HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 04/09/2026
ANO A

Lc 5,33-39
Comentário do Evangelho
O vinho novo de Jesus renova o nosso coração

No Evangelho de hoje, os fariseus e os mestres da Lei dizem a Jesus: “Os discípulos de João jejuam frequentemente e fazem orações, bem como os dos fariseus, mas os teus comem e bebem”. Jesus respondeu-lhes: “Acaso podeis fazer jejuar os convidados do casamento, enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo lhes será tirado; então jejuarão naqueles dias”.Jesus contou-lhes também uma parábola sobre a necessidade do novo: ninguém tira um retalho de roupa nova para remendar uma roupa velha, nem coloca vinho novo em odres velhos. Se o fizer, o vinho novo romperá os odres, entornará o vinho e estragará os odres. “Vinho novo deve ser posto em odres novos”. O Senhor nos mostra que o vinho novo de Jesus traz uma vida cheia de esperança e alegria, exigindo de nós a conversão sincera e a abertura para abandonar os velhos hábitos do pecado.https://catequisar.com.br/liturgia/04-09-2026/
Reflexão
A prática do jejum como sinal de penitência e arrependimento é muito comum na Bíblia e o próprio Jesus já o incentivou, mostrando que ele deve ser praticado sem formalismos e hipocrisias (cf. Mt 6,16). No Evangelho de hoje, a questão é outra. Jesus mostra que o jejum é sinal de preparação e expectativa da vinda do Esposo. Uma vez que o Esposo já chegou para a festa, já está no mundo, não há mais motivo ou espaço para o jejum, mas apenas para a alegria. Jesus confirma, assim, que ele é o Esposo (Messias) esperado, é tempo de celebrar e de abrir nosso coração para a novidade do Evangelho.(Dia a dia com o Evangelho 2026)https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/4-sexta-feira-12/
Reflexão
«Podeis obrigar os convidados do casamento a jejuar, enquanto o noivo está com eles?»
Rev. D. Frederic RÀFOLS i Vidal(Barcelona, Espanha)
Hoje, em nossa reflexão sobre o Evangelho, vemos a armadilha que os fariseus e os mestres da Lei fazem, quando corrompem uma questão importante: simplesmente, eles contrapõem em jejuar e rezar dos discípulos de João e dos fariseus ao comer e beber dos discípulos de Jesus.Jesus Cristo nos diz que na vida há um tempo para jejuar e rezar, e que há um tempo de comer e beber. Isto é: a mesma pessoa que reza e jejua é a mesma que come e bebe. Vemos na vida cotidiana: contemplamos a alegria simples de uma família, talvez de nossa própria família. E vemos que, em outro momento, a tribulação visita aquela família. Os sujeitos são os mesmos, mas cada coisa ao seu tempo: «Podeis obrigar os convidados do casamento a jejuar, enquanto o noivo está com eles? Dias virão...» (Lc 5,34).Tudo tem seu momento; sob o céu ha um tempo para cada coisa: «Um tempo de rasgar e um tempo de coser» (Qo 3,7). Estas palavras ditas por um sábio do Antigo Testamento, não exatamente dos mais otimistas, quase coincidem com a simples parábola do vestido remendado. E com certeza coincide de alguma maneira com nossa própria experiência. A equivocação é que no tempo de coser, rasguemos, e que durante o tempo de rasgar, cosamos. É então quando nada dá certo.Nós sabemos que como Jesus Cristo, pela sua paixão e morte, chegaremos à gloria da Ressurreição, e que não todo outro caminho é o caminho de Deus. Exatamente, Simão Pedro é admoestado quando quer distanciar o Senhor do único caminho: «Vai para trás de mim, satanás! Tu estás sendo para mim uma pedra de tropeço, pois não tens em mente as coisas de Deus, e sim, as dos homens!» (Mt 16,23). Se puder gozar de uns momentos de paz e de alegria, devemos aproveitá-los. Com certeza já nos virão momentos difíceis de jejum. A única diferença é que, felizmente, sempre teremos ao noivo conosco. E isso os fariseus não sabiam e, talvez por isso, no Evangelho quase sempre se apresentam como pessoas mal humoradas. Admirando a suave ironia do Senhor que se reflete no Evangelho de hoje, sobretudo, procuremos não ser pessoas mal humoradas.
Pensamentos para o Evangelho de hoje
- «Queres aplacar Deus? Saiba o que você tem que fazer consigo mesmo para que Deus lhe seja favorável. Meu sacrifício é um espírito quebrantado; um coração quebrantado e humilhado, você não o despreza. Este é o sacrifício que hás de oferecer» (Santo Agostinho)
- «O Evangelho é uma festa! E só se pode viver plenamente com um coração alegre e renovado. Que o Senhor nos dê a graça de não ficarmos presos, a graça da alegria e da liberdade que a novidade do Evangelho nos traz» (Bento XVI)
- «Os sacramentos, como ‘Forças que saem’ do Corpo de Cristo, sempre vivo e vivificante: acções do Espírito Santo que opera no seu Corpo que é a Igreja, os sacramentos são “as obras-primas de Deus”, na nova e eterna Aliança» (Catecismo da Igreja Católica, nº 1116)https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-09-04
Reflexão
A “Nova” Aliança
REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)(Città del Vaticano, Vaticano)
Hoje, frente ao ritualismo farisaico, o “vinho novo” remete-nos ao panorama da “renovada” Aliança de Deus com os homens. Deus, ante as infidelidades de Israel, reiterou a “Aliança” e, finalmente, Cristo a selou de um modo “novo” e “definitivo”. A Aliança do Sinai fundava-se em dois elementos: 1. O “sangue da aliança” (sangue de animais sacrificados, com a qual aspergiam o altar —símbolo de Deus— e o povo); 2. A palavra de Deus e a promessa da obediência de Israel.Essa promessa quebrou-se com a “idolatria” de Israel e com uma história de reiteradas desobediências, como mostra o Antigo Testamento. A ruptura pareceu irremediável quando Deus abandonou o seu povo no exílio e o templo à destruição. Mas, naquele momento surgiu a esperança da “nova aliança”, não baseada na sempre frágil fidelidade humana, senão numa obediência inviolável: a do Filho de Deus, Jesus Cristo.—Jesus, como servo, assumes a minha desobediência em tua “obediência até a morte”. Concede-me um coração “novo”!https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-09-04
Comentário sobre o Evangelho
Vinho novo, odres novos
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Hoje, Jesus Cristo, com o saber de um bom mestre, adverte-nos sobre o perigo da comodidade interior. Por vezes acostumamo-nos a “ir andando”, com rotina, sem arriscar (“já vou à Missa”, “já cumpro”, “…). É preciso renovar-se também na vida espiritual!- A vida muda e o que animava a minha alma há anos, talvez agora a adormeça. No dia do teu casamento, vais-te “vestir” como na Primeira Comunhão? Não!, não é verdade? Então, perante Deus, por que te exiges como uma criança – até menos do que isso – e não como um homem?https://family.evangeli.net/pt/feria/2026-09-04
Meditação
A Palavra: dos ouvidos ao coração!
“Como administradores dos mistérios de Deus”, acolhamos Jesus, a realização das promessas do Pai, o Messias, “o noivo” prometido. Nada nem ninguém mais devemos esperar! Cabe-nos acolhê-lo e viver a mais profunda aliança com Ele. Irmos nos fazendo os “odres novos”, únicos capazes de acolher a Ele, “o vinho novo”. Irmos nos revestindo das “virtudes” de seu coração de Filho. Inflamando-nos com seu amor, configurando-nos à imagem dele-Pai. Como nos propõe o Salmo: “Afasta-te do mal e faze o bem, e terás tua morada para sempre porque o Senhor Deus ama a justiça, e jamais ele abandona os seus amigos”. Assim, não tem sentido jejuar na presença do “noivo”. Jejuar sim, e com toda força, se Ele nos for tirado, se o perdermos, a fim de que o tenhamos de volta a todo custo e o quanto antes.ColetaSENHOR DEUS, revesti-nos das virtudes do Coração do vosso Filho e inflamai-nos com seu amor para que, configurados à sua imagem, mereçamos participar da eterna redenção. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=05%2F09%2F2026&leitura=meditacao
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