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domingo, 29 de junho de 2014
LITURGIA DIÁRIA - O Domingo – Crianças
Dia 29 – Missa de São
Pedro e São Paulo
RECADO
DO PAPA FRANCISCO:
Que
sabor estupendo adquire a vida quando nos deixamos inundar pelo amor de Deus!
sábado, 28 de junho de 2014
TERÇO DA MISERICÓRDIA - VÍDEOS - APRENDA A REZAR O TERÇO DA MISERICÓRDIA

"Quando rezarem este Terço junto aos agonizantes, Eu me colocarei entre o Pai e a alma agonizante, não como justo Juiz, mas como Salvador misericordioso".
JESUS, EU CONFIO EM VÓS!!!
APRENDA A REZAR O TERÇO DA MISERICÓRDIA
Para ser rezado nas contas do terço
No começo:
Pai nosso, que estais no céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.
Ave, Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.
Creio em Deus Pai, todo poderoso, criador do Céu e da Terra; e em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor; que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, de onde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espirito Santo, na santa Igreja Católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna Amém.
Nas contas de Pai Nosso, dirás as seguintes palavras usando o terço de Maria:
Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e dos do mundo inteiro.
Nas contas de Ave Maria rezarás as seguintes palavras:
Pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro.
No fim, rezarás três vezes estas palavras:
Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro”
(Diário, 476).
JESUS, EU CONFIO EM VÓS!!!
APRENDA A REZAR O TERÇO DA MISERICÓRDIA
No começo:
Pai nosso, que estais no céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.
Ave, Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.
Creio em Deus Pai, todo poderoso, criador do Céu e da Terra; e em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor; que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, de onde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espirito Santo, na santa Igreja Católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna Amém.
Nas contas de Pai Nosso, dirás as seguintes palavras usando o terço de Maria:
Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e dos do mundo inteiro.
Nas contas de Ave Maria rezarás as seguintes palavras:
Pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro.
No fim, rezarás três vezes estas palavras:
Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro”
(Diário, 476).

Oração do Angelus - Padre Antonello - VÍDEO - Como rezar o Ângelus
Como rezar o Ângelus:
1) O Anjo do Senhor anunciou a Maria
- E Ela concebeu pelo poder do Espírito Santo.
Ave Maria...
2) Eis aqui a serva do Senhor.
- Faça-se em Mim segundo a vossa palavra.
Ave Maria...
3) E o Verbo Divino se fez homem,
- e habitou entre nós.
Ave Maria...
4) Rogai por nós, Santa Mãe de Deus,
- para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Oremos: Derramai ó Deus, a Vossa graça em nossos corações, para que, conhecendo pela mensagem do anjo a encarnação do Vosso filho, cheguemos por Sua Paixão e Cruz à glória da ressurreição. Por Cristo, Senhor nosso. Amém.
Glória ao Pai... (repete-se 3 vezes)
1) O Anjo do Senhor anunciou a Maria
- E Ela concebeu pelo poder do Espírito Santo.
Ave Maria...
2) Eis aqui a serva do Senhor.
- Faça-se em Mim segundo a vossa palavra.
Ave Maria...
3) E o Verbo Divino se fez homem,
- e habitou entre nós.
Ave Maria...
4) Rogai por nós, Santa Mãe de Deus,
- para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Oremos: Derramai ó Deus, a Vossa graça em nossos corações, para que, conhecendo pela mensagem do anjo a encarnação do Vosso filho, cheguemos por Sua Paixão e Cruz à glória da ressurreição. Por Cristo, Senhor nosso. Amém.
Glória ao Pai... (repete-se 3 vezes)
HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA 29/06/2014
29
de Junho de 2014
ANO A

Mt 16,13-19
Comentário do
Evangelho
Mártires pelo testemunho do
amor à pessoa de Jesus Cristo.
Ao celebrarmos a festa de São Pedro e São Paulo, celebramos a
festa do que a Igreja é: Corpo de Cristo, testemunha de Jesus Cristo (At 1,8),
testemunha da vitória de Cristo sobre o mal e todas as suas manifestações e
sobre a morte. Ao celebrarmos num mesmo dia a festa desses dois mártires, tão
diferentes entre si mas unidos pelo mesmo amor à pessoa de Jesus, amor que os
levou a entregar as próprias vidas, celebramos a diversidade da Igreja e o
desafio de construir a comunhão eclesial. Um e outro puderam experimentar uma
profunda e radical transformação em suas vidas. Pedro foi encontrado pelo
Senhor às margens do Mar da Galileia, enquanto com seu irmão André lavava as
redes, depois de uma noite de pesca. A partir desse primeiro encontro, teve
início um longo caminho de transformação radical da vida, que o levou a essa
magnífica expressão de adesão radical a Jesus: “… Senhor, tu sabes tudo; tu
sabes que eu te amo” (Jo 21,17). Paulo, de perseguidor implacável da Igreja de
Cristo, foi iluminado pelo Senhor no caminho de Damasco. Essa iluminação, num
primeiro momento, o cegou para fazê-lo compreender que todo o passado dele sem
Cristo era uma grande cegueira. A luz que surpreendeu Paulo o cegou para dar a
ele uma nova luz, a luz do Cristo ressuscitado, a iluminação que é dada como
fruto da fé no Senhor, vencedor do mal e da morte.
A fé da Igreja está apoiada na rocha da fé de
Pedro e no testemunho daqueles que com Pedro foram testemunhas oculares de tudo
o que Jesus fez e ensinou. Pela fé a Igreja é revestida da luz do Cristo
ressuscitado e, pela graça do mesmo Cristo, é herdeira de sua vitória (cf. Ap
12,1-6). Deles e de todos os que viveram o tesouro da fé a ponto de darem suas
vidas, pode-se dizer que nada foi capaz de separá-los do amor de Cristo (Rm
8,35-37). Por razões diferentes, a Igreja de todos os tempos sempre foi
perseguida e ameaçada. Sempre tivemos mártires. O nosso tempo, nesse aspecto,
não faz exceção. Atrás do discurso da tolerância religiosa, esconde-se uma
verdadeira rejeição aos valores verdadeiramente cristãos. Que Deus nos dê a
graça e a força do Ressuscitado para que, apoiados na fé dos Apóstolos,
possamos, não obstante o mundo que nos cerca, dar o verdadeiro testemunho de
Cristo.
Carlos Alberto Contieri, sj
Oração
Pai, consolida minha fé, a exemplo do
apóstolo Pedro que, em meio às provações, soube dar, com o seu martírio,
testemunho consumado de adesão a Jesus.
Vivendo a Palavra
Tenhamos sabedoria, coragem e força para
testemunhar, como Pedro, que Jesus é o Messias, o Filho de Deus vivo. Assim,
quando chegarmos ao término da caminhada por esta terra, poderemos dizer como
Paulo: Combati o bom combate, terminei a minha corrida, conservei a fé. Que
assim seja!
Recadinho

Que
importância tem Jesus em sua vida? - Como você encara o papel da hierarquia da
Igreja? - Você se sente feliz por poder servir a nível de Igreja? Como serve? -
Tem facilidades para buscar maior instrução religiosa? Que meios emprega? -
Sente que no contexto de sua comunidade vive-se a união?
Padre Geraldo Rodrigues, C.Ss.R
Comentário do Evangelho
FÉ E MISSÃO
A missão de liderança confiada a Pedro exigiu
dele uma explicitação de sua fé. Antes de assumir o papel de guia da
comunidade, foi preciso deixar claro seu pensamento a respeito de Jesus, de
forma a prevenir futuros desvios.
Se
tivesse Jesus na conta de um messias puramente humano, correria o risco de
transformar a comunidade numa espécie de grupo guerrilheiro, disposto a impor o
Reino de Deus a ferro e fogo. A violência seria o caminho escolhido para fazer
o Reino acontecer.
Se o
considerasse um dos antigos profetas reencarnados, transformaria a Boa-Nova do
Reino numa proclamação apocalíptica do fim do mundo, impondo medo e terror. De
fato, pensava-se que, no final dos tempos, muitos profetas do passado haveriam
de reaparecer.
Se a
fé de Pedro fosse imprecisa, não sabendo bem a quem havia confiado a sua vida,
correria o risco de proclamar uma mensagem insossa, e levar a comunidade a ser
como um sal que perdeu seu sabor, ou uma luz posta no lugar indevido.
Só
depois que Pedro professou sua fé em Jesus, como o “Messias, o Filho do Deus
vivo”, foi-lhe confiada a tarefa de ser “pedra” sobre a qual seria construída a
comunidade dos discípulos: a sua Igreja. Entre muitos percalços, esse apóstolo
deu provas de sua adesão a Jesus, selando o seu testemunho com a própria vida,
demonstração suprema de sua fé. Portanto, sua missão foi levada até o fim.
Oração
Pai, consolida minha fé, a
exemplo do apóstolo Pedro que, em meio às provações, soube dar, com o seu
martírio, testemunho consumado de adesão a Jesus.
(O comentário
do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese
Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Senhor nosso Deus, concedei-nos os auxílios
necessários à salvação pela intercessão dos apóstolos são Pedro e são Paulo,
pelos quais destes à vossa Igreja os primeiros benefícios da fé. Por Nosso
Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
REFLEXÕES
DE HOJE
DIA 29 DE
JUNHO – DOMINGO
http://liturgiadiariacomentada2.blogspot.com.br/
VEJA AQUI
MAIS HOMILIAS PARA O PRÓXIMO DOMINGO
http://homiliadominical2.blogspot.com.br/
29 de junho – SÃO PEDRO E SÃO PAULO
Por Aíla Luzia Pinheiro Andrade
I. INTRODUÇÃO GERAL
A Igreja celebra o martírio de Pedro e de Paulo na mesma data porque
eles estiveram unidos no mesmo propósito: seguir Jesus até a morte. Ambos são
alicerces vivos do edifício espiritual que é a Igreja. Pedro evangelizou os
judeus, Paulo fez a mensagem de Jesus chegar às demais nações. A incessante
pregação de ambos foi fecundada com o martírio. Eles deram provas de até que
ponto pode ir o ser humano quando elege o projeto de Deus como opção de vida.
Não foram pessoas apenas de palavras, mas testemunhas de que a fé remove as
montanhas do egoísmo. O modo como viveram e como morreram questiona o comodismo
de nossa fé.
II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS
1. Evangelho (Mt 16,13-19): As portas do inferno não vencerão
No evangelho de hoje, Jesus faz duas perguntas aos discípulos. Na
primeira, ele quer saber o que as pessoas em geral estão dizendo a respeito
dele e, na segunda, o que os discípulos pensam sobre ele.
Com essas perguntas, pode parecer que Jesus está fazendo uma pesquisa,
para ver se a mensagem dele está agradando ao público ou se ele terá de mudar
alguma coisa que aumente o índice de audiência. Na verdade, Jesus está ocupado
em construir, na consciência coletiva, a identidade dele, ou seja, quer
estabelecer exata compreensão a respeito do Messias e, além disso, mostrar que
tipo de Messias ele é. Jesus faz essas perguntas aos discípulos porque sabe que
da correta assimilação de sua identidade depende a correta compreensão de sua
mensagem. Se alguém entende de forma errada quem é Jesus, compreenderá
erroneamente a sua mensagem e terá uma práxis totalmente diferente daquela que
ele espera.
Na resposta dos discípulos à primeira pergunta são explicitadas as diversas
esperanças messiânicas de Israel.
Pedro toma a iniciativa para responder à pergunta feita aos discípulos
sobre a identidade de Jesus. Mas é a comunidade dos discípulos, representada
por Pedro, quem diz corretamente quem é Jesus e qual sua missão. A resposta da
comunidade representada por Pedro é uma profissão de fé no “Cristo, Filho do
Deus vivo”.
Essa profissão de fé não é fruto da lógica e do esforço humano, mas é
revelação divina, pois quem o revela à comunidade é o próprio Pai, que está no
céu. Foi a abertura da comunidade à revelação divina que possibilitou
reconhecer o Cristo e confessar a fé nele. E é sobre a fé confessada no Cristo,
Filho do Deus vivo, que a Igreja é edificada. A expressão “esta pedra”
refere-se à confissão de fé e é um trocadilho com a palavra “Pedro”, por cujos
lábios ela é pronunciada. O fundamento da Igreja é Jesus, pedra angular (Mt
21,42), confessado Messias/Cristo pela comunidade de seus seguidores.
Porque a comunidade dos seguidores confessou a verdadeira identidade de Jesus
como Messias/Cristo, pedra angular ou fundamento, ela recebeu “as chaves do
reino” (e não da Igreja). O termo “chaves” significa ter acesso e, nesse caso,
remete a Is 22,22. Então, é tarefa da Igreja cuidar da obra divina, não como um
proprietário – pois o Reino é de Deus –, mas como um mordomo ou despenseiro que
cuida da casa de seu verdadeiro senhor, ao qual prestará contas de seu serviço.
E cuidar do Reino significa fazer que ele cresça neste mundo.
Então a principal tarefa da comunidade dos discípulos de Jesus, a
Igreja, é proporcionar o avanço do Reino dos céus (ou de Deus). Esse avanço
significa uma ofensiva contra tudo o que se constitui em antirreino
(representado pelo termo “inferno”). “As portas”, naquela época como hoje,
significavam o poder de defesa. Uma cidade (murada) com portas resistentes
tinha grande poder de defesa numa batalha. “As portas do inferno não
resistirão” significa que a comunidade dos discípulos de Jesus faz o Reino
avançar contra o antirreino (o inferno), e, por mais fortes que sejam os
poderes de defesa (as portas) do inferno, não conseguirão resistir por muito
tempo e por fim o Reino vencerá e será instaurado plenamente. As portas do
antirreino cairão.
Em função do avanço do reino, uma das tarefas da Igreja é “ligar ou desligar”,
mas isso não diz respeito a uma autoridade soberana do líder da Igreja. O
sentido de “ligar ou desligar” diz respeito ao âmbito da comunhão entre o fiel
e a comunidade, ou melhor, ao sacramento da reconciliação. É precisamente no
âmbito do ministério da reconciliação que a Igreja exerce a tarefa de excluir
oficialmente um membro da comunhão plena ou readmiti-lo (reconciliá-lo), uma
vez cumpridas certas condições.
Assim, “ligar” significa “algemar” alguém, ou seja, deixá-lo preso ao
pecado; e “desligar” significa romper os laços com que o pecado escraviza o ser
humano, readmitindo o pecador arrependido à comunidade salvífica.
Desse modo, “ligar ou desligar” significa fundamentalmente a faculdade
de perdoar os pecados, reconciliando o pecador com Deus, mediante a
visibilidade do sacramento, e impondo-lhes condições e obrigações que sejam o
sinal da verdadeira conversão.
2. I leitura (At 12,1-11): Foi lançado na prisão
Na primeira leitura, Pedro é envolvido no mesmo destino de Jesus,
primeiramente porque foi preso na festa dos pães sem fermento (a Páscoa). Além
disso, o texto começa com a decisão do rei Herodes de tentar destruir a Igreja,
prendendo e matando seus líderes. O rei deseja remover os pilares da casa para
fazer a construção inteira ruir. A prisão de Pedro não é um fato isolado – na
mesma época, Tiago (filho de Zebedeu) foi martirizado. O governante condena
pessoas inocentes para garantir a própria popularidade, algo semelhante ao que
foi feito a Jesus.
Os detalhes sobre como Pedro estava sendo guardado pelos soldados
romanos querem apenas assegurar que uma fuga seria impossível. Enquanto Pedro
estava preso, a Igreja reunida orava incessantemente, solidarizando-se com a
situação dele, pois constituíam um só corpo no Senhor. E ao fervor da oração
Deus respondeu com a libertação. Na noite anterior ao dia em que Herodes
apresentaria Pedro ao sinédrio para ser condenado, Deus agiu em resposta à
oração da Igreja.
O texto enfatiza que Pedro dormia enquanto esperava o próprio julgamento
e condenação. Ele teve dificuldade para saber se o que estava acontecendo era
real, o que significa que não esperava a libertação. E se mesmo assim conseguia
dormir, era porque confiava plenamente em Deus e estava preparado para morrer
por sua fé. Enquanto Pedro está sendo libertado, o texto faz questão de
ressaltar novamente que a prisão era de segurança máxima e que, apesar de todas
as precauções, Herodes não conseguiu o seu intento de destruir a Igreja.
3. II leitura (2Tm 4,6-8.17-18): Terminei minha carreira, guardei a fé
O texto da segunda leitura se refere ao momento em que Paulo estava
preso e pensava que seria condenado à morte. Suas palavras não revelam nenhuma
amargura, mas a serenidade de quem se abandonou nas mãos de Deus. O apóstolo
estava pronto para ser imolado, isto é, estava à disposição para ser morto por
causa do evangelho. Além disso, considera que a morte por causa do evangelho é
aceita por Deus como verdadeira oferta ou sacrifício.
A vida do cristão é comparada a uma batalha e a um esporte de olimpíada:
“Combati o bom combate, terminei minha carreira” (v. 7), mas em tudo a fé saiu
vitoriosa; faltava apenas subir ao pódio e receber a coroa de louros que
confirmava a vitória. Isso significa que o apóstolo sabe que Deus não deixará
sua morte sem resposta; a última palavra não é da morte, mas de Deus, que dá
vida plena aos que nele se abandonam. A ressurreição não significa um prêmio,
mas sim que Deus partilha a vida que lhe é própria (eterna) com aqueles que lhe
doaram a vida humana e efêmera. A ressurreição é grande dom de Deus e não
simples troca de uma vida por outra; a vida que doamos a Deus em nada se
compara à vida eterna que ele gratuitamente nos dá. Por isso não é um prêmio. A
coroação de que o apóstolo fala significa que a última ação é de Deus, e não do
carrasco.
III. PISTAS PARA REFLEXÃO
- As prisões dos dois apóstolos atestam que somente é verdadeiro
discípulo de Cristo quem por ele enfrenta perseguições e martírios, mantendo a
fé/fidelidade. Os exemplos de Pedro e Paulo mostram que a Igreja não é
edificada sobre homens, mas sobre a confissão de fé no Cristo ressuscitado e
ressuscitador. Tal confissão de fé não é apenas um discurso de belas palavras,
mas testemunho de vivência da fidelidade a Deus custe o que custar, mesmo que
seja a própria vida. Muitas pessoas se orgulham de que Cristo tenha entregado
as chaves do Reino para Pedro e não se lembram de que as chaves significam
serviço. Outras pessoas se ufanam de que Pedro tenha recebido a missão de
“ligar e desligar” e não sabem que o objetivo disso é manter a Igreja numa fé
autêntica e operante no mundo.
- É oportuno que o presidente da celebração evite aumentar o orgulho de
ser católico e destaque a humildade de ser cristão, pois foi isto que Cristo
nos ensinou. Também deve ficar claro, mesmo quando Pedro é o padroeiro do
lugar, que a festa é também de são Paulo. Ambos são as duas colunas principais
da Igreja.
Aíla Luzia Pinheiro Andrade
Graduada em Filosofia pela Universidade Estadual do Ceará e em Teologia
pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (Faje - BH), onde também cursou
mestrado e doutorado em Teologia Bíblica e lecionou por alguns anos.
Atualmente, leciona na Faculdade Católica de Fortaleza. É autora do livro Eis
que faço novas todas as coisas – teologia apocalíptica (Paulinas).
E-mail:
aylanj@gmail.com.
29 de junho – São
Pedro e São Paulo
EVANGELIZADORES COM ESPÍRITO
O título deste texto é também o título do capítulo V da exortação do
papa Francisco Evangelii Gaudium, a alegria do evangelho (EG). Cabe bem aqui o título porque os apóstolos
Pedro e Paulo são exemplos fidedignos de quem evangeliza com o Espírito.
Os dois apóstolos, após aquele encontro feliz com o Mestre, após a
experiência do Senhor ressuscitado, lançaram-se por inteiro à vivência e ao
anúncio da boa-nova. De tal modo, que a vida deles já não lhes pertencia, mas
ao Senhor. É a experiência do amor. Quando se encontra o amor de verdade, é ele
que dá o sentido da vida e dirige toda a ação de quem ama.
Com Pedro e Paulo foi assim. Pedro, simples pescador, deixou as redes de
pesca à beira-mar e seguiu o Mestre com o coração palpitando de alegria. Agora
já não ia pescar peixes, mas conquistar pessoas para o reino de Deus.
Certamente não tinha claro o que poderia acontecer com sua vida. Mas sabia que
algo especial acontecera consigo. Daí porque deixou imediatamente tudo e foi
atrás de Jesus.
Paulo homem culto, bem formado na cultura de seu povo e praticante
ferrenho da lei judaica, de repente se vê envolvido por uma luz forte, a ponto
de cegar com tão intenso brilho. A luz é Jesus. Outrora perseguidor dos
cristãos, a partir de então se entrega de corpo e alma ao anúncio do evangelho,
a ponto de expressar do fundo da alma a profundidade do seu amor: “Já não sou
eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim” (Gl 2,20).
Pedro e Paulo sabiam que evangelizar não era privilégio, mas obrigação.
“Ai de mim se não pregar o evangelho”, declara o apóstolo Paulo em 1Cor 9,16.
Eles tinham convicção de que sua pregação não era tão somente fruto de suas
capacidades pessoais. Sua pregação era fruto do espírito. Como ensina o papa
Francisco, “uma evangelização com espírito é muito diferente de um conjunto de
tarefas como uma obrigação pesada, que quase não se tolera ou se suporta como
algo que contradiz as nossas próprias inclinações e desejos” (EG 261).
Pedro e Paulo são o retrato de uma comunidade que se ama. Seus membros
não temem levar adiante o projeto libertador de Jesus. É uma comunidade aberta,
que testemunha com gestos concretos a novidade do evangelho. Pedro e Paulo são
exemplos fiéis desse comprometimento. Suas motivações para evangelizar
provinham da experiência do amor que receberam de Jesus. Que o testemunho dos
dois anime e fortaleça a todos nós.
Reflexão:
Pistas para a
reflexão:
I leitura: A
testemunha de Jesus incomoda e por isso, a exemplo do mestre, sofre ameaças.
II leitura: Após
reconhecer que concluiu a missão com fidelidade, o cristão encara o fim da vida
com serenidade.
Evangelho: A
comunidade cristã recebe de Jesus a missão de acolher e partilhar o perdão, dom
de Deus.
Santos Pedro e
Paulo, apóstolos e mártires
A festa, ou melhor, a solenidade dos santos Pedro e Paulo é das mais
antigas e mais solenes do ano litúrgico. Foi inserida no santoral muito antes
da festa do Natal e havia desde o século IV o costume de celebrar neste dia
três missas. A primeira na basílica de são Pedro, no Vaticano; a segunda na
basílica de são Paulo fora dos Muros e a terceira nas catacumbas de são
Sebastião, onde as relíquias dos dois apóstolos tiveram de ser escondidas por
algum tempo para subtraí-las à profanação. Há um eco deste costume no fato de
que além da Missa do dia é previsto um formulário para a Missa vespertina da
vigília. Depois da Virgem Santíssima, são precisamente são Pedro e são Paulo,
juntamente com são João Batista, os santos comemorados mais frequentemente e
com maior solenidade no ano litúrgico: além da festa do dia 29 de junho há de
fato o dia 25 de janeiro (conversão de são Paulo), 22 de fevereiro (cátedra de
são Pedro) e 18 de novembro (dedicação das basílicas dos santos Pedro e Paulo).
Por muito tempo se pensou que 29 de junho fosse o dia em que, no ano de
67, são Pedro na colina Vaticana e são Paulo na localidade agora denominada
Três Fontes testemunharam sua fidelidade a Cristo com o derramamento do sangue.
Na realidade, embora o fato do martírio seja um dado histórico incontestável, e
está além disso provado que isto aconteceu em Roma durante a perseguição de
Nero, é incerto não só o dia, mas até o ano da morte dos dois apóstolos.
Enquanto para são Paulo existe certa concordância entre testemunhas antigas
indicando o ano 67, para são Pedro há muitas discordâncias, e os estudiosos
parecem preferir agora o ano 64, ano em que, como atesta também o historiador
pagão Tácito, “uma enorme multidão” de cristãos pereceu na perseguição que se
seguiu ao incêndio de Roma.
Parece também que a festa do dia 29 de junho tenha sido a cristianização
de celebração pagã que exaltava as figuras de Rômulo e Remo, os dois mitos
fundadores da Cidade Eterna. São Pedro e são Paulo, de fato, embora não tenham
sido os primeiros a trazer a fé a Roma, foram realmente os fundadores da Roma
cristã: um antigo hino litúrgico definia-os como pais de Roma; um dos hinos do
novo breviário fala de Roma que foi “fundada em tal sangue”. A palavra e o
sangue são a semente com que os santos Pedro e Paulo, unidos com Cristo,
geraram e geram a Roma cristã e a Igreja inteira.
Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.
Reflexão
para a Solenidade da São Pedro e São Paulo
Frei
Sérgio Moura Rodrigues, OFM
Chegamos ao dia 29
de junho. Dia grande para nós, pois celebramos a solenidade dos Santos
Apóstolos Pedro e Paulo.
Disse Jesus que um
homem sábio e prudente construiu sua casa sobre a rocha. Esta casa com tão
firme alicerce jamais foi derrubada. Assim, a Igreja de Cristo fundada sobre o
alicerce firme da fé e do testemunho dos Apóstolos, se torna firme e inabalável
pelos séculos.
A fé professada,
partilhada e testemunhada pelo sangue derramado, são sinais de uma firmeza
exemplar para todos aqueles que no decorrer dos tempos, conheceram, abraçaram e
acreditaram no Filho de Deus. Daí que São Pedro e São Paulo são, de fato, as
duas grandes colunas da Igreja. Deles, a divina liturgia que hoje celebramos,
nos fala com muita clareza.
Na primeira leitura
mostra-nos Pedro como testemunha de Cristo, e sua vida reflete a do Mestre.
Pois, ele foi preso como Jesus, incomodou como Jesus, e foi exposto ao
sofrimento e à morte. A Igreja perseguida como Jesus reza e recebe força do
alto.
Paulo, escrevendo a
Timóteo lembra que sua vida foi oferta e doação total às almas. Ele tem
convicção de se ter dado totalmente.
Jesus é Deus, do
qual nós somos o povo. Povo este fundado sobre a rocha que visivelmente é São
Pedro a quem o Senhor dá as chaves do Reino dos céus.
Hoje, comemoramos o
dia do Papa, Vigário de Cristo na terra, que age com a autoridade dos Santos
Pedro e Paulo, e é o sinal da unidade dos cristãos católicos. A ele nossa
veneração, nossas orações e obediência filial.
Tu és Pedro!
Neste Domingo, celebra-se a
Solenidade dos Apóstolos São Pedro e São Paulo, festa propícia para refletir
sobre a missão do Sumo Pontífice. Como sucessor de Pedro, ele é continuador do
encargo que Cristo confiou a esse apóstolo, como se lê no Evangelho proclamado
nesta Liturgia.
São João Paulo II, em sua
encíclica Ut unum sint, de 25 de maio de 1995, ao falar da função e
do ministério petrinos, manifestou a solicitação que alguns lhe faziam “para
encontrar uma forma de exercício do primado que, sem renunciar de modo algum ao
que é essencial da sua missão, se abra a uma situação nova”. Ele pediu que “o
Espírito Santo (...) ilumine todos os pastores e os teólogos das nossas
Igrejas, para que possamos procurar, evidentemente juntos, as formas mediante
as quais este ministério possa realizar um serviço de amor, reconhecido por uns
e por outros” [1].
É claro que, ao falar de “uma
situação nova”, o santo Papa Wojtyla não pretendia deformar ou esvaziar a
imagem do papado, como fazem alguns teólogos contemporâneos. Reformar o papado
é diferente de instaurar uma revolução, que acabe por transformar a Igreja em
uma espécie de anglicanismo, com uma comunidade acéfala. No entanto, soa
conveniente para muitos grupos – como para os arquitetos de um “governo
mundial”, para os socialistas e para os islâmicos – que a autoridade do Papa
seja questionada e reduzida à de uma mera personagem política ou religiosa.
Afinal, trata-se de um homem que tem o poder, dado pelo próprio fundador da
religião cristã, de governar e orientar todos os seres humanos: governar e
pastorear os católicos, mas orientar também aqueles que erram longe do redil de
Cristo, a fim de reconduzi-los ao aprisco.
Para corresponder de modo
genuinamente católico ao apelo do Papa João Paulo II, é preciso partir do que,
neste campo, já foi definido como dogma infalível pelo Concílio Vaticano I, por
meio da constituição dogmática Pastor Aeternus, de 18 de julho de
1870. Vale a pena debruçarmo-nos sobre este documento, aproveitando a ocasião
deste que é o “dia do Papa”.
O primeiro capítulo da Pastor
Aeternus lembra que São Pedro é o primeiro dos apóstolos: seja pelo
número de vezes em que é citado no Novo Testamento – 195 vezes, enquanto os
Apóstolos, em conjunto, são citados apenas 130 vezes; seja por realmente aparecer
como o primeiro nas listas dos autores sagrados [2]; seja pelos privilégios que
Nosso Senhor lhe concedeu, ao habitar em sua casa [3] e escolher subir em seu
barco para pregar, antes da pesca milagrosa [4]; seja por aparecer
individualmente a ele após a Ressurreição [5]; seja por dar-lhe a missão de
apascentar as Suas ovelhas [6].
No relato de Mt 16, 13-19, Jesus
usa três símbolos ao falar com Pedro: o da rocha, que contém a ideia da base
sobre a qual se constrói uma casa [7]; o das chaves, que repete um oráculo do
profeta Isaías sobre Eliacim: “Porei sobre seus ombros a chave da casa de Davi;
se ele abrir, ninguém fechará, se fechar, ninguém abrirá” [8]; e o de ligar e
desligar, que, na linguagem rabínica, quer dizer tanto proibir e permitir, na interpretação
da lei mosaica, quanto condenar e absolver, na aplicação da disciplina. Aqui é
visível o poder pontifício nos campos da fé e da moral.
Olhando para a história da Igreja,
mostra o capítulo 2 da Pastor Aeternus, vê-se que o poder que
Cristo deu a Pedro se perpetuou em seus sucessores. Ainda no primeiro século da
era cristã, a chamada Prima Clementis [9] dá amostra da
superioridade do Papa sobre os demais bispos. E, mesmo no primeiro milênio,
refulge a figura de São Leão Magno, que expressou a teologia do poder do Romano
Pontífice com uma maestria absolutamente ímpar: “Sicut permanet quod in
Christo Petrus credidit, ita permanet quod in Petro Christus instituit –
Assim como permanece aquilo que Pedro creu em Cristo, permanece o que Cristo
instituiu em Pedro.”
O capítulo 3 da constituição do
Vaticano I destaca que o primado do Papa sobre os demais bispos é de efetiva
jurisdição. O Corpo de Cristo, sendo visível, também possui um chefe visível,
que é o Santo Padre [10].
De fato, Nosso Senhor não deu o
governo da Igreja a uma “coletividade democrática”, mas aos Apóstolos, cujos
sucessores são os bispos. É claro que estes receberam esse poder diretamente de
Cristo – eles não são, portanto, “vigários do Papa” –, mas é sabido que há uma
grande diferença entre o Papa e os bispos. Aquele é responsável pelo que faz
somente diante de Deus, enquanto estes não só estão submetidos a Deus, como
realmente devem satisfação do governo de suas dioceses ao Papa. Não à toa o
Sumo Pontífice tem o poder de intervir nas dioceses do mundo inteiro, podendo
até mesmo depor autoridades episcopais e nomear outras.
Por fim, no capítulo 4 da Pastor
Aeternus, tem-se a declaração solene da infalibilidade pontifícia. Ali, foi
proclamado que, em situações bem específicas a saber, “quando fala ex
cathedra – isto é, quando, no desempenho do múnus de pastor e doutor
de todos os cristãos, define com sua suprema autoridade apostólica que
determinada doutrina referente à fé e à moral deve ser sustentada por toda a
Igreja” [11], o Papa não pode errar, pois goza da assistência do Espírito
Santo.
É claro que, na história da
Igreja, houve papas que ensinaram coisas erradas. Um exemplo disto foi o Papa
Libério que, além de assinar vários concílios semiarianos ambíguos, excomungou
e perseguiu Santo Atanásio e Santo Hilário. Mas isso não põe em risco nem a
infalibilidade papal – que, como já dito, é exercida em situações bem
específicas – nem a nossa obediência ao ministério petrino, já que a obediência
ao Papa é dada dentro da comunhão com todos os seus predecessores. Um católico
não julga o Papa! Mas o Papa é sempre julgado pelos seus predecessores e
sucessores.
O Papado não é a biografia de uma
pessoa, mas uma instituição. Nos tempos recentes vimos uma fragilização da
instituição. Parece que só estamos prontos a venerar o Papa, mas não o Papado.
Admiramos São João Paulo por seu carisma, Bento XVI por sua teologia, Francisco
pela sua pobreza e humildade... Mas quem estaria disposto a seguir o Papa por
causa do Papado? T
Arquivo para download:
Referências:
Ut unum sint,
95.
Cf.
Mt 10, 2-4; Mc 3, 16-19; Lc 6, 13-16; At 1, 13.
Cf.
Mc 1, 29-31.
Cf.
Lc 5, 3.
Cf.
1 Cor 15, 5.
Cf.
Jo 21, 15-19.
Cf. Mt 7, 24-25.
Is 22, 22.
Carta aos Coríntios, ca. 96: DS
102.
O Papa Pio XII explica com
bastante clareza esta doutrina na encíclica
Mystici Corporis, cuja leitura é recomendada a quem queira se
aprofundar no assunto.
4ª sessão, 18 jul. 1870: primeira
Constituição Dogmática “Pastor aeternus” sobre a Igreja de Cristo: DS 3074.
São Pedro e São Paulo,
Apóstolos – Solenidade – (XIII Domingo do Tempo Comum) - 29 de Junho de 2014
COMPLETEI A CORRIDA,
GUARDEI A FÉ!
Primeira
Leitura: At 12,1-11;
Salmo
33 (34),2-3.4-5.6-7.8-9;
Segunda
Leitura: 2Tm 4,6-8.17-18;
Evangelho:
Mt 16,13-1
Situando-nos
brevemente
Diletíssimo povo de Deus, “o martírio
dos apóstolos Pedro e Paulo tornou sagrado para nós este dia”, escreveu Santo
Agostinho. E é verdade. Este dia para nós é duplamente sagrado. Sagrado em
primeiro lugar porque é domingo, o dia do Senhor, o “dia em que celebramos a
vitória de cristo sobre o pecado e a morte”, dia em que ele “arrombou portas de
bronze e quebrou trancas de ferro das prisões” arrancando-nos “das trevas
pavorosas e despedaçando nossas correntes, nossos grilhões”. Esse dia é ainda
sagrado pela dádiva destas duas grandes colunas da Igreja, Pedro e Paulo que
com as suas vidas, combatendo o bom combate, guardaram a fé que nos salva e que
estamos com esta eucaristia publicamente confessando.
A solenidade de hoje se insere no hall
daquelas festas que são muito caras a todo o povo brasileiro. Festas que
celebram com grande alegria “gigante da fé” com os quais o nosso povo
identifica tanto: Santo Antônio e São João.
Hoje por determinação da VII Assembleia
da CNBB, em todas as igrejas e oratórios espalhados pelos quatro cantos do
Brasil, comemora-se mo dia do papa. Momento em que comas nossas orações
voltamos nossos afetos de amor e veneração, respeito e obediência, àquele que
sucedendo São Pedro na sé de Roma tem o ministério de confirmar os seus irmãos
na fé. Tal ministério nasce exatamente da palavra que acabamos de escutar no
Evangelho de hoje.
Recordando
a Palavra
Os textos da Liturgia da Palavra desta
Solenidade não têm como objetivo narrar feitos gloriosos das Testemunhas de
Cristo, mas como o Senhor faz triunfar aqueles que o querem sempre ao seu lado
e que não se perdem em especulações, mas sabem com a clareza do “Pai que está
no céu”.
A primeira leitura nos falou da Igreja nascente que vê seus “membros” padecendo a
tortura e a espada e nos apresenta, passando pela cruz, os três discípulos que
experimentaram antecipadamente sobre o Tabor o brilho da glória que sucede à
morte injusta dos justos Pedro e, Tiago e João. Pedro está preso nos dias dos
“Pães ázimos” (como Jesus – cf. Lc 22,21), dias da páscoa judaica e dias em que
a Igreja nascente provavelmente também celebrava a memória anual da Páscoa de
cristo. O texto é eminentemente pascal: Pedro está aferrolhado e vigiado por
guardas, como Jesus estava no sepulcro (cf. Mt 27,62-66), dormia e foi acordado
por um anjo. Os termos “dormir” e “acordar” no Novo testamento são usados para
indicar a morte e a ressurreição. O texto se conclui com uma frase que se liga
perfeitamente ao Salmo Responsorial (Agora sei, de fato, que o Senhor enviou o
seu anjo para me libertar), também esse plano de “tonalidades” e “cores
pascais”: “De todos os temores me livrou o Senhor Deus”. Ele é o salmo do Servo
de Javé que fez a experiência de não ser abandonado na mansão dos mortos (At
2,24).
O Salmista é o
Senhor ressuscitado. É também o salmo das suas testemunhas que “todas as vezes
que o buscaram, ele os ouviu e de todos os temores o livrou”. Feita sua
experiência pascal, Pedro, no entardecer do seu ministério repetirá a palavra
do salmista dizendo já ter experimentado, provado e visto a bondade do Senhor
(1Pd 2,2).
Ouvimos na segunda leitura “o testamento de Paulo”, prestes a “ser derramado em sacrifício”
às portas do “momento da sua partida”. Paulo não se vitimiza, sabe que a única
vítima é Jesus Cristo.
Sabe também que para receber a coroa de
justiça, das mãos do justo juiz, para ele reservada, é preciso passar pelo
processo da Kenosis, pelo qual passou
Jesus. Assim como toda a vida de Jesus foi um percurso “Kenótico”, toda a vida
de Paulo foi uma experiência de combate do bom combate, de guardar a fé e de
completar a corrida do anúncio do Evangelho. Também Paulo “reproduz” o
“Salmista”: “Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu”, porque “ o Senhor
esteve ao meu lado e me deu forças” E mais, “O Senhor me libertou de toda
angústia” “fui libertado da boca do leão”. A glória para Paulo reside no fato
de ter conquistado tantos fiéis para Cristo, ele que também foi alcançado por
cristo (Fl 3,12). Por isso perto de “completar sua corrida” afirmou: “Já não
sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim.
Minha vida presente na carne vivo-a na
fé no Filho
de Deus,
que me amou e se entregou a si mesmo por mim” (Gl 2,20).
Esta fé no Filho de Deus pela qual Paulo vive, é a mesma professada por Pedro no Evangelho
de hoje que se abre com uma pergunta, da parte de Jesus, “capciosa” e cheia de
trocadilhos: “Quem dizem os homens (com “h” minúsculo) que é o Filho do Homem
(com “H” maiúsculo)? Para Santo Ambrósio, “a opinião da multidão também não é
sem importância” porque ela é baseada não na revelação, mas na expectativa
gerada pelo “extraordinário”, o que resulta uma imagem limitada e limitante de
Jesus e de sua missão: ele é “algum dos profetas”. O segundo ponto de
interrogação é mais direto e íntimo: “E vós, quem dizeis que eu sou?.
“A resposta de Pedro não se baseia no
“extraordinário humano”, mas naquilo que vem do alto: Tu és o Messias, o Filho
de Deus vivo”. Também Jesus revela a Pedro coisas que vem do alto: a
“construção” de um novo povo (igreja) que tem como fundamento a Pedra da
profissão de fé de Pedro. Então, porque Pedro se tornou uma “porta da fé” Jesus
lhe confia “chaves do Reino do Céus”.
Atualizando
a Palavra
Numa perspectiva de fé nos perguntamos: o que confiou Jesus a
Pedro quando lhe entregou “as chaves do reino dos céus?” Responde-nos São João
Crisóstomo: “O que pertence propriamente a Deus, como apagar os pecados,
garantir a resistência da Igreja, malgrado as ondas com que será batida,
comunicar a um pobre pecador uma firmeza superior à do mais sólido rochedo, a
despeito dos ataques da terra inteira. [...] Confia a um homem mortal todo o
poder dos céus, do qual dá as chaves, espalha sua Igreja sobre a superfície do
globo; e a estabelece mais solidamente que os céus; porque disse:’os céus e a
terra passarão, mas minhas palavras não passarão’ (Mt 24,35)”. Pastoralmente
falando, dizemos que Jesus conferiu a Pedro o “ministério/serviço” de conduzir
o rebanho de Deus (Sl 94,7) rumo à porta que é o próprio Cristo (Jo 10,7. Este
ofício petrino “e de outros Apóstolos faz parte dos fundamentos da Igreja e é continuado pelos Bispos sob o primado do Papa”.
Pastorear o rebanho do Senhor é um empenho próprio daqueles que foram ordenados para
este fim, mas o dever de zelarpor
esse rebanho, não seria de todo batizado? Depois do Concílio Vaticano II
ouvimos falar do “protagonismo dos leigos”, preferimos usar o termo “comprometimento
do batizado com a causa do Reino”, evidenciando que a construção do reino, o
anúncio “integral da mensagem”, a “peleja do bom combate”, o “guardar a fé, faz
com que os homens e mulheres, de todas as raças e idades se identifiquem com a
missão do anúncio do Evangelho. Pedro e Paulo nos ensinam que o importante é
levar a missão do anúncio até as últimas conseqüências e que, quando pensarmos
que é chegado o termo final, certamente “o anjo do Senhor virá acampar ao redor
dos que o temem e os salvará”. A Solenidade de hoje é de fato um belo convite a
toda a Igreja: “Provai e vede quão suave é o Senhor”.
Ligando
a Palavra com a ação eucarística
Irmãos e irmãs, os Apóstolos que hoje
celebramos, são os nossos pais na fé.
Eles nos transmitiram a fé como dom,
como primícias (coleta).
Não só a fé em nível de conhecimento,
de verbalização, mas acima de tudo nos transmitiram uma fé em nível de
celebração. A liturgia não é outra coisa senão a fé celebrada, a fé colocada em
ação, e a Igreja reconhece nessa dimensão da fé “o cume e a fonte” de toda o seu
existir. É precisamente para esse momento que se dirige toda a atividade
pastoral da Igreja e, ao mesmo tempo, é desse momento que a Igreja sorve toda a
sua vitalidade.
É a celebração do Ministério Pascal de
Cristo, do qual estamos agora fazendo memória, e do qual participaremos em
plenitude quando comermos do Corpo e bebermos do Sangue do Senhor ao
aproximarmo-nos do altar, que nos impulsionará para sermos testemunhas do
Ressuscitado. A eucaristia que receberemos daqui a pouco tempo é realmente
aquele “pão que alimenta e que dá vida” aquele “vinho que nos salva e dá
coragem” e que desperta em nós a certeza de “quão suave é o Senhor”, e nos
capacita a professar com Pedro: “Agora eu sei, de fato, que o Senhor enviou o
seu anjo para ‘nos’ libertar”, e com Paulo: “O Senhor esteve sempre a meu lado
e me deu forças... e eu fui libertado da boca do leão”. Por fim esta eucaristia
nos fará “viver de tal modo na Igreja”, perseverando “na doutrina dos
Apóstolos” e enraizados no amor do Senhor, que nos tornaremos “um só coração e
uma só alma” (Depois da comunhão).
Sugestões
para a celebração
A profissão de fé, ou o “Credo” na
celebração eucarística constitui um rito e uma forma de adesão à Palavra. A
Instituição Geral do Missal Romano ensina que “o símbolo ou profissão de fé tem
por objetivo levar todo o povo reunido a responder à palavra de Deus anunciada
da sagrada Escritura e explicada pela homilia, bem como, proclamando a regra da
fé através de fórmula aprovada para o uso litúrgico, recordar e professar os
grandes mistérios da fé, antes de iniciar sua celebração na Eucaristia”.
Infelizmente não encontramos nem no
Hinário litúrgico da CNBB uma melodia para solenizar a Profissão de fé.
Ficaria, portanto, como desafio aos músicos experimentados, musicar tão belo e
significativo texto. Das três fórmulas (dos Apóstolos, Niceno-constantinopolitano
e Batismal) se poderia escolher uma que não seja a “convencional” na comunidade
chamando a atenção para esse momento ritual de singular importância na
celebração da Eucaristia.
As comunidades que não têm “missa”
poderiam aproveitar o momento da Profissão de Fé, logo depois reflexão do
Evangelho, seguido de um período de silêncio, para utilizar a fórmula batismal,
com a bênção da água e aspersão.
Fonte: Novo povo construindo o Reino de
Deus na justiça! - Roteiros Homiléticos do Tempo Comum I - Junho/Agosto 2014 - Ano
A – Edições CNBB.
A voz do Pastor - São Pedro
e São Paulo, apóstolos - Domingo 29/06/2014
Canal do Youtube:
Liturgia de 29.06.2014 - São Pedro e São Paulo - Dia do Papa
Canal do Youtube:
Dermeval Neves
REFLEXÃO
São Pedro e São
Paulo, apóstolos da fé
Hoje, a Igreja celebra estes dois
santos em conjunto. Foram mestres da fé, cada um deles com uma missão
apostólica muito importante. São Pedro (“Petrus”) é a “rocha” sobre a qual
Jesus Cristo edifica a sua Igreja; São Paulo foi eleito para levar o nome de Jesus
ao mundo dos gentios (os não judeus).
Ambos receberam de Deus um tratamento
“especial”. A Simão, filho de Jonas, Jesus mudou-lhe o nome (não o fez com os
outros), rezou expressamente para que a sua fé não desfalecesse, reiterou-o na
sua missão de confirmar os seus irmãos na doutrina. Saulo de Tarso foi eleito
quando perseguia os cristãos: apareceu-lhe o Senhor ressuscitado (uns 5 anos
depois da Ascensão), apresentando-se-lhe como “Jesus, a quem tu persegues”.
Viajou incansavelmente para pregar o cristianismo. Deram ambos a vida pela fé,
morrendo mártires em Roma.
—Jesus, concede-me fortaleza na fé e
audácia para a explicar hoje em dia.
Fonte Comentário: REDAÇÃO
evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI) (Città del Vaticano,
Vaticano)
REFLEXÃO
São Pedro e São
Paulo, apóstolos da fé
Hoje, a Igreja celebra estes dois
santos em conjunto. Foram mestres da fé, cada um deles com uma missão
apostólica muito importante. São Pedro (“Petrus”) é a “rocha” sobre a qual
Jesus Cristo edifica a sua Igreja; São Paulo foi eleito para levar o nome de Jesus
ao mundo dos gentios (os não judeus).
Ambos receberam de Deus um tratamento
“especial”. A Simão, filho de Jonas, Jesus mudou-lhe o nome (não o fez com os
outros), rezou expressamente para que a sua fé não desfalecesse, reiterou-o na
sua missão de confirmar os seus irmãos na doutrina. Saulo de Tarso foi eleito
quando perseguia os cristãos: apareceu-lhe o Senhor ressuscitado (uns 5 anos
depois da Ascensão), apresentando-se-lhe como “Jesus, a quem tu persegues”.
Viajou incansavelmente para pregar o cristianismo. Deram ambos a vida pela fé,
morrendo mártires em Roma.
—Jesus, concede-me fortaleza na fé e
audácia para a explicar hoje em dia.
Fonte Comentário: REDAÇÃO
evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI) (Città del Vaticano,
Vaticano)
HOMILIA
O SENHOR É O
MESSIAS
A profissão de fé de Pedro com o
elogio de Jesus é própria de Mateus. Pedro professa a fé
cristológica-messiânica, herdada da tradição davídica do rei poderoso. No
evangelho de Marcos, Jesus descarta este messianismo. Mateus a valoriza diante
da sua comunidade de discípulos oriundos do judaísmo. Na narrativa de Mateus
encontramos duas de suas características dominantes. Ele acentua a dimensão
messiânica de Jesus e já apresenta sinais da instituição eclesial
nascente. Ele pretende convencer estes discípulos de que em Jesus se
realizam suas esperanças messiânicas moldadas sob a antiga tradição de Israel.
Daí o acentuado caráter messiânico atribuído a Jesus por Mateus. Os cristãos,
afastados das sinagogas, começam a estruturar-se em uma instituição religiosa própria,
na qual a figura de referência é Pedro, já martirizado em Roma. Pedro é
apresentado como o fundamento da Igreja e detentor das chaves do Reino dos
Céus.
A fé professada por Pedro se dá em um
momento crucial da vida de Jesus, e O anima a seguir rumo à Paixão. Pedro
recebe uma bem-aventurança: “Feliz és tu Simão, pois não foi um ser humano que
te revelou isso, mas meu Pai que está nos céus”. Tem o dom de ser pedra de
alicerce sobre a qual Jesus constrói a Igreja e lhe dá o poder de ligar e
desligar (Mt 16,17-19).
Como cristãos e cristã, nos fundamos
na fé de Pedro e nas dos outros Apóstolos que não temeram nada e nem alguém.
Mesmo passando na boca do leão, foram salvos e preservados. Deram a vida por
Jesus. Eles falavam de boca cheia e tinham o que dizer sobre Deus. Eu e você, o
que temos feito no que toca a nossa fé em Deus?
Senhor Jesus, cria no meu coração o
mesmo amor por ti e por tua Igreja, que puseste no coração de Pedro e de Paulo.
Fonte Padre Bantu Mendonça Katchipwi Sayla
HOMILIA
São Pedro e São Paulo são as
duas colunas da Igreja
Com São Pedro e São Paulo, as
duas colunas da Igreja, o Senhor quis estabelecer a Sua Igreja – sinal
permanente da presença de Deus no meio do Seu povo.
“Por isso eu te digo que tu és
Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno
nunca poderá vencê-la.” (Mateus 16, 18)
Hoje celebramos as duas colunas da Igreja: São Pedro e São
Paulo. O próprio Senhor quis, com esses dois homens, estabelecer aquilo
que seria a Sua Igreja – sinal permanente da presença de Deus no meio do Seu
povo. Deus quis uma Igreja, Jesus instituiu uma Igreja.
A Igreja é o sacramento da salvação; é a presença do Cristo
no meio de nós; é o próprio Corpo de Cristo vivo e atuante. Uma vez que nós
entendemos a importância da Igreja, uma vez que o povo de Deus se congrega a
essa instituição divina e não humana, o Senhor quis contar com colaboradores
frágeis, mas revestidos da Sua graça para que a Sua Igreja se expandisse.
Duas notas muito importantes para que possamos compreender a
Igreja no mundo: a primeira delas é a unidade. A unidade da fé, a unidade do Corpo
de Cristo, a unidade dos membros, a unidade com a Cabeça da Igreja, que é o
próprio Cristo Senhor. Daí a figura de Pedro, aquele que representa a
unidade da fé.
O Papa, o Sucessor de Pedro, não é aquele que é o mandatário da
Igreja; ele é o maior e o primeiro dos servidores, mas é na figura dele, é na
pessoa dele, é naquilo que ele exerce que se configura a unidade do Corpo
místico de Cristo.
É tão bom ser cristão, é tão bom ser católico; aonde quer que
você vá e ande no mundo inteiro a Igreja é a mesma, tem suas diversidades de
línguas, de culturas e de expressões. É maravilhoso no Japão, você tem a mesma
Missa Católica. Na Coreia, na Europa, você vai na Ásia, aonde quer que você vá
existe uma só Igreja, existe uma só fé, os dogmas, as verdades e a Liturgia.
A segunda nota é que a Igreja é católica (“católica” significa
“universal” em grego). Tudo isso está configurado na pessoa de
Pedro, mas a Igreja também é missionária, é carismática e se expande por todo o
mundo, daí a importância da figura de São Paulo, incansável, movido pelo
Espírito Santo, levou por todo o Mediterrâneo a Palavra do Evangelho, com
coragem, ousadia, mas, sobretudo, movido pela força do Espírito.
A Igreja quer ser una, mas também quer ser
católica como o Senhor quis dizer: ela contém toda a verdade da fé para todos
os povos e todas as gentes.
Que Pedro e Paulo roguem pela Igreja do Senhor, para que ela
seja cada vez mais una e missionária na pregação do Evangelho!
Deus abençoe você!
Padre
Roger Araújo
Sacerdote
da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova. Facebook
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LEITURA ORANTE
Preparo-me para a Leitura Orante.
Disponho-me ao encontro com Deus, com
toda a Igreja virtual que agora reza conosco:
Divino Espírito Santo,
amor eterno do Pai e do Filho,
eu vos adoro, louvo e amo!
Peço-vos perdão por todas as vezes que vos ofendi
em mim e no meu próximo.
Vinde, com a plenitude de vossos dons,
nas ordenações, nas consagrações e nas crismas!
Iluminai, santificai, aumentai o zelo apostólico!
Espírito de verdade,
consagro-vos a minha inteligência,
imaginação e memória. Iluminai-me!
Dai-me conhecer Jesus Cristo Mestre.
Revelai-me o sentido profundo do Evangelho
e de tudo o que ensina a santa Igreja.
(Bv. T. Alberione)
1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente o texto Mt 16,13-19, observando
o testemunho de fé de Pedro.
Jesus foi para a
região que fica perto da cidade de Cesaréia de Filipe. Ali perguntou aos
discípulos:
- Quem o povo diz
que o Filho do Homem é?
Eles responderam:
- Alguns dizem que
o senhor é João Batista; outros, que é Elias; e outros, que é Jeremias ou algum
outro profeta.
- E vocês? Quem
vocês dizem que eu sou? - perguntou Jesus.
Simão Pedro
respondeu:
- O senhor é o
Messias, o Filho do Deus vivo.
Jesus afirmou:
- Simão, filho de
João, você é feliz porque esta verdade não foi revelada a você por nenhum ser
humano, mas veio diretamente do meu Pai, que está no céu. Portanto, eu lhe
digo: você é Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e nem a
morte poderá vencê-la. Eu lhe darei as chaves do Reino do Céu; o que você
proibir na terra será proibido no céu, e o que permitir na terra será permitido
no céu.
Simão declara que Jesus é o Filho do
Deus vivo. Jesus confirma, declarando a missão de Pedro, o Primado na Igreja:
“Você é Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e nem a morte
poderá vencê-la. Eu lhe darei as chaves do Reino do Céu; o que você proibir na
terra será proibido no céu, e o que permitir na terra será permitido no céu”.
Jesus se propõe construir a Igreja que não é simplesmente um prédio, mas é uma
nova comunidade. Esta comunidade ou Igreja é do domínio de Jesus. Ele diz:
“construirei a minha Igreja”. E Pedro tem nela uma missão de mediação: terá “as
chaves”. Terá o poder de abrir e fechar as portas, ligar e desligar, terá o
poder de julgar, perdoar e proibir o que não é conforme o projeto do Reino de
Jesus.
2.
Meditação (Caminho)
O que o texto diz para mim, hoje?
A pergunta de Jesus é também para
mim:
“Quem dizem que eu sou?
E você?
Quem sou para você?”
Estas perguntas
merecem uma profunda reflexão de nossa parte e uma resposta coerente e sincera.
Veja que resposta bonita deram os bispos em Aparecida:“Jesus Cristo é a
plenitude da revelação de Deus, um tesouro incalculável, a “pérola preciosa”
(cf. Mt 13,45-46). Verbo de Deus feito carne, Caminho, Verdade e Vida dos
homens e das mulheres aos quais abre um destino de plena justiça e felicidade.
Ele é o único Libertador e Salvador que, com sua morte e ressurreição, rompeu
as cadeias opressivas do pecado e da morte, revelando o amor misericordioso do
Pai e a vocação, dignidade e destino da pessoa humana.” (DAp 6).
Portanto, para os bispos e para nós,
Jesus Cristo é “a plenitude da revelação de Deus”, “um tesouro incalculável”, a
“pérola preciosa”, “Verbo de Deus feito carne”, “Caminho, Verdade e Vida”, “O
único Libertador e Salvador”.
É assim que o acolhemos na nossa vida?
3.Oração
(Vida)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo com toda Igreja o
Creio
Creio em Deus-Pai, todo poderoso,
criador do céu e da terra
e em Jesus Cristo seu único Filho, Nosso Senhor
que foi concebido pelo poder do Espírito Santo.
Nasceu da Virgem Maria,
padeceu sob Poncio Pilatos,
foi crucificado, morto e sepultado,
desceu a mansão dos mortos,
ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus,
está sentado à direita de Deus Pai, todo poderoso,
de onde há de vir a julgar os vivos e os mortos.
Creio no Espírito Santo,
na Santa Igreja Católica,
na comunhão dos Santos,
na remissão dos pecados,
na ressurreição da carne,
na vida eterna.
Amém.
4.
Contemplação(Vida/ Missão)
- Qual o meu novo olhar a partir da Palavra?
- Meu novo olhar será para priorizar Deus em
minha vida. Como os apóstolos, sou discípulo missionário de Jesus Cristo.
Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós.
Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz.
Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e
Espírito Santo. Amém.
Irmã Patrícia Silva, fsp
http://leituraorantedapalavra.blogspot.com.br/
http://www.paulinas.org.br/diafeliz/?system=evangelho&action=busca_result&data=29%2F06%2F2014
Oração
Final
Pai
Santo, que deste à tua Igreja pilares exemplares – Pedro e Paulo –, ajuda aos
discípulos de hoje a seguir os caminhos que eles percorreram, vivendo-os de
acordo com o nosso tempo, para que sejam eficazes e façam o bem aos irmãos.
Pelo Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo.
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amor eterno do Pai e do Filho,
eu vos adoro, louvo e amo!
Peço-vos perdão por todas as vezes que vos ofendi
em mim e no meu próximo.
Vinde, com a plenitude de vossos dons,
nas ordenações, nas consagrações e nas crismas!
Iluminai, santificai, aumentai o zelo apostólico!
Espírito de verdade,
consagro-vos a minha inteligência,
imaginação e memória. Iluminai-me!
Dai-me conhecer Jesus Cristo Mestre.
Revelai-me o sentido profundo do Evangelho
e de tudo o que ensina a santa Igreja.
(Bv. T. Alberione)
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente o texto Mt 16,13-19, observando o testemunho de fé de Pedro.
criador do céu e da terra
e em Jesus Cristo seu único Filho, Nosso Senhor
que foi concebido pelo poder do Espírito Santo.
Nasceu da Virgem Maria,
padeceu sob Poncio Pilatos,
foi crucificado, morto e sepultado,
desceu a mansão dos mortos,
ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus,
está sentado à direita de Deus Pai, todo poderoso,
de onde há de vir a julgar os vivos e os mortos.
Creio no Espírito Santo,
na Santa Igreja Católica,
na comunhão dos Santos,
na remissão dos pecados,
na ressurreição da carne,
na vida eterna.
Amém.
4. Contemplação(Vida/ Missão)
- Qual o meu novo olhar a partir da Palavra?
- Meu novo olhar será para priorizar Deus em minha vida. Como os apóstolos, sou discípulo missionário de Jesus Cristo.
Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.
Irmã Patrícia Silva, fsp
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Oração Final
Pai Santo, que deste à tua Igreja pilares exemplares – Pedro e Paulo –, ajuda aos discípulos de hoje a seguir os caminhos que eles percorreram, vivendo-os de acordo com o nosso tempo, para que sejam eficazes e façam o bem aos irmãos. Pelo Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo.
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