sábado, 22 de agosto de 2026

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 23/08/2026

ANO A


21º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Ano A - Verde

“E vós, quem dizeis que eu sou?” Mt 16,15

(Semana de oração e reflexão sobre a
Vocação Leiga na Igreja)

VOCAÇÃO PARA OS MINISTÉRIOS E SERVIÇOS NAS COMUNIDADES

Mt 16,13-20

Ambientação

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Sobre uma pessoa humana, instável e vulnerável, é que Jesus funda sua Igreja. A presente liturgia evidencia a confiança que o Mestre deposita na humanidade ao longo da história da salvação. Celebremos, pedindo ao Senhor que nos fortaleça fazendo surgir homens e mulheres engajados e decididos no serviço do Evangelho.
https://diocesedeapucarana.com.br/storage/107714/23-de-agosto-de-2026---21-Domingo-do-Tempo-Comum-A.pdf

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, somos o Povo de Deus reunido como assembleia santa para louvar, bendizer e adorar o Senhor de nossa vida e de nossa história. Reunidos nesta Ceia Eucarística, fazemos memória da entrega total de sua vida por amor a nós. Tudo é d'Ele, por Ele e para Ele. Como Pedro, possamos também nós professar nossa fé no Cristo, confiando no seu infinito amor para conosco. Neste dia, rendamos graças ao Senhor por todos aqueles que, nos diversos ministérios e serviços de nossa comunidade, testemunham com a vida a fé que professam e celebram.
https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/07/Ano-50A-47-21o-DOMINGO-DO-TEMPO-COMUM.pdf

PARA VOCÊ, QUEM É JESUS?

“E vós, quem dizeis que eu sou?” (Mt 16,15). A pergunta de Jesus aos apóstolos continua a ressoar aos ouvidos dos cristãos ao longo dos séculos. Jesus não se importou com as interpretações duvidosas ou erradas que as pessoas deram sobre sua pessoa: “alguns dizem que és Elias, outros, que és Jeremias, ou algum dos antigos profetas, ou João Batista que ressuscitou” (cf Mt 16,14). Ele queria conhecer a resposta dos discípulos, para ver se eles já haviam compreendido quem ele era e qual era a sua missão.
E Pedro responde: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo” (Mt 16,16). Jesus confirma o testemunho de Pedro e diz que é sobre essa proclamação de fé que se edifica a Igreja (Mt 16,18). A fé em Jesus Cristo, Filho de Deus Salvador, é a base da fé cristã e da razão de ser da própria Igreja e da vida cristã.
Duas coisas para a nossa reflexão: como anda a nossa fé em Cristo? Quem é Jesus Cristo para nós? Não basta dizer que ele é um grande homem, um poeta, um profeta: Ele mais que tudo isso. Ele é único: é o Filho eterno de Deus, da mesma natureza de Deus Pai e, ao mesmo tempo, verdadeiro homem como nós. Em sua pessoa, somos unidos a Deus e alcançamos misericórdia e acolhida junto de Deus. Por sua encarnação, sua palavra, sua paixão, morte e ressurreição, recebemos a vida divina e podemos alcançar a vida eterna.
A segunda questão é: como vai o nosso testemunho sobre Jesus Cristo? A pergunta de Jesus aos apóstolos – “para vocês, quem sou eu?” – é acompanhada pela missão de dizer ao mundo quem é Jesus: “Ide por todo mundo... Vós sois minhas testemunhas”. Jesus reuniu e formou seus discípulos para os enviar em missão e para que eles fossem suas testemunhas por toda parte. E só pode testemunhar, quem o conhece bem. Conhecemos bem a Jesus?
Este 4º Domingo de agosto, mês das vocações, é dedicado à vocação dos leigos e leigas. Todos os batizados têm a vocação de testemunhas de Jesus e os principais campos do seu testemunho são a família, o mundo do trabalho, das profissões, da promoção da cultura, da política, da economia, do esporte, das artes. Em todos esses espaços eles vivem e atuam e podem dar um “bom testemunho de Jesus Cristo”, como São Paulo recomenda a Timóteo.
E isso não significa, em primeiro lugar, fazer longas pregações mas, sobretudo, dar o bom exemplo de cristãos, de quem vive o Evangelho e luta para que seus valores também sejam acolhidos na vida pessoal, familiar e social. Que o Espírito Santo assista todos os leigos e leigas na sua vocação e missão de serem testemunhas de Jesus Cristo.
Cardeal Odilo Pedro Scherer
Arcebispo de São Paulo
https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/07/Ano-50A-47-21o-DOMINGO-DO-TEMPO-COMUM.pdf

Comentário do Evangelho

Tu és o Cristo Filho do Deus vivo


No Evangelho deste domingo, Jesus leva os Seus discípulos para a região de Cesareia de Filipe e faz uma pergunta direta: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?”. Eles respondem o que ouviam nas ruas: alguns diziam que era João Batista, outros Elias, Jeremias ou um dos profetas. Mas Jesus quer saber a fé pessoal do grupo e pergunta: “E vós, quem dizeis que eu sou?”.
Simão Pedro toma a palavra e faz uma belíssima profissão de fé: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo!”. Jesus o declara abençoado, pois aquilo não lhe fora revelado por carne ou sangue, mas pelo Pai do Céu. O Mestre muda o nome de Simão para Pedro (rocha) e declara: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá derrotá-la”. Jesus confia a Pedro as chaves do Reino dos Céus. Esse Evangelho nos convida a responder com a própria vida quem Jesus é para nós hoje.
https://catequisar.com.br/liturgia/23-08-2026/

Reflexão

O texto que lemos neste domingo constitui um marco importante no Evangelho de Mateus. Numa região pagã (Cesareia de Filipe), Jesus quer saber o que seus seguidores mais próximos pensam dele, e Pedro (porta-voz do grupo) reconhece nele o Messias, o Filho do Deus vivo. Jesus é mais que um simples profeta, ele é a revelação verdadeira do Pai. Ele é o Emanuel, a presença e a ação de Deus no meio da humanidade. A resposta de Pedro traz a essência da fé cristológica: Jesus é Messias, Filho de Deus. Pela resposta, revelada pelo Pai, Pedro é proclamado feliz, testemunha a fé da comunidade e recebe as chaves para abrir as portas do Reino de Deus, para que todos os que desejarem tenham acesso a ele. Ele tem o poder de discernir quem de fato pertence à comunidade comprometida com a justiça do Reino. A pergunta de Jesus continua soando em nossos dias: “Vocês, quem dizem que eu sou?”. A resposta deve ser dada pela nossa prática, pelo nosso compromisso com o projeto de Jesus, que exige liberdade e vida digna para todos.
(Dia a dia com o Evangelho 2026)
https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/dia-23-domingo-15/

Reflexão

«Quem é que as pessoas dizem ser o Filho do Homem? (…) E vós, quem dizeis que eu sou?»

Rev. D. Joaquim MESEGUER García
(Rubí, Barcelona, Espanha)

Hoje, a profissão de fé de Pedro em Cesareia de Filipe abre a ultima etapa do ministério público de Jesus preparando-nos para o acontecimento supremo da sua morte e ressurreição. Depois da multiplicação dos pães e dos peixes, Jesus decide retirar-se por algum tempo com os seus apóstolos para intensificar a sua formação. Neles começa a tornar-se visível a Igreja, semente do Reino de Deus no mundo.
Há dois Domingos atrás, ao contemplar como Pedro andava sobre as águas e se afundava nelas, escutávamos a repreensão de Jesus: «Que pouca fé! Porque duvidaste?» (Mt 14,31). Hoje, a repreensão é trocada por um elogio: «Feliz és tu, Simão, filho de Jonas» (Mt 16,17). Pedro é ditoso porque abriu o seu coração à revelação divina e reconheceu em Jesus Cristo o Filho de Deus Salvador. Ao longo da história colocam-se-nos as mesmas perguntas: «Quem é que as pessoas dizem ser o Filho do Homem? (…) e vós, quem dizeis que eu sou?» (Mt 16,13.15). Também nós, num momento ou outro, tivemos que responder quem é Jesus para mim e o que é que reconheço Nele; de uma fé recebida e transmitida por testemunhos (pais, catequistas, sacerdotes, professores, amigos…) passamos a uma fé personalizada em Jesus Cristo, da qual também nos convertemos em testemunhas, já que nisso consiste o núcleo essencial da fé cristã.
Somente desde a fé e a comunhão com Jesus Cristo venceremos o poder do mal. O Reino da morte manifesta-se entre nós, causa-nos sofrimento e apresenta-nos muitas interrogações; no entanto, também o Reino de Deus se faz presente no meio de nós e revela a esperança; e a Igreja, sacramento do Reino de Deus no mundo, cimentada na rocha da fé confessada por Pedro, nos faz nascer à esperança e à alegria da vida eterna. Enquanto houver humanidade no mundo, será preciso dar esperança e enquanto for preciso dar esperança, será necessária a missão da Igreja; por isso, o poder do inferno não a derrotará, já que Cristo, presente no seu povo, assim nos garante.

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «O bem-aventurado Pedro é o primeiro dos apóstolos, ama impetuosamente a Cristo, de quem mereceu ouvir: 'E eu digo-te que tu és Pedro', e sobre esta pedra edificarei a fé que acabas de professar» (Santo Agustinho)

- «Cada um de nós é uma pequena pedra mas, nas mãos de Jesus ela é orientada para a construção da Igreja: ela é uma comunidade de vida, feita de muitíssimas pedras, todas diferentes, que formam um único edifício no sinal da fraternidade e da comunhão» (Francisco)

- «No colégio dos Doze, Simão Pedro ocupa o primeiro lugar (307). Jesus confiou-lhe uma missão única (...). Cristo, ´Pedra viva´ (1Pe 2,4)), garante à sua Igreja, edificada sobre Pedro, a vitória sobre os poderes da morte. Pedro (...) terá a missão de defender esta fé para que nunca desfaleça e de nela confirmar os seus irmãos (cf. Lc 22,32)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 552)
https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-08-23

Reflexão

O Papa não é um ditador

Rev. D. Antoni CAROL i Hostench
(Sant Cugat del Vallès, Barcelona, Espanha)

Hoje, agradecemos a Deus a figura e pessoa do Romano Pontífice, sucessor de são Pedro. O Papa —fazendo suas as palavras que Pedro escutou— é escolhido para confirmar na fé os seus irmãos. Para fazer isso, recebe uma particular assistência do Espírito Santo. Tudo isso, se fez evidente em Cesaréia de Filipe: foi Simão Pedro quem, por revelação do Pai, confessou publicamente e com precisão a divindade de Cristo.
Ele “recebeu” o primado na Igreja. Dizemos que “recebeu”, porque é um encargo, uma missão. O Papa, com certeza, tem uma potestade suprema, não para fazer o que quiser: não é um “ditador”. Deve-se a Cristo: é sua cabeça visível na terra. Deve-se à Revelação: é o seu guardião. Deve-se à verdade: é seu Mestre. Deve-se aos seus irmãos: é o Santo Pai! É o “servo dos servos de Deus”.
—Deus Espírito Santo, te pedimos que conserves, fortaleças e defendas o Papa.
https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-08-23

Comentário sobre o Evangelho

A confissão de Simão Pedro: «Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo»


Hoje vemos que há séculos ocorria o mesmo que em nossos tempos: todo o mundo opina sobre Jesus Cristo, mesmo que muitos não tenham nem ideia. Quem mais quem menos, qualquer se atreve a dizer algo sobre Jesus. Quantas bobagens somos capazes de dizer quando não cultivamos a fé ou quando nos distanciamos da Igreja!
—“Dizer por dizer” ou “dizer o que dizem outros” não serve para nada. Por isso Jesus nos pergunta, concretamente: «E vocês, quem diz que sou eu?».
https://family.evangeli.net/pt/feria/2026-08-23

Meditação

A palavra: dos ouvidos ao coração!

No prefácio, louvamos o “Pai das misericórdias” por cuidar de todos os filhos e filhas e por nos enviar seu Filho Redentor, que encarnou essa sua bondade. Sempre se mostrou cheio de misericórdia com os pequenos e pobres, doentes e pecadores, e se fez próximo dos aflitos e oprimidos.
São Paulo reforça esse nosso dever de gratidão, lembrando-nos que esse amor por nós-filhos é total gratuidade. Vem de plena iniciativa sua. “Ó profundidade da riqueza, da sabedoria e da ciência de Deus! […] Quem foi seu conselheiro? […] Quem se antecipou em dar-lhe alguma coisa, de maneira a ter direito a uma retribuição?”
E esse paternal cuidado com o próximo, Ele quer ver impresso e atuante em nosso humano coração, sonhado já na criação, como imagem-semelhança sua. Sobna era administrador do palácio do rei Ezequias e se servia do cargo público em proveito próprio. Pelo profeta Isaías, Deus lhe tira a autoridade e a passa e Eliacim, que “será um pai para os habitantes de Jerusalém e para a casa de Judá”.
Eis o que Deus espera de todo exercício de autoridade. Aliás, autoridade vem do verbo augeri, que significa fazer crescer, estar a serviço de sempre mais vida para o outro.
E não é o que ainda vislumbramos na profissão de fé de Pedro, resposta que ele dá em seu nome, mas também no de todos os discípulos interrogados por Jesus? “E vós quem dizeis que eu sou?” Resposta elogiada por Jesus, “porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu”.
Eis a resposta: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. O Messias ou Salvador que o Pai prometera, e agora enviava, era Jesus, seu Filho por excelência, como a dizer que a salvação que nos oferece é filiação, é nos fazermos filhos e filhas a partir de seu eterno Filho, Jesus.
Essa adesão de fé de Pedro e dos demais discípulos de todos os tempos é a pedra com que Jesus constrói sua Igreja, sua Família de irmãos e irmãs na terra.
E se o Filho faz o que vê o Pai fazer, e o Pai ensina ao Filho o que Ele mesmo faz (cf. Jo 5,19), então Jesus sempre cheio de misericórdia com os pequenos, pobres, doentes e pecadores, e próximo dos aflitos e oprimidos, encarna entre nós aquele cuidado do Pai para com todos seus filhos e filhas.
Então, aprender com Jesus essa misericórdia e praticá-la é estarmos acolhendo o Messias e a salvação que nos traz: fazermo-nos igualmente filhos e filhas do Deus vivo.
Pe. Domingos Sávio, C.Ss.R.
https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=23%2F08%2F2026&leitura=meditacao


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