domingo, 7 de junho de 2026

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 08/06/2026

ANO A


Mt 5,1-12

Comentário do Evangelho

Exultai e alegrai-vos


Quem é feliz aos olhos de Deus? Quem é bem-aventurado diante dele? Os pobres em espírito e os perseguidos por causa da justiça. Destes é o Reino dos Céus. E quem mais junto deles? Os mansos e os aflitos, os que têm fome e sede de justiça e os misericordiosos, os puros de coração e os que promovem a paz. Estes agradam a Deus, gente de qualquer raça, nação ou religião.
Os cristãos, porém, são bem-aventurados quando perseguidos e caluniados por serem seguidores de Jesus. Eles terão uma grande recompensa nos céus. Se, nesta terra, perseguições e calúnias fazem parte de sua herança, que sua companhia seja feita de mansos, misericordiosos e pacíficos, gente de coração puro, que busca a justiça, solidários na pobreza e na aflição. Bem-aventurado o mundo se em seu meio se multiplicarem os bem-aventurados. Iniciamos hoje a leitura semanal de Mateus com o Sermão da Montanha.
Cônego Celso Pedro da Silva,
Fontes: Catequisar e Comece o Dia Feliz em 10/06/2024

Reflexão

As bem-aventuranças propõem um caminho de vida e destacam as bênçãos maravilhosas prometidas a nós, se desenvolvermos a lógica do amor. Elas são o cântico da nova felicidade evangélica. Segundo o Catecismo da Igreja Católica (n. 1.717), as bem-aventuranças “retratam o rosto de Jesus Cristo e descrevem-nos a sua caridade: exprimem a vocação dos fiéis associados à glória da sua paixão e ressurreição; definem os atos e atitudes características da vida cristã; são as promessas paradoxais que sustentam a esperança no meio das tribulações; anunciam aos discípulos as bênçãos e recompensas já obscuramente adquiridas; já estão inauguradas na vida da Virgem Maria e de todos os santos”.
(Dia a dia com o Evangelho 2026)
https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/8-segunda-feira-12/

Reflexão

«Felizes os pobres no espírito»

Rev. D. Àngel CALDAS i Bosch
(Salt, Girona, Espanha)

Hoje, com a proclamação das Bem-aventuranças, Jesus nos faz notar que frequentemente somos uns desmemoriados e que atuamos como crianças, pois as brincadeiras fazem esquecer certas obrigações. Jesus temia que a grande quantidade de “boas noticias” que nos tem dado —quer dizer, de palavras, gestos e silêncios— se diluísse em nossos pecados e preocupações. Lembra, na parábola do Semeador, a imagem do grão de trigo sufocado nos espinhos? Por isso São Mateus introduz as Bem- aventuranças como princípios fundamentais, para que não as esqueçamos nunca. É um resumo da Nova Lei apresentada por Jesus, como uns pontos básicos que nos ajudam a viver de maneira cristã.
As bem-aventuranças estão destinadas a todo o mundo. O Mestre não só ensina aos discípulos que o rodeiam, nem exclui a nenhum tipo de pessoa, ele apresenta uma mensagem universal. Agora bem, destaca as disposições que devemos ter e a conduta moral que nos pede. Embora a salvação definitiva não aconteça neste mundo, e sim no outro, enquanto vivemos na terra devemos mudar nossa mentalidade e transformar nossa maneira de valorizar as coisas. Devemos acostumar-nos a ver o rosto de Cristo que chora nas pessoas que choram, nas que querem viver sem a palavra e, nos mansos de coração, nos que fomentam as ânsias de santidade, nos que tomaram uma “determinada determinação”, como dizia Santa Teresa de Jesus, para ser semeador da paz e alegria.
As bem-aventuranças são o perfume do Senhor participando na historia humana. Também na sua e na minha. Os dois últimos versículos incorporam a presença da Cruz, pois convidam à alegria quando as coisas ficam difíceis humanamente falando por causa de Jesus e do Evangelho. E é que, enquanto a coerência da vida cristã seja firme, então, facilmente virá a persecução de mil maneiras diferentes, entre as dificuldades e contrariedades inesperadas. O texto de São Mateus é claro: então «Alegrai-vos e exultai, porque é grande a vossa recompensa nos céus. Pois foi deste modo que perseguiram os profetas que vieram antes de vós» (Mt 5,12).

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «Vêm Deus aqueles que são capazes de O olhar, porque têm abertos os olhos do espírito. Toda a gente tem olhos, mas alguns têm-nos escurecidos e não vêem a luz do sol» (Santo Teófilo de Antioquia)

- «Cada uma das Bem-aventuranças provém do olhar de Jesus dirigido aos seus discípulos. Descrevem a sua situação factual: são pobres, têm fome, choram, são odiados e perseguidos... Apesar da situação concreta de ameaça, ela torna-se uma promessa quando vista à luz providencial que vem do Pai» (Bento XVI)

- «As bem-aventuranças retratam o rosto de Jesus Cristo e descrevem-nos a sua caridade: exprimem a vocação dos fiéis associados à glória da sua paixão e ressurreição; definem os actos e atitudes características da vida cristã; são as promessas paradoxais que sustentam a esperança no meio das tribulações; anunciam aos discípulos as bênçãos e recompensas já obscuramente adquiridas; já estão inauguradas na vida da Virgem Maria e de todos os santos» (Catecismo da Igreja Católica, nº 1.717)
https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-06-08

Reflexão

O Sermão da Montanha no Evangelho de Mateus

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje começamos a comtemplar Jesus como o “Maestro”, cujos ensinamentos —em grande medida— foram reunidos por Mateus no chamado “Sermão da Montanha”. Previamente, o evangelista tinha narrado as tentações de Jesus e a sua primeira aparição na vida pública (a proclamação do Reino e a chamada dos primeiros Apóstolos).
Destacamos dois aspectos singulares do Evangelho de S. Mateus. Primeiro: fala expressamente da «Galileia dos pagãos» como o lugar anunciado pelos profetas (cf. Is 8,23; 9,1) onde aparecerá uma «grande luz». Mateus responde assim à surpresa do facto do Salvador não vir de Jerusalém nem da Judeia, mas de uma região que já era considerada meio-pagã, a Galileia: isto é precisamente, na realidade, uma prova da sua missão divina. Segundo: desde o principio, Mateus recorre ao Antigo Testamento para conhecer até os detalhes aparentemente mais insignificantes sobre Jesus: todas as Escrituras se referiam a Ele.
—Mateus mostra que o Jesus que ensina é ao mesmo tempo o Jesus que salva.
https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-06-08

Reflexão

O Sermão da Montanha apresenta Jesus como o novo Moises

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje, o Evangelho nos apresenta o início do “Sermão da Montanha”, que em São Mateus ocupa três capítulos (Mt 5-7). De que se trata? Com esta grande composição em forma de sermão, Mateus nos apresenta Jesus como o novo Moises, no sentido profundo da promessa de um verdadeiro “profeta” relatada no "Livro do Deuteronomio”.
O versículo introdutório é muito mais que uma ambientação mais ou menos casual: Jesus “se senta”, um gesto próprio da autoridade do mestre. Senta-se na “cátedra” do monte como o “Moisés maior”, que estende a Aliança a todos os povos. O “monte” refere-se, simplesmente, ao lugar da predicação de Jesus: É o novo Sinai.
—"A montanha” é o lugar de oração de Jesus, onde se encontra face a face com Pai; por isso é também o lugar no qual se ensina sua doutrina, que procede de sua intima relação com o Pai. “A montanha” por tanto, indica-nos o definitivo Sinai.
https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-06-08

Comentário do Evangelho

O Sermão da Montanha: As bem-aventuranças


Hoje, Jesus sobe a uma pequena colina para pregar a uma multidão que o seguia. Fala-lhes das bem-aventuranças. Com este sermão o Senhor anima-nos a viver com alegria as virtudes (pobreza, limpeza, misericórdia…) e a sofrer com paciência as dificuldades da vida (injustiças, tristezas…).
- Jesus nunca nos prometeu um caminho sem problemas. Mas garante-nos a sua ajuda e o prémio pelo esforço para seguir o seu caminho. Nunca desanimes!
https://family.evangeli.net/pt/feria/2026-06-08

Meditação

A Palavra: dos ouvidos ao coração!

Com o ensinamento dos bem-aventurados, Jesus Cristo nos provoca a cultivar a santidade. Cultivar a santidade é dar espaço para que Deus exista em nossa existência; cultivar a santidade é reconhecer que o outro não é apenas um alguém; o outro é parte de nós, o outro é imagem e semelhança de Deus. Jesus não apenas nos provoca a ser santos, mas também nos apresenta a receita para a santidade. Qual é a receita para a santidade? A receita para a santidade são as bem-aventuranças apresentadas no Evangelho de hoje. A síntese das bem-aventuranças é o amor a Deus e a solidariedade para com os necessitados. É bem-aventurado aquele que testemunha com ações a fé que professa em palavras, ou seja, o falar é importante, mas é o agir que faz toda a diferença.
Coleta
Ó DEUS, fonte de todo o bem, atendei ao nosso apelo e fazei-nos, por vossa inspiração, pensar o que é certo e realizá-lo com vossa ajuda. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=08%2F06%2F2026&leitura=meditacao

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