segunda-feira, 26 de julho de 2021

Mãe Maria | Dom Walmor - 24/07/2021


Canal do Youtube: TV Horizonte

Publicado em 24 de jul. de 2021

A Voz do Pastor, 25/07/2021 com o Cardeal Orani João Tempesta


Canal do Youtube: WebTV Redentor

Publicado em 23 de jul. de 2021

17º Domingo Do Tempo Comum
Cor: Verde

Anúncio do Evangelho (Jo 6,1-15)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1Jesus foi para o outro lado do mar da Galileia, também chamado de Tiberíades.
2Uma grande multidão o seguia, porque via os sinais que ele operava a favor dos doentes. 3Jesus subiu ao monte e sentou-se aí, com os seus discípulos.
4Estava próxima a Páscoa, a festa dos judeus.
5Levantando os olhos e vendo que uma grande multidão estava vindo ao seu encontro, Jesus disse a Filipe: “Onde vamos comprar pão para que eles possam comer?”
6Disse isso para pô-lo à prova, pois ele mesmo sabia muito bem o que ia fazer.
7Filipe respondeu: “Nem duzentas moedas de prata bastariam para dar um pedaço de pão a cada um”.
8Um dos discípulos, André, o irmão de Simão Pedro, disse: 9“Está aqui um menino com cinco pães de cevada e dois peixes. Mas o que é isto para tanta gente?”
10Jesus disse: “Fazei sentar as pessoas”. Havia muita relva naquele lugar, e lá se sentaram, aproximadamente, cinco mil homens.
11Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu-os aos que estavam sentados, tanto quanto queriam. E fez o mesmo com os peixes.
12Quando todos ficaram satisfeitos, Jesus disse aos discípulos: “Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca!”
13Recolheram os pedaços e encheram doze cestos com as sobras dos cinco pães, deixadas pelos que haviam comido. 14Vendo o sinal que Jesus tinha realizado, aqueles homens exclamavam: “Este é verdadeiramente o Profeta, aquele que deve vir ao mundo”.
15Mas, quando notou que estavam querendo levá-lo para proclamá-lo rei, Jesus retirou-se de novo, sozinho, para o monte.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Homilia Diária | Memória de São Joaquim e Sant’Ana - Padre Paulo Ricardo


Canal do Youtube: Padre Paulo Ricardo

Publicado em 25 de jul. de 2021

O santo casal Joaquim e Ana entrou para a história da salvação não só por ter recebido de Deus um filho na velhice e na esterilidade, como muitos justos do Antigo Testamento, mas por dar à luz a Virgem Maria, concebida sem mancha de pecado, escolhida antes da fundação do mundo como Mãe do Filho de Deus encarnado e futura Rainha de toda a criação. Assista à homilia do Padre Paulo Ricardo para esta segunda-feira, dia 26 de julho, e encomendemo-nos hoje ao patrocínio daqueles que, sendo pais da Rainha Mãe, são gratíssimos aos olhos do Filho Rei.

Homilia | Uma fome que só Deus pode saciar (17.º Domingo do Tempo Comum) - Padre Paulo Ricardo


Canal do Youtube: Padre Paulo Ricardo

Publicado em 24 de jul. de 2021

Antes de realizar o portentoso milagre da multiplicação dos pães, mesmo sabendo “muito bem o que ia fazer”, Nosso Senhor pergunta a São Filipe: “Onde vamos comprar pão para que eles possam comer?” A partir desta frase de Jesus, narrada no Evangelho deste domingo, Padre Paulo Ricardo reflete sobre a inquietude do ser humano, que muitas vezes ele tenta resolver com poder, fama e riquezas, quando, na verdade, só o “pão da vida” pode saciar a fome profunda que ele experimenta em seu coração.

Homilia Diária | Há muito joio que pode virar trigo (Sábado da 16.ª Semana do Tempo Comum) - Padre Paulo Ricardo


Canal do Youtube: Padre Paulo Ricardo

Publicado em 23 de jul. de 2021

Continuamos a refletir sobre as parábolas de Jesus. No Evangelho de hoje, Ele nos conta a parábola de um homem que semeou bom trigo no campo, mas veio o seu inimigo e semeou joio por cima. A boa semente foi crescendo ao lado da ruim, mas o senhor da plantação disse que era necessário deixar crescer tanto uma como a outra até a colheita para que, no tempo oportuno, se pudesse recolher o trigo no celeiro e lançar o joio na fogueira. O que Jesus está querendo nos ensinar com essa parábola? Assista à homilia do Padre Paulo Ricardo para este sábado, dia 24 de julho, e meditemos juntos mais uma página do santo Evangelho!

HOMILIA DIÁRIA - (CANÇÃO NOVA) - Mt 13,16-17 - 26/07/2021


Nossos avós são a ação de Deus na história da nossa vida

“Em verdade vos digo, muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes, e não viram, desejaram ouvir o que ouvis, e não ouviram.” (Mateus 13,17)


Hoje, celebramos os avós de Jesus: São Joaquim e Sant’Ana, os pais da Virgem Maria. É dessa raiz santa que vem nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
Quando olhamos para os nossos avós, olhamos para a nossa própria história, porque a nossa história não começa com o dia em que fomos concebidos, gerados, o dia que viemos para este mundo. A nossa história começa com os nossos antepassados, a nossa história começou lá atrás… E o quanto é importante conhecermos a nossa história!
Digo, insisto e repito: se você tem vô e vó, aproveite, saboreie, valorize; olhe para eles como um referencial de vida. E digo mais, escute-os o máximo que você puder escutar. Conheça a sua história, conheça de onde você veio, conheça as lutas e labutas para que você chegasse a ser o que você é, porque começou lá com seus avós, bisavós; e assim por diante.

Quando olhamos para os nossos avós, olhamos para a nossa própria história

Nossos avós são a continuação, a ação de Deus na história da nossa vida. Não tive a graça de conviver com os meus avós porque, eu ainda pequeno, os vi falecer praticamente um por um deles, muito próximos uns dos outros, mas são lembranças e recordações maravilhosas. O que não pude saber, procurei conhecer da minha mãe quem eram os meus avós, porque só os conhecendo, posso conhecer a minha história e saber melhor quem sou eu.
Na sociedade em que estamos se despreza o que é velho como se fosse ultrapassado, nossos avós nunca serão ultrapassados, pelo contrário, nós é que precisamos alcançá-los na sabedoria, na virtude e na vivência que tiveram. Não só precisamos amá-los muito, cuidar deles com toda a intensidade do nosso coração, mas precisamos respeitá-los, reverenciá-los e cuidar com todo amor do nosso coração.
O mundo é mais belo porque temos os nossos avós. Por isso, hoje, voltemos nossa prece, nosso amor, nosso carinho e nossa ternura, porque Jesus teve os Seus avós, Sant’Ana e São Joaquim.
Os Evangelhos não nos relatam se Jesus teve a graça de conviver com eles, pode ser que sim, pode ser que não, mas o mais importante é que Jesus os teve. Do mesmo jeito, muitos de nós, como eu, não convivi com os meus avós, mas os tive, os conheci por memória da mamãe e, por isso, até hoje tenho uma ligação de amor e de ternura com eles no Céu. Quando chegarmos lá não podemos estranhar a nossa história, precisamos agora assumi-la para que estejamos plenamente curados, sejamos plenamente assumidos no que somos, conhecendo melhor a nossa história.
Deus abençoe os nossos vovôs e vovós!
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.


HOMILIA DIÁRIA - (CANÇÃO NOVA) - Jo 6,1-15 - 25/07/2021


Dividamos o pão que Deus multiplica em nossa mesa

“Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu-os aos que estavam sentados, tanto quanto queriam. E fez o mesmo com os peixes.” (João 6,11)


Jesus é a Palavra viva no meio de nós, Jesus é o pão da Palavra que nos alimenta e que alimentou as multidões do Seu tempo. Ele continua nos alimentando e nos saciando, porque Ele é o Pão que desceu do Céu e veio alimentar a nossa fome de eternidade.
Como precisamos nos alimentar do pão da Palavra, e é por isso que as multidões se aproximavam de Jesus, as pessoas se aproximavam d’Ele porque Suas palavras tinham poder e autoridade, porque Jesus alimentava com o pão da Palavra. Mas é preciso ter os pés bem no chão, porque vivemos neste mundo e, neste mundo, onde pisamos no chão, precisamos do pão de cada dia para nos alimentar e nos sustentar.
Não podemos ser aquelas pessoas de uma espiritualidade desencarnada e achar que vivemos somente da Palavra. “Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que vem da boca de Deus” (Mateus 4,4).

Precisamos saber dividir o pão que Deus multiplica em nossas mesas

Não é só da Palavra que vem da boca de Deus, precisamos nos alimentar todos os dias; e trabalhamos, inclusive, para ter o pão de cada dia dentro da nossa casa, para você sustentar seus filhos, sustentar a si mesmo, para ter forças para o trabalho. Então, nós precisamos levar o pão da Palavra para as pessoas, mas não podemos ser frios, indiferentes e inconsequentes com tantos que não têm o pão de cada dia para comer.
Aquelas multidões ouviram Jesus e Ele se preocupou com elas, Jesus se inquietou com elas; e Ele mesmo perguntou a Filipe: “Onde vamos comprar pão para que eles possam comer?”.
Se eu não me preocupo com quem não tem o pão de cada dia, se não me preocupo com a fome das pessoas, é sinal de que estou sendo uma pessoa desumana. A minha espiritualidade é uma espiritualidade desencarnada e desumana, onde a pessoa humana não importa para mim. Não estamos tratando como anjos; os anjos estão no meio de nós, os anjos se saciam da presença de Deus. As pessoas humanas precisam se saciar de Deus e do pão de cada dia, do pão que não é meu, ele é nosso.
Por isso, rezamos a cada dia: “O pão nosso de cada dia nos dai hoje”. O nosso egoísmo humano transformou o alimento que era “nosso” em “meu”, e cada um se preocupa com seu pão, com a sua comida. Até em casa, a mãe faz a comida mas, muitas vezes, como esfomeado, preocupado com a minha fome. E a comida não é para minha fome, é para a nossa fome, o alimento não é para eu comer, é para nós comermos.
Precisamos urgentemente saber multiplicar o pão que Deus nos dá, dividir o pão que Deus multiplica em nossas mesas.
É triste constatar que num domingo tenha tantas mesas fartas à custa de muitas mesas que falta tudo; falta o alimento, o sustento e o cuidado. Não vivamos uma espiritualidade desencarnada, pois há muitos passando fome no meio de nós. Precisamos ser como Cristo, preocupados com a fome e trabalhando para multiplicar pães, para que ninguém passe fome no mundo em que estamos.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.

HOMILIA DIÁRIA - (CANÇÃO NOVA) - Mt 13,24-30 - 24/07/2021


Transformemos o pior joio em trigo no Reino de Deus

“O Reino dos Céus é como um homem que semeou boa semente no seu campo.” (Mateus 13,24)


É preciso dar muita atenção àquilo que Jesus está nos dizendo: o Reino dos Céus é a boa semente. É importante saber e ter consciência de que há a boa semente, mas há também a semente estragada ou a semente do joio. Você sabe que o joio é aquela erva daninha que só estraga a plantação?
Ora, primeiro a atenção para a semente do trigo, que é semeada no meio de nós. Deus nos semeou neste mundo para darmos o bom fruto do Reino de Deus; Ele nos semeou para sermos trigo, para sermos realmente do bem, fazermos o bem, porque Ele é o supremo bem. Por isso, como o filhos de Deus, precisamos manifestar Suas obras, manifestar a semente que está em nós e o fruto que a Palavra de Deus produz em nós.
É triste para o homem do campo quando ele lança as suas sementes, lança sua plantação e, no meio daquela plantação, junto aos bons frutos, à espiga começa que a brotar, ele vê sua plantação se perder porque tem mais joio do que trigo, do que a boa semente que ele lançou. O que o homem do campo vai fazer? Ele vai começar tentar salvar, pegar aquilo que ele pode salvar, ele vai tentar ainda ver o trigo, porque só o trigo que vai ter utilidade.

Deus nos semeou para sermos trigo, para sermos realmente do bem

No mundo em que estamos, muitas vezes, não dá nem para distinguir (o joio do trigo), porque, aparentemente, todo mundo é bom e maravilhoso, e não vamos sair julgando nem rotulando, mas vamos discernir primeiro em nós.
Num mundo confuso como o nosso, no mundo de aparências, tem coisa que parece que é joio, mas tem trigo. O mais duro é coisa que parece, que é semelhante ao trigo, mas quando vai ver é joio. Quando você coloca as duas sementes aqui na palma da sua mão, a semente do trigo e a semente do joio, você quase não consegue perceber a diferença, tem que apurar e depurar mesmo.
Então, no mundo em que estamos, muitas vezes, é difícil distinguir o bem do mal, porque há pessoas boas, às vezes, fazendo coisas más, e há algumas pessoas más que realizam algumas coisas boas, mas não podemos viver dessa aparência. O que é bom tem que ser bom, porque quando o que é bom se mistura com que é mau, fica mau. Essa é a verdade!
Deus não quer que sejamos mais ou menos trigo, temos que ser trigo, porque só o trigo é realmente o fruto que interessa. Você não quer nada que seja mais ou menos, você não quer um leite que seja mais ou menos leite; você não quer um fruto, seja lá qual for, que seja mais ou menos fruto. Você só vai comer aquele fruto se ele for realmente bom e íntegro. Também precisamos ser bons, íntegros e plenos; e nossas fraquezas não podem ser desculpas para o mal estar em nossa vida, não podemos praticar obras más, porque assim seremos confundidos e misturados com o joio, e o joio no seu tempo final será dispersado e queimado.
Somos da verdade, não podemos falar mentiras; somos do bem e não podemos fazer o mal aos outros, precisamos ser cada vez mais trigo, e trigo de boa qualidade, porque só o bom trigo é capaz de transformar o pior joio em trigo no Reino de Deus.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA 26/07/2021

ANO B


Mt 13,16-17

Comentário do Evangelho

Meus olhos viram a tua salvação.

O texto de hoje é a continuação da pergunta dos discípulos: “Por que lhes falas em parábolas” (v. 10). A resposta de Jesus faz uma distinção entre os discípulos e a multidão: “... a vós foi dado a conhecer os mistérios do Reino dos Céus, mas a eles não” (v. 11). Então, Jesus fez distinção de pessoas?
Não! A compreensão deve ser positiva, pois ela tem uma força de interpelação para o leitor do evangelho: somente no seguimento de Jesus Cristo é que suas palavras fazem plenamente sentido. Não é Jesus que fala de maneira enigmática, mas os que ouvem não se sentem envolvidos por seu ensinamento. É como se a palavra de Jesus não lhes dissesse respeito.
A bem-aventurança do v. 16 diz respeito à pessoa de Jesus. Ver o Messias, ouvir a sua voz, foi o desejo de muitos profetas. O velho Simeão exulta: “Agora, soberano Senhor, podes despedir em paz o teu servo, segundo a tua palavra, porque os meus olhos viram a tua salvação” (Lc 2,29-30).
Carlos Alberto Contieri, sj
Oração
Pai, dobra a dureza do meu coração que me impede de ouvir e compreender a palavra de teu Filho. Faze-me penetrar nos mistérios do Reino escondido nas parábolas.
Fonte: Paulinas em 26/07/2013

Vivendo a Palavra

Jesus responde aos apóstolos que perguntavam o porquê de suas parábolas. E lhes explica que o coração do povo estava endurecido e eles fechavam o ouvido para não ouvir e não compreender. Será que nós abrimos os olhos, ouvidos e coração para ver, ouvir, entender e vivenciar as parábolas de Jesus?
Fonte: Arquidiocese BH em 26/07/2013

vIVENDO A PALAVRa

A felicidade a que Jesus se referia – poder vê-Lo, ouvi-Lo e conviver com Ele – é ainda maior para nós, que somos testemunhas da sua Ressurreição e discípulos missionários da sua Igreja, assistidos pela promessa de que Ele estará conosco até o fim dos tempos.

Reflexão

Todos nós falamos muito em felicidade e todas as pessoas desejam ser felizes. Em nome da felicidade as pessoas fazem as maiores proezas e correm os maiores riscos. A felicidade está sempre naquilo que nós mais valorizamos na nossa vida. É justamente aqui que nós encontramos o elemento de análise principal para encontrarmos a causa de tanto sofrimento e tanta dor que estão presentes no mundo de hoje. Deus é o valor absoluto e somente a partir dele pode haver felicidade verdadeira. Qualquer felicidade que encontre o seu fundamento fora de Deus, coloca o seu fundamento em um falso valor, de modo que é na verdade uma falsa felicidade, que só pode trazer dor e sofrimento.
Fonte: CNBB em 26/07/2013

Reflexão

Nada encontramos escrito na Bíblia a respeito dos pais de Maria. A tradição, com base no Protoevangelho de Tiago (século II) é que nos oferece seus nomes: Joaquim, que significa “Deus concede” e Ana, “graça”. No Oriente, o culto a São Joaquim e Sant’Ana começou bem cedo, ao lado do culto à filha deles, Maria, a mãe de Jesus. No Ocidente, só mais tarde, no século XVI, espalhou-se a devoção aos avós maternos de Jesus. “Vocês os reconhecerão pelos frutos deles”, dizia Jesus (cf. Mt 7,20). Ora, o fruto de Joaquim e Ana é Maria, a “bendita entre as mulheres” (Lc 1,42). A ela todas as gerações “chamarão de bem-aventurada” (Lc 1,48). Bem-aventurados são também seus pais, que a introduziram no caminho da fé de Abraão e a prepararam para ser a mãe do Salvador, Jesus Cristo.
(Dia a dia com o Evangelho 2019 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)
Fonte: Paulus em 26/07/2019

Reflexão

Nada encontramos escrito na Bíblia a respeito dos pais de Maria. A tradição, com base no Proto-Evangelho de Tiago (século II) é que nos oferece seus nomes: Joaquim, que significa “Deus concede”, e Ana, que significa “graça”. No Oriente, o culto a São Joaquim e Sant’Ana começou bem cedo, ao lado do culto à fi lha deles, Maria, a Mãe de Jesus. No Ocidente, só mais tarde, no século XVI, espalhou-se a devoção aos avós maternos de Jesus. “Vocês os reconhecerão pelos frutos deles”, dizia Jesus (Mt 7,20). Ora, o fruto de Joaquim e Ana é Maria, a “bendita entre as mulheres” (Lc 1,42). A ela todas as gerações “chamarão de bem-aventurada” (Lc 1,48). Bem-aventurados são também seus pais, que a introduziram no caminho da fé de Abraão e a prepararam para ser a Mãe do Salvador, Jesus Cristo.
Oração
Senhor Jesus, disseste a teus discípulos: “Felizes são os olhos de vocês, porque veem, e seus ouvidos, porque ouvem”. Eles beberam teus ensinamentos na fonte genuína e se beneficiaram de tua contagiante presença. São Joaquim e Sant’Ana, pais de Maria, tua Mãe, viveram intensamente essa experiência. Amém.
(Dia a dia com o Evangelho 2021 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp e Pe. Nilo Luza, ssp)

Meditação

Posso dizer que realmente vejo? - Há coisas que tenho vontade de, às vezes, não ver. Que tipo de coisas? - Somos felizes porque recebemos a Graça de Deus. Procuro partilhar esta Graça? Como? - Não surge a tentação de guardar o dom de Deus só para si? - O dom de Deus terá algum valor se não for partilhado?
Padre Geraldo Rodrigues, C.Ss.R
Fonte: a12 - Santuário em 26/07/2013

Meditando o evangelho

POR QUE FALAR EM PARÁBOLAS?

Jesus teve motivos para escolher o método parabólico como meio de comunicar os mistérios do Reino. As parábolas exigiam, por parte dos ouvintes, uma grande capacidade de entrar em comunhão com Jesus, para poder captar-lhe a mensagem. Caso contrário, não se ia muito além da materialidade das palavras. E a parábola não passava de uma historinha meio sem graça, por falar de coisas evidentes. A mensagem das parábolas estava escondida atrás das palavras e só era captada por quem fosse capaz de buscar seu sentido oculto.
Por outro lado, a linguagem das parábolas era simples, mas exigia interpretação por parte dos ouvintes. As parábolas escondiam uma mina inesgotável de ensinamentos. Cada pessoa que as escutava podia descobrir uma mensagem particular e, com isso, iluminar a própria experiência de consagração ao Reino.
Sendo assim, ao mesmo tempo em que a mensagem das parábolas era compreendida por uns, permanecia incompreensível para outros. A uns era dado compreender os mistérios do Reino, a outros não. Seria isto um preconceito de Jesus em relação a algumas pessoas? Não! A compreensão dos mistérios do Reino não é dada a quem, de antemão, se fecha para Jesus. Seria perda de tempo querer comunicar-lhes o que não querem receber. Feliz é quem abre olhos e ouvidos para acolher Jesus!
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total).
Oração
Senhor Jesus, faze-me conhecer os mistérios do Reino, para que eu possa trilhar, com segurança, os caminhos do Reino.

COMENTÁRIO DO EVANGELHO

1. Muitos desejaram ver o que estais vendo
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

São Joaquim e Sant’Ana são os pais de Nossa Senhora e os avós maternos de Jesus. Seus olhos viram e seus ouvidos ouviram o que muitos profetas desejaram ver. Viram a redenção de Israel e ouviram o sim de sua filha em resposta ao chamado de Deus. O que sabemos deles está escrito no livro apócrifo do século I, o Protoevangelho de Tiago. Nele se lê que Ana e Joaquim estavam muito bem de vida, mas não tinham filhos. Por causa disso, Joaquim chegou a ser impedido de apresentar sua oferta no Templo. Era o único entre os seus nessa situação. Lembrado do nascimento milagroso de Isaac, retirou-se para o deserto, onde ficou em penitência e oração quarenta dias e quarenta noites. Ana chorava e rezava. Um anjo revelou a eles que suas preces tinham sido atendidas, e Ana deu à luz uma menina a quem chamou de Maria. Era o dia 8 de setembro, segundo o calendário atual. Tinham uma casa em Jerusalém, ao lado da piscina de Betesda, onde hoje se encontra a Basílica de Sant’Ana. São padroeiros dos avós e ajudam os casais que desejam ter filhos. A esperança dos homens de bem não se acaba. Sua herança passa de filhos a netos. Graças a eles, filhos e netos continuam fiéis à Aliança. Dizia o Papa Francisco que um povo que não respeita os avós está sem memória e também sem futuro. Eles nos trazem a história e têm força dentro de si para nos dar uma herança nobre. E lembremo-nos de que também seremos idosos. O lugar do nascimento de Maria foi confiado à comunidade cristã russa, que o conserva.
Fonte: NPD Brasil em 26/07/2019

COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. É preciso estar sempre atento
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Quando conversamos com alguém sobre algum assunto muito importante, mas notamos que o ouvinte está “longe” da conversa, distraído, olhando para os lados, preocupado com outras coisas, lógico que não sentimos vontade de continuar, e assim logo encerramos o assunto ou transformamos a conversa em uma futilidade, que não requer tanta atenção do outro.
Na celebração de casamentos às vezes enquanto o Padre ou o Diácono capricha na homilia, os noivos estão dando risinhos entre si, ou olhando para a cara de algum padrinho engraçado, ou olhando a daminha ou o noivinho, ou o que é ainda pior, fazendo pose para uma foto. Como diz o caboclo, “dá uma réiva”, e daí a gente logo conclui, e perde a vontade de continuar com a reflexão, pois os principais interessados, que são os próprios celebrantes, estão distraídos, a palavra é apenas um ruído, um barulho que não passa dos ouvidos.
Para fazer esse desabafo no evangelho de hoje, Jesus deve ter passado essa experiência inúmeras vezes diante da multidão, ele ali falando com entusiasmo do Reino Novo, falando e revelando o Pai, e o povaréu nem aí com o “peixe”, parece que só se ligavam quando Jesus fazia algum milagre, daí a coisa fervia, pois milagre não exige compromisso da parte de quem o recebe.
Temos em nossas vidas pessoas com quem conversamos todo dia, mas algumas nos são especiais, e com essas a conversa passa do mero formalismo para um colóquio, algo mais profundo. As multidões sempre seguiram Jesus, no meio delas havia pessoas que viam em Jesus alguém especial, interessava-se em ouvi-lo, prestando toda atenção, porque suas palavras traziam esperança, fortalecimento, coragem e conforto, e com isso trazia também a vontade de pensar diferente e construir um mundo novo. Não era apenas uma mensagem bonita que deleitava os ouvidos, mas era algo que entrava dentro do coração, no centro da vida, provocando mudanças...
Mas havia também os “avoados”, os interessados em buscar em Jesus alguma vantagem, esses até o aplaudiam e o admiravam, mas não estavam interessados em mudanças radicais de vida, ouviam as pregações, entravam por um ouvido e saia pelo outro. Jesus era só mais um pregador entre outros, muito bom, falando com sabedoria, mas era só mais um. Assim é que o homem da pós-modernidade vê o cristianismo, como mais uma religião entre centenas de milagres, como uma Filosofia de Vida, entre tantas outras, muito boa, sólida, consistente, tradicional, mas é só mais uma...
Os Discípulos foram escolhidos do meio da multidão, o Senhor viu neles, muito mais do que ouvidos atentos, mas corações abertos, sedentos de esperança e uma total disponibilidade para segui-lo. Não são homens especiais e superdotados de algum poder sobrenatural, mas para eles Jesus não é apenas mais um, é o Único e absoluto. Com eles Jesus inicia o Novo Povo de Deus, os homens e mulheres da Nova Aliança, haverá entre Jesus e eles um forte elo como havia no Código da Aliança entre Deus e Israel “Eu serei o Vosso Deus e Vós sereis meu Povo” em uma relação única e particular.
Por isso Jesus os trata de modo especial e os introduz pedagogicamente ao conhecimento sobre os mistérios do Reino dos Céus, que não é revelado a multidão. Hoje esses discípulos estão nas nossas comunidades cristãs, são todos os batizados que se abriram á Graça de Deus, que foram capazes de se encantarem com Jesus e seu evangelho, e se colocam sempre disponíveis para construir esse Reino que é Eterno. Jesus não fala mais em parábolas, ele é o Logus do Pai, a sua Palavra encarnada no meio de nós, ele se entrega totalmente na Eucaristia em cada celebração.
Ai de nós se o ouvirmos de má vontade, sem nenhuma disposição interior para o segui-lo, ai de nós se não o acolhermos com o coração aberto... Melhor seria nem ser batizado e não ter se apossado do nome de Cristão.

2. Felizes são vossos olhos, porque veem, e vossos ouvidos, porque ouvem! - Mt 13,16-17
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

O breve texto de São Mateus se refere aos avós de Jesus, São Joaquim e Sant’Ana. Seus olhos viram o Salvador e seus ouvidos o ouviram. Por isso são felizes. Profetas e justos que, por revelação, sabiam que o Messias Salvador deveria vir ao mundo, desejaram vê-lo e ouvi-lo. Não conseguiram, mas Sant’Ana e São Joaquim, sim. Felizes os avós de Jesus e felizes todos os nossos avós no dia de hoje. Há avós jovens, embora o normal seja que tenham um pouco mais de idade em relação aos netos que formam a segunda geração. Pensamos hoje nos idosos, desejando que saibam envelhecer com sabedoria. Quem não quer envelhecer deve morrer jovem. Como não temos pressa de morrer, vamos vivendo com entusiasmo dia após dia. Sem levar em conta a idade, você é você, o mesmo de sempre. Dizem os italianos que a “velhice é feia”. Ora, feio é o que não é bonito. Bonito é o que, visto, agrada. Todos podemos ser agradáveis, não importa a idade. Existe uma Pastoral da Pessoa Idosa, iniciativa da Dra. Zilda Arns Neumann e do geriatra Dr. João Batista Lima Filho, que tem por objetivo “assegurar a dignidade e a valorização integral das pessoas idosas, através da promoção humana e espiritual, respeitando seus direitos, num processo educativo de formação continuada destas, de suas famílias e de suas comunidades, sem distinção de raça, cor, profissão, nacionalidade, sexo, credo religioso ou político, para que as famílias e as comunidades possam conviver respeitosamente com as pessoas idosas, protagonistas de sua autorrealização”.

HOMILIA DIÁRIA

Precisamos respeitar os mais velhos

Precisamos ter honra, respeito e consideração a todos aqueles que vieram antes de nós. Respeitar a sabedoria dos mais velhos.

Na Liturgia de hoje, nós celebramos São Joaquim e Sant’Ana, os pais de Nossa Senhora, os avós de Jesus.
Na meditação do Evangelho de hoje, eu queria chamar a atenção para aqueles que são os nossos avós. Alguns avós ainda são avós muito jovens: casaram muito cedo, tiveram filhos e, logo, esses filhos lhes deram netos. Mas eu queria chamar a atenção para nossos avós, sobretudo, para aqueles que já são mais idosos.
Nós, muitas vezes, gostamos do colo do avô, da avó, mas a Palavra de Deus chama a nossa atenção para que tenhamos respeito e consideração para aqueles que são os nossos antepassados.
E quando dizemos “nossos antepassados”, nós queremos aqui lembrar que são aqueles que vieram antes de nós. E aí, pela ordem cronológica, claro que são os nossos pais, depois os nossos avós, e se você tem a graça de ter bisavós… E assim por diante. Em outras palavras: precisamos respeitar os mais velhos.
Precisamos ter honra, respeito e consideração a todos aqueles que vieram antes de nós. Respeitar a sabedoria dos mais velhos. Ainda que muitas vezes nos sintamos irritados, ou achamos que eles são antiquados, ou ainda de outra geração. É o respeito para com eles que nos garante a bênção do Senhor em nossa vida.
Na sua juventude, não despreze ninguém por ser velho, ancião ou mais idoso. Muito pelo contrário, tenha para com eles um respeito, um amor e até uma veneração. Existe neles muita sabedoria, a sabedoria da vida, a sabedoria dos anos, a consideração que nós precisamos ter para com aqueles que já são de mais idade.
Quero hoje pedir a Deus que abençoe nossos vovôs e vovós que estão doentes, que estão sofrendo. Sobretudo, sofrendo com a solidão, muitas vezes com o abandono ou com a incompreensão da vida, dos netos e dos filhos. Que sobre esses Deus conceda uma bênção muito especial.
E se você tem um vovô e uma vovó, não esqueça de dar um beijo e orar muito por essa graça que Deus te deu.
Um dia muito abençoado para você.
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
Fonte: Canção Nova em 26/07/2013

HOMILIA DIÁRIA

Conheçamos a nossa história de vida

Felizes sois vós, porque vossos olhos veem e vossos ouvidos ouvem.” (Mateus 13,16)

Hoje, celebramos Sant’Ana e São Joaquim, os avós de Jesus. Os avós de Jesus são os pais da Virgem Maria, eles eram servidores do Senhor, faziam parte do grupo piedoso de israelitas que esperavam a vinda do Senhor. Eles não puderam contemplar, mas foi da geração de Sant’Ana e São Joaquim, que veio o divino Salvador, Nosso Senhor Jesus Cristo.
Hoje, o meu olhar, o olhar da Igreja, volta-se para os nossos pais, para os nossos avós e bisavós, porque o que somos, hoje, devemos muito a eles, é graças a eles. Podemos olhar, na nossa própria história, como os nossos lutaram, como deram exemplo, como desejaram formar uma família; e foi deles que recebemos a semente da Palavra, a semente do amor a Deus, a semente de sermos seguidores de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Em outros tempos, em tempos difíceis, em tempos onde a luta era mais brava, estavam lá os nossos avós. Como devemos honrar, venerar, amar e ter um cuidado muito singular pelos nossos avós. Eles merecem ser honrados, primeiro, com o nosso amor de coração, de cuidado e respeito. Como devemos respeitá-los, como devemos pedir bênção para eles, como devemos escutá-los!

Precisamos olhar para a nossa história e buscar nela a cura, a libertação, a restauração e nossa própria salvação

É muito importante pararmos para escutar os nossos avós. Se você tem a graça de tê-los ainda vivos, por favor, pare sempre para escutá-los alguns minutos, algumas horas, você vai se conhecer melhor, você vai entender melhor sua vida, sua história, o que você é, o que você busca, os seus anseios, alegrias, mas também as suas decepções, suas frustrações. Você vai entender melhor o seu temperamento e a condução da sua vida quando conhecer a sua história.
É importante ouvir pai e mãe. E como é importante saber quem são os nossos avós, o quanto é importante olharmos para a história deles, como é importante compreendermos o contexto em que nasceram os nossos próprios pais!
Hoje, é dia de celebrar, agradecer e bendizer a Deus. Se os nossos avós se encontram na casa de Deus, louvado seja Ele! Se ainda estão no meio de nós, louvado seja Deus, vamos ouvi-los e cuidar deles com todo amor, mas vamos prestar a verdadeira devoção que precisamos ter para com eles. Eles são para nós o canal da vida. A vida que tem os nossos pais e a vida que eles nos transmitiram veio deles.
Que bênção essa linha hereditária que nós temos! Como precisamos olhar para a nossa história e buscar nela a cura, a libertação, a restauração e nossa própria salvação.
Bendito seja Deus por São Joaquim e Sant’Ana, os avós de nosso Senhor Jesus Cristo. Bendito seja Deus pelos nossos avós.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
Fonte: Canção Nova em 26/07/2019

Oração Final
Pai Santo, dá-nos olhos, ouvidos e coração atentos, pois nós queremos ver, ouvir e seguir tua Palavra Criadora encarnada em Jesus de Nazaré. Dá-nos, também, Pai amado, coragem para anunciar aos irmãos a Boa Notícia do Teu Reino de Amor. Pelo mesmo Cristo Jesus, que contigo reina na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 26/07/2013

oRAÇÃO FINAl
Pai de Bondade que nos fizeste, nós somos teus! Hoje, lembrando de Joaquim e Ana, os pais de Maria de Nazaré, nós te damos graças pelas comunidades em que nos colocaste neste Mundo cheio de encantos. Agradecemos por nossas Família, Igreja e Sociedade – onde temos procurado exercitar a experiência do Amor, o mesmo que foi vivido e ensinado pelo Cristo Jesus, teu Filho que se fez humano como nós e contigo reina na unidade do Espírito Santo.