Oh!... Quantas coisas se escondem de mim, de vós, de todos, filhos do Criador.
Sinto-me nada, ante a grandeza do universo; sinto-me verme, pelas belezas que desconhece o meu coração.
Vejo a luz surgir no escuro, vejo a vida perfeita nos monturos; vejo o céu nas águas do mar, vejo e sinto o Amor no amar.
Quando descanso, a natureza trabalha; quando durmo, a natureza trabalha; quando trabalho, a natureza trabalha; Que eu sou?... Nada, diante desta batalha.
Deus é Deus dos justos, Deus é Deus dos que viajam, Deus é Deus dos que ficam em casa!... Deus é Deus da luz, Deus é Amor, Deus é Jesus!...
quando estou reclamando, Deus esta orando. quando tenho ódio, Deus esta amando. Quando estou triste, Deus esta sorrindo. Deus é Sabedoria e eu estou sonhando!...
Que beleza a natureza!...
Que beleza a profundeza da existência, e do existir.
Eu não compreendo, mas luto para me corrigir, porém, em frações do tempo, logo quero ajuntar e Deus repartir.
Quero colher, quero usurpar; e Deus passa por mim a semear!...
Luto de novo, mas ainda não sei lutar; penso na disciplina, mas não me deixo disciplinar. Avanço... caio! torno a avançar.
E Deus me ouve, passa novamente pôr mim, olha para meus olhos, sente meu coração.
E fala baixinho em meu ouvido: vem, vou te ensinar a amar.
LEITURA ORANTE Mc 4,1-20 - Que tipo de terreno somos? Um coração duro? Um coração inconstante? Um coração materialista? Ou um coração disponível e bom?
- A nós, a paz de Deus, nosso Pai, a graça e a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo, no amor e na comunhão do Espírito Santo. - Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo! Preparamo-nos para a Leitura, rezando: Oferecimento do Dia Adoro-vos, meu Deus, amo-vos de todo o meu coração. Agradeço-vos porque me criastes, me fizestes cristão, me conservastes a vida e a saúde. Ofereço-vos o meu dia: que todas as minhas ações correspondam a vossa vontade. E que faça tudo para a vossa glória e para a paz dos homens. Livrai-me do pecado, do perigo e de todo o mal. Que a vossa graça, bênção, luz e permaneçam sempre comigo e com todos aqueles que eu amo. Amém. 1. Leitura (Verdade) O que diz o texto do dia? Lemos, atentamente: Mc 4,1-20. 10 Quando ficou sozinho, os que estavam com ele, junto com os doze, perguntaram sobre as parábolas. 11 Jesus lhes disse: “A vós foi dado o mistério do reino de Deus; para os que estão fora, tudo acontece em parábolas, 12 para que olhem, mas não enxerguem, escutem, mas não compreendam, para que não se convertam e não sejam perdoados”. 13 E lhes disse: “Vós não compreendeis esta parábola? Então, como compreendereis todas as outras parábolas? 14 O semeador semeia a Palavra. 15 Os que estão à beira do caminho são aqueles nos quais a Palavra foi semeada; logo que a escutam, chega satanás e tira a Palavra que neles foi semeada. 16 Do mesmo modo, os que receberam a semente em terreno pedregoso são aqueles que ouvem a Palavra e logo a recebem com alegria, 17 mas não têm raiz em si mesmos, são inconstantes; quando chega uma tribulação ou perseguição por causa da Palavra, logo desistem. 18 Outros recebem a semente entre os espinhos: são aqueles que ouvem a Palavra, 19 mas, quando surgem as preocupações do mundo, a ilusão da riqueza e todos os outros desejos, sufocam a Palavra, e ela não produz fruto. 20 Por fim, aqueles que recebem a semente em terreno bom são os que ouvem a Palavra, a recebem e dão fruto; um dá trinta, outro sessenta e outro cem por um”. Refletindo Este texto do Evangelho apresenta três partes: a parábola (v. 1-9), a função das parábolas (v. 10-13) e a explicação da parábola (v. 14-20). Na primeira parte temos, pois, a parábola propriamente dita (v.1-9). O quadro apresentado supõe as técnicas agrícolas usadas na Palestina de então: primeiro, o agricultor lançava a semente à terra; depois, é que passava a arar o terreno. As diferenças do terreno significam as diferentes formas de acolhida da semente. Mas, o que é verdadeiramente significativo é a quantidade espantosa de frutos que a semente lançada na “terra boa” produz. Tendo em conta que, na época, uma colheita de sete por um era considerada farta, os cem, sessenta e trinta por um deviam parecer algo de surpreendente, de milagroso… Na segunda partetemos uma reflexão sobre a função das parábolas (v. 10-13). O ponto de partida é uma questão posta pelos discípulos: porque é que Jesus fala em parábolas? Mateus vê nas parábolas a ocasião para que apareçam, com nitidez, o acolhimento e a recusa da mensagem proposta por Jesus. Que quer isto dizer?
As parábolas apresentam a proposta do “Reino” numa linguagem sugestiva, clara, concreta, questionante… Tudo fica claro para os ouvintes. Depois de escutar a mensagem apresentada nas parábolas, só não a aceita quem tiver o coração endurecido e não estiver mesmo interessado na proposta.
Na terceira parte, vem a explicação da parábola (v. 14-20). Nessa explicação, a parábola deixa entender que o acolhimento do Evangelho não depende, nem da semente, nem de quem semeia; mas depende da qualidade da terra.
Diante da Palavra de Jesus, há várias atitudes. Há aqueles que têm um coração duro como o chão de terra batida dos caminhos: a Palavra de Jesus não poderá penetrar nessa terra e dar fruto. Há aqueles que têm um coração inconstante, capaz de se entusiasmar por um momento, mas também de desanimar diante das primeiras dificuldades. A Palavra não pode aí criar raízes. Há aqueles que têm um coração materialista, que dá sempre prioridade à riqueza e aos bens deste mundo. A Palavra de Deus ali é facilmente sufocada por esses outros interesses dominantes. Há também aqueles que têm um coração disponível e bom, aberto aos desafios de Deus. Neles a Palavra de Deus é acolhida e dá muito fruto. Os verdadeiros discípulos são a terra boa. Entendem e acolhem a proposta do Reino.
2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para mim, hoje?
Que tipo de terreno é meu coração?
É um lugar onde há muitas pedras e pouca terra?
Um lugar cheio de espinhos, que sufocam a Palavra?
Ou meu coração é terra boa onde a Palavra brota, cresce e produz frutos?
Quais?
Como me aproximo da Palavra?
Meditando
Os bispos da América Latina e Caribe sugerem:
Entre as muitas formas de se aproximar da Sagrada Escritura existe uma privilegiada à qual todos somos convidados: a Lectio divina ou exercício de leitura orante da Sagrada Escritura. Essa leitura orante, bem praticada, conduz ao encontro com Jesus-Mestre, ao conhecimento do mistério de Jesus-Messias, à comunhão com Jesus-Filho de Deus e ao testemunho de Jesus-Senhor do universo. Com seus quatro momentos (leitura, meditação, oração, contemplação), a leitura orante favorece o encontro pessoal com Jesus Cristo semelhante ao modo de tantos personagens do evangelho: Nicodemos e sua ânsia de vida eterna (cf. Jo 3,1-21), a Samaritana e seu desejo de culto verdadeiro (cf. Jo 4,1-42), o cego de nascimento e seu desejo de luz interior (cf. Jo 9), Zaqueu e sua vontade de ser diferente (cf. Lc 19,1-10)... Todos eles, graças a esse encontro, foram iluminados e recriados porque se abriram à experiência da misericórdia do Pai que se oferece por sua Palavra de verdade e vida. Não abriram o coração para algo do Messias, mas ao próprio Messias, caminho de crescimento na "maturidade conforme a sua plenitude" (Ef 4,13), processo de discipulado, de comunhão com os irmãos e de compromisso com a sociedade.(DAp 249)
3. Oração (Vida)
- O que a Palavra nos leva a dizer a Deus?
Rezamos com toda a Igreja o Salmo 88(89)
Minha verdade e meu amor estarão sempre com ele.
Guardarei eternamente para ele a minha graça.
1. “Eu firmei uma aliança com meu servo, meu eleito, / e eu fiz um juramento a Davi, meu servidor. / Para sempre, no teu trono, firmarei tua linhagem, / de geração em geração, garantirei o teu reinado!” – R.
2. Ele então me invocará: “Ó Senhor, vós sois meu Pai, / sois meu Deus, sois meu rochedo onde encontro a salvação!” / E por isso farei dele o meu filho primogênito, / sobre os reis de toda a terra farei dele o rei altíssimo. – R.
3. Guardarei eternamente para ele a minha graça / e com ele firmarei minha aliança indissolúvel. / Pelos séculos sem fim conservarei sua descendência, / e o seu trono, tanto tempo quanto os céus, há de durar. – R.
4. Contemplação (Vida e Missão)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Vou olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus e abrir meu coração para que seja terra boa, acolhedora da Palavra.
Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo,1Jesus começou a ensinar de novo às margens do mar da Galileia. Uma multidão muito grande se reuniu em volta dele, de modo que Jesus entrou numa barca e se sentou, enquanto a multidão permanecia junto às margens, na praia.
2Jesus ensinava-lhes muitas coisas em parábolas. E, em seu ensinamento, dizia-lhes:3“Escutai! O semeador saiu a semear.4Enquanto semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho; vieram os pássaros e a comeram.5Outra parte caiu em terreno pedregoso, onde não havia muita terra; brotou logo, porque a terra não era profunda,6mas, quando saiu o sol, ela foi queimada; e, como não tinha raiz, secou.7Outra parte caiu no meio dos espinhos; os espinhos cresceram, a sufocaram, e ela não deu fruto.
8Outra parte caiu em terra boa e deu fruto, que foi crescendo e aumentando, chegando a render trinta, sessenta e até cem por um”.9E Jesus dizia: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”.10Quando ficou sozinho, os que estavam com ele, junto com os Doze, perguntaram sobre as parábolas.11Jesus lhes disse: “A vós, foi dado o mistério do Reino de Deus; para os que estão fora, tudo acontece em parábolas,12para que olhem mas não enxerguem, escutem mas não compreendam, para que não se convertam e não sejam perdoados”.
13E lhes disse: “Vós não compreendeis esta parábola? Então, como compreendereis todas as outras parábolas?14O semeador semeia a Palavra.15Os que estão à beira do caminho são aqueles nos quais a Palavra foi semeada; logo que a escutam, chega Satanás e tira a Palavra que neles foi semeada.16Do mesmo modo, os que receberam a semente em terreno pedregoso, são aqueles que ouvem a Palavra e logo a recebem com alegria,17mas não têm raiz em si mesmos, são inconstantes; quando chega uma tribulação ou perseguição, por causa da Palavra, logo desistem.18Outros recebem a semente entre os espinhos: são aqueles que ouvem a Palavra;19mas quando surgem as preocupações do mundo, a ilusão da riqueza e todos os outros desejos, sufocam a Palavra, e ela não produz fruto.20Por fim, aqueles que recebem a semente em terreno bom são os que ouvem a Palavra, a recebem e dão fruto; um dá trinta, outro sessenta e outro cem por um”.
Jesus conta hoje às multidões que o seguem a conhecida parábola do semeador, na qual vemos significadas, entre outras coisas,as dificuldades que encontra a graça divina para frutificar em nossos corações, pois os vários tipos de terreno em que pode ser semeada a graça divinacorrespondem, de certo modo, às diversas etapas por que temos de passar em nossa caminhada espiritual. Assista à homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quarta-feira, dia 29 de janeiro, e venha ser parte da nossa família!
“Aqueles que recebem a semente em terreno bom são os que ouvem a Palavra, a recebem e dão fruto; um dá trinta, outro sessenta e outro cem por um.” (Mc 4,20)
A bela parábola da semente, ela precisa ser ouvida com toda atenção do nosso coração, porque ela na verdade descreve para nós como é a nossa relação com Deus a partir da sua Palavra.
Deus se relaciona conosco, fala conosco, dirige a nossa vida por meio da sua Palavra. Porque Deus, o grande semeador, envia seu Filho Jesus que é a própria Palavra, Ele semeia e ao mesmo tempo é a Palavra.
Jesus está pregando a Palavra, e Ele está anunciando Ele mesmo e nós o recebemos. E ao mesmo tempo que nós recebemos, nós precisamos olhar como é que o nosso coração acolhe a Palavra de Deus. Como a terra precisa ser um bom terreno para receber bem a semente para que a semente cresça, produza frutos, e não importa, porque tem terreno que dá trinta, tem terreno que dá sessenta, tem terreno que a semente vinga de uma forma esplendorosa, mas aqui não importa a quantidade mas a qualidade, a intensidade do acolhimento que nós damos a Palavra de Deus.
Por favor não sejamos como esse terreno pedregoso, que está a beira do caminho, que ate escuta a Palavra mas nós somos pessoas distraídas, pessoas que simplesmente deixa a cabeça voando, nós estamos muito cheios dos nossos devaneios, e a Palavra simplesmente cai no esquecimento, facilmente é roubada.
Cultivemos para que a Palavra cresça e produza muitos frutos no coração e na vida
Como as distrações do mundo, como as distrações da nossa cabeça, como as nossas confusões mentais e sentimentais roubam a Palavra de Deus do nosso coração. Nós vamos a missa, nós meditamos a liturgia diária, mas o coração permanece na mesma, porque nós não combatemos as distrações que nos roubam da presença do Senhor.
Nós não podemos deixar que o nosso coração seja como esse terreno que não tem raiz. Sim, por que a Palavra até cai, caí em nós, mas a gente é muito superficial, a gente fica só na superfície. Você sabe né, qualquer água que vem, qualquer vento, qualquer coisa que vem leva aquilo que é superficial leva, derruba, não tem profundidade, a gente passa por temeridade, a gente passa por contrariedades, e a primeira contrariedade, a primeira inquietação já causa perturbação na mente e no coração e rouba a força da Palavra de Deus em nós.
Nós não podemos deixar que os espinhos sufocantes da vida, das paixões, dos prazeres, as preocupações materiais, consumistas roubem a força da Palavra de Deus em nós. Não, porque se nós nos deixarmos nos guiar pelas preocupações do mundo, pela ilusão das riquezas, e por aqueles desejos mundanos, que muitas vezes tomam conta da nossa cabeça, e a gente fica ali movido por esses desejos, por essas paixões a Palavra é sufocada mesmo, e a gente não vê os frutos da Palavra de Deus em nós.
Por isso permitamos que a Palavra caia mesmo dentro de nós, a recebamos com o coração aberto, mas cuidemos, cultivemos para que a Palavra cresça e produza muitos frutos no coração e na vida.
Deus abençoe você.
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.