HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 19/04/2026
ANO A

3º DOMINGO DA PÁSCOA
Ano A - Branco
“Não ardia o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho!” Lc 24,32
Lc 24,13-35
Ambientação
INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Em nossa assembleia litúrgica, o Senhor se
manifesta vivo: na Palavra que nos dirige e explica, no
Pão Eucarístico que nos sustenta e fortalece. Cristo
se faz companheiro de nossa caminhada terrena e
testemunhas de sua vida humana e divina.https://diocesedeapucarana.com.br/storage/107137/19-de-abril-2026---3-Domingo-da-Pascoa.pdf
INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, fomos
convocados pelo Senhor Ressuscitado para nos reunir em torno da
mesa santa, celebrando nossa ação
de graças ao Pai pela Páscoa de seu
Filho Jesus, realizada na força e no
poder do Espírito Santo. Assim como
caminhou ao lado dos discípulos de
Emaús, hoje Ele caminha conosco:
anuncia sua Palavra e reparte conosco seu Corpo e Sangue. É a Ressurreição do Cristo que nos dá vida
nova.https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Ano-50A-28-3o-DOMINGO-DE-PASCOA.pdf
ENCONTRAR O RESSUSCITADO NA
PALAVRA E NA EUCARISTIA
Neste terceiro domingo da Páscoa a
liturgia convida-nos a descobrir Cristo
vivo, o Senhor Ressuscitado aclamado
na Páscoa, que acompanha os homens
pelos caminhos do mundo. Com a sua
Palavra anima os corações magoados
e desolados e se revela sempre que a
comunidade dos discípulos se reúne
para “partir o pão”; apela, ainda, a que
os discípulos sejam as testemunhas da
ressurreição diante dos homens.É no Evangelho, sobretudo, que esta
mensagem aparece de forma nítida.
Essa catequese dos discípulos de
Emaús, nos ajuda a reconhecer que o
Cristo Ressuscitado caminha conosco.
Ele está ao nosso lado na caminhada
da vida, não se afasta de nós e se torna
nosso companheiro para que quando
o cansaço e o desanimo tomem conta
de nós, Ele com sua presença nos renove na certeza da fé. Mesmo quando
não o reconhecemos, é Ele que ali está
ao nosso lado.Este trecho do Evangelho de Lucas
nos ensina que há dois lugares importantes para nos encontrarmos com o
Senhor e onde constantemente podemos experimentar sua presença.O primeiro lugar é a Palavra de Deus:
durante a caminhada, aqueles discípulos foram incapazes de perceber que
era o próprio Jesus que falava com
eles, interpretava e meditava tudo o
que os profetas haviam ensinado a
respeito do Messias. E ao ouvir aquele
estranho no caminho falando das Escrituras se encantam com aquela palavra e exclamam depois: “Não ardia o
nosso coração, quando ele nos falava
pelo caminho e nos explicava as Escrituras?” Quando lemos os textos sagrados, quando participamos da Leitura
Orante da Bíblia, sozinhos ou em nossas comunidades, devemos sempre
nos lembrar que é o Senhor Ressuscitado falando a cada um de nós, e deixar que sua Palavra faça arder o nosso
coração com a verdade que brota dela;
permitir que nossa vida seja guiada
por seus ensinamentos e acolher a sua
doutrina no cotidiano de nossa vida.O segundo lugar, onde o Senhor se manifesta é na comunidade, na Eucaristia
que celebramos e no pão que partilhamos com os irmãos. Encantados com o
ensinamento daquele estranho, os discípulos lhe pedem: “Fica conosco, Senhor, pois já é tarde e o dia vai terminando”. E eles entram para a refeição.
Ali em torno da mesa comum, Jesus
faz o mesmo gesto da última ceia, parte o pão e o dá a eles. Neste momento
seus olhos se abrem e eles reconhecem a Jesus. Jesus, porém, desaparece da frente deles, pois daí em diante,
não é mais necessária sua presença física, pois o encontramos no sacramento da Eucaristia. Sim, em cada missa,
seja na grande Sé, ou na periferia mais
distante, onde os irmãos se reúnem, é
o mesmo Jesus ressuscitado e glorioso
que se manifesta no pão da Eucaristia,
onde nos alimentamos na fé e entramos em plena comunhão com Ele.Ao celebrarmos a Páscoa, a vida nova,
a presença do Senhor Ressuscitado,
somos convidados a caminharmos
com a certeza de que é através da
Palavra de Deus, escutada, meditada,
partilhada, acolhida no coração, que
Jesus nos indica caminhos, nos aponta
perspectivas novas, nos dá a coragem
de continuar, depois de cada fracasso,
a construir uma cidade ainda mais
bonita.Caminharmos na certeza de que sempre que nos sentamos à mesa com a
comunidade e partilhamos o pão que
Jesus nos oferece, damo-nos conta
de que o Ressuscitado continua vivo,
caminhando ao nosso lado, alimentando-nos ao longo da caminhada,
ensinando-nos que a felicidade está
no dom, na partilha, no amor. Sempre
que nos juntamos com os irmãos à
volta da mesa de Deus, celebrando na
alegria e na festa o amor, a partilha e
o serviço, encontramos o Ressuscitado
a encher a nossa vida de sentido, de
plenitude, de vida autêntica.Pe. Carlos Alberto DoutelPresbítero da Arquidiocesede São Paulo – Região Santanahttps://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Ano-50A-28-3o-DOMINGO-DE-PASCOA.pdf
Comentário do Evangelho
O Encontro com o Ressuscitado em Emaús

O Evangelho de hoje apresenta o caminho de dois discípulos que fogem de Jerusalém, decepcionados e tristes. Eles esperavam um libertador político, mas viram Jesus morrer na cruz. No entanto, o próprio Jesus se aproxima e caminha com eles. Este é o “método” de Deus: Ele se faz companheiro de viagem em nossas frustrações e desânimos, mesmo quando nossos olhos estão “impedidos” de reconhecê-Lo.Jesus cura a cegueira deles através de dois grandes momentos que compõem a nossa Missa: a Mesa da Palavra (quando explica as Escrituras) e a Mesa da Eucaristia (quando parte o pão). No momento em que reconhecem o Senhor, eles não ficam parados; a tristeza se transforma em missão e eles voltam correndo para anunciar: “O Senhor ressuscitou verdadeiramente!”. A Páscoa nos ensina que, com Jesus, nenhum caminho é sem saída e nenhum coração precisa permanecer frio.https://catequisar.com.br/liturgia/19-04-2026/
Reflexão
Dois discípulos tristonhos retornam de Jerusalém após o drama da paixão e morte do Mestre. Parecia tudo acabado, não havia mais esperança. Só restava agora voltar à vidinha do dia a dia. Durante a caminhada, o Ressuscitado se aproxima e caminha com os dois, mas eles não o reconhecem. Os três meditam sobre a Escritura e a confrontam com os últimos acontecimentos. Iluminados pela Palavra, começam a entender tudo o que aconteceu. Ao partir o pão, reconheceram-no e perceberam que o “coração ardia” enquanto conversavam sobre a Escritura. A morte eliminou a pessoa de Jesus, mas sua mensagem e seu projeto continuam vivos até nossos dias. Entenderam que ele continua vivo e presente na caminhada do dia a dia, no diálogo fraterno e na partilha do pão. Onde se reparte o pão, Jesus Cristo está presente. Entenderam que o que estava morto vive novamente e vem ao nosso encontro. A fé deles vai despertando e ficando cada vez mais clara. Jesus voltou ao Pai, mas sem abandonar a humanidade.(Dia a dia com o Evangelho 2026)https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/19-domingo-11/
Reflexão
«Naquele mesmo dia, o primeiro da semana»
Rev. D. Jaume GONZÁLEZ i Padrós(Barcelona, Espanha)
Hoje comentamos a proclamação do Evangelho com a expressão: «Naquele mesmo dia, o domingo» (Lc 24,13). Sim, ainda Domingo. A Páscoa —já o dissemos— é como um grande domingo de cinquenta dias. Oh, se conhecêssemos a importância que tem este dia na vida dos cristãos! «Existem motivos para dizer, como sugere a homilia de um autor do século IV (o pseudo Eusébio de Alexandria), que o “dia do Senhor” é o “senhor dos dias” (…). Esta é, efetivamente, para os cristãos a “festa primordial”» (São João Paulo II). O domingo, para nós, é como o seio materno, berço, celebração, casa e também alento missionário. Oh, se entrevíssemos a luz da poesia que leva! Então afirmaríamos como aqueles mártires dos primeiros séculos: «Não podemos viver sem o domingo».Mas quando o dia do Senhor perde relevância na nossa existência, também se eclipsa o “Senhor do dia”, e ficamos tão pragmáticos e “sérios” que apenas damos crédito aos nossos projetos e previsões, planos e estratégias; então, inclusive essa liberdade com que Deus atua, é para nós motivo de escândalo e de afastamento. Ignorando o assombro, fechamo-nos à manifestação mais luminosa da glória de Deus, e tudo se converte num entardecer de decepção, prelúdio de uma noite interminável, onde a vida parece condenada a uma permanente insônia.Apesar disso, o Evangelho proclamado no meio das assembleias dominicais é sempre anúncio angélico de uma claridade dirigida a entendimentos e corações lentos para crer (cf. Lc 24,25), e por isso é suave, não explosiva, pois —de outro modo— mais que iluminar-nos, nos cegaria. É a Vida do Ressuscitado que o Espírito nos comunica com a Palavra e o Pão partido, respeitando o nosso caminhar feito com passos curtos e nem sempre bem dirigidos.Cada domingo recordemos que Jesus «entrou para ficar com eles» (Lc 24,29), conosco. Cristão, hoje já o reconheces-te?
Pensamentos para o Evangelho de hoje
- «Durante estes dias, o Senhor juntou-se, como mais um, aos dois discípulos que iam a caminho e repreendeu-os pela sua resistência em acreditar. Seus corações, por Ele iluminados, receberam a chama da fé e passaram de mornos a ardentes, na medida em que o Senhor lhes abria o sentido das Escrituras» (São Leão Magno)
- «O encontro com Deus na oração, na leitura da Bíblia e na vida fraterna vos ajudará para conhecer melhor o Senhor e a vós próprios, descobrindo assim o projeto de amor que Ele tem para vossas vidas» (Francisco)
- «Os evangelhos são o coração de todas as Escrituras, ‘enquanto são o principal testemunho da vida e da doutrina do Verbo encarnado, nosso Salvador’ (Concílio Vaticano II)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 125)https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-04-19
Reflexão
A Sagrada Escritura
Rev. D. Antoni CAROL i Hostench(Sant Cugat del Vallès, Barcelona, Espanha)
Hoje, o Filho de Deus ressuscitado liberta da tristeza os seus discípulos desanimados. Como consegue fazê-lo? Caminha com eles e… fica com eles. Escuta-os e fala-lhes. Comparte o Pão e explica a Palavra: Eucaristia e Escritura. Os de Emáus vibram quando percebem que em Jesus de Nazaré se cumpre tudo o que os profetas tinham anunciado acerca do Messias: também a sua morte e ressurreição.Deus quis comunicar com os homens. A Bíblia é esta revelação divina posta por escrito, depois de séculos de transmissão oral. A vinda do Messias foi anunciada e preparada durante os séculos do Antigo Testamento. O Novo Testamento narra a vida de Jesus e a da primitiva comunidade cristã. Reflete o cumprimento da promessa messiânica em Jesus Cristo.— Deus Espírito Santo, confesso que Tu és o inspirador da Escritura. Espírito Divino, abre-me a inteligência para entender a Sagrada Escritura. Assim, no caminho da minha vida, avançarei sempre com o meu Salvador.https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-04-19
Comentário do Evangelho
Jesus se manifesta aos discípulos de Emaús: eles o reconhecem ao partir o pão
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Hoje, estamos com dois discípulos de Jesus que se dirigem para uma povoação chamada Emaús. Estão desanimados. Mas Jesus, que tinha ressuscitado poucas horas antes, vai procurá-los. Encontra-os no caminho. Eles não O reconhecem mas sentem-se satisfeitos escutando as suas explicações sobre a Sagrada Escritura…- Estás triste? Anima-te porque o Senhor sempre nos “encontra”. Onde podes encontrá-Lo? Procura no Evangelho!https://family.evangeli.net/pt/feria/2026-04-19
HOMILIA
A PALAVRA: DOS OUVIDOS AO CORAÇÃO!
Não é também nossa a incompreensão dos discípulos, quanto à morte de Jesus, e a consequente frustração de não ter implantado um reino terreno, superior aos concorrentes de seu tempo? E como nos reage o coração e a vida, a esta provocação de Jesus: “Será que o Cristo não devia sofrer tudo isso para entrar em sua glória?” Não estamos também nós lentos para crer?Jesus precisou sofrer para entrar na glória, ressuscitado pelo Pai, somente por amor solidário a nós. Porque Ele não entrou, ou melhor, não voltou à sua glória na Trindade, do mesmo modo como de lá saiu em missão até nós. Saiu simplesmente só Ele-divino. Mas, encarnado, assumiu voltar divino-humano, de certo modo nos levando consigo. A missão que o Pai lhe confiara era nos restituir a glória da adoção divina.Nós sim, precisávamos, e não só sofrer, mas até morrer, para a “vida fútil” que vivíamos. E Ele, em vez de apenas nos apontar o rumo, como um profeta, e nos dar forças para trilhar a estrada, quis fazer-se caminheiro solidário conosco. Assumiu nossa carne, e nela, também nossa condição de pecadores.Assim, vital e inseparavelmente unido a nós, vive conosco o que só a nós era necessário e indispensável: derramando seu “precioso sangue”, morre, e em sua morte, nos dá morrer com Ele. Morrer para o homem velho, e com Ele e nele, pôr-nos de novo em condições de acolher a divina filiação adotiva.Essa condição pecadora, força de iniquidade, que deve morrer em nós, está, uma vez mais, bem definida no Evangelho, teimosamente enraizada no coração dos discípulos. Sonham com a grandeza e o poder, até mesmo políticos! (“libertar Israel”).Jesus, porém, “começando por Moisés e passando pelos Profetas” e “todas as passagens da Escritura que falavam a respeito dele”, leva-os a descobri-lo e acolhê-lo no essencial, totalmente oposto e inimaginável. Onde não existe nem sombra de grandeza humana! É no amor mais puro, gratuito, desinteressado, incondicional, serviçal, no ser-para-o-outro!No partir e partilhar o pão, simbolizando já a Ele-Eucaristia! Nada de poder! Aliás, só aquele que se doa gratuitamente sem medidas, até a morte. Doação plena de si ao ponto até de se fazer alimento-do-outro. E morrendo-ressuscitando com Ele, a nós cabe lançarmo-nos em seu seguimento: “Quem quiser salvar sua vida vai perdê-la; mas quem perder a vida por causa de mim, este a salvará” (Lc 9,24). Quem se faz Eucaristia, vida doada pela vida do próximo, n’Ele-Eucaristia, está também no rumo de sua glória celeste.Pe. Domingos Sávio, C.Ss.R.https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=19%2F04%2F2026&leitura=homilia
Coleta— OREMOS: Ó DEUS, o vosso povo sempre exulte pela sua renovação espiritual. Alegrando-se com a restituição da glória da adoção divina, possa, com firme e grata esperança, aguardar o dia da ressurreição. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=19%2F04%2F2026&leitura=meditacao
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