sábado, 15 de janeiro de 2022

Palavra se fez carne - 15 de janeiro, sábado da 1ª Semana do Tempo Comum


15 de janeiro, sábado da 1ª Semana do Tempo Comum


- Hoje é dia 15 de janeiro, sábado da 1ª Semana do Tempo Comum

- O Evangelho de hoje nos mostra Jesus chamando Levi para ser seu discípulo. Deus se aproxima do ser humano sem levar em conta nossas imperfeições e falhas. A todo momento somos convidados a ser melhores para nós mesmos e para os outros ao nosso redor. É necessário se dar conta desta presença e dessa aproximação em nossa vida, mesmo quando tudo não está como queremos. Peça ao Senhor a graça de acolher e aceitar novos desafios.

- Escuta o Evangelho Segundo Marcos, Capítulo 2, versículos 13 a 17:

“Jesus foi de novo para a praia do lago da Galileia. O povo foi lá procurá-lo e ele pôs-se a ensinar. De regresso, viu Levi, filho de Alfeu, sentado no posto de cobrança de impostos, e disse-lhe: "Vem comigo!" Levi levantou-se e foi com ele. Mais tarde, em casa de Levi, Jesus e os seus discípulos sentaram-se à mesa com cobradores de impostos e outra gente de má fama. E eram muitos os que acompanhavam Jesus. Mas alguns doutores da Lei, da seita dos fariseus, ao verem que ele comia com aquela gente, perguntaram aos seus discípulos: "Como pode ele comer com gente de má fama e cobradores de impostos?" Jesus ouviu-os e respondeu-lhes: "Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes. Ora eu não vim chamar os justos, mas os pecadores."

- Levi levantou-se e foi com Jesus. Deixou sua antiga vida para começar um novo seguimento, agora não mais nas bancas do recolhimento do imposto para os romanos, mas, ao lado de Jesus, aprendendo e se solidarizando com o povo, aprendendo a se aproximar dos pecadores. Peça ao Senhor que também tenha essa disponibilidade para acolher o chamado de Jesus, mesmo nas pequenas ações do dia-a-dia.

- Toma consciência da fé e da confiança em Deus. Você se aproxima das pessoas que não te são simpáticas? Como acolhe os outros, sobretudo aqueles de quem não gosta? Considera que somos todos irmãos? Ou o Pai Nosso é só para declamar e não para viver?

- “Ora eu não vim chamar os justos, mas os pecadores.” nos diz o evangelho de hoje. Deus está ao lado de todos e nós nos abrimos a essa nova forma de viver e conviver! Saibamos aprender com Jesus a acolher a todos e distribuir nosso sorriso e gentileza para toda a humanidade. Veja o que diz o poema de Astrid Cabral:

Amor como tremor de terra
abalando montanhas e minérios
nas entranhas da minha carne.
Amor como relâmpagos e sóis
inaugurando auroras
ou ateando faíscas e incêndios
nas trevas da minha noite.
Amor como açudes sangrando
ou caudais e tempestades
despencando dilúvios.
E não me falem de ruínas
nem de cinzas, nem de lama.

- Termina tua oração pedindo a Deus Pai para que tenhas o coração aberto ao mundo inteiro. Peça a graça de sempre abrir-se um pouco a cada dia aos chamados do amor.

- Gloria ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Assim como era no princípio, agora e sempre. Amém!


Jesus odeia o pecado | (Mc 2, 13-17) #636 - Meditação da Palavra - Frei Gilson



Publicado em 15 de jan. de 2022

Mãe Maria | Dom Walmor – 15/01/2022


Canal do Youtube: TV Horizonte

Publicado em 15 de jan. de 2022

Homilia Diária | O cristão deve ser tolerante? (Sábado da 1.ª Semana do Tempo Comum) - Padre Paulo Ricardo


Canal do Youtube: Padre Paulo Ricardo

Publicado em 14 de jan. de 2022

A Igreja nos propõe hoje na Liturgia uma página do Evangelho que muita gente, às vezes por ignorância, quase sempre por malícia, distorce e reinterpreta, vendo nela uma justificativa para permanecer em pecado e adiar a própria conversão. Jesus, dizem, tratava com todo tipo de pessoas, ia à casa de publicanos, sentava-se à mesa com ladrões, falava em público com prostitutas… não porque fossem eles doentes precisando de remédio, mas porque era Ele tão tolerante, tão acolhedor, tão compassivo, que o pecado deixou de ser coisa séria, se é que significa realmente alguma coisa. Assista à homilia do Padre Paulo Ricardo para este sábado, dia 15 de janeiro, e medite conosco sobre a tolerância que se deve ao pecador e a intolerância radical com que devemos tratar sempre o pecado, nosso e alheio.

HOMILIA DIÁRIA - (CANÇÃO NOVA) - Mc 2,13-17 - 15/01/2022


Permita que o médico Jesus cuide de você!

“(…) ‘Não são as pessoas sadias que precisam de médico, mas as doentes. Eu não vim para chamar justos, mas sim pecadores’.” (Marcos 2,17)


Conteúdo em áudio:

Jesus faz uma constatação: o coração do ser humano está doente; precisa de médico e de remédios. O meu e o teu coração estão doentes. A doença maior é a de pretender salvar-se sozinho; de não contar com a graça de Deus. Quem se considera justo de mais está com o coração adoecido.
Foi esse o cenário que Jesus encontrou quando Ele chama a Levi daquela coletoria de impostos; e as pessoas que estão ao redor começam a julgar porque Jesus entra na casa daquele homem; e não apenas a casa física, e sim a casa do coração.
Existem dois tipos de pessoas: as que se reconhecem pecadoras e aquelas que se acham perfeitas de mais. As primeiras podem se converterem, mudar de vida, quando abrem o coração para Deus. Já as que se acham justas de mais são impossíveis, nem o Senhor conseguiu isto: entrar naqueles corações endurecidos que pretendiam se salvarem sozinhos; que queriam trilhar um caminho de auto-justificação; de autorredenção; mas não confiavam em Deus. Foi isso que Jesus encontrou, quando estava ali naquela cena com o Levi, um pecador público, que se deixou tocar pelo olhar amoroso de Jesus.

Abramos o nosso coração e a nossa vida para que entre o Médico da nossa alma, Jesus, para que nos cure

De um lado aquela realidade dura dos fariseus, Mestres das Leis, que não aceitavam que Jesus pudesse construir um caminho de amor, de fraternidade com uma pessoa pecadora. E, muitas vezes, nós somos assim, pensamos que o Senhor Jesus e a graça de Deus não podem habitarem em determinados corações; nós predeterminamos que essas pessoas não são destinadas ao amor de Deus; as julgamos e a condenamos, e foi isso que Jesus encontrou de um lado.
Mas do outro lado, quando Jesus encontra o coração aberto de Levi, que está disposto a uma vida nova, Jesus pôde ser médico para ele, cura as feridas dele, Ele pôde colocar remédio e bálsamo nessas feridas e começar com Levi uma belíssima história de amor; começar com ele uma história de fraternidade e de comunhão.
“Não são as pessoas sadias que precisam de médico, mas as doentes”. Talvez, hoje, o meu coração e o teu estejam doentes; e nós precisamos do médico Jesus. Abramos o nosso coração e a nossa vida para que entre esse Médico da nossa alma, para que nos cure, perdoe os nossos pecados, nos purifique e nos leve para o dom de uma vida nova.
Sobre todos vós, a bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!
Padre Donizete Ferreira
Sacerdote da Comunidade Canção Nova.

SANTOS DOS DIAS 01 A 31 DE JANEIRO


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Santo Amaro - 15 de Janeiro




Nasceu em Roma e entrou muito cedo para a vida religiosa. Filho espiritual e grande amigo de São Bento, tornou-se um beneditino com apenas 12 anos de idade. Realidades daquele tempo, mas que apontam para uma necessidade dos tempos atuais. Ele foi apontado, desde muito cedo, como um exemplo de silêncio e também de correspondência às exigências da vida monacal. Vida de austeridade, de ação, de oração; “ora et labora” de fato.
Grande amigo de São Bento, viveu momentos que ficaram registrados. São Gregório foi quem deixou o testemunho de que, certa vez, São Bento, por revelação, soube que um jovem estava para se afogar em um açude. Disse ao então discípulo Amaro que fosse ao encontro daquele jovem. Ele foi. Sem perceber, com tanta obediência, ele caminhou sobre as águas e salvou aquele jovem; só depois ele percebeu que havia acontecido aquele milagre. Retribuíram a ele, mas, claro, ele atribuiu a São Bento, pois só obedeceu.
História ou lenda, isso demonstra como Deus pode fazer o impossível aos olhos humanos na vida e por meio da vida naqueles que acreditam e buscam corresponder à vocação. Todos nós temos uma vocação comum, a mesma que Santo Amaro teve: a vocação à santidade. Esse santo foi quem sucedeu São Bento em Subiaco, quando este foi para Monte Casino. Ele foi exemplo de virtude, obediência e abertura à ação do Espírito Santo.
Santo Amaro, rogai por nós!

São Mauro (Amaro)

Santo Mauro (Amaro)
512- 584

Amaro é o nome pelo qual santo Mauro também é conhecido e festejado. Ele nasceu na cidade de Roma, filho único do senador Eutíquio e de Júlia uma rica fidalga, no ano de 512. Aos doze anos, teve um sonho, onde uma voz lhe dizia para entregar sua vida a serviço de Cristo, e assim seria conduzido para o caminho da santidade. Interpretou como um chamado de Deus e comunicou aos pais seu desejo de ingressar num mosteiro.
Eutíquio era amigo do abade Bento de Norcia, venerado pela Igreja como o "pai dos monges ocidentais", e conhecia o seu trabalho com os jovens que desejavam estudar e se aprofundar na fé, por isto decidiu que o filho iria para lá . Amaro foi confiado a são Bento, juntamente com seu primo Plácido, de sete anos, que também foi canonizado. Os meninos ingressaram no mosteiro de Subiaco, onde estudaram e aprofundaram sua fé em Deus.
Certo dia, o santo abade estava rezando e Amaro executando suas tarefas diárias, quando São Bento teve uma visão do menino Plácido se afogando no riacho onde fôra buscar água. Imediatamente, São Bento chamou Amaro e o avisou que seu primo estava se afogando, mandou que ele corresse para lá e tentasse salvar Plácido, de qualquer forma. Amaro se concentrou de tal maneira agiu tão rapidamente, que nem percebeu que andava sobre as águas daquele riacho, depois puxou o primo pelos cabelos e o levou para a terra firme. Assim, foi que aconteceu o primeiro prodígio de Amaro, que salvou o primo, andando sobre as águas, como fez São Pedro para atender o chamado do Mestre Jesus, andando no mar da Galiléia.
Amaro se tornou o discípulo predileto de São Bento e o acompanhou para o mosteiro de Montecassino, quando lá se fixaram, sendo nomeado o primeiro superior e administrador. Sobre Amaro, os registros mostram que era um homem virtuoso, modelo de obediência, humildade e caridade.
Em 535 quando São Bento recebeu o convite para abrir um mosteiro sob as suas Regras na Gália, atual França . O escolhido para a missão foi Amaro, que chefiou com outros quatro monges, inclusive Fausto, que escreveu a "Vida de Amaro, abade". O trabalho frutificou tanto que o mosteiro francês deu origem a uma cidade com o seu nome. Muitos anos depois, ele também foi dado à Congregação Beneditina Francesa de Saint Maur, uma das mais importantes instituições católicas pela formação de seus monges, que se expandiu por toda a Europa.
O monge Fausto, no seu livro, narrou que Amaro, aos setenta e dois anos, contraiu a peste, epidemia que havia se instalado no mosteiro, levando à morte uma centena de religiosos. Ele agonizou durante cinco meses, morrendo santamente em 15 de janeiro de 584. Foi sepultado na igreja de São Martinho, a mesma em que costumava ir rezar. Atualmente suas relíquias estão na Cripta de a Capela do mosteiro de Montecassino, na Itália. A Igreja o canonizou e a festa de Santo Amaro acontece no dia de sua morte. A partir de 1962, o seu primo passou a ser celebrado junto com ele. O culto de Santo Amaro é muito vigoroso em todo o mundo, principalmente na Europa e na França.
Fonte: Paulinas em 2013

São Amaro

Santo Amaro é o nome que nós brasileiros conhecemos São Mauro, um monge do século VI que desde garoto serviu à ordem dos Beneditinos. Foi confiado a São Bento, ainda menino, juntamente com seu amigo Plácido, que também foi canonizado. Os meninos entraram para o mosteiro de Subiaco para estudarem e aprofundarem sua fé em Deus.
Certo dia, São Bento estava rezando enquanto São Mauro se ocupava com as tarefa do mosteiro, e São Bento teve uma visão do menino Plácido, que havia ido buscar água no riacho, estava se afogando. São Bento então chamou São Mauro e avisou que seu amigo estava se afogando e pediu a ele que corresse até lá e tentasse salvá-lo de qualquer forma. São Amaro apressou-se para salvar Plácido, e chegando ao riacho pronto para cumprir a tarefa que lhe havia pedido São Bento, caminhou sobre as águas e retirou o amigo. Este foi seu primeiro milagre.
Por sua prova de humildade e paciência, São Bento pediu que fosse à França e abrisse um mosteiro beneditino. Seu nome foi dado à Congregação Beneditina Francesa de Saint Maur, uma das mais importantes instituições católicas pela formação de seus monges. Santo Amaro faleceu no mosteiro francês aos setenta e dois anos, a 15 de janeiro de 567, depois de uma peste que também levou à morte muitos de seus monges. É invocado contra várias doenças e especialmente enxaquecas, artrose e artrite.

Oração a Santo Amaro
Ó Deus, concedei-nos, pelo exemplo de Santo Amaro, Abade, a graça de imitá-lo em toda a sua vida, para que possamos ser firmes nos caminhos do Cristo pobre, humilde e obediente. Possamos, também, seguir nossa vocação com fidelidade e chegar à perfeição que nos propusestes em Vosso Filho. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.
Fonte: Catoicanet em 2013

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 15/01/2022

ANO C


Mc 2,13-17

Comentário do Evangelho

O chamado de Mateus

Entre a primeira e a segunda controvérsia, está o relato do chamado de Levi (vv. 13-14), que serve de introdução ao episódio da refeição de Jesus com os pecadores e publicanos. Um mestre que chama um pecador público, como eram considerados os publicanos, é algo desconcertante. Como para as duas duplas de irmãos, Levi é chamado à beira do mar da Galileia, palco de grande parte da atividade de Jesus. Mas por que chamar um pecador e, mais especificamente, um publicano, a serviço do império romano? Porque ele quis (cf. Mc 3,13). A refeição na casa de Levi, cuja mesa é partilhada com outros publicanos e pecadores, pode ser considerada como uma festa pelo encontro com o Senhor que acolhe a todos, e como despedida do filho de Alfeu de sua vida anterior. A acolhida que Jesus dá aos pecadores, entrando na casa deles e partilhando a mesa com eles, faz entrar em crise um sistema de pureza que exclui as pessoas. Ao contrário, o modo de proceder de Jesus está enraizado na misericórdia que inclui e aproxima as pessoas de Deus. Jesus, assim como Deus no Antigo Testamento, se apresenta como o médico que cuida do ser humano afetado e ferido pelo pecado (v. 17; cf. Ex 15,26; Dt 32,39). O que fecha a ferida aberta pelo mal é a misericórdia de Deus, manifestada no seu Filho único. O nosso relato é a ocasião em que Jesus define sua missão (v. 17; cf. Lc 19,10).
Carlos Alberto Contieri, sj
Oração
Pai, coloca-me, cada dia, no seguimento de Jesus, pois, assim, estarei no bom caminho que me conduz a ti.
Fonte: Paulinas em 18/01/2014

Vivendo a Palavra

Na eleição de Mateus, Jesus deixa a grande lição da não discriminação, da inclusão na nossa comunidade daqueles que são desprezados pela sociedade dos homens. Que os cobradores de impostos do nosso tempo sejam acolhidos misericordiosa e fraternalmente na Igreja, para que nós mereçamos o nome de Igreja de Jesus.
Fonte: Arquidiocese BH em 18/01/2014

VIVENDO A PALAVRA

Na eleição de Mateus, Jesus deixa a grande lição da não discriminação, da inclusão na nossa comunidade daqueles que são desprezados pela sociedade dos homens. Que os ‘cobradores de impostos’ do nosso tempo sejam acolhidos misericordiosa e fraternalmente na Igreja, para que nós mereçamos o nome de Igreja de Jesus.
Fonte: Arquidiocese BH em 18/01/2020

Reflexão

Ser coletor de impostos na época de Jesus era ser um pecador profissional. Por isso, a escolha de Levi, ou Mateus, para ser discípulo de Jesus e ir comer na casa dele com os outros cobradores de impostos e pecadores, significava que Jesus comungava com eles, o que era muito grave. No entanto, esse fato nos mostra que Jesus veio para nos mostrar o amor misericordioso de Deus, que havia dito pelo profeta que não quer a morte do pecador, mas que se converta e viva e que Deus quer que todas as pessoas participem do banquete do Reino definitivo.
Fonte: CNBB em 18/01/2014

Reflexão

O evangelista Marcos insiste em afirmar que Jesus ensinava as multidões ou anunciava-lhes a Palavra. É o que faz agora, à beira-mar. Na sequência, Jesus passa e convida um coletor de impostos para ser seu discípulo. Por sua atitude ousada, Jesus enfrentará as críticas maldosas dos “doutores da Lei, do partido dos fariseus”. Estes classificavam os coletores de impostos como “pecadores”, porque estavam a serviço dos ocupantes romanos, tratavam com os não judeus e, em geral, abusavam da função explorando o povo. Admirável é a atitude de Jesus, que não se deixa levar por preconceitos e desconcerta os adversários: “Eu não vim chamar justos, e sim pecadores”. Edificante também é a atitude de Levi (Mateus), que deixa tudo para seguir a Jesus. A renúncia está em função do seguimento ao Mestre.
Oração
Ó Jesus, divino Mestre, desta vez ensinas as multidões, à beira-mar. Ao passares, convidas um cobrador de impostos para te seguir. És criticado por comeres em companhia de pecadores e cobradores de impostos. Ao responderes, esclareces tua missão, já que não vieste chamar justos, e sim pecadores. Amém.
(Dia a dia com o Evangelho 2020 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp (dias de semana) Pe. Nilo Luza, ssp (domingos e solenidades))
Fonte: Paulus em 18/01/2020

Reflexão

Jesus dirige-se à beira-mar, símbolo de abertura ao mundo pagão, e ensina à multidão que se aglomera em volta dele. Nessas andanças, o Mestre convida Levi (Mateus) para fazer parte do seu grupo. Por ser cobrador de impostos, Levi não é bem-visto pela instituição religiosa judaica. Em seguida, Jesus partilha o banquete com cobradores de impostos e pecadores, revelando com isso o sentido de sua missão: todos são chamados a participar do banquete no seu Reino. Apesar da crítica dos doutores da Lei, Jesus se relaciona e faz refeição com pecadores, doentes e marginalizados. São esses que mais precisam da intervenção salvífica do Filho de Deus. Com suas atitudes, Jesus revela um Deus misericordioso e próximo de cada pessoa, principalmente dos doentes e dos desprezados pela sociedade. Não veio para os justos, mas para os pecadores.
(Dia a dia com o Evangelho 2022)

Recadinho

Será que não há muita procura de privilégios em nosso contexto de vida? - Procuramos a reconciliação com Deus? - E o relacionamento com nosso próximo? - É fácil superar rancores e antipatias? - Procuramos ouvir o que Deus pede de nós?
Padre Geraldo Rodrigues, C.Ss.R
Fonte: a12 - Santuário Nacional em 18/01/2014

Meditando o evangelho

O ESCÂNDALO DA SOLIDARIEDADE

Jesus, na sua condição de Mestre, realizou gestos inusitados que escandalizavam determinados grupos de seu tempo. Entre eles, estavam os mestres da Lei (escribas) que gozavam de grande prestígio e admiração por parte do povo. Este prestígio, de certa forma, os distanciava da massa. Sendo especialistas na interpretação da Lei, pretendiam, juntamente com os fariseus, ser estritos no seu cumprimento. Isso era para eles um ponto de honra! Um dos tópicos da Lei dizia respeito às impurezas que se podia contrair no contato com pessoas consideradas impuras. Tais pessoas, por isso, deveriam ser vítimas da marginalização.
O caminho do Mestre-Jesus seguiu na direção oposta. Ele se fez solidário com marginalizados de seu tempo - cobradores de impostos e pecadores - não temendo contrair impureza. Sua presença, pelo contrário, era fator de purificação. Jesus estava imune do contágio e a impureza deles não o podiam atingir.
O Mestre-Jesus não se priva da amizade dos excluídos, não se furtando a sentar-se à mesa com eles, para partilhar uma refeição, símbolo de comunhão sincera. Essa eventualidade o fez compreender o sentido de sua missão de enviado: os destinatários privilegiados de seu amor e de sua ação misericordiosa não eram aqueles já inseridos na comunidade religiosa e social. E, sim, aqueles colocados à margem do sistema por qualquer razão que seja.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Espírito de disponibilidade, não permitas que coisa alguma me detenha, quando a voz do Senhor me chamar para segui-lo.

COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. O MESTRE ANDANDO EM MÁS COMPANHIAS
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

"Diga-me com quem andas e te direi quem és" - lembram-se deste provérbio? Na minha infância cresci ouvindo exortações dos meus pais e educadores para que evitássemos as más companhias e até confessávamos isso ao Padre porque era considerado pecado.
Quando comecei a ter uso da razão e deparei com esse evangelho, comecei a achar que tinha algo de errado, ou com a nossa formação ou com Jesus. Estar junto as pessoas desqualificadas não significa aprovar suas atitudes erradas e nem compactuar com elas, nossos pais e educadores tinham medo de que a influência do mal presente na vida dessas "pessoas" rotuladas como más companhias, acabasse nos contaminando. Mas... E o Bem presente em nós na Graça de Deus, será que não têm uma força para contagiar as pessoas com quem nos relacionamos?
Pois aí é que está o grande problema inclusive de hoje em dia. O mal influencia a vida dos cristãos e as comunidades. Jesus, o Filho de Deus, não teme o mal presente na vida das pessoas, pois foi exatamente para isso que ele veio: para combatê-lo e eliminá-lo para sempre. Jesus não só andou com as más companhias, foi mais longe e assumiu a fragilidade humana por amor a humanidade que estava sob o domínio do mal.
Nos dias de hoje não podemos mais pensar dessa maneira, pois como discípulos e missionários de Jesus, nós temos que ter mais fé em nosso "Taco" na poderosa Graça de Deus presente em nossa vida, no poder de Deus manifestado no Espírito Santo e assim sairmos do nosso ambiente sagrado e entrarmos sem medo naquilo que muitas vezes consideramos profano, confiantes de que em Cristo somos mais que vencedores.
A casa de um Publicano cobrador de impostos não tinha nada de sagrado, ao contrário, os amigos de Levi eram todos da mesma "laia" que ele, isso é, pecadores considerados irrecuperáveis diante de Deus e dos homens. Sem a menor cerimônia Jesus vai á sua casa, o evangelista não menciona de quem partiu o convite, pode ser que tenha sido Levi, feliz da vida por ter sido convidado a ser discípulo e por isso queria comemorar, mas também pode ser que tenha partido de Jesus que nesse sentido era meio "oferecido", lembram-se da história do pequeno Zaqueuzinho?
O fato é que, quando se trata de salvar e oferecer as pessoas essa Vida totalmente Nova, Jesus de Nazaré faz de tudo e não está nem aí com certos preconceitos. Propõe, convida, chama inclusive a "gentalha" que muitas vezes ainda continuamos a excluir em nossos tempos. Pensem um pouco... Quanta gente rotulada como má ( só porque não pertencem ao nosso grupo, igreja ou comunidade) dando por aí um testemunho maravilhoso com palavras e atitudes á favor da vida...
E ao final da reflexão deixo essa perguntinha, no mínimo provocadora: Quem são os "Enfermos" dessa história?

2. Jesus chama os pecadores - Mc 2,13-17
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

Jesus passa, chama, alguns respondem, outros não. Ilumine o seu dia com a palavra de Jesus e abra bem os ouvidos para ouvi-la e dar-lhe resposta. Jesus fala no íntimo do seu coração, fala nas Escrituras, fala na celebração dos sacramentos, fala nos acontecimentos da vida, fala por aquela pessoa que se dirige a você. Jesus viu Levi, filho de Alfeu, e o chamou. Segundo a tradição, Levi e Mateus são a mesma pessoa. Era cobrador de impostos. Os chefes religiosos consideravam os cobradores de impostos pecadores públicos. Jesus chama um deles para ser apóstolo, come com eles, se faz presente no meio de quem dele precisa. O doente precisa do médico. O pecador precisa da misericórdia. Jesus não veio chamar os justos, e sim os pecadores, mas não é por isso que vamos pecar, para sermos chamados. Somos todos pecadores, inclusive os justos. O justo que Jesus critica é aquele que, sendo pecador, se considera superior aos outros e sem pecado. Reconhecemos com humildade a nossa miséria para que ela possa se encontrar com a misericórdia.
Fonte: NPD Brasil em 18/01/2020

Liturgia comentada

Ele comia com os pecadores... (Mc 2,13-17)
Uma das imagens recorrentes do Reino de Deus é a mesa festiva de um banquete. No Evangelho de São Lucas, lemos a promessa de que os servos fiéis se assentarão à mesa do festim, e o próprio Senhor os servirá (Lc 12,37). No Apocalipse, ouve-se bem-aventurança: “Felizes os convidados para a ceia nas núpcias do Cordeiro!” (Ap 19,9.)
Por seu lado, o famoso Ícone da Trindade, de Roublev, retrata a família trinitária em volta da mesa eucarística, com o lado frontal do altar aberto, como convocação a mergulhar na vida divina e participar de sua plena comunhão. Ser um conviva de Jesus é participar do seu banquete (em latim, convivium).
Os judeus do tempo de Jesus, no entanto, haviam desenvolvido a tese de que era preciso merecer essa participação. Só os justos – os que cumpriam os 10 mandamentos e os 613 preceitos! – teriam entrada no banquete de Deus. E tal participação incluía longos rituais de ablução, estritos critérios de pureza em relação aos alimentos, às vasilhas e... aos convivas.
Que decepção quando vem o Rabi da Galileia e se mistura à gentinha de Caná, bebendo com os publicanos (Mateus-Levi...) e com as prostitutas (Madalena...). Até os discípulos se espantam, à beira do poço de Jacó, ao flagrar Jesus em conversa com uma samaritana! E o Mestre vê-se obrigado a dizer o que devia ser óbvio: “Eu não vim para os justos, mas para os pecadores. Quem precisa de médico não são os sadios, mas os enfermos!” (Cf. Mc 2,17.)
Ainda hoje, em nosso meio eclesial, há pessoas boas e honestas que imaginam uma espécie de contabilidade espiritual, um “sistema de débitos e créditos”, segundo o qual o céu deve ser merecido, conquistado a golpes de... boas obras. Depois de alguns anos de sacrifícios e jejuns, esmolas e vigílias, estaremos em condição de apresentar a Deus uma fatura e... cobrar nosso direito de entrar no céu...
Ledo engano! O preço do banquete já foi previamente pago por Jesus quando morreu por nós no Calvário. Diante de tal preço (cf. 1Cor 6,20), não há mérito nosso que se possa transformar em direito adquirido. O festim do Cordeiro é puro dom, é graça, nada custa. Do contrário, não teria sido inaugurado por Dimas, o ladrão esperto, que antes de morrer ainda roubou o céu, com um simples apelo à misericórdia do Senhor.
Os pecadores se alegram com esta Boa Nova...
Orai sem cessar: “Preparas uma mesa para mim...” (Sl 23 [22], 5)
Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.
santini@novaalianca.com.br
Fonte: NS Rainha em 18/01/2014

HOMILIA

JESUS E LEVI

Para os fariseus, era absolutamente escandaloso manter contatos com um pecador notório como Levi. Na época, um cobrador de impostos não podia fazer parte da comunidade farisaica; não podia ser juiz, nem prestar testemunho em tribunal, sendo, para efeitos judiciais, equiparado a um escravo; estava também privado de certos direitos cívicos, políticos e religiosos. Jesus vai demonstrar, àqueles que o criticam, que a lógica dos fariseus (criadora de exclusão e de marginalidade) está em oposição à lógica de Deus.
Os relatos evangélicos põem, com freqüência, Jesus em contacto com gente reprovável, com aqueles apontados pela sociedade como os cobradores de impostos e também com as mulheres de má vida. É impossível que os discípulos tenham inventado isto, porque ninguém da comunidade cristã primitiva estaria interessado em atribuir a Jesus um comportamento “politicamente incorreto”, se isso não correspondesse à realidade histórica. Não há dúvida de que Jesus “deu-se” com gente duvidosa, com pessoas a quem os “justos” preferiam evitar, com pessoas que eram anatematizadas e marginalizadas por causa dos seus comportamentos escandalosos, atentatórios da moral pública.
Certamente não foram os discípulos a inventar para Jesus o injurioso apelativo de “comilão e bêbedo, amigo de publicanos e de pecadores” (Mt 11,19; 15,1-2). Tendo já chamado os quatro primeiros discípulos, Jesus agora encontra o coletor de impostos Levi. Por sua função, ele era um marginalizado pela sociedade religiosa judaica. Jesus não se volta para os marginalizados apenas para aliviá-los de seus sofrimentos e lhes restituir a dignidade, Ele os inclui também na colaboração de seu ministério, chamando alguns dentre eles como seus discípulos mais próximos. Sentando-se à mesa com os amigos de Levi, também marginalizados, Jesus afirma seu propósito de solidarizar-se com os excluídos e os pobres, causando escândalo entre os chefes religiosos do judaísmo.
Na perspectiva deste texto, Jesus é o amor de Deus que se faz pessoa e que vem ao encontro dos homens – de todos os homens – para os libertar da sua miséria e para lhes apresentar essa realidade de vida nova que é o projeto do “Reino”. A solicitude de Jesus para com os pecadores mostra-lhes que Deus não os rejeita, mas os ama e convida-os a fazer parte da sua família e a integrar a comunidade do “Reino”. É que o projeto de salvação de Deus não é um condomínio fechado, com seguranças fardados para evitar a entrada de indesejáveis; mas é uma proposta universal, onde todos os homens e mulheres têm lugar, porque todos – maus e bons – são filhos queridos e amados do Deus Pai. A lógica de Deus é sempre dominada pelo amor.
A “parábola da ovelha perdida” pretende, precisamente, dar conta desta realidade. A atitude desproporcionada de “deixar as noventa e nove ovelhas no deserto para ir ao encontro da que estava perdida” sublinha a imensa preocupação de Deus por cada homem que se afasta da comunidade da salvação e o “inqualificável” amor de Deus por todos os homens que necessitam de libertação. O “pôr a ovelha aos ombros” significa o cuidado e a solicitude de Deus, que trata com amor e com cuidados de Pai os filhos feridos e magoados; a alegria desmesurada do “pastor” significa a felicidade imensa de Deus sempre que o homem reentra no caminho da felicidade e da vida plena.
Jesus anuncia, aqui, a salvação de Deus oferecida aos pecadores, não porque estes se tornaram dignos dela mediante as suas boas obras, mas porque o próprio Deus se solidariza com os excluídos e marginalizados e lhes oferece a salvação. Encontramos aqui o cumprimento da profecia de Ezequiel que nos foi apresentada na primeira leitura. Deus vai assumir-se, através de Jesus, como o Bom Pastor que cuidará com amor de todas as ovelhas e de forma especial das desencaminhadas e perdidas.
O que está em causa na leitura que nos é proposta é a apresentação do imenso amor de Deus. Ele ama de forma desmesurada cada mulher e cada homem. É esta a primeira coisa que nos deve “tocar” nesta celebração. Deus é misericórdia. Interiorizamos suficientemente esta certeza, deixamos que ela marque a nossa vida e condicione as nossas opções?
O amor de Deus dirige-se, de forma especial, aos pequenos, aos marginalizados e necessitados de salvação. Os pobres e débeis que encontramos nas ruas das nossas cidades ou à porta das igrejas das nossas paróquias, encontram nos “profetas do amor” a solicitude maternal e paternal de Deus? Apesar do imenso trabalho, do cansaço, do “stress”, dos problemas que nos incomodam, somos capazes de “perder” tempo com os pequenos, de ter disponibilidade para acolher e escutar, de “gastar” um sorriso com esses excluídos, oprimidos, sofredores, que encontramos todos os dias e para os quais temos a responsabilidade de tornar real o amor de Deus?
Tornar o amor de Deus uma realidade viva no mundo significa lutar objetivamente contra tudo o que gera ódio, injustiça, opressão, mentira, sofrimento. Inquieto-me, realmente, frente a tudo aquilo que torna feio o mundo? Pactuo, com o meu silêncio, indiferença, cumplicidade com os sistemas que geram injustiça, ou esforço-me ativamente por destruir tudo o que é uma negação do amor de Deus?
As nossas comunidades são espaços de acolhimento e de hospitalidade, são um oásis do amor de Deus, não só para parentes e amigos, mas também para os pobres, os marginalizados, os sofredores que buscam em nós um sinal de amor, de ternura e de esperança?
Pai, coloca-me, cada dia, no seguimento de Jesus, pois, assim, estarei no bom caminho que me conduz a ti.
Padre Bantu Mendonça Katchipwi Sayla
Fonte: Liturgia da Palavra em 18/01/2014

REFLEXÕES DE HOJE

SÁBADO

Fonte: LLiturgia Comentada2 em 18/01/2014

HOMILIA DIÁRIA

Você é muito amado por Deus!

Jesus nos ensina que não devemos nos sentir melhores nem piores do que ninguém, mas que todas as pessoas têm o direito de se aproximar do Reino de Deus.

”E aconteceu que, estando à mesa na casa de Levi, muitos cobradores de impostos e pecadores também estavam à mesa com Jesus e seus discípulos.” (Mc 2,15)

O Evangelho de Jesus é revolucionário! A palavra ”revolucionário” aqui não se refere à guerra nem ao confronto; mas sim a uma revolução da mentalidade, da maneira de ver e encarar as coisas. Normalmente as pessoas que frequentavam o templo, sobretudo doutores da lei e fariseus, sentiam-se melhores do que os outros, sentiam-se uma “carta separada”, viam nos outros pobres pecadores e sentiam-se justificadas e procuravam não se misturar. Procuravam não estar ali em meio aos outros, porque eram considerados inferiores.
Jesus nos ensina que não devemos nos sentir melhores nem piores do que ninguém, mas que todas as pessoas têm o direito de se aproximarem do Reino de Deus. E quando as pessoas não vão buscar o Reino de Deus, ele [Reino de Deus] vai até as pessoas, os afastados, os pecadores, os pobres, aqueles que ”não têm nem vez nem voz”. Por isso Jesus come na casa deles, fica com eles e os acolhe; por isso muitos deles se convertem.
Mateus (Levi) é um deles,  depois você vai se recordar de Zaqueu, alguns mais famosos, mas tantos outros, por causa da ação misericordiosa de Jesus, que não olhava para as aparências, mas sabia acolher cada um na sua miséria, puderam conhecer o Reino de Deus. Nós precisamos, meus irmãos, nos libertar dessa atitude ”hipócrita” de achar que somos bons e justos, e que o resto da humanidade é pecadora  e não merecedora de Deus!
Nós precisamos ser Jesus para os outros, e uma vez que precisamos ser Jesus para eles, nós precisamos ir ao encontro dos outros, nós precisamos ir aonde as pessoas estão e ser para elas uma presença bondosa do Senhor Deus. Não para nos sentirmos melhores que elas, mas para sermos como elas; reconhecer que somos também pecadores, e acolher cada uma do seu jeito e da sua maneira. E, acima de tudo, a única coisa que elas precisam entender é que são muito amadas por Deus. Como eu sou, como você também o é!
Que abramos o nosso coração, que saiamos das nossas casas para ir ao encontro daqueles que são chamados por Deus: todos os pecadores!
Que Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
Fonte: Canção Nova em 18/01/2014

HOMILIA DIÁRIA

Ouçamos a voz do Senhor

“Enquanto passava, Jesus viu Levi, o filho de Alfeu, sentado na coletoria de impostos, e disse-lhe: ‘Segue-me!’ Levi se levantou e o seguiu.” (Marcos 2,14)

Jesus foi ao encontro de Levi, onde ele se encontrava, fazendo o que fazia, na banca da sua coletoria de impostos. Jesus o chamou. Mais do que o chamar, Jesus o puxou daquela situação, fez ele levantar daquilo que ele fazia, por mais que fosse o seu trabalho, pois era ali que Levi exercia a desonestidade, pois era injusto e pecava.
Jesus o chamou, não o acusou, não jogou na cara dele que era desonesto, mas o tirou daquela situação.
É assim que Jesus faz conosco. Ele quer nos tirar de toda e qualquer situação de pecado que estejamos vivendo. Muitas vezes, isso é dentro de casa, no trabalho que fazemos, no nosso computador, nas relações que estabelecemos, no Smartphone que está em nossas mãos. Jesus quer nos tirar, libertar-nos daquilo que está nos acorrentando e nos prendendo.
Levi estava acostumado a ganhar dinheiro de forma desonesta, corrupta, mas Jesus veio para o libertar daquela situação. Jesus quer nos libertar de toda e qualquer corrupção da alma, do espírito, da mente, para que possamos segui-Lo.
Jesus sentou-se à mesa com os cobradores de impostos e pecadores. Todos se sentam à mesa com Jesus, porque, como diz a Palavra, eram muitos que deixavam o que faziam para segui-Lo. Nós precisamos fazer parte também desse número, daqueles que deixam o pecado, deixam o que estão fazendo para também segui-Lo.

Deixemos que a voz de Jesus ressoe em nossa alma e que Ele nos levante de toda e qualquer situação

Hoje, precisamos ouvir a voz de Jesus. Precisamos deixar o que fazemos para que Ele conduza os impulsos da nossa alma, do nosso coração, dos nossos afetos e dos nossos sentimentos.
Jesus está dizendo que não são os sadios que precisam de médicos, somos nós, doentes na alma, do espírito, do coração e da vontade que precisamos do médico Jesus. Somos nós que precisamos ouvir Sua voz.
Às vezes, dentro de nós, estamos com uma vontade terrível de fazer o mal, de desejar o mal; às vezes, dentro de nós, há uma voz de ressentimento, de ira, rancor, sensualidade e maldade gritando.
Deixemos que a voz de Jesus ressoe em nossa alma e que Ele nos levante de toda e qualquer situação que estejamos vivendo, para seguirmos a Sua voz, para seguirmos os Seus passos. Deixemo-nos ser curados por Jesus.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
Fonte: Canção Nova em 18/01/2020

Oração Final
Pai Santo, ajuda-nos a vencer preconceitos. O orgulho é a grande tentação que nos impõe a sociedade contemporânea. Que a consciência de sermos todos filhos muito queridos por Ti, Pai amado, nos faça sentir irmãos de toda a humanidade. Nós te pedimos pelo Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, que contigo reina na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 18/01/2014

ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, ajuda-nos a vencer preconceitos. O orgulho é a grande tentação que a sociedade contemporânea nos oferece. Que a consciência de sermos todos filhos muito queridos por Ti, amado Pai, nos faça sentir irmãos de toda a humanidade. Nós te pedimos pelo Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, que contigo reina na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 18/01/2020