segunda-feira, 3 de agosto de 2020

GOTAS DE MISERICÓRDIA - Diário de Santa Faustina §1711


Diário de Santa Faustina §1711

A verdadeira grandeza da alma consiste em amar a Deus e humilhar-se em Sua presença, esquecer inteiramente de si e não dar valor algum a si mesmo, porque grande é o Senhor, mas somente pelos humildes tem predileção e aos orgulhosos sempre se opõe.

JESUS, EU CONFIO EM VÓS!





Sorrindo Pra Vida - 03/08/2020


Canal do Youtube - Canção Nova Play

Publicado em 3 de ago. de 2020

LEITURA ORANTE DO DIA - 03/08/2020



LEITURA ORANTE

Mt 14,22-36 - Quando a minha fé vacila


Meu Deus, vinde libertar-me, apressai-vos, Senhor, em socorrer-me. Vós sois o meu socorro e o meu libertador; Senhor, não tardeis mais (Sl 69,2.6).
Preparamo-nos para a Leitura Orante, rezando, com todos:
Espírito de verdade,
a ti consagro a mente e meus pensamentos: ilumina-me.
Que eu conheça Jesus Mestre
e compreenda o seu Evangelho.
Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Lemos atentamente, na Bíblia, o texto: Mt 14,22-36, e observamos pessoas, palavras, relações, lugares.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 
22 Jesus mandou que os discípulos entrassem na barca e seguissem, à sua frente, para o outro lado do mar, enquanto ele despediria as multidões. 23 Depois de despedi-las, Jesus subiu ao monte para orar a sós. A noite chegou, e Jesus continuava ali, sozinho. 24 A barca, porém, já longe da terra, era agitada pelas ondas, pois o vento era contrário. 25 Pelas três horas da manhã, Jesus veio até os discípulos, andando sobre o mar. 26 Quando os discípulos o avistaram andando sobre o mar, ficaram apavorados e disseram: “É um fantasma”. E gritaram de medo. 27 Jesus, porém, logo lhes disse: “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!” 28 Então Pedro lhe disse: “Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro, caminhando sobre a água”. 29 E Jesus respondeu: “Vem!” Pedro desceu da barca e começou a andar sobre a água, em direção a Jesus. 30 Mas, quando sentiu o vento, ficou com medo e, começando a afundar, gritou: “Senhor, salva-me!” 31 Jesus logo estendeu a mão, segurou Pedro e lhe disse: “Homem fraco na fé, por que duvidaste?” 32 Assim que subiram na barca, o vento se acalmou. 33 Os que estavam na barca prostraram-se diante dele, dizendo: “Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!” 34 Após a travessia, desembarcaram em Genesaré. 35 Os habitantes daquele lugar reconheceram Jesus e espalharam a notícia por toda a região. Então levaram a ele todos os doentes; 36 e pediam que pudessem ao menos tocar a barra de sua veste. E todos os que a tocaram ficaram curados.
Refletindo
Jesus e os discípulos atravessaram o lago e chegaram à região de Genesaré. Ali o povo reconheceu Jesus e avisou todos os doentes das regiões vizinhas. Então muitas pessoas levaram doentes a ele, pedindo que deixasse que os doentes pelo menos tocassem na barra da sua roupa. E todos os que tocavam nela ficavam curados.
Enquanto Jesus reza, sozinho, no monte, os discípulos navegam no lago. Jesus tinha ordenado aos discípulos que subissem no barco e fossem à  frente, para o lado oeste do lago. Para quê? Certamente para testemunhar a outros povos que a nova sociedade se constrói pela partilha, como tinham visto na partilha dos pães e dos peixes. Mas isto não foi fácil. O mar estava agitado. As ondas batiam com força contra o barco. O que significava isto? Significava a resistência dos discípulos e nossa para compreender o projeto de Deus para todos. De madrugada Jesus vai ao encontro deles, caminhando sobre as ondas. Os discípulos, já amedrontados, pensam que é um fantasma. Não reconhecem o Mestre. Ele os acalma dizendo-lhes: “Coragem! Sou eu! Não tenham medo!” E Pedro lança um desafio, como um teste: “Se é o Senhor mesmo, mande que eu vá andando em cima da água até onde o Senhor está”. E Jesus aceita: “Venha!” Um desafio ousado, como se Pedro quisesse participar da divindade e do poder de Jesus. Exigia uma grande fé, entrega total, abandono total. Pedro não estava preparado. Sua fé balançou quando sentiu a força do vento, ficou com medo e começou a afundar. Jesus atende ao seu pedido de socorro e o salva.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para mim, hoje?
Este texto me convida a avaliar a minha fé. Os ventos contrários do texto lido lembram as nossas tempestades. Dizemos que temos fé, que seguimos Jesus, que ele está conosco, mas nos momentos difíceis nos apavoramos como Pedro. Também nós duvidamos quando sentimos os “ventos contrários”. Isso porque ainda não confiamos plenamente em Deus e no seu Projeto de amor.
É assim comigo?
Meditando
E para nós que também, às vezes duvidamos, dizem os bispos da América Latina: "Nestes momentos, com incertezas no coração, perguntamo-nos com Tomé: “Como vamos saber o caminho?” (Jo 14,5). Jesus nos responde com uma proposta provocadora: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14,6). Ele é o verdadeiro caminho para o Pai., quem tanto amou ao mundo que deu a seu Filho único, para que todo aquele que nele creia tenha a vida eterna (cf. Jo 3,16). Esta é a vida eterna: “que te conheçam a ti o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo teu enviado” (Jo 17,3). A fé em Jesus como o Filho do Pai é a porta de entrada para a Vida. Como discípulos de Jesus, confessamos nossa fé com as palavras de Pedro: “Tuas palavras dão vida eterna” (Jo 6,68); “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo” (Mt 16,16)." (DAp 101).

3. Oração (Vida)
O que o texto nos leva a dizer a Deus?
Rezamos,com o Salmo 118 

Ensinai-me a fazer vossa vontade!

1. Afastai-me do caminho da mentira / e dai-me a vossa lei como um presente! – R.
2. Não retireis vossa verdade de meus lábios, / pois eu confio em vossos justos julgamentos! – R.
3. Que se voltem para mim os que vos temem / e conhecem, ó Senhor, vossa Aliança! – R.
4. Meu coração seja perfeito em vossa lei, / e não serei, de modo algum, envergonhado! – R.

4. Contemplação (Vida e Missão)
Qual nosso novo olhar a partir da Palavra?
Nosso novo olhar é de fé. Em casa, na rua, no trabalho, onde estiver, em alguma situação ameaçadora ou difícil, vamos aumentar nossa confiança no Senhor, na certeza de que ele nos ajudará.

Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém. 

Ir. Patrícia Silva, fsp

LEITURA ORANTE DO DIA - 02/08/2020



LEITURA ORANTE

Mt 14,13-21 - O milagre da partilha


Iniciamos  a Leitura Orante, com todos os que se
encontram neste ambiente virtual.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Senhor, nós te agradecemos por este dia.
Abrimos nossas portas e janelas para que tu possas
Entrar com tua luz.
Queremos que tu Senhor, definas os contornos de
Nossos caminhos,
As cores de nossas palavras e gestos,
A dimensão de nossos projetos,
O calor de nossos relacionamentos e o
Rumo de nossa vida.
Podes entrar, Senhor em nossas famílias.
Precisamos do ar puro de tua verdade.

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Lemos, atentamente, o texto: Mt 14,13-21- Jesus ensina a partilhar
Ao ser informado da morte de João, Jesus partiu dali e foi, de barco, para um lugar deserto, a sós. Quando as multidões o souberam, saíram das cidades e o seguiram a pé. Ao sair do barco, Jesus viu uma grande multidão. Encheu-se de compaixão por eles e curou os que estavam doentes. Ao entardecer, os discípulos aproximaram-se dele e disseram: "Este lugar é deserto e a hora já está adiantada. Despede as multidões, para que possam ir aos povoados comprar comida!" Jesus porém lhes disse: "Eles não precisam ir embora. Vós mesmos dai-lhes de comer!" Os discípulos responderam: "Só temos aqui cinco pães e dois peixes". Ele disse: "Trazei-os aqui". E mandou que as multidões se sentassem na relva. Então, tomou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu e pronunciou a bênção, partiu os pães e os deu aos discípulos; e os discípulos os distribuíram às multidões. Todos comeram e ficaram saciados, e dos pedaços que sobraram recolheram ainda doze cestos cheios. Os que comeram foram mais ou menos cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças.
Refletindo
Sabendo da morte de João Batista, Jesus se retira. Afasta-se daquele lugar, mas não do povo. Ele ama o povo e está atento às suas necessidades. Por isso, diz o Evangelho, "as multidões souberam onde ele estava, vieram dos seus povoados e o seguiram por terra". Era "de tardinha", hora do jantar. Os discípulos sugerem a Jesus que mande o povo embora para comprar algo para comer. Era mais fácil, segundo os discípulos. E Jesus encontra uma saída diferente: "Deem vocês comida para eles". Neste texto aparecem dois tipos de sociedade: uma que tem como norma o comércio, a economia, o consumo (comprar e vender) e outra em que a prática é a da sociedade de irmãos (dar e partilhar). Na sociedade do comércio, os pobres não têm vez. Na segunda, ninguém é maior e melhor que o outro. Tudo é repartido. Na primeira sociedade a preocupação é multiplicar, aumentar lucros. Na segunda, a preocupação é dividir e que nada falte a ninguém. Jesus abençoou os pães, partiu-os e os deu aos discípulos para que distribuíssem às multidões. Todos comeram, ficaram satisfeitos e ainda encheram 12 cestos dos pedaços que sobraram. Um grande milagre! O banquete da vida!

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para nossa, hoje?
Preocupamo-nos em acumular, multiplicar?
Ou somos daquela sociedade de Jesus em que o que se tem é colocado em comum?
Será difícil?
Pode ser. Nesta sociedade em que vemos a cada instante pessoas querendo ter mais, aparecer mais, ser o melhor e maior, em que se ignora as necessidades dos demais, torna-se mesmo difícil, mas não, impossível. Deus dá em abundância a todos. Depende do nosso coração estar aberto ou não para o irmão. Se há abertura, há também a bênção de Deus e abundância para todos.
Meditando
Os bispos em Aparecida afirmam: "A Igreja é comunhão no amor. Esta é sua essência através da qual é chamada a ser reconhecida como seguidora de Cristo e servidora da humanidade. O novo mandamento é o que une os discípulos entre si, reconhecendo-se como irmãos e irmãs, obedientes ao mesmo Mestre, membros unidos à mesma Cabeça e, por isso, chamados a cuidarem uns dos outros (1 Cor 13; Cl 3,12-14)" (DAp 161).

3. Oração (Vida)
O que o texto nos leva a dizer a Deus?
Rezamos, espontaneamente, com salmos ou outras orações e concluímos  com a canção Tem gosto de Deus:

Tem gosto de Deus
Padre Zezinho

Tem gosto de Deus
O pão que a gente parte e reparte.
Tem gosto de céu
O pão que se ganhou com suor.
Tem gosto de paz
O pão que o povo não desperdiçou.

Tiveste pena do povo mandaste dar de comer
Alguém falou que era pouco tu nem
Quiseste saber. mandaste o povo sentar,
Mandaste alguém começar, alguém te
Obedeceu foi milagre, foi milagre, o milagre
Aconteceu!...

Tem gosto de amor
O pão que a gente come lá em casa.
Tem gosto de fé
O pão que a gente come no altar.
Tem gosto de luz
O pão e o vinho que me dão jesus!

Tem gosto de dor
O pão que vale mais que o salário.
Tem gosto de mel
O pão que o meu trabalho ganhou.
Tem gosto de fel
O grão de trigo que o país perdeu!

Rezo também a Oração de Jesus
Pai nosso que estais nos céus,
Santificado seja o vosso nome.
Venha a nós o vosso Reino.
Seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu.
O pão nosso de cada dia nos dai hoje.
Perdoai as nossas ofensas
Assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido
E não nos deixeis cair em tentação,
Mas livrai-nos do mal. Amém.

4. Contemplação (Vida e Missão)
Qual nosso novo olhar a partir da Palavra?
Vamos cultivar nosso olhar de fé e renovar nossa consciência de Igreja, de família que vive o mandamento do amor.

Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

Ir Patrícia Silva, fsp
https://leituraorantedapalavra.blogspot.com/

Leitura Orante
18º DOMINGO TEMPO COMUM, 02 de Agosto de 2020


SOMOS AS MÃOS DE DEUS

“Os discípulos distribuíram os pães às multidões” (Mt 14,19)

Texto Bíblico: Mateus 14,13-21

1 – O que diz o texto?

Poderíamos dizer que o relato do Evangelho deste domingo é uma parábola em ação.
A cena acontece em um “lugar despovoado”, afastado da vida cotidiana organizada segundo o pensamento da sinagoga e a lógica dominadora do império. Sair do centro, ou ser deslocado do centro, pode ser uma vantagem à hora de perceber o que Deus realiza em nossas situações concretas.
Quando Jesus e seus discípulos vão pelo mar, a multidão sai caminhando ansiosamente por terra e os alcança. Jesus é ponto de confluência de todas aquelas fomes, dispersões e diferenças. É o povo pobre das pequenas aldeias que está sofrendo grandes injustiças e muita pobreza.
De alguma maneira, este “fora” evoca a saída do povo judeu do Egito ao deserto, onde se encontrou com Deus numa experiência que o fará passar de multidão dispersa de escravos a um povo unido e livre.
O povo tomou distância com relação ao seu mundo rotineiro e agora se encontra com Jesus, que encarna a novidade de Deus ao alcance da mão. Também pode ser o “fora” de todos os excluídos da história que se encontra com Jesus, tornando realidade o sonho do Reino: o mundo da igualdade e da comunhão.
Jesus nos diz o relato, primeiro sente compaixão das multidões, e depois convida a partilhar.
Em contraste com atitude compassiva do Mestre, os discípulos, percebendo a hora avançada, pedem que as multidões sejam despedidas para que comprem pão e se alimentem. Esta é a lógica desumanizadora: devolver as pessoas às suas próprias possibilidades limitadas, à escassez e à privação que a sociedade as relegou. Os discípulos são sensíveis à fome do povo empobrecido, mas o deixam à mercê de seus próprios recursos. Não conhecem outra solução.

2 – O que o texto diz para mim?

Jesus abre outra lógica: a da partilha, frente à lógica do mercado, da apropriação e da acumulação.
Os produtos da terra estão situados na lógica do amor, que é a única força transformadora da história. Esta é a utopia do Reino: um povo reunido harmoniosamente pela mesma busca faminto e pela mesma saciedade, onde os alimentos da terra, produzidos com esforço, são compartilhados com todos, sem que ninguém negocie ou acumule.
Tudo aparece reconciliado: o cosmos, com a natureza verde e em paz; os produtos do trabalho humano, da generosidade do mar e da terra; e as pessoas, em uma relação entre elas mesmas e com Deus sem exclusões, competições nem privilégios. Isto é possível porque todos se deixaram afetar pelo dom do mesmo Reino que cresce já no coração de todos.
Só será efetiva a nova comunidade quando pães e peixes entrarem na lógica do Reino. Sem oferecer o próprio pão, os próprios recursos, a própria pessoa, não há possibilidade de construção do Reino de Deus.
Jesus não pediu a Deus que solucionasse o problema da fome, e sim, mobilizou os seus discípulos para que encontrassem uma saída diante daquela penúria. E a saída está na capacidade de partilha de todos.
Também aqui é preciso “ouvidos” e “olhos” bem abertos para encontrar a chave de compreensão da cena. Há um risco de permanecer na superfície do relato, assombrando com o prodígio da “multiplicação dos pães”. Na realidade, não foram os pães que “se multiplicaram”, mas a generosidade da partilha do alimento.
O certo é que, tudo o que as pessoas tinham, foi colocado à disposição de todos. Esta atitude desencadeia o prodígio: a generosidade se contagia e realiza o “milagre”. Quando se deixa de monopolizar os bens, eles chegam a todos. Quando os bens imprescindíveis para a vida são monopolizados, provoca-se a miséria, a fome, e a morte. Na intenção do evangelista, Jesus demonstra deste modo, que o problema não é a carência de recursos, mas a falta de solidariedade.

3 – O que a Palavra me leva a experimentar?

Realmente foi um verdadeiro “milagre” que um grupo tão numeroso de pessoas compartilhasse tudo o que tinham até conseguir que ninguém ficasse com fome. Porque o texto não fala de “multiplicar” o alimento, mas de “dividi-lo”: quando ele é partilhado, costuma sobrar.
Que acontece com os pães e os peixes nas mãos de Jesus? Não os “multiplica”. Primeiro, bendiz a Deus e lhe dá graças: aqueles alimentos vêm das mãos de Deus: são para todos.
A dinâmica normal da vida me diz que o “pão”, indispensável para a vida, deve ser adquirido com dinheiro, porque alguém o monopoliza e não o deixa chegar ao seu destino, a não ser cumprindo algumas condições que, aquele que monopolizou, impõe: o “preço”.
O que Jesus faz é livrar o pão desse monopólio injusto. O olhar voltado para o céu e a benção é o reconhecimento de que Deus é o único dono do pão e que a Ele é preciso agradecer este dom. Liberado do monopólio, o pão, imprescindível para a vida, chega a todos sem ter que pagar um preço por ele.
Em seguida, Jesus, com suas mãos solidárias, vai partindo os dons e entregando-os aos discípulos. Estes, por sua vez, prolongam as mãos de Jesus, e vão distribuindo os pães e peixes à multidão; estes alimentos vão passando de mãos e mãos, de uns aos outros. Assim, todos puderam saciar sua fome.
A multidão dispersa, transformada pelo encontro com Jesus, já é capaz de sentar-se em grupos ordenados sobre a relva, iguais, sem divisão em hierarquias, que costuma criar fissuras na comunhão. Jesus pede que todos se assentarem sobre a relva para celebrar uma grande refeição. Rapidamente, tudo muda. Aqueles que estavam a ponto de se separar para saciar sua fome em sua própria aldeia se assentam juntos em torno a Jesus, para partilhar o pouco que tem.
Os que tinham algo para comer também foram repartindo com os outros. Na realidade, o verdadeiro milagre foi o da partilha, onde as pessoas famintas não se lançam vorazmente sobre os pães numa luta para conseguir os alimentos escassos. Compartilhar gratuitamente com os outros, com desconhecidos, e não acumular o que sobra, isso sim é milagre.

4 – O que a Palavra me leva a falar com Deus?

Senhor, em cada migalha de pão, em cada pedaço de peixe, há uma história de amores e trabalhos que vão passando de mão em mão, sem cobiça devoradora. Os bens deste mundo, carregando dentro uma vocação fraterna e universal, são dons para todos.
Nesta refeição de todo o povo sobre o campo verde não se discrimina ninguém, não se pergunta a ninguém pelo seu passado, sua profissão ou sua situação moral. Todos são acolhidos como expressão das entranhas compassivas de Deus, que chama todos a compartilhar na Sua Grande Mesa festiva. Todos se sentem pessoas dignas e amadas. É a grande refeição da inclusão de todos.
Algo inaudito está começando nesse povo com a chegada de Jesus. No Reino de Deus só há uma Mesa, à qual todos são convidados, sem discriminação sem exclusão de nenhum tipo.
É assim que Jesus quer ver a nova comunidade humana.
Tenho nas mãos e no coração a opção de viver “em chave desumanizadora” (“despede as multidões!”) ou “em chave de benção” (“os discípulos distribuíram os pães às multidões”), descobrindo na vida, para além de sua fragilidade, a presença que fazia Jesus estremecer-se de compaixão quando sentia a dura situação dos prediletos do Pai.
Assim quis Deus que minhas mãos fossem a presença e o sinal de Suas mãos criadoras, que acolhem e cuidam da mãe Terra e da vida das pessoas. Sou as mãos de Deus, não só para alimentar, mas para acariciar e curar, para cuidar do planeta terra, minha casa, para “multiplicar vida”...

5 – O que a Palavra me leva a viver?

Quais são as duras situações das pessoas do mundo atual que fazem emergir novamente o apelo de Jesus: “Dai-lhes vós mesmos de comer”.
Deus torna visíveis suas mãos através de minhas mãos abertas e que compartilham. Onde eu percebo que pode ser a mão bendita de Deus que atua em favor da vida?
Quando ouço em minha eucaristia o grito de Jesus: “Dai-lhes vós mesmos de comer”?
Eu, depois de anos seguindo a Jesus, o quê sou capaz de partilhar?

Fonte:
Bíblia Novo Testamento – Paulinas: Mateus 14,13-21
Pe. Adroaldo Palaoro, sj

Sugestão:
Música: Terra, pão e lar – fx 04
Autor: Padre João Carlos
Intérprete: Padre João Carlos
CD: Grãos de areia
Gravadora: Paulinas Comep
Duração: 03:15

HOMILIA - Reze pelas almas do purgatório - Padre José Augusto (03/08/2020)


Canal do Youtube - Canção Nova Play

Publicado em 3 de ago. de 2020

HOMILIA - O Senhor nos oferece um grande banquete - Padre Marcio do Prado (02/08/2020)


Canal do Youtube - Canção Nova Play

Publicado em 2 de ago. de 2020

Ventos contrários | (Mt 14,22-36) - Meditação da Palavra de Deus - #109 - Frei Gilson



Publicado em 3 de ago. de 2020

Nada vai nos separar do amor de Deus | (Rm 8,35,37-39) - Meditação da Palavra de Deus - #108 - Frei Gilson



Publicado em 2 de ago. de 2020

Mãe Maria | Dom Walmor - 02/08/2020


Canal do Youtube: TV Horizonte

Publicado em 3 de ago. de 2020

Mãe Maria | Dom Walmor - 01/08/2020


Canal do Youtube: TV Horizonte

Publicado em 3 de ago. de 2020

A Voz do Pastor 02/08/2020 com o Cardeal Dom Orani João Tempesta


Canal do Youtube: WebTV Redentor

Publicado em 30 de jul. de 2020

18º Domingo Do Tempo Comum

Anúncio do Evangelho (Mt 14,13-21)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 13quando soube da morte de João Batista, Jesus partiu e foi de barco para um lugar deserto e afastado. Mas, quando as multidões souberam disso, saíram das cidades e o seguiram a pé. 14Ao sair do barco, Jesus viu uma grande multidão. Encheu-se de compaixão por eles e curou os que estavam doentes. 15Ao entardecer, os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram: “Este lugar é deserto e a hora já está adiantada. Despede as multidões, para que possam ir aos povoados comprar comida!”.
16Jesus, porém, lhes disse: “Eles não precisam ir embora. Dai-lhes vós mesmos de comer!”. 17Os discípulos responderam: “Só temos aqui cinco pães e dois peixes”. 18Jesus disse: “Trazei-os aqui”.
19Jesus mandou que as multidões se sentassem na grama. Então pegou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu e pronunciou a bênção. Em seguida, partiu os pães e os deu aos discípulos. Os discípulos os distribuíram às multidões. 20Todos comeram e ficaram satisfeitos, e, dos pedaços que sobraram, recolheram ainda doze cestos cheios. 21E os que haviam comido eram mais ou menos cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.