quarta-feira, 18 de abril de 2012

Santo Expedito - 19 de abril

   
Santo Expedito
+ 303


Expedito, era chefe da 12a Legião romana, então estabelecida em Melitene, sede de uma das províncias romanas da Armênia. Ocupava esse alto posto porque o imperador Diocleciano tinha-se mostrado, no começo de seu reinado, favorável aos cristãos, confiando-lhes postos importantes na administração e no exército. 
Essa legião era conhecida como a "Fulminante", nome que lhe havia sido dado em memória de uma façanha que se tornou célebre. Foi sob Marco Aurélio, durante a campanha da Alemanha. O imperador, estabelecido em um campo fortificado, na região dos Quades, isto é, na atual Hungria, se havia deixado cercar pelos bárbaros. Era pleno verão. 

A água faltava e a 12a Legião, recrutada, era em grande parte cristã. Seus soldados se reuniram fora do campo, ajoelharam e oraram, como oram os cristãos. Depois, retomaram logo a ofensiva, mas, mal tinham começado, uma chuva abundante se pôs a cair, e fez recuar os inimigos. Subitamente, os raios e o granizo caíram sobre o exército inimigo com tal violência, que os soldados debandaram em pânico indescritível. O exército romano estava salvo e vencedor. 

Como se vê, santo Expedito estava à testa de uma das mais gloriosas legiões romanas, encarregada de guardar as fronteiras orientais contra os ataques dos bárbaros asiáticos. Mas a história da Igreja é bastante pobre em detalhes sobre a vida de seus chefes que se distinguiram no comando pelas virtudes de cristãos e de lealdade à causa por que lutavam, como exemplo das mais belas virtudes. 

"Expedito" ficou sendo o nome do chefe, apelido dado por exprimir perfeitamente o traço dominante de seu caráter: a presteza e a prontidão com que agia e se portava, então, no cumprimento de seu dever de estado e, também, na defesa da religião que professava. Era assim que os romanos davam, freqüentemente, a certas pessoas um apelido, o qual designava um traço de seu caráter. 

Desse modo, Expedito designa, para nós, o chefe da 12a Legião romana, martirizado com seus companheiros em Melitene, no dia 19 de abril de 303, sob as ordens do imperador Diocleciano. Seu nome, qualquer que seja a origem de sua significação, é suficiente para ser reconhecido no mundo cristão, pois condiz, com a generosidade e com o ardor de seu caráter, que fizeram desse militar um mártir. 

Desde seu martírio, Expedito tem se revelado um santo que continua atraindo devotos em todo o mundo. Além de padroeiro das causas urgentes, santo Expedito também é conhecido como padroeiro dos militares, dos estudantes e dos viajantes. Ele era militar e, se já não bastasse a tradição que envolve o seu nome, temos a da sua conversão. Conta-se que, assim que resolveu se converter, uma tentação se manifestou em forma de corvo. O animal gritava "Crás! Crás!", que significa, em latim, "Amanhã! Amanhã!". O que se esperava era que ele adiasse o batismo, mas Expedito teria pisoteado o corvo e gritado: "Hodie! Hodie!", ou seja, "Hoje! Hoje!". E assim agiu.


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Santo Expedito 

(Patrono das Causas Urgentes)

Hoje nossa Igreja comemora o dia de Santo Expedito, Soldado Romano, traja uma capa vermelha e está com o pé em cima de um corvo, ave conhecida pelos atrasos intermináveis. O corvo grita sem fim Cras! Cras!, que significa amanhã e, Santo Expedito que apresenta em uma das mãos, a cruz com a inscrição Hodie, que significa hoje, consegue a pronta solução de algumas questões. Na outra ,mão Santo Expedito carrega uma palma, símbolo do martírio. É conhecido como padroeiro dos militares, dos estudantes, dos viajantes e patrono nas causas urgentes.

A utilização do nome Expedito e o seu significado não é tão certo como a época e local em que o santo morreu, tem várias explicações: A primeira delas é que existiam duas espécies de soldados: o "expeditus" e o "impeditus". O expeditus" recebida essa designação porque carregava um armamento leve e era desembaraçado do encargo ao qual o "impeditus" recebia.


A parte formada pelos "expeditus" podia seguir a frente do exército formando um corpo inteiro na defesa do território. Coincidentemente, Santo Expedito fazia parte desse grupo e o nome "Expeditus" teria se tornado nome próprio. Outra explicação vem da característica frequente dos romanos em apelidar as pessoas, assim, o nome Expedito foi dado devido a um traço de caráter desse santo, que é a presteza e a prontidão no cumprimento de seu dever. Ele era chefe da 12 Legião Romana, sediada em uma das províncias romanas da Armênia. O fato de ter ocupado cargo tão elevado pode ser explicado pela preferência pelos cristãos, dada pelo imperador Dioclesiano para os postos importantes na administração e no exército.

Por ordem de César Galero, o imperador Diocleciano tinha obrigado os oficiais cristãos de seu exército a renunciarem a religião. Muitos oficiais já haviam pago com a vida pela recusa.

Santo Expedito, a exemplo de São Sebastião, que também participou de cargos importantes em outras legiões e que se recusou a renunciar a religião, foi flagelado até derramar sangue e então teve a cabeça decepada.

Acredita-se que Santo Expedito tenha nascido na cidade de Malatia, situada entre Armênia e Capadócia. Segundo a história, a Armêniua foi considerada uma terra de predileção. A Sagrada Escritura conta que foi nas montanhas armênicas do Ararat que a Arca de Noé parou quando as águas do diluvio começaram a baixar. Também foi essa mesma região que recebeu as pregações dos Apóstolos Judas Tadeu, Simão e Batolomeu.

A devoção a memória de Santo Expedito começou em sua pátria, tomando proporção maior e atingindo o Oriente, depois o Ocidente, especialmente a Alemanha. Seu nome espalhou-se pela Itália, Espanha e França. Em 1894, teve um altar dedicado a ele na capela das Religiosas Mínimas com sua estátua.


Santa Ema - 19 de Abril


Santa EmaPor parte de sua mãe, não existia testemunho e nem incentivo à santidade. O chamado que ela tinha no coração era ao Matrimônio. Então casou-se com o Conde Ludgero e teve um filho, o qual se abriu à vocação que Deus o chamava, e iluminado pelo testemunho da sua mãe Ema, tornou-se sacerdote e depois bispo.

Ao ficar viúva, Ema discerniu e decidiu consagrar sua viuvez ao Senhor, numa vida de oração expressa na caridade. Muitos conventos e abadias foram construídas através de sua generosidade, porém, ela viveu no meio da sociedade, administrando seus bens para o beneficio do próximo.

Santa Ema passou os últimos momentos de sua vida numa abadia, após 40 anos de dedicação a Deus, falecendo em 1045.

Depois de muito tempo abriram seu túmulo, e encontraram o seu corpo todo em pó, exceto a sua mão direita estava intacta. Aquela mão que ela mais dava. Um sinal de que a santidade passa pela caridade.

Santa Ema, rogai por nós!


Santa Ema da Saxônia


Santa Ema da Saxônia
+1040

Ema da Saxônia morreu em 19 de abril de 1040. No mosteiro de São Ludgero, na Alemanha, inexplicavelmente longe da Saxônia, conserva-se uma relíquia desta santa: uma mão prodigiosamente intacta. 

Ela, de origem alemã, nasceu no berço de uma família muito religiosa e cristã. Era irmã de Meginverco, bispo da cidade de Paderborn, que também se tornou santo. Muito nova foi dada em matrimônio para Ludgero, conde da Saxônia, que a deixou viúva um ano depois do enlace. Muito devota, bonita, rica e sem filhos, não desejou se casar novamente. E se manteve constante em seu novo projeto de vida, que foi a total dedicação às obras de caridade. 

"A mulher estéril", diz a Bíblia, "será mãe de muitos filhos." Assim foi com Ema. Generosa nas doações e no atendimento ao próximo, mas austera e intransigente consigo mesma, procurou a perfeição no difícil estado de viuvez, uma condição bastante incômoda para uma mulher que ficou só e muito rica. 

Ela, entretanto, potenciou sua fecundidade espiritual e administrou seu patrimônio em benefício dos pobres e órfãos por meio das instituições assistenciais. Quarenta anos depois, por ocasião de sua morte, ela já não possuía mais nada neste mundo, tendo transferido, por sua caridade, seus bens ao tesouro do paraíso, onde, no dizer de Jesus, "As traças e a ferrugem não consomem, nem os ladrões roubam" (Mt 6,20). 

A escolha de Ema não foi uma fuga perante as responsabilidades familiares, mas uma opção em favor de um serviço mais amplo aos necessitados, em nome de Jesus Cristo, que nos deixou o exemplo de dar sua vida pela salvação dos seres humanos. Aliás, o apóstolo Paulo louva a opção das viúvas que se dedicam unicamente ao Senhor e ao serviço comunitário da diocese, de tal modo que, nos primeiros séculos do cristianismo, existia uma espécie de associação de viúvas que trabalhavam distribuindo as esmolas dadas aos pobres pela Igreja. 

Ema havia escolhido esta maneira de servir a Deus, a mais difícil e rara. Sua mão se conservou intacta, nove séculos e meio após sua morte, sem dúvida como um sinal certo da sua mais característica virtude: a generosidade. 

Esta verdadeira serva de Cristo auxiliou o seu esposo celestial com a oração e a caridade, merecendo a devoção não de um marido, mas de milhões de cristãos. A Igreja a declarou santa e oficializou o seu culto público, que já era celebrado havia mais de nove séculos, no dia de sua morte. O corpo de santa Ema da Saxônia, sem aquela mão de que se falou, repousa na catedral de Bremen, Alemanha.


HOMÍLIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA 19/04/2012

19 de Abril de 2012 


João 3,31-36

Comentário do Evangelho

Originalidade e a autenticidade do testemunho de Jesus

Embora o evangelho de João tenha, aproximadamente, a mesma extensão que o de Mateus e de Lucas, o seu vocabulário é bem menor do que o destes dois evangelhos. Isto porque João costuma repetir as palavras-chave, com retomadas dos temas fundamentais. João o faz com didática e harmonia, a fim de aprofundar estes temas. 
No evangelho de hoje, João, a partir das oposições céu e terra, crer e não crer, afirma a originalidade e a autenticidade do testemunho de Jesus em revelar a Boa-Nova de Deus. Aquele que vem do céu, Jesus, foi enviado para anunciar as palavras de Deus e dar o espírito sem medida. Ele está acima de todos. Quem é da terra, sejam profetas, discípulos ou adversários, só entende segundo suas tradições terrenas. Jesus, enviado por Deus, fala das coisas do céu. Porém, ele dá o espírito sem medida, que inspira a fé e a compreensão das coisas do alto. O auge da revelação é o dom da vida eterna a todo aquele que crê em Jesus, Filho de Deus. E a vida eterna é conhecer a Deus (Jo 17,3), no amor fraterno vivido na comunidade acolhedora e aberta ao mundo.


José Raimundo Oliva


Vivendo a Palavra

O Evangelista nos leva a meditar sobre a figura de Jesus: sua missão e a autoridade que lhe foi dada pelo Pai. Enfatiza que o único caminho para a salvação passa pela fé no Cristo. Uma tentação que nos ameaça e não poucas vezes nos vence é nos afastarmos da essência da fé, criando devoções periféricas.


Reflexão
Devemos procurar Jesus para que, a partir do encontro pessoal com ele, possamos conhecer o próprio Pai. Quando isso acontece, deixamos de pertencer às coisas da terra, porque assumimos novos valores e encontramos em Deus uma nova motivação para viver: a motivação das coisas do alto. A fonte dessa motivação é o dom do Espírito Santo que é derramado sem medida sobre nós e faz com que reconheçamos nas palavras de Jesus as palavras do próprio Deus, que são fonte de verdadeira alegria e de felicidade eterna para todos os que crêem nelas e as colocam em prática no dia a dia.



COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

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1. "Fé, um Elo com aquilo que somos de fato..."
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Há pessoas que acham que esse negócio de Fé, é apenas mais uma opção de vida, uma questão de opinião, e nesse caso trata-se de algo que não é essencial e ter ou não ter, não faz nenhuma diferença. Na verdade quem pensa dessa forma comete um equívoco terrível e que no final da história será desastroso. Não porque Deus irá castigar quem não têm Fé, mas porque a Fé é esse Elo com aquilo que realmente nós somos e não tê-la assume-se o risco de viver a esmo sem saber para onde estamos caminhando...

Faltando-lhe a Fé o homem tenta se apoiar em ideologias humanas, Filosofias de Vida, racionalismo e tudo mais que lhe apresente um sentido para o existir. Acontece que todas essas coisas até ajudam, mas haverá um momento em nossa vida, que nenhuma delas  dará resposta aos nossos anseios.

Tudo que o homem vai desvendando á Luz da ciência vai também perdendo seu encanto e nada há neste mundo que não possa ser explicado, entretanto, a Fé implica no Mistério de Deus e esse será sempre inacessível a quem não crê. Neste evangelho Jesus fala em coisas opostas para explicar que realmente são coisas diferentes, porém interligadas pela Fé. Aquele que vem da Terra e aquele que vem do Céu... Falam de coisas diferentes, e o conhecimento humano nunca conseguirá abarcar a Fé, mas esta consegue envolver o conhecimento humano, aprimorá-lo e conduzi-lo além, pois quando há da parte do homem essa abertura necessária, Deus se permite encontrar e se Revela.

Jesus Cristo seu Filho foi quem iniciou essa experiência, Ele é de fato Aquele que veio do Céu, que nos trouxe as coisas do céu falando abertamente sobre elas, mas por outro lado se encarnou entre nós tornando-se, portanto, um de nós, e sendo também aquele que veio da terra e por isso o seu testemunho é autêntico e verdadeiro, porque veio de cima, mas fala a nossa linguagem, sendo um de nós.

Na verdade a chave da Vida está em Jesus Cristo, só Nele chegaremos a compreensão de quem somos, de onde viemos e para onde caminhamos, pois o Pai confiou-lhe todas as coisas, inclusive a Vida de cada homem e cada mulher. Por isso quem Nele crer se apossará dessa chave que permitirá abrir a porta que se abre para um Novo Horizonte, nunca dantes imaginado pelo Homem. Mas todo ato de Fé deve sempre partir da Liberdade humana, prova de que Deus nos ama, porque nos permite escolher e tomar decisões, ainda que sejam contrárias ao seu desígnio, claro que daí o homem tem de arcar com as consequências, se decidir descartar definitivamente a Fé de sua Vida.

2. Originalidade e a autenticidade do testemunho de Jesus
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por José Raimundo Oliva - e disponibilizado no Portal Paulinas)

VIDE ACIMA

Oração

Pai, faze-me dócil e acolhedor diante do testemunho de Jesus que nos revela a tua Palavra, empenhando-me a levar cada ser humano a entrar em profunda comunhão contigo.


3. A BOA NOVA DE DEUS
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total a cada mês).

O Evangelho de João, de maneira admirável, une a didática, a poética e o simbolismo. Recorrendo freqüentemente à repetição dos temas e palavras-chave principais da revelação de Jesus, seu Evangelho apresenta um vocabulário bem mais reduzido do que os Evangelhos sinóticos.

Neste texto de hoje, a partir das oposições céu e terra, crer e não crer, são afirmadas a originalidade e a autenticidade do testemunho de Jesus em revelar a Boa-Nova de Deus. Aquele que vem do céu, Jesus, foi enviado para anunciar as palavras de Deus e dar o espírito sem medida. Ele está acima de todos. Quem é da terra, sejam profetas, discípulos ou adversários, só entende segundo suas tradições terrenas.

Jesus, enviado por Deus, fala das coisas do céu. Porém, ele dá o espírito sem medida, que inspira a fé e a compreensão das coisas do alto. O auge da revelação é o dom da vida eterna a todo aquele que crê em Jesus, Filho de Deus. E a vida eterna é conhecer a Deus (17,3), no amor fraterno vivido em comunidade, na missão de resgatar a vida e a dignidade humana no mundo.


Ame as pessoas que lhe cercam como se fosse o seu último dia de vida


Postado por: homilia

abril 19th, 2012


O Evangelho de João, de maneira admirável, nos faz meditar a forma como estamos apegados às coisas terrenas, às coisas “aqui de baixo”. O olhar prazeroso para esta vida, e às suas coisas, ofusca muitas vezes o nosso olhar para as coisas do alto de onde nos veio a Salvação.
Fazendo recurso, frequentemente, à repetição dos temas e palavras-chave principais da revelação de Jesus, São João apresenta um vocabulário bem mais reduzido do que os Evangelhos sinóticos. Neste texto de hoje, a partir das oposições “céu e terra”, “crer e não crer”, são afirmadas a originalidade e a autenticidade do testemunho de Jesus em revelar a Boa Nova de Deus.
Aquele que vem do céu, Jesus, foi enviado para anunciar as palavras de Deus e dar o Espírito sem medida. Ele está acima de todos. Quem é da terra – sejam profetas, discípulos ou adversários – só entende segundo suas tradições terrenas. Jesus, enviado por Deus, fala das coisas do céu. Porém, Ele dá o Espírito sem medida, que inspira a fé e a compreensão das coisas do alto. O auge da revelação é o dom da vida eterna a todo aquele que crê em Jesus, Filho de Deus.
Para todos os que têm sua fé n’Aquele que vem do alto, o medo e a angústia estão fora de questão. O zelo exagerado que dedicamos aos nossos pertences, nossos bens materiais, às vezes nos torna ridículos. É claro que precisamos de abrigo, transporte, e de nos apresentar de preferência bem vestidos, etc.
No entanto, em muitos de nós, mais do que nos preocuparmos com a saúde do esposo, esposa, filhos ou filhas a nossa maior preocupação é com os bens materiais. Verificar, o carro, a moto ou um outro bem depois que este foi usado. Será que eles valem mais do que a pessoa? Somos assim, somos deste mundo, agarrados a ele com todas as nossas forças. Preocupados ao extremo com os bens materiais ao ponto de deixar de lado as coisas de Deus, alegando que é por causa da sobrevivência, esquecendo-nos das palavras do Mestre quando diz: “Buscai, em primeiro lugar o reino dos céus e a sua justiça e o resto vos será dado por acréscimo”.
Faço-lhe um convite. Dedique-se com total entrega ao serviço de Deus e você verá que todo o restante de sua vida vai fluir naturalmente, maravilhosamente, ao ponto de sua “taça transbordar”. Não seja mesqinho na hora da coleta. Dê um pouco mais que umas moedinhas e verá que Deus recompensará você.
O evangelista nos convida no dia de hoje a olhar para Jesus acolhendo as Suas palavras e transformá-las em um Evangelho vivo na nossa vida, visto que são palavras de vida eterna. E se é verdade que formos regenerados e renascidos na água e no fogo do Espírito – como diz São Pedro – devemos aspirar ao leite puro e espiritual, a fim de que por ele possamos crescer para a salvação.
Para isso é fundamental que usemos o que temos com desapego. Use o seu carro como se não o estivesse usando, em vez de usá-lo como se o estivesse adorando. Se for preciso daremos a nossa vida pela causa missionária, por causa do Reino de Deus, pois “quem perde a sua vida ganha-la-á”.
É bom aproveitar e saborear todos os momentos da nossa vida, pois o momento presente é a única coisa que temos a certeza de possuir. O carro, a casa e tudo mais ficarão na terra. Só temos o momento presente. O ontem já passou. E o amanhã não sabemos se virá para nós. Portanto, viva hoje como se fosse morrer amanhã, e aprenda como se fosse viver para sempre. Ame as pessoas que lhe cercam como se fosse o seu último dia de vida. E estude principalmente a Palavra de Deus, como se você fosse viver para a eternidade.
Portanto, por Ele e n’Ele, toda a humanidade recebe não por direito, por mérito, mas por mera benevolência de Deus a vida eterna, ontem, hoje e sempre!
Oxalá, meu irmão e minha irmã, se hoje ouvíssemos a Sua voz e não fechássemos os nossos corações! Mas que os abríssemos profundamente para colhermos a Sua Palavra e transformá-la no Evangelho vivo em nossas vidas.
Acolhamos e acreditemos nas palavras d’Aquele que veio do Céu, pois em nenhum outro nome podemos ser salvos senão no Nome de Jesus Cristo.
Padre Bantu Mendonça
Oração Final
Pai Santo, o mistério da encarnação de teu Filho Unigênito não cabe nos limites da nossa pobre compreensão. Envia, Pai amado, o teu Espírito para que nós creiamos e – mais do que isto – tenhamos força e coragem para viver a nossa fé, testemunhando para o mundo que o Reino do Céu já está em nós, trazido pelo Cristo Jesus, que contigo reina na unidade do Espírito Santo.



LITURGIA DIÁRIA - 19/04/2012



Tema do Dia

Aquele que acredita no Filho, possui a vida eterna

Para aumentar a perplexidade e o despeito do sumo sacerdote, os apóstolos, com Pedro à frente, dão testemunho de que os sinais que se viam estavam acontecendo sob a invocação do nome do Senhor Jesus, aquele a quem mataram e ressuscitara dos mortos.


Oração para antes de ler a Bíblia 

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Meu Senhor e meu Pai! Envia teu Santo Espírito para que eu compreenda 

e acolha tua Santa Palavra! Que eu te conheça e te faça conhecer, te ame

 e te faça amar, te sirva e te faça servir, te louve e te faça louvar por

 todas as criaturas. Fazei, ó Pai, que pela leitura da Palavra os pecadores

se convertam, os justos perseverem na graça e todos consigamos 

a vida eterna. Amém.


    • Branco. 5ª-feira da 2ª Semana da Páscoa 

  •  


Primeira leitura (Atos dos Apóstolos 5,27-33)

Quinta-Feira, 19 de Abril de 2012
2ª Semana da Páscoa


Leitura dos Atos dos Apóstolos.

Naqueles dias, 27eles levaram os apóstolos e os apresentaram ao Sinédrio. O sumo sacerdote começou a interrogá-los, 28dizendo: “Nós tínhamos proibido expressamente que vós ensinásseis em nome de Jesus. Apesar disso, enchestes a cidade de Jerusalém com a vossa doutrina. E ainda nos quereis tornar responsáveis pela morte desse homem!”
29Então Pedro e os outros apóstolos responderam: “É preciso obedecer a Deus, antes que aos homens. 30O Deus de nossos pais ressuscitou Jesus, a quem vós matastes, pregando-o numa cruz. 31Deus, por seu poder, o exaltou, tornando-o Guia Supremo e Salvador, para dar ao povo de Israel a conversão e o perdão dos seus pecados.
32E disso somos testemunhas, nós e o Espírito Santo, que Deus concedeu àqueles que a Ele obedecem”. 33Quando ouviram isto, ficaram furiosos e queriam matá-los.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.


Salmo (Salmos 33)

Quinta-Feira, 19 de Abril de 2012
2ª Semana da Páscoa


— Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido.
— Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido.

— Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, seu louvor estará sempre em minha boca. Provai e vede quão suave é o Senhor! Feliz o homem que tem nele o seu refúgio!
— Mas ele volta a sua face contra os maus, para da terra apagar sua lembrança. Clamam os justos, e o Senhor bondoso escuta e de todas as angústias os liberta.
— Do coração atribulado ele está perto e conforta os de espírito abatido. Muitos males se abatem sobre os justos, mas o Senhor de todos eles os liberta.


Evangelho (João 3,31-36)

Quinta-Feira, 19 de Abril de 2012
2ª Semana da Páscoa




Aquele que vem do céu

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

31“Aquele que vem do alto está acima de todos. O que é da terra, pertence à terra e fala das coisas da terra. Aquele que vem do céu está acima de todos. 32Dá testemunho daquilo que viu e ouviu, mas ninguém aceita o seu testemunho. 33Quem aceita o seu testemunho atesta que Deus é verdadeiro. 34De fato, aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus, porque Deus lhe dá o espírito sem medida.
35O Pai ama o Filho e entregou tudo em sua mão. 36Aquele que acredita no Filho possui a vida eterna. Aquele, porém, que rejeita o Filho não verá a vida, pois a ira de Deus permanece sobre ele”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.


Oração para depois de ler a Bíblia

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Dou-Te graças, meu Deus, pelos bons propósitos, afetos e inspirações
que me comunicastes nesta meditação; peço-Te ajuda para colocá-los
 em prática. Minha Mãe Imaculada, meu protetor São José e Anjo da
minha guarda, intercedeis todos por mim. Amém.

LITURGIA DAS HORAS - 2ª SEMANA DO TEMPO TEMPO PASCAL - VIGÍLIAS.


Quinta, 19 de abril de 2012 

2ª SEMANA DO TEMPO TEMPO PASCAL.

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BOM DIA!


QUINTA-FEIRA


BOA NOITE

LITURGIA DAS HORAS - COMPLETAS

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CARINHOSAMENTE PARA VOCÊ - MATEUS 5

LITURGIA DAS HORAS - VÉSPERAS


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LITURGIA DAS HORAS - HORA NONA


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Oração desta Hora

Católico em dia - Para ouvir

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FAMÍLIA

terça-feira, 17 de abril de 2012

O Terço - Mistérios Gloriosos - Quarta-Feira e Domingo


Terço do Rosário: Mistérios Gloriosos  


 

Maria da Encarnação (Bárbara Avrillot) - 18 de abril

Maria da Encarnação
(Bárbara Avrillot)
Bem-aventurada
1566-1618

Ela nasceu em Paris, no dia 1o de fevereiro de 1566, e se chamava Bárbara Avrillot, filha do senhor de Champstreaux, riquíssimo, influente na corte francesa e na vida religiosa por ser um homem muito devoto, assim como sua descendência. 
Como era costume na época, apenas adolescente Bárbara foi enviada às Irmãs Menores da Humildade de Nossa Senhora, que habitavam nas proximidades. Regressou à família aos catorze anos e não pôde optar pela vida religiosa, pois aos dezesseis anos foi entregue como esposa ao visconde de Villemor, Pedro Acário, senhor de muitas terras, muito atuante na política da corte e cuja influência era tão forte quanto à de sua família, possuidor de costumes sérios e seguidor dos preceitos cristãos. Tiveram seis filhos. 
O rei Henrique IV, após desfazer a Liga política à qual seu marido pertencia, mandou-o para o exílio e confiscou-lhe todos os bens. Foram quatro anos de várias atribulações financeiras e aflição de espírito. Porém Bárbara não se abateu, tomou a defesa do marido, não se detendo até provar a inocência dele e reaver todos os bens. Foi com essa fibra que educou os filhos com generosidade, no respeito e no serviço aos mais pobres, doentes e mais desamparados. Ensinou-os a viver de maneira simples, sóbria, modesta, e no amor à verdade, pois a verdade é Cristo. Ensinou-lhes, também, o espírito de sacrifício e a força de vontade perante as dificuldades. 
Nesse período, conheceu o religioso Francisco de Salles, depois também fundador e santo pela Igreja, o qual aprovava sua atitude e comportamento, vindo a tornar-se o seu diretor espiritual. Em 1601, ela leu os escritos de Teresa d'Ávila e desejou, ela mesma, uma leiga, fazer todo o possível para introduzir na França a reforma carmelita. Um ano depois, acolheu as primeiras vocações e obteve a autorização do rei, o qual lhe dispensava uma grande consideração, e, em 1603, o papa Clemente VIII enviou-lhe sua autorização para a fundação, portanto ela pôde construir o primeiro mosteiro carmelita na França. Depois, com os outros, que vieram em seguida, houve uma forte influência na espiritualidade católica de seu tempo. Três de suas filhas entraram no Carmelo de Amiens. 
Em 1613, morreu seu marido e só então ela tomou o nome de Maria da Encarnação, tomando o hábito e jurando os votos a uma de suas filhas, que se tornara a abadessa do mosteiro de Amiens, onde ela permaneceu durante algum tempo, para depois estabelecer-se no de Pontoise. Manteve-se sempre ativa e preparada para discussões sobre o tema da fé com personagens próprios e auto-reveladores e sempre humilde e afetuosa como simples carmelita de sua comunidade. 
Maria da Encarnação, madame Acário, é considerada a "madre fundadora do Carmelo na França" porque contribuiu para a difusão da reforma carmelita de Santa Teresa d'Ávila, mais do que todos, em solo francês. Ela terminou os seus dias num leito de dor em Pontoise. E ao morrer, no dia 18 de abril de 1618, recitou várias vezes os salmos 21 e 101. Esse dia era Quinta-Feira Santa.



Santa Maria da Encarnação 

 


Hoje comemoramos Santa Maria da Encarnação, nascida em 1 de Janeiro de 1565, em Paris. Seu nome de batismo era Bárbara. Casou-se aos 16 anos com Pedro Acário, que era um rico senhor, com quem teve seis filhos. Seu marido foi exilado, seus bens confiscados, e defendeu seu marido até provar sua inocência.

Sempre ensinou os seus filhos, o amor a verdade o respeito aos mais pobres e desvalidos, e que viver de maneira simples, sóbria, modesta e temente a Deus, ensinando o espírito de sacrifício e a força de vontade perante as dificuldades. Com seu exemplo fez com que os infelizes, os aflitos, os doentes, os encarcerados encontravam nela amparo e proteção.

Quando seu esposo morreu no ano de 1613, ingressou na Ordem das carmelitas, jurando obediência "a própria filha, eleita abadessa do convento de Amiens. Morreu no convento carmelita de Prontoise tendo sofrido seus últimos dias num leito de dor. Morreu no dia 7 de fevereiro do ano 1618 era uma quinta feira-santa.



Santa Maria da Encarnação

Nascimento
No ano de 1565
Local 
Paris
Ordem
Religiosa Carmelita
Local vida
França
Espiritualidade
Santa Maria da Encarnação, cujo nome anterior era Acaria, nasceu em Paris, no dia 1º de Janeiro de 1565. Seu nome de batismo era Bárbara. Casou-se aos 16 anos com um rico senhor, chamado Pedro Acário, e foi mãe de seis filhos. Passou por várias atribulações e aflição de espírito. Seu marido foi exilado, seus bens confiscados. Tomou a defesa do marido, não se detendo até provar a inocência dele. Educou os filhos no amor à verdade, no respeito e no serviço aos mais pobres e desvalidos. Ensinou-os a viver de maneira simples, sóbria, modesta e temente a Deus. Ensinou-lhes também o espírito de sacrifício e a força de vontade perante as dificuldades. E o fez mais com seu exemplo do que com palavras: os infelizes, os aflitos, os doentes, os encarcerados encontraram nela amparo e proteção. Assentou na França as Carmelitas e apoiou a obra das vocações. Morto seu esposo em 1613, ingressou ela na Ordem das Carmelitas, jurando obediência à própria filha, eleita abadessa do convento de Amiens. Terminou os seus dias num leito de dor no convento carmelita de Pontoise. E ao morrer no dia 7 de fevereiro de 1618, recitou várias vezes os Salmos 21 e 101. Era quinta-feira santa do ano 1618.
Local morte
Pontoise (França )
Morte
7 de fevereiro de 1618
Devoção
Ao amor a Deus, à verdade, e à vida contemplativa
Outros Santos do dia

São Galdino, Eleotério, Cosme, Eugênio, Eusébio(bispos); Perfeito(presb); Apolônio, Atanásio (confes); Cirop, Corebo, Calógero (mártires); Galdino e Cenuíno (bispos); Ala e Abraão (confs); Marta da Encarnação (beata).



FONTE: ASJ