terça-feira, 15 de setembro de 2026

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 16/09/2026

ANO A


Lc 7,31-35

Comentário do Evangelho

A visão de Jesus sobre seu tempo


Que posição tomar diante da diversidade na vida? A diversidade existe em tudo e se opõe ao “tudo igual”. Nosso pensamento é conduzido por diferentes caminhos. É um direito nosso a diversidade de opiniões. O canto das crianças, desconhecido para nós, mostra como as coisas se contrapõem: “Tocamos e não dançaram, lamentamos e não choraram”. João Batista não comia nem bebia e era criticado.
Vem Jesus que come e bebe e também é criticado. O que querem, afinal? Andamos segundo nossas convicções ou nos deixamos levar pela opinião alheia? A diversidade de opiniões é um direito, mas não é critério da verdade. É hora de a sabedoria entrar em ação.
Filho da sabedoria é o discernimento que pergunta: o que devo fazer aqui e agora e o que é o melhor? O que convém a um bem social maior, sabendo que não dá para agradar a todo mundo. Era uma vez um homem, seu filho e um burro. Caminham os três e alguém observa que se cansam os homens tendo ao lado uma montaria.
O pai faz então o jovem filho montar e seguem adiante. Que filho degenerado, diz alguém, que deixa o pai cansado caminhar a pé! Desce o filho e sobe o pai. Que pai degenerado que deixa o filho pequeno andar a pé. Desce o pai, e pai e filho carregam o burro e se tornam objeto de riso.
Cônego Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2024’, Paulinas.
Fontes: Catequisar e Comece o Dia Feliz em 18/09/2024

COMENTÁRIO AO EVANGELHO

Mas a sabedoria foi justificada por todos os seus filhos


João Batista e Jesus são, respectivamente, arauto da justiça e a própria justiça encarnada, não como mera retribuição pelo que foi feito ou que se deixou de fazer, mas como restauração do vínculo desfeito pela reconciliação. É a justiça que renova porque recria a amizade. A falta de compreensão desse sentido de justiça leva o ser humano a agir como crianças obstinadas e polarizadas em suas ações, pelas quais procuram imitar os adultos nas festas de casamento ou nos funerais. Jesus comparou a sua geração a essas crianças. Nos dois casos retratadas, houve rejeição tanto da austeridade de João Batista como da liberalidade de Jesus. Ignorar a pregação de João é deixar de lamentar os próprios pecados. Não se abrir à pregação de Jesus é excluir-se da nova aliança esponsal do Messias. Os filhos da sabedoria, porém, perceberam e acolheram a justiça.
Pe. Leonardo Agostini Fernandes, ‘A Bíblia dia a dia 2026’, Paulinas.
Fontes: https://www.facebook.com/ParoquiaSantaCruzCampinas e https://www.comeceodiafeliz.com.br/evangelho/16-09-2026

Reflexão

Em Lucas 7,18 vemos que os discípulos de João Batista informam-no sobre a ação de Jesus. João quer confirmar se Jesus é de fato o Messias, por isso manda seus discípulos para perguntarem diretamente a ele: “És tu aquele que deve vir, ou devemos esperar outro?”. João é prático e direto, homem de ação, indo direto ao ponto. Jesus é igualmente um homem de ação, por isso responde aos discípulos com o eloquente testemunho das suas curas e milagres. Isso tudo para dizer que o Evangelho que hoje meditamos só faz sentido à luz do contexto anterior, ou seja, quem tem o coração aberto para ver os sinais da messianidade anunciada pelos profetas consegue identificar Jesus como “aquele que devia vir”, o Messias. Os demais, fariseus, doutores da Lei e todos os que têm o coração endurecido, encontrarão sempre desculpas para “não verem” os sinais do Reino que transforma o mundo.
(Dia a dia com o Evangelho 2026)
https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/dia-16-quarta-feira-12/

Reflexão

«Com quem, então, vou comparar as pessoas desta geração?»

Rev. D. Xavier SERRA i Permanyer
(Sabadell, Barcelona, Espanha)

Hoje, Jesus constata a dureza de coração das pessoas de seu tempo, especialmente os fariseus, tão seguros de si mesmos que não há quem os converta. Não se calam nem diante de João Batista, «que não comia pão, nem bebia vinho» (Lc 7,33), e o acusavam de possuir um demônio; tampouco se calam diante do Filho do homem, «que come e bebe», acusando-o de comilão e bêbedo e, «amigo de publicanos e pecadores» (Lc 7,34). Atrás dessas acusações se escondem seu orgulho e arrogância: ninguém lhes vai dar lições; não aceitam a Deus, senão que fazem seu próprio Deus, um Deus que não os mova de suas comodidades, privilégios e interesses.
Nós também temos esse perigo. Quantas vezes criticamos tudo: se a Igreja diz isso, por que diz isso, se diz o contrário... E até mesmo, poderíamos criticar nos referindo a Deus ou aos outros. No fundo, talvez inconscientemente, queremos justificar nossa preguiça e falta de desejo de uma verdadeira conversão, justificar nossa comodidade e falta de docilidade. Disse São Bernardo: «Há algo mais lógico que não ver as próprias chagas, especialmente se as tapou com a finalidade de não poder vê-las? Disso resulta que, ainda que outro as ache, defenda com teimosia que não são chagas, deixando que seu coração se abandone a palavras falsas».
Deixemos que a Palavra de Deus chegue ao nosso coração e nos converta, nos mude, nos transforme com sua força. Mas para isso, peçamos o dom da humildade. Somente o humilde pode aceitar a Deus; e permitir que se aproxime de nós, que como publicanos e pecadores necessitamos que nos cure. Ai daquele que creia que não necessita do médico! O pior para um doente é acreditar-se sadio, porque o mal avançará e nunca será medicado. Todos estamos doentes de morte, e somente Cristo pode nos salvar, sejamos ou não conscientes disso. Demos graças ao Salvador, acolhendo-o como tal!

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «Não todos podem perceber a sabedoria em toda sua perfeição. A todos, não obstante, se lhes infunde, segundo sua capacidade, o espírito de sabedoria, com tal que tenham fé. Se acreditar, posse o espírito de sabedoria» (Santo Ambrósio)

- «Fara bem nos perguntar_ como quero ser salvado? Da minha forma? Ou do modo divino, ou seja, na via de Jesus?» (Francisco)

- «(...) A fé e a prática do Evangelho conferem a cada qual uma experiencia da vida “em Cristo” que o ilumina e o torna capaz de avaliar as realidades divinas e humanas, segundo o Espírito de Deus. Assim, o Espírito Santo pode servir-Se dos mais humildes para iluminar os sábios e os mais elevados em dignidade» (Catecismo da Igreja Católica, n° 2038)
https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-09-16

Reflexão

Fé e razão: o vício de aceitar somente o "fático"

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje, Jesus lamenta a incredulidade dos líderes do povo judeu: Pelos prejuízos, não acreditaram nem em Baptista nem no Senhor. Nosso tempo não está livre de prejuízos mentais (que incapacitam para a fé): Há pessoas incapazes de ver mais além do fático; apenas podem seguir pensando no plano do fático. Somente se vê o palpável! E desde o ponto de vista metafísico, a pessoa se torna mais tonta.
Por esse caminho, a pessoa se incapacita para dar o pulo ao mistério, afogando-se no meramente fático. Quem não consegue perceber o mistério que impera nos fatos da natureza ou da história, enche sua cabeça e seu coração com um monte de coisas que o incapacitam para a profundidade e a amplidão espiritual.
—É incoerente afirmar: “Somente é válido o fático” (o palpável). Essa mesma afirmação é de ordem “metafísico” (quer dizer, mais além do físico, do “factum”). A sabedoria se acredita por seus “filhos”, por suas obras!
https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-09-16

Comentário sobre o Evangelho

Jesus critica a indecisão de sua geração: entre críticas e zombarias, a verdade permanece


Hoje Jesus já não sabe o que dizer daquela pessoa: Nunca estavam contentes! O problema de fundo é que eram muito astutos: criticavam João Batista porque jejuava; criticavam Jesus porque comia… Então em que pensar?
—Infelizmente, depois de séculos seguem abundando os “chatos” que dão lições a Deus. E, claro! passam o tempo lamentando-se com cara de funeral.
https://family.evangeli.net/pt/feria/2026-09-16

Meditação

A Palavra: dos ouvidos ao coração!

Se Deus não fosse caridade-Amor, não seria Deus, e de nada nos valeria. Mas, Ele é Amor, e se uma só vez não nos amasse, deixaria de ser Deus, negaria a si mesmo (cf. 2Tm 2,13). E Ele nos quis e criou para sermos imagem sua e segundo sua semelhança. Assim, mesmo se falássemos todas as línguas, tivéssemos o dom da profecia, conhecêssemos todos os mistérios e toda a ciência, com fé de transportar montanhas, mas, sem caridade, seríamos nada, estaríamos negando nossa divina identidade. Jesus viveu Deus-Amor entre nós e nos chama a segui-lo. Como os homens de seu tempo, podemos encontrar as justificativas mais contraditórias para não o seguir. Mas, nas circunstâncias difíceis, até de chorar, ou nas fáceis da dança ao som de flautas, que Ele e seu caminho sejam nossa opção, a qualquer preço.
Coleta
Ó DEUS, em São Cornélio e São Cipriano destes ao vosso povo pastores dedicados e mártires invencíveis; concedei que, por sua intercessão, fortalecidos na fé e na perseverança, trabalhemos incansavelmente pela unidade da Igreja. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=16%2F09%2F2026&leitura=meditacao

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