domingo, 4 de outubro de 2026

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 05/10/2026

ANO A


Lc 10,25-37

Comentário do Evangelho

O bom samaritano no Evangelho e o mandamento do amor


No Evangelho de hoje, um mestre da Lei levantou-se para pôr Jesus à prova e perguntou o que deveria fazer para herdar a vida eterna. Jesus recordou-lhe o mandamento de amar a Deus de todo o coração e ao próximo como a si mesmo. Querendo justificar-se, o homem perguntou: “E quem é o meu próximo?”.

Em resposta, Jesus contou a parábola do homem que descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos de assaltantes, que o espancaram e deixaram quase morto. Um sacerdote e um levita passaram pelo mesmo caminho, viram o homem e desviaram-se. Por fim, um samaritano, estando de viagem, chegou perto, viu o homem e encheu-se de compaixão: curvou-se, curou as suas feridas com azeite e vinho, levou-o para uma hospedaria e cuidou dele. Ao refletirmos sobre O bom samaritano no Evangelho, compreendemos a ordem de Cristo: o importante não é debater em teoria quem é o próximo, mas tornar-se próximo de cada pessoa que sofre, praticando a misericórdia.
https://catequisar.com.br/liturgia/05-10-2026/

COMENTÁRIO AO EVANGELHO

Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, com toda a tua alma, com toda a tua força e com toda a tua mente, e teu próximo como a ti mesmo


Na resposta, o amor a Deus e ao próximo formam um único mandamento, unificando o que está dito na Lei (Dt 6,4-5; Lv 19,18). Só em Lucas, Jesus exemplifica a pergunta do especialista da Lei com a parábola do bom samaritano; ocasião apropriada para mostrar o significado e o valor do amor-compaixão. Neste reside o sentido da missão de Jesus em favor do ser humano, ferido de morte pela desobediência a Deus. Se a ação do sacerdote e do levita correspondia ao que estava na Lei mosaica: não tocar em quem podia estar morto, para não se contaminar (Lv 21,1-4; Ez 44,25), o samaritano, que também conhecia essa legislação, demonstrou possuir uma interpretação melhor dela: o bem do ser humano realiza a Lei, pois essa é a sua função. Ao reconhecer a moral da parábola, o especialista da Lei aprendeu o modo de concretizar o amor.
Pe. Leonardo Agostini Fernandes, ‘A Bíblia dia a dia 2026’, Paulinas.
Fontes: https://www.facebook.com/ParoquiaSantaCruzCampinas e https://www.comeceodiafeliz.com.br/evangelho/amaras-o-senhor-teu-deus-de-todo-o-teu-coracao-com-toda-a-tua-alma-com-toda-a-tua-forca-e-com-toda-a-tua-mente-e-teu-proximo-como-a-ti-mesmo-05102026

Reflexão

Mais uma tentativa de pôr Jesus à prova. Desta vez, o tema central é o conceito de “próximo”, bastante amplo na Bíblia, mas muito claro para Jesus, que o expressa através de sua pedagogia habitual – o uso das parábolas. No tempo de Jesus, alguns consideravam “próximo” apenas um parente ou amigo, outros ampliavam o conceito e o estendiam aos membros do mesmo povo ou nação. Hoje, muitos de nós ainda pensamos como os judeus do tempo de Jesus, pois temos grande dificuldade em considerar os imigrantes como “um de nós”, nosso próximo, a quem devemos acolher, cuidar e amar. Jesus mostra que o nosso próximo é todo ser humano, filho de Deus, independentemente da sua origem ou condição.
(Dia a dia com o Evangelho 2026)
https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/5-segunda-feira-12/

Reflexão

«Mestre, que devo fazer para herdar a vida eterna?»

Rev. Pe. Ivan LEVYTSKYY CSsR
(Lviv, Ucrnia)

Hoje, a mensagem evangélica assinala o caminho da vida: «Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração (...) e teu próximo como a ti mesmo!»(Lc 10,27) E porque Deus nos amou primeiro, leva-nos à união com Ele. Santa Teresa de Calcutá disse: «Nós necessitamos dessa união íntima com Deus na nossa vida quotidiana. Mas, como podemos consegui-la? Através da oração». Estando em união com Deus começamos a experimentar que tudo é possível com Ele, inclusive amar o próximo.

Alguém dizia que o cristão entra na Igreja para amar a Deus e sai para amar o próximo. O Papa Bento sublinha que o programa do cristão - o programa do bom samaritano, o programa de Jesus - é «um coração que vê». Ver e parar! Na parábola, duas pessoas vêem o necessitado, mas não param. Por isso Cristo repreende os fariseus dizendo: «Tendes olhos e não vedes» (Mc 8,18) Pelo contrário, o samaritano vê e para, tem compaixão e assim salva a vida ao necessitado e a si mesmo.

Quando o famoso arquiteto catalão Antonio Gaudí foi atropelado por um eléctrico, algumas pessoas que passavam não pararam para ajudar aquele ancião ferido. Não levava nenhum documento e pelo aspecto parecia um mendigo. Se tivessem sabido quem era aquele próximo, certamente teriam feito fila para o ajudar.

Quando praticamos o bem, pensamos que o fazemos pelo próximo, mas na verdade também o fazemos por Cristo: «Em verdade, vos digo: todas as vezes que fizestes isso a um destes mais pequenos, que são meus irmãos, foi a mim que o fizestes!» (Mt 25,40) E o meu próximo, disse Bento XVI, é qualquer pessoa que tenha necessidade de mim e que eu possa ajudar.

Se cada um, ao ver o próximo em necessidade, parasse e se compadecesse dele uma vez por dia ou por semana, a crise diminuiria e o mundo seria melhor. «Nada nos faz tão semelhantes a Deus como as boas obras» (São Gregório de Nisa).

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «Porque o objetivo que se nos foi indicado não consiste em algo pequeno, mas sim que nos esforcemos pela possessão da vida eterna» (São Cirilo de Jerusalém)

- «No programa messiânico de Cristo, que é a sua vez o programa do reino de Deus, o sofrimento está presente no mundo para provocar amor, para fazer nascer obras de amor ao próximo» (São João Paulo II)

- «Não podemos estar em união com Deus se não escolhermos livremente amá-Lo. Mas não podemos amar a Deus se pecarmos gravemente contra Ele, contra o nosso próximo ou contra nós mesmos: “Quem não ama permanece na morte. Todo aquele que odeia o seu irmão é um homicida: ora vós sabeis que nenhum homicida tem em si a vida eterna” (1Jo 3, 14-15)» (Catecismo da Igreja Católica, n° 1033)
https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-10-05

Reflexão

«Aquele que usou de misericórdia para com ele»

Ir. Lluís SERRA i Llançana
(Roma, Italia)

Hoje, um mestre da Lei faz a Jesus uma pergunta que talvez nos tenhamos feito mais de uma vez: «Que hei de fazer para ter como herança a vida eterna?» (Lc 10,25). Era uma pergunta feita com segundas intenções, pois queria pôr Jesus à prova. O mestre responde sabiamente o que diz a Lei, isto é, amar a Deus e ao próximo como a si mesmo (cf. Lc 10,27). A chave é amar. Se buscarmos a vida eterna, sabemos que «a fé e a esperança passarão, enquanto que o amor não passará nunca» (cf. 1Cor 13,13). Qualquer projeto de vida e qualquer espiritualidade cujo centro não seja o amor nos distancia do sentido da existência. Um ponto de referência importante é o amor a si mesmo, freqüentemente esquecido. Somente podemos amar a Deus e ao próximo desde nossa própria identidade.

O mestre da Lei vai mais longe ainda e pergunta a Jesus: «E quem é o meu próximo?» (Lc 10,29). A resposta chega através de um conto, de uma parábola, de historia curta, sem formulações teóricas complicadas, mas com um grande conteúdo. O modelo de próximo é um samaritano, quer dizer um marginado, um excluído do povo de Deus. Um sacerdote e um levita passam de longe ao ver o homem espancado e mal ferido. Os que parecem estar mais perto de Deus (o sacerdote e o levita) são os que estão mais distantes do próximo. O mestre da Lei evita pronunciar a palavra samaritano para indicar a quem se comportou como próximo do homem mal ferido e diz: «Aquele que usou de misericórdia para com ele» (Lc 10,37).

A proposta de Jesus é clara: «Vai e faze tu o mesmo». Não é a conclusão teórica do debate, e sim o convite a viver a realidade de amor, o qual é muito mais do que um sentimento etéreo, pois se trata de um comportamento que vence as descriminações sociais e que surge do coração da pessoa. São João da Cruz nos recorda que «ao entardecer da vida te examinarão o amor».
https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-10-05

Reflexão

O meu "próximo"

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje, no centro da história do bom samaritano, coloca-se-nos a questão fundamental: que fazer para ganhar a vida eterna. Jesus remete para a Bíblia, cuja resposta é indiscutível. Porém o tema deriva para uma questão prática, de elucidação ambígua naquele tempo: “Quem é o meu próximo?".

A uma pergunta tão concreta, Jesus respondeu com esta parábola… E aparece o samaritano, que não se pergunta até onde vai a sua obrigação de solidariedade, nem sequer quais são os méritos necessários para alcançar a vida eterna. Passa-se algo muito diferente: parte-se-lhe o coração e ele próprio se converte em "próximo", para além de qualquer consideração. Aqui a questão modifica-se: não se trata de estabelecer, de entre os outros, quem é ou não o meu próximo. Trata-se de mim próprio.

—Senhor, ajuda-me a ser uma pessoa que ama, uma pessoa de coração aberto que se comove perante a necessidade do outro. Então encontrar-me-ei a mim próprio, ou melhor, será ele que me encontra.
https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-10-05

Comentário sobre o Evangelho

Parábolas de Jesus: O bom samaritano


Hoje, Jesus conta a “Parábola do bom samaritano” para responder a um doutor da Lei que lhe perguntou: «Quem é o meu próximo?». Que pergunta! Acontece que aqueles doutores da Lei judeus tinham uma lista de critérios para certificar quem era ou não era o “seu próximo”.

- Para Jesus a resposta é categórica: tu próprio és o próximo daquele que sofre. Portanto, «faz tu o mesmo», sem rodeios!
https://family.evangeli.net/pt/feria/2026-10-05

Meditação

A Palavra: dos ouvidos ao coração!

“Mestre, que devo fazer para receber em herança a vida eterna?”. Diante dessa pergunta do mestre da Lei, Jesus Cristo afirma que é preciso amar a Deus e ao próximo. E para nos mostrar quem é o próximo, Ele nos relata a parábola do Bom Samaritano: um homem assaltado estava ferido à beira do caminho. Um sacerdote e um levita passam, olham e seguem a caminhada. Os que parecem estar mais próximos de Deus — o sacerdote e o levita — são os que estão mais distantes do próximo. Naquele caminho passa um samaritano, na época, desprezado pelos judeus. Como os outros, vê o homem à beira do caminho, mas a grande diferença é que ele, movido pela compaixão, aproxima-se e, com misericórdia, cuida do homem ferido. Há muitas pessoas caídas e feridas nos caminhos da vida. Não serão as palavras, mas as atitudes que demonstrarão se somos ou não misericordiosos.

Coleta
Ó DEUS, em São Benedito, o Negro, manifestais as vossas maravilhas, chamando à vossa Igreja todos os povos, raças e nações; concedei que, por sua intercessão, feitos vossos filhos e filhas pelo Batismo, convivamos em verdadeira fraternidade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=05%2F10%2F2026&leitura=meditacao

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