domingo, 9 de outubro de 2016

BOM DIA ESPÍRITO SANTO! O QUE VAMOS FAZER JUNTOS HOJE? - Padre Fábio de Melo - Espírito Santo Repousa / Faço Novas Todas as Coisas



Move-te em mim (O Espírito de Deus está neste lugar)



Dia da semana: Segunda-feira - Dedicado ao: Espírito Santo - Almas do Purgatório - ORAÇÃO PELAS ALMAS


Oração das Almas

Ó Deus, que usais de misericórdia e sempre estais disposto a perdoar, humildemente vos pedimos que tenhais pena das almas dos fiéis defuntos enterrados no cemitério.
Não entregueis esses vossos servos ao poder do inimigo, nem deles vos esqueçais para sempre; mas ordenai aos vossos santos Anjos que os recebam e conduzam à pátria eterna, o paraíso. E já que em sua vida na terra confiaram em vossa misericórdia, não permitais que eles venham a sofrer na mansão dos mortos, mas ao contrário, fazei que a sua esperança se torne realidade, ao entrar na posse da felicidade eterna.

V. Que as almas de todos os fiéis defuntos, pela misericórdia de Deus, descansem em paz.
R. Amém.
V. Dai-lhes, Senhor, o descanso eterno.
R. E a luz Perpétua os ilumine.
V. Descansem em paz.
R. Amém!
Reze: 1 Pai-Nosso, 1 Ave-Maria e 1 Glória ao Pai

Dia da semana: Segunda-feira - Dedicado ao: Espírito Santo - Almas do Purgatório - ORAÇÃO AO ESPÍRITO SANTO - Invcação do Espírito Santo - Terço do Espírito Santo


ORAÇÃO AO ESPÍRITO SANTO

Espírito Santo, tu és a alma de minha alma! Adoro-te humildemente. Ilumina-me, fortalece-me, guia-me, consola-me. Revela-me quanto corresponde aos planos de eterno Pai. Revela-me teus desejos. Faze-me conhecer o que o amor eterno deseja de mim. Faze-me conhecer o que devo fazer. Faze-me conhecer o que devo sofrer. Faze-me conhecer o que devo, em silêncio, modéstia e reflexão, aceitar, suportar e aturar. Sim, Espírito Santo, faze-me conhecer tua vontade e a vontade do Pai, pois quero que toda a minha vida não seja senão um contínuo e perpétuo Sim aos desejos, à vontade do Pai eterno Amém.


"Muitas vezes apenas um silêncio sem palavras expressa a minha oração. Deus a compreende. Há desejos que só Deus Compreende." Santa Teresinha do Menino Jesus, rogai por nós.

Bom Início de Semana! - JESUS, EU CONFIO EM VÓS!

Bom Dia! - "Sorria! Deus acaba de te dar um novo dia e coisas extraordinárias podem acontecer se você crer!"

ÓTIMA SEGUNDA-FEIRA - Obrigado meu Pai por me despertar... me presenteando com esta segunda feira linda...

BOM DIA! BOA TARDE! BOA NOITE! ÓTIMA SEGUNDA! BOA SEMANA!

BOA NOITE! Que os anjos embalem seu sono e seus sonhos! Ótima Segunda. Abençoada Semana. Deus te abençoe.

LEITURA ORANTE DO DIA 09/10/2016



LEITURA ORANTE

Lc 17,11-19 - De dez, apenas um agradeceu


Preparo-me para a Leitura Orante, fazendo uma rede de comunicação
e comunhão em torno da Palavra com todas as pessoas que se neste ambiente
virtual. Rezamos em sintonia com a Santíssima Trindade.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém
Senhor, nós te agradecemos por este dia.
Abrimos, com este acesso à internet,
nossas portas e janelas para que tu possas
Entrar com tua luz.
Queremos que tu Senhor, definas os contornos de
Nossos caminhos,
As cores de nossas palavras e gestos,
A dimensão de nossos projetos,
O calor de nossos relacionamentos e o
Rumo de nossa vida.
Podes entrar, Senhor em nossas famílias.
Precisamos do ar puro de tua verdade.
Precisamos de tua mão libertadora para abrir
Compartimentos fechados.
Precisamos de tua beleza para amenizar
Nossa dureza.
Precisamos de tua paz para nossos conflitos.
Precisamos de teu contato para curar feridas.
Precisamos, sobretudo, Senhor, de tua presença
Para aprendermos a partilhar e abençoar!
Ó Jesus Mestre, Verdade-Caminho-Vida, tem piedade de nós.

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente o texto, na Bíblia: Lc 17,11-19
Jesus continuava viajando para Jerusalém e passou entre as regiões da Samaria e da Galiléia. Quando estava entrando num povoado, dez leprosos foram se encontrar com ele. Eles pararam de longe e gritaram:
- Jesus, Mestre, tenha pena de nós!
Jesus os viu e disse:
- Vão e peçam aos sacerdotes que examinem vocês.
Quando iam pelo caminho, eles foram curados. E, quando um deles, que era samaritano, viu que estava curado, voltou louvando a Deus em voz alta. Ajoelhou-se aos pés de Jesus e lhe agradeceu. Jesus disse:
- Os homens que foram curados eram dez. Onde estão os outros nove? Por que somente este estrangeiro voltou para louvar a Deus?
E Jesus disse a ele:
- Levante-se e vá. Você está curado porque teve fé.
Refletindo
A lepra era uma doença de pele, grave, contagiosa, que impedia a participação e o relacionamento na vida quotidiana, e também, no culto. No livro Levítico (Lv 13,45-46) esta doença é regulamentada em lei para proteger as demais pessoas do contato e, não, para ajudar os portadores de lepra. Diz o texto citado: “ Quem tiver sido declarado doente por afecção cutânea, andará esfarrapado e despenteado, com a barba coberta e gritará: “Impuro, impuro!” Viverá à parte e terá sua morada fora do acampamento”. Há o caso de Naamã, curado nas águas do Jordão e convertido ao deus de Israel (2Rs 5). Os doentes incuráveis se agrupam. Quando Jesus passa pela Samaria, eles pararam longe para não contaminarem. Dali gritaram pedindo ajuda. Nas palavras de Jesus a eles, está implícita a cura. Quando ele diz: “peçam aos sacerdotes que examinem vocês”. Ao obedecer, os leprosos demonstram fé. E no caminho, se vêem curados, sem necessidade dos vários ritos. Então um dos dez volta para agradecer. Os outros preocupam-se com o aspecto jurídico de reconhecimento oficial da cura. O que volta, dá glórias a Deus. A gratidão expressa no retorno daquele samaritano (pagão) curado que se ajoelha diante de Jesus e agradece põe em relevo a ingratidão dos outros nove que rapidamente se esqueceram da mediação do Mestre.
Outros textos bíblicos, muitos, nos falam da gratidão.
Jesus agradece porque Deus o escuta:
"Então tiraram a pedra. Jesus levantou os olhos para o alto e disse: «Pai, eu te dou graças porque me ouviste. (Jo 11,41).
Paulo agradece porque os romanos se livraram do pecado:
"Damos graças a Deus, porque vocês eram escravos do pecado, mas obedeceram de coração ao ensinamento básico que lhes foi transmitido. Assim, livres do pecado, vocês se tornaram escravos da justiça." (Rm 6,17-18).
Aos colossenses, o apóstolo Paulo recomenda  viverem transbordando em ação de graças:
"Já que vocês aceitaram Jesus Cristo como Senhor, vivam como cristãos: enraizados nele, vocês se edificam sobre ele e se apoiam na fé que lhes foi ensinada, transbordando em ações de graças.(Cl 2,6-7).
São Paulo, recomenda continuamente a ação de graças a Deus:
" Deem graças em todas as circunstâncias, porque esta é a vontade de Deus a respeito de vocês em Jesus Cristo." (1Ts 5,18).

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para mim, hoje?
A gratidão a Jesus pela salvação é elemento essencial da vida cristã.
No texto lido, só um homem curado foi agradecido.
Pergunto-me e me examino:
sou uma pessoa reconhecida, agradecida pela graça e misericórdia de Deus para comigo?
De quantas “lepras” já fui curado/a por Jesus?
Quantas agradeci?
Meditando
Os bispos na Conferência de Aparecida lembraram: “A vida nova de Jesus Cristo atinge o ser humano por inteiro e desenvolve em plenitude a existência humana “em sua dimensão pessoal, familiar, social e cultural”. Para isso, faz falta entrar em um processo de mudança que transfigure os vários aspectos da própria vida. Só assim será possível perceber que Jesus Cristo é nosso salvador em todos os sentidos da palavra. Só assim manifestaremos que a vida em Cristo cura, fortalece e humaniza. Porque “Ele é o Vivente, que caminha a nosso lado, manifestando-nos o sentido dos acontecimentos, da dor e da morte, da alegria e da festa”. (DAp 356).

3.Oração (Vida)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
O papa Francisco reza na Laudato sÌ a
Oração cristã com a criação
Nós Vos louvamos, Pai,
com todas as vossas criaturas,
que saíram da vossa mão poderosa.
São vossas e estão repletas da vossa presença
e da vossa ternura.
Louvado sejais!
Filho de Deus, Jesus,
por Vós foram criadas todas as coisas.
Fostes formado no seio materno de Maria,
fizestes-Vos parte desta terra,
e contemplastes este mundo
com olhos humanos.
Hoje estais vivo em cada criatura
com a vossa glória de ressuscitado.
Louvado sejais!
Espírito Santo, que, com a vossa luz,
guiais este mundo para o amor do Pai
e acompanhais o gemido da criação,
Vós viveis também nos nossos corações
a fim de nos impelir para o bem.
Louvado sejais!
Senhor Deus, Uno e Trino,
comunidade estupenda de amor infinito,
ensinai-nos a contemplar-Vos
na beleza do universo,
onde tudo nos fala de Vós.
Despertai o nosso louvor e a nossa gratidão
por cada ser que criastes.
Dai-nos a graça de nos sentirmos
intimamente unidos
a tudo o que existe.
Deus de amor,
mostrai-nos o nosso lugar neste mundo
como instrumentos do vosso carinho
por todos os seres desta terra,
porque nem um deles sequer
é esquecido por Vós.
Iluminai os donos do poder e do dinheiro
para que não caiam no pecado da indiferença,
amem o bem comum, promovam os fracos,
e cuidem deste mundo que habitamos.
Os pobres e a terra estão bradando:
Senhor, tomai-nos
sob o vosso poder e a vossa luz,
para proteger cada vida,
para preparar um futuro melhor,
para que venha o vosso Reino
de justiça, paz, amor e beleza.
Louvado sejais!
Amém.
(LS 246)

4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Sinto-me discípulo/a de Jesus.
Meu olhar deste dia será se agradecimento pelos infinitos dons de Deus na minha vida.

Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

Irmã Patrícia Silva, fsp
patricia.silva@paulinas.com.br
http://leituraorantedapalavra.blogspot.com.br/

Leitura Orante
28º domingo do tempo comum, domingo 09 de outubro de 2016


GRATIDÃO: o agradecimento é a memória do coração

“...e prostrou-se com o rosto em terra aos pés de Jesus,
agradecendo-lhe; era um samaritano.” Lucas 17,16

Texto Bíblico: Lucas 17,11-19

1 – O que diz o texto?

Lucas situa o relato de hoje no caminho de subida a Jerusalém, no limite entre Galiléia e Samaria, lugar chave de disputas religiosas. Os leprosos que saem ao encontro de Jesus e gritam de longe pedindo-lhe que os cure, são dez. Significativamente, a lepra não distingue entre judeus e gentios, galileus e samaritanos. Todos são irmãos na miséria.
No relato podemos identificar os mesmos componentes presentes em outras narrações semelhantes de curas: apresentação da situação de enfermidade (“dez leprosos vieram ao seu encontro”), petição de cura (“Jesus, Mestre, tem compaixão de nós!”), intervenção de Jesus (“Ide apresentar aos sacerdotes”), cura (“enquanto caminhavam, aconteceu que ficaram curados”) e reação diante do milagre.
É este último elemento que está mais desenvolvido na cena, e nele enfatiza-se o contraste da atitude de um dos leprosos (um samaritano que volta para agradecer a Jesus) com a dos outros nove. Na realidade, os outros nove leprosos curados não fazem senão cumprir as instruções de Jesus: ir e apresentar-se aos sacerdotes. Mas só um tem a suficiente finura espiritual para reconhecer profundamente o dom recebido e, deixando de lado as prescrições legais, dá primazia à expressão de agradecimento.
A gratidão parece apresentar-se aqui como um plus, como algo que deveria brotar com naturalidade nas relações humanas e na vida de fé, e não como uma atitude estatisticamente minoritária (um entre dez).
O samaritano sente que para ele começa uma vida nova; de agora em diante, tudo será diferente: poderá viver de maneira mais digna e ditosa. Sabe a quem ele deve isso. Precisa encontrar-se com Jesus.
Esta é a fé do samaritano que confia em Jesus, que crê no agradecimento mais que nas leis do sistema religioso. O agradecimento como atitude vital parece requerer, pois, uma especial sensibilidade espiritual, precisamente essa que encontramos nos santos e santas.
Caberia perguntar-nos quais são as razões que nos dificultam esta vivência da gratidão, quando esta deveria brotar de modo espontâneo e natural frente a tanto bem recebido.

2 – O que o texto diz para mim?

A tradição judaica transmite este ensinamento:
“Aquele que desfruta de um bem qualquer neste mundo sem dizer antes uma oração de gratidão ou uma benção, comete uma injustiça”.
A ação de graças está no coração mesmo da liturgia e da oração cristãs. A sorte e a felicidade do cristão consistem em poder dar graças a Alguém. O maior drama vivido por um ateu é não ter a Quem agradecer.
A pessoa compreende que “tudo é dom e graça de Deus” e esquecer de agradecer é passar ao lado daquilo que constituí a beleza da vida. Agradecer é muito mais que dar graças. Implica reconhecimento e correspondência. “Ali onde não há gratidão, o dom fica perdido” (Bruno Forte).

3 – O que a Palavra me leva a experimentar?

No início de uma carta de Santo Inácio a um de seus primeiros companheiros, Simão Rodrigues, leio o seguinte:
“À luz da divina bondade me parece que, embora outros possam pensar de modo diferente, a ingratidão é o mais abominável dos pecados aos olhos de nosso Criador e Senhor, e de todas as criaturas capazes de aproveitar-se em sua divina e eterna glória.
Já que é esquecimento das graças, bens e bênçãos recebidas; e além disso aqui se encontra a causa e começo de todos os pecados e desgraças. Pelo contrário, a gratidão que reconhece as bênçãos e bens recebidos é estimada e amada não só na terra senão também no céu” (18 de março – 1542).
Na vivência cristã, a gratidão nasce com naturalidade e espontaneidade nos corações humildes, nas pessoas conscientes de que aquilo que recebem não é por mérito ou retribuição. Tudo é gratuidade.
Elas adquirem a fina percepção de que tudo é Graça, tudo é “de graça”, são “agraciadas”, “cheias de graça”... Precisamente porque perceberam suas vidas como um presente, voltam-se para Deus, entregando-lhe “tudo o que tem e possuem”.

4 – O que a Palavra me leva a falar com Deus?

Senhor, esse “agradecer”, esse viver “agradecidamente” não me é favorecido pela cultura consumista que me incita a estar sempre mais dependente daquilo que não tenho que daquilo que me é dado com abundância; uma cultura que fomenta e aviva uma eterna insatisfação, matando a capacidade de “recordar tantos benefícios recebidos pela criação, redenção e dons particulares” (S. Inácio).
A gratidão é alegria, a gratidão é amor. É por isso que ela se aproxima da caridade, que seria como uma gratidão sem causa, uma gratidão incondicional. Que virtude mais leve, mais luminosa, mais humilde, mais feliz!!! Gratidão = desfrutar a eternidade no cotidiano da vida.

5 – O que a Palavra me leva a viver?

Marcada pela gratidão, a pessoa deseja sempre corresponder o melhor, rejeitando todo tipo de mediocridade na entrega e no serviço.
O agradecimento é uma atitude fundante e fecunda que possibilita viver o cotidiano com outro “sabor”, com outro “ar”. Do agradecimento brota um estado interior de consolação, de disponibilidade, de agilidade em dar resposta às demandas da vida, de uma sensibilidade mais viva para perceber tudo aquilo que a vida cotidiana tem de dom e sem ansiedade por não receber compensações ou recompensas.
O agradecimento é a experiência humana que mais ativa a generosidade como atitude vital de minha existência de criatura amada e presenteada por Deus.
O agradecimento como atitude básica na vida é a tomada de consciência daquilo que estou recebendo, a acolhida dos bens que me são dados e das pessoas que me vem ao encontro; é viver não tanto dependente daquilo que creio que mereço e não me dão, quanto daquilo que, sem haver merecido, nem esperado, nem pedido, recebo e continuo recebendo no dia-a-dia.

Fonte:
Bíblia Novo Testamento – Paulinas: Lucas 17,11-19
Pe. Adroaldo Palaoro, sj – reflexão do Evangelho
Desenho: Osmar Koxne

Sugestão:
Música: A força da fé – fx 03
Autor: Ítalo Villar
Intérprete: Ítalo Villar
Coro: Daniel Quirino, Fabio Aquino, Robson Nascimento
CD: A força da fé
Gravadora: Paulinas Comep
http://www.nospassosdepaulo.com.br/2016/10/leitura-orante-28-domingo-do-tempo.html

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA 09/10/2016

Ano C


Lc 17,11-19

Comentário do Evangelho

Sopro de Deus que faz viver.

O evangelho de hoje é a cura de dez leprosos por Jesus, entre os quais um samaritano, um estrangeiro, o único que retorna a Jesus para agradecer. Nós já conhecemos a situação dos leprosos e como, mesmo do ponto de vista religioso, eles eram desprezados e excluídos da graça de Deus (ver: Lv 13,45-46; Nm 12,9-13). “Dez” era o número dos leprosos que gritam implorando compaixão (cf. vv. 12-13). Não há nenhum gesto, somente a palavra de Jesus foi suficiente para purificá-los. É uma palavra que é e comunica o Sopro de Deus que faz viver; palavra eficaz, pois, “enquanto estavam a caminho, aconteceu que ficaram curados” (v. 14). “Dez” é um número que simboliza a totalidade de um povo. Todo um povo é visitado pela graça de Deus. A cura da lepra é um dos sinais dos tempos messiânicos (cf. 7,22-23). A salvação da qual Jesus é portador é oferta a todos. Mas, se os dez foram beneficiados pela Palavra do Senhor, por que somente o samaritano reconheceu e retornou para agradecer? “Não foram dez os curados? E os outros nove, onde estão?” (v. 17). Somente o samaritano, considerado herético pelos judeus, é que retornou cumprindo a missão de Israel (cf. Sl 96[95],1-3). O texto interpela o leitor do evangelho: quão difícil é reconhecer o Reino de Deus que se aproxima. O que é necessário fazer ou cultivar para que não percamos a oportunidade de reconhecer o tempo em que somos visitados?
Carlos Alberto Contieri, sj
Oração
Pai, que o meu coração, repleto de fé, reconheça Jesus como a mediação de todas as graças e favores que recebo de ti.
Fonte: Paulinas em 13/11/2013

Comentário do Evangelho

É uma palavra que comunica o Sopro de Deus e faz viver.

O episódio da purificação do sírio Naamã, um pagão, pelo profeta Eliseu, já foi evocado por Jesus, no início do terceiro evangelho (4,25-27), para responder às objeções dos nazarenos do porquê Jesus não havia realizado em sua própria pátria os atos de poder realizados em Cafarnaum: “Certamente ireis me citar o provérbio: ‘Médico, cura-te a ti mesmo’. Tudo o que ouvimos dizer que fizeste em Cafarnaum, faze-o, também, aqui, em tua pátria” (4,23). Mas a falta de fé impedia os conterrâneos de Jesus de acolhê-lo como dom de Deus e de ver em sua pessoa a irrupção da vida de Deus em favor de toda a humanidade. O que eles pensavam saber de Deus os cegava. Desse modo, Nazaré passará a ser o protótipo de Israel, que rejeita a salvação no modo como ela é oferecida por Deus ao seu povo, na plenitude do tempo. Essa rejeição será utilizada, no Novo Testamento, como um dos argumentos para afirmar a abertura da salvação aos pagãos.
O evangelho deste domingo trata da cura por Jesus de dez leprosos, entre os quais um samaritano, um estrangeiro (cf. v. 18), o único que retorna a Jesus para agradecer (cf. v. 16). Nós já conhecemos a situação dos leprosos e como, mesmo do ponto de vista religioso, eles eram desprezados e excluídos da graça de Deus. O Levítico descreve a situação com detalhes: “O leproso portador desta enfermidade trará suas vestes rasgadas e seus cabelos sem pentear; cobrirá o bigode e clamará: Impuro! Impuro!… morará à parte: sua habitação será fora do acampamento” (Lv 13,45-46). A lepra era tida como castigo de Deus e somente Deus podia libertar a pessoa de tal enfermidade (cf. Nm 12,9-13). Há uma outra purificação de um leproso, em Lucas 5,12-14, com o mesmo alcance messiânico. “Dez” era o número dos leprosos que gritam implorando compaixão (cf. vv. 12-13). Não há qualquer gesto, ao contrário da história de Eliseu; somente a palavra de Jesus foi suficiente para purificá-los. É uma palavra que é e comunica o Sopro de Deus que faz viver; palavra eficaz, pois, “enquanto estavam a caminho, foram purificados” (v. 14). “Dez” é um número que simboliza a totalidade de um povo. Todo um povo é visitado pela graça de Deus. No entanto, dos dez somente um retorna para agradecer; os outros nove não souberam reconhecer o tempo da graça e da salvação. A cura da lepra é um dos sinais dos tempos messiânicos (cf. 7,22-23). A salvação da qual Jesus é portador e oferta a todos. Mas, se os dez foram beneficiados pela Palavra do Senhor, por que somente o samaritano reconheceu e retornou para agradecer? “Não foram dez os curados? E os outros nove, onde estão?” (v. 17). Somente o samaritano, considerado herético pelos judeus, é que retornou cumprindo a missão de Israel (cf. Sl 96[95],1-3). O texto interpela o leitor do evangelho: quão difícil é reconhecer o Reino de Deus que se aproxima. O que é necessário fazer ou cultivar para que não percamos a oportunidade de reconhecer o tempo em que somos visitados?
Não obstante nós mesmos, “Deus permanece fiel, mesmo quando nós lhe somos infiéis, pois não pode negar-se a si mesmo” (2Tm 2,13).
Fonte: Paulinas em 13/10/2013

Vivendo a Palavra

O Evangelho nos recorda o dever da gratidão. Se, por um lado, o serviço que oferecemos ao irmão deve ser gratuito, isto é, sem interesse de nenhuma retribuição, por outro lado, isto não nos exime de agradecer ao Pai Celeste os dons que recebemos de sua misericórdia, especialmente a vida e a fé.
Fonte: Arquidiocese BH em 13/112013

Vivendo a Palavra

Aquele homem foi um dos dez curados da lepra. Eu sou um dos muitos curados por Jesus. Será que reconheço as curas operadas em mim pelo Senhor? Sou agradecido por isto? Demonstro gratidão, testemunhando aos irmãos o inefável amor com que somos agraciados pelo Pai Misericordioso?
Fonte: Arquidiocese BH em 13/10/2013

Vivendo a Palavra

Jesus cita o exemplo de um samaritano, desprezado em Israel, ensinando que não devemos discriminar pessoas, mas examinar as ações, para tomá-las como exemplo, ou não. Em outras oportunidades, o Mestre se vale de casos semelhantes. Talvez, porque a discriminação de irmãos seja uma tendência comum em todos os tempos.
http://www.arquidiocesebh.org.br/mdo/pg05.php

Reflexão

Jesus não quer simplesmente realizar a cura das pessoas, ele quer a libertação integral e a reinserção social de todos os que são por ele curados. Quando Jesus manda que os dez leprosos se apresentem diante dos sacerdotes, ele está realizando a cura deles e quer que eles tenham autorização para voltar a participar ativamente da vida comunitária, o que não era permitido aos leprosos, que eram considerados impuros e, por isso, excluídos da sociedade. Somente quando os sacerdotes constatavam a cura da lepra, poderiam voltar ao convívio de todos.
Fonte: CNBB em 13/11/2013

Recadinho

Sei reconhecer tantos favores que recebo de outras pessoas? - Será que o orgulho muitas vezes não nos impede de manifestar gratidão ao próximo? - E diante de Deus? O que mais faço, pedir ou agradecer? - Deus já não me curou de tantos males espirituais na vida? Como agi? - Aprendamos com S. Bernardo: “A ingratidão é o inimigo da alma: desvirtua o merecimento, estraga as virtudes, corrompe os benefícios! A ingratidão é vento abrasador que seca a fonte da benevolência divina”.
Padre Geraldo Rodrigues, C.Ss.R
Fonte: a12 - Santuário Nacional em 13/11/2013

Meditação

Que lugar ocupa a gratidão em sua vida? - Com relação a Deus, você mais pede ou mais agradece? - Reconhece e retribui os gestos de generosidade que encontra no seu dia a dia? Cite alguns testemunhos de fé que você dá. - Conhece alguém que é de uma fé inabalável?
Padre Geraldo Rodrigues, C.Ss.R
Fonte: a12 - Santuário Nacional em 13/10/2013

Meditando o evangelho

O PECADO DA INGRATIDÃO

O modo como os leprosos agem em relação ao benefício recebido de Jesus corresponde às nossas atitudes perante a misericórdia divina.
No seu desespero, os leprosos recorrem a Jesus, implorando piedade. Era insuportável a situação em que se encontravam, vítimas da doença. Mesmo para recorrer ao Mestre, deviam manter-se à distância, como mandava a Lei. Esta os obrigava a andar com as vestes rasgadas, com os cabelos desgrenhados e a barba coberta. E mais, deveriam habitar fora da cidade, e gritar: "impuro, impuro!", quando alguém se aproximasse, para evitar a contaminação. Situação dolorosa!
A súplica pungente do grupo de doentes encontra guarida no coração de Jesus. Ele os atende imediatamente, ordenando que se apresentem aos sacerdotes, como se já estivessem curados.
Só um sentiu-se motivado a voltar atrás e agradecer a quem o havia curado. Jogou-se aos pés de Jesus, dando gritos de louvor a Deus. E este era um samaritano, membro de um povo inimigo dos judeus, visto com desprezo. A gratidão brotou-lhe espontânea do coração.
Já os outros nove, judeus de origem, esqueceram-se de agradecer. Assim, deram mostras de não ter dado o passo da fé, reconhecendo a condição messiânica de Jesus. E perderam a chance de receber os benefícios da salvação.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total - http://www.domtotal.com/religiao/eucaristia/liturgia_diaria.php)
Oração
Espírito de agradecimento, torna-me sensível aos benefícios que eu recebo cada dia, e dá-me um coração que seja sempre capaz de agradecer.
http://www.domtotal.com/religiao-meu-dia-com-deus.php?data=2016-10-09

REFLEXÕES DE HOJE


O9 DE OUTUBRO-DOMINGO
http://liturgiadiariacomentada2.blogspot.com.br/

HOMÍLIA DIÁRIA

Tenhamos atitude de gratidão para com Deus

Mesmo que estejamos em meio às tribulações e situações complicadas da vida, aprendamos a ter atitude de gratidão para com Deus
“Um deles, ao perceber que estava curado, voltou glorificando a Deus em alta voz” (Lucas 17, 15).



Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova


http://homilia.cancaonova.com/homilia/tenhamos-atitude-de-gratidao-para-com-deus/

Liturgia comentada

Era um samaritano… (Lc 17, 11-19)

No Evangelho de São Lucas – que escreveu para um público de cristãos provenientes do paganismo – a figura do estrangeiro merece o maior destaque. Em contraste com a dureza de coração do Povo Escolhido, sobram elogios de Jesus para a fé cega do centurião romano (Lc 7, 9), a gratidão do leproso samaritano(Lc 17, 18), além do ato de fé do outro oficial romano aos pés da cruz (Lc 23, 47) e da confiança inabalável da siro-fenícia (Mt 15, 28). E Jesus, admirado: “Não vi fé igual em Israel.” Isto é, era de se esperar que no meio do Povo da Aliança a manifestação de fé fosse maior, mais fácil, mais visível. Mas não era.
Desta vez, temos dez leprosos: nove judeus e um samaritano. Aos olhos dos judeus, o samaritano era inimigo, herético, idólatra, bastardo, impuro (cf. Eclo 50, 27-28). Eram incomunicáveis (cf. Jo 4, 9). Naturalmente, a desgraça comum – a lepra que os atingira – tinha colocado os dez no mesmo nível, superadas as divergências religiosas e sociais. Daí estarem juntos naquelas fronteiras entre Judeia e Samaria.
Assim, todos os dez clamam à passagem de Jesus, pedindo cura e compaixão. Jesus prontamente os remete aos sacerdotes do Templo, que tinham o encargo de examinar o ex-leproso e dar-lhe um atestado de saúde (cf. Lv, cap. 12 e 13). Obedecendo – o que supõe um ato de fé -, eles se põem a caminho para Jerusalém. Na estrada, os dez se veem curados. Enquanto os nove judeus seguem adiante, em busca do tão desejado atestado de saúde, o estrangeiro (o samaritano) volta-se para Jesus, para dar graças pela cura recebida.
O Evangelho não chega a dizer que os nove judeus são mal-agradecidos. Mas é claro que, para eles, a declaração de pureza sanitária vinha em primeiro lugar. Também em nossa vida, nós corremos o risco de deixar a ação de graças em último plano, enquanto procuramos sempre a Deus em busca de vantagens pessoais: paz interior, cura física, progresso material, sucesso no vestibular, melhores salários.
Ora, o Senhor tem coisas melhores para nos dar, a começar por seu próprio Espírito, que nos convence da filiação divina e nos leva a chamar a Deus de Pai. Deus tem para nós dons de eternidade, que não passam com tempo, não acabam roídos pela inflação nem corroídos pelo tempo.
Que vale mais para nós? A gratidão ou o atestado de saúde?
Orai sem cessar: “Fora de vós, Senhor, não há felicidade para mim!” (Sl 16 [15],2)
Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.
santini@novaalianca.com.br
http://nsrainha.com.br/capela-virtual/liturgia-do-dia-09102016/

Oração Final
Pai Santo, que o teu Espírito ilumine as consciências e abra nossos corações aos irmãos, especialmente os diferentes, os discordantes e até mesmo os adversários, acolhendo a todos como filhos teus a quem muito amas. Queremos seguir o exemplo do Cristo Jesus, teu Filho que se fez nosso Irmão e contigo reina na unidade do Espírito Santo.
http://www.arquidiocesebh.org.br/mdo/pg06.php