domingo, 22 de fevereiro de 2026

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 15/02/2026

ANO A


6º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Ano A – Verde

Eu, porém, vos digo…” Mt 5,22a

Mt 5,17-37 (Mais longo)

OU

Mt. 5,20-22a.27-28.33-34a.37 (Mais breve)

Ambientação

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Após as bem-aventuranças, hoje a Liturgia da Palavra nos apresenta uma série de regras morais, que Cristo antes de anula-las, as coloca em um grau ainda maior de exigência, fazendo ver que a vida Nele, exige de nós decisões radicais.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, que alegria estarmos na Casa de Deus! Hoje, dia do Senhor, a sua Igreja se reúne para bendizer ao Pai, por Cristo, na força do Espírito Santo. Ele é o cumprimento das promessas divinas, escritas na Lei e anunciadas pelos profetas. Queremos ouvir sua Palavra, acolher seus mandamentos de vida e nos alimentar do Pão da salvação, para sairmos daqui mais dispostos a anunciar o Reino celeste com nosso modo de viver. Louvemos, pois, ao Senhor nosso Deus!

FELIZES OS QUE GUARDAM OS PRECEITOS DO SENHOR

Nosso Senhor diz no Evangelho da Missa de hoje que não veio destruir a antiga Lei, mas dar-lhe a sua plenitude: ou seja, Jesus restaura, aperfeiçoa e eleva a uma ordem superior os preceitos do Antigo Testamento.
O Livro do Eclesiástico propõe-nos uma vida de acordo com o plano de Deus: “se quiseres observar os mandamentos, eles te guardarão; se confias em Deus, tu também viverás”. Jesus, por outro lado, fala com autoridade, ampliando os preceitos da Antiga Lei: “Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim para abolir, mas para dar-lhes pleno cumprimento. Em verdade, eu vos digo: antes que o céu e a terra deixem de existir, nem uma só letra ou vírgula serão tiradas da Lei, sem que tudo se cumpra. Portanto, quem desobedecer a um só destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será considerado o menor no Reino dos Céus. Porém, quem os praticar e ensinar será considerado grande no Reino dos Céus... Vós ouvistes o que foi dito aos antigos: ‘Não matarás! Quem matar será condenado pelo tribunal’.
Eu, porém, vos digo: todo aquele que se encoleriza com seu irmão será réu em juízo; quem disser ao seu irmão: ‘patife!’ será condenado pelo tribunal; quem chamar o irmão de ‘tolo’ será condenado ao fogo do inferno.” Jesus é muito radical, aparentemente: a razão se deve a que não pode mos colocar em risco a nossa felicidade eterna: “Não cometerás adultério. Eu, porém, vos digo: Todo aquele que olhar para uma mulher, com o desejo de possuí-la, já cometeu adultério com ela no seu coração. Se o teu olho direito é para ti ocasião de pecado, arranca-o e joga-o para longe de ti! De fato, é melhor perder um de teus membros, do que todo o teu corpo ser jogado no inferno”. Quem se atreverá a interpretar a Palavra divina ao seu gosto, ousar mudá-la ou atenuá-la? Por isso o Senhor nos adverte hoje: “Aquele que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar assim aos homens, será declarado o menor do reino dos céus.” Somos convidados a defender e preservar o depósito da Fé Católica, porque ela é o caminho seguro nesta vida. Da nossa perseverança na fé e na vida cristã depende a salvação das nossas almas e das almas das pessoas que dependem de nós. Devemos conhecer bem e proteger cuidadosamente esse conjunto de verdades e preceitos que constituem o depósito da fé e da moral cristãs, pois é o tesouro que o Senhor nos entrega através da Igreja, para que possamos andar seguros no caminho da salvação. E protegemo-lo especialmente quando fomentamos a piedade pessoal na oração constante e na recepção dos sacramentos (especialmente a Confissão e a Eucaristia), quando nos propomos alimentar uma formação doutrinal adequada às nossas circunstâncias e também quando somos prudentes nas leituras. “Felizes aqueles cuja vida é pura e que seguem a lei do Senhor. Felizes os que guardam com esmero os seus preceitos e o procuram de todo o coração”, diz o Salmo responsorial, avivando a nossa disposição de seguir fielmente o Senhor.
A fé é o nosso maior tesouro e não podemos expor-nos a perdê-la ou deixar que se deteriore. Não há nada que valha a pena em comparação com a fé. Por isso clamamos: “Mostrai-me, Senhor, o caminho das vossas leis [...]. Ensinai-me a cumprir a vossa vontade”, continuamos a dizer a Deus com palavras do salmo. Como lemos na segunda leitura: “Nenhum dos poderosos deste mundo conheceu essa sabedoria. Pois, se a tivessem conhe- cido, não teriam crucificado o Senhor da glória. Mas, como está escrito, ‘o que Deus preparou para os que o amam é algo que os olhos jamais viram nem os ouvidos ouviram nem coração algum jamais pressentiu’". A doutrina de Jesus Cristo tem um valor perene para os homens de todos os tempos e é um tesouro que cada geração recebe das mãos da Igreja, que o guarda fielmente com a assistência do Espírito Santo e o expõe com autoridade.
D. Carlos Lema Garcia
Bispo Auxiliar de São Paulo
Vigário Episcopal para a Educação

Comentário do Evangelho

A Justiça do Reino: Cumprindo a Lei com o Coração


O Evangelho de hoje nos convida a refletir sobre a continuidade do ensinamento de Jesus a respeito da Lei. Ele não veio abolir a Lei, mas cumprir. Em Mateus 5,17-37, Jesus nos ensina que a verdadeira justiça não se resume ao cumprimento externo da Lei, mas envolve a transformação interior do coração humano. A sua proposta é superar a mera obediência ritualística, promovendo uma justiça mais profunda, que toca as intenções e os sentimentos do ser humano. Ele nos chama a buscar a perfeição, amando inclusive nossos inimigos, e nos ensina que o coração puro é o caminho para a plenitude do Reino de Deus.

Reflexão

O texto que lemos hoje faz parte do Sermão da montanha, segundo o Evangelho de Mateus. Jesus começa se defendendo ao dizer que não veio abolir a “Lei e os Profetas”, mas mostrar o valor além da superficialidade ou da interpretação fundamentalista. O Mestre defende a Escritura, pois foi dada a Israel para ensinar o caminho da justiça, vista como cumprimento da vontade de Deus. Nos exemplos apresentados, Jesus mostra o jeito correto de interpretar o “espírito da Lei”. Jesus esclarece ou reinterpreta os três mandamentos: do respeito pela vida dos outros, da fidelidade conjugal e da verdade das palavras. “Não matar” significa muito mais do que derramar o sangue do outro. “Não cometer adultério e não repudiar a mulher”: propõe fidelidade mútua e direitos e deveres iguais entre marido e mulher, de modo que haja transparência e honestidade entre eles. “Não jurar falso”: os juramentos não garantem relações baseadas na verdade e na confiança. O cumprimento dos Mandamentos de Deus leva à perfeição do amor.
(Dia a dia com o Evangelho 2026)

Reflexão

«Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas»

Pe. Givanildo dos SANTOS Ferreira
(Brasilia, Brasil)

Hoje, Jesus nos diz: «Vim para cumprir a Lei» (Mt 5, 17). O que é a Lei? O que são os Profetas? Por Lei e Profetas, entendem-se dois conjuntos distintos de livros do Antigo Testamento. A Lei refere-se aos escritos atribuídos a Moisés; os Profetas, como o próprio nome o indica, são os escritos dos profetas e os livros sapienciais.
No Evangelho de hoje, Jesus refere-se àquilo que consideramos o resumo do código moral do Antigo Testamento: os mandamentos da lei de Deus. Segundo o pensamento de Jesus, a Lei não consiste em princípios meramente externos. Não. A Lei não é uma imposição vinda de fora. Muito pelo contrário. Na verdade, a Lei de Deus corresponde ao ideal de perfeição que está radicado no coração de cada homem. Esta é a razão pela qual o cumpridor dos mandamentos não somente torna-se realizado em suas aspirações humanas, mas também atinge a perfeição do cristianismo, ou, nas palavras de Jesus, atinge a perfeição do reino de Deus: «Quem os praticar e ensinar, será considerado grande no reino dos céus» (Mt 5, 19).
«Eu, porém, digo-vos» (Mt 5,22). O cumprimento da Lei não se resume à letra, visto que “a letra mata, mas o espírito vivifica” (2Cor 3,6). É neste sentido que Jesus empenha sua autoridade para interpretar a Lei segundo seu espírito mais autêntico. Na interpretação de Jesus, a Lei é ampliada até as suas últimas consequências: o respeito pela vida está ligado à erradicação do ódio, da vingança e da ofensa; a castidade do corpo passa pela pureza das intenções; a perfeição do matrimônio passa pela fidelidade e pela indissolubilidade; a verdade da palavra dada passa pelo respeito aos pactos. Ao cumprir a Lei, Jesus, «revela o homem ao próprio homem e manifesta-lhe sua vocação mais profunda» (Concílio Vaticano II).
O exemplo de Jesus convida-nos àquela perfeição da vida cristã que realiza com ações o que se prega com palavras.

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «Deus não aceita o sacrifício de quem causa desunião: Deus quer ser pacificado com orações de paz. A mais bela obrigação para com Deus é a nossa paz, a nossa harmonia» (São Cipriano)

- «Rezar por aquele com quem estamos irritados é um belo passo no amor, e é um ato evangelizador» (Francisco)

- «‘Não devais a ninguém coisa alguma, a não ser o amor de uns para com os outros’ (Rm 13, 8). A comunhão da Santíssima Trindade é a fonte e o critério da verdade de toda a relação (…)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 2.845)
https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-02-15

Reflexão

Homem e mulher: idêntica dignidade na complementaridade

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje, consideramos que a Bíblia revela a “igualdade existencial” entre homem e mulher, ambos são “uma” criatura e tem “uma” dignidade humana. Simultaneamente, outro aspecto é a “referência mútua” a pessoa foi criada para necessitar um do outro, para superar-se a si mesma, necessita o complemento. Não foi criada para estar só, o bom para ela não é a solidão, e sim a comunidade. Tem que buscar e encontrar-se no outro.
Mulher e homem: trata-se de um mesmo ser humano. E como o corpo não é só uma vestimenta externa da pessoa, a diferença física é uma diferença que interpenetra em toda a pessoa e determina duas formas de ser pessoa. Neste sentido, convém ajustar os exageros tanto das teorias igualitárias como das teorias diferenciadas.
Homem e mulher se pertencem, Possui dons que devem implantar, para que desse modo, fazer aflorar e amadurecer o ser humano em toda a sua amplitude. Tudo isso, implica em um desafio, O amor é uma exigência que não me deixa intacto.
https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-02-15

Comentário sobre o Evangelho

Jesus aos discípulos: «Eu vim para cumprir a Lei dos Profetas»


Hoje, Jesus fala em tom severo. Dirige-se a nós para nos defender da hipocrisia de alguns fariseus e escribas. Eles diziam que o Mestre nos afasta da Lei que Deus entregou a Moisés. É falso! Os Dez Mandamentos são sempre válidos: honrar os pais, não matar, não roubar…
- Mas os homens complicam tudo: agindo como aqueles fariseus, acabamos por converter em “dogmas” leis humanas - nem sempre justas - e menosprezamos as leis divinas… E isso não é bom!
https://family.evangeli.net/pt/feria/2026-02-15

HOMILIA

Espiritualidade Bíblico-Missionária

Quando nos deixamos conduzir pela Palavra do Senhor, descobrimos a imensidão do amor do Senhor por nós. A LEI do Novo Testamento é o AMOR ÁGAPE com o qual o Senhor nos amou: amor que serve, que gera a vida, que faz transformar. O Evangelho é o Catequista que se põe ao lado da gente e nos educa nos valores do Reino, que nos traz a vida e nos faz chegar à vida plena.
O Livro do Eclesiástico, que é um Livro sapiencial, deixa claro que podemos escolher, e a vontade de Deus é nossa liberdade de escolha. Então, podemos colocar as mãos no fogo ou na água. A escolha é nossa! O que escolhermos Deus irá respeitar, mas temos de estar atentos, pois, em nome da liberdade podemos escolher errado, não o que nos constrói, mas o que pode nos arruinar. O perigo é a autossuficiência. Aqui o amor não tem vez, muito menos voz.
O caminho do céu tem sinais reais entre nós. Os mandamentos são um dos sinais, pois há ainda os sacramentos que, vividos dignamente, nos conduzem para o coração de Deus. Essa é a escolha que devemos fazer: a que nos leva ao coração de Deus.
O Evangelho continua o pensamento do livro do Eclesiástico, mas agora é o próprio Cristo que vem nos dizer que os “mandamentos” não são para cumprir uma série de regras, regras externas, respeito restrito à Lei. Cristo nos ensina a trabalhar nosso interior, e aí fazer nossa adesão a Deus, cumprindo seu desejo, seu ensinamento, seu mandamento, que vão de encontro com a vida, e não com regras e normas caducas.
Talvez tenhamos quem deseja um catolicismo marcado por regras e determinações, uma Igreja ajustada às ideologias dominantes, em vez de uma Igreja do lava-pés, do bom samaritano, do anúncio da verdade, da profecia que mexe na raiz das estruturas injustas. Isso é preferir um Deus que se ajuste aos meus pensamentos e desejos, não o Deus de Jesus, o do Evangelho. Esse faz a gente ser gente! Um catolicismo vivido com base na Lei não vem libertar o povo da escravidão e opressão. Jesus agiu muito, muito diferente. Seu ensinamento nos abre para a fraternidade, para a justiça, para a transformação da morte em vida. Os sábios e entendidos ainda usam a Lei não para amar, mas para se beneficiar.
Cristo espera, pois, que seu ensinamento gere novos cristãos, comprometidos com a defesa da vida e da verdadeira liberdade. Onde houver dominação, injustiça, opressão, aí deve estar o cristão, pois Cristo ali estaria para oferecer a vida. Religião não é Lei, é vida!
Redação “Deus Conosco”
Fonte: a12 - Reze no Santuário - Deus Conosco em 12/02/2023

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