domingo, 13 de novembro de 2016

Dia da semana: Segunda-feira - Dedicado ao: Espírito Santo e as Almas do Purgatório - ORAÇÃO AO ESPÍRITO SANTO


ORAÇÃO AO ESPÍRITO SANTO

Espírito Santo, tu és a alma de minha alma! Adoro-te humildemente. Ilumina-me, fortalece-me, guia-me, consola-me. Revela-me quanto corresponde aos planos de eterno Pai. Revela-me teus desejos. Faze-me conhecer o que o amor eterno deseja de mim. Faze-me conhecer o que devo fazer. Faze-me conhecer o que devo sofrer. Faze-me conhecer o que devo, em silêncio, modéstia e reflexão, aceitar, suportar e aturar. Sim, Espírito Santo, faze-me conhecer tua vontade e a vontade do Pai, pois quero que toda a minha vida não seja senão um contínuo e perpétuo Sim aos desejos, à vontade do Pai eterno Amém.

BOM DIA!!! ÓTIMA SEGUNDA. ABENÇOADA SEMANA. - "FAZEI-ME CONHECER A VOSSA ESTRADA, Ó SENHOR!" SL 24

LEITURA ORANTE DO DIA 13/11/2016



LEITURA ORANTE

Lc 21,5-19 - Ser vigilantes e se preparar


Preparo-me para a Leitura Orante, fazendo uma rede de comunicação e comunhão em torno da Palavra com todas as pessoas que se neste ambiente virtual. Rezamos em sintonia com a Santíssima Trindade.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém
Jesus Mestre, creio com viva fé
que estais aqui presente, junto de mim,
para indicar-me o caminho que leva ao Pai.
Iluminai minha mente, movei meu coração,
para que a Palavra produza em mim frutos de vida.

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente o texto: Lc 21,5-19
Algumas pessoas estavam falando de como o Templo era enfeitado com bonitas pedras e com as coisas que tinham sido dadas como ofertas. Então Jesus disse:
- Chegará o dia em que tudo isso que vocês estão vendo será destruído. E não ficará uma pedra em cima da outra.
Aí eles perguntaram:
- Mestre, quando será isso? Que sinal haverá para mostrar quando é que isso vai acontecer?
Jesus respondeu:
- Tomem cuidado para que ninguém engane vocês. Porque muitos vão aparecer fingindo ser eu, dizendo: "Eu sou o Messias" ou "Já chegou o tempo". Porém não sigam essa gente. Não tenham medo quando ouvirem falar de guerras e de revoluções. Pois é preciso que essas coisas aconteçam primeiro. Mas isso não quer dizer que o fim esteja perto.
E continuou:
- Uma nação vai guerrear contra outra, e um país atacará outro. Em vários lugares haverá grandes tremores de terra, falta de alimentos e epidemias. Acontecerão coisas terríveis, e grandes sinais serão vistos no céu.
- Mas, antes de acontecer tudo isso, vocês serão presos e perseguidos. Vocês serão entregues para serem julgados nas sinagogas e depois serão jogados na cadeia. Por serem meus seguidores, vocês serão levados aos reis e aos governadores para serem julgados. E isso dará oportunidade a vocês para anunciarem o evangelho. Resolvam desde já que não vão ficar preocupados, antes da hora, com o que dirão para se defender. Porque eu lhes darei palavras e sabedoria que os seus inimigos não poderão resistir, nem negar. Vocês serão entregues às autoridades pelos seus próprios pais, irmãos, parentes e amigos, e alguns de vocês serão mortos. Todos odiarão vocês por serem meus seguidores. Mas nem um fio de cabelo de vocês será perdido. Fiquem firmes, pois assim vocês serão salvos.
Refletindo
O Evangelho trata da  parusia, ou seja, da volta gloriosa de Jesus Cristo, no final dos tempos.Quanto à época, Lucas diz apenas: “chegará o dia”. Esta expressão era usada também pelos profetas para dizer um futuro indefinido. Depois descreve os fenômenos da natureza: "tudo isso que vocês estão vendo será destruído. E não ficará uma pedra em cima da outra". "Uma nação vai guerrear contra outra, e um país atacará outro. Em vários lugares haverá grandes tremores de terra, falta de alimentos e epidemias. Acontecerão coisas terríveis, e grandes sinais serão vistos no céu."  Diz ainda que os seus seguidores serão perseguidos. Serão julgados, mas não devem se preocupar porque "lhes darei palavras e sabedoria que os seus inimigos não poderão resistir". Através destes fenômenos cósmicos e sociais, Deus intervém na História. Nesta apresentação apocalíptica, a intenção de Jesus não é incutir medo nos discípulos, mas pretende convidá-los a permanecerem vigilantes e preparados para o encontro com o Senhor.
E Jesus garante: “Nem um fio de cabelo de vocês será perdido. Fiquem firmes, pois assim vocês serão salvos".

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para mim, hoje?
Meditando
Os bispos, na Conferência de Aparecida, lembraram algo muito simples para estarmos vigilantes e preparados: “É preciso fundamentar nosso compromisso missionário e toda nossa vida na rocha da Palavra de Deus.” (DAp 247)
E eu me interrogo:
Como me alimento da Palavra?
Faço a Leitura Orante e assumo compromissos concretos a partir dela?
Ouço com atenção a Palavra proclamada na comunidade?
Comunico a Palavra aos demais?

3. Oração (Vida)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo, espontaneamente,  e concluo com a oração:
Jesus Mestre, santificai minha mente
e aumentai minha fé.
Jesus, Mestre vivo na Igreja,
atraí todos à vossa escola.
Jesus Mestre, libertai-me do erro,
dos pensamentos inúteis e das trevas eternas.
Jesus Mestre, caminho entre o Pai e nós,
tudo vos ofereço e de vós tudo espero.
Jesus, caminho da santidade,
tornai-me vosso fiel seguidor.
Jesus caminho, tornai-me perfeito
como o Pai que está nos céus.
Jesus vida, vivei em mim, para que eu viva em vós.
Jesus vida, não permitais que eu me separe de vós.
Jesus vida, fazei-me viver eternamente
na alegria do vosso amor.
Jesus verdade, que eu seja luz para o mundo.
Jesus caminho, que eu seja
vossa testemunha autêntica diante dos homens.
Jesus vida, fazei que minha presença contagie
a todos com o vosso amor e a vossa alegria.

4. Contemplação (Vida e Missão)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Sinto-me discípulo/a de Jesus.
Trarei no coração a certeza de que tudo que faço é me preparando para o grande encontro com o Senhor.

Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

Ir. Patricia Silva, fsp
patricia.silva@paulinas.com.br
http://leituraorantedapalavra.blogspot.com.br/

Leitura Orante
33º domingo do tempo comum, domingo 13 de novembro de 2016


A CRISE NÃO É ACIDENTE DE PERCURSO, É A ESSÊNCIA DA VIDA

“Haverá grandes terremotos e, por toda parte, fome e epidemias; haverá coisas terríveis e também grandes sinais do céu.” (Lc 21,11)

Texto Bíblico: Lucas 21,5-19

1 – O que diz o texto?

Aproxima-se o final de mais um ciclo litúrgico e a celebração eucarística deste domingo nos situa diante do último discurso de Jesus, anunciando a queda do Templo de Jerusalém e a presença das crises.
Em Jesus ocorre algo totalmente novo. Ele traz uma nova maneira de viver que não cabe nos nossos esquemas; o Evangelho é uma novidade que rompe velhas muralhas.
Dizer: “não ficará pedra sobre pedra” é o mesmo que dizer: “não ficará orgulho sobre orgulho, opressão sobre opressão, injustiça sobre injustiça…”
Cobrimo-nos de pedras, rodeamos nosso coração de muros, construímos muralhas que nos afastam dos outros e de Deus. É isso que somos convidados a fazer: destruir o templo de Jerusalém da solidão, fechamento, angústia, alienação, indiferença, rancor, medo e insegurança…
Precisam desaparecer os templos abusivos onde adoramos o nosso “eu” e idolatramos a riqueza, o poder, o prestígio…
É preciso derrubar as muralhas do preconceito, das idéias fixas, dos modos fechados de viver..., que impedem o fluir da vida.
A Vida que habita em cada um de nós. Há uma força interior que quer romper a casca e transbordar numa explosão vital multiplicadora. É sobre as cinzas de nossas míseras ambições que o Reino de Deus plantará suas raízes.

2 – O que o texto diz para mim?

Nas diversas sabedorias e culturas, como também na psicologia, sociologia, espiritualidade... as crises não só são inevitáveis, mas necessárias e convenientes, porque indicam a passagem de uma etapa a outra. Esta passagem é sempre incômoda, difícil e, inclusive, perigosa porque os elementos que tinham encontrado seu equilíbrio se desestabilizam. Necessita-se habilidade, coragem, tempo e paciência para que se encontre de novo a harmonia. As crises, portanto, não são acidentes de percurso, são a essência mesma do caminho.
O perigo está em permanecer nas manifestações externas e nas evidências imediatas da crise (terremotos, fomes, sinais pavorosos...), conduzindo-me ao desespero e a sensação de perder o solo sob meus pés.
Só quem desce às profundezas de seu ser encontrará solo firme sobre o qual manter-se inabalável.
O furacão revela um núcleo interior de calma e serenidade, enquanto ao seu redor espalha destruição e violência.
O mar, nas suas profundezas encontra-se tranquilo, enquanto na superfície as ondas mostram-se agitadas.
A vida está atravessada por um misterioso impulso de “sempre mais”, dinamismo que caracteriza a essência do existir humano; ela está em permanente desenvolvimento e as convulsões fazem parte do processo de mudança e crescimento.
Em tempos de crise, tudo aquilo que me dava segurança, parece desmoronar-se: o horizonte fica obscurecido, os valores perdem credibilidade, tudo passa por desestabilizações, rupturas, novas adaptações. Tal situação gera insegurança, medo, impotência e experiência de fracasso: projetos se esvaziam, a esperança se atrofia, a criatividade se petrifica...

3 – O que a Palavra me leva a experimentar?

O Evangelho de hoje me convida a não permanecer na casca da vida. Jesus nunca fica na superfície das coisas; sempre vai às raízes. É mais fácil nadar à superfície da água que mergulhar nas profundidades.
Transitar na casca da vida e esquecer a verdade da vida; dá medo me perguntar por aquilo que é essencial; prefiro, muitas vezes, permanecer no superficial, no acidental.
Quando resisto encontrar com o essencial, afasto-me do meu próprio ser original; quando fujo do essencial vivo no vazio. Porque, encontrar-me com o essencial é deparar-me com minha verdade. E isso é doloroso. Custa-me olhar no espelho de minha verdade. E se tenho medo da própria interioridade, fico à mercê dos ventos, tempestades e terremotos.
Tudo parece sem solo, nada confere firmeza.
O crescimento do ser humano não é linear senão que transcorre através de uma sucessão de rupturas.
Atribui-se a Albert Einstein as seguintes palavras:
“Não pretendamos que as coisas mudem se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor benção que pode acontecer às pessoas e aos países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise onde nasce a inventividade, as descobertas e as grandes estratégias. Quem supera a crise, se supera a si mesmo sem ficar superado. Sem crises não há desafios e a vida torna-se uma rotina, uma lenta agonia”.

4 – O que a Palavra me leva a falar com Deus?

Senhor, é tempo de discernimento que possibilita uma nova forma de vida.
Jesus, ao falar da destruição do Templo de Jerusalém não estava interessado na destruição dos edifícios, e sim, na destruição da vaidade e do orgulho humano; não vislumbrou a ruína dos muros e das pedras, e sim a ruína da vanglória.
Sua presença rompe muralhas, afasta as pedras que impedem a manifestação da Vida.
As crises são situações de passagem e fazem parte do crescimento humano, tanto pessoal como coletivo. Não há desenvolvimento sem períodos de ruptura e de descontinuidade. Mas, muitos permanecem paralisados diante do seu caráter ameaçante; acabam por retrair-se e isolar-se no medo.
No entanto, a crise revela uma excelente oportunidade para dispor-me a avançar, dando um salto qualitativo e de crescimento. Inclusive ela pode ser ocasião propícia para ativar recursos e potencialidades latentes que em tempos de aparente harmonia ainda não tiveram chance de se manifestar. Em cada situação crítica que parece bloquear o caminho, me vejo mais humana e criativa.

5 – O que a Palavra me leva a viver?

Os tempos difíceis e de crises não devem ser tempos de lamentos ou de desânimo.
Não é a hora da resignação, da passividade ou da fuga. A ideia de Jesus é outra: em tempos de crise “tereis ocasião de testemunhar a vossa fé”. É então, precisamente, quando me é oferecida a melhor ocasião de dar testemunho de minha adesão a Ele e a seu projeto.
Pertence à crise o aspecto dramático e a sensação da perda dos pontos de orientação.
Por isso se impõe a coragem de saber esperar o decantamento da água turva (“em tempo de crise não se toma decisão”).
O tempo de crise revela-se também como o momento para cultivar um estilo de vida cristã, paciente e tenaz, que me ajuda a responder às novas situações e desafios sem perder a paz nem a lucidez.
O nascimento, é a primeira crise maior de minha vida, juntamente com a morte, que é a última. Minha existência é um percurso entre duas rupturas nas quais se dá uma mudança qualitativa entre um modo de ser a outro.
Nascer supõe abandonar o ventre materno para expor-se ao desafio da individualidade.
Morrer supõe deixar esta individualidade para entrar em outro modo de existência.
Cada etapa de crescimento suporá um tipo de crise.
Assim avança a vida, abrindo-se caminho sem cessar à custa de deixar os territórios familiares para adentrar-se nos inexplorados.

Fonte:
Bíblia Novo Testamento – Paulinas: Lucas 21,5-19
Pe. Adroaldo Palaoro, sj – reflexão do Evangelho
Desenho: Osmar Koxne

Sugestão:
Música: Descer no profundo – fx 13 (04:23)
Autor e Intérprete: Jorge Trevisol
CD: Mistério amor e sentido
Gravadora: Paulinas Comep

http://www.nospassosdepaulo.com.br/2016/11/leitura-orante-33-domingo-do-tempo.html

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA 13/11/2016

Ano C


Lc 21, 5-19

Comentário do Evangelho

Ocasião para darmos testemunho.

O atraso da parúsia provocou muitas especulações acerca da “segunda vinda de Cristo”. Especulações estas que deram origem a um discurso milenarista. A expectativa da segunda volta de Cristo gerou, ainda, uma tradição de que alguns fenômenos atmosféricos anunciavam o fim do mundo e, mais, de que Deus seria o responsável, por causa de sua decepção ante a maldade do ser humano que ele criou. São Lucas, no entanto, vai se utilizar destes elementos para anunciar um tempo aberto na história para o testemunho: “Será uma ocasião para dardes testemunho” (v. 13).
A menção da destruição do Templo (vv. 5-6), que pode ser considerada uma profecia ex eventu, não é uma previsão do futuro, mas um modo de ajudar os discípulos e o leitor do evangelho a superarem as provações do tempo presente. Em outros termos, o que Jesus quer dizer é o seguinte: não importa o que aconteça, não se deve esmorecer, nem temer, nem ser envolvido pela perplexidade. É preciso apoiar a vida em valores verdadeiros e sólidos. Até o Templo, ornado com tantas pedras preciosas (cf. v. 6), desaparecerá, pois ele figura entre as coisas que passam. A vida do ser humano deve estar apoiada no que não passa nem decepciona: Deus. As palavras de Jesus, inspiradas numa linguagem apocalíptica, não predeterminam nenhuma data, mas fazem um apelo ao discernimento permanente. Jesus evita responder à pergunta: “... quando será, e qual o sinal de que isso está para acontecer?” (v. 7). Mas alerta: “Cuidado para não serdes enganados…” (v. 8). Ele não responde à questão posta, pois a preocupação do discípulo não deve ser com o quando, mas com que atitude ter em meio às adversidades da vida e aos dramas da humanidade. Do discípulo é exigida uma atitude de confiança que nada pode abalar, nem mesmo as catástrofes naturais, nem as perseguições por causa do evangelho. A propósito das perseguições e da morte, é preciso pôr a vida nas mãos de Deus: em primeiro lugar, como dissemos, será uma ocasião de dar testemunho (cf. v. 13) e, em segundo lugar, de confiar que é Deus quem inspira, dá força e protege a causa de seus eleitos. Nos Atos dos Apóstolos, o próprio Lucas relata a atitude de Pedro e João, perseguidos pelas autoridades judaicas: “Quanto a eles, deixaram o Sinédrio muito alegres por terem sido julgados dignos de sofrer humilhações pelo Nome” (At 5,41). É na vitória de Jesus Cristo que deve estar apoiada a esperança dos cristãos: “No mundo tereis tribulações, mas coragem! Eu venci o mundo” (Jo 16,33). Com São Paulo podemos, então, nos perguntar: “Quem nos separará do amor de Cristo?”. E com ele respondermos: nada nem ninguém (Rm 8,31-39).
Carlos Alberto Contieri, sj
Oração
Espírito de constância, vem em meu socorro nos momentos de provação e dificuldade, quando a perseverança se torna difícil, e a fidelidade, um desafio.
Fonte: Paulinas em 17/11/2013

Vivendo a Palavra

Muitos virão em meu nome, dizendo: ‘Sou eu!’ Jesus nos alerta sobre falsos profetas. O dia do Senhor virá, mas nós não devemos nos preocupar em saber quando será. Vivamos a normalidade da existência, procurando fazer o bem, tendo sempre a consciência da presença amorosa do Pai em nós e entre nós.
Fonte: Arquidiocese BH em 17/11/2013

Vivendo a Palavra

A maravilhosa aventura de seguir Jesus de Nazaré pelas estradas do Reino de Deus já nesta terra independe de nosso planejamento. Apenas nos entregamos a Deus com confiança, sem nos preocuparmos com o que fazer ou dizer, e o Espírito nos guiará para sermos testemunhas do Amor do Pai misericordioso.
http://www.arquidiocesebh.org.br/mdo/pg05.php

HOMILIA

«Cuidado para não serdes enganados»

Rev. D. Joan MARQUÉS i Suriñach
(Vilamarí, Girona, Espanha)

Hoje, o Evangelho nos fala da última vinda do Filho do homem. Aproxima-se o final do ano litúrgico e a Igreja nos apresenta a parúsia e, ao mesmo tempo quer que pensemos em nosso postimeiro: morte, juízo, inferno ou céu. O fim de uma viagem condiciona sua realização. Se quer ir ao inferno, poderá se comportar de uma maneira determinada de acordo com o término de sua viagem. Se escolhe o céu, deverá ser coerente com a Glória que quer conquistar. Sempre, livremente. Ao inferno não vai ninguém pela força; nem ao céu. Deus é justo e dá a cada pessoa o que ganhou, nem mais nem menos. Não castiga nem premia arbitrariamente, movido por simpatias ou antipatias. Respeita nossa liberdade. No entanto, devemos considerar que ao sair deste mundo a liberdade já não se poderá escolher. A árvore permanecerá estendida pelo lado em que ela caiu.
«Morrer em pecado mortal sem estar arrependidos nem acolher o amor misericordioso de Deus, significa permanecer separados Dele para sempre por nossa própria e livre escolha» (Catecismo da Igreja n. 1033).
Imagina a grandiosidade do espetáculo? Os homens e as mulheres de todas as raças e de todos os tempos com nosso corpo ressuscitado e nossa alma compareceremos diante de Jesus Cristo, que presidirá o ato com grande poder e majestade. Virá julgar-nos em presença de todo o mundo. Se a entrada não fosse gratuita, valeria a pena... Então se saberia a verdade de todos nossos atos interiores e exteriores. Então veremos de quem são os dinheiros, os filhos, os livros, os projetos e as demais coisas: «Dias virão em que destas coisas que vedes não ficará pedra sobre pedra: tudo será destruído» (Lc 21,6). Dia de alegria e de glória para uns; dia de tristeza e de vergonha para outros. O que não quer que apareça publicamente, agora é possível eliminá-lo com uma confissão bem feita. Não se pode improvisar um ato tão solene e comprometedor. Jesus nos o adverte: «Vede que não sejais enganados. Muitos virão em meu nome, dizendo: Sou eu; e ainda: O tempo está próximo. Não sigais após eles, Olhai, não os deixeis enganar» (Lc 21,8). Está preparado agora?
© evangeli.net M&M Euroeditors
http://www.liturgiadapalavra.com/2016/11/liturgia-e-homilia-diaria-evangelho-lc_12.html

Recadinho

A vida está difícil? - Aproveite a ocasião que Deus me dá para dar um bom testemunho, o de quem sabe viver na paz de Deus mesmo em meio a sofrimentos? - Diante das provações da vida, que significam para mim: paciência, constância, coragem, confiança em Deus, perseverança e firmeza? - Peço a Deus a graça de se forte em meio às contrariedades? - Diante das angústias da vida confio em Deus e procuro fortalecer minha esperança e fé?
Padre Geraldo Rodrigues, C.Ss.R
Fonte: a12 - Santuário Nacional em 17/11/2013

Meditando o evangelho

A SALVAÇÃO PELA PERSEVERANÇA

Os discípulos de Jesus foram alertados contra os falsos alarmes de chegada do fim do mundo. O resultado disto era o medo, a insegurança e, de modo especial, o sentir-se bloqueado e desmotivado para fazer o bem. É perda de tempo dar ouvidos a quem se considera entendido nas coisas relativas ao fim do mundo, e quer se fazer de mestre dos outros.
As perseguições e dificuldades devem ser vistas pelos discípulos como ocasião para dar testemunho do Reino, sem a ilusão de que tudo acabará em breve. Por causa do nome de Jesus, eles seriam aprisionados, entregues às sinagogas judaicas, e levados diante de reis e governadores. Entre seus traidores estariam os seus próprios familiares e amigos. Seriam odiados, e muitos haveriam de sofrer morte violenta.
Em todas estas circunstâncias trágicas, os discípulos teriam a possibilidade de experimentar a proteção divina. Do Pai receberiam força para se defenderem diante dos tribunais, rebatendo as falsas acusações e testemunhando o nome de Jesus com denodo. E também, a força necessária para não se intimidarem e nem sucumbirem às investidas dos adversários.
Se forem capazes de perseverar, até o fim, no testemunho de Jesus, serão salvos. Desta forma, ficará patente sua adesão radical ao Reino e sua não compactuação com o mal e o pecado. Quem perseverar, experimentará a misericórdia salvífica do Pai.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total)
Oração
Espírito de constância, vem em meu socorro nos momentos de provação e dificuldade, quando a perseverança se torna difícil, e a fidelidade, um desafio.
http://www.domtotal.com/religiao-meu-dia-com-deus.php?data=2016-11-13

REFLEXÕES DE HOJE

13 DE NOVEMBRO-DOMINGO

http://liturgiadiariacomentada2.blogspot.com.br/

HOMILIA DIÁRIA

A vinda de Jesus deve nos trazer alegria

A vinda de Jesus, no meio de nós, deve criar uma boa sensação, uma grande confiança, uma feliz expectativa

“É permanecendo firmes que ireis ganhar a vida.” (Lucas 21, 19)

O Evangelho que meditamos, neste domingo, traz para nós considerações importantes para aquilo que chamamos de “fim dos tempos”, uma realidade escatológica que não podemos ignorar. Faz parte da nossa fé a consumação final de todas as coisas, de que um dia tudo será consumado em Cristo Jesus, que tem renovado toda a face da Terra, e essa renovação chegará a sua consumação final.
Não podemos nos iludir nem iludir os outros, não podemos ser enganados nem enganar os outros, muitas vezes, com fantasias, afirmações apocalípticas que não correspondem à verdade. Temos de viver a feliz expectativa da vinda do Senhor sem fazer dramas, sem criar fantasias e sem falsas expectativas ou ilusões a esse respeito.
Temos de viver a santidade de cada dia, é isso que nos ajuda a apressar e viver a dimensão da presença gloriosa de Jesus no meio de nós! Digo isso, porque, durante toda a história da fé cristã, durante muitas épocas da história da humanidade, muitos erros já se cometeram a esse respeito, muitas falsas expectativas já se criaram, muitas falsas religiões já surgiram, muitos falsos profetas ontem, hoje e amanhã querem também arrancar as pessoas, puxá-las para que vivam na ilusão, na fantasia ou no medo dessa vinda do Senhor.
A vinda de Jesus no meio de nós deve criar uma boa sensação, uma grande confiança, uma feliz expectativa, mas sabendo viver a vida de cada dia, não nos desprendendo de nossas obrigações e responsabilidades, vivendo com seriedade e serenidade a nossa fé. É o nosso jeito sincero e verdadeiro de esperarmos que o Reino aconteça em nosso meio.
Talvez, alguns façam aquelas leituras apocalípticas de guerras, acontecimentos catastróficos, furações, tsunamis, governantes que se viram uns contra os outros; afinal, são, muitas vezes, elementos bíblicos que lemos nas Sagradas Escrituras. Mas a compreensão exata desses acontecimentos não é simples e fácil, e não se pode viver nessa especulação.
Devemos desejar e ansiar que o Reino de Deus venha entre nós. O nosso grito deve ser: “Maranathá, Vem Senhor Jesus! Venha renovar este mundo, santificar as realidades, venha fazer nova todas as coisas!”. Isso é justo, é cristão, é da nossa fé. Não podemos viver ilusões.
Temos de permanecer firmes na fé, passando por tribulações e dificuldades, vivendo neste mundo tão difícil e angustiante. Não é perdendo a fé que vamos permanecer de pé. Jesus, voltando hoje ou amanhã, no dia em que se fizer presente no meio de nós, ou ainda quando nós formos ao Seu encontro, precisamos de uma fé firme, confiante, de uma fé em Deus. Não podemos desirmanar diante dos acontecimentos por mais trágicos e difíceis que sejam.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.

http://homilia.cancaonova.com/homilia/a-vinda-de-jesus-deve-nos-trazer-alegria/

Liturgia comentada

Tudo será destruído! (Lc 21,5-19)
Neste Evangelho, nós somos colocados diante de uma daquelas passagens apocalípticas que costumam assustar muitos ouvintes. Face à admiração humana diante de obras grandiosas, como o Templo de Jerusalém, Jesus sentencia: “Não ficará pedra sobre pedra!”
Refletir sobre esta verdade ajuda a redimensionar nossa vida e nosso trabalho, ao percebermos a sua relatividade e sua total efemeridade. Tudo aqui é provisório. O definitivo só virá depois…
Assim comenta André Louf, em sua reflexão sobre este Evangelho: “O mesmo acontece com tudo o que construímos aqui em baixo, para Jesus e para seu Reino, com todos os nossos compromissos e nossas atividades, que passam necessariamente através dos sinais, ambíguos e provisórios, de nosso mundo presente, cuja figura passará um dia. Hoje estes engajamentos são necessários, mas não durarão para sempre. Na verdade, estão destinados ao fracasso final, diante do qual a única coisa a sobreviver será aquilo que a Palavra de Deus garante durar para sempre: o Amor que eles tornaram possível.”
Então, não vale a pena tanto esforço para erguer edifícios e urbanizar cidades, represar os rios e trabalhar os campos? – pergunta o fiel. Tanto esforço, tanto trabalho, tanto suor, tudo será inútil?
André Louf prossegue: “Mesmo o Templo de Jerusalém, mesmo nossas catedrais e igrejas, das quais necessitamos hoje para alojar nossa sede de Deus, virão dias em que delas não restará pedra sobre pedra, tudo será destruído. Mas tudo será transformado em morada espiritual, nos céus, graças ao amor que nelas terá habitado, aqui em baixo”.
Será tão difícil compreender que o céu – lá de cima – é construído com o amor diligente – aqui de baixo? Será impossível entender que não conta o resultado prático de nosso trabalho, mas a intensidade do amor que nele foi injetado?
Louf completa: “Um dos sinais de Jesus, ao qual nos afeiçoamos acima de todos, o sinal de que ele quis necessitar para nos mostrar seu amor até o fim, é a Eucaristia. Enquanto sinal do pão e do vinho partilhados, a Eucaristia é um sacramento provisório, mas sua realidade dura para sempre: o amor que é mais forte do que a morte, o amor que nenhum outro sinal saberia igualar: o amor de Jesus, que dá sua vida por aqueles que ele ama”.
Não admira que o apóstolo clamasse: as profecias desaparecerão… as línguas cessarão… a ciência vai passar… só o amor jamais acabará… (1Cor 13,8)
Orai sem cessar: “As águas da torrente jamais poderão apagar o amor!” (Ct 8,7)
Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.
santini@novaalianca.com.br
http://nsrainha.com.br/capela-virtual/liturgia-do-dia-13112016/

Oração Final
Pai Santo, infunde em nós a virtude da confiança – própria dos filhos com seus pais amados. Que não nos preocupemos com aparências, mas nos mostremos, com transparência, como testemunhas do quanto nos sentimos amados por Ti. Pelo Cristo Jesus, teu Filho que se fez nosso Irmão e contigo reina na unidade do Espírito Santo.
http://www.arquidiocesebh.org.br/mdo/pg06.php