sábado, 25 de abril de 2026

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 26/04/2026

ANO A


4º DOMINGO DA PÁSCOA

Ano A – Branco

Eu sou a porta.” Jo 10,7

Domingo do Bom Pastor

Dia Mundial de Oração pelas Vocações

Jo 10,1-10

Ambientação

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Cristo é o Bom Pastor que veio para que nós tenhamos vida. É o único salvador, apesar de tantas vezes rejeitado por aqueles que ainda não tiveram seu encontro com ele. Ao celebrarmos o dia de Oração pelas Vocações Sacerdotais peçamos que o Divino Pastor nos dê santos e dedicados sacerdotes segundo o seu coração.
https://diocesedeapucarana.com.br/storage/107125/26-de-abril-2026---4-Domingo-da-Pascoa.pdf

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, somos o rebanho que o Senhor, Bom Pastor, reuniu. Conduzidos por Ele, viemos buscar o alimento que nos salva: Ele mesmo que nos sacia pela sua Palavra e pelo seu Corpo e Sangue. Atraídos pelo Bom Pastor, também por Ele seremos enviados para dar testemunho da sua Páscoa. Neste dia em que a Igreja reza pelas vocações, supliquemos ao Senhor da Messe que envie operários generosos para amar e servir a todos.
https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Ano-50A-29-4o-DOMINGO-DE-PASCOA.pdf

EU SOU A PORTA DAS OVELHAS

No coração do tempo pascal, a Igreja eleva hoje seu olhar para Cristo ressuscitado e o contempla sob o título que revela o íntimo de sua missão: o Bom Pastor. Não se trata apenas de uma imagem pastoral, mas de uma categoria cristológica fundamental, na qual se manifesta o modo como Deus se relaciona com seu povo.
No Evangelho proclamado, Jesus afirma com solenidade: “Eu sou a porta das ovelhas”. Esta afirmação carrega uma densidade teológica profunda. Cristo não apenas conduz ao Pai: Ele é o acesso, o mediador único e necessário entre Deus e a humanidade. Toda vocação autêntica nasce e se configura a partir desta verdade: ninguém é pastor por si mesmo; ninguém entra no ministério por ambição, conveniência ou projeto pessoal. O verdadeiro pastor entra pela porta, que é Cristo, chamado por Ele e enviado em seu nome.
Ao contrapor o pastor verdadeiro aos ladrões e assaltantes, Jesus denuncia toda forma de exercício do ministério que não brota da comunhão com Ele. O ladrão “sobe por outro lugar”, isto é, busca o poder, o prestígio ou o domínio. O pastor, ao contrário, vive da lógica pascal: dar a vida. Ainda que neste trecho Jesus não fale explicitamente do sacrifício, toda a perícope aponta para a cruz, onde o Bom Pastor manifestará plenamente sua identidade.
O texto afirma que as ovelhas reconhecem a voz do pastor. Aqui tocamos um ponto essencial da teologia vocacional: a vocação nasce da escuta. Antes de qualquer resposta humana, há uma voz que chama. Deus não chama em abstrato, mas interpela pessoalmente. A voz do Bom Pastor não violenta a liberdade, mas a desperta. Não confunde, mas ilumina. Não promete sucesso, mas plenitude. Em um mundo saturado de vozes concorrentes, discernir a voz de Cristo exige silêncio interior, vida sacramental, intimidade com a Palavra e acompanhamento espiritual sério. É assim que Deus chama a todos a participar da sua messe, com uma vocação específica!
Neste Domingo do Bom Pastor, somos convidados a nos perguntar: que vozes temos escutado? Em meio a tantas propostas, ideologias e promessas vazias, é fácil seguir caminhos que parecem atraentes, mas que não passam pela “porta” que é Cristo. A voz do Bom Pastor não grita, não confunde, não oprime; ela orienta, liberta e conduz à vida.
Neste Domingo Mundial de Oração pelas Vocações, a Igreja suplica ao Senhor da messe que suscite pastores segundo o seu coração: homens e mulheres, leigos e leigas configurados a Cristo, pobres, obedientes e castos, capazes de entrar pela porta, de permanecer no redil e de não fugir diante do lobo.
Por fim, este Evangelho nos recorda que toda a Igreja é chamada a viver em estado vocacional. Cada batizado é convidado a escutar, discernir e responder. A fecundidade vocacional da Igreja está diretamente ligada à sua fidelidade ao Bom Pastor. Que neste tempo pascal, ao ouvirmos novamente a voz do Ressuscitado, renovemos nossa confiança n'Aquele que é a Porta, o Pastor e a Vida. Sigamos Cristo, o Bom Pastor, certos de que com Ele nada nos faltará, e de que somente n’Ele encontramos a verdadeira vida em abundância.
Dom Cícero Alves de França
Bispo Auxiliar de São Paulo
Vigário Episcopal para a Região Belém
https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Ano-50A-29-4o-DOMINGO-DE-PASCOA.pdf

Comentário do Evangelho

O Bom Pastor e a Porta das Ovelhas


Neste Domingo do Bom Pastor, Jesus se revela como aquele que conhece cada uma de suas ovelhas pelo nome. Ele não é um “mercenário” que foge diante do perigo, mas o Pastor zeloso que caminha à frente do rebanho. Jesus utiliza também a imagem da “Porta”: Ele é o único acesso legítimo para a salvação e para o verdadeiro descanso da nossa alma.
Viver a Páscoa sob o olhar do Bom Pastor é aprender a distinguir a Sua voz em meio a tantos ruídos e “falsos pastores” do mundo moderno. Enquanto o ladrão vem apenas para “roubar, matar e destruir”, Jesus afirma categoricamente a Sua missão: “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância”. Seguir a Jesus é ter a certeza de que, mesmo nos vales escuros, não estamos sozinhos, pois o Seu cajado nos protege.
https://catequisar.com.br/liturgia/26-04-2026/

Reflexão

No Evangelho de hoje, Jesus se apresenta como a porta para entrada e saída de pastores e ovelhas. Como porta, Jesus é o acesso à segurança e à liberdade. A prática de Jesus é libertadora. Conduzindo para fora, ele liberta de tudo o que oprime e explora o povo. Jesus está sempre aberto para acolher os que querem fazer parte de sua caminhada e, ao mesmo tempo, deixa a liberdade para quem não se sente à vontade. Ele propõe entrar pela porta, que é ele, e não por outros subterfúgios que podem denotar outros interesses. Jesus vai na frente e, ouvindo sua voz, seus seguidores podem caminhar com segurança. Quem segue outras vozes pode ser manipulado e explorado. Quem passa pela porta, encontrará pastagem, vida plena e abundante, tudo o que necessita para uma vida digna. O Evangelho conclui: “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância”. O Mestre de Nazaré dedicou toda a sua vida para cuidar das “ovelhas” abandonadas. Seguindo sua voz, teremos vida e liberdade.
(Dia a dia com o Evangelho 2026)
https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/26-domingo-11/

Reflexão

«Eu sou a porta das ovelhas»

P. Pere SUÑER i Puig SJ
(Barcelona, Espanha)

Hoje no Evangelho, Jesus utiliza duas imagens referentes a si mesmo: Ele é o pastor. E Ele é a porta. Jesus é o bom pastor que conhece as ovelhas. «Ele chama cada uma pelo nome» (Jo 10,3). Para Jesus, não somos um número; tem um contacto pessoal com cada um de nós. O Evangelho não é só uma doutrina: é a adesão pessoal de Jesus conosco.
E, não só nos conhece pessoalmente. Também pessoalmente ama-nos. “Conhecer”, no Evangelho de são João, não significa simplesmente um ato do entendimento, senão um ato de adesão à pessoa conhecida. Jesus leva-nos a cada um no seu coração. Nós também lhe devemos conhecer assim. Conhecer Jesus não implica só um ato de fé, senão também de caridade, de amor. «Examinai-vos se conheceis —diz-nos são Gregório Magno, comentando este texto— se lhe conheceis não pelo fato de crer, senão pelo amor». E o amor mostra-se com as obras.
Jesus é também a porta. A única porta. «Quem entrar por mim será salvo» (Jo 10,9). E mais adiante realça: «Ninguém vai ao Pai senão por mim» (Jo 14,6). Hoje um ecumenismo mal entendido faz que alguns pensem que Jesus é um de tantos salvadores: Jesus, Buda, Confúcio..., Maomé, que mais dá! Não! Quem se salva se salvará por Jesus Cristo, ainda que nesta vida não o saiba. Quem luta por fazer o bem, o saiba ou não, vai por Jesus. Nós, pelo dom da fé, sim que o sabemos. Agradecemos-lhe. Esforçemo-nos por atravessar esta porta, que se bem é estreita, Ele nos a abrirá de par em par. E demos testemunho de que toda a nossa esperança está posta Nele.

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «Entra pela porta aquele que entra por Cristo, aquele que imita a paixão de Cristo, aquele que conhece a humildade de Cristo, que sendo Deus se fez homem por nós» (Santo Agostinho)

- «Jesus Cristo promete conduzir as ovelhas aos “pastos”, às fontes da vida. Mas qual é o alimento do homem? Ele vive da verdade e de ser amado pela Verdade. Ele precisa de Deus, do Deus que se aproxima dele e lhe mostra o caminho da vida» (Bento XVI)

- «Assim a Igreja é o redil, cuja única e necessária porta é Cristo (Jn 10,1-10). E também o rebanho, do qual o próprio Deus predisse que seria o pastor (cf. Is 40,11) e cujas ovelhas, ainda que governadas por pastores humanos, são contudo guiadas e alimentadas sem cessar pelo próprio Cristo, bom Pastor e Príncipe dos pastores, o qual deu a vida pelas suas ovelhas» (Catecismo da Igreja Católica, nº 754)
https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-04-26

Reflexão

João 10: o bom pastor dá a “vida em abundância”

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje centramo-nos na figura do Bom Pastor, uma imagem de larga tradição bíblica, onde Jesus purifica-la e a leva a sue pleno sentido. O ladrão vê as ovelhas como próprias e as aproveita para se mesmo. Ao contrário o verdadeiro Pastor não tira a vida, mas da vida. A grande promessa de Jesus: dar “vida em abundância”.
Jesus Cristo promete levar às ovelhas a “pastagem”, às fontes da vida. Ressoam aqui as palavras do Salmo 23: «Ele me faz descansar em verdes prados; a águas tranquilas me conduz...». Mas, qual é o alimento do homem? Ele vive da verdade e de ser amado pela Verdade. Precisa de Deus, ao Deus que se aproxima e mostra o caminho da vida. Quem lhe dá tudo isso, é aquele que lhe dá “vida em abundância”.
—Jesus, como palavra de Deus feita carne, não é apenas o “pastor”, também é o alimento, a verdadeira “pastagem”; dá-nos a vida entregando-se Ele mesmo.
https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-04-26

Reflexão

Jesus, o único Salvador, é a “porta”, leva-nos no seu Coração

P. Pere SUÑER i Puig SJ
(Barcelona, Espanha)

Hoje Jesus utiliza duas imagens que fazem referência a si mesmo: Ele é o “pastor” e a “porta”. Jesus conhece as ovelhas: as chama uma por uma. Para Jesus, nós não somos um número; com cada um de nós tem um trato pessoal. Também nos ama pessoalmente.
“Conhecer”, no Evangelho, não significa só um ato de entendimento, senão um ato de adesão à pessoa conhecida. Cristo leva-nos no seu Coração. Jesus é também a “porta”. A única porta. Ninguém vai ao Pai senão por Ele. Alguns pensam que Cristo é um de tantos salvadores: Jesus, Buda, Confúcio..., Maomé, Não! Só Jesus é Deus! Quem se salva se salvará por Jesus Cristo, ainda que nesta vida não o saiba.
—Eu, Jesus pelo dom da fé, sei que és Deus. Obrigado porque pude conhecer-te. Esforçarei-me em atravessar esta “porta” que leva ao Pai, ainda que é estreita, Tu a abrirás de par em par.
https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-04-26

Comentário do Evangelho

Jesus, o Bom Pastor


Hoje, os ouvintes também não compreendem as palavras de Jesus. O Senhor está a explicar-lhes algo muito bonito: eu sou o vosso pastor e vós sois as minhas ovelhas. Cristo veio à terra para nos ajudar. Ele é o bom pastor: conhece-nos um a um, e vai à frente conduzindo-nos por bons caminhos. Jesus Cristo é a “porta” da nossa salvação.
- Cristo está a dizer-nos: - Eu sou o vosso irmão mais velho. O Pai do Céu enviou-me para olhar por vós, que sois seus filhos. É difícil entender isto?
https://family.evangeli.net/pt/feria/2026-04-26

HOMILIA

A PALAVRA: DOS OUVIDOS AO CORAÇÃO!

Temos dois caminhos, e alternativos, para nos relacionar com o próximo. Como Jesus o fez, buscando sempre o bem do outro, comparado a uma ovelha. Foi até elas como seu “pastor”, que entra pela porta no redil. E enquanto tal, diz de si mesmo: “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância”. Ou, na total contramão, podemos nos relacionar como “ladrão e assaltante”, que “sobe por outro lugar”, e que “só vem para roubar, matar e destruir”.
Assim, ou imprimimos no coração e atitudes, as divinas marcas do Criador, que é Amor, e nos quer à sua imagem e segundo sua semelhança. Ou, rompidos com Ele, e assim também com os irmãos, à imagem de Caim, fazemo-nos a encarnação da iniquidade contra o próximo. Vivemos dele o mais que pudermos, a suas custas e prejuízo, ou insensíveis a Ele, em vez de vivermos por Ele.
E Jesus veio não apenas para viver e nos mostrar esse seu caminho alternativo. Veio principalmente para nos propor essa vida. Sim, Ele diz de si mesmo: “Eu sou a porta (das ovelhas). Quem entrar por mim, será salvo; entrará e sairá e encontrará pastagem”.
Passar por Ele-porta é nos transformarmos n’Ele, assimilando seu coração e atitudes. E essa é a nossa chance de nos salvarmos, de experimentarmos autêntica liberdade (entrar e sair), de saciarmos nossa fome existencial, de encontrarmos o divino sentido-de-vida que nos realiza. Se Deus é Amor, Ele se sacia principalmente amando, e quanto mais ama, mais se sacia. É essa sua divina vida que Ele nos sugere: “Há mais felicidade em dar que em receber” (At 20,35b).
Os adversários tentaram arrancar e excluir Jesus da História ao crucificá-lo. Ressuscitando-o, “Deus (o) constituiu Senhor e Cristo”. Recebe-o de volta no seio da Trindade em sua eterna plenitude divina. E o confirma como o seu Cristo ou Messias ou Salvador, que prometera. Em palavras, nos diria: Ele é o caminho de vida que lhes proponho!
E que loucura do Amor! Se alguém o rejeita, mas quer a salvação, este é seu único caminho: converter-se e ser batizado “em nome de Jesus Cristo para o perdão dos pecados”. Ser batizado, mergulhado, enxertado exatamente n’Ele. Jesus continua sendo plena acolhida salvadora para quem o rejeitou! “E vós recebereis o dom do Espírito Santo”, essa divina força para o seguimento.
Então, vamos à vida: arranquemos o que ainda exista de “ladrão e assaltante” em nós, e assimilemos as atitudes de Jesus-pastor, que veio para que “tenham a vida e a tenham em abundância!”.
Pe. Domingos Sávio, C.Ss.R
https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=26%2F04%2F2026&leitura=meditacao

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