domingo, 20 de setembro de 2026

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 20/09/2026

ANO A


25º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Ano A - Verde

“Toma o que é teu...!” Mt 20,14

“Amigo, eu não fui injusto contigo...
Ou estás com inveja, porque estou sendo bom?”

Mt 20,1-16a

Ambientação

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: A parábola dos trabalhadores na vinha revela o amor generoso e a graça de Deus, que não se baseiam no mérito humano, mas na sua bondade. O convite “Ide também vós para minha vinha” é um chamado contínuo, um apelo pessoal e universal para sairmos da ociosidade espiritual e nos dedicarmos a espalhar a boa nova do Reino, onde a recompensa é a salvação igual para todos.
https://diocesedeapucarana.com.br/storage/107788/20-de-setembro-de-2026---25-Domingo-do-Tempo-Comum-A.pdf

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, formamos aqui a comunidade dos discípulos e discípulas de Jesus e nos reunimos para buscar o Senhor. Sedentos de sua presença, desejamos encontrá-lo, escutar a sua Palavra e receber o seu Corpo e Sangue. Sabemos que não sairemos daqui decepcionados: o Senhor, em seu amor generoso, nos saciará com o alimento da salvação. Que esta Eucaristia renove em nós o compromisso com o anúncio do Reino para o qual o Senhor nos chamou.
https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/07/Ano-50A-51-25o-DOMINGO-DO-TEMPO-COMUM.pdf

QUEM MERECE MAIS?

O evangelho de hoje nos coloca uma questão importante: quem merece mais diante de Deus? Na parábola dos trabalhadores contratados em diversos horários do dia e que, no final do dia, receberam todos a mesma paga, houve a reclamação daqueles que trabalharam mais horas. Acharam que mereciam mais que aqueles que trabalharam apenas poucas horas (cf. Mt 20,1-16).
Na nossa lógica humana é assim mesmo: trabalhou mais horas, merece mais. Trabalhou menos horas, merece menos... Mas Jesus dá a entender que no reino de Deus não é bem assim. Para Deus, mais que os anos dedicados ao seu Reino, conta a aceitação generosa de seu chamado para se dedicar ao serviço do Reino de Deus. De fato, Deus nos paga segundo a medida de sua benevolência e generosidade, que são bem maiores que a estreita medida de nossos méritos.
Isso não significa que Deus despreze os nossos esforços e méritos, mas que a recompensa de Deus é bem maior que nossos méritos. E, no céu, ninguém terá motivos para reclamar, se encontrar lá alguém que viveu menos e teve menos tempo de dedicação ao Reino de Deus neste mundo... Os bens que Deus nos promete são humanamente impagáveis e todos só teremos a agradecer pela misericórdia e a fidelidade de Deus às suas promessas.
Isso se aplica aos muitos chamados de Deus para participarmos da obra de seu Reino neste mundo. Nem todos realizam obras grandiosas, nem são chamados a estarem em missões especiais; mas todos podem ser “trabalhadores da vinha do Senhor” no lugar onde se encontram, realizando o bem e praticando a caridade e as obras de misericórdia. Diante de Deus, têm valor a missão do sacerdote, do catequista, do missionário, do professor, do artista, dos pais que cuidam dos filhos e os educam, do administrador público, do motorista, do estudante, do enfermo, do médico e assim por diante. Em todas essas maneiras de viver e atuar, podemos servir a Deus e ao próximo e contribuir para a obra do Reino de Deus.
Viver é uma graça e levar uma vida útil para nós e para os outros é uma bênção. Cada dia que Deus nos dá para viver é mais uma ocasião para praticar o bem e amar as pessoas. Há tantas maneiras de o fazer e de ser úteis aos outros. Ouvir que alguém passou pela vida fazendo o bem, é um grande elogio. Ao contrário, seria péssimo ter de ouvir do grande Juiz essa repreensão, ao comparecer diante dele para prestar contas da vida: “Servo mau e preguiçoso!” (cf. Mt 25,26).
Não tenhamos dúvidas: A recompensa virá, certamente virá. Deus é generoso e recompensa até mesmo um copo de água dado a alguém por caridade. Mas o galardão maior que Deus promete é a participação na sua glória e na vida eterna, onde Deus mesmo será a prêmio para os bons trabalhadores de sua vinha. A redenção e a vida eterna feliz não têm preço e, por elas, vale a pena trabalhar todos os dias e todos os instantes da vida.
Cardeal Odilo Pedro Scherer
Arcebispo de São Paulo
https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/07/Ano-50A-51-25o-DOMINGO-DO-TEMPO-COMUM.pdf

Comentário do Evangelho

Os trabalhadores da vinha e a generosidade de Deus


No Evangelho deste domingo, Jesus conta a parábola do proprietário que saiu de madrugada para contratar trabalhadores para a sua vinha, combinando com eles uma moeda de prata por dia. Ele voltou à praça à hora terceira, sexta, nona e até à undécima hora, encontrando outros desocupados e enviando-os também para o trabalho. Ao cair da tarde, mandou pagar os operários, começando pelos últimos até aos primeiros, dando a cada um a mesma moeda de prata.
Quando os primeiros receberam o mesmo valor, murmuração contra o patrão, alegando ter suportado o cansaço e o calor do dia inteiro. O proprietário, porém, respondeu: “Amigo, não te estou fazendo injustiça. Não combinaste comigo uma moeda de prata? Toma o que é teu e vai-te. Eu quero dar a este último o mesmo que dei a ti. Porventura não posso fazer o que quero com o que é meu? Ou és invejoso porque eu sou bom?”. Ao refletirmos sobre Os trabalhadores da vinha, compreendemos que o Reino de Deus é fundamentado na graça pura e abundante, e não na autossuficiência dos nossos méritos.
https://catequisar.com.br/liturgia/20-09-2026/

Reflexão

A parábola compara o Reino a um proprietário que vai em busca de trabalhadores para sua vinha. Revela uma triste realidade do tempo em que o Evangelho foi redigido e que é tema muito atual: o desemprego (ninguém nos contratou). O narrador insiste sobre a “justiça”. Para Jesus, justo é o que é necessário para uma pessoa suprir suas necessidades básicas do dia a dia (“uma moeda de prata por dia”). O patrão, porque é bom, vê a necessidade do outro e lhe paga o que é necessário para viver o dia. Se no Reino existirem “primeiros e últimos”, os primeiros serão aqueles que a sociedade considera como últimos. O interesse das autoridades e das lideranças deve começar sempre pelos últimos, assim como o capataz começou o pagamento pelos últimos. A parábola nos revela que os primeiros a receber a revelação foram os judeus, mas nem sempre estavam dispostos a abrir a porta também aos que chegaram depois (os pagãos).
(Dia a dia com o Evangelho 2026)
https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/dia-20-domingo-10/

Reflexão

«Ou estás com inveja porque estou sendo bom?»

Rev. D. Jaume GONZÁLEZ i Padrós
(Barcelona, Espanha)

Hoje o evangelista continua fazendo a descrição do Reino de Deus conforme ao que Jesus ensina, tal como tem sido proclamado durante estes domingos de verão nas nossas assembleias eucarísticas.
No fundo o relato de hoje, a vinha, imagem profética do povo de Israel no Antigo Testamento, e agora o novo povo de Deus que nasce do lado aberto do Senhor na cruz. A questão: a filiação a este povo, que vem dada por uma chamada pessoal feita a cada um: «Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi» (Jo 15,16), e pela vontade do Pai do céu, de fazer extensiva esta chamada a todos os homens, movido por sua vontade generosa de salvação.
Ressalta, nesta parábola a protesta dos trabalhadores da primeira hora. É a imagem paralela do irmão grande da parábola do filho pródigo. Os que vivem o seu trabalho pelo Reino de Deus (o trabalho na vinha) como uma carga pesada «suportamos o peso do dia e o calor ardente» (Mt 20,12) e não como um privilégio que Deus lhes dispensa; não trabalham desde a alegria filial, senão com o mal humor dos serventes.
Para eles a fé é coisa que ata e escraviza e, caladamente, têm inveja dos que “vivem a vida”, já que concebem a consciência cristã como um freio e não como umas asas que dão vôo divino à vida humana. Pensam que é melhor permanecer desocupados espiritualmente, antes que viver à luz da palavra de Deus. Sentem que a salvação lhe é devida e, são zelosos de ela. Contrasta notavelmente seu espírito mesquinho com a generosidade do Pai, que «o qual deseja que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade» (1Tim 2,4), e por isso chama à sua vinha, «O Senhor é bom para com todos, e sua misericórdia se estende a todas as suas obras» (Sal 144,9).

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «Corramos, prossigamos, estamos a caminho; que a feliz certeza das coisas passadas não nos torne menos diligentes por aquelas que ainda não alcançámosuma estratégia» (Santo Agostinho)

- «O diálogo é o nosso método, não por astúcia, mas por fidelidade Àquele que não se cansa de passar sempre de novo pelas praças dos homens, até à undécima hora, para propor o seu convite amoroso» (Francisco)

- «O amor dos pobres é incompatível com o amor imoderado das riquezas ou com o uso egoísta das mesmas» (Catecismo da Igreja Católica, nº 2.445)
https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-09-20

Reflexão

A especulação

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje, a explicação do Senhor —que toca o tema do trabalho— descobre o assunto de raivosa atualidade: Na cena surge um conato de tensão, fruto do cálculo especulativo de alguns dos seus atores. Os contratados na primeira hora, antes que estabelecer moléstias comparativas, deveriam alegrar-se porque outros “com-cidadãos” também puderam trabalhar.
Os direitos individuais, desvinculados de um conjunto de deveres que lhes dê um sentido profundo, se desquiciam e, dão lugar a uma espiral de exigências praticamente ilimitada e carente de critérios. São moralmente inaceitáveis as tendências atuais para uma economia de curto —às vezes brevíssimo— prazo, conseqüência da especulação egoísta. Isto exige uma reflexão sobre o sentido da economia, do trabalho e dos fins, além de uma profunda revisão com amplitude de futuro do modelo de desenvolvimento.
—Jesus, meu Redentor, tu viestes a me salvar porque não pensastes nos teus direitos senão na minha necessidade: Teu amor¬ —que esbanja “gratuidade”— não se deteve calculando o custo do meu resgate.
https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-09-20

Reflexão

Comentário sobre o Evangelho

Parábolas de Jesus: Os trabalhadores da vinha


Hoje Jesus nos fala do Deus misericordioso que espera a todos os homens, seja a hora que for. Ele nos quer com ele a vida inteira. Mesmo que cheguemos mais tarde, não importa: também se abrem as portas do céu.
—Os estranhos somos nós quando nos entra a inveja porque que se converteram a última hora merece igualmente a felicidade eterna.
https://family.evangeli.net/pt/feria/2026-09-20

Meditação

A palavra: dos ouvidos ao coração!

Deus nos lembra que seus pensamentos e caminhos estão tão acima dos nossos “quanto está o céu acima da terra”. Mas propõe-nos que deixemos a impiedade, voltemo-nos para Ele, assumamos seus caminhos. A Igreja nos recorda que Ele resumiu “toda a sagrada lei” no amor a Ele e ao próximo, caminho que nos leva à vida eterna plena.
E Jesus mostra o quanto, de fato, nosso coração é diferente do coração do Pai. A começar, Ele não aceita que alguém esteja fora de sua “vinha”, desocupado, não contratado, excluído. E sai, Ele mesmo, a contratar, seja a que hora for, enquanto houver tempo para isso: “de madrugada”, às nove horas, ao meio-dia, às três da tarde e até às cinco. Com os da madrugada, combina “uma moeda de prata por dia”, e com todos os contratados, o que fosse justo.
Eis outro jeito seu: na hora do acerto, Ele quer que comece com os últimos contratados, e que todos recebam a diária, isto é, uma moeda de prata, a quantia justa que fora combinada. E eis nossas gritantes e mesquinhas diferenças: os primeiros contratados revoltam-se porque os demais estavam sendo igualados a eles, os únicos a suportarem “o cansaço e o calor o dia inteiro”, os únicos que se viam merecedores de paga. Egoísmo altamente excludente!
Esses descontentes poderiam ser os judeus, o vocacionado Povo de Deus, desde o início contratado, diante de outros povos, e, sobretudo, dos cristãos, contratados só a partir de Jesus. Sentiam-se grandes e em uma grandeza que queriam só para si, excluindo os demais.
Eis a diferença divina fundamental: “Eu quero dar a este que foi contratado por último o mesmo que dei a ti”. Por mais que alguém trabalhe, ninguém é pago, porque não tem com que comprar essa participação na “vinha”. Nada temos a exigir de Deus.
Depois de termos feito tudo, não passamos de servos inúteis, é por graça que somos salvos (cf. Ef 2,8). Deus nos dá a salvação. É o direito de que Ele não abre mão: poder fazer o que quiser do que é seu. Ser sempre gratuito no amor que nos dedica e sem acepção de pessoas. Dar a todos o que mais anseia que seja nosso: participar de sua “vinha”, de sua vida divina aqui, e plenamente a partir de um dia com Ele no céu: “Serei seu Deus para sempre... a salvação do povo sou eu!”.
Paulo fala de Jesus, mas certamente não excluiria o Pai: para ele, o viver era de tal modo o Cristo e o Pai, que experimentá-los era indiferente na vida ou na morte: ter a Eles era tudo, na vida ou na morte. Nada lhe faltaria. Que essa possa ser a experiência também sua e minha. Amém.
Pe. Domingos Sávio da Silva, C.Ss.R.
https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=20%2F09%2F2026&leitura=meditacao

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