terça-feira, 9 de março de 2021

LEITURA ORANTE DO DIA 09/03/2021



LEITURA ORANTE

Mt 18,21-35 - Perdoar sempre


Hoje,  contemplamos a alegria do perdão
Vamos fazer esta descoberta
passo a passo com Jesus,
em Mt 18,21-35
Invoquemos a Trindade na qual fomos batizados:
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Creio, Senhor Jesus, que sou parte de seu Corpo,
membro da sua Igreja viva.
Trindade Santíssima
- Pai, Filho, Espírito Santo -
presente e atuante na Igreja e na profundidade do meu ser.
Eu vos adoro, amo e agradeço.

E pedimos a graça de fazer uma experiência mais profunda
da vida do Espírito para poder perceber
as pulsações desta vida eterna no nosso próprio interior.

1. Leitura (Verdade)
Vamos ler  com calma e atentamente:
Mt 18,21-35.
“Segue os passos que eu darei, prende a tua cruz na minha”, diz Jesus.
Poucas pessoas entendem o sentido profundo do perdão, A maioria pensa que é anistia do sentimento, esquecimento, compreensão do ofensor, passar por cima de um erro. Para outros perdão é próprio de pessoas fracas. No entanto, o perdão é a atitude que melhor revela o coração misericordioso de Deus. Comecemos a descobri-lo lendo o Evangelho: Mt 18,21-35:
Pedro chegou perto de Jesus e perguntou:
- Senhor, quantas vezes devo perdoar o meu irmão que peca contra mim? Sete vezes?
- Não! - respondeu Jesus. - Você não deve perdoar sete vezes, mas setenta e sete vezes. Porque o Reino do Céu é como um rei que resolveu fazer um acerto de contas com os seus empregados. Logo no começo trouxeram um que lhe devia milhões de moedas de prata. Mas o empregado não tinha dinheiro para pagar. Então, para pagar a dívida, o seu patrão, o rei, ordenou que fossem vendidos como escravos o empregado, a sua esposa e os seus filhos e que fosse vendido também tudo o que ele possuía. Mas o empregado se ajoelhou diante do patrão e pediu: "Tenha paciência comigo, e eu pagarei tudo ao senhor."
- O patrão teve pena dele, perdoou a dívida e deixou que ele fosse embora. O empregado saiu e encontrou um dos seus companheiros de trabalho que lhe devia cem moedas de prata. Ele pegou esse companheiro pelo pescoço e começou a sacudi-lo, dizendo: "Pague o que me deve!"
- Então o seu companheiro se ajoelhou e pediu: "Tenha paciência comigo, e eu lhe pagarei tudo."
- Mas ele não concordou. Pelo contrário, mandou pôr o outro na cadeia até que pagasse a dívida. Quando os outros empregados viram o que havia acontecido, ficaram revoltados e foram contar tudo ao patrão. Aí o patrão chamou aquele empregado e disse: "Empregado miserável! Você me pediu, e por isso eu perdoei tudo o que você me devia. Portanto, você deveria ter pena do seu companheiro, como eu tive pena de você."
- O patrão ficou com muita raiva e mandou o empregado para a cadeia a fim de ser castigado até que pagasse toda a dívida.
E Jesus terminou, dizendo:
- É isso o que o meu Pai, que está no céu, vai fazer com vocês se cada um não perdoar sinceramente o seu irmão.
Refletindo
À pergunta de Pedro: “Senhor, quantas vezes devo perdoar o meu irmão que peca contra mim? Sete vezes? “ Jesus disse que não só sete vezes, mas setenta vezes sete. Ou seja, na comunidade dos seguidores de Jesus não existe limite para o perdão. “Setenta vezes sete” quer dizer, sempre! A história que Jesus conta em seguida é para lembrar que também nós precisamos de perdão, também nós somos perdoados, por isso, devemos perdoar sempre.
Para Jesus perdão é uma forma de amor, um amor que acolhe o outro na sua fragilidade.
O perdão é o superlativo do amor.
O perdão “inventa” uma atitude não descrita em nenhum manual de comportamento. Ele quebra a lógica do “olho por olho, dente por dente”. E é como pecadores que somos chamados a perdoar e não, como justos.
O perdão abre uma porta para a vida, num mundo fechado em dores e sentimentos feridos.
O perdão é um ato de fé na bondade fundamental do ser humano.
Quem perdoou verdadeiramente, o fez porque se encontrou com a fonte da vida e da reconciliação. Foi conduzido por uma sede imensa que o levou ao mais profundo do seu coração. Tudo é possível quando buscamos em nome de Jesus.

2. Meditação (Caminho)
Em nome de Jesus é que vemos a luz e temos força para levar a nossa cruz.
- O que a Palavra diz para nós?
O Evangelho de hoje me questiona profundamente, sobretudo se tenho dificuldade de perdoar. Devo me lembrar de que o perdão mede a minha fé no nome de Jesus e a capacidade de amar. Preciso estar movido pela fé, em comunicação com Deus, dizendo-lhe o tamanho de minha cruz. É preciso dizer a Ele que precisamos de uma luz. E Ele nos ouve.  Em nome de Jesus nos vemos a luz. Só Ele nos faz compreender o sentido do perdão. De Deus nos vem a luz e a paz.Vem a força para levar a nossa cruz, para perdoar, para amar.
Meditando com a Igreja
Disseram os bispos, em Aparecida: A Igreja, sacramento de reconciliação e de paz, deseja que os discípulos e missionários de Cristo sejam também, ali mesmo onde se encontrem, “construtores de paz” entre os povos e nações de nosso Continente. A Igreja é chamada a ser uma escola permanente de verdade e de justiça, de perdão e de reconciliação para construir uma paz autêntica” (DAp 542)

3. Oração (Vida)
Sem perdão não há mudança.
Deus que sabe perdoar pode nos ajudar.
Converte meu coração, Senhor.
Peçamos a Deus.
Salmo 24
Mostrai-me, Senhor, vossos caminhos,
e fazei-me conhecer a vossa estrada!
Vossa verdade me oriente e me conduza,
porque sois o Deus da minha salvação.
Recordai, Senhor Deus,
vossa ternura e vossa compaixão que são eternas.
De mim lembrai-vos, porque
sois misericórdia e sois bondade sem limites, ó Senhor!

4. Contemplação (Vida/ Missão)
- Qual o nosso novo olhar a partir da Palavra?
Queremos hoje ter um olhar de amor que tudo perdoa, tudo desculpa, tudo crê! A Palavra de Deus nos oferece seis motivos
para perdoar sempre:
1. Deus perdoa (Ef 4,32)
2. Perdão traz libertação (Sl 32,1)
3. Quem ama perdoa (1Pd 4,8)
4. Quem é perdoado ama (Lc 7,47)
5. Perdão não tem limites (Mt 18,21ss)
6. Perdão gera mais perdão (Mt 6,14)
Peçamos a graça de perdoar, ao receber a bênção de Deus que nos é oferecida pelo cardeal

BÊNÇÃO DO CARDEAL SÉRGIO DA ROCHA
Senhor, nosso Deus, concedei-nos  a graça da conversão e da reconciliação por meio da oração, da penitencia e da caridade. Dai-nos a graça de aprender convosco a  ser livres para amar, acolhendo a vida como dom e compromisso, valorizando e defendendo a vida, especialmente onde ela se encontra mais fragilizada e sofrida. Isto vos pedimos, em nome do Pai, e do Filho e do Espirito Santo. Amém.

Ir. Patricia Silva, fsp

HOMILIA - Não deixe para amanhã o perdão que você pode dar hoje! - Padre José Augusto (09/03/2021)



Publicado em 9 de mar. de 2021

Perdoar de coração| (Mt 18, 21-35) #326​ - Meditação da Palavra - Frei Gilson



Publicado em 9 de mar. de 2021

Mãe Maria | Dom Walmor - 09/03/2021


Canal do Youtube: TV Horizonte

Publicado em 9 de mar. de 2021

Homilia Diária | Terça-feira da 3.ª Semana da Quaresma - Falta de perdão: um problema de memória - Padre Paulo Ricardo


Canal do Youtube: Padre Paulo Ricardo

Publicado em 8 de mar. de 2021

A dificuldade de perdoar se deve, antes de tudo, a um problema de memória: lembramos sem dificuldade todas as vezes que nos ofenderam, mas esquecemos com maior facilidade o perdão que tantas vezes recebemos. Deus nos perdoa sempre, e nós não queremos perdoar! Dói-nos o menor pisão no dedo, e já nem recordamos as cusparadas que demos no rosto de Cristo!... Não perdoamos porque são realmente grandes as injustiças de que somos vítimas, ou porque temos um coração vitimista que não se envergonha de crucificar dia após dia o Filho de Deus? Assista à homilia do Pe. Paulo Ricardo para esta terça-feira, dia 9 de março, e medite conosco mais uma página do santo Evangelho.

HOMILIA DIÁRIA - (CANÇÃO NOVA) - Mt 18,21-35 - 09/03/2021


O perdão de Deus quebra as amarras do nosso coração

“’Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?’ Jesus respondeu: ‘Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete’.” (Mateus 18,21-22)


Se queremos compreender o Reino de Deus e nele entrar, é preciso compreender que o Reino de Deus é o Reino do perdão. Ninguém vive o Reino de Deus sem ser banhado profundamente no perdão e na misericórdia de Deus. Ninguém mergulha no Reino de Deus se não coloca o perdão como o fundamento da sua relação com Deus.
A primeira coisa é buscar o perdão, entender o quanto precisamos ser perdoados, inclusive, perdoados dos pecados que não reconhecemos e não tomamos consciência. É preciso buscar ter a consciência daquilo que o pecado exerce em nossa vida, do quanto o pecado obscurece a nossa mente, a nossa consciência, a nossa vontade; do quanto o pecado gera orgulho e soberba, gera essa situação toda dentro de nós que nos torna pessoas vaidosas, inclusive, religiosamente falando.
O perdão de Deus é para nos libertar e nos purificar, o perdão de Deus é para quebrar as amarras do nosso coração e realmente sermos pessoas novas.

Se queremos viver uma relação verdadeiramente com Deus, nos convertamos para o perdão

Sabemos quando uma pessoa encontrou o perdão de Deus pela forma de até como ela fala, como ela se expressa. Olhe os pecadores do Evangelho que foram perdoados, olhe os doentes que foram curados, olhe como a vida deles exala a misericórdia divina.
Infelizmente, alguns olham para Maria Madalena, e olham sempre para ela com o “retrovisor do passado”, querem catalogá-la como prostituta, como adultera, com todas aquelas categorias humanas de catalogar as pessoas. Mas ela é a mulher nova, perdoada, redimida, a mulher salva e, por isso, o perfume que exala dela é o bálsamo da misericórdia e do perdão.
Se queremos viver uma relação verdadeiramente com Deus, nos convertamos para o perdão. E perdoar significa perdoar setenta vezes sete, ou seja, sempre, em todo o momento. Não teremos saúde no corpo, na alma e no espírito, se o perdão não for uma condição de vida para a nossa vida.
Perdoar quer dizer: eu quero ser curado! Eu quero ser liberto! Porque o rancor, o ressentimento e a mágoa criam “ranços” tão profundos na nossa alma, que vão nos tornando pessoas azedas, amargas; e olhamos a vida sempre com o prisma da amargura, quando não somos curados pelo perdão.
Decidir-se pelo Reino de Deus é decidir-se perdoar todos os dias setenta vezes sete.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.

BOA NOITE!... DURMA COM OS ANJINHOS DE DEUS...

BOA NOITE... "SEMPRE QUE O HOMEM SEGUIR COM SINCERIDADE O CAMINHO DA FÉ, ELE SERÁ CAPAZ DE APROXIMAR-SE DE DEUS E OPERAR MILAGRES."

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA 09/03/2021

ANO B


Mt 18,21-35

Comentário do Evangelho

Perdoar à medida da compaixão de Deus

Como parte do "discurso eclesiológico" (Mt 18), o texto de hoje apresenta o tema dominante de todo o discurso: o perdão. Não se trata de quantificar o perdão, mas de imitar a compaixão de Deus que perdoa toda dívida . A experiência, consciência e reconhecimento de ter sido perdoado por Deus, tem para o membro da comunidade uma implicação prática: perdoar. Nesse sentido os versículos 32b-33 resumem o ensinamento da parábola: ". eu te perdoei toda a tua dívida, porque me suplicaste. Não devias tu também ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?".
Carlos Alberto Contieri, sj
Oração
Pai, é meu desejo imitar teu modo de agir, no tocante ao perdão. Faze-me ser pródigo e misericordioso em relação ao próximo que precisa do meu perdão.
Fonte: Paulinas em 05/03/2013

Vivendo a Palavra

O Evangelho ensina a construir uma Igreja que perdoa – até setenta vezes sete, isto é, sem impor limites, sem contabilizar débitos e créditos – que perdoa como desejamos que o Pai Celeste nos perdoe. Igreja que perdoa, porque sabemos que tudo é dom da Graça de Deus, a começar pela Vida e a Fé.
Fonte: Arquidiocese BH em 05/03/2013

VIVENDO A PALAVRA

O perdão incondicional e sem limites – setenta vezes sete! – deve ser uma característica marcante dos discípulos missionários de Jesus de Nazaré. Lembremos o compromisso que fazemos cada vez que oramos como Ele nos ensinou: ‘perdoa-nos, Pai Nosso, as nossas ofensas, do mesmo jeito com que nós perdoamos aos irmãos que nos ofendem!'
Fonte: Arquidiocese BH em 17/03/2020

vIVENDO A PALAVRa

A grande lição que acabamos de ouvir do Mestre é que podemos sentir-nos infinitamente perdoados pelo Pai. E que, por tudo isso, sejamos agradecidos! A gratidão se mostrará nas relações fraternas com os peregrinos que caminham conosco rumo à Casa do Amor, e no sentimento de filhos que temos uma certeza: somos todos muito amados pelo Pai.

Reflexão

O Evangelho nos surpreende muitas vezes ao usar determinados termos que, à primeira vista, nos parecem totalmente descabidos em relação a Deus. O texto de hoje nos mostra Deus indignado por causa da falta de perdão. Como pode Deus indignar-se, o Altíssimo ter a sua dignidade ferida? Este texto nos mostra uma realidade muito profunda: se o pecado fere a dignidade humana, a ausência do perdão fere a dignidade divina. Por que? Porque Deus é amor, é misericórdia, e negar o amor e a misericórdia é negar o próprio Deus na sua essência. Negar o perdão é negar que Deus é amor e misericórdia e impedir que ele aja com amor e misericórdia em relação a nós mesmos, e impedir a ação misericordiosa de Deus é causar-lhe indignação.
Fonte: CNBB em 05/03/2013

Reflexão

O tema do perdão é frequente nos evangelhos. Talvez pela dificuldade que o ser humano tem de perdoar. Uma coisa é certa: Jesus parece levar muito a sério a necessidade que temos de perdoar “setenta vezes sete”, isto é, sempre. Isso nos causa arrepio, pois, na vida cotidiana, parece haver ofensas imperdoáveis. Como consegue uma mãe perdoar o assassino de seu filho? Onde ajuntar forças e disposições para um perdão sincero em caso tão grave? O ferimento, se é profundo, leva longo tempo para cicatrizar. Precisamos, pois, contar com o auxílio divino, porque o perdão total só é possível com o impulso da graça de Deus. E as parábolas comprovam que o Pai celeste quer e espera que perdoemos “de coração” aos nossos semelhantes.
Oração
Senhor Jesus, obrigado pelo ensinamento sobre o perdão. Pela pergunta de Pedro, constatamos quanta dificuldade temos para perdoar a quem nos ofendeu. Por isso, tu nos mostras que o modelo de misericórdia é o Pai celeste, que perdoa sem medida. E exige que também nós perdoemos sem cessar. Amém.
(Dia a dia com o Evangelho 2020 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp (dias de semana) Pe. Nilo Luza, ssp (domingos e solenidades))
Fonte: Paulus em 17/03/2020

Reflexão

O capítulo dezoito do Evangelho de Mateus contém o discurso catequético de Jesus à comunidade. São, portanto, ensinamentos do Mestre para que os membros da comunidade os vivam dia a dia. O texto de hoje fala do perdão que as pessoas deveriam viver no relacionamento cotidiano. Pedro quer estabelecer um limite ao perdão do irmão. Por meio da parábola, Jesus apresenta o pensamento de Deus a respeito do perdão. Suplicando, o servo consegue do rei misericordioso (Deus?) o perdão de sua enorme dívida. Por outro lado, esse servo não consegue perdoar um colega que lhe devia pequena quantia. Com a expressão “setenta vezes sete”, Jesus ensina que não há limite para o perdão. Quando rezamos o pai-nosso, pedimos a Deus que nos perdoe assim como nós perdoamos. Se ele levasse em conta isso, coitados de nós.
Oração
Senhor Jesus, obrigado pelo ensinamento sobre o perdão. Pela pergunta de Pedro, constatamos quanta dificuldade temos para perdoar a quem nos ofendeu. Por isso, tu nos mostras que o modelo de misericórdia é o Pai celeste, que perdoa sem medida. E exige que também nós perdoemos sem cessar. Amém.
(Dia a dia com o Evangelho 2021 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp e Pe. Nilo Luza, ssp)

Meditando o evangelho

ATÉ QUANDO PERDOAR

Conviver é uma arte. Não basta boa vontade e paciência para que o relacionamento interpessoal seja perfeito. Embora com todas as precauções, é grande a possibilidade de desentendimento entre pessoas amigas, e até mesmo entre cristãos convictos.
Entretanto, a questão não reside na ruptura, e sim, na disposição a refazer os laços de amizade rompidos. Ninguém pode garantir que uma única reconciliação seja suficiente para cimentá-los, para sempre. É possível que outras rupturas aconteçam, pelo mesmo motivo. A tendência humana é impor limites bem definidos a esta situação. "A paciência tem limite" - assim justificamos a ruptura definitiva.
O discípulo de Jesus defronta-se com a lição de perdoar, toda vez que for ofendido. É exortado a fazer frente a uma tendência humana muito forte, a de não perdoar. O motivo apresentado pelo Mestre é inquestionável: é assim que somos perdoados pelo Pai. Quem se julga tão fiel a Deus a ponto de estar seguro de jamais correr o risco de pecar? Só um insensato poderá ter tal pretensão.
Todos somos pecadores e precisamos do perdão de Deus. Da mesma forma, quando alguém precisar do nosso perdão, por respeito a Deus somos obrigados a concedê-lo. Trata-se de dar o que também recebemos.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Espírito de perdão, liberta-me da tendência a colocar limites ao perdão. Pelo contrário, que eu esteja sempre pronto a perdoar a quem me ofendeu.

COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. A Paciência não têm limites
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

O pronome possessivo “meu irmão”, presente na pergunta que Pedro dirige ao Mestre explicita que se trata das relações entre os irmãos e irmãs da comunidade. O ensinamento está, portanto, na vida em comunidade e não fora, a meu ver algo bem mais difícil, pois a pessoa a quem devemos perdoar não é um estranho que nos ofendeu em uma ocasião, e que depois dificilmente iremos nos encontrar com ele. Certa vez um sujeito que eu não conhecia, me derrubou da bicicleta ao empurrar-me quando eu passei pedalando perto dele. Vim embora com os cotovelos ralados e foi fácil perdoá-lo, nunca mais o vi em minha vida.
O perdão a que se refere o evangelho é para aquela pessoa que se vê todo dia e que se convive na comunidade, na pastoral, na catequese, no ministério ou no movimento. E por que é muito mais difícil de perdoá-lo? Porque cada vez que o vemos ao nosso lado ou á nossa frente, vamos lembrar sua falta pois o nosso subconsciente armazena muito bem os detalhes da ofensa recebida. Por isso, quando dizemos “Nem me lembro mais do mal que ele, ou ela, me fez”, estamos sendo no mínimo hipócritas.
Pedro exagerou ao colocar sete, como a quantia de vezes a ser perdoada, pois, com as pessoas mais próximas do relacionamento, como esposa ou parentes, perdoar três vezes estava de muito bom tamanho para os Judeus. Jesus não se deixa levar por números dessa matemática mesquinha e miserável na relação com os irmãos e irmãs de comunidade, mas procura mostrar, através da parábola, como Deus se relaciona com o Homem nessa questão.
Nas nossas comunidades há muitos relacionamentos que têm como parâmetro essa matemática de Pedro, quantas pessoas que desistem de viver em comunidade, porque chegou no limite da sua capacidade de amar e perdoar, passou de sete vezes e preferiu cair fora porque o padre, o diácono, o ministro ou seja lá quem for, é intragável e insuportável. Essas pessoas migram para outras Paróquias ou até Igrejas, na ilusão de que vão encontrar uma comunidade perfeita, com pessoas angelicais, de relações sempre harmoniosas. Na vida conjugal e familiar, que é também a pequena comunidade, casais de relações sólidas e testemunhos estupendos na vida cristã, de repente se separam, porque um deles passou dos limites, estourando a quota estabelecida, e o outro não aguentou.
O amor de Deus, sua misericórdia e paciência para com todos nós, é eterno, infinito e sem limites. O atestado de que somos todos Filhos e filhas de Deus, não está em algum carisma prodigioso ou em coisas fantásticas que somos capazes de fazer, mas sim em amar sinceramente as pessoas com quem convivemos na Igreja e na Família, aceitando-as do jeito que elas são, com suas fraquezas e defeitos, pois é exatamente assim que DEUS NOS AMA!

2. Quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes? - Mt 18,21-35
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

É nossa missão introduzir no mundo o perdão, que o mundo não conhece. A força do perdão é transformadora. Perdoe aqui na terra para ser perdoado no céu.
Fonte: NPD Brasil em 17/03/2020

HOMILIA DIÁRIA

A maior experiência de amor que podemos fazer é  perdão

Postado por: homilia
março 5th, 2013

O Evangelho de hoje nos fala dos relacionamentos entre Deus e os homens, e dos homens entre si.
Começaremos dizendo que Deus cria o homem por pura benevolência e o faz participar da Sua dignidade. A partir daí, o homem se converte em grande devedor de Deus. Primeiro da vida – como dom gratuito de Deus – e por isso seu promotor e protetor, quer no início quer na fase terminal. Ele foi constituído por Deus como senhor e guarda da natureza: “Crescei-vos, multiplicai-vos, dominai e sujeitai a terra” (Gn 1,28a).
Porque criados à imagem e semelhança de Deus – homem e mulher os criou – Deus estabelece relações entre os homens.
A Quaresma é o tempo do sonho de Deus. Como cristãos, embora ainda pequenos, somos convidados, interpelados e impelidos a viver este sonho de Deus em nossa vida. Sonho que se realiza quando amamos, acolhemos e perdoamos os erros e falhas uns dos outros. Portanto, é tempo de viver um constante amar e perdoar sem fim. Aliás, é isso que signfica as palavras de Jesus ante a pergunta de Pedro: “Quantas vezes deverei perdoar se meu irmão me ofender. Até sete vezes?”
Deus quer nos falar neste dia sobre um assunto tremendamente importante. Eu diria essencial para que os relacionamentos em família possam gozar de inteira comunhão. Refiro-me ao perdão. O perdão é a maior experiência de amor que podemos fazer e não há dia ou tempo marcado para ele. Por desconhecermos as implicações do ato de perdoar e ser perdoado, é que vemos a cada dia lares se desfazendo, filhos abandonando os seus pais, casais se divorciando, irmãos brigando contra irmãos.
Vivemos num mundo, de fato, carente do amor e do perdão. Recordo a você, meu irmão, que a resposta de Senhor: “Não te digo até sete vezes mas até setenta vezes sete”, nos faz mergulhar na imensidade da misericórdia de Deus.
Deus não faz “matemática” para saber até quanto deve perdoar. Veja o que acontece conosco, quando nos ajoelhamos diante d’Ele reconhecendo nossos pecados e pedimos perdão com o propósito de nos corrigirmos, na pessoa do empregado que, de joelhos, diz ao seu patrão: “Tenha paciência comigo, e eu pagarei tudo”. Diante disso, “o patrão teve pena dele, perdoou a dívida e deixou que ele fosse embora”.
Se o simples patrão perdoou a grande dívida, quanto mais Deus que é rico em misericórdia – que perdoa até a milésima geração – não nos perdoará os nossos pecados se a Ele recorrermos, noite e dia, com gemidos inefáveis?
Quem ama não pode olhar “quantas vezes” as pessoas lhe ofenderam, acusaram injustamente, traíram, enganaram e também “quantas vezes” já perdoou aos que lhe fizeram tudo isso. É necessário perdoar sempre.
A falta do perdão entre os homens é tão forte que, a cada segundo que passa, nos deparamos com o que aconteceu na parábola que Jesus contou. Cristãos que pedem que Deus os perdoe, mas eles mesmo não perdoam. Ou, se o fazem, é só da “boca pra fora” e não de coração. Se isso acontece com você, o desfecho será: “Empregado miserável! Você me pediu, e por isso eu perdoei tudo o que você me devia. Portanto, você deveria ter pena do seu companheiro, como eu tive pena de você”.
Tomemos para nossas vidas a advertência de Jesus: “É assim que meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão”.
Padre Bantu Mendonça
Fonte: Canção Nova em 05/03/2013

HOMILIA DIÁRIA

Busquemos em Deus o perdão e a reconciliação verdadeira

“Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: ‘Senhor, quantas vezes devo perdoar se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?’. Jesus respondeu: ‘Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete’.” (Mateus 18,21-22)

Muitas pessoas conhecem e experimentam o perdão, mas não é o perdão divino, é o humano, limitado, mesquinho e tão condicional. É o perdão que não cura, mas, na verdade, coloca limites.
Que bom que Deus não usa das medidas humanas! Que bom que o perdão d’Ele é o perdão sem medidas! A verdade é que Deus não faz conta dos nossos pecados porque a Sua misericórdia é maior do que todas as nossas misérias humanas, por isso, Ele não se cansa de nos perdoar, nos amar, nos purificar, nos lavar e nos renovar.
Eu vejo Deus como uma mãe que não se cansa de lavar o seu filho, de cuidar do vômito, do xixi, das fezes da sua criança. A criança pode defecar quantas vezes for ao dia, a mãe bondosa e paciente está ali limpando, cuidando e deixando o seu filho sempre cheiroso.
Eu fico olhando para Deus, e, quantas vezes erramos, pecamos, falhamos, pisamos na bola e Deus está nos lavando e nos purificando! É que somos adultos e temos de ter consciência que pecamos, falhamos e vamos lá para Deus nos consertar e nos purificar. É isso que Deus faz conosco.

A oração verdadeira produz perdão sem medidas no coração do homem

Isso é o sacramento da confissão, é isso que a misericórdia divina realiza em nós quando buscamos o perdão e a reconciliação com Ele. Quem experimenta a misericórdia de Deus torna-se expressão da misericórdia para o mundo, para as pessoas e para com os irmãos.
Não há limites para perdoar e nem contas para perdoar; não há um ponto que devemos chegar e dizer: “Não perdoo mais”. Aquele que experimenta o perdão de Deus torna-se a expressão do perdão em todas as situações, sabe conviver com os defeitos, os limites, as fraquezas do seu irmão, pois, sabe que os irmãos têm de conviver com suas fraquezas, limites e falhas. Ele não julga, mas tudo olha com o olhar da bondade e da misericórdia, sabe reconsiderar, rever, ponderar e jamais condenar.
Aquele que tem o bálsamo da misericórdia de Deus em seu coração não fala com rancor, porém, é curado pelo amor. Aquele que experimenta verdadeiramente Deus em si não coloca as pessoas umas contra as coisas, nem expõe ofensas e mágoas onde quer que esteja, mas expõe o coração reconciliado, testemunha com a própria vida aquilo que Deus mesmo fez no seu coração maltratado.
O homem que perdoa é o homem que reza porque só o homem que reza é capaz de perdoar. A oração verdadeira produz perdão sem medidas no coração do homem. Quem reza de forma superficial perdoa de forma superficial e não alcança a profundidade da misericórdia de Deus.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
Fonte: Canção Nova em 17/03/2020

Oração Final
Pai Santo, dá-nos uma alma grande para perdoar sem julgamentos; um coração aberto para acolher todos os companheiros que nos deste para a viagem por este mundo encantado. Assis estaremos seguindo os passos do Cristo Jesus, teu Filho que se fez nosso Irmão e contigo reina na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 05/03/2013

ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, ensina-nos a gratidão pelos benefícios recebidos dos irmãos, mas, antes de tudo, ensina-nos o perdão. Muito além de esquecer, perdoar é lembrar com ternura quando nos julgamos ofendidos. Que a nossa presença seja sinal do Amor com que amas e do perdão que concedes. Por Jesus, o Cristo teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 17/03/2020

oRAÇÃO FINAl
Pai amantíssimo, estendemos a Ti as nossas mãos suplicantes e agradecidas, pedindo que nos livres de condenar nossos irmãos. E pedimos mais: que nos livres até mesmo de julgá-los. Que nós tenhamos um olhar desarmado e cheio de gratidão para a humanidade e o universo que Tu criaste, tornando-nos fontes de Paz, fraternidade e Esperança para todos. Pelo Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo.