É uma festa que atinge milhares de brasileiros. O Dia dos Namorados é comemorado no dia 12 de junho, e é quando os casais celebram sua união. É muito comum nessa data a troca de cartões e presentes especiais, além de flores, bombons e jantares. Nessa data, os casais também agradecem o companheirismo e a dedicação entre ambos durante o ano todo.
Fora do Brasil, especialmente nos Estados Unidos e na Europa, o Dia dos Namorados é comemorado dia 14 de fevereiro, é conhecido também como Dia de São Valentim.
2 - Dia de Santo Antônio
O Dia de Santo Antônio comemora-se a 13 de junho.
Santo Antônio de Lisboa, ou Santo Antônio de Pádua nasceu em Lisboa no dia 15 de agosto, mas o ano ninguém sabe ao certo. Terá sido entre 1191 e1195.
Existem muitas orações a Santo Antônio, a maior parte delas ligadas ao fato de Santo Antônio ser conhecido como o "Santo Casamenteiro". ODia dos Namoradosno Brasil é no dia 12 de junho justamente por ser a véspera do Dia de Santo Antônio.
No dia 15 de junho é celebrado o Dia Internacional de Combate à Violência contra a Pessoa Idosa. A data tem o objetivo de promover debates e ações de prevenção contra os diversos tipos de agressões sofridas pela população idosa.
Como denunciar violência contra idosos:
● Disque 100, que funciona diariamente, 24 horas por dia, 7 dias por semana (mesmo em dias não úteis).
● Delegacia mais próxima.
● Ministério Público.
● Creas mais próximo para orientação, e acompanhamento após denúncia.
● DENUNCIE●
Fonte:Pastoral da Pessoa Idosa
Denunciar violação de direitos humanos (Disque 100)
O que é?
O Disque Direitos Humanos - Disque 100 é um serviço de utilidade pública do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, conforme previsto no Decreto nº 10.174, de 13 de dezembro de 2019, destinado a receber demandas relativas a violações de Direitos Humanos, especialmente as que atingem populações em situação de vulnerabilidade social.
Ao serviço cabe também disseminar informações e orientações acerca de ações, programas, campanhas, direitos e de serviços de atendimento, proteção, defesa e responsabilização em Direitos Humanos disponíveis no âmbito Federal, Estadual e Municipal e do Distrito Federal .
O serviço pode ser considerado como “pronto socorro” dos direitos humanos e atende graves situações de violações que acabaram de ocorrer ou que ainda estão em curso, acionando os órgãos competentes e possibilitando o flagrante.
Qualquer pessoa pode reportar alguma notícia de fato relacionada a violações de direitos humanos, da qual seja vítima ou tenha conhecimento.
Por meio desse serviço, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania recebe, analisa e encaminha aos órgãos de proteção e responsabilização as denúncias de violações de direitos de crianças e adolescentes, pessoas idosas, pessoas com deficiência, população LGBTQIA+, população em situação de rua, outras populações em situação de vulnerabilidade, como indígenas, quilombolas, ciganos, entre outros.
O serviço funciona diariamente, 24 horas, por dia, incluindo sábados, domingos e feriados. As ligações podem ser feitas de todo o Brasil por meio de discagem direta e gratuita, de qualquer terminal telefônico fixo ou móvel, bastando discar 100.
O Disque 100 recebe, analisa e encaminha denúncias de violações de direitos humanos relacionadas aos seguintes grupos e/ou temas:
- Crianças e adolescentes
- Pessoas idosas
- Pessoas com deficiência
- Pessoas em restrição de liberdade
- População LGBT
- População em situação de rua
- Discriminação ética ou racial
- Tráfico de pessoas
- Trabalho escravo
- Terra e conflitos agrários
- Moradia e conflitos urbanos
- Violência contra ciganos, quilombolas, indígenas e outras comunidades tradicionais
- Violência policial (inclusive das forças de segurança pública no âmbito da intervenção federal no estado do Rio de Janeiro)
O mês de junhoédedicadoaoSagrado Coração de Jesus. A devoção ao Sagrado Coração tem as suas origensna devoção popular e, sem dúvida, é uma das piedades mais difundidas e mais amada pelos fiéis.
A expressão “Coração de Cristo” nos remete à totalidade de seu ser, Verbo encarnado para a salvação de toda a humanidade. Esta piedade popular tem a sua fundamentação na Sagrada Escritura. Jesus, em seu Evangelho, convida os discípulos a viverem em íntima comunhão com ele, assumindo a sua palavra como modo de vida e revelando-se um mestre “manso e humilde de coração”.
Esta expressão também nos remete ao momento da morte de Cristo, em que, do alto da cruz, por uma lança o seu Divino Coração foi transpassado, de onde jorrou sangue e água, símbolo do nascimento da Igreja e de seus sacramentos, símbolo de nossa redenção. Na água está a nossa purificação e no sangue está a nossa salvação. Neste momento a esposa de Cristo, a Igreja, lava e alveja as suas roupas no sangue do Cordeiro.
O texto que narra Cristo mostrando o lado e as mãos aos discípulos e o convite a Tomé para estender a mão e tocar seu lado também faz parte da fundamentação desta devoção. Esses textos narram o convite que Cristo faz todos os dias a nós, o convite para participarmos de sua ressurreição, entrarmos em sua glória, tornando-nos parte integrante dela, testemunhando-a com nossas vidas e com nossas ações.
Coração nos lembra amor, e há no mundo algum outro coração que amou mais do que o Coração de Jesus? Amor verdadeiro, que só no seu coração encontramos. Todos os dias temos que pedir para que Cristo nos conceda a graça de termos os nossos corações semelhantes ao dele, pois o seu coração é a fonte, o rio, o oceano de misericórdia, no qual somos mergulhados.
Às vezes, para nós este Sagrado Coração se mostra um tanto radical, pedindo de nós um grande despojamento (cf. Mt 19,21) que nem sempre estamos prontos ou dispostos a aceitar. Como no caso do jovem que se encontra com Jesus e pede para que ele o diga o que deve fazer para ter a vida eterna. Não pronto para esta radicalidade, o jovem volta para casa entristecido. Atitude diferente têm inúmeras pessoas que, em determinado momento de sua vida, encontraram-se com este coração e não tiveram medo de dizer o seu sim e se lançar nele.
Celebrar o Sagrado Coração é lembrar que Cristo foi verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus. E, sendo homem, também teve os mesmos sentimentos que nós temos. Mas com uma diferença: seu coração sempre foi manso e humilde, por isso nunca maltratou ninguém. Sendo Deus, nunca julgou, mas sempre usou de misericórdia, compadeceu-se dos sofredores e humilhados e sempre prestou-lhes ajuda e consolo. E nós, como andam os nossos corações?
No dia seguinte, após a solenidade do Sagrado Coração de Jesus,celebramos a memória doImaculado Coração de Maria. Não temos como falar do Filho sem falar da Mãe, não podemos celebrar o coração do Filho e não celebrar o coração da Mãe.
Essas duas celebrações estão ligadas mostrando-nos um sinal litúrgico da proximidade desses dois corações: o mistério do coração do Salvador se projeta e se reflete no coração da Mãe, que é também companheira e discípula. Se a solenidade do Sagrado Coração de Jesus celebra os mistérios pelos quais fomos salvos, fazer memória do Coração Imaculado é celebrar a participação da mãe na obra salvífica do Filho.
A devoção ao Imaculado Coração de Maria difundiu-se bastante após as aparições em Fátima, onde ela nos pedia a oração e o jejum para que a guerra se findasse.
Durante todo este mês de junho, quando lembramos o Sagrado Coração de Jesus e o Imaculado Coração de Maria, possamos aprender deles o amor, a paciência e a graça de saber perdoar.Pois foi Ele mesmo que nos mandou amar uns aosoutros como Ele amou.
Autor: Diego Henrique de Assis da Conceição
Seminarista da Diocese de Piracicaba, estudante do 1º ano de Filosofia
JUNHO é o mês dedicado ao Sagrado Coração de Jesus. Uma devoção que começou por volta do ano de 1620, quando Jesus pediu a difusão da devoção ao Seu sagrado Coração a Santa Margarida Maria Alacoque. Foi divulgada no mundo por São Claudio de La Colombiere, diretor espiritual da Santa. Foi um tempo marcado pela perigosa heresia chamada “jansenismo”, que impedia os católicos de comungarem com frequência e incutia o medo de Deus nas pessoas. E para provar o contrário, essa devoção ao Sagrado Coração de Jesus quis mostrar exatamente um Jesus humano, misericordioso, e sempre pronto a perdoar como fez o Pai ao filho pródigo. Essa linda devoção encoraja à participação na Adoração a Eucaristia, e a receber a Sagrada Comunhão na primeira Sexta-feira de cada mês, recebendo inúmeras graças, prometidas por Jesus. Há também a bela Ladainha ao Sagrado Coração de Jesus e inúmeras orações compostas pelos Santos para essa profunda devoção.
A chamada GrandeRevelação foi feita a Margarida Maria durante a oitava da festa do Corpus Domini (Corpus Christi) de 1675.
Mostrando o seu Coração divino, Jesus confiou à Santa:
“Eis o Coração que tanto amou os homens, que nada poupou, até se esgotar e se consumir para lhes testemunhar seu amor. Como reconhecimento, não recebo da maior parte deles senão ingratidões, pelas suas irreverências, sacrilégios, e pela tibieza e desprezo que têm para comigo na Eucaristia. Entretanto, o que Me é mais sensível é que há corações consagrados que agem assim. Por isto te peço que a primeira sexta-feira após a oitava do Santíssimo Sacramento seja dedicada a uma festa particular para honrar Meu Coração, comungando neste dia, e O reparando pelos insultos que recebeu durante o tempo em que foi exposto sobre os altares”.
“Prometo-te que Meu Coração se dilatará para derramar os influxos de Seu amor divino sobre aqueles que Lhe prestarem esta honra”.
Jesus apareceu-lhe numerosas vezes de 1673 até 1675. Dos seus colóquios com Nosso Senhor distinguem-se classicamente 12 promessas. Eis alguns extratos da Mensagem do Sagrado Coração de Jesus a Santa Margarida Maria. (10)
“Os fiéis acharão, pelo intermédio desta devoção amável, todos os socorros necessários ao seu estado, ou seja, a paz nas suas família, o alívio nos seus trabalhos, as bênçãos do Céu em todas as suas empresas, a consolação nas suas misérias, e é propriamente neste sagrado Coração que alcançarão um lugar de refúgio durante toda a vida e principalmente na hora da sua morte”.
“O Meu divino Salvador fez-me compreender que aqueles que trabalham pela salvação das almas encontrarão a arte de comover os corações mais empedernidos e trabalharão com um êxito maravilhoso se eles mesmos estiverem penetrados de uma terna devoção ao divino Coração”.
“Asseverando-Me que Ele recebia um contentamento singular em ser honrado sob a figura deste Coração de carne, cuja imagem desejava fosse exibida em público, com a finalidade – acrescentou – de tocar por seu intermédio o coração insensível dos homens; prometendo-me que derramaria em abundância todos os dons que possui em plenitude sobre todos aqueles que O honrassem; e que em todo lugar em que esta imagem fosse ostentada para ser objeto de especial honra ela atrairia toda sorte de bênçãos”.
“Sinto-me totalmente imersa neste divino Coração; (...) estou como num abismo sem fundo onde Ele me revela os tesouros de amor e de graça que concede às pessoas que se consagram e sacrificam para lhe render e alcançar toda a honra, amor e glória de que são capazes”.
“Confirmou-me o contentamento que recebe em ser amado, conhecido e venerado pelas suas criaturas e tão grande que prometeu-me que todos aqueles que Lhe sejam devotados e consagrados não morrerão jamais”.
“Numa sexta-feira, durante a Sagrada Comunhão, disse estas palavras à sua indigna escrava: “Prometo-te, na excessiva misericórdia do meu Coração, que o seu amor onipotente obterá a todos aqueles que comunguem nove primeiras sextas-feiras do mês seguidas a graça da penitência final, que não morrerão na minha desgraça, sem receber os seus sacramentos e que o Meu divino Coração será o seu refúgio assegurado no último momento”. “Nada temas, Eu reinarei apesar dos meus inimigos e de todos aqueles que procurarão opor-se”.
“Este amável Coração reinará, apesar de Satanás. Isto me arrebata de alegria.” “Afinal reinará, este amável Coração, apesar de todos os que se quererão opor. Satã e todos os seus seguidores serão confundidos”.
Fonte: Derradeiras Graças em 2015
Sagrado Coração - Rinaldo e Samuel
Por onde eu ando sinto sua presença
Em todos os lugares está sempre perto de mim
Em minhas escolhas vens me iluminar
Como posso te deixar se mesmo quando eu erro vens me amar
E me ajudas a acertar e na tua direção caminhar
Como seria a minha vida se as tuas mãos não estivessem sobre mim
Como seriam os meus sonhos se o teu espírito não habitasse em mim
O mês de maio é tradicionalmente consagrado a Maria no Brasil. Ao longo de suas semanas, fiéis se reúnem em orações, homenagens e devoções àquela que, com humildade, aceitou ser a Mãe do Salvador. A celebração culmina em uma data especial: a festa da Visitação de Maria, comemorada em 31 de maio.
Inicialmente, Maria recebe o anúncio do anjo Gabriel, que lhe comunica o plano divino: ela será a mãe do Filho de Deus. A princípio, com um coração aberto e obediente, Maria responde com um “sim” confiante. Logo após essa revelação, ela se coloca a caminho para ajudar sua prima Isabel, que também estava grávida de forma milagrosa.
Logo depois, ao chegar à casa de Isabel, Maria protagoniza um dos encontros mais profundos das Escrituras. Nesse instante, a Visitação de Maria não é apenas um gesto de caridade, mas o cumprimento das promessas de Deus. Isabel, cheia do Espírito Santo, reconhece a presença divina e proclama Maria como bem-aventurada entre todas as mulheres.
De acordo com o Antigo Testamento, a arca da aliança representava a presença de Deus entre o povo. Quando Maria entra na casa de Isabel, ela é acolhida da mesma forma como Israel acolheu a arca (1Cr 15,28). A saudação de Isabel remete diretamente à exclamação de Davi: “Como pode a arca do Senhor vir a mim?” (2Sm 6,9). Maria é a nova arca, portadora da salvação.
Enquanto Maria saúda Isabel, João Batista estremece no ventre de sua mãe. Esse gesto, pequeno mas carregado de significado, revela a ação antecipada do Espírito Santo. Assim que escuta a voz de Maria, o menino se alegra — ainda antes de nascer, reconhece a presença do Messias. Isso demonstra que, mesmo no silêncio do ventre, o plano de Deus já se realizava.
Além disso, Isabel reconhece em Maria aquela que acreditou plenamente. Ela exclama: “Feliz aquela que acreditou, pois o que lhe foi dito da parte do Senhor será cumprido.” Essa declaração mostra que a fé de Maria é ativa, confiante e aberta à missão. A Visitação, portanto, destaca a importância da confiança plena em Deus, mesmo diante do desconhecido.
Em seguida, Maria proclama o Magnificat, um cântico que ecoa os louvores do povo de Israel. Nessa oração, ela exalta a fidelidade de Deus, que “derruba os poderosos de seus tronos e exalta os humildes”. É um verdadeiro manifesto de fé, que reconhece a ação divina em favor dos pobres, simples e justos.
Sobretudo, a Visitação de Maria mostra como pequenos gestos, movidos pela fé, carregam grande significado. Sua visita a Isabel não foi apenas familiar, mas profundamente espiritual. Maria levou a presença do próprio Deus à casa de sua prima. E o fez com humildade, alegria e serviço.
Portanto, a atitude de Maria nos convida a também sermos portadores da presença divina. Seja nas visitas, no acolhimento ou na escuta, cada ato de amor pode ser canal de graça. Ao imitarmos Maria, tornamo-nos reflexo da misericórdia de Deus no mundo.
Em conclusão, a festa da Visitação celebra a fé que se traduz em serviço, a alegria que nasce do Espírito Santo e o cumprimento das promessas divinas. Maria é sinal da salvação que chega ao mundo e, com seu sim, inaugura um novo tempo para a humanidade.
Ao longo desta semana, meditamos diversas passagens do Evangelho de João que sublinham a alegria proporcionada pela ressurreição de Jesus em oposição à dor da sua paixão e morte, bem como a presença fundamental do Espírito Santo nessa passagem salvífica. O Evangelho da festa da visitação de Nossa Senhora nos mostra o mesmo tema sob nova perspectiva, ou seja, o Espírito Santo, que enche o ser humano de alegria, não está presente apenas após a morte de Jesus. Ao contrário, ele está na origem da encarnação e enche de alegria Maria, que carrega no seu ventre o Filho de Deus, assim como todos os que com ela têm contato. Nós, hoje, quando aceitamos a “visita” de Nossa Senhora, também nos enchemos de alegria, pois sentimos a presença do seu Filho amado, que toca e transforma nossa vida.
Mons. F. Xavier CIURANETA i Aymí Bispo Emérito de Lleida
(Lleida, Espanha)
Hoje contemplamos o fato da Visitação da Virgem Maria a sua prima Isabel. Tão rapidamente como lhe foi comunicado que tinha sido escolhida por Deus Pai para ser Mãe do Filho de Deus e que sua prima Isabel tinha recebido também o dom da maternidade, caminha decididamente até a montanha para cumprimentar sua prima, para compartilhar com ela o gozo de terem sido agraciadas com o dom da maternidade e para servi-la.
A saudação da Mãe de Deus provoca que o menino, que Isabel leva no seu ventre, pule de entusiasmo dentro das entranhas de sua mãe. A Mãe de Deus, que leva Jesus no seu ventre é causa de alegria. A maternidade é um dom que gera alegria. As famílias alegram-se quando há um anúncio de uma nova vida. O nascimento de Cristo produz certamente «uma grande alegria» (Lc 2,10).
Apesar de tudo, hoje em dia, a maternidade não é devidamente valorizada. Frequentemente colocam-se em primeiro lugar outros interesses superficiais, que são manifestação de comodidade e de egoísmo. As possíveis renúncias que comporta o amor paternal e maternal, assustam a muitos matrimônios que, talvez pelos meios que receberam de Deus, devessem ser mais generosos e dizer “sim” mais responsavelmente a novas vidas. Muitas famílias deixam de ser “santuários da vida”. O Papa São João Paulo II constata que a contracepção e o aborto “têm as suas raízes numa mentalidade hedonista e irresponsável a respeito da sexualidade e pressupõem uma concepção egoísta da liberdade, que vê na procriação um obstáculo ao desenvolvimento da própria personalidade».
Isabel, durante cinco meses, não saía de casa, e pensava: «Isto é o que o Senhor fez por mim» (Lc 1,25). E Maria dizia: «A minha alma glorifica o Senhor (…) porque pôs os olhos na humildade da sua serva» (Lc 1,46.48). A Virgem Maria e Isabel valorizam e agradecem a obra de Deus nelas: a maternidade! É necessário que os católicos reencontrem o significado da vida como um dom sagrado de Deus aos seres humanos.
Pensamentos para o Evangelho de hoje
- «Dulce coração de Maria, fortalece e assegura o nosso caminho na terra: seja você mesma nosso caminho, porque tu conheces a senda e o atalho certo que levam, por teu amor, ao amor de Jesus Cristo» (São Josemaria)
- «Nesta festa contemplamos a Maria. Ela nos abre à esperança, a um futuro cheio de alegria e nos ensina o caminho para o alcançar: acolher na fé a seu Filho; não perder nunca a amizade com Ele, se não nos deixar iluminar e guiar por sua Palavra» (Bento XVI)
- «Só a fé pode aderir aos caminhos misteriosos da omnipotência de Deus. Esta fé gloria-se nas suas franquezas, para atrair a si o poder de Cristo. Desta fé é modelo supremo a Virgem Maria, pois acreditou que “a Deus nada é impossível” (Lc 1,37) e pôde proclamar a grandeza do Senhor: “O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas; Sato- é o seu nome” (Lc 1,49)» (Catecismo da Igreja Católica, n° 273)
Hoje assistimos a um dos “mistérios” da vida de Cristo: Maria visita a sua prima Isabel, a qual está à espera de João. Ambas mães conceberam milagrosamente: Santa Maria, virginalmente; santa Isabel, sendo estéril e de idade avançada. Após a longa viagem da Virgem, encontram-se frente a frente —por primeira vez— o Messias e o seu precursor.
É um marco na história da salvação: o Baptista, que é o ultimo dos profetas do Antigo Testamento, tem a honra —mediante um sobressalto dentro do ventre da sua mãe— de assinalar como já presente o Salvador. A azafama de serviço e de humildade de Maria proporcionaram-nos este momento tão importante: “começa” o Novo testamento. Trinta anos mais tarde, durante o batismo de Jesus no Jordão (1er Mistério de Luz),se reiterará solenemente aquele primeiro encontro.
—Santa Maria, permite que a fé me leve à humildade, ou seja, a entender a necessidade que tenho de que Deus me salve.
Um encontro cheio de graça e alegria no plano de Deus
Hoje, recebemos Nossa Senhora em casa de Zacarias e Isabel. Havia pouco tempo (talvez 3 ou 5 dias) que a Virgem Maria tinha recebido e aceitado o anúncio do Arcanjo Gabriel. Naquele momento concebeu Jesus. E a primeira coisa que faz é pôr-se a caminho para ajudar Isabel, prescindindo do seu próprio conforto.
- Em casa de Isabel, S. João e Jesus entram em diálogo através de suas mães. Que bonito diálogo! Que mistério tão grande! O que teríamos perdido se Maria tivesse ficado a descansar na sua casa!
Maio, mês em que celebramos a ternura de Deus expressa no feminino, e o terminamos rezando a Visitação de Nossa Senhora. Ao recordarmos esse momento, que possamos aprender de Maria a viver as belezas e os desafios da Missão.
A visita a Isabel nos aponta três pontos importantes:
1. O Sim de Maria trouxe Jesus para o mundo. Se permitirmos, nosso sim é capaz de trazer Jesus para nossas realidades.
2. O encontro com Maria preenche o ser com o Espírito Santo. Se recorremos a Maria, também ficaremos cheios do Espírito Santo.
3. Maria reconhece as maravilhas que Deus realiza em sua vida. Se valorizarmos o bem que recebemos, seremos mais felizes, mesmo não tendo tudo o que desejamos.
Que a simplicidade de Maria nos provoque a viver uma fé sincera e verdadeira, que nos impulsione para a Missão de continuar seu Filho Jesus.
Oração
Deus eterno e todo-poderoso, que inspirastes à Virgem Maria sua visita a Isabel, levando no seio o vosso Filho, concedei, nós vos pedimos, que, dóceis ao sopro do Espírito, possamos sempre com ela cantar as vossas maravilhas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.