segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA 13/02/2018

ANO B


Mc 8,14-21

Comentário do Evangelho

Os discípulos, desatentos em relação à observação de Jesus

Jesus aproveita o esquecimento e a discussão entre os discípulos para repreendê-los por causa da incredulidade deles, pois não obstante tudo o que têm ouvido e contemplado do que Jesus faz, não são capazes de ir a fundo na mensagem contida no ensinamento de Jesus nem ver no que ele faz – o texto faz referência às duas multiplicações dos pães – “sinais” que remetem ao mistério de Deus que habita a vida de Jesus. O tom do relato é áspero, expressão da indignação de Jesus acerca da atitude dos discípulos. Vê na atitude deles o perigo de serem contaminados pelo apego desordenado às tradições humanas (cf. Mc 7,1-23), à necessidade de ver um sinal do céu (cf. Mc 8,11) e ao poder pelo poder. Daí o alerta quanto ao cuidado em relação ao “fermento dos fariseus e o de Herodes”. Em nosso caso se trata da influência maléfica do ensinamento e da prática dos fariseus e do péssimo exemplo de Herodes, que podiam contaminar a todos. Na tradição rabínica o fermento era, ainda, metáfora do pecado e da corrupção. Em nosso texto, trata-se de não ser seduzido pelo ensinamento e pela atitude representados por esses dois elementos: fariseus e Herodes.
Carlos Alberto Contieri, sj
Oração
Pai, reforça minha fé na tua providência paterna que se manifestou de tantos modos em minha vida, e livra-me de colocar minha esperança nas coisas deste mundo.
Fonte: Paulinas em 18/02/2014

Vivendo a Palavra

Ontem os fariseus pediam um sinal a Jesus. Nesta passagem, os discípulos mostram que mesmo eles ainda não haviam entendido. E nós: será que compreendemos que o cuidado que merece ser tomado é com o Reino do Pai e seu anúncio aos homens? Que tudo o mais virá por acréscimo, como garantiu o Cristo?
Fonte: Arquidiocese BH em 18/02/2014

VIVENDO A PALAVRA

Os discípulos discutiam entre si sobre a falta de pão. Também nós nos preocupamos com coisas secundárias, esquecendo-nos da grande lição de Jesus: o Reino de Deus foi a única razão de sua vida e de sua morte; de sua alegria e de sua dor. Ser discípulo é isto: seguir Jesus e, como Ele, ocuparmo-nos apenas com o essencial.

Reflexão

Todos nós temos uma hierarquia de valores que servem como critério para a nossa vida e tudo o que temos e fazemos está subordinado a essa hierarquia. A maioria das pessoas orienta a sua vida para a satisfação das suas necessidades primárias e instintivas. Assim, os seus valores principais são a comida, a bebida e o sexo, de modo que essas pessoas, apesar de civilizadas, possuem a mesma hierarquia de valores que os animais: buscam apenas a satisfação dos próprios instintos. Essas pessoas não aceitam a Jesus e criticam a sua doutrina porque a sua dependência aos instintos lhes cega a vista e endurece os seus corações, de modo que não podem compreender a verdadeira hierarquia de valores que Jesus veio trazer para que as pessoas não vivam instintivamente, mas tenham vida em abundância.
Fonte: CNBB em 18/02/2014

Recadinho

O pão do dia a dia leva-nos a pensar sempre na Eucaristia? - Jesus fala de fermento. Somos como fermento de bondade no meio do mundo? - Desanimamos facilmente diante das dificuldades ou somos persistentes? - Somos reconhecidos à imensidão da bondade de Deus? - Procuro também ser generoso para com todos como Deus é generoso para comigo?
Padre Geraldo Rodrigues, C.Ss.R
Fonte: a12 - Santuário Nacional em 18/02/2014

Reflexão

Os fariseus exercem influência sobre o povo, ensinando-lhe uma ideologia nacionalista: querem, para Israel, um Messias poderoso, dominador das demais nações. Os herodianos (adeptos de Herodes) querem que Israel seja superior aos outros povos, aceitando, para isso, um rei prepotente (Herodes). É contra essa mentalidade que Jesus previne seus discípulos. Estes acompanham Jesus por toda parte e veem as obras grandiosas que ele realiza. Não obstante o privilégio de estar sempre ao lado do Mestre, seus discípulos ficam na superfície; “têm o coração endurecido”, como os fariseus. Daí a dura reprimenda de Jesus: “Vocês têm olhos e não enxergam, têm ouvidos e não escutam?”. Eles têm na barca apenas um pão (Jesus e sua mensagem), mas não o percebem. Não lhes falta nada.
(Dia a dia com o Evangelho 2018 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)

Comentário do Evangelho

CUIDADO COM A HIPOCRISIA

Jesus procurava precaver seus discípulos contra certas posturas farisaicas, indignas de um discípulo do Reino. Algumas correntes do farisaísmo haviam tomado rumos com os quais Jesus não estava de acordo. Eles eram vítimas do vedetismo, fazendo suas ações para terem o reconhecimento popular. Padeciam também da hipocrisia. Seu exterior não correspondia ao interior. Por isso, eram falsos quando davam demonstração de piedade. Eles tinham um apego exagerado às Escrituras, que eram interpretadas a seu bel prazer, mesmo falseando seu sentido e fazendo interpretações contrárias ao sentido da Lei. Os fariseus nutriam profundo desprezo por quem não era "perfeito" como eles. E acabavam formando um grupo hermético de pretensos puros e santos. Os discípulos de Jesus não estavam imunes de serem contaminados por este mau espírito, o fermento dos fariseus. Era preciso estar atento.
Outra mentalidade contra a qual era preciso cuidar-se foi designada como o fermento de Herodes. Esse rei foi conhecido por sua megalomania, cruel violência, impiedade, tirania e arrogância. Todas estas são atitudes indignas dos discípulos do Reino, embora possam se deixar arrastar por elas.
A conduta do discípulo é permeada pelo fermento de Jesus. É na contemplação do Mestre que os discípulos saberão como ser fiéis à sua fé.
Oração
Senhor Jesus, guarda-me do fermento do mundo que contamina meu coração e me impede de ser fermentado por ti e pelo teu Espírito.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Ó Deus, que prometestes permanecer nos corações sinceros e retos, dai-nos, por vossa graça, viver de tal modo, que possais habitar em nós. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Dom Total em 18/02/2014

Meditando o evangelho

AS MÁS INFLUÊNCIAS

A convivência diuturna com o Mestre não tornava seus discípulos imunes das más influências, especialmente, daquela dos fariseus. Estes tinham uma mentalidade contrária à de Jesus. Pelo modo como eles se apresentavam, havia o risco de contaminarem os discípulos.
Certos componentes da mentalidade farisaica traziam em si o germe do pecado, que debilitava o ser humano, inclinando-o para o mundanismo. Disto ninguém estava isento, nem mesmo quem privava da intimidade com Jesus.
Como os fariseus, os discípulos corriam o risco de ser hipócritas e insensíveis com os mais fracos e pequeninos, julgar-se superiores aos demais, praticar um tipo de religião manipuladora de Deus, ser exibicionistas e buscar o louvor e o reconhecimento das pessoas.
Este tipo de comportamento não se coadunava com a proposta de Jesus. Contudo, muitos discípulos estavam sendo tentados a seguir este rumo, ou seja, deixar-se convencer pelos adversários do Mestre, fermentados por uma mentalidade incompatível com o Reino.
Nem sempre o alerta de Jesus surtiu efeito. Aqui e acolá, os discípulos assumiram o modo de proceder farisaico. Infelizmente, o fermento do Reino parecia ser menos eficaz que o dos fariseus. O mau exemplo impunha-se!
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Espírito de precaução, torna-me imune às más influências que me afastam do projeto de Jesus, levando-me a assumir comportamentos incompatíveis com o Reino.

COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. E o Mestre perdeu as estribeiras...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Embora se trate de uma reflexão pós-pascal das comunidades, o evangelista Marcos é bastante realista e não bota "panos quentes" na reação de Jesus diante da atitude dos seus discípulos, que não compreendiam em profundidade os seus ensinamentos.
Naquele dia, o discípulo encarregado de levar o lanche esqueceu-se do pão, e na barca só havia um único pão. Naquele momento jesus retomou o ensinamento sobre o perigo do farisaísmo e do fermento de Herodes mas os seus discípulos estavam "voando", e a única preocupação naquele momento era com o lanche, e como o Jesus falou em fermento, pensaram que ele estava dando uma "indireta" pelo esquecimento, confundindo alhos com bugalhos".
O que isso quer dizer para nossas comunidades de hoje? Os discípulos só conseguiam enxergar o que estava diante deles e assim, também nós em nossas pastorais e movimentos, na catequese, ministério e na liturgia, corremos o risco de só olharmos aquilo que é aparente esquecendo o sentido daquilo que na ação pastoral é essencial: o amor que se traduz em serviço. Mas o que é pior, a toda hora a comunidade sofre a influência perniciosa do Farisaísmo e do fermento de Herodes, quando o servo se torna senhor, quando o serviço pastoral nos leva ao poder, ao sucesso e a fama.
O pão a que Jesus se refere, e que ele continua a multiplicar hoje é a eucaristia, que só é autêntica quando gera comunhão de vida no serviço prestado aos irmãos. A Eucaristia fortalece e aprimora os nossos carismas para sempre podermos fazer e oferecer o melhor de nós a comunidade, e não a sermos os melhores, os mais importantes, isso é deixar-se contaminar pelo fermento de Herodes, deixando de lado o pão bendito da Vida que Jesus multiplica entre nós.

2. O fermento leveda toda a massa
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

Jesus faz afirmações aparentemente difíceis de serem entendidas. O que ele quis dizer ou o que esperava que os Apóstolos entendessem, quando discutiam entre si por não terem levado pão? Sempre no lago de Genesaré, eles foram de um lado para outro e os apóstolos se esqueceram de comprar pão. Tinham consigo apenas um pão. E discutiam por causa disso. A discussão começou de fato depois que Jesus lhes dissera para tomar cuidado com o fermento dos fariseus e o fermento de Herodes. Estaria Jesus falando do pão que os Apóstolos não providenciaram? Jesus não falava do pão material. Ele se referia à influência negativa que fariseus e herodianos poderiam exercer na mente do povo. Como o fermento leveda toda a massa, assim também as ideias veiculadas pelos fariseus e herodianos poderiam fermentar todo o povo. Isto era sério. Quanto ao pão para comer, tinham acabado de ver duas multiplicações de pães e peixes. Por que então se preocupar?

HOMILIA

O FERMENTO DOS FARISEUS E O FERMENTO DE HERODES

No Evangelho de hoje dois pontos chamam atenção: a menção de Jesus para que os discípulos tomem cuidado com o fermento dos fariseus e de Herodes, e a reação d’Ele ao ver que os discípulos acharam que Jesus estava falando sobre comida.
Primeiro precisamos entender de que fermento Jesus estava falando quando se referiu aos fariseus e a Herodes. Isso fica fácil quando sabemos o que movia Herodes e os fariseus: o poder e a vaidade. E era disso que Jesus estava falando quando pediu que os discípulos tivessem cuidado... Jesus queria que os discípulos não fossem movidos pelo poder e pela vaidade. Mas os discípulos pensaram que Jesus estava falando sobre fermento porque eles tinham apenas um pão no barco onde eles estavam, e por isso Jesus se decepcionou com a lentidão de pensamento dos discípulos.
Por mais que Jesus lhes mostrasse prodígios e milagres, os discípulos não O entendiam porque tinham o seu pensamento obscurecido pelas coisas materiais e porque não O escutavam com o coração. Mesmo depois dos milagres da multiplicação dos pães eles continuavam inseguros quanto á sua sobrevivência. Jesus os advertia sobre “o fermento dos fariseus” ( a falsidade), mas eles não compreendiam do que Jesus estava falando. O homem tem fome de Deus e se confunde pensando que a sua fome é de pão material. Assim somos nós também: “tendo olhos, nós não vemos e tendo ouvidos, nós não ouvimos”. Temos o coração endurecido, e não enxergamos o poder de Deus para providenciar tudo de que precisamos na nossa vida.
A mensagem de hoje é para que não sejamos como Herodes ou os fariseus, que se orgulhavam do poder e da vaidade. Devemos ser o contrário disso: humildes e servidores, assim como foi Jesus. Os frutos que iremos colher virão bem depois.
Você tem medo de passar necessidades no futuro? – Você acredita na providência de Deus? – Você consegue entender espiritualmente os ensinamentos de Jesus para sua vida?
Pai, reforça minha fé na tua providência paterna que se manifestou de tantos modos em minha vida, e livra-me de colocar minha esperança nas coisas deste mundo.
Padre Bantu Mendonça Katchipwi Sayla
Fonte: Liturgia da Palavra em 18/02/2014

HOMÍLIA DIÁRIA

O fermento estragado nos torna incrédulos à vontade de Deus

Você sabe que o fermento é o que leveda e dá consistência à massa, se o fermento estiver estragado todo o pão vai ser estragado.
”Então Jesus os advertiu: ‘Prestai atenção e tomai cuidado com o fermento dos fariseus e com o fermento de Herodes”’ (Mc 8, 15).
Meus queridos irmãos e irmãs, a Palavra que Deus hoje nos dirige é para tirarmos do nosso coração o fermento da maldade e o da incredulidade, que não nos deixam entender os sinais de Deus, a manifestação amorosa de Deus por nós.
Deixe-me dizer: Jesus já fez tantos sinais para Seus apóstolos. Quantos cegos, mudos, quantos aleijados, doentes e enfermos o Senhor curou. Quantas vezes o Senhor fez milagres, como o de multiplicar os pães, entre outros. Quantas vezes o Senhor manifestou o Seu poder, como na passagem da tempestade e em tantos lugares.
Se olharmos para a minha vida, para a sua vida e para a de cada um de nós, veremos os sinais do amor de Deus por nós. A não ser que nós sejamos incrédulos demais, a não ser que nós sejamos muito mal agradecidos, para não reconhecermos a mão poderosa de Deus em nossa vida.
É verdade que nós não temos bonança toda hora, é verdade que a vida de nenhum de nós é mil maravilhas. E ainda bem que não é assim, porque senão seríamos como crianças mal acostumadas! A pior criança, o pior filho, é aquele que tem tudo; tudo na mão, tudo pronto; ele não tem dificuldade e esforço nenhum na vida. E que mal acostumado vai ser esse filho! E Deus não nos quer filhos mal acostumados.
É impossível, mesmo para aquele mais sofredor, mesmo aquele que já nasceu sofrendo, ele não conseguir ver, quando ele tem os olhos puros, a bondade de Deus e a manifestação de Deus em sua vida.
Mas muitos dos fariseus não conseguiram de forma alguma enxergar a vontade de Deus; por isso Jesus está hoje nos dizendo para termos muito cuidado para não sermos contaminados por esse fermento. Porque você sabe que o fermento é o que leveda a massa, que dá consistência à massa, se o fermento estiver estragado todo o pão vai ser estragado. Se o fermento que está no meio de nós é um fermento azedo, é o fermento da ingratidão, é o fermento da murmuração contra Deus e contra a Sua Igreja e, assim por diante, deixe-me dizer: nós nos tornaremos cegos e incrédulos às manifestações de Deus em nossa vida.
Que o Senhor, hoje, pela Sua Palavra poderosa, que faz novas todas as coisas, purifique o nosso coração de todo fermento maldito, de todo fermento que entrou em nós e nos deixou pessoas azedas; pessoas que reclamam, murmuram e não sabem reconhecer a manifestação do Senhor no meio de nós.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
Fonte: Canção Nova em 18/02/2014

ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, envia o teu Espírito sobre nós. Ilumina o nosso entendimento para que, vendo os sinais que tu realizas, possamos compreender o grande Amor com que nos criaste e o cuidado com que nos cercas nesta caminhada de volta ao teu abraço paterno. Pelo Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo. Amém.

LITURGIA DIÁRIA - 13/02/2018


Tema do dia

E VOCÊS AINDA NÃO COMPREENDEM

Tiago repete Jesus, dizendo de outra forma que o mal nasce dentro de nós. Somos tentados pelo nosso desejo, que atrai, seduz e nos leva ao pecado e à morte. Do Pai nos vem o dom precioso da Palavra da Verdade que nos torna os primeiros entre as criaturas.

Oração para antes de ler a Bíblia


Meu Senhor e meu Pai! Envia teu Santo Espírito para que eu compreenda e acolha tua Santa Palavra! Que eu te conheça e te faça conhecer, te ame e te faça amar, te sirva e te faça servir, te louve e te faça louvar por todas as criaturas. Fazei, ó Pai, que pela leitura da Palavra os pecadores se convertam, os justos perseverem na graça e todos consigamos a vida eterna. Amém.

3ª-feira da 6ª Semana do Tempo Comum
Cor: Verde


Primeira Leitura (Tg 1,12-18)
6ª Semana do Tempo Comum - Terça-feira - 13/02/2018

Leitura da Carta de São Tiago.

12Feliz o homem que suporta a provação. Porque, uma vez provado, receberá a coroa da vida, que o Senhor prometeu àqueles que o amam.
13Ninguém, ao ser tentado, deve dizer: “É Deus que me está tentando”, pois Deus não pode ser tentado pelo mal e tampouco ele tenta a ninguém. 14Antes, cada qual é tentado por sua própria concupiscência, que o arrasta e seduz. 15Em seguida, a concupiscência concebe o pecado e o dá à luz, e o pecado, uma vez consumado, gera a morte.
16Meus queridos irmãos, não vos enganeis. 17Todo dom precioso e toda dádiva perfeita vêm do alto; descem do Pai das luzes, no qual não há mudança, nem sombra de variação. 18De livre vontade ele nos gerou, pela Palavra da verdade, a fim de sermos como que as primícias de suas criaturas.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.


Responsório (Sl 93)
6ª Semana do Tempo Comum - Terça-feira - 13/02/2018

— Bem-aventurado é aquele a quem ensinais vossa lei!
— Bem-aventurado é aquele a quem ensinais vossa lei!

— É feliz, ó Senhor, quem formais e educais nos caminhos da Lei, para dar-lhe um alívio na angústia.
— O Senhor não rejeita o seu povo e não pode esquecer sua herança: voltarão a juízo as sentenças; quem é reto andará na justiça.
— Quando eu penso: “Estou quase caindo!” Vosso amor me sustenta, Senhor! Quando o meu coração se angustia, consolais e alegrais minha alma.


Evangelho (Mc 8,14-21)
6ª Semana do Tempo Comum - Terça-feira - 13/02/2018


O fermento leveda toda massa

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 14os discípulos tinham se esquecido de levar pães. Tinham consigo na barca apenas um pão. 15Então Jesus os advertiu: “Prestai atenção e tomai cuidado com o fermento dos fariseus e com o fermento de Herodes”.
16Os discípulos diziam entre si: “É porque não temos pão”. 17Mas Jesus percebeu e perguntou-lhes: “Por que discutis sobre a falta de pão? Ainda não entendeis e nem compreendeis? Vós tendes o coração endurecido? 18Tendo olhos, não vedes, e tendo ouvidos, não ouvis? Não vos lembrais 19de quando reparti cinco pães para cinco mil pessoas? Quantos cestos vós recolhestes cheios de pedaços?”
Eles responderam: “Doze”. 20Jesus perguntou: E quando reparti sete pães com quatro mil pessoas, quantos cestos vós recolhestes cheios de pedaços? Eles responderam: “Sete”. 21Jesus disse: “E ainda não compreendeis?”

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.


Oração para depois de ler a Bíblia


Dou-Te graças, meu Deus, pelos bons propósitos, afetos e inspirações que me comunicastes nesta meditação; peço-Te ajuda para colocá-los em prática. Minha Mãe Imaculada, meu protetor São José e Anjo da minha guarda, intercedem todos por mim. Amém.

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA 12/02/2018

ANO B


Mc 8,11-13

Comentário do Evangelho

Os sinais de Jesus, sinais do Reino

A brevidade da cena e do diálogo mostra a decisão deliberada e firme de Jesus de não ceder a nenhum tipo de tentação que possa desviá-lo de sua missão. O nosso texto é a prova de que as tentações de Jesus não fizeram parte de um único momento da sua vida (Mc 1,12-13; Mt 4,1-11; Lc 4,1-13), mas se estenderam por toda a sua existência terrestre. O trecho ajuda o leitor a compreender que as tentações se dão no exercício e em relação à missão e à filiação divina de Jesus. Ele se recusa a fazer qualquer gesto sem motivo e a seu favor, somente para ganhar reconhecimento e aplausos; rejeita toda proposta que o desvie do caminho de um messianismo profundamente marcado pela humildade e pelo serviço. A adesão à pessoa de Jesus não pode se dar através de gestos espetaculares, de um sinal vindo do céu, mas através de uma decisão livre. Nossa perícope está situada imediatamente depois do segundo relato da “multiplicação dos pães”. O sinal sobre o qual se baseia a adesão livre a Jesus é a sua vida entregue, para que todo o povo não desfaleça pelo caminho (cf. Mc 8,3).
Carlos Alberto Contieri, sj
Oração
Pai, dá-me sensibilidade para reconhecer a messianidade de teu filho Jesus manifestada no bem que ele fez ao povo e no seu modo simples de ser.
Fonte: Paulinas em 17/02/2014

Vivendo a Palavra

Condenamos a incredulidade dos fariseus, que pedem sinais extraordinários. Não poucas vezes também nós andamos em busca desses sinais, esquecidos de que a fé é entrega total a Deus, com a mesma confiança de uma criança que se joga nos braços confiáveis do seu pai. Nossa vida e a fé são os grandes sinais que recebemos do Pai.
Fonte: Arquidiocese BH em 17/02/2014

VIVENDO A PALAVRA

Jesus se recusa a fazer milagres para ‘provar’ aos fariseus – e também a nós, em todos os tempos e lugares – a sua autoridade divina. O Evangelho deixa bem claro que a fé é dom do Pai, rico em misericórdia, e é ela que produz milagres. O Mestre jamais realizou milagres para forçar a fé ou constranger a liberdade de alguém.

Reflexão

Quando Jesus foi tentado pelo demônio no deserto, a segunda tentação era que ele se atirasse do pináculo do Templo, uma vez que os anjos cuidariam dele.Mas a resposta que Jesus deu ao demônio foi: "Não tentarás o Senhor teu Deus". O Evangelho de hoje nos mostra que existem pessoas que sempre estão tentando a Deus, pois, assim como os fariseus pediam um sinal do céu para por Jesus à prova, muitas pessoas querem fazer chantagem com Deus, fazendo uma série de exigências e pedidos mesquinhos para satisfazer seus desejos e fundamentam a sua fé não no amor a Deus, mas na satisfação de suas exigências.
Fonte: CNBB em 17/02/2014

Recadinho

Tenho consciência de que as demonstrações de fé são aquelas que expresso nas horas mais difíceis? - É verdade que nos momentos difíceis quanto mais me dedico ao próximo mais forças encontro para vencer meus problemas? - Procuro de fato as ocasiões de fazer o bem? - O que me leva a agir com dedicação e espírito de serviço? - Dou-me conta de que quanto mais me dedico ao próximo mais abençoado sou por Deus?
Padre Geraldo Rodrigues, C.Ss.R
Fonte: a12 - Santuário Nacional em 17/02/2014

Reflexão

Os fariseus não dão trégua a Jesus. Parecem não ter outra ocupação, a não ser arrumar armadilha para ver o fracasso dele. Desta vez, levantam dúvidas sobre sua pessoa e obras. Jesus nunca se omite; fala abertamente em público; não economiza ensinamentos; reparte o pão para a multidão faminta; faz prodígios que despertam o entusiasmo e a admiração de grande número de pessoas. E chegam os fariseus com essa objeção deslocada, inconveniente, desnecessária: pedem a Jesus uma comprovação de sua autoridade; pedem-lhe um sinal do céu. Cegos, eles não admitem que o Messias é o maior sinal do céu. Diante de tamanha dureza de coração e arrogância, a Jesus resta apenas suspirar “profundamente em seu espírito” e partir para a outra margem. Inútil bater em ferro frio.
(Dia a dia com o Evangelho 2018 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)

Comentário do Evangelho

O PEDIDO RECUSADO

Jesus recusou-se terminantemente a fazer exibição de seu poder taumatúrgico, para satisfazer a curiosidade alheia ou para provar, a quem se recusava aceitá-lo, sua condição messiânica. Os fariseus tentaram, sem sucesso, arrancar um milagre de Jesus nestas condições. Jesus não caiu nesta armadilha.
São vários os motivos da recusa de Jesus. Os milagres não têm, por si mesmos, o poder de convencer ninguém e levá-lo à fé. Fazer um milagre diante dos fariseus seria perda de tempo e poderia ter o efeito de fazê-los odiar Jesus ainda mais. Os milagres pressupõem a fé e os fariseus representavam uma categoria de pessoas refratárias a Jesus e incapazes de perceber o verdadeiro significado de seu gesto. Os milagres têm como objetivo levar a salvação do Reino a quem é privado de sua saúde ou tem a vida ameaçada. Esse não era o caso dos fariseus que não estavam dispostos a abrir mão de seus preconceitos contra Jesus.
Recusando atender o pedido dos fariseus, Jesus manifestou uma atitude de firmeza diante da tentação de um messianismo espetacular e exibicionista que mantém as pessoas cativas de seu egoísmo, sem sensibilizá-las para o amor e a misericórdia. Igualmente, a tentação de um messianismo humanamente gratificante, pelo sucesso e pelos aplausos. Jesus estava certo de que isto não correspondia ao querer do Pai.
Oração
Senhor Jesus, que eu jamais caia na tentação do exibicionismo e da busca do reconhecimento humano fácil, pois não é este o caminho do Pai.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Ó Deus, que prometestes permanecer nos corações sinceros e retos, dai-nos, por vossa graça, viver de tal modo, que possais habitar em nós. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Dom Total em 17/02/2014

Meditando o evangelho

DISPUTANDO COM JESUS

Uma ala do farisaísmo esteve em contínuo litígio com Jesus. Certos fariseus não perdiam a oportunidade de colocar-lhe armadilhas. Tentavam pegá-lo em alguma palavra passível de ser mal-interpretada, para poder acusá-lo diante das autoridades civis e religiosas. Jesus, porém, sempre se manteve vigilante para não se deixar enredar.
Mas o que eles não aceitavam em Jesus? Entre outras coisas, a forma irreverente como se referia a Deus, chamando-o de pai; a pretensão de ser igual a Deus, ao realizar obras que só a este competia fazer; a insubmissão diante dos preceitos religiosos; o fato de misturar-se com os pecadores, marginalizados e gente de má fama.
Por sua vez, Jesus não aceitava, nos fariseus: a hipocrisia deslavada, que os levava a ensinar uma coisa e fazer outra bem diferente; a insensibilidade diante dos fracos e pequenos, a quem impunham uma religiosidade opressora; o espírito segregacionista, que lhes dava ares de superioridade; a teologia anacrônica, incapaz de adaptar-se à novidade do Reino; a manipulação da religião, reduzida a seus caprichos e interesses.
O conflito ficará sem solução, até que os fariseus decidam eliminar Jesus, fazendo-o pender de uma cruz. A superação desse conflito acontecerá quando o Pai ressuscitar seu Filho, por estar do lado dele e dar-lhe razão.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Espírito de amor, faze-me acolher, de boa vontade, a pessoa de Jesus, mostrando-me sensível ao seu convite de conversão do Reino.

COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. O Cristianismo dos SINAIS...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Nos dias de hoje vive muito um Cristianismo bem a moda "Fariseu", assistindo os "testemunhos" das pessoas que migram para as novas igrejas da linha pentecostalista, todas sem exceção iniciaram sua caminhada com Jesus naquela denominação, porque receberam um grandioso milagre, coisa que em outras denominações cristãs não conseguiram, então agora se sentem realizadas e felizes porque enfim encontraram o verdadeiro caminho...
O Jesus criado de maneira estratégica pelos especialistas nesse marketing religioso atende as necessidades dos "clientes", é o Cristo do consumismo, da concorrência, e quem tiver o melhor Jesus terá como recompensa a casa cheia e o Ibope garantido nas telas da TV. Não há problema que fique sem solução com esse Jesus dos espertalhões, quando há falha, o fiel é culpado porque lhe faltou Fé, e quando a urucubaca é demais, entra em cena o diabo, que precisa urgente ser expulso para que o fiel possa ser libertado... Mas até aí a concorrência é braba, pois só aquela entidade religiosa e aquele determinado Fulano tem a fórmula infalível para botar o diabo prá correr...
Este não é o caso das Igrejas Históricas que tem raiz e tradição, estas preservam o valor da FÉ e do testemunho cristão autêntico. Os fariseus exigem de Jesus um sinal estrondoso que confirme o seu messianismo. A Pessoa de Jesus, o que ele pensa e fala, suas atitudes de comprometimento com as pessoas, tudo isso não têm para o Farisaísmo a menor importância, o que importa mesmo é o milagre, pois só este irá convencê-los a ser também seguidores com os demais...
Mas o termo discípulo seguidor, nesse caso é uma grande piada, ao quererem serem convencidos pelos sinais prodigiosos, eles querem se tornar clientes que precisam ser atendidos em todas as suas necessidades físicas, morais, psíquicas, afetivas e materiais. Não é por acaso exatamente esse o Jesus que inventaram na pós-modernidade?
Atitudes assim continuam fazendo Jesus suspirar profundamente em seu coração.

2. Por que esta geração pede um sinal?
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

Fariseus discutem com Jesus e o provocam pedindo um sinal do céu. Jesus responde que nenhum sinal lhes será dado. E vai-se embora. Mateus e Lucas são mais extensos e falam do sinal de Jonas, o único que será dado. Aqui em Marcos não haverá nenhum sinal. Os fariseus pediram um sinal do céu, não porque estivessem verdadeiramente interessados em algum sinal, mas para provocar Jesus ou para testá-lo. O que seria um sinal do céu? Em São Mateus, Jesus menciona os sinais da atmosfera, que indicam chuva, calor, tempo bom, tempo ruim. Nesse sentido, o sinal do céu é também um sinal da terra, que as pessoas sabem interpretar. O sinal do céu pode também ser entendido em oposição ao sinal da terra. Neste caso, o sinal do céu se refere a coisas sobrenaturais e a fenômenos extraterrestres. O sinal da terra, ao contrário, diz respeito aos acontecimentos da nossa vida, da vida humana. Revoada de anjos, sacrário brilhando seriam sinais do céu. A cura de um leproso é sinal da terra. O da terra não me interessa porque pode me comprometer. Prefiro o do céu, mais espetacular, que não exige nenhum compromisso da minha parte. Em São Lucas, quando acusam Jesus de expulsar demônios com o poder de Beelzebu, ele acabava de curar um homem que estava possuído por um demônio mudo. O homem era mudo e começou a falar de forma normal. Diante do fato, houve três reações: alguns se admiraram, outros se opuseram e os alienados pediram um sinal do céu.

HOMILIA

OS FARISEUS PEDEM UM MILAGRE

As provocações dos fariseus são insistentes. Já espionaram Jesus para ver se curava no sábado. A preocupação então não era o sinal da cura, mas a acusação da infração do sábado. Em casa, em Cafarnaúm, Jesus perdoou os pecados de um paralítico, e o cura, como sinal.
No evangelho de hoje, temos mais um conflito entre os fariseus e Jesus. E mais uma vez na tentativa de acusar Jesus perante as autoridades, pediam de Jesus, um sinal do céu, como uma prova de que Ele era o Messias enviado, queria ver um sinal do seu poder. Queriam que Jesus realizasse algo extraordinário, com fez Moisés, as pragas do Egito e a travessia do Mar Vermelho. Para os fariseus o Messias esperado era poderoso que buscasse glorias, que faria com que as elites conquistassem sua autonomia, e os libertaria da opressão do império romano, destruindo o inimigo. Indignado e triste, Jesus, vendo a dureza de coração dos fariseus, Jesus diz: "... a essa geração não será dado nenhum sinal" e parte.
Os fariseus eram incapazes de ver os sinais de Cristo na terra, eles não acreditavam no milagre na encarnação de Cristo. Não aceitavam Jesus porque se identificava com multidão de pobres, pecadores, excluídos, doentes, marginalizados, e sentiam seu poder ameaçado por Jesus. Tão cegos e sedentos de poder eram os fariseus, que não foram capazes de perceber o sinal da partilha dos pães.
E nós? Quantas vezes em nossas orações colocamos em dúvida o poder de Deus, seu amor por nós? Quando não somos prontamente atendidos, nossa fé é abalada. Sabemos que tudo o que pedimos com fé, Deus nos concederá. Precisamos ser pacientes em nossa fé, receberemos as graças de Deus quando estivermos prontos para recebê-la. Deus nos conhece, sabe quando será o melhor momento. Deus se homem, em seu Filho Jesus, que deu sua vida para nos salvar. Porque então pedir prova seu poder, de seu amor por nós? Confiemos em Deus e no seu amor por todos nós. E saibamos reconhecer os sinais de Deus na solidariedade, na partilha, na justiça, na paz, no irmão necessitado, que sofre preconceito e exclusão. Basta que não tenhamos um coração frio e duro como dos fariseus.
Pai, dá-me sensibilidade para reconhecer a messianidade de teu filho Jesus manifestada no bem que ele fez ao povo e no seu modo simples de ser.
Padre Bantu Mendonça Katchipwi Sayla
Fonte: Liturgia da Palavra em 17/02/2014

HOMÍLIA DIÁRIA

A nossa fé produz o fruto da perseverança

As provações, as provocações da vida, não são para nos desviar do caminho, mas ao contrário, é para fortalecer a nossa caminhada, é para nos dar têmpera, para fazer de nós homens e mulheres perseverantes na fé!
Meus irmãos, quando deveis passar por diversas provações, considerai isso motivo de grande alegria, por saberdes que a comprovação da fé produz em vós a perseverança (Tg 1, 2-3).
Quem de nós não é provado, não é tentado nessa vida? Quem de nós que não passa por diversas dificuldades? E às vezes, nós queremos que a nossa fé tire do nosso caminho o sofrimento e a provação. Deixa eu dizer uma coisa no fundo do seu coração: não existe crescimento na fé, não existe amadurecimento na fé, não existe amadurecimento humano, se nós não sabemos superar os sofrimentos e as provações.
Às vezes, achamos que Deus é injusto conosco, porque nos permite passar por tamanha prova e, assim por diante. Acredite meu irmão, tenha muita confiança nessa hora, Deus está contigo, quando você está ali sofrendo, mas está aguentando firme, está dizendo: ”Senhor é difícil, mas pela Tua graça eu sigo adiante!”. As provações, as provocações da vida, não são para nos desviar do caminho, mas ao contrário, é para fortalecer a nossa caminhada, é para nos dar têmpera, para fazer de nós homens e mulheres perseverantes na fé!
Porque meu irmão, minha irmã, você pode seguir as coisas de Deus, mas o prêmio só é concedido àquele que perseverar e, perseverar até o fim. E nós, só vamos adquirindo músculos, resistência nos combates da vida à medida que sabemos lidar com paciência, com as provações e as provocações que a vida nos faz.
Cuidado para não cair no perigo do Evangelho de hoje, onde esses homens com o coração endurecido, os fariseus querem colocar Jesus à prova. Nós não podemos colocar Deus à prova, nós não podemos querer atormentar Deus, nós não podemos querer que Deus nos dê sinais de que Ele nos ama, de que está conosco; porque os sinais de Deus, as provas de Deus estão ao nosso lado. Ele nós ama, nos quer bem e, mesmo nos vendo sofrer, passando pelo vale de lágrimas, como nós muitas vezes passamos, podemos ter a certeza, Deus está conosco!
Mas, enquanto formos gente, seres humanos, a provação fará parte da nossa caminhada, apenas que, a provação para nós não deve ser motivo de tristeza, mas de alegria, porque sabemos que passando por ela a nossa fé cresce, a fé que aumenta produz o fruto maravilhoso da perseverança!
Que Deus nos dê essa sabedoria para que possamos alcançar a perseverança final, e assim entrarmos no Reino dos Céus.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
Fonte: Canção Nova em 17/02/2014

Oração Final
Pai Santo, faze-nos compreender o que significa a tua Graça. Por puro amor paternal tu nos dás a Vida para que a partilhemos com os companheiros de caminhada. Ensina-nos, Pai amado, a sermos agradecidos a Ti e generosos com os irmãos. Pelo Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 17/02/2014

ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, eu não tenho para ofertar-Te aquela fé firme que sempre desejei; mas, Pai amado, eu Te ofereço a minha profunda vontade de acreditar em teu Amor. Eu creio, Senhor, mas ajuda a minha fé pequenina! Pelo Cristo Jesus, teu Filho que se fez nosso Irmão e contigo vive e reina na unidade do Espírito Santo. Amém.