sábado, 21 de abril de 2012

Santa Maria Egipcíaca - 22 de Abril


Santa Maria EgipcíacaNasceu no Egito no século V, e com apenas 12 anos tomou a decisão de sair de casa, em busca dos prazeres da vida. Providencialmente, conheceu um grupo de cristãos peregrinos que ia para o Santo Sepulcro, e os acompanhou, apenas movida pelo interesse no passeio.

Por três vezes quis entrar na Igreja, mas não conseguiu. E uma voz interior lhe fez perceber o quanto ela era escrava do pecado. Ela recorreu a Virgem Maria, representada numa imagem que ali estava, e em oração se comprometeu a um caminho de conversão. Ingressou na Igreja e saiu de seu sepulcro.

Com a graça do Senhor ela pôde se arrepender e se propor a um caminho de purificação.

Ela foi levada ao deserto de Judá, onde ficou por quarenta anos, e nas tentações recorria sempre a Virgem Maria. Perto de seu falecimento, padre Zózimo foi passar seus últimos dias também nesse deserto e a conheceu, levou-lhe a comunhão e ela faleceu numa sexta-feira. O padre ao encontrar seu corpo, enterrou-a como a santa havia pedido em um recado.

Santa Maria Egipcíaca, rogai por nós!

III Domingo de Páscoa (Ano B)

emaus

III Domingo de Páscoa (Ano B)

Leituras e subsídios para liturgia e homilia:

HOMÍLIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA 22/04/2012


Lucas 24,35-48

Comentário do Evangelho

Um mundo de amor e paz é possível

A narrativa dos discípulos de Emaús é exclusiva de Lucas (cf. 11 abr.). A estrutura da narrativa assemelha-se à estrutura celebrativa da Eucaristia: a escuta da palavra e a partilha do pão, na qual se reconhece a presença de Jesus.
Os dois discípulos retornam a Jerusalém para contar o que havia acontecido no caminho, e comunicam aos apóstolos reunidos o reconhecimento de Jesus na partilha do pão. Quando estão falando, o próprio Jesus aparece no meio deles. O encontro com Jesus é o encontro com a paz. É a paz em plenitude, a paz da participação da vida eterna do Pai, que Jesus traz a todos.
Mesmo depois da crucifixão de Jesus, os discípulos continuavam com dúvidas sobre o sentido de sua vida. Agora se evidencia que Jesus não foi destruído pela morte e sua missão de anunciar a conversão para participar da vida eterna deve ser continuada pelos discípulos em todas as nações. Jesus tem a vida eterna. Ele continua vivo. Não se trata de um espírito, como era admitido aos mortos em várias culturas e religiões, mas continua vivo em sua corporalidade. É o próprio Jesus de Nazaré, com o qual os discípulos conviveram por alguns anos.
Este texto de Lucas tem um sentido catequético para as comunidades de cristãos de origem judaica, as quais devem reler as escrituras sob a ótica da ressurreição, para perceberem a plenitude da vida de Jesus, e o distinguirem do tradicional messias glorioso esperado por Israel. O equivoco desta tradicional expectativa messiânica fica em evidência na fala de Pedro aos "homens de Israel", diante do Templo de Jerusalém, declarando que eles mataram Jesus, o qual, contudo, foi ressuscitado por Deus.
As comunidades de discípulos devem viver na paz, conscientes da presença de Jesus. A paz é aspiração de todos os povos e religiões. Quem faz a guerra contra a paz são os poderosos na conquista de mais riqueza e poder. A paz pode ser encontrada em Jesus, que tem a vida eterna e a comunica a todos.
O anúncio da conversão para o perdão dos pecados tem sua origem na pregação de João Batista. Jesus a assume e a aponta como o caminho para a vida eterna. Trata-se da conversão à prática da justiça, na plenitude do amor, pela qual o pecado é removido do mundo. Na observância da palavra de Jesus, o amor de Deus é plenamente realizado. Os discípulos de Jesus, em todos os tempos e povos, são convocados a testemunhar que um mundo novo onde reinem a paz e o amor, revestido de eternidade, é possível.
José Raimundo Oliva

Vivendo a Palavra

Por quarenta dias, o Cristo Ressuscitado, ainda presente entre os apóstolos, mostra como nós podemos continuar a reconhecê-lo caminhando junto a nós: nas mãos e pés chagados dos irmãos sofredores, nos pobres que passam fome, naqueles que vivem nas prisões, nos hospitais e nas nossas ruas.

COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. "VÓS SEREIS MINHAS TESTEMUNHAS!"
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Certa vez um amigo solicitou minha ajuda para atuar como testemunha a seu favor em um processo trabalhista, antes tive de passar pelo advogado, que sendo um ótimo profissional quis saber em detalhes tudo o que eu iria dizer diante do juiz, caso fosse necessário. Um bom testemunho é feito com firmeza, convicção e clareza de ideia, pois naquele momento a palavra é dele, e o advogado, promotor, juiz, júri, e as partes envolvidas, apenas o ouvem, uma palavra errada ou mal colocada, poderá por a perder todo o processo.
O papel de uma testemunha é convencer quem não presenciou o fato, de que o ocorrido é verdadeiro e não há nenhuma outra interpretação, por isso, se Jesus fosse como um advogado altamente profissional e rigoroso, nem os discípulos e muito menos nós, seríamos constituídos suas testemunhas.
No evangelho desse terceiro domingo de páscoa, para início de conversa o confundiram com um fantasma, e olhe que já era praticamente a terceira aparição do Senhor, à comunidade. Os dois que iam para Emaús o confundiram com um forasteiro, na comunidade, as duas primeiras reuniões foram com as portas fechadas, por medo dos judeus, e ele já tinha aparecido uma vez, no evangelho de hoje, mesmo ouvindo o depoimento dos discípulos de Emaús, e vendo Jesus aparecer diante deles, ficaram assustados e cheios de medo. Jesus falou com eles, mostrou as mãos e os pés, deixou-se tocar, ainda assim não acreditaram, a ponto do próprio Senhor lhes censurar porque estavam preocupados e tinham dúvidas no coração.
Em uma audiência diante de um tribunal, essas testemunhas seriam no mínimo desastrosas, dá até para imaginar o diálogo “Vocês viram Jesus ou não?”. “Não sabemos Meritíssimo, se realmente era ele, parecia um fantasma, a gente o viu e o tocou, ele até comeu um peixe assado, pode ser que seja ele mesmo”. Que “belo testemunho”, não afirma e nem confirma...
No final do evangelho, Lucas afirma que Jesus abriu a inteligência dos discípulos, para entenderem as escrituras. O pensamento humano tem uma tampa, um limite aonde chega a lógica humana depois de investigar e estudar muito alguma questão; dali para frente, há um mistério que só pode ser compreendido por aquele que crê, ou seja, ler as escrituras apenas com a nossa inteligência, fechada no horizonte humano, não vamos entender coisa alguma. Mas se as lermos na perspectiva de Jesus de Nazaré, sua vida, sua história, sua morte e ressurreição, iremos compreender o sentido da vida, porque nele encontramos o nosso verdadeiro DNA, a nossa origem e o nosso fim, em Cristo mergulhamos ao encontro daquele que é a Vida em toda sua plenitude, pois nele fomos recriados, mudou-se a referência.
Herdamos sim, o pecado original de Adão e Eva, mas agora já sabemos a verdade, não há possibilidade de a serpente nos enganar, pois conhecemos aquele que é mais Poderoso e Sábio do que a serpente, nós conhecemos aquele que esmagou o mal com a sua morte e ressurreição, não há duas alternativas, só uma e apenas uma, para quem desejar a Salvação: Jesus Cristo, o Filho de Deus!
Adão e Eva não sabiam o que iria lhes acontecer, não tinham ainda uma referência. Nós temos: Jesus é alguém da Trindade que se fez homem, que se faz ouvir, que se deixa tocar, que senta conosco em uma mesa e faz uma refeição, coloca todas as cartas na mesa, abre o jogo, nada esconde como o tentador e enganador. Joga às claras, ele é a luz do mundo, o único caminho e a única verdade, Ele só não pode decidir por nós, por isso o seu reino e o seu projeto de vida nos são apresentados como uma proposta, cabendo a nós usarmos o livre arbítrio para aceitá-lo ou recusá-lo.
É esse Jesus Cristo Alfa e Ômega, princípio e fim, Senhor absoluto da História e Salvador do Homem, que nos congrega como Igreja, que nos lava de nossas culpas e nos redime dos nossos pecados, que faz de nossas comunidades um pedacinho do céu prometido, mais ainda, conhecendo nossas fraquezas e limites, sabendo que temos muitas dúvidas no coração, nos alimenta com a eucaristia, fala em sua santa palavra, abrindo a nossa inteligência com o seu espírito que vem do alto.
Embora não sejamos confiáveis para serem suas testemunhas, ele mesmo nos qualifica: nossas palavras nunca caem no vazio, pois é ele próprio que fala, e nós, tocados pela graça da eucaristia, conseguimos superar os limites na nossa relação com o próximo, e se quisermos, o nosso amor será sem limites como o de Jesus, basta aceitar e querer. Isso se chama santidade de vida, que permite o entrelaçamento em nós, do humano e divino, aquele que é santo, aceita participar da nossa vida, mesmo com os seus limites e fragilidades.
Uma vez encarnado em Maria de Nazaré, Jesus se encarna de novo em cada homem, e em cada mulher, que esteja disposto a acolhê-lo, para fazê-lo nascer nos corações de outros homens e mulheres, que ainda não o conhecem, é aí que acontece o testemunho, onde o amor é imprescindível!
“Nisso reconhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros”. Qualquer outro testemunho ou revelação, que não trouxer a exigência do amor a Deus e ao próximo, é falso e não será digno sequer de atenção.
José da Cruz é Diácono da
Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP
E-mail cruzsm@uol.com.br

2. Um mundo de amor e paz é possível
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por José Raimundo Oliva - e disponibilizado no Portal Paulinas)
VIDE ACIMA
Oração
Senhor Jesus, que tua paz aconteça na minha vida e na vida das comunidades cristãs, para sermos, assim, testemunhas da tua Ressurreição.

3. REALIDADE DA RESSURREIÇÃO
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total a cada mês).

Após o encontro do túmulo vazio pelas mulheres, Lucas narra as aparições do ressuscitado aos discípulos de Emaús, e, agora, aos onze apóstolos e companheiros. Este texto, exclusivo de Lucas, tem um sentido catequético. As comunidades de cristãos de origem judaica devem reler as escrituras sob a ótica da ressurreição, para perceberem a plenitude da vida de Jesus e o distinguirem do tradicional messias glorioso esperado por Israel. O núcleo da narrativa é a comunicação da paz, a afirmação da realidade corpórea do ressuscitado e o testemunho missionário. As comunidades de discípulos devem viver na paz, conscientes da presença de Jesus. A paz é aspiração de todos os povos e religiões. Quem faz a guerra contra a paz são os poderosos, para conquistar mais riqueza e poder. A paz só pode ser encontrada em Jesus, que tem a vida eterna e a comunica a todos. A vida eterna, ultrapassada a condição temporal, como ressuscitados, envolve a totalidade da pessoa, corpo e alma, e não como um espírito desencarnado. O ressuscitado não é um espírito. Apresentando-se em "carne e osso", identifica-se com o próprio Jesus de Nazaré. É o Jesus que partilhou o pão com o povo, que trouxe paz a todos e que continua presente na comunidade. Agora, os discípulos devem testemunhar a todas as nações a conversão à justiça para a remoção dos pecados (primeira leitura). A conversão à prática da justiça leva à construção de um mundo de paz, liberto do pecado, assumido por Deus. A conversão à justiça é a prática do mandamento do amor (segunda leitura). E pelo amor se entra em comunhão com Deus em sua vida eterna.

Reflexão

Pe. José Luiz Gonzaga do Prado

3º DOMINGO DA PÁSCOA (22 de abril)

O VENCIDO É VENCEDOR

I. INTRODUÇÃO GERAL

O vencido é vencedor! Na mentalidade de hoje, dificilmente se crê na vitória dos vencidos. Mas é núcleo da fé cristã. Crer em Jesus significa crer na vitória do vencido, na glória do humilhado, no poder do derrotado. Para uns é tolice, para outros é um absurdo, mas é a sabedoria de Deus, é a força de Deus.
O maior fracasso se transformou no maior sucesso. Antes das palavras, os fatos: os apóstolos que, paralisados de medo, abandonaram o Mestre agora estão cheios de vigor. Diante dos fatos não há argumentos, Pedro, antes paralisado de medo diante de uma empregada do chefe, agora se levanta e dá testemunho do Ressuscitado diante da multidão.
A consequência é a necessidade de mudança de cabeça, de mentalidade; é preciso começar a crer que a vida nasce da morte, que o fracassado é esperança de vitória. Isso vai mexer com toda a vida das pessoas e do mundo. A missão agora é anunciar este novo modo de pensar, esta metanoia.
Isso não é uma fantasia; o Ressuscitado não é um fantasma, é o mesmo crucificado. O Cristo, o Messias, a esperança da humanidade é Jesus, é o pobre galileu crucificado. Essa é a única realidade capaz de reverter os caminhos que estão levando a humanidade à morte. O caminho da vida está aberto porque o derrotado saiu vitorioso, o massacrado está vivo e atuante.

II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

1. I leitura (At 3,13-15.17-19)

O livro dos Atos dos Apóstolos coloca nos lábios de Pedro o resumo da primeira pregação do cristianismo. Jesus, massacrado pelos do-nos da situação, foi aprovado por Deus na ressurreição. Ele é o Messias, a salvação da humanidade.
O mesmo Pedro que, diante de uma jovem empregada do sumo sacerdote, tinha negado ser discípulo, agora, cercado pela multidão curiosa que se ajuntou em torno do paralítico curado, acusa essa multidão de ter entregado e renegado Jesus diante de Pilatos, que estava inclinado a libertá-lo.
Ele justifica, contudo, a atitude do povo e das autoridades, que ignoravam quem era Jesus. Agora, porém, está claro. O fato da cura do paralítico, se não também do próprio Pedro, antes paralisado de medo e agora encarando a multidão, testemunha que Javé, o Deus dos antepassados, aprovou e confirmou Jesus como Messias, ressuscitando-o dos mortos.
A conclusão é a necessidade de mudança de mentalidade, de cabeça, a metanoia – metá, como em “metamorfose”, e noia, como em “paranoia”. A mudança de mentalidade é que vai fazer que Deus os livre dos pecados. Apagar os pecados é uma obra de Deus, mas exige que, primeiro, se mude a cabeça.

2. II leitura (1Jo 2,1-5a)

Em algumas comunidades da rede do Quarto Evangelho dizia-se que quem crê em Jesus não peca, pois, segundo o evangelho, ele é o Cordeiro que tira o pecado do mundo e o único pecado é não crer nele (Jo 16,9). Quem crê, portanto, está totalmente isento de pecado. Isso era a consequência prática de dar pouca importância à humanidade de Jesus, à sua morte física, à sua “carne”.
Depois de dizer que, se afirmamos não ter nenhum pecado, estamos enganando a nós mesmos e tachando a Deus de mentiroso, o autor passa a dizer que, se pecamos e reconhecemos nosso pecado, temos um advogado nosso junto do Pai, Jesus, o único justo.
Ele invoca a bondade, a misericórdia, a compaixão, o perdão de Deus pelos nossos pecados. Sua morte verdadeira, seu sangue foram o sacrifício pelos nossos pecados. A palavra ilasmos no Segundo Testamento só ocorre duas vezes e ambas nesta carta de João. No Primeiro Testamento (LXX), a palavra tem geralmente o sentido de sacrifício pelo pecado. O nosso Advogado (aqui Jesus, não o Espírito Santo, cuja possessão possivelmente justificasse a ideia de ausência de pecado) se sacrifica verdadeiramente para conquistar para nós a condescendência do Pai.
O único justo sacrifica verdadeiramente a sua vida pelos nossos pecados, não só pelos nossos, mas pelos de todo o mundo. É na verdadeira morte (sangue) de cruz que ele se torna o Cordeiro que tira o pecado do mundo.
Outra consequência do destaque exagerado dado à divindade de Cristo é não considerar o exemplo do seu comportamento (v. 6) e nem mesmo seus mandamentos. “Quem diz que o conhece, mas não observa os seus mandamentos, é um mentiroso.” Conhecê-lo não é ter noção teórica, nem mesmo momentos sentimentais de intimidade com ele. É ter afinidade, consonância, agir como ele agiu.

3. Evangelho (Lc 24,35-48)

Temos, neste domingo, a narrativa inicial da última aparição de Jesus ressuscitado no Evangelho segundo Lucas.
O relato vem confirmar que o ressuscitado é o mesmo crucificado, não é um espírito, um fantasma, uma alma do outro mundo. Talvez fosse mais interessante traduzir: “Eu sou o mesmo”, em vez de: “Sou eu mesmo”. Os detalhes todos convergem para isso.
O episódio começa com o relato feito pelos discípulos de Emaús: o acontecimento do caminho foi Jesus aproximar-se, ver a decepção dos discípulos diante da cruz, julgar, trazer a luz da Escritura para iluminar os acontecimentos. O reconhecimento, porém, deu-se ao “partir do pão”, no gesto que, com a palavra, significou o agir, que foi assumir novamente aquela morte, causa da decepção.
Quando os discípulos estão reunidos, ao entardecer do domingo, Jesus se põe no meio deles com uma saudação litúrgica: “A paz esteja convosco!” A impressão de estarem vendo o que se costuma chamar de “alma do outro mundo”, fantasma, assombração, deixa-os assombrados, apavorados.
Os sinais da morte de cruz nas mãos e nos pés confirmam que o ressuscitado é o mesmo crucificado, ele continua o mesmo. A alegria se mistura ao medo que os discípulos ainda têm. Não é fácil, mesmo, crer que a vida nasça da morte, que a vitória possa vir da derrota. A alegria, porém, já está presente, na perspectiva de ser mesmo verdade, de ser o ressuscitado o mesmo que foi crucificado.
O peixe, alimento comum da Palestina, muito cedo se tornou símbolo de Jesus e da eucaristia. Não é totalmente fora de propósito interpretá-lo assim no evangelho escrito por volta do ano 85. Jesus come com os discípulos o alimento deles, o alimento que é ele (ICTHYS: Iesous Christos Theou Yios Soter).
Mais uma vez está tudo esclarecido. Agora vem a Escritura com a palavra de Jesus confirmar que este era mesmo o projeto de Deus (Is 53,10): o Messias passar por todo o sofrimento e, só então, ressuscitar dos mortos ao terceiro dia, o dia da aliança de Deus com o povo (Ex 19,16).
Consequência é a missão dos discípulos. O mesmo Deus que suscitou os profetas e o próprio Jesus, agora, depois de sua morte de cruz, o suscita de novo, para que em seu nome seja anunciada indispensável mudança de mentalidade para livrar a humanidade da escravidão do pecado.

III. DICAS PARA REFLEXÃO

– Segundo a primeira pregação do cristianismo, Jesus, massacrado pelos donos da situação, foi aprovado por Deus na ressurreição. Ele é o Messias, a salvação da humanidade. A salvação passa pela cruz. O Crucificado é “ressuscitado”, Deus lhe dá novamente a missão.
– Crer em Jesus não é crer somente na sua divindade, é crer também na sua humanidade; é crer que o Filho de Deus, o Messias enviado pelo Pai, é Jesus, é o crucificado, é o derrotado, o humilhado, mas vitorioso, por fim. O Cristo é Jesus, o Filho de Deus é Jesus, o Advogado nosso é Jesus.
– A fé no Crucificado “re-suscitado” exige mudança de mentalidade para a libertação dos pecados. O reino do pecado é o da vitória do mais competente, do mais forte, do mais poderoso, do mais brilhante. O sucesso do fracassado, a vida que vem da cruz exigem que se mude esse modo de pensar, senão o pecado continua prevalecendo.
– O Cristo, o Messias, a esperança da humanidade, é Jesus, é o pobre galileu crucificado. Essa é a única realidade capaz de reverter os caminhos que estão levando a humanidade à morte. O caminho da vida está aberto porque o derrotado saiu vitorioso, o massacrado está vivo e atuante.
– Buscar somente a satisfação imediata, o prazer ou o bem-estar do momento – o que hoje é comum até mesmo em movimentos religiosos –, não leva a nada, não traz salvação, nada muda, apenas reforça o egoísmo avassalador. Sem humildade, sem uma disciplina, sem a pessoa se pôr limites, sem entender o que a cruz significa, nada se constrói e tudo se destrói.
– Celebramos a entrega que Jesus faz de si à pior das mortes, entrega que trouxe a plenitude da vida. Quando Jesus viu que os inimigos queriam dar-lhe a morte de cruz, apesar do pavor que isso lhe causava, não recuou, entregou-se. Como pão partido e vinho repartido, ele se faz alimento da verdadeira fraternidade universal.

HOMILIA DIÁRIA

Tomemos posse da verdadeira paz de Jesus

Postado por: homilia
abril 22nd, 2012

Depois de Jesus ter aparecido a Maria Madalena, de ter dado ordens para que os Seus discípulos partissem para a Galileia e, de encontrar com dois deles na estrada de Emaús, finalmente o Senhor apareceu ao grupo reunido para lhes decepar as dúvidas e lhes fortalecer a fé.
A comunidade vacila. As perseguições estão no horizonte. O primeiro entusiasmo diminuiu, os membros estão cansados da caminhada e perdendo de vista a mensagem vitoriosa da Páscoa. Parece mais forte a morte do que a vida, a opressão do que a libertação, o pecado do que a graça. Então, Jesus aparece e lhes diz: “A paz esteja convosco!”.
O Senhor prova a eles a Sua autêntica Ressurreição e lhes confirma na paz. Ele é a paz em plenitude. E para que Suas Palavras não fiquem somente “no ar”, Ele lhes mostra as mãos, o peito e os pés rasgados.
“Vede minhas mãos e meus pés: sou eu mesmo! Tocai em mim e vede! Um fantasma não tem carne, nem ossos, como estais vendo que eu tenho”. Estas palavras indicam que Jesus se apresentou como um homem normal, com as mesmas características que tinha na vida mortal que os discípulos tão bem conheciam. Daí, podemos traduzir livremente por “Sou o mesmo que vocês conhecem, não é outra pessoa que estão vendo”. Assim, Ele os anima a apalpar Seu corpo e a ver Suas mãos e Seus pés que estavam com os sinais das chagas.
Se essas palavras têm algum sentido histórico, é o de manifestar que Jesus está vivo, que a morte não O venceu, que a vida do além pode ter momentos em que se parece com a vida anterior, como se esta seguisse e aquela fosse uma continuação. Sobre o modo de pensar de alguns teólogos, os quais dizem que a ressurreição é uma forma de vida só espiritual, vemos como Jesus se manifesta em corpo vivo e que não existe sentido em afirmar que só o espírito vive e o corpo se destrói e não alcança a nova vida.
Como diz o Catecismo, é impossível interpretar a ressurreição de Cristo fora da ordem física e não reconhecê-la como um fato histórico, pois o corpo ressuscitado de Jesus é o mesmo que foi martirizado e crucificado, trazendo as marcas da Sua Paixão. Não constitui uma volta à vida terrestre como foi o caso de Lázaro, visto que Seu corpo possui propriedades novas que o situam além do tempo e do espaço.
Jesus passa de um estado de morte para uma outra realidade. Ele participa da vida divina no estado de Sua glória, de modo que Paulo pode chamar a Cristo de o “Homem Celeste”. É por isso que Ele tem o poder de transmitir para nós a verdadeira paz. Assim como ontem, Jesus, hoje, continua dizendo: “A paz esteja convosco!”
O convite a tocar – não só a ver – indica que o corpo presente diante dos discípulos tinha aspectos físicos ou que podiam se conformar às leis físicas, à vontade do Ressuscitado. As feridas, muito mais do que o rosto, eram as marcas que determinavam, em definitivo, a realidade da pessoa na frente deles. Se falta alguma prova para se certificar de que aquilo era real, Jesus, então, come uma porção de peixe diante daqueles homens.
Parece que o Evangelista queria refutar toda dúvida possível. Mesmo assim, existem muitos como Tomé, aqui evocado não como apóstolo, mas como incrédulo. Por isso, podemos afirmar que existem muitos “Tomés” que não acreditam, porque não têm visto.
Diante do escândalo da cruz, que na época era muito maior do que nos dias de hoje, era necessário que Ele, além da Sua presença, provasse ser tudo conforme as Escrituras. Os caminhos de Deus consistem, como afirmava Paulo, em mostrar que “a loucura de Deus é mais sábia do que os homens, e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens” (1Cor 1,25).
Que nossa maior esperança seja ouvir a Palavra e acolher a presença do Mestre novamente entre os discípulos; não mais com um corpo humano, mas com um corpo glorioso.
Somos chamados, na liturgia, a mergulharmos numa experiência íntima com o Ressuscitado que nos diz: “A paz esteja convosco!”

Leitura Orante

Preparo-me para a Leitura Orante, rezando,
com toda a Igreja e os que transitam pela
rede da internet:
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Creio, Senhor Jesus, que sou parte de seu Corpo.
Trindade Santíssima
- Pai, Filho, Espírito Santo -
presente e agindo na Igreja e na profundidade do meu ser.
Eu vos adoro, amo e agradeço.

1. Leitura (Verdade)
- O que a Palavra diz?
Leio atentamente, na Bíblia, o texto do Evangelho do Dia:
Lc 24,35-48.
Jesus ressuscitado aparece agora aos discípulos, confirmando sua Ressurreição. O Mestre se apresenta não como um fantasma, mas com gestos familiares: come peixe assado, apresenta-se com seu corpo visível, deixa-se tocar. Depois desta convivência familiar, fala-lhes das Sagradas Escrituras e abre-lhes a mente para entender. E os envolve, convidando-os a serem "testemunhas dessas coisas".

2. Meditação(Caminho)
- O que a Palavra diz para mim?
Será que sou capaz de ver em quem toma refeição comigo, o Ressuscitado?
 Tenho familiaridade com as Sagradas Escrituras, deixando-me abrir a mente para a Verdade?
 Como pessoa batizada, cristã, assumo meu compromisso de testemunhar a ressurreição de Jesus?
Os bispos falaram em Aparecida:
"Esta V Conferência, recordando o mandato de ir e fazer discípulos (cf. Mt 28,20), deseja despertar a Igreja na América Latina e no Caribe para um grande impulso missionário. Não podemos deixar de aproveitar esta hora de graça. Necessitamos de um novo Pentecostes! Necessitamos sair ao encontro das pessoas, das famílias, das comunidades e dos povos para lhes comunicar e compartilhar o dom do encontro com Cristo, que tem preenchido nossas vidas de "sentido", de verdade e de amor, de alegria e de esperança! Não podemos ficar tranqüilos em espera passiva em nossos templos, mas é imperativo ir em todas as direções para proclamar que o mal e a morte não tem a última palavra, que o amor é mais forte, que fomos libertos e salvos pela vitória pascal do Senhor da história, que Ele nos convoca na Igreja, e quer multiplicar o número de seus discípulos na construção de seu Reino em nosso Continente! Somos testemunhas e missionários: nas grandes cidades e nos campos, nas montanhas e florestas de nossa América, em todos os ambientes da convivência social, nos mais diversos "lugares" da vida pública das nações, nas situações extremas da existência, assumindo ad gentes nossa solicitude pela missão universal da Igreja." (DAp 548)

3. Oração (Vida)
- O que a Palavra me leva a dizer a Deus?
Rezo com Maria, a Mãe de Jesus, as alegrias da Ressurreição, pedindo-lhe a graça de ser testemunha.
- Rainha do céu, alegrai-vos, aleluia!
- Porque quem merecestes trazer em vosso puríssimo seio, aleluia!
- Ressuscitou como disse, aleluia!
- Rogai a Deus por nós, aleluia!
- Exultai e alegrai-vos, ó Virgem Maria, aleluia!
- Porque o Senhor ressuscitou verdadeiramente, aleluia!

Ave, Maria...

- Rogai por nós, Santa Mãe de Deus.
- Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos
Ó Deus, que alegrastes o mundo com a ressurreição de vosso Filho, Jesus Cristo, Senhor nosso, concedei-nos, vo-lo suplicamos, que por sua Mãe, a Virgem Maria, alcancemos as alegrias da vida eterna. Pelo mesmo Cristo, nosso Senhor. Amém.

4. Contemplação(Vida/ Missão)
- Qual o meu novo olhar a partir da Palavra?
Na convivência no meu quotidiano, nas coisas mais comuns, quero testemunhar que Jesus está vivo no meio de nós, como rezo nas celebrações:
"Ele está no meio de nós".

Irmã Patrícia Silva, fsp

Oração Final
Pai Santo, abre o coração de tua Igreja para o Amor. E faze-nos aprender, Pai amado, que o nosso amor deve ser como o teu Amor: alegre e espontâneo, indiscriminado e universal, generoso e gratuito, livre e libertador. Por Jesus, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo.

LITURGIA DIÁRIA - 22/04/2012



Tema do dia

3ª Páscoa: «A paz esteja com vocês.»

O Deus de nossos antepassados glorificou Jesus. Vocês o entregaram e o rejeitaram diante de Pilatos, renegaram o Santo e o Justo. Vocês mataram o Autor da vida, mas Deus o ressuscitou dos mortos. E disso nós somos testemunhas. (At 3,13-15.17-19)
http://www.arquidiocesebh.org.br/mdo/

Oração para antes de ler a Bíblia


Meu Senhor e meu Pai! Envia teu Santo Espírito para que eu compreenda e acolha tua Santa Palavra! Que eu te conheça e te faça conhecer, te ame e te faça amar, te sirva e te faça servir, te louve e te faça louvar por todas as criaturas. Fazei, ó Pai, que pela leitura da Palavra os pecadores se convertam, os justos perseverem na graça e todos consigamos a vida eterna. Amém.

Branco. 3º Domingo da Páscoa


Primeira leitura (Atos dos Apóstolos 3,13-15.17-19)
Domingo, 22 de Abril de 2012
3º Domingo da Páscoa

Leitura dos Atos dos Apóstolos:

Naqueles dias, Pedro se dirigiu ao povo, dizendo: 13“O Deus de Abraão, de Isaac, de Jacó, o Deus de nossos antepassados glorificou o seu servo Jesus. Vós o entregastes e o rejeitastes diante de Pilatos, que estava decidido a soltá-lo. 14Vós rejeitastes o Santo e o Justo, e pedistes a libertação para um assassino. 15Vós matastes o autor da vida, mas Deus o ressuscitou dos mortos, e disso nós somos testemunhas.
17E agora, meus irmãos, eu sei que agistes por ignorância, assim como vossos chefes.18Deus, porém, cumpriu desse modo o que havia anunciado pela boca de todos os profetas: que o seu Cristo haveria de sofrer. 19Arrependei-vos, portanto, e convertei-vos, para que vossos pecados sejam perdoados”.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.


Salmo (Salmos 4)
Domingo, 22 de Abril de 2012
3º Domingo da Páscoa

— Sobre nós fazei brilhar o esplendor de vossa face!
— Sobre nós fazei brilhar o esplendor de vossa face!

— Quando eu chamo, respondei-me, ó meu Deus, minha justiça!/ Vós, que soubestes aliviar-me nos momentos de aflição,/ atendei-me por piedade e escutai minha oração!
— Compreendei que nosso Deus faz maravilhas por seu servo,/ e que o Senhor me ouvirá quando lhe faço a minha prece!
— Muitos há que se perguntam: “Quem nos dá felicidade?”/ Sobre nós fazei brilhar o esplendor de vossa face!
— Eu tranquilo vou deitar-me e na paz logo adormeço,/ pois só vós, ó Senhor Deus, dais segurança à minha vida!


Segunda leitura (1João 2,1-5a)
Domingo, 22 de Abril de 2012
3º Domingo da Páscoa

Leitura da Primeira Carta de São João:

1Meus filhinhos, escrevo isto para que não pequeis. No entanto, se alguém pecar, temos junto do Pai um Defensor: Jesus Cristo, o Justo. 2Ele é a vítima de expiação pelos nossos pecados, e não só pelos nossos, mas também pelos pecados do mundo inteiro.
3Para saber que o conhecemos, vejamos se guardamos os seus mandamentos. 4Quem diz: “Eu conheço a Deus”, mas não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e a verdade não está nele. 5aNaquele, porém, que guarda a sua palavra, o amor de Deus é plenamente realizado.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.


Evangelho (Lucas 24,35-48)
Domingo, 22 de Abril de 2012
3º Domingo da Páscoa


Jesus aparece aos discípulos

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 35os dois discípulos contaram o que tinha acontecido no caminho, e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão.
36Ainda estavam falando, quando o próprio Jesus apareceu no meio deles e lhes disse: “A paz esteja convosco!”
37Eles ficaram assustados e cheios de medo, pensando que estavam vendo um fantasma.
38Mas Jesus disse: “Por que estais preocupados, e por que tendes dúvidas no coração?39Vede minhas mãos e meus pés: sou eu mesmo! Tocai em mim e vede! Um fantasma não tem carne, nem ossos, como estais vendo que eu tenho”.
40E, dizendo isso, Jesus mostrou-lhes as mãos e os pés.
41Mas eles ainda não podiam acreditar, porque estavam muito alegres e surpresos. Então Jesus disse: “Tendes aqui alguma coisa para comer?” 42Deram-lhe um pedaço de peixe assado. 43Ele o tomou e comeu diante deles.
44Depois disse-lhes: “São estas as coisas que vos falei quando ainda estava convosco: era preciso que se cumprisse tudo o que está escrito sobre mim na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos”.
45Então Jesus abriu a inteligência dos discípulos para entenderem as Escrituras, 46e lhes disse: “Assim está escrito: ‘O Cristo sofrerá e ressuscitará dos mortos ao terceiro dia, 47e no seu nome serão anunciados a conversão e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém’. 48Vós sereis testemunhas de tudo isso”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.


Oração para depois de ler a Bíblia


Dou-Te graças, meu Deus, pelos bons propósitos, afetos e inspirações que me comunicastes nesta meditação; peço-Te ajuda para colocá-los em prática. Minha Mãe Imaculada, meu protetor São José e Anjo da minha guarda, intercedem todos por mim. Amém.

BOM DIA!!! "QUE O SEU DIA SEJA ILUMINADO POR DEUS"

DOMINGO

BOA NOITE

Virgem Gloriosa


Ave Rainha, dos Anjos Senhora, do Céu alegria.

Guarda-nos ó Mãe Debaixo do vosso manto Protetor e Santo. 

Guarda-nos perto do Teu Lindo e Imaculado Coração.

Quem pode dizer que não foi ouvido ao Clamar o Teu nome com Fé?

FRASES DE MADRE TERESA DE CALCUTÁ



FRASE DE SANTO HILÁRIO DE POITIERS

FRASES DE SÃO PIO DE PIETRELCINA







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Assembleia CNBB


Quarta-feira, 18 de abril de 2012, 11h37

Assembleia Geral dos Bispos é referência no debate nacional

Nicole Melhado
Enviada especial a Aparecida


Andréia Britta / CN
Mais de 300 bispos estão presentes nesta 50ª Assembleia Geral
Uma assembleia comemorativa, que não só festeja, mas reverencia a memória de todos que se dedicaram e todos os trabalhos realizados nessas últimas seis décadas.

Nesta terça-feira, 18, o presidente da CNBB e Arcebispo de Aparecida, Cardeal Raymundo Damasceno Assis, conduziu a abertura oficial da 50ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, dando granças a Deus que permitiu uni-los em um só coração.

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Desde o primeiro encontro realizado em Belém do Pará, em agosto de 1963, ressaltou Dom Damasceno, a Assembleia buscou sempre dar sua contribuição para a Igreja e sociedade brasileira.

"Os bispos sempre buscaram dar as respostas aos desafios de forma firme e corajosa. Dessa forma, a assembleia tornou-se um ponto de referência no debate nacional", destacou o presidente da CNBB.

Este grande que reúne o maior episcopado do mundo, ao longo dos anos, marcou a história do Brasil. “Os bispos jamais se intimidaram diante das realidades sociais oferecendo ao país suporte para o amadurecimento democrático”, com ética, salientou o cardeal. Ele enfatizou ainda que a Igreja no Brasil sempre foi "testemunha na defesa da vida digna para todos".

Esta 50ª edição da assembleia aberta oficialmente nesta terça-feira, acontece no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida, em Aparecida, no interior de São Paulo, e segue até a próxima quinta-feira, 26.

Assembleia 2012

Os 335 bispos, dos quais 29 são eméritos, estão reunidos na assembleia para refletir em primeiro plano "A Palavra de Deus na vida e missão da Igreja". O tema central foi escolhido em referimento ao último Sínodo dos Bispos realizado em 2010, que resultou na Exortação Apostólica Verbum Domini (Palavra de Deus).

“O dom da Palavra de Deus permanece eternamente em todas as épocas. A Boa Nova de Cristo foi sempre anunciada através dos séculos”, exaltou Dom Damasceno.

Nesta assembleia serão eleitos os delegados que representarão os episcopado brasileiro no próximo Sínodo dos Bispos que abordará as questões perenes à Nova Evangelização.

Outro tema abordado será o Ano da Fé, que começará no dia 11 de outubro de 2012 e seguirá 24 de novembro de 2013, solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo.

Para o presidente da CNBB, este será um "ano que celebraremos as riquezas da nossa fé para fortalecer nossa fé Nele, para anunciá-lo ao homem de hoje”.

Além disso, haverá uma análise do Fundo da Solidariedade, a exposição das Comissões para a Amazônia e da Ação Missionária, a preparação para 5ª Semana Social Brasileira e apresentação de relatórios internos e análise dos bispos nos grupos dos Regionais da CNBB.

Por fim, será apresentado aos bispos o andamento dos preparativos para a JMJ 2013. "Olhemos com carinho para os preparativos para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) que acontecerá na cidade Rio de Janeiro em agosto de 2013", destacou Dom Damasceno.
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Quarta-feira, 18 de abril de 2012, 18h08

Bispos explicam detalhes da 50ª Assembleia

Jéssica Marçal
Enviada especial a Aparecida


Andréia Britta / CN
Dom Antônio Augusto, um dos bispos que concedeu entrevista coletiva aos jornalistas nesta quarta-feira, 18
Jornalistas de vários veículos de comunicação participaram nesta quarta-feira, 18, da primeira entrevista coletiva da 50ª Assembleia Geral dos Bispos, realizada em Aparecida (SP).  O tema central do encontro é "a Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja".

Para atender a imprensa, estiveram presentes o presidente da Comissão para Vida e Família da CNBB e bispo de Camaçari (BA), Dom João Carlos Petrini, o bispo auxiliar de Belo Horizonte e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Educação e Cultura, Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães e o bispo auxiliar da arquidiocese do Rio de Janeiro, Dom Antônio Augusto Dias Duarte. Como porta-voz, esteve presente o arcebispo de Campo Grande (MS), Dom Dimas Lara Barbosa.

Dando início à entrevista, Dom Dimas salientou três ocasiões de destaque ao longo dos oito dias de Assembleia. A primeira delas é homenagem ao jubileu de 50 assembleias gerais realizadas pelo episcopado brasileiro, que será realizada nesta quinta-feira, 18, às 18h. Outra homenagem será realizada na segunda-feira, 23, também às 18h, pelo jubileu de 50 anos do Concílio Vaticano II. O terceiro momento é a entrega do prêmio de comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Sobre o tema central, Dom Dimas explicou que o assunto já havia sido proposto para a Assembleia que aconteceu em Brasília, em 2012, mas na época ainda se aguardava a constituição apostólica que o Papa Bento XVI estava preparando sobre a Palavra de Deus.

Dom Joaquim Giovani ressaltou que um dos objetivos da Assembleia é também revisitar os documentos auxiliares do Concílio Vaticano II, que completa 50 anos. “Eles (os documentos) têm uma importância viva na história da Igreja porque fizeram com que a Igreja, justamente, atende-se às suas rotinas para poder promover o que é fundamental, inclusive na sociedade contemporânea, o diálogo com os diversos setores da sociedade".

O bispo auxiliar de Belo Horizonte também citou a cultura e educação como uma das preocupações da Assembleia. “Fazer repercutir todas as nossas preocupações com a cultura e educação. Nós queremos também inserir temas referentes à ação política como forma de viver o compromisso cristão e o serviço aos outros”.

Aborto de anencéfalos

Um dos temas levantados pelos jornalistas foi a recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em descriminalizar o aborto de bebês anencéfalos. Para Dom Dimas, a questão não foi bem avaliada pelos ministros em todos os seus aspectos. “Não utilizaram adequadamente a razão, não pensaram em todas as implicações da decisão que estavam tomando”, ressaltou.

O porta-voz também chamou a atenção para os perigos dessa decisão no que diz respeito a decisões futuras. “Eu considero perigosa a decisão que foi tomada pelo Supremo, porque vejo a porta aberta que pode ser escancarada para outros tipos de violência contra a vida nascente. Amanhã qual será a deficiência que impedirá a criança de ter o seu direito de nascer? Nós precisamos ter muito cuidado para não escancararmos essa porta e de repente sermos donos da decisão de quem pode ou não pode nascer”, alertou.

Sobre a forma como a Igreja vai atuar em relação ao assunto, Dom Antônio Augusto disse que nada muda. “O trabalho da Igreja continuará sendo o que sempre foi: o trabalho de formação das consciências humanas pra que as decisões que cada um tome na sua vida sejam realmente decisões bem ponderadas, bem fundamentadas em conhecimentos”.

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