HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 01/11/2026
ANO A

TODOS OS SANTOS
Ano A – Branco
“Será grande a vossa recompensa nos céus!” Mt 5,12a
“Para humanizar a sociedade, o caminho é a santidade, a prática é a mansidão.”
"A vontade de Deus é a nossa santificação"
Mt 5,1-12a
Ambientação
INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Irmãos e irmãs, na Solenidade de Todos os Santos,
nós fazemos memória de todos aqueles que deram
testemunho de Jesus durante a sua vida terrena
e, hoje, estão no céu participando da glória divina.
Assim, encontramos nos santos a inspiração para
continuarmos a nossa peregrinação terrestre,
esperando alcançar a mesma recompensa.https://diocesedeapucarana.com.br/storage/107864/01-de-novembro-de-2026---Solenidade-de-todos-os-Santos.pdf
INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Hoje, a Igreja ergue os
olhos e o coração para o céu, transbordando de alegria e esperança.
Contemplamos a imensa assembleia
daqueles que já vivem na glória do
Deus Santo, abraçados pela sua misericórdia infinita. Nesta Eucaristia,
memorial pascal, elevemos nosso
hino de adoração ao Senhor, cuja
santidade resplandece nos seus santos e santas.https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/07/Ano-50A-58-SOLENIDADE-TODOS-OS-SANTOS.pdf
É ASSIM A GERAÇÃO DOS QUE PROCURAM O SENHOR!
Celebrar a solenidade de TODOS OS
SANTOS nos faz sentir o desejo da
santidade. Na exortação “Gaudete
et exultate” (“Alegrai-vos e exultai”)
o Papa Francisco nos chama a redescobrir a necessidade, a beleza
e a alegria da santidade no mundo
de hoje. A Palavra de Deus insiste:
“Procurai a paz com todos e a santidade, sem a qual ninguém verá
o Senhor” (Hb 12,14), assim como
São Paulo aos Efésios: “Deus nos escolheu, antes da fundação do mundo, para sermos santos e íntegros
diante dele, no amor” (cf. Ef 1,4).
A santidade é, antes de tudo, um
dom a ser acolhido e não meramente esforço humano. Dizia o
Papa Francisco: “Não é santa pelos
nossos méritos, mas porque Deus a
torna santa, é fruto do Espírito Santo e dos seus dons. Não somos nós
que a santificamos. É Deus, o Espírito Santo que, no seu amor, santifica a Igreja.” E ainda: “a santidade
não consiste antes de tudo em fazer
coisas extraordinárias, mas em deixar agir Deus. É o encontro da nossa
debilidade com a força da sua graça, é ter confiança na sua obra, que
nos permite viver na caridade, fazer
tudo com alegria e humildade, para
glória de Deus e o serviço ao próximo.” (Audiência geral na Praça de
São Pedro em 02/10/2013).
Para correspondermos a esse dom
da santidade Jesus, o novo Moisés,
no alto do monte – que recorda o Sinai –, nos dá a Nova Lei do amor, as
bem-aventuranças, que são como
que a “constituição” do cristão. Ele,
caminho, verdade e vida (cf. Jo 14,6)
viveu-as em grau máximo, pois foi
pobre e humilde, aflito pelo Reino,
faminto e sedento de justiça, misericordioso para com os pecadores,
puro de coração – coração que é
amor como o do Pai –, promotor
da paz, nunca pagando o mal com o mal, mas retribuindo o mal com
bem, perseguido por causa da verdade e da salvação que anunciou e
veio trazer para todos.
Ele ensina com autoridade (cf. Mt
7,29), por ser a Palavra que se fez
carne (cf. Jo 1,14), e nos dá a Nova
Lei, não mais escrita em tábuas de
pedra, mas inscrita no coração dos
fiéis pelo Espírito (cf. Jr 31,33), para
fazer de nós uma verdadeira carta
Sua ao mundo para ser lida por todos (cf. 2Cor 3.2-3). É por isso que
o Papa Francisco dizia que cada
santo é uma missão no mundo
(GE, 19), pois, de fato, assim são
os santos: pessoas apaixonadas
por Cristo, cheias do Espírito Santo
e testemunhas do amor de Deus
para com todos. Eles passam pelo
mundo fazendo o bem, traduzindo o Evangelho por meio de suas
vidas, palavras e ações. E essa é a
vocação de todos os membros da
Igreja, como afirma o Concílio Vaticano II: “todos na Igreja, quer pertençam à Hierarquia quer por ela
sejam pastoreados, são chamados
à santidade, segundo a palavra do
Apóstolo: ‘esta é a vontade de Deus,
a vossa santificação’ (1 Tess. 4,3; cfr.
Ef. 1,4).” (Lumen Gentium, V, 39).
Fortalecidos pela bem-aventurança
da fé, como Maria, nossa mãe (cf. Lc
1,45), firmes na esperança e animados na caridade, perseveremos nessa vocação para um dia entrarmos
na posse daquilo que esperamos: a
recompensa nos céus (cf. Mt 5,12),
que é a vida plena e eterna em Deus,
onde nossos irmãos, os santos já se
encontram: “Aqui está a constância
dos santos, daqueles que observam
os mandamentos de Deus e a fidelidade a Jesus” (Ap 14,12).Dom Edilson de Souza SilvaBispo Auxiliar de São PauloRegião Episcopal Lapahttps://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/07/Ano-50A-58-SOLENIDADE-TODOS-OS-SANTOS.pdf
Comentário do Evangelho
As bem-aventuranças e a santidade

No Evangelho desta Solenidade, ao ver as multidões, Jesus sobe ao monte, senta-Se e começa a ensinar os Seus discípulos pronunciando as Bem-aventuranças. O Senhor declara felizes os pobres em espírito, os que choram, os mansos, os que têm fome e sede de justiça, os misericordiosos, os puros de coração, os que promovem a paz e os perseguidos por causa da justiça e por causa do Seu Nome.
O Mestre conclui exortando os discípulos a se alegrarem e exultarem, pois grande será a sua recompensa nos céus. Ao meditarmos sobre As bem-aventuranças e a santidade no Evangelho, compreendemos que os santos não são seres inalcançáveis, mas homens e mulheres que escolheram viver este programa de vida ensinado por Cristo, transformando o amor, a humildade e a esperança em atos concretos no dia a dia.https://catequisar.com.br/liturgia/01-11-2026/
Reflexão
O Evangelho de hoje nos apresenta o caminho perene da santidade: as bem-aventuranças. Elas são o melhor programa para viver a santidade, pois representam aquilo que o próprio Mestre viveu. As bem-aventuranças não são um convite à passividade ou acomodação dos pobres e dos sofredores. Longe disso. Muitos mártires continuam morrendo em defesa da vida dos empobrecidos e explorados. A motivação primeira à busca e vivência da santidade é o próprio Deus, porque ele é o santo por excelência. A santidade de Deus convida todos os seres humanos a serem santos. Ao nos criar, Deus colocou em nosso coração o desejo de santidade.(Dia a dia com o Evangelho 2026)https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/1o-domingo-5/
Reflexão
«Alegrai-vos e exultai»
Mons. F. Xavier CIURANETA i Aymí Bispo Emérito de Lleida(Lleida, Espanha)
Hoje, celebramos a realidade de um mistério salvador, expresso no credo, que se torna muito consolador: Creio na comunhão dos santos. Todos os santos que já passaram para a vida eterna, a começar pela Virgem Maria, formam uma unidade: Felizes os puros de coração, porque verão a Deus (Mt 5,8). E também estão, ao mesmo tempo, em comunhão conosco. A fé e a esperança não podem unir-nos, porque eles já gozam da visão eterna de Deus; mas une-nos, por outro lado, o amor que não passa nunca (1Cor 13,13); esse amor que nos une, juntamente com eles, ao mesmo Pai, ao mesmo Cristo Redentor e ao mesmo Espírito Santo. O amor que os torna solidários e solícitos para conosco. Portanto, não veneramos os santos somente pela sua exemplaridade, mas sobretudo pela unidade no Espírito de toda a Igreja, que se fortalece com a prática do amor fraterno.
Por esta profunda unidade, devemos sentir-nos perto de todos os santos que, antes de nós, acreditaram e esperaram o mesmo que nós cremos e esperamos e, acima de tudo, amaram Deus Pai e os seus irmãos, os homens, procurando imitar o amor de Cristo.
Os santos apóstolos, os santos mártires, os santos confessores que viveram ao longo da história são, portanto, nossos irmãos e intercessores; neles se cumpriram as palavras proféticas de Jesus: Felizes sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque é grande a vossa recompensa nos céus, (Mt 5,11-12). Os tesouros da sua santidade são bens de família, com que podemos contar. São estes os tesouros do céu, que Jesus convida a juntar (cf. Mt 6,20). Como afirma o Concílio Vaticano II, A nossa fraqueza é assim grandemente ajudada pela sua solicitude de irmãos (Lumen gentium, 49). Esta solenidade traz-nos uma notícia reconfortante, que nos convida à alegria e à festa.
Pensamentos para o Evangelho de hoje
- «A divindade é pureza, é libertação das paixões e remoção de todo mal: se tudo isso está em você, então Deus está realmente em você» (São Gregório de Nissa)
- «Não estamos sozinhos; estamos rodeados por uma grande nuvem de testemunhas: com elas formamos o Corpo de Cristo» (Bento XVI)
- «A sexta bem-aventurança proclama: ‘Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus’ (Mt 5, 8). Os ‘puros de coração’ são os que puseram a sua inteligência e a sua vontade de acordo com as exigências da santidade de Deus, principalmente em três domínios: a caridade; a castidade ou retidão sexual; o amor da verdade e a ortodoxia da fé. Existe um nexo entre a pureza do coração, do corpo e da fé» (Catecismo da Igreja Católica, nº 2.518)https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-11-01
Reflexão
Todos os santos
REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)(Città del Vaticano, Vaticano)
Hoje contemplamos o “mistério da comunhão dos santos” do céu e da terra. Não estamos sós; estamos rodeados por uma grande nuvem de testemunhos; Com eles formamos o Corpo de Cristo. O glorioso exército dos santos intercede por nós diante o Senhor; acompanha-nos no nosso caminho até o Reino e nos estimula a manter nosso olhar fixo em Jesus.
O Evangelho desta festa apresenta o anuncio das "Bem-aventuranças”. Em realidade, o bem-aventurado por excelência é só Jesus Cristo. De fato, Ele é o verdadeiro pobre de espírito, o que chora, o manso, o misericordioso... As Bem-aventuranças nos mostram a fisionomia espiritual de Jesus e assim, manifestam seu mistério de paixão e de alegria da ressurreição. Este mistério, que é mistério da verdadeira bem-aventurança, nos convida ao seguimento de Jesus Cristo e assim ao caminho que leva a ela.
—Também nós podemos participar de sua bem-aventurança. Com Ele o impossível resulta possível: Com sua ajuda podemos atingir a sermos perfeitos como o Pai celestial.https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-11-01
Comentário sobre o Evangelho
Jesus convida todos os homens e mulheres a serem santos e felizes
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Hoje, a Igreja honra – celebra - todas as pessoas que já ultrapassaram a fronteira do tempo e estão a “viver” na paz eterna do Céu. Aí estão antepassados nossos, familiares e amigos queridos! E estão aí à nossa espera! Mas, onde é “aí”?, como é este “aí”? São Paulo diz-nos que nenhum homem viu nem imaginou o que Deus tem preparado para aqueles que O amam.
- Imagina um mundo em que Deus é “tudo para todos” (onde todos admiram a grandeza de Deus e pensam nos outros): é o mundo dos pobres em espírito! (precisamente dos que não passaram pela vida como “fantasmas auto-suficientes”).https://family.evangeli.net/pt/feria/2026-11-01
Meditação
A PALAVRA: DOS OUVIDOS AO CORAÇÃO!
“Quem subirá até o monte do Senhor, quem ficará em sua santa habitação?” Eis a resposta: “Quem tem mãos puras e inocente coração, quem não dirige sua mente para o crime”.
“Monte do Senhor”, “sua santa habitação” é Jerusalém, o templo de Deus na terra. Mas pode também ser o céu, a eterna morada de Deus, onde espera acolher a humanidade para a feliz eternidade com Ele.
Assim, hoje celebramos aqueles, dentre nós, que já chegaram lá e esperam por nós, ainda peregrinos na terra, para um dia estarmos todos na Jerusalém do alto, a mãe da inteira humanidade.
Ninguém ausente é o que deseja o Pai. Doze simboliza a totalidade, e Ele já nos faz ver lá 12 mil de cada uma das 12 tribos de Israel: de seu primeiro Povo, todos presentes. E, da restante humanidade, uma multidão imensa de todas as nações, que “ninguém podia contar”, também sem nenhuma ausência.
Eram uma multidão única “de pé”, vitoriosa, prostrando-se diante do trono do Pai e do Cordeiro. Com vestes brancas, a cor divina, traziam palmas nas mãos, eram mártires. Vieram da “grande tribulação”, lavaram e alvejaram suas roupas no sangue do Cordeiro. Sangue derramado por amor é o que há de mais divino e mais puro.
Eles acolheram o “grande presente de amor” do Pai, são chamados “filhos de Deus” e vivem como tais.
São o verdadeiro Povo de Deus que Jesus, o definitivo Moisés, constitui a partir da plena libertação. “Vendo Jesus as multidões” – como que saindo do Egito, e aos pés do Sinai, a iniciar a caminhada até a Terra Prometida – “subiu ao monte e sentou-se”: vai ensinar com autoridade.
E propõe a Aliança: “Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus”. Para eles, Deus é tudo. Esvaziaram-se de si, fizeram-se pobres de seus projetos, de seus espíritos, para serem um vazio a ser preenchido só por Deus e seus planos.
Jesus é o modelo, “bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim”. Ele é o “pobre em espírito”, o vazio de si e pleno do Pai e de sua vontade.
Pelo Pai e a nossa salvação, a grande paixão do Pai, Ele padece, enfrenta a cruz, o sepulcro. Mas o Pai coroa fidelidade tão filial, ressuscita-o dos mortos. Ele sobe ao céu, senta-se à direita do Pai como juiz dos vivos e mortos.
E garante que todos que o seguirem na mansidão, na fome e sede de justiça, na misericórdia, na pureza de coração, na luta pela paz, terão idêntica sorte gloriosa. Então, valem as injúrias, perseguições, “todo tipo de mal” por causa dele.
Pe. Domingos Sávio da Silva, C.Ss.R.https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=01%2F11%2F2026&leitura=meditacao
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