(O comentário do Evangelho
abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora
Consolata – Votorantim – SP)
Primeiro temos neste evangelho um Discípulo
Eufórico, empolgadíssimo com Jesus, e que se mostra um “Pau prá qualquer
obra”.Nas comunidades sempre aparecem tipos assim, saem de um
retiro ou de um encontro “pisando nas nuvens”, Jesus é seu tudo, sua vida,
juram que por ele são capazes de morrer, enfim, estão dispostos a fazerem
qualquer coisa...Mas um belo dia essa euforia vai se esfriando por várias
razões, até que acaba em nada.
O outro tipo que aparece, é aquele que dá eternas
desculpas para não ser discípulo de verdade. “Ah quando eu me aposentar me
aguardem, vou fazer de tudo pela comunidade”. Conheci um que fazia planos de
monumentais obras de caridade, caso acertasse na mega sena acumulada.
Outro cismou que o seu carisma maior estava na política e tentava convencer a
comunidade a Elegê-lo, pois seria o melhor dos políticos. E ainda outro que, só
estava esperando o Padre ser transferido, porque não se dava com ele, mas assim
que ele se fosse, voltaria a vida de doação pela comunidade... Enfim, há sempre
um caminhão de desculpas para se prorrogar o compromisso com Jesus. Mais
tarde.... daqui um tempo...no ano que vem...
Claro que não há nada de mal em alguém ir enterrar o próprio
Pai, é até um belo ato de caridade cristã. Mas o que Jesus censura no sujeito,
é esse “deixar para depois”. O verdadeiro discípulo de Jesus é como jogador de
Futsal, mesmo num espaço pequeno, marcado pelo adversário, ele dribla,
faz o giro e se sai bem da jogada.
O Discípulo autêntico nunca deixa para depois o compromisso
maior com o seu discipulado. O Reino é agora, naquele momento. Ali o discípulo
tem de fazer o Reino acontecer, em seu compromisso com o evangelho. Em, seu dia
a dia, nas relações familiares, no trânsito, no Banco, na rua, enfim, onde
estiver em que circunstância for, o discipulado tem de se tornar uma prática
constante em nossa vida. Não é preciso chegar o dia certo, o tempo certo, o
clima certo, o padre ou o Bispo certo, as pessoas são o que são, Jesus chamou a
todos, com o nosso jeito de ser, para atuarmos nesse “time” de evangelizadores
e evangelizadoras, que nunca irá sofrer uma derrota.
O dia de ontem já é passado, e o de amanhã ainda não chegou,
nosso discipulado é hoje, no agora da vida!
2. A liberdade diante do seguimento de Jesus
(O comentário do Evangelho
abaixo é feito por Carlos Alberto Contieri, sj e disponibilizado no Portal
Paulinas)
VIDE ACIMA
ORAÇÃO
Pai, confronta-me, cada dia, com as exigências do discipulado, e reforça minha
disposição para enfrentá-las com a tua graça.
3. COMO SEGUIR JESUS
(O comentário do Evangelho
abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica,
Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total a cada mês)
Quem quiser tornar-se discípulo deverá submeter-se às exigências
do discipulado estabelecidas por Jesus. As conveniências e comodidades do
discípulo não contam, quando Jesus o chama para segui-lo. Ao discípulo cabe
apenas obedecer.
O discipulado acontece na pobreza. Quem pensa seguir Jesus para
encontrar bem-estar econômico e garantir a própria segurança, está equivocado.
O próprio Jesus não tinha onde reclinar a cabeça. Ele vivia neste mundo ser nem
mesmo possuir uma casa, como se fosse um estrangeiro, peregrino nesta terra.
Não seria diferente com o discípulo. Nada de instalar-se no bem-bom deste
mundo. O discipulado se dá em forma de desapego e liberdade em relação aos bens
materiais, isto é, na pobreza.
O discipulado acontece na ruptura dos laços que impedem o Reino
de tornar-se absoluto na vida do discípulo. Os laços familiares são tão fortes
que, às vezes, chegam a impedir o discípulo de dar os passos exigidos pelo
Reino, fazendo-o adiá-los indefinidamente. O Reino não pode perder sua primazia
na vida do discípulo de forma alguma. Por isso, Jesus deu ao discípulo a ordem
peremptória de segui-lo, sem esperar pela morte e sepultamento do próprio pai.
Haveria quem cuidasse disto. Quanto ao discípulo, o Reino exigia que ele
assumisse imediatamente sua parte na missão.
Oração
Senhor Jesus, faz-me compreender e aceitar as exigências colocadas por ti para
que eu me torne teu discípulo.
O Evangelho da liberdade
A Palavra de hoje é o Evangelho da liberdade,
daqueles que querem ser livres para pregar os ensinamentos de Jesus, daqueles
que querem ser livres para viver o Evangelho.
Jesus está dizendo: “As raposas têm suas tocas e as aves dos céus
têm seus ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça.” (Mt 8,20)
Poderia dizer que a Palavra de hoje é o Evangelho da liberdade,
daqueles que querem ser livres para pregar os ensinamentos de Jesus, daqueles
que querem ser livres para viver o Evangelho, porque se eu tenho, como a
raposa, uma toca, ou como as aves dos céus têm seus ninhos, o filho do homem
não tem nem uma casa própria para morar nem algo para dizer: ‘Isto é meu’.
Quando temos um bem, vivemos por conta de cuidar dele; e quanto
mais bens materiais temos, mais responsabilidades temos de cuidar. Muitas
vezes, não temos liberdade, porque precisamos cuidar dos nossos bens.
A Palavra não diz que nós não podemos ter bens materiais; muito
pelo contrário, até precisamos deles para ter segurança e estabilidade. Nós não
podemos é ter um coração preso a eles nem podemos deixar que o nosso coração se
prenda a qualquer coisa, porque isso pode e tem tirado a nossa liberdade de viver
o Evangelho de Cristo.
Senhor, permita-nos, primeiro, enterrar meu pai e minha mãe. Mas
Jesus diz: “Deixa que os mortos sepultem os mortos”. Jesus não nos diz para não
cuidarmos de nossos pais. Mas, muitas vezes, ficamos presos aos parentes, às
pessoas que nós gostamos, e, pelas quais deixamos de fazemos a vontade de Deus
em nossa vida, pois estamos presos a elas.
Que o Senhor, hoje, nos dê liberdade para vivermos o Seu
Evangelho e para fazermos a Sua vontade.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo – Comunidade Canção Nova
LEITURA ORANTE
Mt 8,18-22 - O que significa "seguir Jesus"?
1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Mt
8,18-22, e observo as palavras de Jesus
Jesus viu a
multidão em volta dele e mandou os discípulos irem para o lado leste do lago.
Um mestre da Lei chegou perto dele e disse:
- Mestre, estou
pronto a seguir o senhor para qualquer lugar aonde o senhor for!
Jesus respondeu:
- As raposas têm as
suas covas, e os pássaros, os seus ninhos. Mas o Filho do Homem não tem onde
descansar.
E outro, que era
seguidor de Jesus, disse:
- Senhor, primeiro
deixe que eu volte e sepulte o meu pai.
Jesus respondeu:
- Venha comigo e
deixe que os mortos sepultem os seus mortos.
Jesus conversa com um mestre da Lei que se
dizia decidido a segui-lo.
Jesus o desafia falando-lhe do desapego e da
pobreza de quem o segue. Seguir Jesus não é seguir uma doutrina. É seguir uma
Pessoa, assumir seu jeito de pensar e de viver. A escolha é feita e é preciso
ser coerente. Como segui-lo? Existem muitas formas: na vida religiosa com os
compromissos próprios de vida e missão; em família, com os compromissos
próprios desta escolha; na comunidade, na sociedade, com intensa atividade cujo
parâmetro é a prática de Jesus. O seguidor de Jesus não se contenta em
precaver-se de fazer o mal, mas sua vida é marcada pelo serviço, ou seja,
"ser para os outros".
2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para mim, hoje?
Diz-me
que o caminho é claro, objetivo, único.
Os bispos, em Aparecida nos indicaram caminhos: "Caminhos de vida verdadeira e
plena para todos, caminhos de vida eterna, são aqueles abertos pela fé que
conduzem à “plenitude de vida que Cristo nos trouxe: com esta vida divina
também se desenvolve em plenitude a existência humana, em sua dimensão pessoal,
familiar, social e cultural”. Essa é a vida que Deus nos partilha por seu amor
gratuito, porque “é o amor que dá a vida”.Esses caminhos frutificam nos dons de
verdade e amor que nos foram dados em Cristo, na comunhão dos discípulos e
missionários do Senhor, para que a América Latina e o Caribe sejam efetivamente
um continente no qual a fé, a esperança e o amor renovem a vida das pessoas e
transformem as culturas dos povos." (DAp 13)
3. Oração (Vida)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo, espontaneamente, com salmos ou outras
orações e concluo com:
Oração de São Francisco
Pe.
Irala
Senhor,
fazei-me instrumento de vossa paz
Onde
houver ódio, que eu leve o amor
Onde
houver ofensa, que eu leve o perdão
Onde
houver discórdia, que eu leve a união
Onde
houver dúvida, que eu leve a fé
Onde
houver erro, que eu leve a verdade
Onde
houver desespero
Que
eu leve a esperança
Onde
houver tristeza, que eu leva a alegria
Onde
houver trevas, que eu leve a luz
Ó
Mestre, fazei com que eu procure mais
Consolar,
que ser consolado
Compreender,
que ser compreendido
Amar,
que ser amado
Pois
é dando que se recebe
É
perdoando que se é perdoado
E
é morrendo que se vive
Para
a vida eterna.
(CD De olho no mundo - Cantores de Deus, Paulinas COMEP)
4. Contemplação (Vida e Missão)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Meu novo olhar é de atenção aos vários chamados
de Jesus. Se ainda não assumi, vou assumir meu compromisso de seguimento do
Senhor.
Bênção
-
Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
-
Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
-
Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
-
Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.
Ir. Patrícia Silva, fsp
Oração Final
Pai Santo, dá-nos por teu Espírito o discernimento
para escolhermos o Caminho do teu Reino de Amor; dá-nos também, Pai amado,
força e coragem para fazermos a nossa opção radical por ele. Queremos seguir o
Cristo Jesus, teu Filho que se fez humano como nós e contigo reina na unidade
do Espírito Santo.