sexta-feira, 25 de setembro de 2026

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 26/09/2026

ANO A


Lc 9,43b-45

Comentário do Evangelho

Guardai estas palavras no coração


No Evangelho de hoje, enquanto todos ficavam maravilhados com tudo o que Jesus fazia, Ele disse aos Seus discípulos: “Guardai estas palavras no vosso coração: O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens”.
Contudo, os discípulos não compreendiam essa palavra. O seu significado ficava escondido para eles, de modo que não a podiam entender; e eles tinham medo de fazer perguntas a Jesus sobre o assunto. O Mestre orienta o nosso olhar para além dos milagres visíveis e das conquistas humanas: o pedido de que Guardai estas palavras nos chama a contemplar a humildade de Deus, que salva a humanidade não pelo triunfo mundano, mas pela doação total da Sua vida por amor.
https://catequisar.com.br/liturgia/26-09-2026/

Reflexão

A liturgia nos apresenta hoje o segundo anúncio da paixão. Após a confissão de Pedro e o primeiro anúncio da paixão, o evangelista Lucas fala das consequências que disso deve tirar o discípulo que aceita a paixão, depois descreve a transfiguração e a cura do epiléptico, abordando o tema da fé. Isso porque só quando somos iluminados pela fé podemos compreender o anúncio da paixão, que Jesus aqui repete pela segunda vez, de modo mais conciso e direto. A incompreensão dos discípulos mostra que ainda não estão prontos, precisam seguir no itinerário de formação com o Mestre, com uma experiência mais intensa, que se dará em Jerusalém. Ali não precisarão perguntar nada, pois tudo será bastante evidente e todas as palavras serão claras. Com esse episódio, o Evangelho de Lucas encerra o ministério de Jesus na Galileia e inicia a narração da viagem rumo à Cidade Santa, Jerusalém, onde se cumprirá a sua missão.
(Dia a dia com o Evangelho 2026)
https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/26-sabado-11/

Reflexão

«O Filho do Homem vai ser entregue às mãos dos homens»

Rev. D. Antoni CAROL i Hostench
(Sant Cugat del Vallès, Barcelona, Espanha)

Hoje, depois de mais de dois mil anos, o anúncio da paixão de Jesus continua a nos provocar. Que o Autor da Vida anuncie a sua entrega às mãos daqueles pelos quais veio para dar tudo, é uma provocação, claramente. Poderia dizer-se que não era necessário, que foi uma exageração. Esquecemos, muitas vezes, a dor que abruma o coração de Cristo, o nosso pecado, o mais radical dos males, causa e efeito de situarmos no lugar de Deus. Até mesmo, de não deixar-nos amar por Deus, e de empenhar-nos em ficar dentro de nossas curtas categorias e no imediatismo da vida atual. É muito necessário reconhecer que somos pecadores como também é necessário admitir que Deus nos ama em seu Filho Jesus Cristo. Depois de tudo, somos como os discípulos, «mas eles não compreendiam esta palavra. O sentido lhes ficava oculto, de modo que não podiam entender. E tinham medo de fazer perguntas sobre o assunto» (Lc 9,45).

Para di-lo com uma imagem: podemos encontrar no Céu todos os vícios e pecados, menos a soberbia, já que o soberbo não reconhece nunca o seu pecado e, não se deixa perdoar por um Deus, que ama até o ponto de morrer por nós. E no inferno, poderemos encontrar todas as virtudes, menos a humildade, pois o humilde se reconhece tal como ele é e, sabe muito bem que sem a graça de Deus não pode deixar de ofender-lhe, como tampouco pode corresponder a sua Bondade.

Uma das chaves da sabedoria cristã é reconhecer a grandeza e a imensidade do Amor de Deus e, ao mesmo tempo admitir a nossa pequenez e a vileza do nosso pecado. Somos tão lentos para entender isso! No dia que descubramos que temos o Amor de Deus bem ao nosso alcance, diremos como Santo Agostinho, com lagrimas de Amor: «Tarde te amei, meu Deus!». Esse dia pode ser hoje. Pode ser hoje. Pode ser.

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «Não tenhas medo. Esta cruz não era mortal para mim, mas para a morte. Estes pregos não me penetram com dor, mas com um amor mais profundo por ti» (São Pedro Crisólogo)

- «A sua fidelidade consiste em agir não só como “Deus em relação aos homens”, mas também como “homem em relação a Deus”, fundando assim a Aliança de forma irrevogavelmente estável» (Bento XVI)

- «Desde o princípio da sua vida pública, desde o seu baptismo, Jesus é o ‘Servo’ inteiramente consagrado à obra redentora, que consumará pelo ‘baptismo’ da sua paixão» (Catecismo da Igreja Católica, nº 565)
https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-09-26

Reflexão

A "Nova Aliança" selada no Sangue de Cristo

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje, diante da expectativa de um messianismo espetacular, Jesus anuncia seus padecimentos, que serão oferecidos "por" nós. Sua fidelidade consiste em que Ele não só atua como "Deus com respeito aos homens", mas também como "homem com respeito a Deus", fundando assim a Aliança de modo irrevogavelmente estável.

Este enxerto já incomovível da aliança no coração do homem tem lugar no sofrimento vicário do Filho que se transformou em servo. Desde então, a toda maré suja do mal se contrapõe a obediência do Filho, no qual o mesmo Deus sofreu. O sangue dos animais não podia nem "expiar" o pecado nem unir aos homens com Deus; era simplesmente um signo de esperança. Mas nas palavras de Jesus sobre o cálice, tudo isto se resume se converteu em realidade.

—Jesus, tu nos dás a "Nova Aliança" selada com teu Sangue, com o dom total de ti mesmo. Este é o "novo culto" no qual a humanidade é atraída a tua mesma obediência!
https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-09-26

Comentário sobre o Evangelho

Jesus prevê sua paixão pela segunda vez; os discípulos não o entendem


Hoje lemos que «todos» estavam maravilhados pelo que Jesus fazia. Mas não aceitavam o anuncio que Cristo faz de sua Paixão. Nem Simão, Pedro o entendia. E não mudamos! Continuamos sendo escravos do sucesso! Gostamos de triunfar..., mas sem muito esforço. Ou seja: gostamos de triunfar simplesmente porque triunfar dá “gosto”. Mas não queremos saber nada de “des-gosto” (sacrifício). Liberdade sim compromisso, amor livre (com divórcio), viver tranquilos (inclusive com aborto, se fosse mais “prudente”)...

—Jesus sem Cruz… Um “deus-bufão”, um “deus-coringa”, um “deus” à minha medida... Aqui não há rastro de eternidade. Um “deus” assim tem data de vencimento.
https://family.evangeli.net/pt/feria/2026-09-26

Meditação

A Palavra: dos ouvidos ao coração!

O Eclesiastes vê a adolescência e juventude como “vaidade”. A velhice seria “os dias da desgraça”, quando ficam “turvas as vistas”, levantamo-nos “ao canto dos pássaros”, surge o medo das alturas, “antes que volte o pó à terra, de onde veio”. Mas nossos dias na terra podem ter sentido: Senhor, “saciai-nos de manhã com vosso amor e exultaremos de alegria todo o dia!” Por amor, Jesus se sujeita a “ser entregue nas mãos dos homens”, vai enfrentar o ódio e a morte, para garantir que nada vença o amor. Sim, “destruiu o mal e a morte; fez brilhar, pelo Evangelho, a luz e a vida imperecíveis”. No amor a Deus e ao próximo, Ele resume toda a Lei, Lei que a partir dele e com a divina força que garante aos seguidores, supera tudo, até mesmo o ódio mortal, e nos dá chegar ao imperecível, à vida eterna.

Coleta
Ó DEUS, que resumistes toda a sagrada lei no amor a vós e ao próximo, concedei-nos que, observando os vossos mandamentos, mereçamos chegar à vida eterna. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=26%2F09%2F2026&leitura=meditacao

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