terça-feira, 20 de março de 2012

CRISTOLOGIA NOS SINÓTICOS

Sabemos que os Evangelhos, tais como nós os temos se situam num determinado estágio da vida da primeira comunidade cristã; nela, primeiro o “Evangelho” (Boa Nova) do reino de Deus, que se fez presente e próximo na pessoa de Jesus morto e ressuscitado, foi pregado de viva voz pelos doze e pelos outros discípulos em várias partes do mundo; depois, começou-se a colecionar por escrito alguns ditos do Senhor e episódios da sua vida, para servir às exigências da pregação, da liturgia, da vida da Igreja primitiva; somente após isto forma compostos os Evangelhos, que se referem tanto à pregação oral quanto à já escrita.
Cada um dos Evangelhos está profundamente ligado à vida da comunidade primitiva; cada um deles foi composto como livro da vida, não como livro de escola ou de arquivo, movido por interesses não cronológicos ou históricos, mas pelo serviço da fé, através do qual sente os problemas, as interrogações, os questionamentos, as perspectivas próprias da concreta comunidade cristã em que cada um dos evangelistas se insere e para a qual escreve, e ainda mostra a mentalidade, o estilo, a sensibilidade próprias de cada um dos autores. É sempre o mesmo Cristo que é anunciado, porém de modos diversos, sob pontos de vista diversos, a partir de problemáticas diversas.
Em Marcos
Marcos escreveu o seu Evangelho para os cristãos provenientes, sobretudo do paganismo: um mundo e um “clima cultural” cheio de “homens divinos”, gloriosos, autores de ações extarordinárias.
A estrutura geral é divida em duas secções: a primeira (1,1-8,26) tem como tema principal a revelação progressiva de messianidade de Jesus; a segunda (8,27-16,8) é toda orientada para a cruz. Substancialmente, no centro está sempre o messianismo de Jesus, mas na segunda parte, se fala claramente do messianismo “sofredor”...
Tomamos como ponto de referência a sua cristologia o título-programa posto no princípio do Evangelho: “Início do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus” (1,1). Este título de Filho de Deus é usado com muita sobriedade por Marcos; comparemos sobretudo em três textos importantes, que se referem a etapas centrais da existência de Jesus, a presença dele: o batismo (1,11), a transfiguração (9,7), a profissão de fé do centurião aos pés da cruz (15,39). Como entender os textos?
O batismo coloca a vocação messiânica de Jesus na linha do Servo de Iahweh de quem falou Isaías: uma ação de salvação marcada não pela glória ou pelo triunfo, mas pelo sofrimento e pela morte em favor dos outros.
A transfiguração é colocada depois do anúncio da paixão e esta em estreitíssima relação com esta: o evangelista quer fazer os discípulos intuírem que a cruz não é um fim em si mesma, embora encerre a “glória” da ressurreição.
Mas, sobretudo, é justamente diante de Jesus morimbundo que o primeiro pagão se converte: o centurião romano reconhece em Jesus o Filho de Deus, sem ver prodígios nem ações miraculosas, mas vendo-o morrer.
No seu Evangelho, está particularmente presente e faz sentir a sua influência o chamado “segredo messiânico”: o convite de Jesus, inúmeras vezes repetido por ocasião de alguns milagres, curas, profissões de fé particularmente explícitas.... para nada dizer a ninguém, para não revelar a coisa abertamente, para manter até o “segredo”.
Ele quer exatamente sublinhar que a paixão e a cruz fazem parte do plano de Deus, devem ser livremente assumidos por Jesus, e não contradizem de modo algum o seu ser Messias; pelo contrário, justamente por isto o seu messianismo se caracterizará, porque há de realizar-se no sofrer e no dar a vida.
Em Mateus
O ambiente em que nasceu o Evangelho de Mateus é o de judeu-cristãos, que conheciam muitíssimo bem o AT e captavam particularmente o mistério da vinda escatológica do Reino de Deus e da inserção neste dos pagãos ao lado, e mais, como que no lugar dos judeus; a estes seus cristãos Mateus deve, de um lado, fortalecer a fé esclarecendo como em Jesus se realizam efetivamente todas as promessas veterotestamentárias referentes ao Messsias, e de outro, apresentar argumentos que os ajudem a enfrentar o confronto com o judaísmo contemporâneo, explicando a relação entre o antigo Israel e a Igreja de Cristo. Ele é bem mais elaborado que o de Marcos, dividido fundamentalmente em cinco grandes discursos, cada um organizado em torno de um tema bem preciso.
A tese de Mateus é bem precisa: os discípulos de Cristo são o “verdadeiro Israel”, diversamente dos que se definem como Israel, mas que não o são mais, porque rejeitaram Jesus. É este, com efeito, o verdadeiro Filho de Davi, o verdadeiro Filho de Abraão. Jesus “cumpre” todas as Escrituras: é o que documentam, entre outras, as contínuas citações escriturísticas, freqüentíssimas. O seu ensinamento é a nova Torah que devemos acolher (5-7); é este um aspecto particularmente sublinhado por Mateus, em que a figura de Jesus se aproxima muito da de um “Mestre”, de um “rabino”.
Jesus é o Cristo: Aquele que “cumpre”, isto é, que realiza e supera todas as promessas feitas ao antigo Israel. E esta superação ocorre porque em Jesus está presente uma novidade radical, uma vinda de Deus imprevisível e insuperável: Ele é o Filho de Deus. O cumprimento e a superação das antigas promessas não valem só para o Messias (que não é um simples homem, mas o Filho de Deus).
A característica própria de Mateus pode ser considerada a de “Reino dos Céus”; em Jesus este Reino veio estabelecer-se entre nós, tornou-se próximo; na Igreja, ele se realiza e cresce até atingir seu cumprimento escatológico.
Em Lucas
Lucas que provém quase do paganismo, escreve para pagãos-cristãos, e mostra-se particularmente marcado pela experiência missionária de Paulo; compreende-se, pois, que a sua obra seja especialmente sensível ao significado do “tempo da Igreja” e da sua missão universalista.
No centro está Jerusalém, tendo uma posição como acontecia nas expectativas dos judeus: Deus é fiel ás suas promessas. A cidade, porém, está no centro de modo diferente, inesperado: em Jerusalém o Messias sofrerá a paixão e a morte por todos, e de Jerusalém a salvação se difundirá por toda parte. Não serão as nações que virão á cidade santa, mas será o Evangelho que irá ao encontro das nações.
Na teologia lucana, Jesus é, sobretudo o “Senhor” de toda a história e a sua existência é determinante para todas as várias épocas da humanidade. Com efeito, são características de Lucas os “ganchos” variados e preciosos que ele gosta de introduzir no seu Evangelho, relacionando este com a história de então, tanto a judaica quanto a do Império Romano; principalmente, ele insere Jesus na trama da história universal, a partir de Adão. A Jesus refere-se toda a história: Ele é na verdade o Senhor, o Kyrios.
É em Jesus, no seu agir, no seu comportamento, na sua pessoa, que se evidencia a “filantropia” do Pai: em toda a sua existência, Ele é o Salvador, desde o nascimento até a ascensão à direita de Deus. É reconhecido o destaque que o tema da “misericórdia” divina recebe no Evangelho de Lucas: o perdão e a salvação de Deus são para todos, sem distinções, sobretudo para os pecadores, e tudo isto aparece definitivamente em Jesus. E isto porque Jesus é o Filho, numa realização toda particular de intimidade como Pai.

FONTE DE PESQUISA:
Recebi no Facebook do meu amigo:

Abertas as inscrições para concursos culturais sobre prevenção ao uso de drogas


Estudantes, fotógrafos e músicos de todo o Brasil podem enviar seus trabalhos para os concursos promovidos pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) do Ministério da Justiça, com o tema Prevenção ao uso de drogas. Compromisso de todos.
Os concursos são oferecidos em cinco áreas: cartazes, fotografia, jingle, vídeos e monografia e recebe trabalhos até o dia 27 de abril. Os participantes vão concorrer a prêmios de até R$ 6 mil.
A finalidade dos concursos, realizados anualmente, é incentivar a reflexão e a discussão sobre a questão das drogas nos ambientes escolar e universitário, e no dia-a-dia do cidadão brasileiro.

Conheça o regulamento de cada categoria:

Cartazes: podem participar estudantes do 2º ao 5º ano do Ensino Fundamental, de escolas públicas ou privadas de todo o país, que serão divididos em quatro categorias. Serão premiados três cartazes por região (Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste) em cada categoria.

Fotografia: aberto a profissionais e amadores, que disputam um único prêmio por região.

Jingle: voltado a músicos profissionais ou amadores e premiará o melhor trabalho de cada região.

Vídeo: alunos do 6° ao 9º ano do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, de escolas públicas ou privadas de todo o país. O concurso premiará um vídeo de cada região, por categoria.

Monografia: podem participar estudantes universitários devidamente matriculados em cursos de graduação das Instituições de Ensino Superior reconhecidas pelo Ministério da Educação. Serão premiados os três melhores trabalhos em nível nacional.

segunda-feira, 19 de março de 2012

O Terço - Mistérios Dolorosos - Terça-feira e Sexta-Feira.


Terço do Rosário: Mistérios Dolorosos




"Mediante o Rosário, o povo cristão aprende com Maria a contemplar a beleza do rosto de Cristo, e a experimentar a profundidade do seu amor."
São João Paulo II

Santo Ambrósio de Sena - 20 de Março

O santo de hoje nasceu no ano de 1220 em Sena, Itália, dentro de um contexto familiar diferente. Ao ter nascido com uma deformação física, sua família – nobre – o renegou e o entregou a uma ama de leite, que recebeu a ordem de viver com a criança afastada deles.

Isso tudo foi providência na vida de Ambrósio, porque esta ama, mulher de fé, foi uma verdadeira mãe, alimentado-o e assim, foi acontecendo a recuperação do menino.

Com uma certa idade a família o acolheu. Ambrósio estava no processo de cura interior de reconciliação, mas já os havia perdoado. Aceitou, para um bem maior, os bens terrenos que ele teve como direito, usando-os para o bem dos pobres. O castelo foi se tornando aos poucos um hospital, lugar de acolhimento aos mais necessitados.

Com 18 anos renunciou a tudo e foi para os Dominicanos, tornando-se um pregador cheio do Espírito Santo.

Um homem do perdão e da reconciliação. Faleceu em Sena, durante uma pregação. Morreu no serviço, no ministério.

Santo Ambrósio, rogai por nós!

FONTE DE PESQUISA: Canção Nova

HOMÍLIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA 20/03/2012


João 5,1-16

Comentário do Evangelho

Jesus liberta, recuperando a dignidade humana

Nesta narrativa do evangelho de João destacam-se o seu simbolismo e os detalhes do diálogo.
A Porta das Ovelhas era o acesso dos comerciantes estrangeiros a Jerusalém. A cura pelas águas da piscina era uma crença pagã. Jesus se dedica àquela multidão de doentes, cegos, coxos e paralíticos que ali estavam e eram excluídos do judaísmo. Não participavam da festa da Páscoa, que estava sendo celebrada. Buscavam socorro para suas doenças em uma devoção pagã.
Jesus revela que ele próprio é a resposta tanto para as crenças do judaísmo como para as crenças pagãs. Ele liberta as pessoas restaurando-lhes a capacidade de ver e agir, recuperando sua dignidade e vida. Isto perturba os poderosos.
José Raimundo Oliva

Vivendo a Palavra

Mais um sinal da compaixão do Mestre. O mendigo sequer o conhecia, mas Jesus teve piedade de sua dor e o curou. Assim é o Reino que o Pai prepara para todos nós, seus filhos: lugar de exercício da fraternidade, consequência do amor filial com que respondemos ao verdadeiro Amor, o do nosso Criador.

Reflexão

Muitas vezes, as pessoas que sofrem diferentes formas de males possuem uma fé muito grande no poder de Deus, mas de algumas formas são impedidas de chegar até ele e receber as suas graças, condição indispensável para a superação de seus males e sofrimentos. É o caso do paralítico, que acreditava no poder de Deus e na cura que viria pela ação do anjo ao agitar a água, mas era impedido pelos outros que entravam primeiro na piscina. Assim também acontece hoje quando criamos uma série de regras e preceitos humanos que dificultam a participação de muitos na vida divina e um relacionamento pessoal com ele, que é a fonte de todas as graças que nos dão vida em abundância.

COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. "Mergulhando nas águas borbulhantes..."
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Imaginem a cena nos pórticos em redor da piscina de Betesda, tomada de cegos, coxos e paralíticos, quando é dada a largada começa a correria e o esforço dos coitados dos deficientes em conseguir chegar e se jogar na piscina, e pelo que entendi, só um por vez era curado. Havia aqueles que tinham sorte e traziam seus acompanhantes que os guiavam ou o carregavam até a piscina, mesmo assim, era uma verdadeira disputa para ver quem chegava primeiro. O problema não era a cura em si, mas superar os demais e chegar á frente de todos...
Nosso pobre paralítico nem isso tem, fica em seu lugarzinho e quando é dada a largada o coitado até tenta, mas inutilmente, sempre alguém, melhor das pernas passa á sua frente. Há 38 anos ele sonha com uma cura física, mas pelo jeito iria morrer paralítico se Jesus não aparecesse por ali. A pergunta de Jesus parece bem óbvia "Queres ficar curado?". Se o cara estivesse estressado, iria responder de maneira indelicada "Não, só estou aqui me bronzeando um pouco". Mas prestemos atenção nessa pergunta, Jesus não perguntou se ele queria chegar á piscina, mas se queria ser curado, o que é diferente...
Mas o paralítico entendeu dessa forma, isso é, a cura era o de menos, a dificuldade era chegar na piscina, sua resposta assim o demonstra "Senhor, não tenho ninguém que me ponha no tanque, quando a água é agitada, enquanto vou, já outro desceu antes de mim"Trata-se de alguém que só enxerga na ótica do sistema, nada vê e nem experimenta fora de sua religião, o que fazia dele um paralítico, não penso, Deus pensa por mim, não preciso fazer nada, Deus fará por mim, nem tenho vontade própria.
Poderão argumentar que a resposta está correta e o paralítico expõe sua necessidade, precisa de alguém que o carregue até  o tanque. Talvez Jesus esteja ali, se oferecendo para fazê-lo. Entretanto, Jesus supera tudo quanto a religião possa oferecer, ele não precisa de nenhum método de cura, fórmula mágica ou rito misterioso, simplesmente vai dizer ao paralítico "Levanta-te, toma o teu leito e anda".
A cura que as águas borbulhantes propiciavam, provém de Deus, ora, a presença de Jesus dispensava, portanto qualquer rito. A reflexão leva nossas comunidades cristãs a pensar, que é muito grande o perigo de super valorizarmos o rito e o formalismo religioso, tornando secundária a ação da Graça de Deus, que está em tudo e em todos como algo essencial.
Qual o perigo desse modo de pensar? Atermos-nos à cura física que é o caso desse homem ex-paralítico. Jesus o encontrou no templo e o exortou a uma conversão profunda e sincera, que iria lhe trazer muito mais do que a simples cura. "Não tornes a pecar". Mas qual pecado? Podemos nos perguntar... Exatamente o pecado de deixar passar despercebido em nossa relação com Deus, aquilo que é o essencial, transformando a religião em uma barganha para atender aos nossos interesses, menosprezando assim a verdadeira e única água borbulhante, a Fonte de água Viva que é Jesus Cristo.

2. Jesus liberta, recuperando a dignidade humana
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por José Raimundo Oliva - e disponibilizado no Portal Paulinas)
VIDE ACIMA
Oração
Pai, aproxima-me de Jesus, de quem jorra a fonte da vida, para que eu possa ser curado de todas as doenças e enfermidades que me afastam de ti.

3.COLABORANDO COM O PRÓXIMO
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total a cada mês)

A presença de Jesus era aquilo que faltava para que o paralítico obtivesse a cura desejada. O imenso desejo de ser curado levou-o, durante 38 longos anos, à piscina de Betesda, cujas águas, ao pôr-se em movimento, restituíam a saúde ao primeiro que nelas entrasse. No entanto, por ser paralítico, aquele homem não tinha agilidade suficiente para antecipar-se aos demais doentes. Resultado: permanecia ali, curtindo sua esperança de cura, enquanto outros eram miraculados.
A chegada de Jesus abriu-lhe a inesperada perspectiva de ser curado, sem necessidade do contato com as águas revoltas. E o milagre aconteceu. A seguir, obedecendo à ordem de Jesus, ele pegou a cama na qual jazia, e pôs-se a caminhar, sem dificuldade.
Este fato evangélico ajuda-nos a descobrir um sentido novo, na paixão de Jesus. Tal qual este doente de Jerusalém, toda a humanidade encontrava-se como que paralisada por causa do pecado, ansiando, ardentemente, pela libertação. Por si mesmas, as pessoas não conseguiriam atingir este objetivo. Necessitaram, pois, da ajuda de Jesus, cuja vida consistiu em colaborar para que todos nós pudéssemos superar a paralisia do pecado, e caminhar livremente para Deus. Em última análise, todos somos como o paralítico. Só Jesus, por sua morte e ressurreição, pode propiciar-nos a libertação.
Oração
Espírito de acolhida, torna-me sensível para eu reconhecer que, pela morte e ressurreição de Jesus, o Pai possibilitou a minha salvação.

Senhor, não tenho quem me ajude!

Postado por: homilia
março 20th, 2012

Segundo São João, por cinco vezes Jesus foi para Jerusalém por ocasião da grande festa do Templo. Enquanto para alguns a ida a Jerusalém é motivada pela participação nos ritos judaicos – para comer e beber -, para Jesus o motivo é outro. É  o anúncio do Seu projeto.
O Senhor quer lançar “mãos à obra” em relação à vontade de Deus, Seu Pai. Quer dar a conhecer a todo o mundo que está chegando a hora em que o príncipe deste mundo será derrotado. Novos céus e a nova terra estão para chegar e os verdadeiros adoradores já não dependerão das paredes do Templo de Jerusalém, tão pouco das sinagogas. Eles hão de adorar o Pai “em espírito e verdade”.
Numa dessas idas e vindas ao Templo – precisamente na Porta das Ovelhas, lugar no qual costumavam estar os pagãos, negociadores, cambistas e outros -, Jesus se dá conta da enfermidade que infernizava a vida de um homem. Curando um paralítico ali presente, Ele revela ser fonte de amor e vida para todos. Em contrapartida, os judeus promotores da festa religiosa perseguem Jesus por Sua prática misericordiosa e restauradora.
Muitas vezes, as pessoas que sofrem diferentes formas de mal possuem uma fé muito grande no poder de Deus, mas, de alguma forma, são impedidas de chegar até Ele e receber as Suas graças, condição indispensável para a superação de seus males e sofrimentos.
É o caso do paralítico que acreditava no poder de Deus e na cura que viria pela ação do anjo ao agitar a água, mas era impedido pelos outros que entravam primeiro na piscina. Assim também acontece hoje, quando criamos uma série de regras e preceitos humanos que dificultam a participação de muitos na vida divina e num relacionamento pessoal com Jesus, fonte de todas as graças que nos dão vida em abundância.
Apresente-se também a Jesus e diga para Ele: “Senhor, não tenho quem me ajude! Enquanto eu vou, outros descem antes de mim.”
E Ele, que tudo pode, dirá a você: “Levante-se! Pegue a sua maca e vá para a casa, pois sua fé o salvou”.
Padre Bantu Mendonça

Leitura Orante

Preparo-me para a Leitura Orante, rezando a bênção bíblica
sobre todos os internautas:
A bênção do Deus de Sara, Abraão e Agar,
a bênção do Filho, nascido de Maria,
a bênção do Espírito Santo de amor,
que cuida com carinho,
qual mãe cuida da gente,
esteja sobre todos nós.
Amém!

1. Leitura (Verdade)
- O que a Palavra diz?
Leio de forma pausada e atenta, na Bíblia, a Palavra em
Jo 5,1-16.
O texto apresenta o terceiro sinal de Jesus. O Evangelho de João fala de sete sinais. Vamos recordá-los:
1) Transformação da água em vinho (Jo 2, 1-12)
2) Cura do filho do funcionário real (Jo 4,46-54): paralelo em Lc 7,1-10 e Mt 8,5-13
3) Cura de um paralítico (Jo 5,1-18): semelhança com Mc 2,1-12
4) Multiplicação dos pães (Jo 6,1-15): paralelo em Mc 6,32-44
5) Jesus caminha sobre as águas (Jo 6,16-21): paralelo em Mc 6,45-52 e Mt 14,22-33
6) Cura de um cego (Jo 9,1-7): semelhança com Mc 8,22-26 e Mc 10,46-52
7) Ressurreição de um morto (Jo 11,1-46): semelhança com Lc 7,11-17 e Mc 5,21-43.
O texto de hoje, terceiro sinal, acontece durante uma festa dos judeus com a cura de um paralítico.
O paralítico é símbolo do povo sem vida. O povo não está no templo, mas nos corredores, excluído da festa. Jesus está no meio do povo. Perto havia um tanque ou piscina com cinco entradas ou corredores que simbolizavam a Lei contida nos cinco primeiros livros da Bíblia (Pentateuco). No entanto, a Lei não produzia mais vida para o povo. Muitos doentes estavam ali, deitados, sem vida. O paralítico que Jesus vai curar é símbolo de todo povo paralisado pela falta de vida. O paralítico diz a Jesus: "não tenho ninguém", ou seja, falta solidariedade. As águas da piscina que se agitam simbolizam as falsas esperanças. Passam a imagem de um falso Deus, como se ele se lembrasse de vez em quando do povo. Esse não é o Deus de Jesus, nem a sua prática de vida. Deus é fiel sempre.

2. Meditação(Caminho)
- O que a Palavra diz para mim?
Posso me perguntar tantas coisas.  Hoje detenho-me só num aspecto:
como é o meu Deus?
Quem é Deus para mim?
Ocasional ou de alguns momentos apenas. Ou é o Deus conosco, "todos os dias", como garante o próprio Jesus? ( Cf Mt 28,20). Veja o que disseram os bispos em Aparecida:
"Por assim dizer, Deus Pai sai de si, para nos chamar a participar de sua vida e de sua glória. Mediante Israel, povo que fez seu, Deus nos revela seu projeto de vida. Cada vez que Israel procurou e necessitou de seu Deus, sobretudo nas desgraças nacionais, teve uma singular experiência de comunhão com Ele, que o fazia partícipe de sua verdade, sua vida e sua santidade. Por isso, não demorou em testemunhar que seu Deus - diferentemente dos ídolos - é o "Deus vivo" (Dt 5,26) que o liberta dos opressores (cf. Ex 3,7-10), que perdoa incansavelmente (cf. Ec 34,6; Eclo 2,11) e que restitui a salvação perdida quando o povo, envolvido "nas redes da morte" (Sl 116,3), dirige-se a Ele suplicante (Cf. Is 38,16). Deste Deus - que é seu Pai - Jesus afirmará que "não é um Deus de mortos, mas de vivos". (Mc 12,27) (DAp 129)

3. Oração (Vida)
- O que a Palavra me leva a dizer a Deus?
Rezo com toda Igreja, pedindo a graça de caminhar, de me libertar de todos os limites:
Oração da Campanha da Fraternidade 2012
Senhor Deus de amor,
Pai de bondade,
nós vos louvamos e agradecemos
pelo dom da vida,
pelo amor com que cuidais de toda a criação.
Vosso Filho Jesus Cristo,
em sua misericórdia, assumiu a cruz dos enfermos
e de todos os sofredores,
sobre eles derramou a esperança de vida em plenitude.
Enviai-nos, Senhor, o Vosso Espírito.
Guiai a vossa Igreja, para que ela, pela conversão
se faça sempre mais, solidária às dores e enfermidades do povo,
e que a saúde se difunda sobre a terra.
Amém.

4. Contemplação(Vida/ Missão)
- Qual o meu novo olhar a partir da Palavra?
Nos momentos bons e também nos mais complicados terei a certeza do salmista:
Deus está aqui. O Senhor dirige a minha vida! Meu futuro está nas suas mãos.
(Sl 16,5)

Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde.  Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.

I. Patrícia Silva, fsp

Oração Final
Pai Santo, ensina-nos a caminhar com leveza nesta terra, seguindo o caminho de Jesus, que fazia o bem a todos. E que nós sejamos testemunhas da presença entre nós do Reino de Amor, vivido e anunciado pelo mesmo Jesus, o Cristo, teu Filho e nosso Irmão, que contigo reina na unidade do Espírito Santo.

LITURGIA DIÁRIA - 20/03/2012



Tema do dia

O correr das águas alegra a cidade de Deus.

As leituras de hoje falam da água em movimento, a água viva. Água que no Primeiro Testamento jorrava do Templo e que, na Nova Aliança, emana de Jesus de Nazaré. Pensemos no nosso papel de Igreja, como fonte de vida e esperança para todos os irmãos.

Oração para antes de ler a Bíblia


Meu Senhor e meu Pai! Envia teu Santo Espírito para que eu compreenda e acolha tua Santa Palavra! Que eu te conheça e te faça conhecer, te ame e te faça amar, te sirva e te faça servir, tlouvte faça louvar por todas as criaturas. Fazei, ó Pai, que pela leitura da Palavra os pecadores se convertam, os justos perseverem na graça e todos consigamos a vida eterna. Amém.

ROXO – OFÍCIO DO DIA


Primeira leitura (Ezequiel 47,1-9.12)
Terça-Feira, 20 de Março de 2012 - 4ª Semana da Quaresma

Leitura da Profecia de Ezequiel.

Naqueles dias, 1o anjo fez-me voltar até a entrada do Templo e eis que saía água da sua parte subterrânea na direção leste, porque o Templo estava voltado para o oriente; a água corria do lado direito do Templo, a sul do altar.
2Ele fez-me sair pela porta que dá para o norte, e fez-me dar uma volta por fora, até a porta que dá para o leste, onde eu vi a água jorrando do lado direito. 3Quando o homem saiu na direção leste, tendo uma corda de medir na mão, mediu quinhentos metros e fez-me atravessar a água: ela chegava-me aos tornozelos.
4Mediu outros quinhentos metros e fez-me atravessar a água: ela chegava-me aos joelhos. 5Mediu mais quinhentos metros e fez-me atravessar a água: ela chegava-me à cintura. Mediu mais quinhentos metros, e era um rio que eu não podia atravessar. Porque as águas haviam crescido tanto, que se tornaram um rio impossível de atravessar, a não ser a nado.
6Ele me disse: “Viste, filho do homem?” Depois fez-me caminhar de volta pela margem do rio. 7Voltando, eu vi junto à margem muitas árvores, de um e de outro lado do rio. 8Então ele me disse: “Estas águas correm para a região oriental, descem para o vale do Jordão, desembocam nas águas salgadas do mar, e elas se tornarão saudáveis.
9Onde o rio chegar, todos os animais que ali se movem poderão viver. Haverá peixes em quantidade, pois ali desembocam as águas que trazem saúde; e haverá vida onde chegar o rio. 12Nas margens junto ao rio, de ambos os lados, crescerá toda espécie de árvores frutíferas; suas folhas não murcharão e seus frutos jamais se acabarão: cada mês darão novos frutos, pois as águas que banham as árvores saem do santuário. Seus frutos servirão de alimento e suas folhas serão remédio”.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.


Salmo (Salmos 45)
Terça-Feira, 20 de Março de 2012 - 4ª Semana da Quaresma

— Conosco está o Senhor do Universo! O nosso refúgio é o Deus de Jacó.
— Conosco está o Senhor do Universo! O nosso refúgio é o Deus de Jacó.

— O Senhor para nós é refúgio e vigor, sempre pronto, mostrou-se um socorro na angústia; assim não tememos, se a terra estremece, se os montes desabam, caindo nos mares.
— Os braços de um rio vêm trazer alegria à Cidade de Deus, à morada do Altíssimo. Quem pode abalar? Deus está no seu meio! Já bem antes da aurora, ele vem ajudá-la.
— Conosco está o Senhor do universo! O nosso refúgio é o Deus de Jacó! Vinde ver, contemplai os prodígios de Deus e a obra estupenda que fez no universo.


Evangelho (João 5,1-16)
Terça-Feira, 20 de Março de 2012 - 4ª Semana da Quaresma

Jesus faz andar

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

1Houve uma festa dos judeus, e Jesus foi a Jerusalém. 2Existe em Jerusalém, perto da porta das Ovelhas, uma piscina com cinco pórticos, chamada Betesda em hebraico.3Muitos doentes ficavam ali deitados — cegos, coxos e paralíticos.
4De fato, um anjo descia, de vez em quando, e movimentava a água da piscina, e o primeiro doente que aí entrasse, depois do borbulhar da água, ficava curado de qualquer doença que tivesse. 5Aí se encontrava um homem, que estava doente havia trinta e oito anos.
6Jesus viu o homem deitado e sabendo que estava doente há tanto tempo, disse-lhe: “Queres ficar curado?” 7O doente respondeu: “Senhor, não tenho ninguém que me leve à piscina, quando a água é agitada. Quando estou chegando, outro entra na minha frente”.8Jesus disse: “Levanta-te, pega tua cama e anda”. 9No mesmo instante, o homem ficou curado, pegou sua cama e começou a andar.
Ora, esse dia era um sábado. 10Por isso, os judeus disseram ao homem que tinha sido curado: “É sábado! Não te é permitido carregar tua cama”. 11Ele respondeu-lhes: “Aquele que me curou disse: ‘Pega tua cama e anda’”. 12Então lhe perguntaram: “Quem é que te disse: ‘Pega tua cama e anda’?” 13O homem que tinha sido curado não sabia quem fora, pois Jesus se tinha afastado da multidão que se encontrava naquele lugar.
14Mais tarde, Jesus encontrou o homem no Templo e lhe disse: “Eis que estás curado. Não voltes a pecar, para que não te aconteça coisa pior”. 15Então o homem saiu e contou aos judeus que tinha sido Jesus quem o havia curado. 16Por isso, os judeus começaram a perseguir Jesus, porque fazia tais coisas em dia de sábado.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.


Oração para depois de ler a Bíblia


Dou-Te graças, meu Deus, pelos bons propósitos, afetos e inspirações que me comunicastes nesta meditação; peço-Te ajuda para colocá-los em prática. Minha Mãe Imaculada,  meu protetor São José e Anjo da minha guarda, intercedem todos por mim. Amém.

BOM DIA

 

 

TERÇA-FEIRA

 

BOA NOITE