quarta-feira, 14 de agosto de 2024

Homilia Diária | Liturgia de Hoje | Palavra do Dia - Padre Adriano Zandoná (Mt 18,15-20) (14/08/24)



Canal do Youtube - Padre Adriano Zandoná

Publicado em 14 de ago. de 2024

Cuidado com as amizades fingidas | (Mateus 18, 15-20) #2072 - Frei Gilson




Publicado em 14 de ago. de 2024

A dinâmica da reconciliação fraterna | Mãe Maria (14/08/2024) - Dom Walmor



Canal do Youtube: TV Horizonte

Publicado em 14 de ago. de 2024

Homilia Diária - 14.08.2024 | "Se o teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, à sós contigo!" - Padre Roger Araújo



Canal do Youtube: Padre Roger Araújo

Publicado em 14 de ago. de 2024

Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 18,15-20

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 15“Se teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, a sós contigo! Se ele te ouvir, tu ganhaste o teu irmão. 16Se ele não te ouvir, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão seja decidida sob a palavra de duas ou três testemunhas. 17Se ele não vos der ouvido, dize-o à Igreja. Se nem mesmo à Igreja ele ouvir, seja tratado como se fosse um pagão ou um pecador público.
18Em verdade vos digo, tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu. 19De novo, eu vos digo: se dois de vós estiverem de acordo na terra sobre qualquer coisa que quiserem pedir, isto vos será concedido por meu Pai que está nos céus. 20Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome eu estou ali, no meio deles”.

Homilia Diária | O santo que recebeu duas coroas de Maria (Memória de São Maximiliano Maria Kolbe) - Padre Paulo Ricardo



Canal do Youtube: PadrPaulo Ricardo

Publicado em 13 de ago. de 2024

A Igreja celebra hoje com grande alegria a memória de São Maximiliano Maria Kolbe, que, por ter-se entregado à morte em Auschwitz a fim de salvar um companheiro de prisão, é honrado como mártir da caridade e da família. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quarta-feira, 14 de agosto, e roguemos a São Maximiliano Maria Kolbe que nos faça corajosos militantes da Imaculada, sempre prontos a lutar pela santidade, pela salvação do próximo e pelo bem de todas as famílias.

HOMILIA DIÁRIA - (CANÇÃO NOVA) – Mt 18,15-20 - 14/08/2024


Oração comunitária: unindo corações para realizar a vontade de Deus

“Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: “Se teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, a sós contigo. Se ele te ouvir, tu ganhaste teu irmão. Se ele não te ouvir, toma contigo mais uma ou duas pessoas para que toda a questão seja decidida sobre a palavra de duas ou três testemunhas. Se ele não vos der ouvido, dize-o à Igreja”. De novo eu vos digo: “Se dois de vós estiverem de acordo na terra sobre qualquer coisa que quiserem pedir, isto vos será concedido por meu Pai que está nos céus. Pois, onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou ali no meio deles”. (Mt 18,15-20)



Hoje, celebramos São Maximiliano Kolbe. Neste dia, gostaria de refletir com vocês sobre as súplicas comunitárias: “Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome com um objetivo comum, eu estou no meio deles”, diz Jesus. E quais são esses momentos de súplicas comunitárias que vivemos na nossa existência cristã?
O primeiro desses momentos é a Santa Missa, pois ali fazemos preces em comum também. Devemos recordar também as intercessões, quantas vezes estamos com alguma dificuldade ou algum parente, amigo que está passando por um sofrimento, por uma doença ou vivendo uma situação de tragédia ou algo assim. E nós pedimos a oração dos outros irmãos, esse tipo de oração que nós chamamos também de intercessão. Mas o que tem de comum nessas orações? A finalidade comum, a finalidade de unir os corações de batizados com o mesmo objetivo.

A força da oração em conjunto

Sabemos que o objetivo principal é nos aproximar de Deus, gerar a comunhão. Mas, dentro desta comunhão com o Senhor, nós também podemos fazer pedidos em comum. “Padre, reza por mim!”. Quantas vezes você encontra alguma pessoa mais experiente, na vida em Deus, pessoas que ajudam na intercessão em grupos de oração! E você pede a oração daquela pessoa. Isso também contribui para essa finalidade, pois estão reunidos na mesma intenção.
Devemos também pensar na reunião, na congregação, que é uma das definições da palavra Igreja. Todos se congregam para um objetivo comum, que é servir a Deus, e, a partir do serviço, apresentamos também as nossas preces. Essas preces chamamos também de súplicas comunitárias porque são feitas em comum.
Temos essa garantia por causa desta palavra que Jesus nos diz no dia de hoje: “Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou ali no meio deles”. E, antes, “Se dois de vós estiverem de acordo na terra sobre qualquer coisa que quiserem pedir, isto vos será concedido pelo meu Pai”.
Então, não tenhamos medo de nos apresentar diante de Deus, não tenhamos medo de rezar juntos com os irmãos por um objetivo comum. Que, neste dia, cresça em nosso coração a capacidade de suplicarmos e fazermos preces para que a vontade de Deus se realize.
Sobre você, desça e permaneça a bênção do Deus Todo-poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!
Padre Edson Oliveira
Padre Edson Oliveira é brasileiro, membro da Associação Internacional Privada de Fiéis – Comunidade Canção Nova no modo de compromisso do Núcleo.

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 14/08/2024

ANO B


Mt 18,15-20

COMENTÁRIO DO EVANGELHO

A correção Fraterna


Na segunda parte do Sermão Comunitário, Jesus aborda a relação entre os irmãos. Correção e perdão caracterizam o relacionamento fraterno dos discípulos de Jesus. Primeiro, a correção. Ela é necessária para estabelecer a paz e o bom entendimento entre as pessoas. Uma conversa particular, uma conversa com testemunhas, uma conversa comunitária são outros tantos esforços para se chegar à boa convivência.
Seja qual for a solução, feita no bom espírito comunitário, será homologada no céu. O resultado do esforço para o bom entendimento é a presença de Jesus entre os irmãos. “Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, ali estou eu no meio deles.” Além disso, para irmãos e irmãs que se entendem e se põem de acordo, seus pedidos serão atendidos pelo Pai que está no céu. Uma comunidade de fé, fraterna e orante faz os milagres de Jesus, e ainda maiores, como ele mesmo disse. A vida comunitária tem suas exigências. Rompê-la é romper a comunhão e deixar sem sentido a comunhão sacramental.
Cônego Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2024’, Paulinas.
Fontes: https://catequisar.com.br/liturgia/a-correcao-fraterna/ e https://www.comeceodiafeliz.com.br/evangelho/14-08-2024

Reflexão

Para o bem da vida comunitária, Jesus propõe orientações claras. Se algum irmão pecar, não se deve espalhar o seu erro, nem excluí-lo da convivência. Primeiro, é conversar com ele discretamente. Caso persista no pecado, envolver mais irmãos. Finalmente, não havendo reconciliação, entregar o caso à comunidade. Esse processo de compreensão e perdão fraterno salienta a importância da vida comunitária harmoniosa. No esforço de criar ambiente de fraternidade, ela se identifica com a comunidade cristã. Então, tudo o que resolverem em comum será conforme a vontade do Pai celeste, “será ligado no céu”. E aos pedidos expressos de modo coletivo o Senhor atenderá mais prontamente. Muito amor, oração e discernimento são requisitos antes de querer afastar da comunidade um irmão que errou.
(Dia a dia com o Evangelho 2024)
https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/14-quarta-feira-9/

Reflexão

«Se teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, tu e ele a sós! (...) Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou ali, no meio deles»

Rev. D. Pedro-José YNARAJA i Díaz
(El Montanyà, Barcelona, Espanha)

Hoje, neste breve fragmento do Evangelho, o Senhor nos ensina três importantes modos de proceder que frequentemente se ignoram.
Compreensão e advertência com o amigo ou o colega. Faça-o ver, com discrição e reservadamente («tu e ele a sós»), com claridade («vai corrigi-lo»), o seu comportamento equivocado para que acerte o seu caminho na vida. Acudir à colaboração de um amigo, se a primeira tentativa não deu certo. E, se nem assim se consegue a sua conversão e, se seu pecar escandaliza, não duvide em exercer a denúncia profética e pública, que hoje pode ser uma carta ao diretor de uma publicação, uma manifestação pública ou um cartaz. Esta maneira de proceder é uma exigência que pesa para o mesmo que a prática, e que frequentemente é ingrata e incômoda. Por tudo isso é mais fácil escolher o que chamamos equivocadamente de “caridade cristã” e, que costuma ser puro escapismo, comodidade, covardia, falsa tolerância. Na verdade, «está reservada a mesma pena para os que fazem o mal e para aqueles que o consentem» (São Bernardo).
Todo cristão tem o direito de solicitar dos nossos sacerdotes o perdão de Deus e da sua Igreja. O psicólogo, em um determinado momento, pode apaziguar o seu estado de ânimo; o psiquiatra em um ato médico pode conseguir vencer um transtorno endógeno. Ambas as atitudes são muito úteis, mas insuficientes para determinadas situações. Só Deus é capaz de perdoar, apagar, esquecer, pulverizar destruindo o pecado pessoal. E só, sua Igreja pode atar ou desatar comportamentos, transcendendo a sentença no céu. E com isso gozar da paz interior e começar a ser feliz.
Nas mãos e palavras do sacerdote está o privilégio de tomar o pão e que Jesus - Eucaristia seja realmente presença e alimento. Qualquer discípulo do Reino pode unir-se a outro, ou melhor, pode unir-se a muitos e, com fervor, Fé, coragem e Esperança, submergir no mundo e convertê-lo em verdadeiro corpo do Jesus - Místico. E, na sua companhia acudir a Deus Pai que escutará às suas súplicas, pois seu Filho comprometeu-se a isso: «pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou ali, no meio deles» (Mt 18,20).

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «No silencio Ele nos escuta, no silencio Ele fala à alma e no silencio escutamos sua voz» (Santa Teresa de Calcutá)

- «A fé não é unicamente uma opção individual. Por sua mesma natureza, se abre a “nós”, se dá sempre dentro da comunhão da Igreja» (Francisco)

- «“Jesus Cristo, que morreu, que ressuscitou, que está à direita de Deus, que intercede por nós” (Rm 8,34), está presente na sua Igreja de múltiplos modos: na sua Palavra, na oração da sua Igreja, “onde dois ou três estão reunidos em Meu nome” (Mt 18,20), nos pobres, nos doentes, nos prisioneiros, nos seus sacramentos, dos quais é o autor (...)» (Catecismo da Igreja Católica, n° 1373)
https://evangeli.net/evangelho/feria/2024-08-14

Reflexão

Quem crê nunca está sozinho (abertura ao “nós” eclesial)

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos do Papa Francisco)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje meditamos que a fé não é só uma opção individual, não é uma relação isolada entre o “eu” do fiel e o “Tu” divino, entre o sujeito autónomo e Deus; mas, por sua natureza, abre-se ao “nós”, verifica-se sempre dentro da comunhão da Igreja.
Esta abertura ao “nós” eclesial realiza-se de acordo com a abertura própria do amor de Deus, que não é apenas relação entre o Pai e o Filho, entre “eu” e “tu”, mas, no Espírito, é também um “nós”, uma comunhão de pessoas. Quem crê nunca está sozinho; e, pela mesma razão, a fé tende a difundir-se, a convidar outros para a sua alegria. Quem recebe a fé, descobre que os espaços do próprio “eu” se alargam, gerando-se nele novas relações que enriquecem a vida.
—O catecúmeno, tendo sido recebido numa nova família depois do banho do novo nascimento, é acolhido na casa da Mãe para erguer as mãos e rezar, juntamente com os irmãos, o Pai Nosso.
https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2024-08-14

Comentário sobre o Evangelho

Jesus nos ensina que todos somos irmãos e que devemos ajudar uns aos outros


Hoje, Jesus fala-nos de fraternidade. Ninguém deve andar sozinho na vida, menos ainda um cristão. Por isso devemos ajudar-nos, ter até a valentia de corrigir suavemente o que se engana e/ou aceitando que nos corrijam.
- Dizem que “a união faz a força”. Então imagina se, além disso, «onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, eu [Jesus] estarei no meio deles». Tendo-O a Ele na “equipe”, conseguiremos de seu Pai tudo o que pedirmos.
https://family.evangeli.net/pt/feria/2024-08-14

Meditação

Mais de uma vez, Jesus insiste que estará sempre conosco, orando conosco, agindo por meio de nossa ação evangelizadora. Sempre que dois ou três estiverem reunidos em seu nome, Ele estará presente. Não que Ele esteja presente porque estamos unidos, mas estamos unidos porque Ele está entre nós, porque Ele nos transforma e nos une a si, e assim nos atrai para a união e nos mantém unidos, apesar de tudo o que nos poderia separar.
Oração
Ó Deus, enriquecestes de grande zelo pastoral e dedicação ao próximo o presbítero e mártir São Maximiliano Maria Kolbe, inflamado de amor à Virgem Imaculada; concedei-nos benigno, por sua intercessão, que, trabalhando incansavelmente pela vossa glória no serviço ao próximo, possamos nos tornar semelhantes ao vosso Filho até a morte. Ele, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=14%2F08%2F2024&leitura=meditacao

COLETÂNEA DE HOMÍLIAS DIÁRIAS, COMENTÁRIOS E REFLEXÕES DO EVANGELHO DO DIA, DE ANOS ANTERIORES - 14/08/2024

ANO B


Mt 18,15-20

Comentário do Evangelho

Correção fraterna

Mateus insere estas orientações sobre a correção fraterna na fala de Jesus sobre as normas de convívio nas comunidades. Estas orientações são apresentadas após a abordagem das questões da disputa pelo poder, do escândalo e das defecções. A correção fraterna, que brota do amor e do perdão, é fundamental para manter-se a unidade na comunidade. Conflitos, sensibilidades feridas e ofensas são comuns no convívio comunitário. Contudo, é importante superá-los com a mudança de comportamentos que provocam estes conflitos, sem defecções. O evangelista formaliza esta questão da correção, apresentando-a como uma regra. Contudo, o amor, que nos move ao perdão e à reconciliação, atua de maneira mais livre e espontânea.
A alusão ao pagão ou ao publicano, no texto, tem um caráter discriminatório e excludente que destoa da prática de Jesus e da índole do publicano Levi (Mateus), sugerindo que a autoria deste evangelho possa ser atribuída a um escriba convertido (cf. Mt 13,52).
José Raimundo Oliva
Oração
Pai, que a presença de teu Filho ressuscitado na comunidade cristã seja um incentivo para que nós busquemos pautar nossa ação pela tua santa vontade.
Fonte: Paulinas em 15/08/2012

Comentário do Evangelho

Assim como Deus não desiste de nós, também não devemos desistir de nossos irmãos.

No trecho anterior do discurso sobre a Igreja, duas características da comunidade eclesial foram ressaltadas: a comunidade cristã deve ser caracterizada pelo serviço e pelo cuidado de uns para com os outros, de modo especial por aqueles que se sentem, por algum motivo, desprezados. O evangelho de hoje é, por assim dizer, a aplicação prática do desejo de Deus de que nenhum membro da comunidade se perca (v. 14). A atitude exigida para realizar o desejo de Deus é a iniciativa que cada um deve tomar no que diz respeito à reconciliação, tendo presente que a comunidade cristã é uma comunidade de irmãos (v. 15). O pecado divide a comunidade. Se acontecer a alguém ser vítima do pecado de outro membro da comunidade, trata-se, aqui, de tomar a iniciativa de ajudar o pecador no seu processo de conversão, desde que ele aceite livremente. É Deus quem toma a iniciativa de vir em socorro de nossa humanidade e é ele quem oferece, gratuitamente, o seu perdão. Assim como Deus não desiste de nós, também não devemos desistir de nossos irmãos. O único limite para o perdão e a reconciliação é o fechamento do outro (v. 17). O amor fraterno e, consequentemente, a comunidade cristã são construídos através desse esforço permanente de reconciliação.
Carlos Alberto Contieri, sj
Oração
Pai, que a presença de teu Filho ressuscitado na comunidade cristã seja um incentivo para que nós busquemos pautar nossa ação pela tua santa vontade.
Fonte: Paulinas em 13/08/2014

Vivendo a Palavra

O Evangelho alerta sobre a responsabilidade que temos com relação aos nossos irmãos. Como discípulos missionários de Jesus, é nosso primeiro dever testemunhar, com a vida, que estamos procurando seguir a Lei do Amor. Mas devemos, também, ajudar o irmão a discernir a sua realidade – e o Mestre aponta o jeito fraterno de fazê-lo.
Fonte: Arquidiocese BH em 15/08/2012

Vivendo a Palavra

Um texto de extrema consolação para nós que, apesar de tanto desejarmos seguir Jesus, somos não poucas vezes seduzidos pelo poder, pelo dinheiro, pelos prazeres do mundo. Jesus nos anima com a promessa de que nossa volta ao Caminho do Reino será motivo de alegria para o Pai Misericordioso!
Fonte: Arquidiocese BH em 13/08/2014

VIVENDO A PALAVRA

O Evangelho nos alerta sobre a responsabilidade que temos com relação aos nossos irmãos. Como discípulos missionários de Jesus, é nosso primeiro dever testemunhar, com a própria vida, que estamos procurando seguir a Lei do Amor. Mas devemos, também, ajudar o irmão a discernir a sua realidade – e o Mestre aponta o jeito fraterno de fazê-lo.
Fonte: Arquidiocese BH em 15/08/2018

VIVENDO A PALAVRA

Nosso Mestre valoriza a oração da Igreja – a união de dois ou mais discípulos para celebrar, reverenciar e agradecer a Presença amorosa do Pai. Antes de pedidos, o que deve nos mover é a gratidão, é o reconhecimento pelos dons maiores e essenciais que recebemos – a Vida e a Fé. Diante deles, outros pedidos serão meros acréscimos acidentais.
Fonte: Arquidiocese BH em 12/08/2020

Reflexão

A vida em comunidade é essencial para que possamos sentir a presença de Jesus no meio de nós e usufruir dessa presença, porém ela não é fácil, principalmente por causa das dificuldades de relacionamento. A comunidade, para ser realmente cristã, deve ser pautada na misericórdia, no perdão e na acolhida dos que erram, buscando não a punição, mas sim o reerguimento e a superação dos que erram, possibilitando-lhes a conversão e a vida nova em Cristo. É por isso que Jesus nos mostra, no Evangelho de hoje, as exigências da correção fraterna juntamente com a sua promessa de presença no meio de nós.
Fonte: CNBB em 15/08/2012 e 13/08/2014

Reflexão

Para o bem da vida comunitária, Jesus propõe orientações claras. Se algum irmão pecar, não se deve espalhar o seu erro, nem excluí-lo da convivência. Primeiro, é conversar com ele discretamente. Caso persista no pecado, envolver mais irmãos. Finalmente, não havendo reconciliação, entregar o caso à comunidade. Esse processo de compreensão e perdão fraterno salienta a importância da vida comunitária harmoniosa. No esforço de criar ambiente de fraternidade, ela se identifica com a comunidade cristã. Então, tudo o que resolverem em comum, será conforme a vontade do Pai celeste; “será ligado no céu”. E aos pedidos expressos de modo coletivo, o Senhor atenderá mais prontamente. Muito amor, oração e discernimento são requisitos antes de querer afastar da comunidade um irmão que errou.
(Dia a dia com o Evangelho 2018 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)
Fonte: Paulus em 15/08/2018

Reflexão

Para o bem da vida comunitária, Jesus propõe orientações claras. Se algum irmão pecar, não se deve espalhar o seu erro, nem excluí-lo da convivência. Primeiro, é conversar com ele discretamente. Caso persista no pecado, envolver mais irmãos. Finalmente, não havendo reconciliação, entregar o caso à comunidade. Esse processo de compreensão e perdão fraterno salienta a importância da vida comunitária harmoniosa. No esforço de criar ambiente de fraternidade, ela se identifica com a comunidade cristã. Então, tudo o que resolverem em comum será conforme a vontade do Pai celeste, “será ligado no céu”. E aos pedidos expressos de modo coletivo, o Senhor atenderá mais prontamente. Muito amor, oração e discernimento são requisitos antes de querer afastar da comunidade um irmão que errou.
Oração
Ó Jesus Mestre, aos discípulos recomendas que não se apressem para censurar a quem pecou. A correção deve ser feita por etapas. Mostras também a importância de entrarem em acordo e, juntos, implorar ao Pai tudo o que necessitam, com a garantia de que estás aí no meio deles. Amém.
(Dia a dia com o Evangelho 2020 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp (dias de semana) Pe. Nilo Luza, ssp (domingos e solenidades))
Fonte: Paulus em 12/08/2020

Recadinho

Você julga a atitude errada de uma pessoa ou serve-se de um erro dela para a desprezar totalmente? - Você conhece alguma pessoa antipática? Mas será que você também não está sendo antipático(a)? - É certo que você sempre tem razão em tudo? - Em que consiste para você a correção fraterna? Corrigir o irmão que erra ou “colocar a boca no mundo” espalhando os defeitos dos outros? - Será que faço parte do grupo dos que vivem “atirando a primeira pedra?”
Padre Geraldo Rodrigues, C.Ss.R
Fonte: a12 - Santuário Nacional em 13/08/2014

Comentário do Evangelho

CORRIGIR COM DISCERNIMENTO

É preciso agir com extremo discernimento, quando se trata de afastar um membro da comunidade do convívio fraterno. Em geral, as lideranças da comunidade são tentadas a deixar-se levar por critérios irrelevantes, revelando-se injustos contra quem cometeu uma falta. Uma decisão deste porte não pode depender de preconceitos ou do que pensam os líderes. Importa somente fazer a vontade de Deus.
A comunidade cristã deve rezar e refletir muito, antes de excomungar alguém. Sua decisão deve corresponder ao pensamento de Jesus. Por isso, é necessário evitar que a reunião onde se toma uma tal decisão se assemelhe a um tribunal onde se submete a pessoa a um juízo inclemente. O melhor lugar para se decidir isso é a assembleia eucarística. A ela se refere a afirmação do Senhor: "Onde dois ou três estão reunidos em meu nome, estou ali, no meio deles". Neste caso, trata-se de uma reunião bem específica, na qual a comunidade põe-se de acordo para pedir a luz divina, antes de decidir sobre a sorte do membro que errou. Se a comunidade pede com sinceridade, poderá estar certa de ser atendida pelo Pai.
A decisão comunitária, se tomada seriamente, terá o aval de Deus. Ou seja, se o membro for desligado da comunidade terrestre, será também desligado da comunidade celeste. O Pai confirma o veredicto da comunidade que agiu com discernimento.
Oração
Espírito de seriedade, livra-nos da leviandade e, afastar da comunidade os membros que erraram. Pelo contrário, que o façamos após a devida ponderação diante do Senhor.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Deus eterno e todo-poderoso, a quem ousamos chamar de Pai, dai-nos cada vez mais um coração de filhos, para alcançarmos um dia a herança que prometestes. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Dom Total em 13/08/2014

Meditando o evangelho

CORREÇÃO FRATERNA

Ninguém está isento do pecado. Mas, se alguém erra, não pode ser punido impiedosamente e ser excluído da comunidade, sem a devida ponderação.
Havia, nas primeiras comunidades cristãs, uma tendência a resolver, com uma certa dose de leviandade, os casos de desvio da fé. Os pequeninos eram as primeiras vítimas desta intransigência.
Deve-se percorrer um longo caminho, antes de se tomar a decisão de afastar da comunidade alguém que errou. O primeiro passo consiste em ser advertido, a sós, por quem se sente ofendido. Isto pode ser suficiente para que a pessoa refaça sua conduta. Pode, entretanto, acontecer de a pessoa não se deixar tocar, e persistir no erro. O passo seguinte consistirá em convocar as testemunhas previstas pela Lei mosaica e, diante delas, admoestar quem pecou, tentando demovê-lo de sua má conduta. Talvez, ele se deixe convencer e se converta. Também esta iniciativa pode resultar inútil. Só então a comunidade toda, neste caso, deve ser convocada para discernir, com muita responsabilidade, se a melhor decisão consiste em afastar o pecador de seu meio.
Jesus, porém, cuida para que a reunião da comunidade não se transforme numa espécie de tribunal. Antes, que busque descobrir o desígnio do Pai a este respeito. A certeza da presença do Filho de Deus visa garantir a justiça num assunto tão fundamental.
Oração
Senhor Jesus, livra-me de tratar a quem erra, com impiedade e dureza; antes, que eu procure, por todos os meios, fazê-lo voltar para ti.
Fonte: Dom Total em 15/08/2018 12/08/2020

HOMILIA

O IRMÃO QUE PECA

Hoje, abordamos uma questão concreta que acontece em todas as comunidades cristãs: o que devemos fazer quando alguém peca contra nós, provocando tristeza no nosso coração?
Sabias que o fato de sermos irmãos, não nos isenta da possibilidade de enfrentarmos divergências nos relacionamentos da família da fé, pois a irmandade não elimina a nossa individualidade: temos diferenças de criação, formação, visão, doutrina, teologia, liturgia, estratégia e outras que, sem desejarmos, colocam-nos na situação de ofendidos por algum de nossos irmãos. Todo pecado é uma doença que precisa ser tratada de maneira ágil e positiva.. Cada situação relacional em que um irmão de forma definida peca contra nós é na verdade uma convocação feita por Deus para que, em amor, responsabilizemo-nos pelo tratamento do irmão. Este é um dos maiores desafios da comunhão do Reino de Deus: o ofendido é o terapeuta separado por Deus para a cura do ofensor!
Uma vez estabelecido claramente qual foi o pecado o primeiro passo a ser dado é o da confrontação pessoal: Jesus ensina que é necessário “arguir” = “provar, argumentar, repreender, fundamentar, esclarecer, demonstrar” num contexto de discrição, zelando para que não haja uma exposição pública do ofensor. Se o resultado não for satisfatório o passo seguinte é o da confrontação representativa informal na tentativa de perseguir a verdade “para que toda palavra se estabeleça”, ainda num contexto de transparência e privacidade, devemos buscar o auxilio de testemunhas, ou seja, terapeutas auxiliares que nos ajudarão no esforço de cura do irmão ofensor.
Persistindo a resistência em admitir culpa a situação exige uma confrontação comunitária formal, ou seja, o ofendido deve informar oficialmente e amorosamente a liderança maior da Igreja para que esta, de maneira ágil e sábia, assuma a responsabilidade terapêutica de tratamento do irmão em pecado.
Jesus lembra que a possibilidade do ofensor “recusar” (“obstinar, endurecer o coração, manter a consciência insensível”) uma mudança é real. Neste caso, a Igreja como comunidade terapêutica autorizada por Deus deve considerar o ofensor como “gentio e publicano”, ou seja, deve aplicar nele uma disciplina firme e forte (Hb 12:4-13) sem qualquer sentimento de culpa, na expectativa de que pela dor da disciplina haja o retorno à santidade perdida.
Não existe comunidade sem diversidade, nem diversidade sem divergência. Quando esta for detectada, os passos pessoais e comunitários precisam ser responsavelmente tomados na certeza de que é possível construir uma convergência em Deus que proporciona: unidade para ligar – como discípulos da comunidade de Jesus somos autorizados a ligar a “terra ao céu”, tudo fazendo para que a vontade do céu (Deus) prevaleça sobre a vontade da terra (homem); unidade para acordar – a autoridade deve estar associada a uma espiritualidade que nos impulsiona a estabelecer parcerias de oração (“acordos”) sobre dificuldades relacionais específicas para as quais creremos sinceramente que o Pai será capaz de sanar; unidade para experimentar a presença de Jesus – construído e vivenciado este acordo terapêutico pela oração Jesus assegura a Sua presença em nosso meio.
A experiência cristã evidencia que, muitas vezes, não temos nenhum controle sobre o que fazem conosco, mas temos o controle sobre como reagiremos ao que nos foi feito. Percorrer o caminho que vai da tristeza da ofensa para a experiência da plenitude da presença restauradora de Jesus, este é o grande desafio da comunhão da Igreja que precisamos buscar diligentemente!
Pai, que a presença de teu Filho ressuscitado na comunidade cristã seja um incentivo para que nós busquemos pautar nossa ação pela tua santa vontade.
Padre Bantu Mendonça Katchipwi Sayla
Fonte: Liturgia da Palavra em 13/08/2014

REFLEXÕES DE HOJE

QUARTA

Fonte: Liturgia Comentada2 em 13/08/2014

HOMILIA DIÁRIA

É importante estarmos sempre em comunhão com nossos irmãos

Postado por: homilia
agosto 15th, 2012

Nesta passagem, Mateus nos relata um episódio em que Jesus estava ensinando Seus discípulos sobre a questão do perdão, além outros assuntos relacionados ao Reino de Deus como a autoridade da Igreja na disciplina e a importância da comunhão na oração.
Jesus e Seus discípulos se encontravam na cidade de Cafarnaum, uma cidade marítima situada na Galileia. O Senhor estava ainda no semestre da retirada, no ano da Paixão, quando se despedia da região da Galileia após voltar da terceira jornada de Cesareia de Filipe. Neste local, aconteceram três eventos, entre os quais a instituição da Igreja de Cristo como resposta à confissão de Pedro sobre a identidade de Cristo (cf. Mateus 16,13-20).
O Mestre ensina, logo no versículo 15, que é necessário humildade para estar sempre numa perfeita comunhão. Perdoar sempre? Tudo bem. Mas o que fazer quando a pessoa que ofendeu não reconhece seu erro e não pede perdão? Jesus ensina que deve existir disciplina na Igreja. Neste caso, devemos ir ao encontro do nosso irmão pessoalmente – e sem ninguém mais saber – para fazê-lo ver a sua falta.
Para tomar a iniciativa em resolver um assunto que não nos deixa ter a comunhão com o nosso irmão é necessário humildade. Se proceder desta forma e o irmão reconhecer seu pecado e se arrepender, a restauração da comunhão se concretiza de imediato. Todavia, se ele não aceitar a sua correção, você deve levar duas pessoas para testemunhar, como nos ensina a Sagrada Escritura.
Se, ainda assim, o irmão não quiser ouvir as testemunhas, deve-se comunicar à comunidade para tratar do assunto em coletividade. Se o irmão continuar a não se arrepender, deve-se considerá-lo como um gentio.
De fato, a Igreja tem a autoridade de ligar ou desligar alguém no Reino de Deus. Se a pessoa pecar contra algum irmão, mas não se arrepender, ele deve se desligar da Igreja na terra e, sendo feito assim, ele será desligado no céu também. Porém, se ele pecou, mas se arrependeu, continua na comunhão da Igreja na terra, a qual deve perdoar e, assim, também no céu será perdoado.
A partir do versículo 19, Jesus dá um grande motivo para perdoar sempre e continuar em comunhão: “Se dois de vós estiverem de acordo na terra sobre qualquer coisa que quiserem pedir, isto vos será concedido por meu Pai que está nos céus. Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome eu estou ali, no meio deles” (Mateus 18,19-20).
Devemos abandonar o orgulho que nos faz esperar que o irmão se arrependa e procurar avisá-lo com amor e paciência, para que ele sinta vontade de estar em comunhão conosco. Lembrando a promessa que Senhor Jesus fez, quando diz que as nossas orações serão atendidas pelo Pai que está no céu, não devemos deixar que aborrecimentos e desentendimentos nos impeçam de estar com os nossos irmãos em plena comunhão.
Padre Bantu Mendonça
Fonte: Canção Nova em 15/08/2012

HOMILIA DIÁRIA

A correção fraterna tem que ser movida pelo amor

A correção fraterna é necessária e é de Deus, mas tem que ser movida pelo amor e pela intenção de ajudar a quem errou.

“Se teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, a sós contigo! Se ele te ouvir, tu ganhaste o teu irmão.” (Mateus 18, 15)

A Palavra de Deus no dia de hoje aponta para nós uma das coisas mais necessárias  mas também uma das mais difíceis nas relações fraternas, sobretudo entre nós que vivemos da fé a chamada “correção fraterna”. A correção fraterna é necessária, é importante, é útil, é de Deus, mas é muito difícil corrigir e mais difícil ainda ser corrigido. Tanto quem vai corrigir como quem vai ser corrigido têm que, em primeiro lugar, tirar do seu coração o ressentimento, a mágoa e, sobretudo, o orgulho, porque a correção fraterna tem que ser movida pelo amor.
Em primeiro lugar, não faça isso no impulso da raiva e do momento; deixe as coisas se acalmarem dentro de você. E em segundo lugar, não faça isso de forma muito humana; peça a sabedoria divina para ter as palavras acertadas, corretas, humildes e, sobretudo, a intenção de ajudar a outra pessoa. Algumas vezes, uma correção fraterna precisa até de muito tempo para acontecer, mas ela se faz necessária.
Se você vir o seu irmão errar não cometa o crime e a barbaridade de falar, de comentar e de fofocar com o outro sobre esse fato, porque é um mal muito maior ver o outro errar e em vez de corrigi-lo, de ajudá-lo e de rezar por ele primeiro, você  falar dele para os outros. Não faça isso, meu irmão! Peça a Deus a disposição e a humildade e vá conversar com o seu irmão, tente mostrar a ele onde está o erro e que o que ele está fazendo não é correto. Mas, por favor, não trate dos problemas dos outros nos clubes de fofoca! Não ligue para a outra pessoa, não vá à barbearia ou então ao salão de beleza e durante as conversinhas de dona de casa para tratar da vida dos outros.
Quantos mal-entendidos e desentendimentos, quantas coisas se complicaram na vida, porque em vez de tratarmos as coisas de forma cristã e fraterna, as tratamos de forma mundana, carnal, pecaminosa, porque a fofoca é do diabo, ela não é de Deus! Aprenda isso!
Contudo, se você foi falar com seu irmão ou não teve como falar com ele, porque outras coisas o impedem de fazer isso, procure a autoridade da Igreja, como diz a Palavra hoje. Sim, procure a ajuda da Igreja, do padre, do diretor espiritual, mas não trate a situação no nível da fofoca. Porque mal maior é quem trata o erro dos irmãos falando para os outros. Isso dói no coração de Deus e provoca males e estragos para a comunidade, para a sociedade e para a humanidade.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 13/08/2014

HOMILIA DIÁRIA

Salvemos a vida dos nossos irmãos

Quando deixamos que Deus nos corrija, tornamo-nos canais de conversão fraterna amorosa e misericordiosa para nossos irmãos

“Se teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, à sós contigo! Se ele te ouvir, tu ganhaste o teu irmão.” (Mateus 18,15)

O grande apelo do Evangelho de hoje é para que ganhemos o nosso irmão. Não podemos perder nossos irmãos! E como é que os perdemos? Como perdemos nossas amizades e nossos relacionamentos? Muitas vezes, deixando de corrigi-los. É a nossa omissão, pois deixamos as coisas como estão.
Se estamos vendo o irmão indo para o caminho errado, deixamos ele insistindo nesse caminho. Se estamos vendo que aquilo não vai dar bem, não tem problema, pois queremos viver a diplomacia, queremos estar bem com todo mundo. Pode estar bem agora, mas depois vemos o irmão cair no buraco. Poderíamos ter prevenido, mas não fizemos isso.
Se não pecamos pela omissão, pecamos pelo erro de não saber como corrigir, porque toda correção precisa ser fraterna e amorosa. Ninguém ajuda ninguém falando mal da pessoa para outros. Isso nunca é correção. Esse é o primeiro caminho para perder o irmão e a confiança dele, e para perdermos, inclusive, a nossa própria autoridade, porque não confiamos numa pessoa que fala mal de nós, dos nossos problemas e dos nossos pecados para outras pessoas. Se quisermos ganhar o outro, ganhamos pela confiança.
A confiança se faz conversando de forma pessoal quando se trata de questões pessoais. É preciso esse grande exercício de saber pedir a graça de Deus: Quando me aproximar? Quando ajudar? Quando e como corrigir a outra pessoa?
Não podemos fingir viver uma sinceridade quando, na verdade, vivemos espalhando os defeitos, os problemas e as dificuldades que outros vivem para quem não interessa, mas não diretamente para a própria pessoa.
A correção fraterna é evangélica, é um caminho de salvação, de cura e libertação, mas só pode corrigir os outros quem aceita e sabe ser corrigido também. Corrigido e direcionado primeiro por Deus.
Quando deixamos que Deus nos corrija, e Ele vai nos corrigindo pela vida e pelos irmãos, tornamo-nos canais de conversão fraterna amorosa e misericordiosa para eles.
Deus quer que salvemos uns aos outros, e não que percamos os nossos irmãos.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 15/08/2018

HOMILIA DIÁRIA

A verdadeira correção é feita com amor e caridade

“Se teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, a sós contigo! Se ele te ouvir, tu ganhaste o teu irmão.” (Mateus 18,15)

Se tem um tema que é sempre importante para nós é a correção. Como precisamos saber nos corrigir. Primeiro, cada um de nós precisa aprender a corrigir a si próprio, corrigir nossos atos e atitudes, corrigir aquelas maneiras que não edificam. Não posso esperar os outros me corrigirem, se eu mesmo não me corrijo, se não levo a sério a correção.
Precisamos nos deixarmos ser corrigidos por Deus. Eu digo que: abençoado é aquele que Deus corrige e maldito é quando não somos mais corrigidos por Deus porque não nos deixamos corrigir.
Os pais precisam corrigir os seus filhos, marido e mulher precisam corrigir uns ao outro, mas a Palavra de Deus, hoje, é justamente: irmãos precisam corrigir irmãos. Se você ver o seu irmão pecar, por favor, não seja indiferente, não diga: “Isso não é problema meu”.
Ninguém que quer bem ao outro, vê alguém fazer algo errado e quer que aquela pessoa siga no seu erro. Isso é falta de caridade e amor, porém, que a nossa correção seja fraterna e não seja mundana.

Só existe correção verdadeira quando é feita a sós, com caridade e amor

A correção mundana é aquela onde, primeiro, espalhamos, falamos, dizemos para outros o erro do irmão, assim você já está pecando, talvez, até mais gravemente do que o pecado que viu seu irmão fazer. A correção é a sós.
Você pode estar muito chateado com alguém porque esse te feriu, te machucou ou você interpretou algo que ele falou e está eclodindo dentro de você. Segura as pontas! Purifica os sentimentos, exorciza a mágoa, o rancor, e quando a alma estiver serena e sóbria vá, a sós, conversar com seu irmão.
Não caia na maldição de colocar a sua raiva nas suas redes sociais, porque a terapia de muitos virou usar as redes sociais para desabafos, para falar mal do outro, para jogar indiretas ou qualquer outra coisa parecida. Isso, evangelicamente, é um pecado gravíssimo, é maior do que qualquer outro que seus irmãos possam ter cometido.
Só existe correção verdadeira quando é feita a sós, com caridade e amor. Porque se falta a caridade e amor, não é correção, é agressão.
Se você foi com toda a caridade e amor aproximar e buscar seu irmão para corrigi-lo e ele te ouviu, maravilha, você ganhou o seu irmão. Por isso, faça da melhor maneira possível.
Seu irmão não te ouviu? Vai pedir ajuda à Igreja, procure a Igreja, procure um sacerdote, não para acusar o irmão, é para dizer: “Como faço com essa situação? Meu irmão está desse jeito”.
O problema é que somos movidos pela onda da fofoca, do falar e da maledicência. É uma verdadeira indecência expormos o pecado e o erro do outro sem vivermos a correção. Agora, é verdade que só corrige quem sabe ser corrigido.
Deixemo-nos ser corrigidos por Deus e pelos outros e teremos a graça de, com humildade, corrigirmos alguém.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 12/08/2020

Oração Final
Pai Santo, ensina-nos a ser cuidadosos com nossos companheiros de estrada. Não permitas que nos coloquemos na posição de juízes ou algozes, mas que sempre nos mova a vontade pura de ajudar; que sejamos humildes e discretos, como viveu e ensinou o Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, que contigo reina na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 15/08/2012

Oração Final
Pai Santo, que o Teu Espírito em nós não permita que se apague a chama da esperança, por muito débil que ela esteja. Faze-nos lembrar sempre a Boa Notícia de que nossa conversão será acolhida por Ti com alegria. Nós Te pedimos, Pai amado, pelo Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 13/08/2014

ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, ensina-nos a tratar com cuidado nossos companheiros de estrada. Não permitas que nos coloquemos na posição de juízes ou professores, mas que sempre nos mova a vontade pura de ajudar; que sejamos humildes, respeitosos e discretos, como viveu e ensinou o Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, que contigo reina na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 15/08/2018

ORAÇÃO FINAL
Pai que tanto amamos, ensina-nos a orar, a nos aquietarmos demoradamente em tua Presença – de preferência silenciosos, ou dizendo apenas palavras sábias e inspiradas pelo Espírito! Tu sabes melhor e antes de nós mesmos quais são as nossas necessidades e os desejos verdadeiros. Quando nos reunimos para orar, que seja para dar Graças ao teu Nome e que estejamos encantados com o teu Amor Misericordioso. Por Jesus, o Cristo teu Filho que se fez nosso Irmão e contigo reina na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 12/08/2020