sexta-feira, 17 de julho de 2026

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 17/07/2026

ANO A


Mt 12,1-8

Comentário do Evangelho

Misericórdia e não Sacrifício


No Evangelho de hoje, Jesus passa pelas plantações de trigo num dia de sábado. Seus discípulos estavam com muita fome e começaram a arrancar espigas para comer. Ao verem isso, os fariseus — que eram muito apegados às regras — foram criticar Jesus, dizendo que aquilo era proibido fazer no dia de sábado, que era o dia de descanso.
Jesus, com muita paciência e sabedoria, defende os Seus amigos lembrando histórias da própria Bíblia, como quando o Rei Davi e seus companheiros estavam com fome e comeram os pães sagrados do templo. O Senhor encerra a conversa com uma frase que serve de lição para todos nós: “Se vós soubésseis o que significa: ‘Misericórdia eu quero, e não sacrifícios’, não teríeis condenado os inocentes. De fato, o Filho do Homem é senhor do sábado”. Jesus nos mostra que Deus não quer uma religião fingida ou cheia de cobranças duras; Ele quer um coração bom, que saiba ter compaixão e estender a mão para quem está passando necessidade.
https://catequisar.com.br/liturgia/17-07-2026/

COMENTÁRIO AO EVANGELHO

Se compreendêsseis o que significa: Misericórdia quero e não sacrifício, não teríeis condenado estes inocentes. Com efeito, o Filho do Homem é senhor do sábado


A advertência pontual dos fariseus torna-se compreensível se estivessem caminhando junto de Jesus e de seus discípulos. Sabe-se que só era permitido caminhar dois quilômetros no dia de sábado. Passar no meio de uma plantação podia ser uma estratégia para encurtar o percurso. A cena, porém, tem a ver com a missão; a fome revela seu objetivo, pois a messe está madura e deve ser colhida (Jo 4,34-38). A resposta de Jesus, ao citar Davi e seus companheiros, o coloca, com seus discípulos, na dinâmica messiânica pela qual se pode chegar ao entendimento e vivência da Torá. O foco recai sobre os vv. 6-8, a partir da frase “eu vos digo”, da qual decorrem duas afirmações sobre a relação do Messias com o Templo e com a vontade de Deus: ele não quer sacrifícios, mas atos de misericórdia, revelando o senhorio de Jesus sobre o sábado.
Pe. Leonardo Agostini Fernandes, ‘A Bíblia dia a dia 2026’, Paulinas.
Fontes: https://www.facebook.com/ParoquiaSantaCruzCampinas e https://www.comeceodiafeliz.com.br/evangelho/se-compreendesseis-o-que-significa-misericordia-quero-e-nao-sacrificio-nao-terieis-condenado-estes-inocentes-com-efeito-o-filho-do-homem-e-senhor-do-sabado-18072026

Reflexão

O livro do Êxodo 34,21 determina: “Trabalhe seis dias, mas no sétimo dia você descansará. Seja no plantio seja na colheita, você descansará”. É a aplicação concreta do quarto mandamento, que pede para santificar o dia de sábado. Com o passar do tempo, a casuística rabina elaborou uma lista enorme de “ações proibidas” no dia de sábado, tais como acender fogo, espremer uvas, caminhar mais do que 900 metros, trocar mercadorias, plantar… e colher espigas, que foi a ação realizada pelos discípulos de Jesus e criticada pelos fariseus. O Mestre, porém, demonstra a contradição desses preceitos acrescidos à Lei mosaica e que não passavam de puro ritualismo, desprovido de significado espiritual. Jesus é o Filho de Deus, portanto é também Senhor do sábado. Ele nos dá uma nova lei, o mandamento do amor, que conduz à justiça e à solidariedade.
(Dia a dia com o Evangelho 2026)
https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/17-sexta-feira-12/

Reflexão

«Misericórdia eu quero, não sacrifícios»

Rev. D. Josep RIBOT i Margarit
(Tarragona, Espanha)

Hoje, o Senhor se aproxima do campo cultivado da sua vida, para recolher frutos de sua santidade. Encontrará caridade, amor a Deus e aos demais? Jesus, que corrige a casuística meticulosa dos rabinos que tornava insuportável a lei do descanso sabático, por acaso terá que lhe lembrar que a ele só interessa o seu coração, a sua capacidade de amar?
«Olha, os teus discípulos fazem o que não é permitido fazer em dia de sábado!» (Mt 12,2). Disseram-Lhe isto convencido, isso é o que é incrível. Como proibir alguém de fazer o bem sempre? Alguma coisa deve-lhe lembrar que nada o desculpa de não ajudar aos demais. A caridade verdadeira respeita as exigências da justiça, evitando a arbitrariedade ou o capricho, mas impede o rigorismo, que mata o espírito da lei de Deus, que é um convite contínuo a amar, a dar-se aos demais.
«Misericórdia eu quero, não sacrifícios» (Mt 12,7). Repete-o muitas vezes, para gravá-lo em teu coração: Deus, rico em misericórdia, nos quer misericordiosos. «Que próximo Deus está de quem confessa sua misericórdia! Sim, Deus não anda longe dos contritos de coração» (Santo Agostinho). E quão longe estamos de Deus quando permitimos que o nosso coração se endureça como uma pedra!
Jesus Cristo acusou os fariseus de condenar os inocentes. Grave acusação. E você? Você se interessa de verdade pelas coisas dos demais? Os julga com carinho, com simpatia, como quem julga a um amigo ou a um irmão? Procure não perder o norte da sua vida.
Peça à Virgem que o faça misericordioso, que saiba perdoar. Seja benévolo. E se descobre na sua vida algum detalhe que destoe dessa disposição de fundo, agora é um bom momento para retificar, formulando algum propósito eficaz.

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «Doce é o nome da misericórdia; e se o nome é assim tão doce, quanto mais doce o será ela própria? Aquele que desejar alcançar misericórdia no céu deve praticá-la neste mundo» (São Cesáreo de Arles)

- «Esta palavra de Deus [Jesus] chegou-nos através dos Evangelhos, como uma das sínteses de toda a mensagem cristã: a verdadeira religião consiste no amor a Deus e ao próximo» (Bento XVI)

- «Proporcionando, com autoridade divina, a interpretação definitiva da Lei, Jesus colocou-Se numa situação de confronto com certos doutores da Lei (...), Isto vale sobretudo para a questão do sábado: Jesus lembra, e muitas vezes com argumentos rabínicos, que o repouso sabático não é violado pelo serviço de Deus ou do próximo (...)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 582)
https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-07-17

Reflexão

A misericórdia aperfeiçoa a justiça

Rev. D. Josep RIBOT i Margarit
(Tarragona, Espanha)

Hoje, o Senhor corrige a meticulosa casuística dos rabinos, que tornava insuportável a lei do descanso sabático. “Os teus discípulos fazem o que não é permitido fazer ao sábado”, disseram convencidos: isso é incrível!
Nenhum motivo dispensa de ajudar os outros. A verdadeira caridade respeita as exigências da justiça, evitando a arbitrariedade ou o capricho, mas impede o rigorismo, que mata o espírito da lei de Deus, que é um convite contínuo a amar, a dar-se aos outros. Deus, rico em misericórdia, quer-nos misericordiosos. E que longe está Deus quando o coração endurece como uma pedra! Jesus acusou os fariseus de condenar os inocentes. Grave acusação! Interessemo-nos de verdade pelas coisas dos outros e julguemos com carinho, com simpatia, como quem julga um amigo ou um irmão.
—Peço à Virgem que me faça misericordioso, que eu saiba perdoar e ser benévolo.
https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-07-17

Comentário do Evangelho

Jesus nos diz: «Misericórdia eu quero, não sacrifícios»


Hoje, temos de aguentar outra vez a raiva de alguns fariseus. Jesus e os seus discípulos estavam a atravessar uma seara. Talvez já fosse meio-dia e tinham fome. Começaram a apanhar espigas para comerem. Normal, não é? Pois alguns começaram a criticá-los. O problema não era comer o grão das espigas, mas é que era sábado… e ao sábado - segundo eles - não era lícito arrancar espigas (??).
- Se não rezarmos pomo-nos no lugar de Deus, inventamos leis e, em lugar de usarmos de misericórdia, começamos a perseguir os “inocentes que não pensam como eu”.
https://family.evangeli.net/pt/feria/2026-07-17

Meditação

A Palavra: dos ouvidos ao coração!

Era sábado, e os discípulos de Jesus Cristo, com fome, apanharam espigas para comer. Para os fariseus, essa atitude era uma afronta à sacralidade do sábado. Aparentemente, eles eram homens tementes a Deus, mas não viviam aquilo que pregavam, distorciam e manipulavam os mandamentos do Senhor, visando apenas interesses próprios. Jesus Cristo, usando o exemplo do rei Davi, defende seus discípulos ao afirmar que as leis são feitas a favor da pessoa e não para escravizá-la. Para Jesus Cristo, a misericórdia deve estar acima de preceitos vazios que distorcem o sentido real das leis. Jesus Cristo não é contra as leis legitimamente instituídas, Ele é contra a má interpretação de leis que aprisiona a pessoa dentro de um fundamentalismo vazio que gera sacrifícios e não a misericórdia.
Coleta
Ó Deus, que escolhestes Inácio de Azevedo e seus companheiros para regarem com seu sangue as primeiras sementes do Evangelho lançadas na Terra de Santa Cruz, concedei-nos, para vossa maior glória, professar constantemente a fé que recebemos de nossos antepassados. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=17%2F07%2F2026&leitura=meditacao

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