinamento deve ser recebido pelos fiéis “com religioso obséquio de espírito”, ou seja, com religioso respeito e consideração. Mas quando o Papa, em seu Magistério supremo e “na qualidade de pastor e doutor supremo de todos os fiéis e encarregado de confirmar os irmãos na fé ou nos costumes” (infalibilidade pontifícia), proclamar solenemente alguma verdade de fé, deve ser obedecido sempre (cf. Catecismo da Igreja Católica, nº 891-892). De fato, o Papa usa muito raramente desse “carisma da infalibilidade”; geralmente, quando ele se manifesta, ele exerce o seu Magistério ordinário.
Oremos pelo nosso Pontífice Leão XIV. Que o Senhor Deus lhe dê saúde, o conserve, ilumine e fortaleça em sua missão!
Cardeal Odilo Pedro Scherer
Arcebispo de São Paulo
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Comentário do Evangelho

As Colunas da Igreja: E a nossa profissão de fé


Na Solenidade de hoje, contemplamos as duas grandes colunas da Igreja Católica: São Pedro, a rocha que confessa a fé e o pastor da unidade, e São Paulo, o apóstolo dos gentios que desbravou fronteiras para anunciar o Evangelho. No texto de Mateus, Jesus faz uma pergunta direta e existencial aos discípulos na região de Cesareia de Filipe: “E vós, quem dizeis que eu sou?”.
Pedro, movido por uma revelação do Pai, toma a palavra e professa com firmeza: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. Diante dessa declaração, Jesus revela a missão do pescador da Galileia: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá derrotá-la”. O Senhor confia a Pedro as chaves do Reino dos Céus, dando-lhe a autoridade para ligar e desligar na terra. A Igreja de Cristo não foi fundada sobre as areias movediças de opiniões humanas, mas sobre a rocha firme da fé apostólica. Celebrar Pedro e Paulo é renovar o nosso amor pela Igreja e o nosso compromisso de sermos pedras vivas nessa construção sagrada.
https://catequisar.com.br/liturgia/28-06-2026/

Reflexão

Depois de ter sido acompanhado pelos seus discípulos, Jesus deseja saber o que pensam dele. Segundo o povo, Jesus é um dos antigos profetas que teria ressuscitado. A visão dos seus seguidores é dada por Pedro, representante do grupo: “Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo”. Jesus o elogia pela resposta revelada pelo Pai e lhe entrega as chaves do Reino do Céu. As chaves significam serviço em prol do Reino. A missão de Pedro e de todos os discípulos de Jesus é uma missão desafiadora, que exige coragem e discernimento, pois encontrará muitos desafios e obstáculos. A Igreja celebra o martírio de Pedro e Paulo na mesma data, pois são considerados as duas principais colunas da Igreja, apóstolos fiéis e comprometidos até a morte. Fica a pergunta para nós: quem é Jesus para mim?
(Dia a dia com o Evangelho 2026)
https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/dia-28-domingo-15/

Reflexão

«Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo»

Mons. Jaume PUJOL i Balcells, Arcebispo Emérito de Tarragona
(Tarragona, Espanha)

Hoje, celebramos a solenidade de São Pedro e São Paulo, que foram fundamentos da Igreja primitiva e, portanto, da nossa fé cristã. Apóstolos do Senhor, testemunhas da primeira hora, viveram aqueles momentos iniciais de expansão da Igreja e selaram com o seu sangue a fidelidade a Jesus. Oxalá nós, cristãos do séc. XXI, saibamos ser testemunhas credíveis do amor de Deus no meio dos homens, tal como o foram estes dois Apóstolos e como têm sido tantos e tantos dos nossos conterrâneos.
Numa das suas primeiras intervenções, o Papa Francisco, dirigindo-se aos cardeais, disse-lhes que temos de «caminhar, edificar e confessar». Ou seja, temos de avançar no nosso caminho da vida, edificando a Igreja e confessando o Senhor. O Papa advertiu: «Podemos caminhar tanto quanto quisermos, podemos edificar muitas coisas, mas se não confessamos Jesus Cristo, alguma coisa não funciona. Acabaremos por ser uma ONG assistencial, mas não a Igreja, esposa do Senhor».
Escutámos no Evangelho da missa de hoje um facto central para a vida de Pedro e da Igreja. Jesus pede àquele pescador da Galileia um acto de fé na sua condição divina e Pedro não duvida em afirmar: «Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo» (Mt 16,16). Imediatamente a seguir, Jesus institui o Primado, dizendo a Pedro que será a rocha firme sobre a qual será edificada a Igreja ao longo dos tempos (cf. Mt 16,18) e dando-lhe o poder das chaves, a suprema potestade.
Embora Pedro e os seus sucessores sejam assistidos pela força do Espírito Santo, necessitam igualmente da nossa oração, porque a missão que têm é de grande transcendência para a vida da Igreja: têm de ser fundamento seguro para todos os cristãos ao longo dos tempos; portanto, todos os dias temos de rezar também pelo Santo Padre, pela sua pessoa e pelas suas intenções.

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «Como não há que se opor a vontade do Senhor quem decide, tem respondido com obediência para o que tem querido fazer de mim a mão misericordiosa do Mestre» (São Gregório Magno)

- «E você, tem sentido alguma vez essa mirada de amor infinito que, mais além de todos seus pecados, limitações e fracassos, continua se fiando em você e mirando sua existência com esperança?» (Francisco)

- «“(...) E logo começou a proclamar nas sinagogas que Jesus era o Filho de Deus” (Act 9,20). Será este, desde o princípio, o núcleo da fé apostólica, primeiramente professada por Pedro como fundamento da Igreja» (Catecismo da Igreja Católica, n° 442)
https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-06-29

Reflexão

«Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo»

Mons. Pere TENA i Garriga Bispo Auxiliar Emérito de Barcelona
(Barcelona, Espanha)

Hoje é um dia consagrado pelo martírio dos apóstolos São Pedro e São Paulo. «Pedro, primeiro predicador da fé; Paulo, mestre esclarecido da verdade» (Prefácio). Hoje é um dia para agradecer à fé apostólica, que é também a nossa, proclamada por estas duas colunas com sua prédica. É a fé que vence ao mundo, porque crê e anuncia que Jesus é o Filho de Deus: «Simão Pedro respondeu: Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!» (Mt 16,16). As outras festas dos apóstolos São Pedro e São Paulo vêem outros aspectos, mas hoje contemplamos aquele que permite nomeá-los como «primeiros predicadores do Evangelho» (Coleta): com seu martírio confirmaram seu testemunho.
Sua fé, e a força para o martírio, não lhes veio de sua capacidade humana. Jesus então lhe disse: Feliz é Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus (cf. Mt 16,17). Igualmente, o reconhecimento “daquele que ele perseguia” como Jesus o Senhor foi claramente, para Saulo, obra da graça de Deus. Em ambos os casos, a liberdade humana que pede o ato de fé se apóia na ação do Espírito.
A fé dos apóstolos é a fé da Igreja, uma, santa, católica e apostólica. Desde a confissão de Pedro em Cesaréia de Felipe, «cada dia, na Igreja, Pedro continua dizendo: ‘Vós sois o Cristo, o Filho do Deus vivo!’» (São Leão Magno). Desde então até nossos dias, uma multidão de cristãos de todas as épocas, idades, culturas e, de qualquer outra coisa que possa estabelecer diferenças entre os homens, proclamou unanimemente a mesma fé vitoriosa.
Pelo batismo e a crisma estamos no caminho do testemunho, isto é, do martírio. É necessário que estejamos atentos ao “laboratório da fé” que o Espírito realiza em nós (João Paulo II), e que peçamos com humildade poder experimentar a alegria da fé da Igreja.
https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-06-29

Reflexão

São Pedro e São Paulo, apóstolos da fé

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje, a Igreja celebra estes dois santos em conjunto. Foram mestres da fé, cada um deles com uma missão apostólica muito importante. São Pedro (“Petrus”) é a “rocha” sobre a qual Jesus Cristo edifica a sua Igreja; São Paulo foi eleito para levar o nome de Jesus ao mundo dos gentios (os não judeus).
Ambos receberam de Deus um tratamento “especial”. A Simão, filho de Jonas, Jesus mudou-lhe o nome (não o fez com os outros), rezou expressamente para que a sua fé não desfalecesse, reiterou-o na sua missão de confirmar os seus irmãos na doutrina. Saulo de Tarso foi eleito quando perseguia os cristãos: apareceu-lhe o Senhor ressuscitado (uns 5 anos depois da Ascensão), apresentando-se-lhe como “Jesus, a quem tu persegues”. Viajou incansavelmente para pregar o cristianismo. Deram ambos a vida pela fé, morrendo mártires em Roma.
—Jesus, concede-me fortaleza na fé e audácia para a explicar hoje em dia.
https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-06-29

Comentário do Evangelho

Pedro, o príncipe dos apóstolos, e Paulo, o apóstolo dos gentios


Hoje, a Igreja celebra simultaneamente estes dois grandes apóstolos e mestres na fé. Pedro foi a "rocha" posta como fundamento da Igreja; Paulo, a voz dada ao Evangelho no seu caminho entre os gentios (os não judeus). Receberam de Deus um tratamento "especial". A Simão, Jesus mudou-lhe o nome, dando-lhe a missão de confirmar na fé os seus irmãos. Saulo de Tarso foi escolhido quando perseguia os cristãos: apareceu-lhe Jesus ressuscitado (uns 5 anos depois da Ascensão).
- Senhor, concede-me fortaleza para continuar a construção da Igreja edificada sobre Pedro e Paulo.
https://family.evangeli.net/pt/feria/2026-06-29

Meditação

A palavra: dos ouvidos ao coração!

Jesus precisa de seguidores e os busca, mas não os ilude: “Se a mim perseguiram, também vos perseguirão” (Jo 15,20). Assim se dá com Pedro e demais apóstolos em Cesareia de Filipe.
Ali, Jesus lhes pergunta o que Ele era para eles. Em nome dos Doze e, de certo modo, de todos os demais que, no decorrer da história, se decidissem pelo seguimento dele, Pedro responde: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”.
O Messias, o Salvador prometido, e que o Pai nos enviava como seu Filho, a nos dizer que Ele-Pai, em Jesus-Filho, nos abria este caminho de salvação: fazermo-nos seus filhos e filhas como o Filho-Jesus.
E Jesus carimba essa profissão de fé de Pedro, e de todo discípulo seu, garantindo que era revelada por seu próprio Pai celeste. O sonho do Pai, adotar como filha a inteira humanidade a partir de seu Filho Jesus. E essa adesão a Ele-Messias era a pedra com que construiria sua Igreja, sua divina comunidade de filhos e filhas do Pai, como Ele-Filho.
E já apaga toda ilusão: “o poder do inferno”, que já o perseguia em vida, não deixaria em paz sua Igreja. Mas, Jesus garantia, esse poder “nunca poderá vencê-la”. Tirou a vida de Jesus, crucificando-o, mas não o venceu.
E Pedro não foi exceção. O “inferno”, em Herodes, já prendera “membros da Igreja para torturá-los”, matara Tiago, irmão de João, o que “agradava aos judeus”. E por essa grande causa política, prende igualmente Pedro. Naquele dia, por um anjo, Deus o liberta miraculosamente, mesmo guardado por 16 soldados, pois quis precisar de seu ministério na construção da Igreja. Um dia tirará a vida também de Pedro, mas sem o vencer.
Paulo, também celebrado hoje, prenuncia seu fim trágico: “Estou para ser derramado em sacrifício”. Mas já confessa sua total vitória, que se seguirá ao martírio que ainda enfrentará: “Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé”. Vitória era cumprir a missão que recebera: “ele fez com que a mensagem fosse anunciada por mim integralmente, e ouvida por todas as nações”.
Para tanto não lhe faltou a força do alto: “Eu fui libertado da boca do leão... e o Senhor esteve a meu lado e me deu forças”, como a dizer que não fraquejou na fidelidade.
Se contou com essa força divina no passado, confiante na fidelidade do Deus que chama e sustenta seus vocacionados na missão, já adianta também, “o Senhor me libertará de todo mal e me salvará para o seu reino celeste”, não me faltará a coragem para a fidelidade até “o momento de minha partida”.
Pedro e Paulo, encorajai-nos!
Pe. Domingos Sávio, C.Ss.R.
https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=28%2F06%2F2026&leitura=meditacao

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