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quinta-feira, 12 de abril de 2012
Especialista destaca consequências psicológicas do aborto
Quinta-feira, 12 de abril de 2012, 09h09
Jéssica Marçal
Da Redação
Arquivo

'Fica uma dor que dói na alma e isso vai trazer implicações para o processo de desenvolvimento da mulher', diz padre Adílson
O Supremo Tribunal Federal iniciou nessa quarta-feira, 11, o julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 54 sobre a descriminalização do aborto de bebês anencéfalos. Até o momento, 5 ministros votaram a favor da descriminalização e 1 contra. A sessão será retomada nesta quinta-feira, 12, a partir das 14h com a votação de outros quatro ministros.
O assunto gera polêmica na sociedade entre os que são favoráveis ao aborto, defendendo o direito da mulher em poder decidir, e os contrários, que defendem o direito à vida. Entre os impactos da aprovação dessa medida, está o estado psicológico da mulher que se submete ao aborto.
Leia mais
.: Entenda argumentos contra aborto de bebês anencéfalos.: A propósito da Anencefalia - Artigo de Cláudio Fonteles
.: Aborto de bebês anencéfalos: A morte não pode solucionar o problema
O psicólogo e coordenador do Grupo de Psicólogos Católicos da Arquidiocese do Rio de Janeiro, padre Adílson Ribeiro dos Santos, explicou que a Organização Mundial da Saúde (OMS) elenca três dimensões para o ser humano: física, psíquica e espiritual. De acordo com o padre, essas três dimensões são afetadas quando a mulher faz um aborto.
"Isso vai acarretar uma mutilação no seu corpo e, por conseguinte, afeta no âmago do ser da mulher a compreensão dela de si, da relação dela com o bebê, da relação dela com o mundo. Posteriormente, ocasiona uns acessos de depressão profunda, o que deixa na mulher um vazio e numa situação que ela não tem como reverter mais. Só que fica uma dor que dói na alma e isso vai trazer implicações para o processo de desenvolvimento da mulher”, disse padre Adílson.
O sacerdote contou ainda que o aborto também pode refletir no núcleo familiar, uma vez que a mulher entra num profundo sentimento de culpa, o que leva à depressão e, até mesmo, à síndrome do pânico. "Ela (a mulher) tende a, depois, não aceitar o ato feito e aí vai gerar um isolamento porque vai interferir dentro da compreensão familiar". Ele também contou que esse sentimento de culpa pode despertar na mulher o receio de ter outros filhos.
Padre Adílson lembrou ainda que as consequências não vão atingir somente a mulher que fizer o aborto. “Abrindo essa possibilidade do aborto, isso vai trazer consequências sérias, além das marcas profundas no campo psíquico e espiritual e do dano físico. Então isso com certeza vai trazer um resultado maléfico para o convívio social”.
O assunto gera polêmica na sociedade entre os que são favoráveis ao aborto, defendendo o direito da mulher em poder decidir, e os contrários, que defendem o direito à vida. Entre os impactos da aprovação dessa medida, está o estado psicológico da mulher que se submete ao aborto.
Leia mais
.: Entenda argumentos contra aborto de bebês anencéfalos.: A propósito da Anencefalia - Artigo de Cláudio Fonteles
.: Aborto de bebês anencéfalos: A morte não pode solucionar o problema
O psicólogo e coordenador do Grupo de Psicólogos Católicos da Arquidiocese do Rio de Janeiro, padre Adílson Ribeiro dos Santos, explicou que a Organização Mundial da Saúde (OMS) elenca três dimensões para o ser humano: física, psíquica e espiritual. De acordo com o padre, essas três dimensões são afetadas quando a mulher faz um aborto.
"Isso vai acarretar uma mutilação no seu corpo e, por conseguinte, afeta no âmago do ser da mulher a compreensão dela de si, da relação dela com o bebê, da relação dela com o mundo. Posteriormente, ocasiona uns acessos de depressão profunda, o que deixa na mulher um vazio e numa situação que ela não tem como reverter mais. Só que fica uma dor que dói na alma e isso vai trazer implicações para o processo de desenvolvimento da mulher”, disse padre Adílson.
O sacerdote contou ainda que o aborto também pode refletir no núcleo familiar, uma vez que a mulher entra num profundo sentimento de culpa, o que leva à depressão e, até mesmo, à síndrome do pânico. "Ela (a mulher) tende a, depois, não aceitar o ato feito e aí vai gerar um isolamento porque vai interferir dentro da compreensão familiar". Ele também contou que esse sentimento de culpa pode despertar na mulher o receio de ter outros filhos.
Padre Adílson lembrou ainda que as consequências não vão atingir somente a mulher que fizer o aborto. “Abrindo essa possibilidade do aborto, isso vai trazer consequências sérias, além das marcas profundas no campo psíquico e espiritual e do dano físico. Então isso com certeza vai trazer um resultado maléfico para o convívio social”.
Você é uma vocação. Você é um chamado.
Falamos muito de vocação. Quando dizemos que alguém tem vocação, afinal o que queremos dizer? A palavra vocação vem do verbo no latim “vocare” (chama?). Assim vocação significa chamado. É, pois, um chamado de Deus. Se há alguém que chama, deve haver outro que escuta que responde.
A vida de todo ser humano é um dom de Deus. “Somos obra de Deus, criados em Cristo Jesus” (Ef 2,10). Existimos, vivemos, pensamos, amamos, nos alegramos, sofremos, nos relacionamos, conquistamos nossa liberdade diante do mundo que nos cerca e diante de nós mesmos.
Não somos uma existência lançada ao absurdo. Somos criaturas de Deus.
Não existe homem que não seja convidado ou chamado por Deus a viver na liberdade, que possa conviver, servir a Deus através do relacionamento fraternal com os outros.
Você é uma vocação. Você é um chamado.
Encontramos na Bíblia muitos chamados feitos por Deus: Abraão, Moisés, os profetas… Em todas as escolhas, encontramos:
- Deus chama diretamente, pela mediação de fatos e acontecimentos, ou pelas pessoas.
- Deus toma a Iniciativa de chamar.
- Escolhe livremente e permite total liberdade de resposta.
- Deus chama em vista de uma missão de serviço ao povo.
Vocação é o encontro de duas liberdades:
- a de Deus que chama
- a do Homem que responde
Podemos fazer uma distinção entre os chamados: vocação à existência, vocação humana, vocação cristã e vocação específica, uma sobrepondo-se à outra.
Vocação à existência -À vida
Foi o primeiro momento forte em que Deus manifestou todo o seu amor a cada um de nós. Deus nos amou e nos quis participantes de seu projeto de criação como coordenadores responsáveis por tudo o que existe. Fomos criados à imagem e semelhança de Deus. A vida é a grande vocação. Deus chama para a vida, e Jesus afirma que veio para que todos a tenham em abundância. (Jo 10,10)
Vocação humana – Ser gente, ser pessoa
Foi nos dada a condição da “liberdade dos filhos de Deus”, inteligência e vontade. Estabelecemos uma comunhão com o Criador e, nessa atitude dialogai, somos pessoas. A pessoa aprende a conviver, a dialogar, enfim, a se relacionar. Todos têm direitos e deveres recíprocos.
Infelizmente, a obra-prima do Criador anda muito desprezada: enquanto uns têm condições e oportunidades, outros vivem na miséria, sem condições básicas para ressaltar a dignidade com que foram constituídos. No mundo da exclusão acontece a“desumanização”‘e pode-se perder a condição de pessoa humana.
Infelizmente, a obra-prima do Criador anda muito desprezada: enquanto uns têm condições e oportunidades, outros vivem na miséria, sem condições básicas para ressaltar a dignidade com que foram constituídos. No mundo da exclusão acontece a“desumanização”‘e pode-se perder a condição de pessoa humana.
Vocação cristã – Vocação de filho, de batizado
Todo batizado recebeu a graça de fazer parte do povo eleito por Deus, de sua Igreja. Através da vocação cristã, somos chamados à santidade, vocação à perfeição, recebendo a mesma fé pela justiça de Deus. Fomos, portanto, eleitos e chamados pessoalmente por Cristo para ser, como cristãos, testemunhas e seguidores do Mestre Jesus. Chamados â fé pelo batismo, a pessoa humana foi qualificada de outra forma. Assim todos fazem parte do “reino de sacerdotes, profetas e reis”. (1 Pd 2,9)
Toda pessoa batizada tornou-se um seguidor de Cristo, participante de uma comunidade de fé que pode ser chamada para participar da obra de Deus, como membro de sua Igreja, seguindo caminhos diferentes:
Vocação laical (no matrimônio /no celibato / solteiro – apóstolo)
l Assim todo cristão solteiro ou casado, batizado em Cristo, tornando-’ se membro da sua Igreja, é convocado a ser apóstolo, anunciador do l Reino de Deus, exercendo funções temporais. O leigo vive na l secularidade e exerce sua missão insubstituível nos ofícios e trabalhos l deste mundo. O Concilio Vaticano II sublinhou que a vocação e a missão l do leigo “contribuem para a santificação do mundo, como fermento na \ massa’. (LG31)
Vocação ao ministério ordenado (diácono, padre e bispo)
É uma vocação de carisma particular, é graça, mas passa pela mediação da Igreja particular, pois as vocações são destinadas à Igreja. Acontece num acompanhamento sistemático, amadurecendo as motivações reais da opção. O ministro ordenado preside e coordena os serviços da comunidade. Por intermédio dos sacramentos, celebra a presença de Deus no meio do seu povo. O presbítero é enviado a pastorear e animar a comunidade. Ele é o bom pastor que guia, alimenta, defende e conhece as ovelhas. “Isto exige humanidade, caráter íntegro e maduro, virtudes morais sólidas e personalidade madura”. (OT 11)
Vocação à vida consagrada (ser irmão religioso ou irmã religiosa / vida ativa ou contemplativa)
O religioso é chamado a testemunhar Cristo de uma maneira radical, vivendo uma consagração total nos votos de pobreza, castidade e obediência. Com a pobreza, vivem mais livres dos bens temporais, tornando-se disponíveis para Deus, para a Igreja e para os irmãos. Com a castidade, vivem o amor sem exclusividade, sendo sinal do mundo l futuro que há de vir. Com a obediência, imitam a Cristo obediente e fiel à vontade do Pai.
Textos bíblicos
Mateus 25,14-30; João 14, 5 – 7
Leia estes textos com calma, um de cada vez, procurando trazê-los para a sua vida.
Mateus 25,14-30; João 14, 5 – 7
Leia estes textos com calma, um de cada vez, procurando trazê-los para a sua vida.
Precisamos distinguir bem vocação de profissão, pois não são exatamente a mesma coisa. Veja o quadro abaixo e observe a distinção entre uma e outra:
| Profissão | Vocação |
| 1 . aptidão ou escolha pessoal para exercer um trabalho | 1. chamado de Deus para uma missão, que se origina na pessoa como reação-aspiração do ser |
| 2. preocupação principal: o “ter”, o sustento da vida | 2. preocupação exclusiva: “o ser” , o amor e o serviço |
| 3. pode ser trocada | 3. é para sempre |
| 4. é exercida em determinadas horas | 4. é vivida 24 horas por dia |
| 5. tem remuneração | 5. não tem remuneração ou salário |
| 6. tem aposentadoria | 6. não tem aposentadoria |
| 7. quando não é exercida, falta o necessário para viver | 7. vive da providência divina |
| 8. na profissão eu faço | 8. ha vocação eu vivo |
A profissão dignifica a pessoa quando é exercida com amor, espírito de serviço e responsabilidade. A vocação vivida na fidelidade e na alegria confere ao exercício da profissão uma beleza particular, é o caminho de santidade.
Fonte: www.catequisar.com.br
Pe. Fábio de Mello - A vitória passa pela cruz
Programa de 4/Abril/2012. Neste vídeo Padre Fábio de Melo reflete sobre a música Vitória de Deus, especialmente nesta semana em que celebraremos a vitória de Cristo sobre a morte, mas que para isso precisou passar pela cruz. Este exemplo de Cristo precisamos trazer sempre para nossas vidas, para alcançar a vitória é preciso ter a maturidade de superar as nossas faltas, nossos erros.
quarta-feira, 11 de abril de 2012
CONCÍLIO VATICANO II
Constituições
- Dei Verbum
[Alemão, Bielorrusso, Chinês, Espanhol, Francês, Húngaro,Inglês, Italiano, Latim, Português, Swahili, Tcheco]
- Lumen Gentium
[Alemão, Bielorrusso, Chinês, Espanhol, Francês, Húngaro,Inglês, Latim, Italiano, Português, Swahili, Tcheco]
- Sacrosanctum Concilium
[Alemão, Bielorrusso, Chinês, Espanhol, Francês, Húngaro,Inglês, Italiano, Latim, Português, Swahili, Tcheco]
- Gaudium et Spes
[Alemão, Bielorrusso, Chinês, Espanhol, Francês, Húngaro,Inglês, Italiano, Latim, Português, Swahili, Tcheco]
Declarações
- Gravissimum Educationis
[Alemão, Bielorrusso, Chinês, Espanhol, Francês, Húngaro,Inglês, Italiano, Latim, Português, Swahili, Tcheco]
- Nostra Aetate
[Alemão, Bielorrusso, Chinês, Espanhol, Francês, Húngaro,Inglês, Italiano, Latim, Português, Swahili, Tcheco] - Dignitatis Humanae
[Alemão, Bielorrusso, Chinês, Espanhol, Francês, Húngaro,Inglês, Italiano, Latim, Português, Swahili, Tcheco]
Decretos
- Ad Gentes
[Alemão, Bielorrusso, Chinês, Espanhol, Francês, Húngaro,Inglês, Italiano, Latim, Português, Swahili, Tcheco] - Presbyterorum Ordinis
[Alemão, Bielorrusso, Chinês, Espanhol, Francês, Húngaro,Inglês, Italiano, Latim, Português, Swahili, Tcheco] - Apostolicam Actuositatem
[Alemão, Bielorrusso, Chinês, Espanhol, Francês, Húngaro,Inglês, Italiano, Latim, Português, Swahili, Tcheco] - Optatam Totius
[Alemão, Bielorrusso, Chinês, Espanhol, Francês, Húngaro,Inglês, Italiano, Latim, Português, Swahili, Tcheco] - Perfectae Caritatis
[Alemão, Bielorrusso, Chinês, Espanhol, Francês, Húngaro,Inglês, Italiano, Latim, Português, Swahili, Tcheco]
- Christus Dominus
[Alemão, Bielorrusso, Chinês, Espanhol, Francês, Húngaro,Inglês, Italiano, Latim, Português, Swahili, Tcheco] - Unitatis Redintegratio
[Alemão, Bielorrusso, Chinês, Espanhol, Francês, Húngaro,Inglês, Italiano, Latim, Português, Swahili, Tcheco]
- Orientalium Ecclesiarum
[Alemão, Bielorrusso, Chinês, Espanhol, Francês, Húngaro,Inglês, Italiano, Latim, Português, Swahili, Tcheco] - Inter Mirifica
[Alemão, Bielorrusso, Chinês, Espanhol, Francês, Húngaro,Inglês, Italiano, Latim, Português, Swahili, Tcheco]
Ano da Fé: Vaticano divulga Carta Apostólica de Bento XVI
Segunda-feira, 17 de outubro de 2011, 09h51
Leonardo Meira
Da Redação
Arquivo

''A porta da fé está sempre aberta para nós'', escreve o Papa na Carta Apostólica
O Vaticano divulgou a Carta Apostólica com a qual o Papa Bento XVI proclama o Ano da Fé. O documento, intitulado Porta Fidei - A porta da Fé, foi assinado pelo Pontífice em 11 de outubro, mas foi divulgado na manhã desta segunda-feira, 17.
"A PORTA DA FÉ, que introduz na vida de comunhão com Deus e permite a entrada na sua Igreja, está sempre aberta para nós. É possível cruzar este limiar, quando a Palavra de Deus é anunciada e o coração se deixa plasmar pela graça que transforma", indica o Santo Padre no início do texto.
"Nesta perspectiva, o Ano da Fé é convite para uma autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo", salienta.
Acesse.: NA ÍNTEGRA: Carta Apostólica Porta Fidei, de Bento XVI
O Ano da Fé iniciará em 11 de outubro de 2012, no 50º aniversário de abertura do Concílio Vaticano II, e terminará em 24 de novembro de 2013, Solenidade de Cristo Rei do Universo. "Será um momento de graça e de empenho para uma sempre mais plena conversão a Deus, para reforçar a nossa fé n'Ele e para anunciá-Lo com alegria ao homem do nosso tempo", explicou o Papa durante a Missa de encerramento do Encontro Novos Evangelizadores para a Nova Evangelização, que presidiu neste domingo, 16, na Basílica Vaticana.
Bento XVI salienta que atravessar a porta da fé é embrenhar-se num caminho que dura a vida inteira. "Este caminho tem início com o Batismo, pelo qual podemos dirigir-nos a Deus com o nome de Pai, e está concluído com a passagem através da morte para a vida eterna", indica.
De fato, desde o início de seu ministério como Sucessor de Pedro, o atual Pontífice sublinha a necessidade de redescobrir o caminho da fé para fazer brilhar, com evidência sempre maior, a alegria e o renovado entusiasmo do encontro com Cristo. "Devemos readquirir o gosto de nos alimentarmos da Palavra de Deus, transmitida fielmente pela Igreja, e do Pão da vida, oferecidos como sustento de quantos são seus discípulos", adverte na Porta Fidei.
Ano da Fé
Não é a primeira vez que a Igreja é chamada a celebrar um Ano da Fé. Já o Servo de Deus Papa Paulo VI, em 1967, proclamou um ano semelhante, para celebrar o 19º centenário do martírio dos apóstolos Pedro e Paulo.
"Pareceu-me que fazer coincidir o início do Ano da Fé com o cinquentenário da abertura do Concílio Vaticano II poderia ser uma ocasião propícia para compreender que os textos deixados em herança pelos Padres Conciliares, segundo as palavras do Beato João Paulo II, 'não perdem o seu valor nem a sua beleza'. [...] Quero aqui repetir com veemência as palavras que disse a propósito do Concílio poucos meses depois da minha eleição para Sucessor de Pedro: 'Se o lermos e recebermos guiados por uma justa hermenêutica, o Concílio pode ser e tornar-se cada vez mais uma grande força para a renovação sempre necessária da Igreja'", escreve Bento XVI na Carta Apostólica divulgada nesta segunda-feira.
Em 11 de Outubro de 2012, além dos 50 anos da convocação do Vaticano II, também se completarão 20 anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica, texto promulgado pelo Beato Papa João Paulo II. Conforme Bento XVI, este Ano deverá exprimir um esforço generalizado em prol da redescoberta e do estudo dos conteúdos fundamentais da fé, que têm no Catecismo a sua síntese sistemática e orgânica.
"Assim, no Ano em questão, o Catecismo da Igreja Católica poderá ser um verdadeiro instrumento de apoio da fé, sobretudo para quantos têm a peito a formação dos cristãos, tão determinante no nosso contexto cultural. [...] Com tal finalidade, convidei a Congregação para a Doutrina da Fé a redigir, de comum acordo com os competentes Organismos da Santa Sé, uma Nota, através da qual se ofereçam à Igreja e aos crentes algumas indicações para viver, nos moldes mais eficazes e apropriados, este Ano da Fé ao serviço do crer e do evangelizar", revela.
Da mesma forma, será decisivo repassar a história da fé, que faz ver o mistério insondável da santidade entrelaçada com o pecado. O Ano da Fé também será uma ocasião propícia para intensificar o testemunho da caridade. "A fé sem a caridade não dá fruto, e a caridade sem a fé seria um sentimento constantemente à mercê da dúvida. Fé e caridade reclamam-se mutuamente, de tal modo que uma consente à outra de realizar o seu caminho. [...] Possa este Ano da Fétornar cada vez mais firme a relação com Cristo Senhor, dado que só n’Ele temos a certeza para olhar o futuro e a garantia dum amor autêntico e duradouro. [...] À Mãe de Deus, proclamada «feliz porque acreditou» (cf. Lc 1, 45), confiamos este tempo de graça", escreve.
O Bispo de Roma convida também seus Irmãos Bispos de todo o mundo a comemorar o dom precioso da fé. "Queremos celebrar este Ano de forma digna e fecunda. Deverá intensificar-se a reflexão sobre a fé, para ajudar todos os crentes em Cristo a tornarem mais consciente e revigorarem a sua adesão ao Evangelho, sobretudo num momento de profunda mudança como este que a humanidade está a viver. Teremos oportunidade de confessar a fé no Senhor Ressuscitado nas nossas catedrais e nas igrejas do mundo inteiro, nas nossas casas e no meio das nossas famílias, para que cada um sinta fortemente a exigência de conhecer melhor e de transmitir às gerações futuras a fé de sempre. Neste Ano, tanto as comunidades religiosas como as comunidades paroquiais e todas as realidades eclesiais, antigas e novas, encontrarão forma de fazer publicamente profissão do Credo. Desejamos que este Ano suscite, em cada crente, o anseio de confessar a fé plenamente e com renovada convicção, com confiança e esperança. Será uma ocasião propícia também para intensificar a celebração da fé na liturgia, particularmente na Eucaristia. [...] Esperamos que o testemunho de vida dos crentes cresça na sua credibilidade. Descobrir novamente os conteúdos da fé professada, celebrada, vivida e rezada e refletir sobre o próprio ato com que se crê, é um compromisso que cada crente deve assumir, sobretudo neste Ano".
Desafios
O Papa analisa que nos dias atuais, mais do que no passado, a fé vê-se sujeita a uma série de interrogativos, que provêm de uma mentalidade que reduz o âmbito das certezas racionais ao das conquistas científicas e tecnológicas. "Mas a Igreja nunca teve medo de mostrar que não é possível haver qualquer conflito entre fé e ciência autêntica, porque ambas tendem, embora por caminhos diferentes, para a verdade", ensina.
Da mesma forma, o professar com a boca indica que a fé implica um testemunho e um compromisso públicos. "O cristão não pode jamais pensar que o crer seja um fato privado. A fé é decidir estar com o Senhor, para viver com Ele. E este 'estar com Ele' introduz na compreensão das razões pelas quais se acredita. A fé, precisamente porque é um ato da liberdade, exige também assumir a responsabilidade social daquilo que se acredita".
A renovação da Igreja realiza-se também através do testemunho prestado pela vida dos crentes: "de fato, os cristãos são chamados a fazer brilhar, com a sua própria vida no mundo, a Palavra de verdade que o Senhor Jesus nos deixou", adverte.
Por fim, Bento XVI lembra que Jesus Cristo, em todo o tempo, convoca a Igreja, confiando-lhe o anúncio do Evangelho, com um mandato que é sempre novo.
"Por isso, também hoje é necessário um empenho eclesial mais convicto a favor de uma nova evangelização, para descobrir de novo a alegria de crer e reencontrar o entusiasmo de comunicar a fé. Na descoberta diária do seu amor, ganha força e vigor o compromisso missionário dos crentes, que jamais pode faltar. Com efeito, a fé cresce quando é vivida como experiência de um amor recebido e é comunicada como experiência de graça e de alegria. A fé torna-nos fecundos, porque alarga o coração com a esperança e permite oferecer um testemunho que é capaz de gerar.[...] Só acreditando é que a fé cresce e se revigora; não há outra possibilidade de adquirir certeza sobre a própria vida, senão abandonar-se progressivamente nas mãos de um amor que se experimenta cada vez maior porque tem a sua origem em Deus".
"A PORTA DA FÉ, que introduz na vida de comunhão com Deus e permite a entrada na sua Igreja, está sempre aberta para nós. É possível cruzar este limiar, quando a Palavra de Deus é anunciada e o coração se deixa plasmar pela graça que transforma", indica o Santo Padre no início do texto.
"Nesta perspectiva, o Ano da Fé é convite para uma autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo", salienta.
Acesse.: NA ÍNTEGRA: Carta Apostólica Porta Fidei, de Bento XVI
O Ano da Fé iniciará em 11 de outubro de 2012, no 50º aniversário de abertura do Concílio Vaticano II, e terminará em 24 de novembro de 2013, Solenidade de Cristo Rei do Universo. "Será um momento de graça e de empenho para uma sempre mais plena conversão a Deus, para reforçar a nossa fé n'Ele e para anunciá-Lo com alegria ao homem do nosso tempo", explicou o Papa durante a Missa de encerramento do Encontro Novos Evangelizadores para a Nova Evangelização, que presidiu neste domingo, 16, na Basílica Vaticana.
Bento XVI salienta que atravessar a porta da fé é embrenhar-se num caminho que dura a vida inteira. "Este caminho tem início com o Batismo, pelo qual podemos dirigir-nos a Deus com o nome de Pai, e está concluído com a passagem através da morte para a vida eterna", indica.
De fato, desde o início de seu ministério como Sucessor de Pedro, o atual Pontífice sublinha a necessidade de redescobrir o caminho da fé para fazer brilhar, com evidência sempre maior, a alegria e o renovado entusiasmo do encontro com Cristo. "Devemos readquirir o gosto de nos alimentarmos da Palavra de Deus, transmitida fielmente pela Igreja, e do Pão da vida, oferecidos como sustento de quantos são seus discípulos", adverte na Porta Fidei.
Ano da Fé
Não é a primeira vez que a Igreja é chamada a celebrar um Ano da Fé. Já o Servo de Deus Papa Paulo VI, em 1967, proclamou um ano semelhante, para celebrar o 19º centenário do martírio dos apóstolos Pedro e Paulo.
"Pareceu-me que fazer coincidir o início do Ano da Fé com o cinquentenário da abertura do Concílio Vaticano II poderia ser uma ocasião propícia para compreender que os textos deixados em herança pelos Padres Conciliares, segundo as palavras do Beato João Paulo II, 'não perdem o seu valor nem a sua beleza'. [...] Quero aqui repetir com veemência as palavras que disse a propósito do Concílio poucos meses depois da minha eleição para Sucessor de Pedro: 'Se o lermos e recebermos guiados por uma justa hermenêutica, o Concílio pode ser e tornar-se cada vez mais uma grande força para a renovação sempre necessária da Igreja'", escreve Bento XVI na Carta Apostólica divulgada nesta segunda-feira.
Em 11 de Outubro de 2012, além dos 50 anos da convocação do Vaticano II, também se completarão 20 anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica, texto promulgado pelo Beato Papa João Paulo II. Conforme Bento XVI, este Ano deverá exprimir um esforço generalizado em prol da redescoberta e do estudo dos conteúdos fundamentais da fé, que têm no Catecismo a sua síntese sistemática e orgânica.
"Assim, no Ano em questão, o Catecismo da Igreja Católica poderá ser um verdadeiro instrumento de apoio da fé, sobretudo para quantos têm a peito a formação dos cristãos, tão determinante no nosso contexto cultural. [...] Com tal finalidade, convidei a Congregação para a Doutrina da Fé a redigir, de comum acordo com os competentes Organismos da Santa Sé, uma Nota, através da qual se ofereçam à Igreja e aos crentes algumas indicações para viver, nos moldes mais eficazes e apropriados, este Ano da Fé ao serviço do crer e do evangelizar", revela.
Da mesma forma, será decisivo repassar a história da fé, que faz ver o mistério insondável da santidade entrelaçada com o pecado. O Ano da Fé também será uma ocasião propícia para intensificar o testemunho da caridade. "A fé sem a caridade não dá fruto, e a caridade sem a fé seria um sentimento constantemente à mercê da dúvida. Fé e caridade reclamam-se mutuamente, de tal modo que uma consente à outra de realizar o seu caminho. [...] Possa este Ano da Fétornar cada vez mais firme a relação com Cristo Senhor, dado que só n’Ele temos a certeza para olhar o futuro e a garantia dum amor autêntico e duradouro. [...] À Mãe de Deus, proclamada «feliz porque acreditou» (cf. Lc 1, 45), confiamos este tempo de graça", escreve.
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Bento XVI: "O cristão não pode jamais pensar que o crer seja um fato privado. A fé é decidir estar com o Senhor, para viver com Ele"
Desafios
O Papa analisa que nos dias atuais, mais do que no passado, a fé vê-se sujeita a uma série de interrogativos, que provêm de uma mentalidade que reduz o âmbito das certezas racionais ao das conquistas científicas e tecnológicas. "Mas a Igreja nunca teve medo de mostrar que não é possível haver qualquer conflito entre fé e ciência autêntica, porque ambas tendem, embora por caminhos diferentes, para a verdade", ensina.
Da mesma forma, o professar com a boca indica que a fé implica um testemunho e um compromisso públicos. "O cristão não pode jamais pensar que o crer seja um fato privado. A fé é decidir estar com o Senhor, para viver com Ele. E este 'estar com Ele' introduz na compreensão das razões pelas quais se acredita. A fé, precisamente porque é um ato da liberdade, exige também assumir a responsabilidade social daquilo que se acredita".
A renovação da Igreja realiza-se também através do testemunho prestado pela vida dos crentes: "de fato, os cristãos são chamados a fazer brilhar, com a sua própria vida no mundo, a Palavra de verdade que o Senhor Jesus nos deixou", adverte.
Por fim, Bento XVI lembra que Jesus Cristo, em todo o tempo, convoca a Igreja, confiando-lhe o anúncio do Evangelho, com um mandato que é sempre novo.
"Por isso, também hoje é necessário um empenho eclesial mais convicto a favor de uma nova evangelização, para descobrir de novo a alegria de crer e reencontrar o entusiasmo de comunicar a fé. Na descoberta diária do seu amor, ganha força e vigor o compromisso missionário dos crentes, que jamais pode faltar. Com efeito, a fé cresce quando é vivida como experiência de um amor recebido e é comunicada como experiência de graça e de alegria. A fé torna-nos fecundos, porque alarga o coração com a esperança e permite oferecer um testemunho que é capaz de gerar.[...] Só acreditando é que a fé cresce e se revigora; não há outra possibilidade de adquirir certeza sobre a própria vida, senão abandonar-se progressivamente nas mãos de um amor que se experimenta cada vez maior porque tem a sua origem em Deus".
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