segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

COLETÂNEA DE HOMÍLIAS DIÁRIAS, COMENTÁRIOS E REFLEXÕES DO EVANGELHO DO DIA, DE ANOS ANTERIORES - 27/01/2026

ANO A


Mc 3,31-35

Comentário do Evangelho

Compromisso com Jesus

Anteriormente Marcos registrara uma tensão entre Jesus e um grupo íntimo seu, talvez seus seguidores ou seus parentes. Agora são nomeados, explicitamente, sua mãe e seus irmãos, e o texto sugere nova tensão. Jesus está em casa e sua mãe e irmãos permanecem do lado de fora. Pode-se perceber uma distinção entre a "casa" e a 'família". A casa é o espaço onde se reúnem as novas comunidades. A família é a expressão do vínculo por laços consanguíneos, pelos quais se definia a identidade da raça que se considerava eleita. Esta seletividade racial está associada a uma perspectiva excludente para com os que a ela não pertencem. As genealogias do Antigo Testamento tinham justamente o sentido de caracterizar a pertença a esta raça. Jesus revela que não se restringe aos laços consanguíneos tradicionais privilegiados. O que define as relações de intimidade com Jesus é o fazer a vontade de Deus. Esta narrativa de Marcos tem um alcance cultural no âmbito do sistema religioso do judaísmo. Ele não visa questionar as relações afetivas dentro da família, mas provocar uma mudança de paradigma. Não é a reivindicação de privilégios raciais transmitidos pela família que importa, mas sim o compromisso com Jesus no cumprimento da vontade de Deus.
Fonte: Paulinas em 24/01/2012

Comentário do Evangelho

A comunidade de Jesus é caracterizada pela adesão à sua pessoa

A vida de Jesus era desconcertante não somente para os opositores de Jesus, mas também para a sua família. O texto do evangelho de hoje precisa do apoio de um outro texto para podermos compreender a razão pela qual a mãe e os parentes de Jesus vão procurá-lo. Em Mc 3,20-21, à notícia de que, por causa do grande fluxo de gente que procurava Jesus, ele e seus discípulos não se alimentavam, sua família vai buscá-lo, pois pensavam que estivesse “fora de si”. Essa é a razão pela qual a família de Jesus manda chamá-lo e permanecem do lado de fora da casa. Ora, para os que estão do lado de fora, parece loucura o que Jesus faz e ensina (cf. Mc 3,20.31). Mas, para os que estão ao redor de Jesus e dentro da casa, o que Jesus ensina e faz, o modo como vive, não somente faz sentido mas dá sentido à vida e faz viver. O episódio é a ocasião para afirmar que tudo na vida de Jesus é expressão e engajamento para a realização da vontade de Deus. O que caracteriza o povo, a família, que se reúne em torno dele é a disposição de fazer a vontade de Deus. Não é mais a descendência do sangue ou a prática da Lei que constitui o povo de Deus, mas a adesão à pessoa de Jesus.
Carlos Alberto Contieri, sj
Oração
A atividade profética de Jesus de Nazaré assustava a seus familiares. Ele fugia à expectativa de uma vida simples, instalada no aconchego de sua casa, para anunciar o Reino de Deus. Assim ainda é, até hoje, o jeito como a sociedade recebe os discípulos do Mestre. A Paz que eles trazem surpreende, pois não é uma paz de acomodados, mas a busca da Justiça e da Fraternidade.
Fonte: Paulinas em 28/01/2014

COMENTÁRIO DO EVANGELHO

Eis minha mãe e meus irmãos


A família de Jesus não o compreendeu e os chefes religiosos do seu tempo se opuseram a ele. Resta-lhe formar uma nova família e um novo povo. Olhando os que estavam sentados ao seu redor e vendo a humanidade inteira, Jesus diz que sua família são aqueles que fazem a vontade de Deus. Ele não está excluindo Maria, sua mãe. Ela, de fato, é o modelo daqueles que fazem a vontade de Deus.
É a primeira entre os discípulos e a primeira na família de Jesus. Foi a partir do seu “sim” à vontade do Pai que o Verbo se fez carne e começou a habitar entre nós. E com Maria, todos aqueles que no mundo realizam o que Deus espera e deseja fazem parte da família de Jesus, do povo da salvação. Não se trata de substituir Israel por um novo povo. Trata-se de descobrir em Israel e em todo o mundo aqueles que fazem a vontade do Pai.
Observar a lei e fazer coisas boas não é sinônimo de obediência à vontade de Deus. Não se cumpre a vontade do Pai fazendo o que é permitido e evitando o que é proibido, mas procurando aquilo que mais convém ao bem da pessoa humana, à sua plena realização e à construção da comunidade de irmãos. Em suma, o critério para todos, cristãos e não cristãos, é o bem que se faz aos outros. O desenvolvimento da sensibilidade é o ponto inicial da caminhada na busca da vontade de Deus.
Cônego Celso Pedro da Silva,
Fontes: Catequisar e Comece o Dia Feliz em 23/01/2024

Vivendo a Palavra

Jesus nos revela que as portas do coração e de sua família estão abertas para acolher todos que fazem a vontade do seu Pai que está nos Céus. E a vontade do Pai é que o amor acima de todas as coisas que devemos a Ele se mostre no amor e no carinho que dispensamos a todos os companheiros de caminhada.
Fonte: Arquidiocese BH em 24/01/2012

Vivendo a Palavra

A atividade profética de Jesus de Nazaré assustava a seus familiares. Ele fugia à expectativa de uma vida simples, instalada no aconchego de sua casa, para anunciar o Reino de Deus. Assim ainda é, até hoje, o jeito como a sociedade recebe os discípulos do Mestre. A Paz que eles trazem surpreende, pois não é uma paz de acomodados, mas a busca da Justiça e da Fraternidade.
Fonte: Arquidiocese BH em 28/01/2014

VIVENDO A PALAVRA

Quando se refere a “quem faz a vontade de Deus”, Jesus está falando da ‘Comunhão dos Santos’, de que a Igreja nascente se tornaria um sinal no mundo. Maria e os irmãos que o procuravam são cofundadores e pedras fundamentais dessa Igreja-Comunhão. Jesus reconhece em Maria a sua Mãe, porque ela sempre viveu a vontade de Deus, mesmo antes de tê-lO gerado em seu ventre.
Fonte: Arquidiocese BH em 23/01/2018

VIVENDO A PALAVRA

A atividade profética de Jesus de Nazaré assustava a seus familiares. Ele fugia à expectativa de uma vida simples, instalada no aconchego de sua casa, para anunciar a todos a chegada do Reino de Deus. Assim ainda é, até hoje, o jeito como a sociedade recebe os discípulos do Mestre. A Paz que eles trazem surpreende, pois não é uma paz de acomodados, mas a busca da Justiça e da Fraternidade.
Fonte: Arquidiocese BH em 28/01/2020

Reflexão

Somos convidados pelo evangelho de hoje a descobrir a verdadeira família à qual nós pertencemos: a família dos filhos e filhas de Deus, que procura conhecer e por em prática a vontade do Pai e participar do seu projeto de construção do mundo novo, da civilização do amor, sinal do Reino definitivo. Participar dessa verdadeira família não significa negar a nossa família terrena, nem os nossos relacionamentos sociais e afetivos, mas subordinar essas duas realidades à realidade maior, que é a família dos filhos e filhas de Deus, fazendo, assim, com que haja uma verdadeira hierarquia de valores na nossa vida, que subordina o temporal ao eterno.
Fonte: CNBB em 24/01/2012 e 28/01/2014

Reflexão

Em outra ocasião, alguns parentes de Jesus apareceram com a intenção de interromper sua obra, pois achavam que ele tinha perdido o juízo. Não haviam entendido a missão dele. No episódio aqui proposto, fala-se de parentes próximos de Jesus, que estão fora da casa e querem falar com ele. Com certeza esse grupo vem com boa intenção, mesmo porque acompanhado pela mãe dele. A mãe havia percorrido o longo e duro caminho da fé e havia dialogado horas a fio com o filho; sabia de sua intimidade com o Pai e que viera para fazer a vontade dele. Era a mãe de Jesus, mas também sua primeira discípula. Com esse espírito, aqueles visitantes podiam entrar na casa  e tornar-se membros da nova família de Jesus. Já não mais unidos pelos laços de sangue, mas porque fazem a vontade de Deus.
(Dia a dia com o Evangelho 2018 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)
Fonte: Paulus em 23/01/2018

Reflexão

Em outra ocasião, alguns parentes de Jesus apareceram com a intenção de interromper sua obra, pois achavam que ele tinha perdido o juízo. Não haviam entendido a missão dele. No episódio aqui proposto, fala-se de parentes próximos de Jesus, que estão fora da casa e querem falar com ele. Com certeza, esse grupo vem com boa intenção, mesmo porque estava acompanhado da mãe dele. A mãe havia percorrido o longo e duro caminho da fé e havia dialogado horas a fio com o filho; sabia de sua intimidade com o Pai e que viera para fazer a vontade dele. Era a mãe de Jesus, mas também sua primeira discípula. Com esse espírito, aqueles visitantes podiam entrar na casa e tornar-se membros da nova família de Jesus. Já não mais unidos pelos laços de sangue, mas porque fazem a vontade de Deus.
Oração
Ó Jesus, irmão universal, com palavras e atitudes mostras que a família de Deus não se limita a quatro paredes. Não são os vínculos de sangue que determinam a tua nova família. Doravante teus íntimos são os que entram na dinâmica do Reino, fazendo a vontade do Pai celeste. Amém.
(Dia a dia com o Evangelho 2020 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp (dias de semana) Pe. Nilo Luza, ssp (domingos e solenidades))
Fonte: Paulus em 28/01/2020

Reflexão

Em outra ocasião, alguns parentes de Jesus apareceram com a intenção de interromper sua obra, pois achavam que ele tinha perdido o juízo. Não haviam entendido a missão dele. No episódio aqui proposto, fala-se de parentes próximos de Jesus, que estão fora da casa e querem falar com ele. Com certeza, esse grupo vem com boa intenção, mesmo porque estava acompanhado da Mãe dele. A Mãe havia percorrido o longo e duro caminho da fé e havia dialogado horas a fio com o Filho; sabia de sua intimidade com o Pai e que viera para fazer a vontade dele. Era a Mãe de Jesus, mas também sua primeira discípula. Com esse espírito, aqueles visitantes podiam entrar na casa e tornar-se membros da nova família de Jesus, já não mais unidos pelos laços de sangue, mas porque fazem a vontade de Deus.
(Dia a dia com o Evangelho 2024)
Fonte: Paulus em 23/01/2024

Reflexão

«Eis minha mãe e meus irmãos! Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe»

Rev. D. Josep GASSÓ i Lécera
(Ripollet, Barcelona, Espanha)

Hoje contemplamos Jesus —numa cena muito especial e, também, comprometedora— ao seu redor havia uma multidão de pessoas do povoado. Os familiares mais próximos de Jesus chegaram desde Nazaré a Cafarnaum. Mas, quando viram tanta quantidade de gente, permaneceram do lado de fora e mandaram chamá-lo. Disseram-lhe: «Tua mãe e teus irmãos e irmãs estão lá fora e te procuram» (Mc 3,32).
Na resposta de Jesus, como veremos, não há nenhum motivo para rechaçar os seus familiares. Jesus tinha se afastado deles para seguir o chamado divino e mostra agora que também internamente renunciou a eles: não por frialdade de sentimentos ou por menosprezo dos vínculos familiares, senão porque pertence completamente a Deus Pai. Jesus Cristo fez Ele mesmo, pessoalmente, aquilo que justamente pede aos seus discípulos.
Em vez da sua família da terra, Jesus escolheu uma família espiritual. Passando um olhar sobre os que estavam sentados ao seu redor, disse-lhes: «Eis minha mãe e meus irmãos. Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe». (Mc 3, 34-35). São Marcos, em outros lugares do seu Evangelho, refere outro dos olhares de Jesus ao seu redor.
Será que Jesus quer nos dizer que só são seus parentes os que escutam com atenção sua palavra? Não! Não são seus parentes aqueles que escutam sua palavra, senão aqueles que escutam e cumprem a vontade de Deus: esses são seu irmão, sua irmã, sua mãe.
Jesus faz uma exortação a aqueles que estão ali sentados —e a todos— a entrar em comunhão com Ele através do cumprimento da vontade divina. Mas, vemos, também, na suas palavras uma louvação a sua mãe, Maria, a sempre bem-aventurada por ter acreditado.

Pensamentos para o Evangelho de hoje

«De pouco tivesse servido a Maria a maternidade corporal se não tivesse concebido primeiro a Cristo, da maneira mais feliz, em seu coração, e só depois em seu corpo» (Santo Agostinho)

- «”Proclama minha alma a grandeza do Senhor” (Lc 1,46). Maria expressa aí todo o programa de sua vida: não se pôr a se mesma no centro, mas deixa espaço a Deus; só então o mundo se faz bom» (Bento XVI)

- «Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra (Lc 1,38). Assim, dando o seu consentimento à palavra de Deus, Maria tornou-se Mãe de Jesus. E aceitando de todo o coração, (...), a vontade divina da salvação, entregou-se totalmente à pessoa e à obra do seu Filho para servir» (Catecismo da Igreja Católica, n° 494)
Fonte: Evangeli - Evangelho - Feria em 23/01/2024

Reflexão

A "nova família" de Deus

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje Jesus Cristo revela-nos o rosto familiar de Deus e a universalidade do seu amor: Todo homem está chamado a formar parte de sua “família”, do seu “nós”. A condição de “discípulo de Jesus” não se restringe a um grupo de seguidores do Mestre (a modo de “escola” do pensamento), senão que todo o que escuta e acolhe a Palavra pode ser “discípulo”.
O decisivo será a escuta e o seguimento, não a procedência ou a estirpe. Todos nós estamos chamados a sermos seus discípulos. Assim, a atitude de pôr-se à escuta da Palavra dá lugar a um Israel mais amplo, renovado, que, sem anular o antigo povo israelita, o abre ao universal. O veículo desta universalização é "a nova família", cuja única condição prévia é a comunhão na vontade de Deus.
—Jesus, tu “Eu” não é um ego caprichoso que gira em torno a ti mesmo, senão que é um Eu que escuta e obedece: a comunhão contigo é comunhão filial com o Pai.
Fonte: Evangeli - Evangelho Master - Feria em 23/01/2024

Recadinho

Procuramos sempre ouvir o que Deus tem a nos dizer? - Vemos a presença e ação de Deus nos acontecimentos da vida? - Procuro fazer a vontade de Deus procurando assim ser membro de sua família? - Coloco Deus presente em tudo na minha vida? - Age como membro da família de Deus em casa, na sociedade, em todos os ambientes?
Padre Geraldo Rodrigues, C.Ss.R
Fonte: a12 - Santuário Nacional em 28/01/2014

Meditação

“Aqui estão minha mãe e meus irmãos. Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe.” Os laços de família devem ser respeitados e não podemos descuidar das obrigações que eles nos impõem. Em igualdade de condições, temos de dar preferência na caridade a nossos familiares, pois são nossos próximos mais próximos. Os laços, porém, que nascem da fé e da participação na vida da graça estão acima de laços familiares puramente naturais, e criam união mais estreita. Jesus amplia o sentido da família, a Família de Deus.
Oração
DEUS ETERNO E TODO-PODEROSO, dirigi nossas ações segundo a vossa vontade, para que, em nome do vosso dileto Filho, mereçamos frutificar em boas obras. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
Fonte: a12 - Reze no Santuário - Deus Conosco em 23/01/2024

Comentário sobre o Evangelho

Jesus nos ama como seus irmãos, tanto quanto sua mãe


Hoje, a família de Jesus vai visitá-lo. Encontram-no rodeado de gente: os seus apóstolos, discípulos e amigos. Estão tão apertados que a pobre Virgem Maria não pode entrar. Avisam-no…
- A resposta do Senhor enche-nos de alegria: se amo a vontade do Pai, então Jesus ama-me como a um irmão. Mais ainda: como à sua própria Mãe! Meu Deus, quanto me amas!
Fonte: Family Evangeli - Feria em 23/01/2024

Comentário do Evangelho

A NOVA FAMÍLIA

É bom possível que, no início do cristianismo, os parentes de Jesus tivessem querido exigir um lugar de destaque no contexto da comunidade. Eles podiam sempre apresentar como argumento o fato de terem com o Messias Jesus uma relação especial de parentesco de sangue, donde sua situação privilegiada em relação aos demais discípulos.
A comunidade, então, foi buscar, em sua própria experiência, um fato que tornava injustificada esta exigência. Quando, certa vez, foi procurado por sua mãe e alguns outros membros de sua família que desejavam vê-lo, Jesus deixou bem claro que fazia parte de sua família quem se predispusesse a fazer a vontade de Deus. Sim, a submissão à vontade de Deus é que estabeleceria laços profundos, como os de parentesco, entre Jesus e seus discípulos. Outros possíveis critérios careciam de sentido, talvez por se fundarem num mero sentimentalismo.
As palavras de Jesus não foram desrespeitosas para com sua mãe. Maria foi modelar na submissão à vontade de Deus. Sua figura apagar-se-ia se não fosse pensada a partir de seu enraizamento em Deus. Portanto, também pelo novo critério apresentado por Jesus, ela continuaria a ser sua mãe. E também mãe da nova família, encabeçada por Jesus, cujas relações se definem a partir da vontade do Pai.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Senhor Jesus, concede-me a graça de submeter toda a minha vida à vontade do Pai, para que eu possa participar da nova família que inauguraste.
Oração
Ó Deus, que tornastes santo Tomás de Aquino um modelo admirável pela procura da santidade e amor à ciência sagrada, dai-nos compreender seus ensinamentos e seguir seus exemplos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Dom Total em 28/01/2014

Meditando o evangelho

PROCURA INÚTIL?

A procura de Jesus, por parte de sua mãe e irmãos, à primeira vista parece ter sido inconveniente e inútil. Inconveniente, por ter acontecido numa hora em que o Mestre estava rodeado por muita gente. Afastar-se, naquele momento, significava interromper o ensinamento dirigido ao povo. Inútil, por que, para ele, os laços de sangue tinham pouca importância. Logo, não havia motivo para dar-lhes um tratamento especial.
Entretanto, as coisas não foram bem assim. A chegada da mãe e dos irmãos de Jesus serviu-lhe de motivo para dar um ensinamento de extrema importância: o relacionamento entre os discípulos do Reino teria como ponto de referência a prática da vontade do Pai. Esta seria a maneira pela qual deveria articular-se o novo povo de Deus, para além de parentescos sanguíneos ou da pertença a este ou aquele povo. Doravante, a submissão à vontade do Pai, explicitada nas palavras do Filho, seria a forma de vincular-se ao Reino.
É incorreto interpretar as palavras de Jesus como uma forma de desprezo aos seus familiares. Se assim fosse, estaria indo na contramão da mais elementar piedade bíblica, a qual incluía o respeito aos genitores como algo quase sagrado, e da cultura judaica, fortemente alicerçada nas relações familiares. Portanto, a procura de sua mãe e de seus irmãos foi de grande utilidade para Jesus, pois motivou-o a ensinar que os laços sanguíneos devem estar submetidos a algo muito mais radical e abrangente: a fidelidade a Deus.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Pai, ensina-me a pautar minha vida pela fidelidade à tua vontade, para que eu faça  parte de tua família, fundada pela ação de Jesus.
Fonte: Dom Total em 23/01/2018 28/01/2020

COMENTÁRIO DO EVANGELHO

1. Eis minha mãe e meus irmãos!
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - comece o dia feliz)

A família de Jesus não o compreendeu e os chefes religiosos do seu tempo se opuseram a ele. Resta-lhe formar uma nova família e um novo povo. Olhando os que estavam sentados ao seu redor e vendo a humanidade inteira, Jesus diz que sua família são aqueles que fazem a vontade de Deus. Ele não está excluindo Maria, sua mãe. Ela, de fato, é o modelo daqueles que fazem a vontade de Deus. É a primeira entre os discípulos e a primeira na família de Jesus. Foi a partir do seu “sim” à vontade do Pai que o Verbo se fez carne e começou a habitar entre nós. E com Maria, todos aqueles que no mundo realizam o que Deus espera e deseja fazem parte da família de Jesus, do povo da salvação. Não se trata de substituir Israel por um novo povo. Trata-se de descobrir em Israel e em todo o mundo aqueles que fazem a vontade do Pai. Observar a lei e fazer coisas boas não é sinônimo de obediência à vontade de Deus. Não se cumpre a vontade do Pai fazendo o que é permitido e evitando o que é proibido, mas procurando aquilo que mais convém ao bem da pessoa humana, à sua plena realização e à construção da comunidade de irmãos. Em suma, o critério para todos, cristãos e não cristãos, é o bem que se faz aos outros. O desenvolvimento da sensibilidade é o ponto inicial da caminhada na busca da vontade de Deus.
Fonte: NPD Brasil em 23/01/2018

COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. Fazer a Vontade de Deus...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Outro dia alguém desabafou perto de mim "Tem muita coisa boa nesta vida, que a gente quer fazer, mais contraria a Vontade de Deus, parece que os maus, aqueles que não estão comprometidos com o Reino e nem frequentam Igreja nenhuma, são mais felizes pois fazem o que querem nesta vida".
Quando se fala na Vontade de Deus, dá-se a impressão de que Ele é um tremendo estraga-prazeres, que vai contra tudo o que é bom de fazer e a vida de Fé nesta terra até parece aquela competição de Cabo de Guerra, Deus puxa para um lado e o Ser Humano para o outro...
Se cristianismo fosse isso, nós cristãos seríamos os mais infelizes de todos os homens. O primeiro homem Adão e a mulher Eva, viviam na plenitude da comunhão com Deus, a finalidade para a qual Deus os criou estava em pleno acordo: eles eram objeto do amor de Deus e viviam em um paraíso, que antes de ser um lugar geográfico, é um estado de espírito do homem em sintonia com Deus Criador. Não tinham e nem preconizavam ter nenhuma ambição, tudo o que um Ser humano deseja ser nesta vida, realizando-se na plenitude do amor, nossos primeiros pais já tinham, até que conheceram a possibilidade do mal e fizeram opção por ele...
No evangelho de hoje estamos diante do novo Povo que vai surgindo com Jesus, este retorno á vida de comunhão com Deus vai custar a Vida do Verbo Encarnado, mas o homem, que havia se perdido em si mesmo e não mais se achava, porque diante dele só estava o Mal, agora terá a possibilidade de optar pelo Bem, este Bem que está precisamente nas palavras e ensinamentos de Jesus, que por sua vez é a Palavra de Deus.
O retorno da humanidade aquele estado de vida inicial passa por Jesus, aliás, só Ele é o caminho que conduz ao Pai, e nenhum outro. Até aí tudo bem mais, sendo o homem um ser social, essa experiência de amor e de comunhão com Deus manifestado em Jesus, só se torna possível na relação com o outro, e aí a comunidade é o lugar por excelência, que nos conduz a esse paraíso, que não está lá atrás, perdido no passado, mas está á nossa frente, motivando-nos a caminhar sempre mais, alimentados pela Esperança que um dia transbordou do coração de Deus Filho naquela cruz, e inundou toda a nossa vida, permitindo-nos sonhar, desejar e alcançar essa plenitude feliz, que é eterna...

2. Quem é minha mãe e quem são meus irmãos? - Mc 3, 31-35
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - comece o dia feliz)

A mãe de Jesus e seus familiares são tão importantes para Jesus que ele não duvida de chamar de mãe e de irmãos todos aqueles que fazem a vontade de Deus. Será essa a característica de seus seguidores: fazer a vontade do Pai, abandonar-se em suas mãos com alegria e confiança. E a vontade do Pai, em primeiro lugar, é que nos amemos uns aos outros. O que Deus quer de mim? É uma pergunta a ser feita muitas vezes. Às vezes a vontade de Deus vem dentro de um cálice de amargura, e antes de dizer “seja feita a vossa vontade” é possível dizer “afasta de mim este cálice”. Podemos argumentar com Deus. Ele é o Pai da família. Não é um estranho. A mãe e os irmãos estavam lá fora e o procuraram para argumentar com ele. Achavam que ele estava perdendo o juízo. A realização da vontade de Deus supõe ter grande paciência, assim como a experiência do amor traz consigo muita dor. Note nos Evangelhos que sempre se diz que Maria era a mãe de Jesus. Nunca se diz que ela era mãe de outra pessoa. Fala-se de irmãos e irmãs de Jesus. São eles, segundo a crença católica, parentes, e não irmãos de sangue. Em Gênesis 11 se lê que Taré teve três filhos, Abrão, Nacor e Arã. Arã teve um filho chamado Ló. Ló é então sobrinho de Abrão. Mas, no capítulo 16, se diz que Ló era irmão de Abrão. “Irmão” significa parente.
Fonte: NPD Brasil em 28/01/2020

HOMILIA

A FAMÍLIA DE JESUS NÃO COMPREENDE SUA MISSÃO

Jesus fora de si? Perguntei-me quando li o evangelho. Seria por causa da multidão que o seguia? Ou era essa a opinião que sua família tinha a seu respeito, por atender a multidão de excluídos, ou talvez eles quisessem protegê-lo da multidão. Sabemos que após iniciar seu ministério, Jesus considerava sua família todo aquele que o  acolhia, e aceitava seus ensinamentos.
No evangelho de hoje, vemos que a multidão não compreende Jesus, porque esta busca resolução nos problemas individuais. E a partir do momento que ele exigia mudança de vida, havia o abandono. Pelo incrível que pareça, também a sua família não O compreende, “…os seus parentes foram segurá-lo, porque diziam: ‘Enlouqueceu’” (Mc 3,21). Vendo a atitude de seus parentes, podemos nos perguntar: “quantas vezes somos chamados de loucos?”, principalmente as pessoas que assumem uma proposta de vida radical, deixando tudo para segui-Lo, como também os catequistas, entre tantas outras pessoas que dedicam sua vida para que haja esperança na comunidade.
Lembre-te um compositor fazendo uma oração pedia à Deus loucos para o seu tempo. Não será esta a hora de nós fazermos nossa à sua oração? “ Ó Deus, envia-nos Loucos”, loucos para aceitar qualquer tipo de trabalho e ir a qualquer lugar, sempre num sentido de vida simples, amando a paz.
Esta oração retrata a opção de vida de Jesus, o qual nem a sua família deixou de chamá-lo louco. Ela tenta “impedir” que Jesus prossiga com a sua missão, quando julga que Ele está fora de si, devido à multidão que o acompanha. Este aglomeramento da multidão suscita uma preocupação dos parentes e sua intervenção pode ser motivada pela sua atividade e seu modo de comportar-se, que fugia aos esquemas do molde comum. Os familiares temem que esta maneira de agir possa comprometer o nome da família, e decidem tomar o controle da situação. E os teus parentes ou tu que lês estas páginas quais têm sido os teus medos? Também de perder a fama?
Olha que Jesus se encontra dentro da casa, seus parentes do lado de fora e a multidão está ao seu redor ouvindo-o. Estão reunidos os discípulos e discípulas em torno de Jesus, como também as multidões, que são pessoas do povo, capazes de deixar tudo e segui-lo: são os aleijados, coxos, pobres, doentes que estão “como ovelhas sem pastor (Mc 6,34)”. Participar da casa é participar do banquete da vida, da aproximação com o outro como espaço de diálogo e compreensão. Para poder entrar na casa é preciso romper com o sistema de opressão que há em nossa sociedade, na medida em que faço do outro instrumento da minha vontade e o coloco em disputa com os demais. A casa é o lugar apropriado para desenhar a proposta que Jesus deseja anunciar e promover o sistema de relação social. Portanto, não fiques na parte de fora. Entre em casa.  Saiba que as pessoas capazes de compreender a missão de Jesus são aquelas que fazem a experiência d’Ele. Os mais próximos se afastam diante da missão de Jesus, enquanto os mais distantes se aproximam d’Ele e de sua missão. Aproximar da missão é encontrar-se dentro da casa e reconhecer em Jesus a presença do Reino de Deus. É preciso compreender os gestos e não ter o coração endurecido. Os que estão fora da casa são os adversários que querem interromper a missão, concordando com uma ideologia que domina as pessoas e que controla o sistema opressor.
Ousadamente eu diria que no evangelho de hoje Marcos 3,20-21, o “estar na casa” é o principal foco e eixo de partida, enquanto que nos versículos 31-35, o grande eixo é a pergunta: “ quem é minha mãe e meus irmãos?” Jesus se sente próximo e familiar a todos que se deixam envolver por seu projeto. O grau de parentesco é como que um título para que se possa fazer parte da nova comunidade, que requer acima de tudo fidelidade. Enquanto anteriormente a preocupação da família era a incompreensão da missão de Jesus, que tinha a família como eixo estrutural, agora Jesus nos diz: “…eis a minha mãe e meus irmãos. Quem fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, irmã e mãe”(Mc 3,34-35), procurando derrubar a ordem social e provocar ruptura com sua família de sangue. “Chegaram então sua mãe e seus irmãos e, ficando do lado de fora…”(Mc 3,31) enquanto que a multidão se encontra sentada em torno do lado de Jesus “(Mc 3,32).
Jesus se recusa a aceitar quem não aceita sua missão. Perante uma atitude de vida incoerente, na qual o projeto de Deus não é assumido e a discriminação se torna mais forte, Jesus faz um questionamento: “quem é minha mãe e meus irmãos?” ( Mc 3,33). Se eles não conseguem aceitar a missão de Jesus, Este também não o reconhece como parente.
Estar sentado à sua volta é estar atento aos seus ensinamentos. Trata-se uma unidade em Jesus que se deve evidenciar numa opção de vida, numa instauração de uma família, como também na vida; viver a vida com adesão ao projeto de Deus e na construção de um mundo novo, no qual a esperança nos mova para frente para podermos chegar “…a uma terra fértil e espaçosa, terra onde corre leite e mel”. Isso só é possível se entrarmos em casa, conversar, dialogar e participar da vida com Jesus e com o próximo. Assim, a comunidade do discipulado será a nova família que queremos formar.
Ó Deus, assim como nos enviaste o Vosso Filho que se fez louco por amor à vossa vontade, assim fazei de nós loucos. Loucos no bom sentido para aceitar qualquer tipo de trabalho e ir a qualquer lugar, sempre num sentido de vida simples, humilde, amando e promovendo a paz, a justiça, a restauração e a reconciliação entre as famílias.
Padre Bantu Mendonça Katchipwi Sayla
Fonte: Liturgia da Palavra em 28/01/2014

REFLEXÕES DE HOJE

TERÇA

Fonte: Liturgia Diária Comentada2 em 28/01/2014

HOMILIA DIÁRIA

Fazemos parte da verdadeira família dos discípulos de Jesus

Postado por: homilia
janeiro 24th, 2012

Marcos, no início de seu Evangelho, apresentou a tensão entre “sinagoga”, da qual Jesus se afasta, e “casa”, que passa a ser o local de reunião das novas comunidades em torno do Senhor.
Vemos nos textos de Marcos 3,31-35 que Jesus se encontra dentro da casa, Seus parentes do lado de fora e a multidão está ao Seu redor ouvindo-O. Estão reunidos os discípulos e discípulas em torno de Cristo, como também as multidões, que são pessoas do povo, capazes de deixar tudo e segui-Lo: são os aleijados, coxos, pobres, doentes que estão “como ovelhas sem pastor” (cf. Mc 6,34).
Participar da casa é participar do banquete da vida, da aproximação com o outro como espaço de diálogo e compreensão. Para poder entrar na casa é preciso romper com o sistema de opressão que há em nossa sociedade, na medida em que faço do outro instrumento da minha vontade e o coloco em disputa com os demais. A casa é o lugar apropriado para desenhar a proposta que Jesus deseja anunciar e promover o sistema de relação social.
“Um profeta só é desprezado em sua pátria, em sua parentela e em sua casa” (Mc 6,4). As pessoas capazes de compreender a missão de Jesus são aquelas que fazem a experiência d’Ele. Os mais próximos se afastam diante da missão de Jesus, enquanto os mais distantes se aproximam d’Ele e de Sua missão. Aproximar da missão é encontrar-se dentro da casa e reconhecer em Jesus a presença do Reino de Deus. É preciso compreender os gestos e não ter o coração endurecido. Os que estão fora da casa são os adversários que querem interromper a missão, concordando com uma ideologia que domina as pessoas e que controla o sistema opressor.
No relato de Marcos 3,20-21 encontramos que o “estar na casa” é o principal foco e eixo de partida, enquanto que nos versículos 31-35, o grande eixo é a pergunta: “Quem é minha mãe e meus irmãos?” Jesus se sente próximo e familiar a todos que se deixam envolver por Seu projeto. O grau de parentesco é como que um título para que se possa fazer parte da nova comunidade, que requer acima de tudo fidelidade. Enquanto anteriormente a preocupação da família era a incompreensão da missão de Jesus, que tinha a família como eixo estrutural, agora Jesus nos diz: “…eis a minha mãe e meus irmãos. Quem fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, irmã e mãe” (Mc 3,34-35), procurando derrubar a ordem social e provocar ruptura com sua família de sangue. “Chegaram então sua mãe e seus irmãos e, ficando do lado de fora…” (Mc 3,31) enquanto que a multidão se encontra sentada em torno do lado de Jesus “ (Mc 3,32).
Jesus se recusa a aceitar quem não aceita Sua missão!
Perante uma atitude de vida incoerente, na qual o projeto de Deus não é assumido e a discriminação se torna mais forte, Jesus faz um questionamento: “quem é minha mãe e meus irmãos?” (Mc 3,33). Se eles não conseguem aceitar a missão de Jesus, Este também não os reconhece como parentes. É preciso ser obediente a Deus, porque no centro está o ser humano e suas necessidades. Estar sentado à Sua volta é estar atento aos Seus ensinamentos: “Enquanto caminhavam, Jesus entrou num povoado, e certa mulher, de nome Marta, o recebeu em sua casa. Sua irmã, chamada Maria, sentou-se aos pés do Senhor, e ficou escutando a sua palavra. Marta estava ocupada com muitos afazeres. Aproximou-se e falou: «Senhor, não te importas que minha irmã me deixe sozinha com todo o serviço? Manda que ela venha ajudar-me!» O Senhor, porém, respondeu: «Marta, Marta! Você se preocupa e anda agitada com muitas coisas; porém, uma só coisa é necessária, Maria escolheu a melhor parte, e esta não lhe será tirada.»” (Lc 10,38-42).
É a unidade em Jesus que se deve fazer evidente numa opção de vida, numa instauração de uma família, como também na vida; viver a vida com adesão ao projeto de Deus e na construção de um mundo novo, no qual a esperança nos mova para frente para podermos chegar “…a uma terra fértil e espaçosa, terra onde corre leite e mel”.
O evangelista Marcos nos deixa claro aqui que o importante é entrar na casa e conversar, dialogar e participar da vida com o outro. Assim, a comunidade do discipulado será a nova família que queremos formar.
Portanto, as palavras de Jesus questionando quem é sua mãe e quem são seus irmãos têm o sentido de revelar que o dom de Deus, n’Ele presente, não se restringe a laços consanguíneos privilegiados. Jesus substitui estes laços estabelecidos na tradição pelos laços do amor verdadeiro e sem fronteiras, que vão muito além dos limites de família ou raça. A verdadeira família é aquela constituída por pessoas que, fazendo a vontade de Deus, tornam-se discípulas de Jesus. A família consanguínea, pelo amadurecimento do amor, abre-se e solidariza-se com os mais excluídos e empobrecidos.
Padre Bantu Mendonça
Fonte: Canção Nova em 24/01/2012

HOMILIA DIÁRIA

Construamos o Reino de Deus no cotidiano da vida

Não basta dizer que conhece o Senhor, é mais importante colocar em prática o que Ele veio nos ensinar! Começar a viver, no cotidiano da vida, o Reino de Deus.

”Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe.” (Mc 3, 35)

Muitos estavam procurando Jesus e, no meio daquela multidão, alguém disse: ”Olha, tua mãe e teus irmãos estão lá fora te procurando!” Jesus faz uma comparação maravilhosa para nos explicar e nos fazer entender quem é que faz parte realmente da Sua família. A nova família que Deus e Jesus inauguram se chama: ”a Família de Deus, o Reino de Deus”. E para fazer parte dessa família não precisa ser ”consanguíneo”, parente próximo, ter vindo da mesma ascendência de Jesus, ser descendente d’Ele. Para fazer parte da família de Jesus o segredo é apenas um: fazer a vontade do Pai.
Por isso, o Senhor demonstra: ”Estes aqui são meus irmãos e, quem no meio de vós estiver fazendo a vontade do Pai!”. Você sabe que ser parente de alguém famoso, ser parente de alguém especial, torna a pessoa mais privilegiada, faz a pessoa ter uma distinção e um trato melhor do que os outros. Muitas vezes, a pessoa gosta de dizer: ”Olha, eu sou parente de ministro”; “Sou parente de tal cantor” “Sou parente de tal pessoa”; “Eu tenho sobrenome tal”; “Meu parente é famoso, é jogador de bola, é artista”. Isso lhe dá privilégio e prestígio, mas, no Reino de Deus, não é assim!
O prestígio, o privilégio, o reconhecimento de Deus não está no parentesco sanguíneo, em ter nome ”A” ou ter nome ”B”. O que dá prestígio, no coração de Deus, é aquele que acolhe o Reino de Deus na simplicidade do seu coração, na humildade de vida e começa a colocar a vontade d’Ele em prática.
Os parentes do Senhor estão espalhados por este mundo afora. Os parentes do Senhor, durante toda essa história, estão construindo o Reino de Deus. Sabem, no meio daquela multidão, no meio daqueles que procuravam o Senhor havia pessoas muito próximas a Ele, até do mesmo grau de parentesco, mas que não aderiram a mensagem do Evangelho e não O aceitaram como Senhor e Salvador.
Não basta dizer que conhece o Senhor, é mais importante colocar em prática aquilo que Ele veio nos ensinar, colocar em prática a vontade do Pai! Começar a viver, no cotidiano da vida, o Reino de Deus. Eu e você somos convidados a ser parentes e amigos da família de Jesus. A condição para isso é colocarmos em prática a vontade do Pai!
Que Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 28/01/2014

HOMILIA DIÁRIA

Sejamos familiares de Jesus

Não é a questão consanguínea que nos torna familiares de Jesus, mas é a intimidade com Ele e com o Pai

“E olhando para os que estavam sentados ao seu redor, disse: ‘Aqui estão minha mãe e meus irmãos. Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe’.” (Marcos 3,34-35)

Jesus nos quer na Sua família, Ele está nos dizendo como deseja que sejamos familiares d’Ele.
A família representa acima de tudo, intimidade e proximidade. Quanto mais familiar a nós, mais próximo, mais íntimo, mais essa pessoa faz parte da nossa vida. Têm pessoas que nem fazem parte diretamente da nossa família, mas são tão familiares, tão chegadas, tão íntimas, elas têm tanta comunhão conosco, com a nossa vida, que as consideramos família.
Não quer dizer que deixamos a nossa família e agora consideramos os outros de fora como nossa família. Não é nada disso, é questão de comunhão com a vida, com aquilo que acreditamos, com a nossa intimidade, e isso cria respeito e reciprocidade. Com o Reino de Deus é desta mesma forma, não basta ter parentesco. Não é a questão consanguínea que nos torna familiares de Jesus, mas é a intimidade com Ele e com o Pai. Jesus está dizendo isso porque sua mãe é a pessoa mais próxima, mais íntima a Ele, porém nem todos os Seus familiares creem n’Ele, aderem as palavras d’Ele, por isso nem todos têm comunhão com Ele.
Podemos e devemos ter comunhão com Jesus, Ele quer que façamos parte da Sua família, Ele nos quer íntimos a Ele, juntos d’Ele. A nossa decisão de cada dia é fazer a vontade de Deus, é colocar em prática aquilo que aprendemos no Evangelho, na vida, nos ensinamentos de Jesus.
Cada vez que nos esforçamos, que morremos para nós mesmos para que Deus cresça em nós, para que a vontade d’Ele se realize em nós, mais íntimos e familiares nos tornamos de Jesus.
Sejamos a família de Jesus, porque Ele quer ser cada vez mais próximo de nós.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 23/01/2018

HOMILIA DIÁRIA

A presença do Senhor nos alegra

“Davi, cingido apenas com um efod de linho, dançava com todas as suas forças diante do Senhor. Davi e toda a casa de Israel conduziram a arca do Senhor, soltando gritos de júbilo e tocando trombetas.” (2Sm 6,14-15)

Como nós precisamos no colocar inteiros, sermos inteiros na presença do Senhor nosso Deus!
A presença do Senhor nos alegra, trás jubilo e ânimo à nossa alma e coração. Para algumas pessoas parece perturbador levantar as mãos diante do Senhor, bater palmas diante d’Ele e dançar em Sua presença.
Eu admiro as culturas que são movidas com muita alegria, dança… As culturas africanas, inclusive as expressões religiosas, católicas, todas elas dançam, e dançam muito, até de forma efusiva. Como isso dá animo e júbilo a nós.
Por isso, diante de Deus, nós não podemos ter mente e coração fechados, mas precisamos ter a serenidade e o júbilo. A serenidade de não se perder nas agitações, saber ser sereno, calmo, sóbrio para ouvir e deixar Deus falar, ou seja, é o momento do profundo silêncio, da profunda serenidade diante da presença do Senhor.

A presença do Senhor nos alegra, trás jubilo e ânimo à nossa alma e coração

Mas na presença d’Ele nós também temos de nos rejubilar, nos alegrar até de forma efusiva como fez Davi, que dançou, dançou e dançou, e até escandalizou, mas não deixou de se alegrar diante da presença do Senhor, e conduzia a Arca soltando gritos, júbilos de alegria na presença do Senhor.
Não podemos é fugir para os extremos: há os que acham que nós temos de o tempo inteiro, gritar, bater palmas, o tempo inteiro dançar, não! Temos sim de bater palmas, dançar, louvar; temos de nos rejubilarmos na presença d’Ele, mas temos também de deixar a alma mergulhar na serenidade, no silêncio. Sábio é aquele que sabe conduzir, com prudência, a sua própria relação com Deus; sabe conduzir na virtude a sua relação com Deus.
Davi que compôs Salmos maravilhosos, que soube silenciar, escutar, deixar-se conduzir; Davi que, muitas vezes, chorou, reviu a sua própria vida, esse é o mesmo Davi que também canta, dança e se rejubila na presença de Deus. Um homem de Deus e uma mulher de Deus são aqueles que sabem: silenciar, ouvir, escutar, penitenciar, fazerem silêncio, mas também sabem rejubilar, levantar seus braços, pular; se abaixar, se ajoelhar. Sabem serem inteiros na presença de Deus.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 28/01/2020

HOMILIA DIÁRIA

Expresse, em sua vida, a vontade de Deus

“Naquele tempo, chegaram a mãe de Jesus e seus irmãos. Eles ficaram do lado de fora e mandaram chamá-lo. Havia uma multidão sentada ao redor dele. Então lhe disseram: ‘Tua mãe e teus irmãos estão lá fora à tua procura’. Ele respondeu: ‘Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?’ E olhando para os que estavam sentados ao seu redor, disse: ‘Aqui estão minha mãe e meus irmãos. Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe’.” (Marcos 3,31-35)

Meus irmãos e minhas irmãs, o tema de hoje não é “mãe desprezada pelo filho”, e sim “fazer a vontade de Deus”. Temos, aqui, no Evangelho, descritos dois ambientes: dentro de casa e fora de casa.
O que acontece dentro de casa? Jesus está realizando a vontade de Deus, Ele está ensinando a multidão sobre as coisas do Reino, sobre os valores do Reino, Jesus está anunciando a boa-nova, o Evangelho.
Do lado de fora, Jesus está ensinando sobre o que é a vontade de Deus. Dentro ou fora, Jesus está na vontade de Deus, esse é o tema do Evangelho.

Que a nossa vida, dentro e fora, tenha coerência e, de fato, expresse a vontade de Deus

Perguntamos: e nós, onde estamos? Essa passagem é um bom questionamento existencial para cada um de nós. Será que existe conflito entre o dentro e o fora na nossa vida? Muitos de nós, dentro de casa, somos uma pessoa e, fora dela, somos outra; muitos, dentro da igreja, são pessoas determinadas e, fora dela, são outras; muitos de nós, diante de certas pessoas, comportamo-nos de uma maneira e, longe delas, comportamo-nos de uma outra.
Somos pessoas divididas; e Jesus se apresenta, aqui, como um homem integrado. E olha que ontem chamaram Jesus de possuído por Belzebul, ou seja, estar dividido, mas Jesus é o homem integrado, é um homem que dentro e fora, as duas realidades correspondem.
Esse drama do coração do ser humano, essa incongruência entre o coração e as aparências, acaba causando muito mal para a nossa vida. Por isso, Jesus nos chama a atenção para vivermos uma vida coerente, aquilo que é verdadeiro fora, precisa também ser verdadeiro dentro. Não nos enganemos e não enganemos os outros com um ar de santidade que não existe.
Tem muita gente por aí filtrando os mosquitos, mas engolindo camelos. Então, vamos pedir ao Nosso Senhor que converta o nosso coração. E que a nossa vida, dentro e fora, tenha coerência e, de fato, expresse a vontade de Deus e que nós a realizemos em qualquer situação.
Sobre todos vós desça a bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!
Padre Donizete Ferreira
Padre Donizete Heleno Ferreira é Brasileiro, nasceu no dia 26/09/1980, em Rio Pomba, MG. É Membro da Associação Internacional Privada de Fieis – Comunidade Canção Nova, desde 2003 no modo de compromisso do Núcleo.
Fonte: Canção Nova em 23/01/2024

ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, o caminho excelente que nos leva de volta à Tua morada, nossa Casa Paterna, e nos faz irmãos de Teu Filho é acolher e cumprir a tua Vontade. Nós te pedimos sabedoria, força e perseverança para trilhar este caminho todos os dias da nossa vida. Por Jesus, teu Filho e nosso Irmão, que contigo reina na unidade do Espírito Santo. Amém.
Fonte: Arquidiocese BH em 23/01/2018

ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, dá-nos sabedoria, coragem e generosidade para nos colocarmos a serviço do anúncio do teu Reino de Amor. Faze-nos profetas alegres, fontes de esperança para os companheiros de caminhada neste mundo bonito que nos emprestas para ser cuidado e repartido. Por Jesus Cristo, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 28/01/2020

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