domingo, 22 de fevereiro de 2026

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 14/02/2026

ANO A


Mc 8,1-10

Comentário do Evangelho


No Evangelho de hoje, Jesus realiza a multiplicação dos pães e peixes, uma das maravilhas que revelam o Seu poder sobre as necessidades humanas. O milagre ocorre quando Jesus vê a multidão faminta e, movido de compaixão, decide alimentar todos com uma pequena quantidade de comida. Ele abençoa o pouco que tem e, ao distribuí-lo, todos se alimentam e ainda sobra. Este milagre nos ensina que, em nossas limitações, Deus pode fazer grandes coisas. Quando entregamos o pouco que temos a Ele, Ele é capaz de multiplicar nossas bênçãos e de atender às necessidades daqueles ao nosso redor.
Este gesto também nos desafia a olhar para as nossas atitudes de generosidade e compaixão, seguindo o exemplo de Jesus que, ao ver a necessidade do outro, se dispõe a agir para suprir a falta.
https://catequisar.com.br/liturgia/14-02-2026/

Reflexão

Cinco ou sete pães? Dois ou mais peixes? Cinco ou quatro mil pessoas alimentadas? Doze ou sete cestos recolhidos com as sobras? Nada disso importa de verdade. Temos mais de uma narração da multiplicação dos pães, cada uma delas coberta de simbologia. Todos os números e cada pequeno detalhe apresentado têm uma explicação e querem transmitir um ensinamento, como nos mostram os exegetas. O essencial, porém, é percebermos que Jesus alimenta a multidão e que o pouco de cada um, quando colocado em comum, gera muitos frutos e é capaz de saciar um número enorme de pessoas. E, obviamente, não estamos falando apenas de comida!
(Dia a dia com o Evangelho 2026)
https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/14-sabado-12/

Reflexão

«Não têm o que comer»

Rev. D. Carles ELÍAS i Cao
(Barcelona, Espanha)

Hoje, tempo de inclemência e ansiedade, também Jesus nos chama para dizer-nos o que sente «Tenho compaixão dessa multidão, porque já faz três dias que está comigo e não têm nada para comer» (Mc 8,2). Hoje, com a paz em crise, pode abundar o medo, a apatia, o recurso à banalidade e à evasão: «Não têm o que comer».
A quem chama o Senhor? Diz o texto: «Naqueles dias, havia de novo uma grande multidão e não tinham o que comer. Jesus chamou os discípulos e disse:» (Mc 8,1), quer dizer, me chama a mim, para não os despedir em jejum, para dar-lhes algo. Jesus se compadeceu —esta vez em terra de pagãos porque também têm fome.
Ah!, e nós —refugiados em nosso pequeno mundo— dizemos que nada podemos fazer. «Os discípulos disseram: «Onde alguém poderia saciar essa gente de pão, aqui no deserto?» Como poderá alguém saciar de pão estes aqui no deserto?» (Mc 8,4). De onde tiraremos uma palavra de esperança certa e firme, sabendo que o Senhor estará conosco cada dia até o fim dos tempos? Como dizer aos crentes e aos incrédulos que a violência e a morte não são soluções?
Hoje, o Senhor nos pergunta, simplesmente, quantos pães temos. Os que sejam eles necessitam. O texto diz «sete», símbolo para pagãos, como doze era símbolo para o povo judeu. O Senhor quer chegar a todos —por isso a Igreja quer ser reconhecida a si mesma desde sua catolicidade— e pede tua ajuda. Dá tua oração: é um pão! Da tua Eucaristia vivida: é outro pão! Dá tua decisão pela reconciliação com os teus, com os que te ofenderam: é outro pão! Dá tua reconciliação sacramental com a Igreja: é outro pão! Dá teu pequeno sacrifício, teu jejum, tua solidariedade: é outro pão! Dá teu amor a sua Palavra, que te dá consolo e forças: é outro pão! Dá, finalmente, o que Ele te peça, mesmo que creias que só é um pouco de pão.
Como nos diz são Gregório de Nisa, «aquele que compartilha seu pão com os pobres se constitui em parte daquele que, por nós, quis ser pobre. “Pobre foi o Senhor, não temas a pobreza».

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «"Partir o pão" para o Senhor significa a manifestação do mistério da Eucaristia. A sua ação de graças significa a alegria que a salvação do género humano lhe dá. A entrega do pão aos seus discípulos para que o repartam significa que transmitiu aos Apóstolos a tarefa de distribuírem o sustento da vida, á Sua Igreja» (São Beda, o Venerável)

- «Este milagre não pretende satisfazer a fome apenas de um dia, mas é um sinal do que Cristo está disposto a fazer para a salvação de toda a humanidade, oferecendo a Sua carne e Seu sangue» (Francisco)

- «Fração do Pão, porque este rito, próprio da refeição dos judeus, foi utilizado por Jesus quando abençoava e distribuía o pão como chefe de família (...). É por este gesto que os discípulos O reconhecerão depois da sua ressurreição e é com esta expressão que os primeiros cristãos designarão as suas assembleias eucarísticas (...)» (Catecismo da Igreja Católica nº 1.329)
https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-02-14

Reflexão

Multiplicação dos pães. Prioridade do espiritual

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje consideramos a primeira multiplicação dos "pães". É um dos grandes relatos relacionados com o "pão" na vida de Jesus. Por que se faz nesse momento o que antes —também no deserto— foi rejeitado como tentação?
As pessoas haviam chegado para escutar a Palavra de Deus e haviam deixado tudo de lado. E assim, como pessoas que abriram seu coração a Deus e aos outros em reciprocidade, podem receber o pão de modo adequado. Este milagre dos pães supõe três elementos: 1) A busca de Deus, de sua palavra, com uma reta orientação de toda a vida; 2) O pão se pede a Deus; 3) um elemento fundamental é a mútua disposição a compartilhar (escutar a Deus se converte em viver com Deus, e leva da fé ao amor, ao descobrimento do outro).
—Jesus não é indiferente à fome dos homens, às suas necessidades materiais, mas as situa no contexto adequado e lhes concede a devida prioridade.
https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-02-14

Comentário sobre o Evangelho

A multiplicação dos pães e peixes: «Comeram e ficaram saciados»


Hoje, Jesus abre o seu coração: «Sinto compaixão desta gente, porque já há três días que estão comigo…». Três dias com o Mestre! Primeiro deu-lhes o “alimento” da alma: ensinamentos religiosos. Depois, Jesus, correspondendo à fidelidade dos seus seguidores, não permite que se vão embora com fome: houve alimento para todos (mais de 20.000 pessoas).
- Alguns, talvez já se tivessem ido embora. Há sempre almas com pressa! Imaginas o que perderam?

Meditação

A Palavra: dos ouvidos ao coração! Aquela grande multidão que seguia Jesus Cristo tinha fome da Palavra do Senhor, mas, naquele deserto, aquele povo também teve fome de pão. No deserto não há pão. Todavia, Jesus Cristo, aquele que tem o poder para curar todas as enfermidades, aquele que tem o poder para ressuscitar os mortos, aquele que tem o poder de andar sobre as águas também tem o poder para multiplicar os pães e matar a fome do povo faminto. Antes de partilhar o pão, Jesus pede para o povo sentar-se. Depois que todos estavam sentados, aconteceu a grande partilha. Todos comeram, todos ficaram saciados e, dos pedaços que sobraram, foram recolhidos sete cestos cheios. Jesus Cristo, o Deus que alimentou o povo faminto, está presente entre nós na Sagrada Eucaristia.

Oração
Ó DEUS, pelos Santos irmãos Cirilo e Metódio, concedestes a luz da verdade aos povos eslavos; dai-nos acolher em nossos corações as palavras da vossa doutrina, e fazei de nós um povo unido na verdadeira fé e no fiel testemunho do Evangelho. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
Fonte: a12 - Reze no Santuário - Deus Conosco em 14/02/2025

Nenhum comentário:

Postar um comentário