domingo, 25 de outubro de 2026

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 25/10/2026

ANO A


Ano A - Cor Verde

“Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento.”

Mt 22,34-40

Ambientação

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: A cada domingo, a Igreja do Senhor celebra sua Páscoa, nutrindo-se de seus ensinamentos e de seu próprio Corpo e Sangue. A presente liturgia coloca-nos dentro do resumo de toda a lei do antigo Testamento: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.
https://diocesedeapucarana.com.br/storage/107800/25-de-outubro-de-2026---30-Domingo-do-Tempo-Comum-A.pdf

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, reunidos no amor de Cristo Senhor, somos por Ele chamados a amar a Deus e aos irmãos. Este é o fundamento da nossa fé e o fruto mais elevado da nossa experiência com Cristo. Queremos amar o Senhor, acolhendo a Sua Palavra, participando do Seu Corpo e Sangue e reconhecendo-O no rosto dos nossos semelhantes. Que esta Eucaristia nos conceda a graça de amar e servir cada vez melhor a Deus e aos irmãos, mantendo nossos olhos fixos n’Aquele que é o Princípio e o Fim da nossa existência.
https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/07/Ano-50A-57-30o-DOMINGO-DO-TEMPO-COMUM.pdf

AMAR O QUÊ? A QUEM? E DE QUE JEITO?

Era uma pergunta provocativa! Os fariseus não queriam saber qual era o maior mandamento. Souberam que Jesus tinha feito calar os saduceus, também numa questão provocativa, e agora queriam tentar também a sorte. Perguntas com múltiplas possibilidades de resposta oferecem sempre algum pretexto para críticas. Pessoas fazem armadilhas para os outros quando fazem perguntas cuja resposta não lhes interessa. O que interessa é a margem que poderão ter para desmontar os argumentos do outro. Mas, Jesus aproveita para dar a resposta certa. Os fariseus, mesmo sem pretender isso, lhe deram a ocasião de ensinar, o que se deve saber, sobre os mandamentos e que serve para todo mundo: “‘Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento!’ Esse é o maior e o primeiro mandamento. O segundo é semelhante a esse: ‘Amarás ao teu próximo como a ti mesmo’ Toda a Lei e os profetas dependem desses dois mandamentos” (Mt 22,37-40). O primeiro preceito é autoexplicativo. Amar de todo coração, de toda a alma e de todo o entendimento, é uma expressão que se coloca na primazia e na plenitude de qualquer outro amor. Já o segundo preceito, esse poderia oferecer alguma consequência diferente. Quem seria o “próximo”? O que significa amar o outro como a “si mesmo”? O povo de Israel tinha clareza de que o compatriota era o “próximo”. Mas, quanto ao estrangeiro? A Escritura já falava do estrangeiro: “Assim diz o Senhor: Não oprimas nem maltrates o estrangeiro, pois vós fostes estrangeiros na terra do Egito” (Ex 22,20). Jesus também falou sobre isso: “E se saudais somente aos vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Não fazem os gentios o mesmo?” (Mt 5,47). Mas, isso ainda parece dizer pouco. Poderia se tratar apenas de um preceito de não prejudicar. Amar, já é outra coisa. Mas, Jesus falou claramente sobre isso em outra ocasião: “Tudo, pois, quanto quereis que os outros vos façam, fazei-o vós também a eles. Esta é a Lei e os Profetas” (Mt 7,12). Outra questão é o significado de “como a ti mesmo”. Acontece que o ser humano, ao amar a Deus sobre todas as coisas, no fundo, acaba por imitar as ações de Deus. Pelo menos, foi isso que Jesus disse: “Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem! Assim vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus; pois ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e faz descer a chuva sobre justos e injustos” (Mt 5,44-45). Então, de gente que ama a Deus se chega a ser imitador do amor de Deus, por isso, torna-se também modelo desse amor para o próximo, tal qual nos ensina São Paulo: “Irmãos: Sabeis de que maneira procedemos entre vós, para o vosso bem. E vós vos tornastes imitadores nossos e do Senhor, acolhendo a Palavra com a alegria do Espírito Santo, apesar de tantas tribulações. Assim vos tornastes modelo para todos os fiéis da Macedônia e da Acaia” (1Ts 1,5-7). De fato, na conclusão de sua vida e missão, Jesus falará novamente do mandamento do amor. Mas, dessa vez, a expressão “como a ti mesmo” dará lugar a um enunciado exemplar, de quem se tornou aquilo que pede que os outros sejam: “Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros” (Jo 13,34) e “Este é o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei” (Jo 15,12). Jesus falou, portanto, com poucas palavras, tudo o que precisava dizer a esse respeito. Mas, a questão continuou aberta para quem não quis e não quer dar ouvidos. Ainda em nossos dias, continuamos fazendo perguntas a Jesus cuja resposta não estamos interessados em ouvir e praticar. Preferimos mais saber que lacunas Ele deixará para que possamos preenche-las com as nossas ideias e opiniões. É desse modo que a religião se torna pretexto para defendermos o que nos interessa. O que Jesus diz, muitas vezes, não conta tanto. É preciso tomar muito cuidado para não sair ensinando e praticando mandamentos diferentes desse que Jesus ensinou. Cuidado para não dizer: “Amarás a ti mesmo de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento! E amarás o teu Deus como ao teu próximo”. Nem: “Amarás o teu próximo de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento! E amarás a ti mesmo como ao teu Deus”. Nem mesmo: “Amarás o teu próximo de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento! E amarás ao teu Deus como a ti mesmo”.
Dom Rogério Augusto das Neves
Bispo Auxiliar de São Paulo
Região Episcopal Sé
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Comentário do Evangelho

O maior mandamento: Amar a Deus e ao próximo


No Evangelho deste domingo, sabendo os fariseus que Jesus tinha feito calar os saduceus, reuniram-se em grupo. Um deles, mestre da Lei, para pôr Jesus à prova, perguntou-Lhe: “Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?”.

Jesus respondeu-lhe: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o maior e o primeiro mandamento. O segundo é semelhante a este: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas”. Ao meditarmos sobre O maior mandamento no Evangelho, compreendemos que o amor não é apenas um sentimento, mas o fundamento da nossa fé e o critério definitivo da nossa vida cristã, no qual a dedicação a Deus se comprova na caridade concreta com o próximo.
https://catequisar.com.br/liturgia/25-10-2026/

Reflexão

Pistas para reflexão

O “Código da Aliança”, do qual é tirado o texto da primeira leitura, contém as leis básicas para que Israel possa existir como povo santo, justo e solidário. Para esse povo, o estrangeiro, a viúva e o órfão são símbolo dos pobres, os quais merecem a preocupação da sociedade e, principalmente, das autoridades. Quem os despreza está longe de Deus, pois Deus está com eles. / Para Paulo, a comunidade de Tessalônica tornou-se “modelo” de acolhimento para outras comunidades e centro de irradiação da Palavra de Deus. O apóstolo anima os cristãos a confiar cada vez mais na Palavra divina, mesmo em meio às inúmeras provações. / Um doutor da Lei lança a pergunta a Jesus: Qual é o mandamento mais importante? Jesus responde que o primeiro mandamento (amar a Deus) está unido ao segundo (amar o próximo). Trata-se dos dois amores da vida; amando um, estaremos amando o outro. A melhor forma de mostrar que amamos a Deus é amando o próximo.
Pistas para reflexão da Liturgia Diária do Dia.
https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/dia-25-domingo-13/

Reflexão

«Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração (…) Amarás teu próximo como a ti mesmo»

Dr. Johannes VILAR
(Köln, Alemanha)

Hoje, a Igreja recorda-nos um resume da nossa “atitude de vida” «Toda a Lei e os Profetas dependem desses dois mandamentos» (Mt 22,40). São Mateus e São Marcos o põem nos lábios de Jesus Cristo; São Lucas nos de um fariseu. Sempre em forma de diálogo. Provavelmente fariam várias vezes, perguntas similares ao Senhor. Jesus responde com o princípio do Shema: oração composta por duas citações do Deuteromio e uma dos Números, que os judeus fervorosos recitavam pelo menos duas vezes por dia: «Ouve Israel! O Senhor teu Deus (…)». Recitando-a tem-se consciência de Deus no trabalho quotidiano, ao mesmo tempo em que nos recorda o mais importante da nossa vida: Amar a Deus sobre todos os “deusezinhos” e ao próximo como a si mesmo. Depois ao terminar a Última Ceia, e com o exemplo do lava-pés, Jesus pronuncia “um mandamento novo”: amarmo-nos como Ele nos ama, com a “força divina” (cf. Jo 14,34-35).

É mesmo necessária a decisão de praticar de fato este dulcíssimo mandamento —mais que um mandamento é elevação e capacidade— no trato com os outros: homens e coisas, trabalho e descanso, espírito e matéria, porque tudo é criatura de Deus.

Por outro lado, ao ser impregnados pelo Amor de Deus, que nos toca em todo o nosso ser, ficamos capacitados para responder “ao divino”, a este Amor. Deus Misericordioso não apenas tira o pecado do mundo (cf. Jo 1,29), mas também nos diviniza, torna-nos “participes” (apenas Jesus é Filho por Natureza) da natureza divina; somos filhos do pai, no Filho, pelo Espírito Santo. São Josémaria gostava de falar de “endeusamento”, palavra muito enraizada nos Padres da Igreja. Por exemplo, escrevia São Basílio: «Assim como os corpos claros e transparentes, quando recebem a luz, começam a irradiar luz por si próprios, assim reluzem os que foram iluminados pelo Espírito. Isto leva ao dom da graça, alegria interminável, permanência em Deus… e á meta máxima: o Endeusamento». Desejemo-lo!

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «Nunca haverá outro Deus, Trifão, e desde sempre não houve outro Deus senão aquele que criou e ordenou o universo. Não pensamos que o nosso Deus seja diferente do vosso. Ele é o mesmo que tirou os vossos pais do Egipto» (S. Justo Mártir)

- «Hoje, mais do que nunca, é preciso adorar! Talvez uma das maiores perversões do nosso tempo seja o facto de nos ser proposto adorar o humano esquecendo o divino. `Só ao Senhor adoraras´ é o grande desafio perante tantas propostas do nada e de vazio» (Francisco)

- «(...) A primeira palavra encerra o primeiro mandamento da Lei: «Ao Senhor, teu Deus, adorarás, a Ele servirás [...]. Não ireis atrás de outras divindades» (Dt 6, 13-14). O primeiro apelo e a justa exigência de Deus é que o homem O acolha e O adore» (Catecismo da Igreja Católica, nº 2.084)
https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-10-25

Reflexão

O duplo preceito da caridade: “Seu” amigo é meu amigo

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje Jesus —depois de desautorizar os saduceus— agora faz o mesmo com os fariseus. O seu “método” é sempre o mesmo: parte desde a Sagrada Escritura. E desde o “olhar de Deus” tudo é mais simples: evitando a “casuística”, o Mestre sintetiza toda a Lei e os Profetas num duplo preceito da caridade. Se Deus não é um estranho para mim senão que busco identificar-me com a sua vontade, então não é difícil “descobrir” quem é o meu próximo.

Efetivamente, em Deus e com Deus amo também à outra pessoa (que pode acontecer que não conheça). Isto só pode chegar a bom termino a partir do encontro íntimo com Deus, um encontro que se converte em comunhão de vontade. Então aprendo a ver a esta outra pessoa já não só com meus olhos e sentimentos, mas sim desde a perspectiva de Cristo. O seu amigo é também meu amigo.

—Só o serviço ao próximo abre meus olhos ao que Tu, Senhor, fazes por mim e o muito que me amas.
https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-10-25

Comentário sobre o Evangelho

Jesus nos ensina o primeiro mandamento: «Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todo o teu entendiento!»


Hoje põem à prova a Jesus e o submetem a interrogatório para ver se ele diz algo “novo”. E, surpresa! O de Jesus Cristo é novidade, mas não é novo. Como Filho do Pai, o que faz é elevar a Lei e os Profetas para um novo horizonte: Filhos de Deus!

—Deus não é O “Deus” que nós inventamos. Jesus o mostra como Pai que mendiga amor entre seus filhos e exige que nos amemos como irmão.
https://family.evangeli.net/pt/feria/2026-10-25

Meditação

A PALAVRA: DOS OUVIDOS AO CORAÇÃO!

Alguém que tem amor pode, em algum momento, não o ter e, assim, não o praticar, o que é o nosso caso. Mas, felizmente, essa não é a realidade de Deus. Por sua Palavra (1Jo 4,8), garante-nos que Ele é amor. Assim, se uma única vez Ele não amasse, deixaria de ser Deus e se rebaixaria a se igualar a nós, que ora temos amor, ora não.

Essa sua divina sublimidade Ele sempre quis partilhar conosco. Já nos criou com a possibilidade de sermos imagem sua e de agirmos segundo sua semelhança, de vivermos real filiação sua; enquanto filhos e filhas, agirmos igual a Ele.

É o que Jesus parece nos propor no Evangelho de hoje. Fariseus, em nova armadilha que lhe tramam, interrogam-no: “Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?”.

Para lhes desmascarar a hipocrisia maldosa, serve-se da Escritura, que eles também tinham em mente em sua armadilha. Pois se respondesse apenas com a Escritura, “amarás o Senhor teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento!”, teria caído no laço e lhe atirariam no rosto. Por que essa sua mania de amar a todos os humanos, até os mais desprezíveis e menos merecedores de atenção, como pecadores conhecidos, prostitutas?

Se, por outro lado, ainda com a Escritura, dissesse só isto: “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”, também estaria no laço. Iam refutá-lo: “E onde fica o seu Deus a ser amado com todas as forças?”. E Jesus ainda completa: “Toda a Lei e os profetas” – que eles tanto prezavam – “dependem desses dois mandamentos”.

Que maravilha! Deus se vê amado por um coração humano se esse coração ama igualmente seu semelhante, seja ele quem for. Deus é amor e, se amar é fundamentalmente fazer o bem, Ele ama ou faz o bem seja a quem for, e isso espera de quem decide se fazer semelhante a Ele enquanto filho ou filha.

Ainda no seu Povo, considera especial o pobre, o mais necessitado: “Se emprestares dinheiro a alguém do meu povo, a um pobre que vive ao teu lado...”. Na gratuidade, o amor ama a todos, mas com especial compaixão a quem vê como mais necessitado.

Com coração divinizado, façamos ao próximo o que ansiamos seja feito a nós. Ponhamo-nos na condição do necessitado, e como ansiaríamos que alguém fosse por nós! Tomemos cuidado, pois Deus-Amor assume como sua a causa da viúva, do órfão, do necessitado. Se lhes fizermos o mal ou deixarmos de lhes fazer o bem, omissão ou indiferença que tantas vezes é o pior mal, Ele nos dirá: “Se os maltratardes, gritarão por mim e eu ouvirei o seu clamor”.

Pe. Domingos Sávio da Silva, C.Ss.R.
https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=25%2F10%2F2026&leitura=meditacao

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