sexta-feira, 6 de março de 2026

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 06/03/2026

ANO A


Mt 21,33-43.45-46

Comentário do Evangelho

A Vinha do Senhor: O Chamado à Fidelidade e aos Frutos


A parábola dos vinhateiros homicidas é um sério aviso sobre a responsabilidade de dar frutos no Reino de Deus. Jesus apresenta-Se como o Filho enviado pelo Pai, a “pedra angular” que foi rejeitada pelos construtores, mas que se tornou o fundamento de tudo. Neste tempo quaresmal, somos convidados a olhar para a nossa própria vida: que tipo de frutos estamos a entregar ao Senhor? A vinha, que é a Igreja e o nosso próprio coração, exige cuidado e fidelidade. Rejeitar a mensagem de Cristo é fechar as portas à salvação. É tempo de reconhecer Jesus como o centro da nossa existência e produzir frutos de justiça, amor e paz.
https://catequisar.com.br/liturgia/06-03-2026/

Comentário do Evangelho

O Reino de Deus vos será tirado e será confiado a um povo que produza seus frutos


A parábola dos vinhateiros vai além da parábola da vinha em Isaías 5,1-5. Ao invés de aplicar a parábola a todo o povo, Jesus a dirigiu aos sumos sacerdotes e aos anciãos. De modo eficaz, Jesus não só contou a parábola, mas também envolveu seus destinatários, como se estivessem em um tribunal. Deus, o dono da vinha, não se tornou o juiz dos crimes cometidos, pois a sentença foi dada pelos próprios destinatários da parábola, que acabaram julgando a si mesmos. Pela lógica da narrativa, essa parábola foi contada pouco antes de Jesus ser preso, julgado e condenado à morte. Se, por um lado, serviu para antecipar o que foi feito a Jesus, por outro lado, poderia ter provocado a conversão dos destinatários. A aplicação da parábola, então, não se resume ao judaísmo da época de Jesus; também foi um alerta para que a comunidade dos discípulos não viesse a cometer os mesmos erros.
Pe. Leonardo Agostini Fernandes, ‘A Bíblia dia a dia 2026’, Paulinas.
Fontes: https://www.facebook.com/ParoquiaSantaCruzCampinas e https://www.comeceodiafeliz.com.br/evangelho/o-reino-de-deus-vos-sera-tirado-e-sera-confiado-a-um-povo-que-produza-seus-frutos-06032026

Reflexão

A referência à vinha, recordando a profecia de Isaías 5, remete imediatamente ao Reino, inicialmente prometido a Israel, o povo escolhido. Como Israel rejeitou e matou seus profetas, e até mesmo o Filho de Deus, o Reino passa a ser destinado a outro povo eleito, formado por todos os que escutam a Palavra e aceitam seguir o único Mestre, Jesus Cristo. Indiretamente, esta parábola reforça a divindade de Cristo, que não é simplesmente mais um profeta, mas o próprio Filho enviado pelo Pai eterno, Criador de todas as coisas.
(Dia a dia com o Evangelho 2026)
https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/6-sexta-feira-11/

Reflexão

«A pedra que os construtores rejeitaram, esta é que se tornou a pedra angular»

Rev. D. Melcior QUEROL i Solà
(Ribes de Freser, Girona, Espanha)

Hoje, Jesus, por meio da parábola dos vinhateiros homicidas, fala-nos da infidelidade; compara a vinha com Israel e os vinhateiros com os chefes do povo escolhido. Foi a estes e a toda a descendência de Abraão que tinha sido confiado o Reino de Deus, mas tinham maltratado esta herança: «Por isso vos digo: o Reino de Deus vos será tirado e entregue a um povo que produza frutos» (Mt 21,43).
No início do Evangelho segundo São Mateus, a Boa Nova parece ser dirigida unicamente a Israel. O povo escolhido, já na Antiga Aliança, tem a missão de anunciar e de levar a salvação a todas as nações. Mas Israel não foi fiel à sua missão. Jesus, o mediador da Nova Aliança, congregará à sua volta os doze Apóstolos, símbolo do “novo” Israel, chamado a dar frutos de vida eterna e a anunciar a todos os povos a salvação.
Este novo Israel é a Igreja, todos os batizados. Nós temos recebido, na pessoa de Jesus e na Sua mensagem, uma graça única que temos que fazer frutificar. Não podemos conformar–nos com uma vivência individualista e fechada à nossa fé; há que comunicá-la e oferecê-la a cada pessoa que está próxima de nós. Daqui decorre que o primeiro fruto é viver a nossa fé no calor da nossa família, bem como no da comunidade cristã. Tal será simples pois «onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, Eu estou no meio deles» (Mt 18,20).
Mas trata-se de uma comunidade cristã aberta, o que quer dizer que é eminentemente missionária (segundo fruto). Pela força e pela beleza do Ressuscitado “no meio de nós”, a comunidade atrai através todos os seus gestos e atos, e cada um dos seus membros goza da capacidade de envolver homens e mulheres na nova vida do Ressuscitado. E um terceiro fruto consiste em que vivamos na convicção e na certeza de que no Evangelho encontramos a solução para todos os problemas.
Vivamos no santo temor de Deus, para que não aconteça que o Reino de Deus nos seja tirado e dado a outros.

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «Deus não precisa dos nossos trabalhos, mas da nossa obediência» (São João Crisóstomo)

- «O mau trato aos servos reflecte a história dos profetas, o seu sofrimento ... Embora o" filho" tenha o mesmo destino, o "Mestre" não abandonará a vinha: a arrendará a outros... Não é isto uma descrição do nosso presente?» (Bento XVI)

- «A Igreja é a agricultura ou o campo de Deus. Nesse campo cresce a oliveira antiga, de que os patriarcas foram a raiz santa e na qual se realizou e realizará a reconciliação de judeus e gentíos (Rm 11,13-26). Ela foi plantada pelo celeste Agricultor como uma vinha eleita. A verdadeira Videira é Cristo: é Ele que dá vida e fecundidade aos sarmentos, isto é, a nós que, pela Igreja, permanecemos n'Ele, e sem o Qual nada podemos fazer» (Catecismo da Igreja Católica, nº 755)
https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-03-06

Reflexão

Atualidade da “Parábola da vinha e seus arrendatários”

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje, Jesus retoma —modificando-o— o “canto da vinha” de Isaias (5,1-7): a vinha aparecia como imagem da “esposa”, Israel: aqueles aos que Deus tinha mostrado o caminho da “Torá”, mas que corresponderam quebrando a Lei...
Agora, nas palavras de Jesus, Israel está representado pelos arrendatários. A história da luta de Deus —continuamente renovada— por e com Israel, mostra-se em uma sucessão de “servos” que, por ordem do dono, chegam para coletar a renda. O maltrato aos servos reflete a história dos profetas, seu sofrimento... Embora o “Filho” terá a mesma sorte, o “dono” não abandonará a vinha: a arrendará a outros...
—Não é esta uma descrição do nosso presente? Declaramos que “Deus tem morto” e, assim, somos deus e a “vinha” é nossa! Começamos a descobrir agora as consequências de tudo isto... Porém, a morte do “Filho” não é a última palavra: Ele é a “pedra angular” que, com sua morte e ressurreição, traz um novo começo.
https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-03-06

Comentário sobre o Evangelho

Parábolas de Jesus: Os Lavradores maus


Hoje la parábola vai dirigida aos sacerdotes e notáveis de Israel. Eles mesmos são os labradores da vinha, ou seja, os pastores do Povo que o proprietário (Deus) pôs a seu cuidado. Liquidado um profeta depois de outro…
—Agora o Proprietário envia o seu próprio Filho… Vão matá-lo! E é Jesus Cristo, o Filho de Deus!
https://family.evangeli.net/pt/feria/2026-03-06

Meditação

A Palavra: dos ouvidos ao coração!

Infelizmente, a ganância e a inveja acompanham a história humana. No Antigo Testamento, José, pelos próprios irmãos, é vendido como uma simples mercadoria. No Evangelho de hoje, com uma parábola, Jesus Cristo denuncia a inveja e a ganância dos chefes dos sacerdotes e anciãos do povo, que estavam muito preocupados em ocupar lugares de honra. A inveja e a ganância, denunciadas na liturgia de hoje, continuam dominando muitos corações: muitas pessoas sofrem humilhações e perseguições porque possuem dons que incomodam outras pessoas. Enquanto esses sentimentos maléficos continuarem dominando corações, pessoas inocentes continuarão sendo perseguidas e humilhadas. As leituras da liturgia de hoje nos provocam a uma mudança de vida. Um dia prestaremos contas a Deus pelo bem ou pelo mal que fizemos.
Coleta
PURIFICAI-NOS, Ó DEUS TODO-PODEROSO, para que, pelo fervor da penitência quaresmal, cheguemos de coração sincero à Páscoa que se aproxima. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=06%2F03%2F2026&leitura=meditacao

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