segunda-feira, 16 de outubro de 2017

LEITURA ORANTE DO DIA - 15/10/2017



LEITURA ORANTE

Mt 22,1-14 - Somos todos convidados para a festa!


Preparo-me para a Leitura Orante, rezando com
todos que buscam encontrar-se com Deus na web:
Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Jesus, Mestre,
que eu pense com a tua inteligência,
com a tua sabedoria.
Que eu ame com o teu coração.
Que eu veja com os teus olhos.
Que eu fale com a tua língua.
Que eu ouça com os teus ouvidos.
Que as minhas mãos sejam as tuas.
Que os meus pés estejam sobre as tuas pegadas.
Que eu reze com as tuas orações.
Que eu celebre como tu te imolaste.
Que eu esteja em ti e tu em mim. Amém.

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Mt 22,1-14, e observo a parábola contada por Jesus sobre a festa de casamento.
De novo Jesus usou parábolas para falar ao povo. Ele disse:
- O Reino do Céu é como um rei que preparou uma festa de casamento para seu filho. Depois mandou os empregados chamarem os convidados, mas eles não quiseram vir. Então mandou outros empregados com o seguinte recado: "Digam aos convidados que tudo está preparado para a festa. Já matei os bezerros e os bois gordos, e tudo está pronto. Que venham à festa!"
- Mas os convidados não se importaram com o convite e foram tratar dos seus negócios: um foi para a sua fazenda, e outro, para o seu armazém. Outros agarraram os empregados, bateram neles e os mataram. O rei ficou com tanta raiva, que mandou matar aqueles assassinos e queimar a cidade deles. Depois chamou os seus empregados e disse: "A minha festa de casamento está pronta, mas os convidados não a mereciam. Agora vão pelas ruas e convidem todas as pessoas que vocês encontrarem."
- Então os empregados saíram pelas ruas e reuniram todos os que puderam encontrar, tanto bons como maus. E o salão de festas ficou cheio de gente. Quando o rei entrou para ver os convidados, notou um homem que não estava usando roupas de festa e perguntou: "Amigo, como é que você entrou aqui sem roupas de festa?"
- Mas o homem não respondeu nada. Então o rei disse aos empregados: "Amarrem os pés e as mãos deste homem e o joguem fora, na escuridão. Ali ele vai chorar e ranger os dentes de desespero."
E Jesus terminou, dizendo:
- Pois muitos são convidados, mas poucos são escolhidos.
Refletindo
Esta parábola contada por Jesus me ensina diversas coisas.
1º É um privilégio ser convidado para a festa do Reino, para a Aliança com Deus.
2º Os empregados são os apóstolos, os profetas, os discípulos e missionários.
3º Os que rejeitam o convite são os que preferem o ter, os bens materiais.
4º Os que estão pelas estradas e ruas, e são convidados, são os mendigos, pobres, os que estão à margem, fora do convívio, “tanto bons como maus”.
5º A roupa de festa exigida simboliza a conduta de acordo com o chamado, ou seja, fé e abertura de coração para a justiça. Cabe recordar que justiça é amor de Deus para todos.
6º A exclusão, expressa nas palavras “joguem fora, na escuridão. Ali ele vai chorar...” fala da consequência de quem renuncia à intimidade com Deus.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para mim, hoje?
Meditando
Os bispos em, Aparecida, disseram:
“Por assim dizer, Deus Pai sai de si, para nos chamar a participar de sua vida e de sua glória. Mediante Israel, povo que fez seu, Deus nos revela seu projeto de vida. Cada vez que Israel procurou e necessitou de seu Deus, sobretudo nas desgraças nacionais, teve uma singular experiência de comunhão com Ele, que o fazia partícipe de sua verdade, sua vida e sua santidade. Por isso, não demorou em testemunhar que seu Deus – diferentemente dos ídolos – é o “Deus vivo” (Dt 5,26) que o liberta dos opressores (cf. Ex 3,7-10), que perdoa incansavelmente (cf. Ecl 34,6; Eclo 2,11) e que restitui a salvação perdida quando o povo, envolvido “nas redes da morte” (Sl 116,3), dirige-se a Ele suplicante (Cf. Is 38,16).” (DAp 129)
Deus continua nos fazendo convite para minha participação na sua vida.
Como respondo?

3. Oração (Vida)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo, espontaneamente, com salmos ou outras orações e ouço ou canto a canção do padre Zezinho:
Vocação
Se ouvires a voz do vento
Chamando sem cessar
Se ouvires a voz do tempo
Mandando esperar.
A decisão é tua
São muitos os convidados
Quase ninguém tem tempo
Se ouvires a voz de Deus
Chamando sem cessar
Se ouvires a voz do mundo
Querendo te enganar
O trigo já se perdeu
Cresceu, ninguém colheu
E o mundo passando fome
De paz, de pão e de Deus.
CD Vocação - COMEP

Ouça também em



4. Contemplação (Vida e Missão)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Meu novo olhar é para perceber os convites de Deus e responder com a minha adesão.

Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém. 
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém. 
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

Ir. Patrícia Silva, fsp
patricia.silva@paulinas.com.br
http://leituraorantedapalavra.blogspot.com.br/

Leitura Orante
28º domingo do tempo comum, 15 de outubro de 2017

A PROVOCATIVA ENCRUZILHADA

“Ide para as encruzilhadas e chamai para as bodas
todos os que encontrardes”  Mt 22,9)

Texto Bíblico: Mateus 22,1-14

1 – O que diz o texto?

Através de suas parábolas Jesus nos revela uma profunda visão contemplativa da vida; e esta Sua visão não o afasta da realidade; pelo contrário, mantém-no sempre em contato com a fragilidade da existência humana: sentou-se à mesa e comeu com os pecadores; misturou-se com os doentes e os impuros; comprometeu-se solidariamente com os mais pobres, oprimidos e excluídos de seu tempo; revelou sua presença compassiva junto aos mais fracos e sofredores, vítimas de uma estrutura social e religiosa injusta.
Jesus destruiu as categorias de puro e impuro, perfeito e imperfeito, justo e pecador... E anunciou um banquete para todos, “maus e bons”.
Para Jesus, a experiência da fragilidade dá a conhecer a profundeza da existência humana.
É reconhecendo-se fraco e limitado que o ser humano se abre para Deus e para os outros; é sua própria fragilidade e pobreza que o fazem sensível à escuta e acolhida do convite de Deus para participar da mesa do Reino. Este é o caminho de Deus em direção ao ser humano, e do ser humano rumo a Deus.
Para fundamentar a imagem do Deus que se deixa afetar por aqueles que estão excluídos nas encruzilhadas da vida, Jesus conta a parábola de um rei que prepara um banquete de casamento do seu filho para muitos convidados.
Como toda parábola, o ponto de inflexão está em rejeitar a oferta. Ninguém rejeita um banquete. Mas o primeiro e o segundo grupo de convidados, com o coração marcado pela ingratidão e afeiçoados aos seus bens e interesses, fazem-se de surdos diante do convite. O campo, os negócios, a violência... é mais importante que a festa da vida.
Quando nenhum dos convidados comparece, o dono da casa ordena aos empregados: “ide para as encruzilhadas...”, para que convidem a todos, maus e bons. O importante é que haja banquete, que haja festa.
E com frequência, os mais disponíveis são precisamente aqueles que não podem fazer grandes festas.
Os pobres e excluídos tem poucas festas, mas encanta-lhes as festas; são aqueles que mais sabem festejar.
São eles que dizem sim ao primeiro convite; são eles que não podem comprar campos, nem juntas de bois. E Deus enche a sala com todos eles.
Mas há ainda uma outra imagem surpreendente, revelada pela parábola deste domingo: os maus também são convidados para o banquete festivo. De repente, porém, a atmosfera muda mais uma vez. Entre os convidados, o rei descobre um homem sem a “roupa” apropriada para o casamento. Quando o homem não sabe responder à pergunta por que comparecera à festa sem a roupa de casamento, o senhor ordena que seja jogado lá fora na escuridão.
Todos os nossos aspectos são convidados ao banquete da completude, tantos os aspectos bons quantos os maus, mas nós também precisamos fazer algo.
Esta é uma notícia boa: tudo em nós pode alcançar a união com Deus – também nossos aspectos sombrios e maus -, mas precisamos revesti-los com a roupa do amor, precisamos oferecê-los conscientemente a Deus. Se assim não o fizermos, eles não serão transformados, mas continuarão excluídos na escuridão de nossa existência; com isso não haverá uma festa de casamento, não haverá plenitude de vida.

2 – O que o texto diz para mim?

O que a parábola está querendo me revelar é: também aquilo que faz parte do meu inconsciente, que deixo abandonado em algum ponto da minha encruzilhada interior, ou seja, tudo aquilo que em mim foi rejeitado e reprimido, também quer ser incluído e ter um lugar na mesa festiva com Deus. Toda a minha história é importante, tudo o que jamais foi experimentado e vivenciado deve ser convidado para a integração. Cada aspecto de minha vida, rico ou pobre, faz parte da minha humanidade, e tudo o que é humano é lugar de salvação; não devo negar meus desvios e fracassos, pois eles também querem contribuir para à minha verdadeira identidade em Deus. Justamente os aspectos rejeitados e excluídos de minha vida é que estão mais sensíveis ao convite à vida plena.
Só posso me tornar plena em Deus quando lhe ofereço minhas fraquezas, limitações e fragilidades. Tudo aquilo que escondo de Deus fará falta na minha humanização. Se não aceito os aspectos abandonados e excluídos nas esquinas e encruzilhadas da minha existência, atravesso a vida apenas com metade daquilo que sou: um ser humano que apenas quer revelar seu lado positivo. Quando me encontro assim, sinto que nada pode fluir, porque algo me falta.

3 – O que a Palavra me leva a experimentar?

Essa força terapêutica da parábola me transmite uma grande esperança: tudo o que compõe minha história, rica e pobre, positiva e negativa, compõe minha vida; nada deve ser rejeitado e nem julgado; tudo deve ser acolhido e tudo deve ser oferecido ao Senhor da festa.
Toda a minha vida, todo o meu ser, tudo o que carrego em meu interior, bom e mau, quer ser transformado pelo Espírito e pelo amor de Deus; só assim, aquela imagem original que Ele tem de cada um pode se revelar e brilhar em qualquer circunstância de minha vida.
Posso, então, afirmar que a vida está nas encruzilhadas de minha existência; afirmando de outro modo: as encruzilhadas estão também carregadas de vida. É das encruzilhadas existências que pode me surpreender com o surgimento do novo. É ali que o convite à plenitude de vida ressoa com mais intensidade.
Minha razão, meu “eu perfeccionista”, meu “ego inflado”, minhas afeições desordenadas... não se deixam impactar pelo convite para a festa da vida. Estão seguros de si, atrofiados e petrificados em seus mundos...

4 – O que a Palavra me leva a falar com Deus?

Senhor, o Deus que Jesus revelou mostra o seu rosto na proximidade e na reconciliação para com todos. Ele não tem vergonha de se aproximar e de se misturar com a pobreza e a fragilidade dos seus filhos e filhas; Deus encontra-se mergulhado no humano, acolhe tudo e plenifica tudo (inclusive a fragilidade). Ele se apresenta como um “Deus errante”, que corre ao encontro daquele que está perdido.
O Deus de Jesus não age do mesmo modo que o “deus dos fariseus”. Ele não faz comparações entre uns e outros; não coloca os impuros em situação de desvantagem. Ele é o Deus “festeiro”, que sempre propõe a “mesa da inclusão” a todos os seus filhos e filhas.
Jesus põe no centro de seu anúncio a indigência, a fragilidade, o limite... e não a perfeição, a pureza... Ele sabia que a pessoa consciente de suas fragilidades e pobrezas é mais disponível e aberta à Graça de Deus.

5 – O que a Palavra me leva a viver?

É provável que as pessoas, às quais o texto se refere originalmente, tenham sido aquelas que viviam fora de Jerusalém, em meio a um mundo de pobreza e exclusão.
Tal situação as impedia participar de qualquer festa. Mas se entendo a parábola em chave de interioridade, como motivação para meu caminho em direção a uma vida maior, posso afirmar: o chamado a uma vida em profundidade pode ficar ofuscado pelo ego fechado e superficial.
O apego aos bens e aos negócios podem me impedir de escolher o caminho da vida expansiva; uma vida bem-sucedida é o maior inimigo da transformação. Quem se acomoda no sucesso não prosseguirá em sua caminhada interior e ficará parado em sua imaturidade humana. Quem confia demais em seus próprios negócios ou em seu sucesso pode romper o vínculo com o coração e renegar seu verdadeiro eu.
O perigo está em ter ouvidos para os cantos das sereias, e não para o convite que vem do mais profundo de meu ser, que me chama a uma plenitude humana.

Fonte:
Bíblia Novo Testamento – Paulinas: Mateus 22,1-14
Pe. Adroaldo Palaoro, sj – reflexão do Evangelho
Desenho: Osmar Koxne

Sugestão:
Música: Fragilidade Fx 5 (04:15)
Autor: Jorge Trevisol
Intérprete: Jorge Trevisol
Coro: Ringo, Caio Flavio, Silvinha Araujo, Angela Márcia
CD: Amor, mística e angústia
Gravadora: Paulinas Comep

LEITURA ORANTE DO DIA - 14/10/2017


LEITURA ORANTE

Lc 11,27-28 - São felizes os que ouvem e vivem a Palavra


Mês das Missões - Mensagem do papa Francisco
Clique abaixo e leia a Mensagem do papa

Preparo-me para a Leitura Orante, rezando com todos os internautas
que se encontram com a Palavra, neste instante:
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Agradeço-te, meu Deus,
porque me chamaste,
tirando-me das minhas ocupações do dia-a-dia,
muitas vezes difíceis e pesadas,
para aqui me encontrar contigo.
Dispõe o meu coração na paz e na humildade
para poder ser por ti encontrado/a
e ouvir a tua Palavra.

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente, na minha Bíblia, o texto: Lc 11,27-28.
Quando Jesus acabou de dizer isso, uma mulher que estava no meio da multidão gritou para ele:
- Como é feliz a mulher que pôs o senhor no mundo e o amamentou!
Mas Jesus respondeu:
- Mais felizes são aqueles que ouvem a mensagem de Deus e obedecem a ela.
Refletindo
A felicidade e a glória da mulher israelita, segundo a tradição, fundamentam-se no filho. Jesus, no entanto, valoriza de outro modo a glória do homem e da mulher. Esta está no conhecimento e na vivência da Palavra. Felizes os que “ouvem” a Palavra. "Ouvir" aqui ultrapassa a simples audição. Significa recebê-la, aceitá-la e praticá-la

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para mim, hoje?
Para seguir Jesus preciso também ouvir e praticar a Palavra.
Meditando
Os bispos, em Aparecida, falaram das características do discípulo de Jesus Cristo:
“Como características do discípulo, indicadas pela iniciação cristã, destacamos: que ele tenha como centro a pessoa de Jesus Cristo, nosso Salvador e plenitude de nossa humanidade, fonte de toda maturidade humana e cristã; que tenha o espírito de oração, seja amante da Palavra.” (DAp, 292).
O papa Francisco afirma, na Laudato sì:
O fato de insistir na afirmação de que o ser humano é imagem de Deus não deveria fazer-nos esquecer que cada criatura tem uma função e nenhuma é supérflua. Todo o universo material é uma linguagem do amor de Deus, do seu carinho sem medida por nós. O solo, a água, as montanhas: tudo é carícia de Deus. A história da própria amizade com Deus desenrola-se sempre num espaço geográfico que se torna um sinal muito pessoal, e cada um de nós guarda na memória lugares cuja lembrança nos faz muito bem. Quem cresceu no meio de montes, quem na infância se sentava junto do riacho a beber, ou quem jogava numa praça do seu bairro, quando volta a esses lugares sente-se chamado a recuperar a sua própria identidade. (LS 84)

3. Oração (Vida)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo, espontaneamente, com salmos ou outras orações e concluo com a
Oração pela nossa terra
Deus Onipotente,
que estais presente em todo o universo
e na mais pequenina das vossas criaturas,
Vós que envolveis com a vossa ternura
tudo o que existe,
derramai em nós a força do vosso amor
para cuidarmos da vida e da beleza.
Inundai-nos de paz,
para que vivamos como irmãos e irmãs
sem prejudicar ninguém.
Ó Deus dos pobres,
ajudai-nos a resgatar
os abandonados e esquecidos desta terra
que valem tanto aos vossos olhos.
Curai a nossa vida,
para que protejamos o mundo
e não o depredemos,
para que semeemos beleza
e não poluição nem destruição.
Tocai os corações
daqueles que buscam apenas benefícios
à custa dos pobres e da terra.
Ensinai-nos a descobrir o valor de cada coisa,
a contemplar com encanto,
a reconhecer que estamos profundamente unidos
com todas as criaturas
no nosso caminho para a vossa luz infinita.
Obrigado porque estais conosco todos os dias.
Sustentai-nos, por favor, na nossa luta
pela justiça, o amor e a paz.
Amém. ( Laudato sì)

4. Contemplação (Vida e Missão)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Meu novo olhar, acolhe, ouve, vive e leva  a Palavra a outras pessoas, ajudando-as a descobrir Deus na natureza e na valorização da vida. Como nos fala o papa Francisco: "A «mística popular» acolhe, a seu modo, o Evangelho inteiro e encarna-o em expressões de oração, de fraternidade, de justiça, de luta e de festa. A Boa Nova é a alegria dum Pai que não quer que se perca nenhum dos seus pequeninos. Assim nasce a alegria no Bom Pastor que encontra a ovelha perdida e a reintegra no seu rebanho." (EG 237)

Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
-Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

Ir. Patrícia Silva, fsp
patricia.silva@paulinas.com.br

Oração do Mês Missionário 2017

Deus de misericórdia,
que enviaste o Teu Filho Jesus Cristo
e nos sustentas com a força do Espírito Santo,
ensina-nos a caminhar juntos
e, a exemplo de Maria, nossa Mãe Aparecida,
na celebração dos 300 anos do encontro da imagem,
sejamos, em toda a parte,
testemunhas proféticas da alegria do Evangelho
para uma Igreja em saída. Amém.

HOMÍLIA DIÁRIA - (CANÇÃO NOVA) - Lc 11,29-32 - 16/10/2017


É preciso dar atenção aos sinais de Deus

Os sinais de Deus estão em todos os lugares, a Palavra de Deus nos sinaliza a cada dia

“Com efeito, assim como Jonas foi um sinal para os ninivitas, assim também será o Filho do Homem para esta geração.” (Lucas 11,32)


Jonas é usado como um sinal. A vida de Jonas, a sua pregação, o seu exemplo serve para a geração da época dele, para a geração da época de Jesus e para todos nós.
Sabe, num tempo onde vivemos movidos por muitas curiosidades, por uma sede de novidades, inclusive na Igreja as pessoas estão sempre em busca de novidades, querem sinais, querem ver Nossa Senhora aparecendo, querem receber rosas aqui, querem receber um sinal aqui e outro acolá, querem manifestação de Deus.
É pouco caso não entender como o amor de Deus está manifesto, vivo e presente no meio de nós. Ainda não conseguimos entender que a Eucaristia é o sinal mais visível da graça sublime de Deus entre nós, é o corpo de Cristo, é o sangue do Senhor. Ainda precisamos de outros sinais? Precisamos que Jesus apareça para nós para que possamos entender que precisamos mudar de vida, ter atitudes? A resposta de Jesus a eles é a resposta também para nós:
“Nenhum outro sinal nos será dado, a não ser o sinal de Jonas”.
E qual é o sinal de Jonas? A primeira coisa é a conversão. Todos os dias há uma placa nos convidando a nos converter, nas estradas têm sempre placas para se converter à esquerda ou à direita, vá para lá ou para cá. Os sinais de Deus estão em todos os lugares, a Palavra de Deus nos sinaliza a cada dia. Assim como muitos são desatentos ou não estão nem aí para as placas, para as sinalizações e os desastres, os trânsitos da vida são tantos, não podemos deixar que a nossa vida vire um desastre.
É preciso dar atenção aos sinais de Deus, os sinais estão ai: a Palavra d’Ele, a Eucaristia. A verdade é que conversão é muito difícil, porque conversão é graça de Deus, mas é também empenho pessoal, é dedicação, postura, mudança de atitudes, é ter vontade de fazer aquilo e não fazer. É ter vontade de seguir os impulsos do coração, dos afetos e sentimentos humanos e saber nos contrariar.
Conversão é saber que temos tanta coisa prazerosa para fazer, mas precisamos nos voltar para Deus, rezar, meditar e contemplar. Conversão é uma urgência para a nossa vida, por isso que o sinal de Jonas é penitência. Jonas foi aquele que levou todo o povo de Nínive a se converter pela penitência. Não desprezemos as penitências, coloquemos o nosso coração sempre numa atitude de vigilância para não perdermos o rumo e a direção do Reino de Deus.
Se prestarmos a atenção nesses sinais, porque Jonas teve três dias no ventre da baleia e o Filho do Homem teve também três dias e saiu um homem ressuscitado.
Se tomarmos o caminho da penitência e da conversão diária, um homem novo surge, um homem novo vem sempre para fora, senão ficaremos sempre nessa vida velha, apegados aos pecados e a nós mesmos. Deus não nos quer assim, Ele nos quer convertidos a cada dia.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova

HOMÍLIA DIÁRIA - (CANÇÃO NOVA) - Mt 22,1-14 - 15/10/2017


Deus prepara um banquete eterno para nós

Deus se lembra de nós em primazia e nos coloca como prioridades no banquete eterno que Ele preparou

“Mas os convidados não deram a menor atenção: um foi para o seu campo, outro para os seus negócios,outros agarraram os empregados, bateram neles e os mataram.” (Mateus 22, 5-6)

O Evangelho deste domingo é um convite a uma reflexão sobre acolher ou não o Reino de Deus. Jesus tem contado a nós uma série de parábolas, Ele hoje nos conta uma que compara o Reino dos Céus a um rei que preparou um grande banquete, uma grande festa de casamento para o seu filho.
Fico pensando em nós quando preparamos nossas festas. Quando um pai quer casar sua filha ou qualquer outra coisa, ele prepara tudo, a lista de convidados, tudo é pensado com muito carinho e ternura. Pense em você que prepara uma festa de casamento, manda o convite para os familiares, para os amigos mais próximos e de repente começa a chegar respostas: “Não posso! Não irei! Terei outro compromisso! Gostaria muito! Sejam felizes!”, e todo mundo só manda resposta que não poderá ir.
Que frustração! Imagina, você preparou um banquete para tantas pessoas e não têm convidados para o casamento, para a festa, para o banquete que você preparou.
Cada um tem uma desculpa, cada um arrumando um jeito para não se comprometer. Olha que é festa e tantas pessoas arrumando desculpas para não se comprometer ou comparecer. Com certeza você que preparou a festa, o banquete ficará muito triste, chateado e decepcionado. O que fazer com tudo isso?
Neste caso, o rei muito indignado mandou chamar todos os que estavam nas encruzilhadas: os pobres, aqueles que ninguém dava valor, aqueles que não dão festa nenhuma e convidou todos para o banquete. Deu a festa para eles já que seus convidados fizeram pouco caso, foram indiferentes, não deram o mínimo valor para aquilo que foi preparado para eles.
A riqueza dessa parábola é dirigida a todos nós, é Deus quem nos prepara o banquete das núpcias eternas e nos convida sempre para participarmos, para fazermos parte desse banquete.
Vivemos no mundo das ocupações, todo mundo está ocupado com suas tarefas, obrigações e com suas responsabilidades. Esta é a geração da frieza, da indiferença e do pouco caso. Infelizmente vivemos num tempo onde as pessoas fazem muito pouco caso com as coisas de Deus.
Estamos sempre arrumando desculpas, inclusive até para se converter. “Depois eu vejo!”. Quando deixamos alguma coisa para ver depois é porque aquilo não é prioridade para nós, quando deixamos as coisas de Deus para depois, quando as tratamos de qualquer jeito, fazemos pouco caso ou só vamos quando dá é porque isso não é prioridade para nós.
Quando alguma coisa é prioridade assumimos prontamente, damos um jeito, nos organizamos e procuramos fazer o melhor de nós para nos fazer presente, procuramos ter consideração por quem teve consideração conosco, por alguém que se lembrou de nós.
Às vezes me convidam para uma festa de aniversário, um casamento e eu não posso estar presente, mas eu procuro de alguma forma manifestar a boa lembrança que a pessoa teve.
Deus nunca se esquece de nós, pelo contrário, Ele se lembra de nós em primazia e nos coloca como prioridades na festa eterna, no banquete eterno que Ele preparou.
Não façamos pouco caso, não tratemos com indiferença e nem de qualquer jeito as coisas de Deus. Se Deus é prioridade para nós façamos festa, vamos com alegria, demos a melhor resposta do nosso coração para as coisas do Senhor. É assim que assumiremos e teremos as vestes para as núpcias eternas.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova

HOMÍLIA DIÁRIA - (CANÇÃO NOVA) - Lc 11,27-28 - 14/10/2017


Pratiquemos a Palavra de Deus em nossa vida

Gaste seu tempo para ouvir a Palavra do Senhor e, depois, aplique-se para ser um bom discípulo

“Muito mais felizes são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática.” (Lucas 11,28)

Veja que maravilha, no meio daquela multidão, uma voz exalta a felicidade do ventre que trouxe Jesus e dos seios que O amamentaram. Que felicidade e que graça teve a Bem-aventurada Virgem Maria, não só por amamentar, mas por trazer, no seu ventre, Jesus, o Nosso Salvador.
Essa é uma graça, uma felicidade única que nenhuma outra mulher experimentou. Você, que é mãe, sabe a graça que você teve ou tem de amamentar, de trazer, no seu ventre, uma vida nova. Agora, imaginemos a graça que teve a Bem-aventurada sempre Virgem Maria! Ela trouxe Jesus, no seu ventre, amamentou Aquele que é o Salvador. A graça foi maior, porque ela cuidou, fez Ele andar, aprender a falar, e tudo isso Jesus aprendeu na casa de Nazaré.
Pense em uma coisa: não basta trazer a criança dentro de si, não basta cuidar dela, amamentá-la, fazê-la crescer, andar, porque não se trata somente de uma criança, Ele é Jesus, o Mestre da vida. Se Maria teve a felicidade de trazê-Lo no seu ventre, ela teve uma felicidade ainda maior de ser discípula do Seu próprio filho, de ser seguidora ou a primeira, a mais importante e fiel seguidora de Jesus.
Essa é a felicidade maior dela, a graça maior que Maria encontrou. Por isso, Jesus está exaltando: “Muito mais felizes…”, e ela é muito mais feliz, porque, primeiro, ouviu a Palavra de Deus; segundo, porque colocou essa palavra em prática.
A graça que Deus reservou a Maria estende-se a todos nós, que podemos ser felizes e bem-aventurados se fizermos o que ela fez. Escutemos Jesus, a Sua Palavra, demos atenção a ela, dediquemo-nos a ela! Não percamos tempo em não ouvir a Palavra de Deus, mas gastemos tempo para ouvir a Palavra e depois aplicá-la, para ser um bom discípulo.
Podemos ser discípulos medíocres, que escutam e acham bonito a Palavra do Senhor, mas não colocam essa Palavra em prática. A graça maior, o dom maior, é poder ouvir e praticar; é isso que nos torna família de Jesus, é isso que faz de nós pessoas felizes e realizadas. É isso que nos torna verdadeiros discípulos do Mestre Jesus.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova