

As exigências do discipulado, lidas antes ou depois da Festa da Transfiguração do Senhor, apontam para o que realmente importa: entregar-se a Jesus e segui-lo incondicionalmente. A necessidade de realizar o plano de Deus em sua vida levou Jesus a não se desviar do caminho da cruz. O que Jesus diz sobre si mesmo é o que orienta a vida do discípulo. Tomar a cruz e seguir Jesus é assumir seu modo de ser e de agir; é crer e colocar em prática o Evangelho, pelo qual se aprende a confiar a própria vida nas mãos de Deus, a exemplo de Jesus. A vida, dom de Deus, só pode ser salva por Jesus, mas é a pessoa que também se salva mediante a entrega de si mesma a Jesus e por causa da sua missão. Não compensa ganhar o mundo inteiro, quando está em jogo a possibilidade de se perder a própria vida e a eternidade do Reino.
Pe. Leonardo Agostini Fernandes, ‘A Bíblia dia a dia 2026’, Paulinas.
Fontes: https://www.facebook.com/ParoquiaSantaCruzCampinas e https://www.comeceodiafeliz.com.br/evangelho/se-alguem-quiser-vir-atras-de-mim-renuncie-a-si-mesmo-tome-sua-cruz-e-siga-me-pois-quem-quiser-salvar-sua-vida-a-perdera-mas-quem-perder-sua-vida-por-causa-de-mim-a-encontrara-07082026
Reflexão
Todos os dias, Jesus continua a dizer a cada um de nós: “Renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me”. A questão é: sou capaz de renunciar a mim mesmo, tomar a cruz de Cristo e o seguir? Não nos faltam exemplos de pessoas que assumiram esse desafio ao longo da história da Igreja, desde os apóstolos e as primeiras comunida-des até os santos contemporâneos. Particular testemunho foi dado pelos mártires. De fato, a palavra “mártir” vem do grego martyria e significa exatamente “testemunha”, aquele que testemunhou a sua fé de modo radical, entregando-se até à morte. O exemplo destes santos nos inspira a sermos fiéis ao Evangelho e a nos dedicarmos, mesmo que em grau muito menor, à mesma causa do Reino.
(Dia a dia com o Evangelho 2026)
Reflexão
«Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e siga-me»
Rev. D. Pedro IGLESIAS Martínez
(Ripollet, Barcelona, Espanha)
Hoje, o Evangelho nos coloca claramente diante do mundo. É radical na sua abordagem, não admitindo ambigüidades: «Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e siga-me» (Mt 16,24). Em numerosas ocasiões, perante o sofrimento causado por nós mesmos ou pelos outros ouvimos: «Devemos suportar a cruz que Deus nos manda...Deus quis que fosse assim...», e vamos acumulando sacrifícios como cupons em uma cartela, que apresentaremos à auditoria celestial no dia que tivermos que prestar contas.
O sofrimento não tem valor algum em si mesmo. Cristo não era um estóico: sentia sede, fome, cansaço, não gostava de ser deixado só, se deixava ajudar... Onde podia aliviava a dor, física e moral. Que acontece então?
Antes de carregarmos a nossa “cruz”, primeiramente devemos seguir a Cristo. Não se sofre e depois se segue a Cristo... Cristo se segue por Amor, e é a partir daí que se compreende o sacrifício, a negação pessoal: «Quem quiser salvar sua vida a perderá; e quem perder sua vida por causa de mim a encontrará» (Mt 16,25). É o amor e a misericórdia o que nos leva ao sacrifício. Todo amor verdadeiro gera sacrifício de uma forma ou de outra, mas nem todo sacrifício gera amor. Deus não é sacrifício; Deus é Amor, e só esta perspectiva dá sentido à dor, ao cansaço e às cruzes de nossa existência segundo o modelo de homem que o Pai nos revelou em Cristo. Santo Agostinho afirmou: «Quando se ama não se sofre, e se sofre, ama-se o sofrimento».
No correr da nossa vida, não busquemos uma origem divina para os sacrifícios e as penúrias: «Por que Deus me mandou isto?», mas busquemos um “uso divino” para o que nos acontece: «Como posso fazer disso, um ato de fé e de amor?». É assim que seguimos a Cristo e, como —com certeza— seremos merecedores do olhar misericordioso do Pai. O mesmo olhar com que contemplou o seu Filho na Cruz.
Pensamentos para o Evangelho de hoje
- «A alma participará do próprio Deus, obrando nela a Santíssima Trindade. Oh almas criadas para essas grandezas e para esses chamamentos! O que fazeis? Em que vos entretendes? (...). Estais cegos!: enquanto procurais a grandeza e a glória, permaneceis pequenos e ignorantes» (S. João da Cruz)
- «O importante para qualquer pessoa, a primeira coisa a que dá importância na sua vida, é saber-se amada. Deus está lá primeiro e ama-me. Esta é a razão segura em que se baseia a minha vida» (Bento XVI)
- «(...)
O Espírito é a nossa vida´: quanto mais renunciarmos a nós próprios (cf Mt 16,24-26), mais caminharemos segundo o Espírito´(Gl 5,25)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 736)Reflexão
O homem não é um ser “expelido” ao mundo por acaso
REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)
Hoje Jesus formula uma pergunta chave: “que poderá alguém dar em troca da própria vida?”. Resposta: Nada que não seja dar a vida mesma a Deus. Isto supõe que ninguém existe por casualidade: O homem não é um ser “expelido” ao mundo por acaso, mas fomos criados por Deus que já nos conhecia e amava.
À vida de cada homem precede um conhecimento, uma idéia e um amor, que constituem o fundamento da nossa existência. A criação fez-se para abrir um espaço em que se possa responder ao amor de Deus. O cosmos não foi criado para que houvesse multidão de astros e tantas outras coisas, mas para que houvesse um lugar para a “aliança”, para o “sim” do amor entre Deus e o homem que lhe responde.
—Senhor, minha liberdade e tua Cruz estão na minha resposta: Sem liberdade minha resposta não seria de amor; sem a Cruz não seria resposta adequada para te seguir.
Comentário do Evangelho
Jesus nos diz: «Quem perder sua vida por causa de mim a encontrará»
Hoje, Jesus fala-nos da “vida” e da “Vida”. Pois é! A “vida” tem sentido em função da “Vida” com maiúscula (a eternidade). É uma ideia muito útil para os nossos tempos, tão dados a perder a cabeça a correr atrás da última moda. O problema é que as modas vêm e vão… e corremos o risco de viver da moda sem deixar história pessoal.
- Também nós havemos de ir. Mas quem vive à moda…, terá dificuldade em apresentar-se perante a “Vida” sem “curriculum vitae”.
Meditação
A Palavra: dos ouvidos ao coração!
As palavras de Jesus no Evangelho de hoje podem nos assustar diante das exigências de ser seu discípulo. Ele afirma: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga”. Para os seus seguidores, do passado e do presente, Jesus não promete uma vida sem desafios, nem um caminho sem cruz, mas promete que “retribuirá a cada um de acordo com a sua conduta”. Para ser discípulo de Jesus Cristo não basta apenas dizer “eu sou cristão”. O falar é importante, mas é o agir que faz a diferença. E para fazer a diferença, é preciso assumir a cruz. Mas qual cruz? Não a cruz de madeira, mas a cruz da perseverança na fé; não a cruz de madeira, mas a cruz da coragem profética. Para seguir Jesus Cristo é preciso ser perseverante na fé e ser revestido pela coragem profética para não ser contaminado pelas felicidades ilusórias que nos afastam de Deus.
Coleta
ASSISTI, SENHOR, os vossos fiéis e cumulai com vossa inesgotável bondade, aqueles que vos imploram e se gloriam de vos ter como criador e guia, restaurando para eles a vossa criação e conservando-a renovada. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

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