terça-feira, 27 de agosto de 2013

Santa Mônica - 27 de Agosto





Santa Mônica nasceu no norte da África, em Tagaste, no ano 332, numa família cristã que lhe entregou – segundo o costume da época e local – como esposa de um jovem chamado Patrício.
Como cristã exemplar que era, Mônica preocupava-se com a conversão de sua família, por isso se consumiu na oração pelo esposo violento, rude, pagão e, principalmente, pelo filho mais velho, Agostinho, que vivia nos vícios e pecado. A história nos testemunha as inúmeras preces, ultrajes e sofrimentos por que Santa Mônica passou para ver a conversão e o batismo, tanto de seu esposo, quanto daquele que lhe mereceu o conselho: “Continue a rezar, pois é impossível que se perca um filho de tantas lágrimas”.
Santa Mônica tinha três filhos. E passou a interceder, de forma especial, por Agostinho, dotado de muita inteligência e uma inquieta busca da verdade, o que fez com que resolvesse procurar as respostas e a felicidade fora da Igreja de Cristo. Por isso se envolveu em meias verdades e muitas mentiras. Contudo, a mãe, fervorosa e fiel, nunca deixou de interceder com amor e ardor, durante 33 anos, e antes de morrer, em 387, ela mesma disse ao filho, já convertido e cristão: “Uma única coisa me fazia desejar viver ainda um pouco, ver-te cristão antes de morrer”.
Por esta razão, o filho Santo Agostinho, que se tornara Bispo e doutor da Igreja, pôde escrever: Ela me gerou seja na sua carne para que eu viesse à luz do tempo, seja com o seu coração para que eu nascesse à luz da eternidade”.
Santa Mônica foi canonizada pelo Papa Alexandre lll por ter sido a responsável pela conversão de seu filho Agostinho, por ter ensinado a ele a fé cristã, a moral e a mansidão. Foi declarada Padroeira das Associações das Mães Cristãs.
Santa Mônica, rogai por nós!

Santa Mônica, mãe de Santo Agostinho

Esposa e Mãe

Origem

De origem berbere, Mônica nasceu no ano 331, em Tagaste, norte da África, no seio de uma família opulenta, mas de antigas raízes cristãs. Aplicou-se, com dedicação, aos ensinamentos da Sagrada Escritura; sua forte espiritualidade foi forjada pela oração e assídua prática dos Sacramentos, além dos quais se coloca ao serviço da comunidade eclesial.

Casamento difícil

Casou-se com Patrício, homem ambicioso, pagão, irascível, de caráter difícil, que também lhe foi infiel. Mônica, doce, benévola, capaz de dialogar nos momentos oportunos, com o seu método, composto de espera, paciência e oração, – que o sugere até às suas amigas, que lhe confiam seus problemas e incompreensões conjugais – consegue vencer as rudezas do marido, a ponto de levá-lo a abraçar a fé.

Mãe de um santo

Aos 22 anos, Mônica dá à luz ao primogênito Agostinho, seguido por outro filho, Navígio, e uma filha, da qual não se sabe o nome, e os educa segundo os princípios cristãos.
Tornando-se viúva, aos 39 anos, administra os bens da família, dedicando-se, com amor incomensurável à sua prole. Quem mais causou preocupações à cuidadosa e astuta mãe foi Agostinho, o “filho de tantas lágrimas”; de coração irrequieto e ambicioso retórico, na busca da verdade, ele se distancia da fé católica e vaga de uma filosofia à outra.
Mônica jamais deixa de rezar por ele; pelo contrário, segue todas as vicissitudes da sua vida e lhe permanece sempre ao lado. Por isso, transfere-se para Cartagena e, depois, para a Itália, quando o filho, no ápice da sua carreira, como docente de retórica, vai morar em Milão.
Seu carinho materno e as suas orações acompanham a conversão de Agostinho, que, ao receber o batismo pelo santo Bispo Ambrósio, decidiu voltar para Tagaste, onde fundou uma Comunidade de servos de Deus. Mônica estava com ele quando tiveram que embarcar no porto de Óstia com destino à África. Porém, ao esperar o navio, foram obrigados a passar alguns dias ali.

Páscoa

No entanto, Mônica e Agostinho mantêm intensos diálogos espirituais. A um destes se refere o chamado “êxtase em Óstia”, narrado nas suas Confissões (XIX, 10, 23-27):
“Aconteceu… encontrar-nos a sós, eu e ela, apoiados em uma janela que dava para o jardim interior da casa em que morávamos. Era em Óstia, sobre a foz do Tibre, onde, longe da multidão, depois do cansaço de uma longa viagem, recobramos forças para a travessia do mar. Ali, sozinhos, conversávamos com grande doçura, esquecendo o passado, ocupados apenas no futuro, indagamos juntos, na presença da Verdade, que és tu, qual seria a vida eterna dos santos… percorremos uma a uma todas as coisas corporais, até o próprio céu… E subimos ainda mais em espírito, meditando, celebrando e admirando tuas obras, e chegamos até o íntimo de nossas almas. E fomos além delas, para alcançar a região da abundância inesgotável… onde a vida é a própria Sabedoria… E enquanto assim falávamos dessa Sabedoria e por ela suspiramos, chegamos a tocá-la com supremo ímpeto de nosso coração”.
Assim, Mônica sente ter atingido o ápice da sua vida e confessa ao filho: “No que me diz respeito, esta vida já não tem mais nenhum atrativo para mim. O que estou fazendo ainda aqui? Não sei. As minhas expectativas aqui na terra já se esgotaram. Somente uma coisa me fazia permanecer aqui em baixo…: ver, antes de morrer, que você se tornou cristão católico. Meu Deus me satisfez completamente, porque vejo que você até despreza a felicidade terrena para servir a Ele. O que estou fazendo aqui?”.
Alguns dias depois, Mônica adoece e morre aos 56 anos.

As relíquias de Santa Mônica

Seu corpo foi enterrado em Óstia Antiga, na atual igreja de Santa Áurea. O tempo, provavelmente, é uma basílica paleocristã com uma necrópole ao lado. Os restos mortais de Santa Mônica descansam, por muitos séculos, na igreja de Santa Áurea. Hoje, no lugar, pode-se ver apenas uma lápide, porque, no século XV, o Papa Martinho V quis que as relíquias fossem transladadas para Roma, na igreja de São Trifão, confiada aos frades Agostinianos – depois englobada a uma grande Basílica dedicada a Santo Agostinho. Ali, ainda hoje, encontram-se respostas aos tantos porquês diante de um sarcófago de mármore verde, na capela decorada com afrescos, em 1885, por Pietro Gagliardi.

Minha oração

“Vós que fostes uma mãe intercessora, incansável na salvação de seus filhos, ajudai as mães para que não desanimem dessa missão e, rezando, possam ser pontes para que sua família chegue ao céu. Amém!”

Santa Mônica, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em  27 de agosto:

Em Cápua, na Campânia, região da Itália, São Rufo, mártir. († s. III/IV)
- Em Cítia de Tomis, hoje Constança, na Roménia, os santos mártires Marcelino, tribuno, e Maneia, esposos, e João, seu filho, Serapião, clérigo, e Pedro, soldado. († c. s. IV)
- Em Bérgamo, na Ligúria, hoje na Lombardia, região da Itália, São Narno, considerado o primeiro bispo desta cidade. († s. IV)
- Na Tebaida, no Egipto, São Pémenes, abade. († s. IV/V)
- Em Couserans, na Aquitânia, hoje na França, São Licério, bispo.(† c. 540)
- Em Arles, na Provença, também na atual França, São Cesário, bispo. († 542)
- Em Pavia, na Lombardia, região da Itália, São João, bispo. († c. 825)
- No mosteiro de Petershausen, que tinha fundado, na Suábia, atualmente na Alemanha, o sepultamento de São Gebardo, bispo de Constança. († 995)
- No mosteiro de Aulps, na Savóia, atualmente na França, o passamento de São Guarino, bispo de Sion. († 1150)
- Em Lausana, na Suíça, Santo Amadeu, bispo. († 1159)
- Em Folinho, na Úmbria, região da Itália, o Beato Ângelo Cónti, presbítero da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho. († 1312)
- Em Leominster, na Inglaterra, o Beato Rogério Cadwallador, presbítero e mártir. († 1610)
- Em Nagasáki, no Japão, os beatos Francisco de Santa Maria, presbítero da Ordem dos Frades Menores, e catorze companheiros mártires. († 1627)
- Em Usk, cidade do País de Gales, São David Lewis, presbítero da Companhia de Jesus e mártir. († 1679)
Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, os beatos mártires João Baptista de Souzy, presbítero, e Ulrico (João Baptista Guillaume), religioso da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs, mártires. († 1794)
- Em Reading, na Inglaterra, o Beato Domingos da Mãe de Deus Barberi, presbítero da Congregação da Paixão. († 1849)
- Em Picassent, localidade do território de Valência, na Espanha, o Beato Fernando González Añon, presbítero e mártir. († 1936)
- Na estrada de Godella para Bétera, na mesma região da Espanha, o Beato Raimundo Marti Soriano, presbítero e mártir. († 1936)
- Em Madrid, também na Espanha, os beatos José Maria López Carrillo Pedro Ibañez Alonso, presbíteros da Ordem dos Pregadores e mártires. († 1936)
- Em San Sebastian, também na Espanha, a Beata Maria do Pilar Izquierdo Albero, virgem. († 1945)

Fontes:
vatican.va e vaticannews.va
- Martirológio Romano – liturgia.pt
- Liturgia das Horas
- Livro “Relação dos Santos e Beatos da Igreja” – Prof Felipe Aqui [Cléofas 2007]

– Pesquisa e redação: Rafael Vitto – Comunidade Canção Nova

– Produção e edição: Melody de Paulo

Santa Mônica

Viúva (332-287)
Santa Mônica
com seu filho Santo Agostinho
331-387

Mônica nasceu em Tagaste, atual Argélia, na África, no ano 331, no seio de uma família cristã. Desde muito cedo dedicou sua vida a ajudar os pobres, que visitava com freqüência, levando o conforto por meio da Palavra de Deus. Teve uma vida muito difícil. O marido era um jovem pagão muito rude, de nome Patrício, que a maltratava. Mônica suportou tudo em silêncio e mansidão. Encontrava o consolo nas orações que elevava a Cristo e à Virgem Maria pela conversão do esposo. E Deus recompensou sua dedicação, pois ela pôde assistir ao batismo do marido, que se converteu sinceramente um ano antes de morrer.
Tiveram dois filhos, Agostinho e Navígio, e uma filha, Perpétua, que se tornou religiosa. Porém Agostinho foi sua grande preocupação, motivo de amarguras e muitas lágrimas. Mesmo dando bons conselhos e educando o filho nos princípios da religião cristã, a vivacidade, inconstância e o espírito de insubordinação de Agostinho fizeram que a sábia mãe adiasse o seu batismo, com receio que ele profanasse o sacramento.
E teria acontecido, porque Agostinho, aos dezesseis anos, saindo de casa para continuar os estudos, tomou o caminho dos vícios. O coração de Mônica sofria muito com as notícias dos desmandos do filho e por isso redobrava as orações e penitências. Certa vez, ela foi pedir os conselhos do bispo, que a consolou dizendo: "Continue a rezar, pois é impossível que se perca um filho de tantas lágrimas".
Agostinho tornou-se um brilhante professor de retórica em Cartago. Mas, procurando fugir da vigilância da mãe aflita, às escondidas embarcou em um navio para Roma, e depois para Milão, onde conseguiu o cargo de professor oficial de retórica.
Mônica, desejando a todo custo ver a recuperação do filho, viajou também para Milão, onde, aos poucos, terminou seu sofrimento. Isso porque Agostinho, no início por curiosidade e retórica, depois por interesse espiritual, tinha se tornado freqüentador dos envolventes sermões de santo Ambrósio. Foi assim que Agostinho se converteu e recebeu o batismo, junto com seu filho Adeodato. Assim, Mônica colhia os frutos de suas orações e de suas lágrimas.
Mãe e filho decidiram voltar para a terra natal, mas, chegando ao porto de Óstia, perto de Roma, Mônica adoeceu e logo depois faleceu. Era 27 de agosto de 387 e ela tinha cinqüenta e seis anos.
O papa Alexandre III confirmou o tradicional culto a santa Mônica, em 1153, quando a proclamou Padroeira das Mães Cristãs. A sua festa deve ser celebrada no mesmo dia em que morreu. O seu corpo, venerado durante séculos na igreja de Santa Áurea, em Óstia, em 1430 foi trasladado para Roma e depositado na igreja de Santo Agostinho.
Uma de suas frases: "Nada está longe de Deus".
Fonte: Os santos e os beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente, Mario Sgarbossa, Paulinas.
Fonte: Paulinas em 2015

Santa Mônica, Viúva

A Igreja venera  Santa Mônica, Santa esposa e viúva, não só por dar vida corporal a um dos mais importantes doutores da Igreja, Santo Agostinho, mas também também porque foi o principal instrumento do qual Deus se valeu para  dar a este o dom da Fé.
Agostinho tinha 17 anos e estudava retórica. Dois anos mais tarde, Mônica teve a pena de saber que seu filho levava uma vida dissoluta e tinha abraçado a heresia maniqueísta. Por esta razão e como maneira de motivá-lo ao arrependimento, Mônica lhe fechou as portas de sua casa durante algum tempo. Uma visão fez a Santa tratar menos severamente o filho. Sonhou que se achava no bosque, chorando a queda de Agostinho, quando lhe aproximou um personagem resplandecente que lhe perguntou a causa de sua pena. Este, depois de escutá-la e lhe secar as lágrimas, disse-lhe: "Seu filho está contigo". Quando Mônica contou a Agostinho o sonho, o jovem respondeu que Mônica não tinha mais que renunciar ao cristianismo para estar com ele; mas a Santa respondeu: "Não me disse que eu estava contigo, mas sim você estava comigo".
O grande bispo Santo Ambrósio, que tinha se tornado muito amigo de Agostinho e sua mãe, teve também um papel muito importante na conversão do futuro santo. Finalmente, em agosto do ano 386, Agostinho anunciou sua completa conversão ao catolicismo. O santo deixou em suas "Confissões" algumas das conversações espirituais e filosóficas em que passou o tempo de preparação para o batismo. Santo Ambrósio batizou  Agostinho na Páscoa do ano 387.
Os fiéis se encomendam, há muitos séculos, às orações de Santa Mônica, já que esta é padroeira das  mulheres casadas e modelo das mães cristãs.
http://www.acidigital.com/santos/santo.php?n=60

Santa Mônica


Comem. litúrgica: 27 de agosto.

Também nesta data: Santa Eulália e Santa Antusa menor

Santa Mônica nasceu no ano de 332 e  foi a mãe do nosso grande Santo Agostinho.
Os pais de Santa Mônica, muito piedosos, confiaram-lhe a educação a uma senhora de grandes virtudes, ligada à família por íntima amizade.  Embora branda e suave no modo de educar a menina, com firmeza aplicou os princípios sãos da pedagogia cristã, acostumando a educanda às práticas de  uma mortificação prudente e moderada. Regra, cuja observação exigia e que por Santa Mônica era fielmente observada, era não tomar alimento de espécie alguma, a não ser na hora  das refeições.   Apesar deste regime salutar, deixou-se  Mônica  levar por uma natural inclinação ao vinho. Devido à sua sobriedade e espírito de mortificação, era ela de preferência mandada  à adega, buscar vinho para a mesa. A ocasião de levar o precioso e  saboroso líquido, era demais propícia, para que  não fosse  aproveitada pela menina.  Como não houvesse nenhuma reprovação da parte dos pais que, aliás, nada podiam suspeitar, Mônica adquiriu o costume de beber vinho.
Deus , porém , enfastiou-a de  um hábito,  que mui facilmente poderia  ter-se transformado num vício pernicioso.  Em uma daquelas contendas, que soem haver na vida familiar e  entre a criadagem, Mônica foi ofendida por uma palavra mordaz de uma criada, a qual, num ímpeto de raiva, a chamou de beberrona, dizendo  que não havia mais em casa que não soubesse das libações clandestinas. Mônica, não tanto pela ofensa que sofrera, porém, mais pelo conhecimento do seu proceder incorreto, tomou a  resolução de  abster-se completamente do vinho, propósito  que cumpriu  rigorosamente.
Pouco depois, recebeu o santo Batismo, cuja graça conservou por toda a  vida, pela pureza da fé e  pela santidade de  vida.  Grande foi a sua caridade  para com os pobres. Sabendo que era difícil conservar-se na graça de Deus, evitava  os divertimentos profanos, fugia das ocasiões perigosas e desprezava as  exigências e extravagâncias da moda.
Tendo  chegado à cidade própria, os pais casaram-na  com um cidadão de Tagaste, na África, de nome Patrício, que era filho de  família ilustre, mas pobre, pagão e  homem de sentimentos  rudes. O caráter  indômito e violento do marido era para a esposa uma fonte de sofrimentos e  provações,  as mais duras.  Mônica  sofreu tudo  com paciência e mansidão, não respondendo a Patrício, senão por obras de uma caridade  sem limites e pela oração.  Longe de  se  queixar ou prestar ouvido às más línguas, que procuravam semear-lhe discórdias  no lar, Mônica defendia o marido e não tolerava que o difamassem em sua presença. Deus recompensou esta dedicação, tendo Mônica a satisfação de ver a conversão do marido. Do seu matrimônio, Mônica teve dois filhos, Agostinho e Navígio e uma filha Perpétua,  que se fez  religiosa.  O mais velho, Agostinho,  causou grandes amarguras  à mãe, até que enfim,  pela conversão e completa  mudança de vida, se lhe tornou uma  glória.
Embora não lhe deixasse faltar bons  conselhos e apesar de o educar  nos princípios  da Religião Católica, a vivacidade, a inconstância e  a  volubilidade  do filho inspiravam à boa mãe sérios cuidados e  abriram-lhe  uma expectativa pouco lisonjeira para o futuro do menino. Por este motivo e temendo que perdesse a graça do Batismo, não o apresentou para ser batizado. Os fatos provaram como eram fundados  os receios  da mãe. Agostinho desde os verdes anos se  inclinou para o mal e mais tarde se  filiou à seita dos Maniqueus.
Dezessete anos contava Agostinho, quando perdeu o pai. Para continuar os estudos, dirigiu-se  para Cartago. O Coração de Mônica sofreu atrozmente com as  notícias  desoladoras, que continuamente  recebia do filho. Tão magoada ficou, que chegou a fechar a  este  a porta da sua casa. Deus, porém,  consolou-a em visões misteriosas, mostrando-lhe a futura conversão de Agostinho. Confortada desta sorte, consentiu que este tornasse a morar em sua casa e lhe assentasse à mesa.
Nem assim deixou de rezar constantemente pela conversão do filho e  pedir a outros que o mesmo fizessem. Recomendou-o a diversos bispos, entre estes a um, que também tinha pertencido à seita dos Maniqueus. Este muito a animou, dizendo-lhe: "O coração de  teu filho não está ainda preparado, mas Deus determinará o momento. Vai e  continua a rezar: é impossível que se perca um filho de tantas lágrimas".
De fato, soou a hora da conversão de  Agostinho. Este que era a lente da arte retórica em Cartago, começou a  conhecer os erros da  seita dos Maniqueus e  a experimentar nojo dos seus vícios. De Cartago dirigiu-se Para Roma e  de lá para Milão, onde Santo Ambrósio era Bispo.
Sabendo do plano de  seu filho, de ir para Roma, Mônica quis acompanhá-lo. Agostinho, porém,  soube habilmente se  furtar à companhia da mãe. Sem avisar, tomou um outro navio e quando ela chegou ao lugar do embarque, ele  já havia partido.
Mônica sabendo da mudança do filho para Milão, seguiu-o e teve o consolo de ouvir de Santo Ambrósio, que o filho já se tinha convertido. Em 387 receberam Agostinho, seu filho Adeodato e  o amigo Alípio o santo Batismo.
Agostinho resolveu então voltar, com a mãe para a África. Chegando a Ostia, disse-lhe ela:  "Vendo-te hoje cristão Católico, nada mais me resta a  fazer neste mundo".  Caiu em uma doença grave e morreu, tendo alcançado a  idade de 56 anos. O Filho Agostinho, nas suas célebres "Confissões" , erigiu um monumento indelével à memória da santa mãe.
O Papa  Alexandre III colocou o  nome de Santa Mônica entre Santos da  Igreja Católica. Sob o pontificado de Martinho V (1430) foi o  corpo de Santa Mônica transportado para  Roma e  depositado na Igreja de Santo Agostinho.
A devoção a  Santa Mônica tomou novo incremento pelo fato de  ser ela declarada Padroeira das Associações das Mães Cristãs. De Santa Mônica podem as mães aprender o interesse que devem ter pela  salvação dos filhos.
Reflexões:
Santa Mônica tinha mau marido e  mau filho.  Ambos se  converteram devendo-se atribuir-lhes  a conversão,  à paciência, à caridade, às penitências e  orações da  santa esposa e mãe.  A conversão de um pecador  é um grande milagre, que só de Deus se pode esperar, pelas obras de piedade, nunca, porém, pela impaciência, por palavras pesadas, imprecações, pragas  e  maldições.
Esposas e mães!  Aprendam com o  exemplo de vida de Santa Mônica,  que com muita oração, piedade e  temor a Deus pode-se corrigir a conduta dos maridos e filhos malvados ou pagãos.
A filosofia terrena nos tenta  perverter as santas  atitudes.  "Renuncie ao sofrimento",  "tens o direito de ser feliz", nos diz o mundo. Quando as circunstâncias no matrimônio não nos são favoráveis, logo surgem em nossos ouvidos conselhos malignos convidando a abjurar ao sacramento do matrimônio. Bem disse recentemente o Papa Bento XVI ser o divórcio uma "praga social" que disseminou-se pelo mundo nos dias atuais. Santa Mônica  não seguiu e nem nós, devemos  seguir  conceitos  mundanos.  Na hora da necessidade,  devemos suplicar a Deus e em Deus nos apoiar.  Não somos  cidadãos do mundo. Somos  cidadãos com os olhos voltados para o Céu, onde encontra-se a  verdadeira felicidade. Não é à toa  que o divino Mestre nos diz:  "Pois que aproveitará ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder a sua alma?" ou ainda: "Se o mundo vos odeia, sabei que me odiou a  mim antes que vós. Se fôsseis  do  mundo, o mundo vos amaria como sendo seus. Como , porém, não sois  do mundo, mas do mundo vos escolhi, por isso o mundo vos odeia" (Jo 15, 18 - 20) .
Peçamos a intercessão de Santa Mônica para que verdadeiramente nos  preocupemos com o principal:  "Educar os  filhos na doutrina e no temor de Deus", com a paciência dos santos, que tudo espera e tudo sofre, na certeza de que só pelo caminho da Cruz é que poderemos garantir a nossa salvação e das pessoas mais próximas que conosco convivem, ou seja,  nossa família.
Fonte: Página Oriente em 2016

Santa Mônica

NascimentoPor volta do ano 332
Local nascimentoTagaste - África
OrdemMãe de Santo Agostinho
Local vidaÓstia - África
EspiritualidadeCasou-se com Patrício, um homem de caráter difícil, propício à ira, mas teve o consolo de ver o seu batismo um ano antes que morresse. Igual dificuldade teve, por incrível que pareça, com seu filho mais rebelde, futuro Santo Agostinho. Depois de dezesseis anos de reza e lágrimas, teve a felicidade não só de ver a conversão de seu filho, mas de vê-lo desprezar as alegrias terrenas para servir somente a Deus. Hoje podemos saber de sua existência graças a esse seu filho, que tão docemente a mencionou nas suas Confissões. Santa Mônica morreu, aos 55 anos, no ano de 387.
Local morteÓstia - África
MorteNo ano 387, ao 55 ano s de idade.
Fonte informaçãoSanto Nosso de cada dia, rogai por nós
OraçãoÓ Santa Mônica, que pela oração e pelas lágrimas alcançastes de Deus a conversão de vosso filho transviado, depois santo, Santo Agostinho, olhai para o meu coração, amargurado pelo comportamento do meu filho desobediente, rebelde e inconformado, que tantos dissabores causou ao meu coração e à toda a família. Que vossas orações se juntem com as minhas, para comover o bom Deus à fim de que ele faça meu filho entrar novamente ao bom caminho. Santa Mônica, fazei que o Pai do Céu chame de volta à casa paterna o meu filho pródigo. Dai-me esta alegria e serei muito agradecida(o). Santo Agostinho, rogai por nós. Santa Mônica, atendei-me. Amém.
DevoçãoPrincipalmente à oração
PadroeiroDas esposas, dos filhos que precisam de conversão
Outros Santos do diaOutros santos do dia: Mônica, Rufo (bispo); Eulália (Virgem); Marcelino, Manea, João, Serapião, Pedro, Antusa (mrs); Cesáreo, Licério, Siagrio, João, Namo (bispo); Margarida (Virgem); Pemão (na); Sabas e Alexandre (Márts).
Fonte: ASJ em 2015

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA 27/08/2013

Ano C


Mt 23,23-26

Comentário do Evangelho

A lei visa proteger a vida e a liberdade Povo de Deus.

O objeto da crítica de Jesus aos escribas e fariseus é a hipocrisia deles.
Hipócrita é a palavra para dizer do ator de teatro que representa uma peça. A hipocrisia dos escribas e fariseus consiste, no que se refere à Lei de Moisés, na dissociação entre dizer e fazer (v. 23).
A Lei é expressão do amor de Deus por seu povo e visa proteger a vida e a liberdade dos membros do Povo de Deus. É inadmissível um modo de praticar a Lei que prescinda da misericórdia e do amor – é distanciar-se do espírito da Lei (cf. vv. 23-24). A prática obsessiva da Lei de Deus cega e fecha o coração para a necessidade dos outros. Nós sabemos, pelas controvérsias galileanas de Marcos (2,1-3,6), com suas paralelas em Mateus, o quanto a misericórdia esteve ausente dos adversários de Jesus: “No dia de sábado, é permitido fazer o bem ou o mal, salvar uma vida ou perdê-la?” (Mc 3,4). O amor, a fidelidade, a misericórdia precedem e têm precedência sobre tudo.
O interior, a “pureza de coração” (cf. Mt 5,8; Mc 7,20-23), é mais importante que o exterior, a aparência (vv. 25-26). O que importa é uma verdadeira purificação interior, uma verdadeira e profunda conversão.

Vivendo a Palavra

A reiterada condenação de Jesus ao jeito de viver dos fariseus e doutores da Lei tem sua razão de ser: pelos séculos afora existem sempre os que mascaram sua omissão dos deveres essenciais da justiça e da fraternidade, cumprindo as minúcias da Lei – sem dúvida importantes, mas não suficientes. Jesus mostrou que o Espírito dos Mandamentos é o Amor.

Reflexão

O Evangelho de hoje é a continuação do de ontem, de modo que a nossa reflexão também é uma continuidade da de ontem. Um dos meios através dos quais tornamos a nossa religião superficial e unilateral é o formalismo religioso, que faz com que sejamos capazes de cumprir até mesmo os menores preceitos, mas tiram da nossa vida o mais importante que são os ensinamentos fundamentais para a nossa vida como a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Ser verdadeiramente cristão significa ser capaz de viver os valores do Reino e não simplesmente o cumprimento de rituais e a capacidade de falar coisas bonitas e poéticas a respeito de Deus.

Meditação

Quem se preocupa com coisas insignificantes, se esquecendo dos grandes problemas que nos envolvem, alerta Jesus. Cite algum exemplo concreto.
- Ai de quem cuida de coisas exteriores secundárias e se esquece do que vai no íntimo de seu coração, alerta novamente Jesus. Cite algum exemplo. - Sinto-me feliz? Por quê? - Seria porque sou coerente em meu modo de viver? - Jesus quer nos levar a pensar na grande distância que existe entre a realidade interior e a aparência. É o tal do “parece mas não é!”
Padre Geraldo Rodrigues, C.Ss.R

Comentários do Evangelho

1 - “AI DE VÓS...” – Olívia - Dia 27 de Agosto de 2013 - Evangelho de Mt 23,23-2

Estamos constantemente observando o outro, pena que nesta nossa observância, não adentramos no seu coração, ficamos somente no seu exterior, e assim, vamos analisando-o pela aparência.
Observando  o outro, não nos observamos, e no desejo de passar  uma imagem que impressiona, não cuidamos do principal: o nosso interior!  Preocupados com a  nossa estampa, não  regamos a sementinha  do amor, que Deus plantou no mais profundo do nosso ser!
O nosso tempo de vida terrena é curto, por isso não podemos perder tempo com pormenores que nada nos acrescenta, que só nos impede de viver as alegrias da fé,  da fé que nos dá a certeza de que nunca estamos sós, de  que existe uma força maior que não nos deixa esmorecer diante às adversidades da vida!
Em todos os seus ensinamentos, Jesus sempre  deixou claro que a vida deve estar em primeiro lugar e que a lei que deve nos reger é a Lei do amor!
O evangelho que a liturgia de hoje nos apresenta, chama a nossa atenção para o essencial da vida, a prática do amor que passa pela justiça.  Jesus é muito claro, Ele condena  a hipocrisia daqueles que deveriam cuidar da vida,  fazendo um lamento diante dos líderes  que impunham pesados fardos sobre os ombros  do povo, se isentando  de quaisquer  responsabilidade com eles.
Jesus critica a postura dos mestres da lei e fariseus, que tentavam mostrar através das aparências, o que na verdade eles não eram. Diziam-se  cumpridores da lei, quando na verdade,  desprezavam  o que é de mais precioso para Deus : a vida humana! “Ai de vós Mestres da lei e fariseus hipócritas!
Para os fariseus e mestres da lei, religião, era cumprir preceitos, normas, rituais estéreis, o que aos olhos de Deus não acrescentavam nada.
Observando rigorosamente os pormenores, eles deixavam de lado o mais importante: a vida! Atrás de uma aparente  pureza, estava  escondida a dureza dos seus corações.
O texto nos convida a refletir sobre a nossa fé e a nossa vivencia religiosa, devemos ser coerentes entre o que falamos e o que vivemos.
Deus não nos olha externamente, para Ele, não importa a nossa cor, nossa posição social e nem mesmo a nossa religião, para Deus, o que importa  é  o que cultivamos de bom no nosso interior.
É de um coração puro, que brotam as mais belas atitudes de amor!
De nada adianta os nossos atos externos, se eles não retratam o que na verdade somos interiormente!
Aos olhos de Deus, a prática exterior só encontra seu verdadeiro sentido, quando é uma expressão do que realmente se crê e se vive, do contrário, são práticas vazias que nada significam, pois mostram  o que na verdade não se é, e não se vive!
O que verdadeiramente agrada a Deus é um coração  livre das maldades, das ambições...
Deixemos, pois,  que o nosso coração se encha do amor que liberta, que nos torna sinal da presença de Deus no mundo.
FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia

2 - “Um bem humorado bate papo com Mateus” -Diac. José da Cruz - TERÇA FEIRA DA 21ª SEMANA DO TC – 27/08/2013

1ª Leitura - 1 Tessalonicenses 2, 1-8
Salmo 138 (139), - “Senhor, vós me perscrutais e me conheceis”
Evangelho - Mateus 23, 23-26

Embora pareça tão claro por ser quase que uma repetição do de ontem, achamos oportuno aprofundar  a reflexão em uma conversa com o autor desse evangelho.
Anônimo __São Mateus, parece que logo de início Jesus está dizendo sobre dízimo, que o pessoal pagava em espécie, parece que ele não quer que pague o dízimo?
São Mateus __( rindo) Nada disso, o que o nosso Mestre dizia, em mais esse confronto com os Fariseus, era exatamente que não adianta só pagar o Dízimo e achar que  está muito bom.
Anônimo _____ Olha que coisa, pensei mesmo nisso, da pessoa ofertar o dízimo e achar que é uma prestação paga, para ter direito a ir para o céu!
São Mateus____ Bem pensado, é por aí mesmo, os Fariseus cumpriam a lei ao pé da letra, nos mínimos detalhes, mas naquilo que lhes interessava. Eles deixavam de lado as coisas mais importantes.
Anônimo _____ Pagavam o dízimo em espécie até de plantas rasteiras como a hortelã e a erva doce, mas parece que Justiça, misericórdia e fidelidade, não era com eles?
São Mateus ____ Isso mesmo, e você sabe o que isso significa?
Anônimo ____ Que falta sinceridade e coerência, seria isso?
São Mateus ____Exatamente, e quando faltam essas duas coisas, sinceridade e coerência, cai naquele adágio popular que vocês conhecem “Por Fora bela viola, por dentro pão bolorento”.
Anônimo ____Ah entendi...Religião brota aqui de dentro, é coisa do coração, é uma postura íntima Eu e Deus....
São Mateus_____ Exatamente. Vive-se a Fé e a celebra em Comunidade, mas cada um deve ter para com Deus essa relação íntima, da qual toda a exterioridade é apenas um sinal.
Anônimo ____Mas São Mateus, e quando a coisa fica apenas no sinal exterior, porque parece que isso que está tirando o Mestre do Sério diante dessa gente falsa e fingida?!
São Mateus ____ Certo! Quando isso acontece você tem o Farisaísmo e a Hipocrisia, em lugar da sinceridade e do testemunho, apresentando-se uma vida de Fé, mas que é só de fachada, sem compromisso com os irmãos.  Mas você que está aí na Pós modernidade, diga a palavra final, olhando para a sua comunidade e para você mesmo....
Anônimo ___Bom, Jesus pede para que tiremos a máscara, para que pareçamos menos e façamos mais. Vixe! A coisa não é lá com eles há dois mil anos atrás, o assunto é com nós da Igreja do ano 2013

3 - Ai de vós escribas e fariseus hipócritas!- José Salviano - 27 de agosto - Evangelho - Mt 23,23-26

Jesus critica severamente os escribas e fariseus porque eles  desprezavam os preceitos mais importantes da lei, que era: a justiça, a misericórdia, a fidelidade. A hipocrisia dos fariseus e escribas com relação à religiosidade era algo que eles não conseguiam disfarçar, não obstante a sua falsa aparência de santos. Eles se fecham para não perder prestígio e poder, julgando-se justos e perfeitos desprezavam o povo humilde e excluído da sociedade. Jesus que enxerga além das aparências daqueles falsos santos denuncia toda a sua falsidade. Por outro lado, Jesus, no estilo profético, contradisse a religião da Lei que oprime e humilha o povo com suas inumeráveis observâncias, favorecendo aqueles que subjugavam o povo em nome de Deus. E estes mandatários ou representantes da elite religiosa procuram manter as aparências, porém falta o essencial, que é a acolhida da pessoa de Jesus, e o seu plano de salvação com seu amor misericordioso, libertador e vivificante.
Jesus é duro em suas advertências chegando a chamar os Fariseus de cegos e de hipócritas que limpam o exterior dos seus corpos enquanto por dentro continuava sujo de pecados.
Prezados irmãos: Será que Jesus no evangelho de hoje está dizendo alguma coisa para nós?  Será que nós também não lavamos muito bem o nosso corpo e até passamos perfume e deixamos a nossa alma embaçada pelo pecado?  Ou será que nós procuramos manter uma aparência de santos, de quem observa todos os mandamentos de Jesus, e tudo mais, porém, na realidade, não passamos de pecadores maiores que aqueles que ao ver as nossas aparências de justos se sentem pequeninos em relação a nós?
Irmãos: Não sejamos hipócritas como os Escribas e Fariseus. Vamos procurar viver o que nós ensinamos, pregamos e aparentamos ser perante a comunidade cristã! Pois não nos esqueçamos que Deus que vê tudo vai um dia nos julgar.
Sal

4- “justiça, a misericórdia e a fidelidade” - Helena Serpa - 27 de agosto - Evangelho – Mateus 23, 23-26 – “justiça, a misericórdia e a fidelidade”

Penetrando no coração dos mestres da lei e dos fariseus, com muita sabedoria Jesus denunciava o que havia de escondido por debaixo da sua aparente “retidão! Sem nenhuma dúvida ou temor Jesus os chamava de “hipócritas” por causa da sua incoerência de vida. Da mesma forma como falava para os mestres da lei e para os fariseus, Ele também poderá dirigir-se a qualquer um de nós que nos enaltecemos em vista das nossas “boas ações” e nos nomear de hipócrita. Nós também, como os antigos, podemos estar pagando o dízimo de todos os nossos proventos e até promovendo o bem comum, no entanto, ao mesmo tempo, poderemos estar agindo como guias cegos, se as nossas atitudes não estiverem servindo de suporte para alguém. Se, estivermos praticando o bem apenas para aparecer e chamar a atenção, damos prova de que estão nos faltando os ensinamentos mais importantes para a nossa vivência cristã, que são, a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Isto poderá estar acontecendo quando estivermos aproveitando as ocasiões em que todos tomam conhecimento das nossas boas obras, ou nossa participação em campanhas que têm como objetivo somente a nossa promoção pessoal. Por isso, o nosso exterior aparece sem manchas, todavia o nosso interior está cheio de maldade. Por isso, Jesus nos adverte enquanto é tempo: “limpa primeiro o copo por dentro, para que também por fora fique limpo”. Podemos enganar a todos, mas não enganamos a Deus que sonda o nosso coração e conhece o que há de mais camuflado dentro de nós. A justiça, a misericórdia e a fidelidade, portanto, se constituem em atos concretos de amor. Somos chamados a dar o dízimo e a fazer o bem, mas tudo com sentido e, por amor! Que a regra de ouro da nossa vida seja TUDO FAZER POR AMOR! – Com que finalidade você tem contribuído com o dízimo? – Você acha que Deus está vendo as suas ações de caridade? – Você tem sido fiel, justo (a) e misericordioso (a) com as pessoas com quem você convive? – Você faz alguma coisa para aparecer?
Helena Serpa

5 - Somos árvores frutíferas -  Alexandre Soledade

Bom dia!
Domingo, Frei Ari disse uma coisa que muito tocou o coração: “Somos arvores frutíferas, que no fim da vida, veremos e contabilizaremos em nosso tronco a quantidade de galhos e brotos quebrados; lascas e pedaços retirados pelas pedradas que levamos, pois árvores que dão frutos são assim, passamos a vida a levar pedradas, enquanto aqueles que se preservam inteiros e sem frutos, só lhes restam fazer sombra”.
Muitas pessoas se dizem incomodadas quando veem alguém não fazendo coisa alguma, mas como é intrigante também a quantidade de pessoas que se incomodam ao ver alguém trabalhando, e o pior, quando o que fazem, da certo!
Brinco muito com a história do padroeiro de nossa comunidade – São Sebastião. Somos de fato, espelhos de sua vida. Alguns pensam que ele morreu vítima das flechadas, como a imagem que conhecemos sugere, mas não. Sebastião foi encontrado semimorto, recuperou-se e ao invés de sossegar, voltou e morreu apedrejado. Quando falo que somos o reflexo de nosso padroeiro, digo isso na íntegra. Levamos flechadas dos “irmãos” no domingo, mas não paramos por isso. – voltamos terça-feira pra levar as pedradas. (risos).
Eu costumo dizer que as pancadas (ou pedradas) mais doloridas vêm de “fogo amigo”. Esse termo se refere a uma denominação militar em que o soldado em campo de batalha é atingido por uma bala ou bombardeio do mesmo exercito por qual luta. Quantos de nós já não fomos atacados pelo fogo “invejoso” amigo (da onça)? Quantos de nós, já pensamos em desistir, largar a coordenação de um movimento ou de uma pastoral por esses irmãos que ainda não aprenderam como atirar? Até Jesus foi vítima do fogo amigo de Judas!
“(…) Não te irrites por causa dos que agem mal, nem invejes os que praticam a iniqüidade, pois logo eles serão ceifados como a erva dos campos, e como a erva verde murcharão. Espera no Senhor e faze o bem; habitarás a terra em plena segurança. Põe tuas delícias no Senhor, e os desejos do teu coração ele atenderá. Confia ao Senhor a tua sorte, espera nele, e ele agirá. Como a luz, fará brilhar a tua justiça; e como o sol do meio-dia, o teu direito. Em silêncio, abandona-te ao Senhor, põe tua esperança nele. Não invejes o que prospera em suas empresas, e leva a bom termo seus maus desígnios. Guarda-te da ira, depõe o furor, não te exasperes, que será um mal, porque os maus serão exterminados, mas os que esperam no Senhor possuirão a terra”. (Salmo 35/36, 1-9)
Esse fim de semana, digitava eu com uma amiga do Pedregal (comunidade Santo Antonio), relatava ela do cansaço véspera de um retiro. Um parêntese: O padroeiro é o reflexo do apadrinhado mesmo. Santo Antônio é reconhecido como aquele que esteve em dois lugares ao mesmo tempo. O que se esperava de alguém que esta nessa comunidade? Estou aqui e ali ao mesmo tempo! (risos)
Voltando (…). Divaguei para ela que precisamos entender um pouco mais de geografia. Quanto maior a área de pressão maior é a força dos ventos. Quanto maior forem as dificuldades, a inveja, a cobiça, a ganância, maior será a força dos ventos do Espírito Santo em nossas obras, em nossa vida e em nossas atitudes.
“(…) Sobreveio a lei para que abundasse o pecado. Mas onde abundou o pecado, superabundou a graça“. (Romanos 5, 20)
Quanto aos fariseus, temos que compreender que não deixarão de existir. Rezemos por eles.
Um imenso abraço fraterno.

Liturgia comentada

O dízimo da hortelã... (Mt 23,23-26)
Não, a Lei mosaica detalhada pelos rabinos judeus não mandava pagar esse tipo de dízimo. Esta lembrança é quase uma ironia de Jesus ao fazer distinção entre as coisas fundamentais da relação com Deus e as minúcias insignificantes que podem se infiltrar nessa mesma relação.
Eis o comentário da Bíblia de Navarra: “A hortelã, o endro (ou anis) e o cominho são ervas que os judeus cultivavam e empregavam para aromatizar as casas ou para condimentar a comida. Sendo produtos insignificantes, não entravam no preceito mosaico do pagamento dos dízimos (Lv 27,30-33; Dt 14,22ss); este dizia respeito aos animais domésticos e a alguns produtos mais correntes do campo: trigo, vinho, azeite etc. Não obstante, os fariseus, para ostentar o seu respeito escrupuloso pela Lei, pagavam os dízimos inclusive daquelas ervas. Era uma falsa manifestação de generosidade e de acatamento da Lei. O Senhor não a despreza nem a rejeita, apenas restabelece a ordem das coisas. É inútil cuidar os pormenores secundários, se não se cuidam as coisas fundamentais e verdadeiramente importantes: a justiça, a misericórdia e a fidelidade”.
Aí está: restabelecer a ordem das coisas. Em outros termos, uma hierarquia de valores na prática religiosa. A celebração eucarística vale mais que o grupo de oração. Pena que os fiéis só chegaram para o grupo... A confissão auricular vale mais que a procissão. Pena que o confessionário continua vazio... A formação catequética vale mais que o bingo paroquial. Pena que só este último atrai multidões...
Filtramos o mosquito. Engolimos o camelo. Certamente, não é isto que o Senhor espera da comunidade cristã. Há coisas importantes que - há bom tempo - estão sendo relegadas a segundo plano em nossa vida religiosa. Os casais que vão à missa também rezam em casa? Os fiéis que aplaudem o Lecionário no templo ainda encontram tempo, em casa, para a leitura pessoal da Bíblia? As viagens aos santuários da Europa substituem a visita aos doentes da comunidade?
Em boa parte, os grupos que se apresentam como “renovados no Espírito” têm merecido reprovação dos párocos exatamente pela incapacidade de estabelecer uma adequada hierarquia quanto às práticas religiosas. O aparente entusiasmo com as coisas de Deus não se traduz no humilde compromisso com as necessidades imediatas da Igreja.
Ora, o futuro da Igreja (ainda mais com a falta de ministros ordenados e as restrições e perseguições que se anunciam...) está em pequenas comunidades reunidas em torno da Palavra de Deus, firmes na oração comum, comprometidas com a ajuda mútua, autênticos pulmões para a respiração da Igreja. E isto não é hortelã. É trigo integral...
Orai sem cessar: “Meu coração está pronto, ó Deus!” (Sl 57,8)
Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.
santini@novaalianca.com.br

HOMILIA DIÁRIA

Mulher, jamais perca a esperança

Estou pedindo a Santa Mônica que interceda por você, mulher, interceda pelas suas lágrimas, pelas suas dores. Nunca perca a esperança, porque o Senhor está contigo.

A liturgia de hoje nos apresenta a intercessão de Santa Mônica, mãe de Agostinho, o qual vamos celebrar no dia de amanhã.
Hoje, as mulheres têm em Santa Mônica um exemplo de mãe, esposa e mulher de Deus acima de tudo. Santa Mônica tem as virtudes que uma mulher precisa ter no exercício da sua missão, e a primeira delas é a paciência. Como ela foi paciente com os sofrimentos que teve com o marido que não quis saber de Deus! Paciência com o filho que se perdeu ao longo da vida, apesar de toda boa educação que Mônica lhe deu! Ele se perdeu nos caminhos da vida. Quantas lágrimas, quanto suor, quanto trabalho esse filho deu ao coração dessa mãe!
Mônica é o exemplo da mãe paciente, mas é também o exemplo da mulher de fé. Nunca desanimou, nunca se desesperou, nunca perdeu a sua confiança em Deus; ela acreditou que a hora da graça poderia chegar e, por isso, intensificou suas orações. E quanto mais ela rezava, mais as coisas pareciam piorar. Nem por isso ela desanimou. Suas lágrimas, convertidas em oração de fé e confiança, trouxeram a conversão do seu marido no leito ainda da cama, quando ele aceitou o Senhor na sua vida. Trouxe, sobretudo, a conversão do seu filho, Santo Agostinho, o qual se tornou uma das maiores referências da Igreja.
Quero olhar, hoje, para o coração de cada mãe, daquelas que estão tristes, desanimadas, que se desesperam diante das situações dos seus filhos, e dizer a elas: “Mãe, não desanime, porque Deus está contigo. Mãe, o Senhor é a sua luz, sua segurança. Olhe para Ele”.
Ainda que a situação em sua casa seja difícil, ainda que o seu marido não a ajude nesse trabalho, conte com a graça de Deus. Estou pedindo a Santa Mônica que interceda por você, mulher, interceda pelas suas lágrimas, pelas suas dores. Nunca perca a esperança, porque o Senhor está contigo. Ele é a sua luz, a sua proteção, é Aquele guia sua vida. Não importa quantos anos você tem passado em oração, pedindo pela conversão da sua casa e da sua família, o importante é continuar sendo canal da graça d’Aquele que traz luz, que traz a graça de Deus para dentro da sua casa.
Que o Senhor abençoe nossas mulheres, que Ele conceda a cada uma delas a graça da paciência, da fé e da confiança n’Ele.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.

LEITURA ORANTE

Mt 23,23-26 - Jesus condena o farisaismo


Preparo-me para a Leitura Orante, rezando com todos os internautas:
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém
Espírito de verdade,
a ti consagro a mente e meus pensamentos:
ilumina-me.
Que eu conheça Jesus Mestre
e compreenda o seu Evangelho.
Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida,
tem piedade de nós.

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente o texto: Mt 23,23-26, e observo pessoas, palavras, relações, lugares.
Ai de vocês, mestres da Lei e fariseus, hipócritas! Pois vocês dão a Deus a décima parte até mesmo da hortelã, da erva-doce e do cominho, mas não obedecem aos mandamentos mais importantes da Lei, que são: o de serem justos com os outros, o de serem bondosos e o de serem honestos. Mas são justamente essas coisas que vocês devem fazer, sem deixar de lado as outras. Guias cegos! Coam um mosquito, mas engolem um camelo!
- Ai de vocês, mestres da Lei e fariseus, hipócritas! Pois vocês lavam o copo e o prato por fora, mas por dentro estes estão cheios de coisas que vocês conseguiram pela violência e pela ganância. Fariseu cego! Lave primeiro o copo por dentro, e então a parte de fora também ficará limpa!
Neste texto estão os "ais" - ao todo, sete "ais" - de Jesus aos mestres da Lei e aos fariseus. Esta forma de dizer significa condenação a qualquer dominação da consciência, com a própria incoerência de vida. Jesus os chama de "guias cegos" que pretendem guiar os outros. Observam coisas mínimas e não enxergam as principais. Por isso, se usa, hoje, o termo "farisaísmo" para quem só aparenta e não vive o que prega. Jesus diz ainda que estes não obedecem ao mandamentos mais importantes da Lei - o amor a Deus e ao próximo - a justiça, a misericórdia e a honestidade. E conclui com a expressão "fariseu cego", lave primeiro o copo por dentro.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para mim, hoje?
É difícil, mas também eu devo me questionar.
O que significa para mim, para o mundo de hoje, ser fariseu?
Quem é o fariseu, hoje?
Quem são os "guias cegos"?
Jesus pede justiça, misericórdia e honestidade.
Tenho facilidade de julgar as outras pessoas e esqueço-me de ser uma pessoa justa?
Gosto de ser tratado/a com misericórdia e não sou uma pessoa misericordiosa?
E sou honesta nas minhas relações?
Os bispos na Conferência de aparecida disseram: "A Igreja é chamada a repensar profundamente e a relançar com fidelidade e audácia sua missão nas novas circunstâncias latino-americanas e mundiais. Ela não pode fechar-se frente àqueles que só vêem confusão, perigos e ameaças ou àqueles que pretendem cobrir a variedade e complexidade das situações com uma capa de ideologias gastas ou de agressões irresponsáveis." (DAp 11)

3. Oração (Vida)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo, espontaneamente, com salmos ou outras orações e concluo,
com a canção do Padre Zezinho,
Verdades
Das verdades que Jesus nos ensinou
Uma delas não consigo esquecer
Que se um homem não tem nada pra comer
e um outro tem demais em sua mesa,
um dos dois vai pro inferno ao morrer.
Uma outra que em meu coração ficou muitas vezes
eu me recordo ao meditar,
quem quiser seguir os passos de Jesus
não se apegue a mais ninguém senão ao Reino
e por ele agarre firme a sua cruz.

Verdades que acredito, verdades de Jesus,
verdades que eu medito e que me trazem tanta luz.
verdades que você procura sem saber,
verdades que nós dois custamos tanto a entender.

Das verdades que ao partir Jesus deixou
eu recordo a do contexto social
que se alguém quiser subir de posição
lave os pés dos seus irmãos com quem convive
e lidere sem pisar no seu irmão.

4. Contemplação (Vida e Missão)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Meu novo olhar é para dentro de mim, verifico se sou coerente com a minha fé, nos meus relacionamentos com Deus e com o próximo.

Bênção
O Senhor te abençoe e te guarde.
O Senhor faça brilhar sobre ti sua face,
e se compadeça de ti.
O Senhor volte para ti o seu rosto e te dê a paz" (Nm 6, 24-26).
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Irmã Patrícia Silva, fsp

Oração Final
Pai Santo, dá-nos um coração puro! Que sejamos acolhedores para todos os irmãos do caminho, especialmente generosos e atentos às necessidades dos pobres e dos discriminados pela sociedade dos homens. Nós te pedimos por Jesus Cristo, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo.