sábado, 26 de setembro de 2026

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 27/09/2026

ANO A


26° DOMINGO DO TEMPO COMUM

Ano A - Cor Verde

“Quando um ímpio se arrepende da maldade que praticou e observa o direito e a justiça, conserva a própria vida.” Ez 18,27

“Os cobradores de impostos e as prostitutas creram nele.” Mt 21,32

Mt 21,28-32

Ambientação

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: O Reino de Deus não é feito de promessas vazias. Jesus destaca que a verdadeira obediência a Deus não está em belas palavras, mas em ações concretas de conversão. É necessário abandonar a religiosidade superficial de práticas externas e assumir uma postura interna de obediência a Deus. Precisamos passar do “sim” da boca para o “sim” da vida, convertendo corações para a prática da justiça.
https://diocesedeapucarana.com.br/storage/107790/27-de-setembro-de-2026---26-Domingo-do-Tempo-Comum-A.pdf

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, o Senhor nos reúne em seu amor para nos oferecer o dom da salvação. Aproximemo-nos dele com humildade, reconhecendo que muitas vezes dizemos “sim” com os lábios, mas não correspondemos com a vida ao seu chamado. Peçamos a graça de um coração verdadeiramente convertido, atento à sua Palavra e disposto a colocá-la em prática, especialmente anunciando o Evangelho aos que vivem desanimados e sem esperança.
https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/07/Ano-50A-52-26o-DOMINGO-DO-TEMPO-COMUM.pdf

REALIZAR A VONTADE DE DEUS NA VIDA

Na primeira leitura deste domingo, o profeta Ezequiel, rejeitando a ideia de que o pecado devia marcar para sempre o pecador, bem como sua descendência, como porta-voz de Deus, anuncia que Deus não castiga os pais nos filhos, mas castiga o justo que deixa o seu caminho, e acolhe o pecador que se converte: “Com efeito, ao renunciar o justo à sua justiça e ao fazer o mal, é em virtude do mal que praticou que ele morre. E se o ímpio renunciar à sua impiedade, passando a praticar o direito e a justiça, salva a sua vida” (Ez 18,26).
Jesus expõe esse tema na parábola dos dois filhos, o do “sim, senhor”, que promete e não faz, e o do “não”, que se arrepende e faz.
Com a parábola dos dois filhos, o evangelista São Mateus quer nos fazer refletir acerca de duas perguntas colocadas por Jesus: “Que vos parece?” e “qual dos dois fez a vontade do pai?” Perante o chamamento do Senhor, qual é a nossa resposta?
O ensinamento de Jesus no Evangelho deste domingo é que aquilo que importa não é o que se diz, mas o que se faz. O próprio Senhor já havia ensinado no Evangelho: “Nem todo aquele que me diz ‘Senhor, Senhor’ entrará no Reino dos Céus, mas sim aquele que pratica a vontade de meu Pai que está nos céus” (Mt 7,21). No ensinamento de Jesus, o importante para Deus não é uma vida aparentemente virtuosa, mas uma fé que se torna operativa na obediência ao Senhor e na caridade para com os irmãos. Com a nossa vida de cada dia somos chamados a responder aos apelos do Senhor.
O apelo que São Paulo nos dirige no texto da Carta aos Filipenses é simples e poderoso: “Tende entre vós os mesmos sentimentos que havia em Cristo Jesus” (Fl 2,5). Para São Paulo, o ser cristão se realiza quando percorremos um caminho concreto, avançando no mesmo caminho indicado por Jesus, identificando-nos com ele, com sua Palavra e com seus ensinamentos, tal como descobrimos nos evangelhos. No ensinamento de São Paulo, os sentimentos não são as emoções que as diferentes circunstâncias provocam em nós, são antes os motivos e as convicções mais profundas que nos levam a agir de um modo específico. Ter os mesmos sentimentos de Jesus supõe que O conheçamos verdadeiramente: o Seu agir; as Suas preocupações; o Seu critério de vida; as Suas opções na vida; a Sua relação pessoal com o Pai; a Sua disposição para com os outros.
Conhecemos os sentimentos de Jesus somente através da leitura atenta do Evangelho, da oração confiante, da celebração sincera dos sacramentos, da vida da comunidade cristã, da partilha da fé vivida em comunidade. São Paulo, no desenvolvimento da Carta aos Filipenses, sublinha alguns dos sentimentos que Jesus viveu em profundidade: a fortaleza perante a prova; a compaixão perante as necessidades do outro; a humildade; a obediência à vontade do Pai (cf. Fl 5,6-8). Foram estes os motores da vida de Cristo, que o conduziram aos acontecimentos salvíficos da sua morte e ressurreição.
Liguemos o texto de São Paulo ao texto do Evangelho, antecipado também nas leituras deste final de semana pelo Profeta Ezequiel. Ter os mesmos sentimentos de Jesus não é uma questão de palavras, mas de fatos. Jesus louva o segundo filho da parábola porque, não obstante a sua resposta negativa inicial, vai depois trabalhar na vinha do pai. Ser cristão, discípulo de Cristo, não é uma questão de palavras ou de falsas ações, mas é um progredir no caminho da fé, no seguimento de Jesus.
Organizemos toda a nossa vida como uma contínua procura por Deus; façamos como Jesus, que procurou a Deus em cada pessoa, de modo a poder amar os outros com a mesma intensidade com a qual nós somos amados por Deus. Pensarmos orgulhosamente que não precisamos nem de Deus, nem dos outros, seria agir como o primeiro filho da parábola, afirmando apenas formalmente ao Senhor a nossa disponibilidade: “Sim, Senhor, eu vou”. Mas não foi (Mt 21,29).
Dom Celso Alexandre
Bispo Auxiliar de São Paulo
Vigário Episcopal para a Região Ipiranga
https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/07/Ano-50A-52-26o-DOMINGO-DO-TEMPO-COMUM.pdf

Comentário do Evangelho

A parábola dos dois filhos e a verdadeira conversão


No Evangelho deste domingo, Jesus disse aos sumos sacerdotes e aos anciãos do povo: “Que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Dirigindo-se ao primeiro, disse: ‘Filho, vai trabalhar hoje na vinha!’ O filho respondeu: ‘Não quero’. Mas depois mudou de opinião e foi. O pai dirigiu-se ao outro filho e disse a mesma coisa. Este respondeu: ‘Sim, senhor, eu vou’. Mas não foi. Qual dos dois fez a vontade do pai?”. Eles responderam: “O primeiro”.
Então Jesus disse-lhes: “Em verdade vos digo que os cobradores de impostos e as prostitutas vos precedem no Reino de Deus. Porque João veio até vós num caminho de justiça, e não acreditastes nele; ao passo que os cobradores de impostos e as prostitutas acreditaram nele. Vós, porém, mesmo vendo isso, não vos arrependestes para acreditar nele”. A parábola dos dois filhos confronta a religiosidade de aparências e nos recorda que o verdadeiro discípulo é aquele que arrepende de seus erros e põe em prática o amor de Deus.
https://catequisar.com.br/liturgia/27-09-2026/

Reflexão

Jesus desmascara as autoridades religiosas do seu tempo. A parábola mostra que o importante não são as palavras, mas as ações, o fazer. Podemos enganar os outros com nossas belas palavras, mas nossa prática revela nossas intenções e nossas opções. Jesus diz que os pecadores e as prostitutas precedem as autoridades religiosas no Reino de Deus. Enquanto os pecadores e as prostitutas são excluídos do templo por não cumprirem a Lei, levam a sério o caminho da justiça; as autoridades fazem de sua “suposta justiça” a fonte do seu poder, do seu domínio sobre os outros. Portanto, a parábola denuncia a hipocrisia da elite, que se apresenta como cumpridora da vontade de Deus, quando, de fato, não a cumpre. É clara a mensagem, o importante diante de Deus é o fazer. Os grupos desprezados são os verdadeiros herdeiros do Reino dos Céus. Jesus repreende os “bons” porque acham que já estão vivendo de forma honesta e justa e não há mais o que “melhorar”.
(Dia a dia com o Evangelho 2026)
https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/dia-27-domingo-14/

Reflexão

«Qual dos dois fez a vontade do pai?»

Dr. Josef ARQUER
(Berlin, Alemanha)

Hoje, contemplamos o pai dono de uma vinha pedindo aos seus dois filhos: «Filho, vai trabalhar hoje na vinha!» (Mt 21,29). Um diz que “sim” e não vai. O outro diz que “não” e vai. Nenhum dos dois mantém a palavra dada.

Seguramente, o que diz “sim” e fica em casa não pretende enganar o seu pai. Será apenas preguiça, não apenas “preguiça para fazer”, mas também para refletir. O seu lema é: “O que me importa o que disse ontem?”.

O do “não”, sim que se importa com o que disse ontem. Tem remorsos pelo desaire com seu pai. Da dor arranca a valentia de retificar. Corrige a palavra falsa com o fato certo. “Errare, humanum est?”. Sim, mas ainda mais humano —e mais de acordo com a verdade interior gravada em nós— retificar. Mesmo que custe, porque significa humilhar-se, arrasar a soberba e a vaidade. Alguma que outra vez vivemos momentos assim: corrigir uma decisão precipitada, um juízo temerário, uma valorização injusta… Depois um suspiro de alivio: —Obrigado, Senhor!

«Em verdade vos digo que os publicanos e as prostitutas vos precedem no Reino de Deus» (Mt 21,31). S. João Crisóstomo realça a maestria psicológica do Senhor perante os “sumos sacerdotes”: «Não lhes atira à cara diretamente: Porque não acreditastes em João?, Mas pelo contrario confronta-os —o que resulta muito mais pujante— com os publicanos e as prostitutas. Assim os recrimina com a força patente dos fatos, a malícia de um comportamento marcado pelos respeitos humanos e pela vanglória».

Inseridos na cena, provavelmente sentiremos a falta de um terceiro filho, dado às meias tintas, em cujo comportamento nos seria mais fácil reconhecer e pedir desculpa, envergonhados. Inventamo-lo com autorização de Senhor e ouvimo-lo responder ao pai, com voz apagada: `Pode ser que sim pode ser que não…” E há quem diga ter ouvido no final “o mais provável é que, talvez, quem sabe…”.

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «Nada há de tão fácil que a nossa tibieza não nos o apresente difícil e pesado» (s. João Crisostomo)

- «Nesta transformação do não em sim, nesta inserção da vontade da criatura na vontade do Pai, Ele transforma a humanidade e redime-nos. E convida-nos a entrar neste seu movimento: sair do nosso não e entrar no sim do Filho» (Bento XVI)

- «Deus é o Senhor soberano dos seus planos. Mas, para a realização dos mesmos, serve-Se também do concurso das criaturas. Isto não é um sinal de fraqueza, mas da grandeza e bondade de Deus omnipotente (...)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 306)
https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-09-27

Reflexão

Conversão: o homem aceita depender do verdadeiro Criador

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje, meditando a reação do segundo irmão, notamos que "conversão" significa mais que uma simples retificação; suporta um alcance mais profundo: o homem renuncia a ser seu próprio criador (não é o arquiteto de sua própria vida), e aceita depender do verdadeiro Criador; aceita que nesta dependência consiste a verdadeira liberdade e que a liberdade da autonomia que pretende emancipar-nos do Criador não é verdadeira liberdade, e sim ilusão e engano.

"Converter-se" quer dizer: aceitar os sofrimentos da verdade. A conversão exige que a verdade, a fé e o amor cheguem a ser mais importantes que nossa vida biológica, que o bem-estar, o êxito, o prestigio e tranqüilidade de nossa existência. O prestígio, a tranqüilidade e a comodidade são os falsos deuses que mas impedem a verdade e o progresso na vida pessoal e social.

—Senhor, quando aceito esta primazia da verdade estou carregando com minha cruz e participo na cultura do amor, que é a cultura da cruz.
https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-09-27

Comentário sobre o Evangelho

Jesus aos sumos sacerdotes: «João veio até vocês, e vocês não acreditaram nele»


Hoje Jesus Cristo continua falando com os sacerdotes e anciãos do Templo. Admoesta-os por sua falta de fé. Não confiam em Jesus Cristo, não acreditam que Jesus possa ser Deus que se fez homem para salvar-nos.

João Batista tinha avisado que já tinha chegado Jesus o Messias. Além disso, Jesus realizou milagres e predicou um ensinamento muito santo…, mas não querem nem o escutar nem acreditar nele. Não querem!

—Seus pais hoje ocupam o lugar de João: eles rezam por você, eles falam de Jesus, eles te ajudam a rezar. Você segue seus conselhos?
https://family.evangeli.net/pt/feria/2026-09-27

Meditação

A palavra: dos ouvidos ao coração!

Na mensagem de Jesus, o Pai tem dois filhos e a ambos, isto é, a todos os seus filhos e filhas envia-os a trabalhar “hoje” em sua “vinha”. Um diz que não irá, mas arrepende-se e vai. O outro diz sim, mas não vai.
E Jesus pergunta aos sacerdotes e anciãos do povo, seus grandes opositores, “qual dos dois fez a vontade do pai?”, ao que respondem: “O primeiro”. E Jesus conclui afirmando-lhes que os cobradores de impostos e as prostitutas, que eles condenavam, vão precedê-los no Reino de Deus. Pois, de início, diziam “não” ao Pai, mas acreditando no Batista que lhes propunha conversão para acolherem o Messias, converteram-se.
Ao contrário, eles se tinham por filhos bons, obedientes e já na “vinha”. Mas, de fato, rejeitando o Batista precursor e sua proposta, recusavam a Ele-Messias. Realmente estavam se excluindo do Reino.
Mas, o que é trabalhar na vinha? Aceitando a proposta do precursor, é acolher Jesus, é “ter o mesmo sentimento” dele. Nada fazer por competição ou vanglória, mas na humildade ter o outro como mais importante que si. Pois Ele, revelando sua condição divina, “esvaziou-se”, teve-nos como mais importante do que Ele, fez-se escravo nosso, em vista de nossa vida, “até a morte”.
É essa sua condição divina, que jamais deixou de viver, que vem nos revelar e propor já “hoje”. Ele dá glória ao próprio nome, tratando a nós pecadores, conforme a grandeza de sua “misericórdia”. Mostra seu divino poder, “sobretudo, no perdão e na misericórdia”.
Chega a dar-nos esta ousada liberdade de lhe suplicar que recorde sua ternura e compaixão “que são eternas”, e não os nossos pecados, e ainda que se lembre de nós “porque sois misericórdia e sois bondade sem limites”. Seu coração não conhece exclusão, mas em sua piedade e retidão, “reconduz ao bom caminho os pecadores”.
E como nos reconduz? “Aos pobres” — àqueles que se esvaziam de si, da competição e da vanglória para se encherem dele e de seu coração — “ele ensina o seu caminho”, sua vida, as atitudes de seu coração. Derrama em nós sua graça, seu poder, sobretudo, de “perdão e misericórdia”.
Ele nos quer totalmente livres “hoje”. Se até ontem optávamos pela iniquidade ao nos opormos a Ele e ao Reino, e “hoje” nos decidimos por Ele, o ontem não mais existe para Ele.
Como é nosso “hoje”? Já estamos na “vinha”? Isso é tudo em nossa vida? Que tal darmos continuidade à paixão amorosa de Jesus que, ao se dirigir a seus opositores, não o fazia para os condenar, mas como esforço incansável de os acolher a partir de seu arrependimento?
https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=27%2F09%2F2026&leitura=meditacao

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