domingo, 3 de dezembro de 2017

LEITURA ORANTE DO DIA - 03/12/2017



LEITURA ORANTE

Mc 13,33-37 - 1º Domingo do Advento - Vigiai!


Formamos uma rede de comunicação
e comunhão em torno da Palavra com todas as pessoas
que circulam por este ambiente
virtual. Rezamos em sintonia com a Santíssima Trindade.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém
Ó vem, Senhor, não tardes mais!
Vem saciar nossa sede de Paz!
1. Ó vem, como chega a brisa do vento,
Trazendo aos pobres justiça e bom tempo!
2. Ó vem, como a chuva no chão
Trazendo fartura de vida e de pão!
3. Ó vem, como chega a luz que faltou
Só tua palavra nos salva Senhor!
4. Ó vem, como chega a carta querida
Bendito carteiro do Reino da Vida!
5. Ó vem, como chega o filho esperado
Caminha conosco Jesus Bem amado!
6. Ó vem, como chega o Libertador
Das mãos do inimigo nos salva Senhor

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente, na Bíblia,  o texto: Mc 13,33-37.
Vigiem e fiquem alertas, pois vocês não sabem quando chegará a hora. Será como um homem que sai de casa e viaja para longe; mas, antes de ir, dá ordens, distribui o trabalho entre os empregados e manda o porteiro ficar de vigia. Então vigiem, pois vocês não sabem quando o dono da casa vai voltar; se será à tarde, ou à meia-noite, ou de madrugada, ou de manhã. Se ele chegar de repente, que não encontre vocês dormindo! O que eu lhes digo digo a todos: fiquem vigiando!
Refletindo
Jesus recomenda nestes versículos, atenção e vigilância. Que estejam  "de pé", na presença do Filho de Deus, quando Ele vier. O bem-aventurado Alberione recomendava, e quis que estivesse escrito nas capelas paulinas, "vivam em contínua conversão". Isto é o mesmo que estar vigilante, atento. Iniciando o Advento, a primeira atitude recomendada é esta: vigilância! Qualquer alienação pode nos distrair e não nos deixar perceber o Senhor que vem nos visitar.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para mim, hoje?
Lembro-me de uma parábola que me ajuda a entender a questão da "vigilância" e estar "atento".
Meditando
AS SETE MARAVILHAS DO MUNDO
Um grupo de estudantes estudava as sete maravilhas do mundo. No final da aula, lhes foi pedido que fizessem uma lista do que consideravam as sete maravilhas. Embora houvesse algum desacordo, prevaleceram os votos:
1) O Taj Mahal
2) A Muralha da China
3) O Canal do Panamá
4) As Pirâmides do Egito
5) O Grand Canyon
6) O Empire State Building
7) A Basílica de São Pedro
Ao recolher os votos, o professor notou uma estudante muito quieta. A menina ainda não tinha virado sua folha. O professor, então, perguntou à ela se tinha problemas com sua lista.
Meio encabulada, a menina respondeu:
- Sim, um pouco. Eu não consigo fazer a lista, porque são muitas as maravilhas.
O professor disse:
- Bem, diga-nos o que você já tem e talvez nós possamos ajudá-la. A menina hesitou um pouco, então leu:
- Eu penso que as sete maravilhas do mundo sejam:
1 - VER
2 - OUVIR
3 - TOCAR
4 - PROVAR
5 - SENTIR
6 - PENSAR
7 - COMPREENDER
Penso que, muitas vezes não estou atenta, porque, distraída, não vejo, não ouço, não toco, não provo, não sinto, não penso, nem compreendo.
Os bispos, na Conferência de Aparecida, lembraram mais: "O encontro com Cristo, graças à ação invisível do Espírito Santo, realiza-se na fé recebida e vivida na Igreja. Faz-se, pois, necessário propor aos fiéis a Palavra de Deus como dom do Pai para o encontro com Jesus Cristo vivo, caminho de "autêntica conversão e de renovada comunhão e solidariedade". Esta proposta será mediação de encontro com o Senhor se for apresentada a Palavra revelada, contida na Escritura, como fonte de evangelização. Os discípulos de Jesus desejam se alimentar com o Pão da Palavra: querem chegar à interpretação adequada dos textos bíblicos, empregá-los como mediação de diálogo com Jesus Cristo e a que sejam alma da própria evangelização e do anúncio de Jesus a todos. (...) Isto exige por parte dos bispos, presbíteros, diáconos e ministros leigos da Palavra uma aproximação à Sagrada Escritura que não seja só intelectual e instrumental, mas com um coração "faminto de ouvir a Palavra do Senhor" (Am 8,11). (DAp 248).
E me interrogo:
Como me sinto neste caminho de conversão?
Tenho garantida a minha paz pela vigilância e pela oração?

3.Oração (Vida)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo, espontaneamente, com salmos . acendendo a 1ª vela do 1º Domingo  do Advento. Coroa do Advento
Para marcar a passagem desse período, como também para buscar meios de cultivar o silêncio, a oração e a reflexão em família nesses dias que antecedem a comemoração do nascimento do Menino Jesus, pode-se fazer uma Coroa do Advento.
Com ramos de algum tipo de pinheiro ou cipreste, faz-se uma coroa circular onde são presas ou apoiadas quatro velas dispostas de forma simétrica. Pode-se decorar a coroa com fitas, bolas coloridas e sementes. Quatro velas representam cada semana do Advento.Três são roxas ou lilás e uma, cor rosa, a da 3ª semana. Acende-se a 1ª vela roxa e se canta:
Coroa do Advento
1° Domingo
Uma vela, na coroa, acendemos,
Toda sombra se esvai com sua luz;
Vigilantes, o Senhor esperemos:
Chegou o tempo do Advento de Jesus!
Refrão:
Meus irmãos, penitência e oração!
Arrumemos nossa casa co'alegria!
Logo a ela, o Senhor vai chegar,
Pelo ventre imaculado de Maria!

4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Sinto-me discípulo/a de Jesus.
Meu olhar deste dia será iluminado pela vigilância e atenção
para perceber quando o Senhor vem me visitar

Bênção Bíblica
O Senhor o abençoe e guarde!
O Senhor lhe mostre seu rosto brilhante e tenha piedade de você!
O Senhor lhe mostre seu rosto e lhe conceda a paz!
(Nm 6,24-27).

Ir. Patrícia Silva, fsp
patricia.silva@paulinas.com.br

Leitura Orante
1º domingo do Advento, 03 de dezembro de 2017


ADVENTO: VIVER NA ATENÇÃO CRIATIVA

“O que vos digo, digo a todos: vigiai!” (Mc 13,37)

Texto Bíblico: Marcos 13,33-37

1 – O que diz o texto?

São Gregório de Nissa afirma que “na vida cristã vamos de começo em começo, através de começos sem fim”. Recomeçar contínuo, no qual nos colocamos sempre de novo em sintonia com Aquele que plenifica nossa existência, dando sentido e inspiração ao nosso modo de ser e viver.
Estamos recomeçando mais um tempo litúrgico, sempre original e instigante; trata-se do Advento.
No evangelho, indicado para este primeiro domingo, o apelo de Jesus (“vigiai”) poderia perfeitamente ser traduzida por “estejam atentos”, “estejam despertos”.
Por que essa insistência em viver despertos, atentos e lúcidos, como nos pede o tempo do Advento? Porque, como dizia Antony de Mello, a grande tragédia da vida não é tanto aquilo que sofremos, mas aquilo que perdemos. Perdemos muitas oportunidades porque a dispersão e a distração nos acompanham sempre. E isso é justamente o que pretende a espiritualidade do Advento: despertar.
O Advento, como “primeiro movimento”, é sempre atenção, convite a estar desperto para “fazer novas todas as coisas”. Não é promover novidade superficial, mas recuperar o novo que sempre brota a partir de nosso ser mais profundo. O Advento é tempo litúrgico da criatividade; as rotinas nos alienam, a criatividade nos faz, nos rerefaz.
A atenção vigilante nos conecta com a vida, porque nos traz ao presente. E o presente é o único lugar da vida. Graças à atenção, vivemos na consciência, acolhendo tudo a partir da lucidez e amando tudo a partir da sabedoria; nós nos sintonizamos com a corrente da vida e passamos a habitar o momento presente, deixando-nos fluir com a vida mesma.
E, em meio a qualquer atividade, devemos acostumar a nos perguntar: “estou completamente aqui?”
O cultivo da atenção tornará possível a saída progressiva do sono e da ignorância para poder viver na luz; tal prática continuada, não só fará com que saboreemos a vida, mas que reconheçamos e nos familiarizemos com nossa verdadeira identidade: não somos a “onda” que emerge fazendo movimentos, mas o “oceano” de onde a onda surge. Ver isto é “estar despertos”.
Cada Advento nos mostra um cenário no qual tudo brota de novo, sem estridências nem espetáculos extravagantes. É o tempo do silêncio que vai gestando algo novo, pleno de vida e de sabor; tempo que nos move e reestreia nossa vida; para isso é preciso destravar nossos sentidos para olhar, escutar, sentir, tocar, saborear tudo como se fosse à primeira vez.

2 – O que o texto diz para mim?

À luz do evangelho deste domingo, vejo que o tempo da ausência do dono da casa que partiu em viagem não é um tempo morto, mas um tempo de intensa gestação. Não é uma espera vazia, angustiante e ansiosa, provocadora de medo, mas uma espera centrada no Senhor que vem e centrada na responsabilidade que me foi confiada: serviço.
Muitos cristãos perdem a intensidade da espera; e aqueles que persistem na espera vão aprendendo a paciência da espera, mobilizando outros recursos interiores.
A vigilância consiste em viver esperando o inesperado e o surpreendente. As comunidades cristãs precisam fortalecer uma pedagogia da espera. Sabem que o Senhor chega de forma surpreendente.
A espera é sempre ativa, atenta aos sinais dos tempos e aos clamores da vida; ela busca expandir-se, pois aguarda “o novo céu e a nova terra”.
O Advento é um tempo de oportunidades únicas; e ele está carregado de sinais, elementos fora do comum, pessoas e acontecimentos pelos quais Deus interpela minha liberdade e frente aos quais é preciso tomar uma atitude.

3 – O que a Palavra me leva a experimentar?

Estou diante daquilo que posso chamar de “Kairós” (tempo oportuno carregado de inspiração).
De vez em quando, eu deveria ter a coragem de deixar ressoar em mim esta pergunta: “Você vive ou simplesmente sobrevive?”; pois o perigo de viver adormecida ou de maneira superficial me espreita continuamente. Aqui posso recordar um texto de Henry Thoreau que se fez famoso graças ao filme “A sociedade dos poetas mortos”: “Fui aos bosques porque queria viver em plena consciência, queria viver a fundo e extrair toda a essência da vida; eliminar tudo o que não fosse a vida, para que, quando a minha morte chegasse, eu não descobrisse que não tinha vivido”.
São Paulo também me convida a despertar de minha inconsciência para deixar-me iluminar por Cristo e assim viver em plenitude, e não como uma morta viva: “Desperta, tu que estás dormindo, levanta-te dentre os mortos, e Cristo te iluminará” (Ef 5,14)
Muitas de minhas rotinas são manias que vou herdando, atmosferas que vou respirando, condutas que vou imitando, maneiras de ser que vou assumindo como próprias; nessa repetição do conhecido, vou me habituando a viver na apatia, na falta de sonho e de entusiasmo. A rotina me encobre me disfarça, me mascara e me anula no costumeiro, na tradição, no hábito, na repetição.
Alguém já disse que a “rotina é o colchão da comodidade na qual a pessoa vai morrendo, pouco a pouco”.

4 – O que a Palavra me leva a falar com Deus?

Senhor, eu sei que o maior inimigo da atenção e da vigilância é a rotina e o modo de funcionar em “piloto automático”. A rotina tem a vantagem de facilitar as coisas e me confere certa sensação de segurança: move-me por caminhos trilhados nos quais tudo me torna familiar; ela é como uma roda que, de vez em quando, me move para aquilo que já sei para o já conhecido. Os hábitos permitem que eu faça muitas coisas sem precisar pensar: são feitas de uma maneira “insensata”, ou seja, sem sentido e sem discernimento.
rotinas que se impõem a mim, sobretudo para que nada se modifique, para que tudo continue como sempre; com isso não arriscar ao novo e, sobretudo, atrofia meu espírito aventureiro e criativo que me sussurra outras brisas, que me instiga a caminhar por paisagens desconhecidas e me impulsiona para horizontes inspiradores.
A rotina me instala no gesto mecânico, no movimento inconsciente, na vida sem alento, nas maneiras normótica de agir, no vazio do estancamento e na vigília adormecida; ela me converte em figueiras estéreis, me seca por dentro, me torna deserto, sem brilho nos olhos, sem vibração no coração, sem presença inspiradora nesse mundo.

5 – O que a Palavra me leva a viver?

Estar desperta.
Estar presente no aqui e no agora.
Viver esse tempo do silêncio que vai gestando algo novo, pleno de vida e de sabor.
Viver esse tempo que me move e reestreia minha vida.
Destravar meus sentidos para olhar, escutar, sentir, tocar, saborear tudo como se fosse à primeira vez.

Fonte:
Bíblia Novo Testamento – Paulinas: Marcos 13,33-37
Pe. Adroaldo Palaoro, sj – reflexão do Evangelho.
Desenho: Osmar Koxne

Sugestão:
Música: Contemplar e adorar – fx 07 (02:56)
Autor: Padre Zezinho, scj
Intérprete: Adriana Melo
CD: Além da última estrela
Gravadora: Paulinas Comep

Nenhum comentário:

Postar um comentário