sexta-feira, 2 de outubro de 2026

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 03/10/2026

ANO A


Lc 10,17-24

Comentário do Evangelho

Nomes escritos nos céus: A alegria da missão


No Evangelho de hoje, os setenta e dois discípulos voltaram tu do alegres e disseram a Jesus: “Senhor, até os demônios nos obedecem por causa do teu nome!”. Jesus respondeu-lhes: “Eu vi Satanás cair do céu como um raio. Eis que vos dei o poder de pisar sobre serpentes e escorpiões e sobre toda a força do inimigo”.

Contudo, o Mestre direciona o foco da verdadeira alegria para a vida eterna: “Contudo, não vos alegreis porque os espíritos vos obedecem; antes, alegrai-vos porque tendes os vossos Nomes escritos nos céus“. Em seguida, Jesus exulta no Espírito Santo e louva o Pai por ter revelado as coisas do Reino aos pequeninos. Ter os Nomes escritos nos céus é a nossa maior certeza e esperança, assim como o foi para os bem-aventurados Mártires do Brasil, que permaneceram fiéis a Cristo em todas as provações.
https://catequisar.com.br/liturgia/03-10-2026/

Reflexão

Depois de passarem por todas as cidades por onde o próprio Jesus deverá também passar no seu itinerário rumo a Jerusalém, os setenta e dois discípulos missionários retornam para relatar ao Mestre o resultado da sua experiência missionária. Lucas destaca a “alegria” dos discípulos pelo êxito da missão. Todos exultam de alegria pelas maravilhas que Deus realizou por meio de cada discípulo, espalhando a paz e a liberdade através das curas e da expulsão de espíritos impuros (demônios). Jesus recorda que tudo é ação do Pai, que enviou o Filho e envia todos os discípulos missionários. A recompensa de quem o segue, mais do que testemunhar a libertação do “mundo”, é ter seu nome inscrito no céu, como herdeiro da vida eterna.
(Dia a dia com o Evangelho 2026)
https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/3-sabado-13/

Reflexão

«Ele exultou no Espírito Santo e disse: Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra»

Rev. D. Josep VALL i Mundó
(Barcelona, Espanha)

Hoje, o evangelista Lucas nos narra o fato que dá lugar ao agradecimento de Jesus para com seu Pai pelos benefícios que tem outorgado à Humanidade. Agradece a revelação concedida aos humildes de coração, aos pequenos no Reino. Jesus mostra sua alegria ao ver que estes admitem, entendem e praticam o que Deus dá a conhecer por meio Dele. Em outras ocasiões, no seu diálogo íntimo com o Pai, também lhe agradecerá porque sempre o escuta. Elogia ao samaritano leproso que, uma vez curado de sua doença -junto com outros nove- retorna ele só, onde está Jesus para lhe agradecer o benefício recebido.

Escreve Santo Agostinho: «Podemos levar algo melhor no coração, pronunciá-lo com a boca, escrevê-lo com uma pena, que estas palavras: Graças a Deus. Não há nada que se possa dizer com maior brevidade, nem escutar com maior alegria, nem sentir-se com maior elevação, nem fazer com maior utilidade». Assim devemos agir sempre com Deus e com o próximo, inclusive pelos dons que desconhecemos, como escreveu São Josemaria Escrivá. Gratidão para com os pais, os amigos, os professores, os companheiros. Para com todos os que nos ajudem, nos estimulem, nos sirvam. Gratidão também, como é lógico, com nossa Mãe, a Igreja.

A gratidão não é uma virtude muito usada ou frequente, no entanto, é uma das que se experimentam com maior beneplácito. Devemos reconhecer que, às vezes, não é fácil vive-la. Santa Teresa afirmava: «Tenho uma condição tão agradecida que me subornariam com uma sardinha». Os santos têm agido sempre assim. E o têm feito de três maneiras diferentes, como indicava Santo Tomás de Aquino: primeiro, com o reconhecimento interior dos benefícios recebidos; segundo, louvando externamente a Deus com a palavra; e, terceiro, procurando recompensar ao bem feitor com obras, segundo as próprias possibilidades.

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «Não são as riquezas nem a gloria o que o coração do menino reclama; o que pede é amor. Só há uma coisa que posso fazer: amar-te, ó Jesus!» (Santa Teresa de Lisieux)

- «A quem é que o Filho o quer revelar? A vontade do Filho não é arbitrária. O Filho quer envolver no seu conhecimento do Filho todos aqueles que o Pai quer participar d´Ele. Mas a quem é que o Pai recorre? Não aos sábios e aos eruditos, mas o povo simples» (Bento XVI)

- «(...) Toda a oração de Jesus está nesta adesão amorosa do seu coração de homem ao `mistério da vontade´ do Pai» (Catecismo da Igreja Católica, nº 2.603)
https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-10-03

Reflexão

Quem conhece o Pai? (a simplicidade)

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje, perguntamo-nos quem (e como) conhece o Pai. Só o "Filho" conhece o Pai, e todo o verdadeiro conhecimento do Pai é participação no conhecimento do Filho, uma revelação que é um dom. Portanto, só conhece o Pai aquele a quem o Filho o quiser revelar.

Mas, a quem é que o Filho o quer revelar? A vontade do Filho não é arbitrária. O Filho quer abranger no seu conhecimento de Filho todos aqueles que o Pai quer que participem d’Ele: "Ninguém pode vir a mim, se não o atrai o Pai que me enviou", diz Jesus. Mas, a quem é que o Pai atrai? Não aos sábios e entendidos, diz-nos o Senhor, mas à gente simples. Esta foi a experiência concreta de Jesus: não o conheceram os escribas, aqueles que por profissão se ocupavam de Deus.

—Senhor, assiste ao meu coração para que eu aceite com simplicidade a tua Revelação, evitando críticas e especulações estéreis, fruto da minha soberba.
https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-10-03

Comentário sobre o Evangelho

Deus revela seus mistérios aos mais humildes


Hoje, perguntamo-nos como é possível que haja pessoas muito inteligentes que não encontram Deus ou que até negam e “renegam” a sua existência. Mas…, que significa ser “muito inteligente”? Sem um bom coração, sem simplicidade, sem humildade, será que se pode ser “muito inteligente”?

- O ser humano não é um computador: além de poder “somar e diminuir”, tem liberdade e coração. E… não há pior cego do que aquele que não quer ver!
https://family.evangeli.net/pt/feria/2026-10-03

Meditação

A Palavra: dos ouvidos ao coração!

Os setenta e dois discípulos voltaram alegres da missão, e Jesus se alegra porque a sua Palavra foi revelada aos pequeninos. Mas quem são os pequeninos descritos no Evangelho? Os pequeninos são os humildes que promovem a justiça e, por amor a Jesus Cristo, respeitam, ajudam e amam o próximo. Jesus Cristo também afirma que muitas coisas não foram reveladas aos sábios e entendidos. Estes não são capazes de compreender o grande mistério da redenção, que acontece nos pequenos detalhes da vida. Muitos – que se julgam sábios – procuram explicar tudo apenas pela ciência e se fecham para o mistério da fé. Ser pequeno é reconhecer a grandeza de Deus e acreditar que Ele existe em nosso existir. Deus não tem espaço no coração de quem se julga melhor e mais importante do que outras pessoas.

Coleta
Ó Deus, concedestes admirável constância no martírio aos Santos André e Ambrósio, presbíteros, Mateus Moreira e seus companheiros leigos; fazei que o seu testemunho de fé fortaleça as nossas comunidades e estimule a ação missionária de vossa Igreja. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=03%2F10%2F2026&leitura=meditacao

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