sábado, 13 de setembro de 2025

Oração do Angelus - Padre Antonello - Como rezar o Ângelus




Como rezar o Ângelus:

1) O Anjo do Senhor anunciou a Maria
- E Ela concebeu pelo poder do Espírito Santo.
Ave Maria...

2) Eis aqui a serva do Senhor.

- Faça-se em Mim segundo a vossa palavra.
Ave Maria...

3) E o Verbo Divino se fez homem,

- e habitou entre nós.
Ave Maria...

4) Rogai por nós, Santa Mãe de Deus,

- para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos: Derramai ó Deus, a Vossa graça em nossos corações, para que, conhecendo pela mensagem do anjo a encarnação do Vosso filho, cheguemos por Sua Paixão e Cruz à glória da ressurreição. Por Cristo, Senhor nosso. Amém.


Glória ao Pai... (repete-se 3 vezes)

Terço: Mistérios Gozosos - Segunda-feira e Sábado


Terço do Rosário: Mistérios Gozosos




"Mediante o Rosário, o povo cristão aprende com Maria a contemplar a beleza do rosto de Cristo, e a experimentar a profundidade do seu amor."
São João Paulo II

sexta-feira, 12 de setembro de 2025

AO ENTRAR QUE VENHA COM DEUS... AO SAIR QUE DEUS TE ACOMPANHE…

Santíssimo Nome de Maria - 12 de setembro



Santíssimo Nome de Maria, clamamos a nossa Mãe

Memória

Origens

A festa era apenas realizada em Cuenca, Espanha, quando foi instituída em 1513. Era inicialmente comemorada em 15 de setembro. Em 1587, o Papa Sisto V mudou o dia da celebração para 17 de setembro. O Papa Gregório XV estendeu a festa para a Arquidiocese de Toledo em 1622. Em 1666, os Carmelitas Descalços receberam a permissão para recitar o Ofício do Nome de Maria quatro vezes por ano (dúplice). Em 1671, a festa foi estendida para toda a Espanha.
Após a vitória dos cristãos, conduzida pelo rei Jan III Sobieski da Polônia, sobre os turcos na Batalha de Viena, em 1683, a festa foi estendida a toda a Igreja pelo Papa Inocêncio XI, e atribuída ao domingo após o Nascimento de Maria. Antes da batalha, o rei Jan Sobieski colocou suas tropas sob a proteção da Virgem Maria. Após a batalha, o Papa Inocêncio XI, pretendendo homenagear Maria, estendeu a festa para toda a Igreja.

Importância do Nome

A Sagrada Escritura sempre valorizou muito o nome dos personagens do povo de Deus. O próprio nome de Jesus indica a sua identidade: “Deus salva”, e o Anjo Gabriel o deu a Maria e a José: “Ela dará à luz um filho a quem tu porás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados” (Mt 1, 21). Certamente, devemos concluir que o santo nome da Virgem Maria não foi dado sem um sentido, e certamente foi dado por Deus por inspiração a seus pais Santa Ana e São Joaquim. E o Arcanjo Gabriel pronuncia o seu nome: “Não temas Maria, porque achaste graça diante do Senhor” (Lc 1,30).

Etimologia

Segundo os etimologistas, o nome Maria pode ter vindo da raiz mery, da língua egípcia que significa muito amada. Outros dizem que provém do siríaco e quer dizer senhora. Mas a probabilidade maior é a que veio do hebraico, e pode ter vários significados: “Estrela do Mar; Esperança; Excelsa; ou Sublime”, entre outros. Não importa, contudo, o real significado, mas o que se tornou a partir do momento que a Mãe do Redentor o recebeu. Poderoso é este nome que deve ser invocado sempre.

Piedade popular

Todo católico ama e pronuncia, muitas vezes, o santo nome de sua Mãe Santíssima, Virgem, Imaculada e Assunta ao céu. Quando rezamos o santo Rosário o pronunciamos sem cessar, clamando a sua ajuda e poderosa intercessão. “Ave Maria, cheia de graça…”, “Santa Maria Mãe de Deus…” E o bom povo brasileiro gosta de colocar em suas filhas este sagrado nome: Maria Isabel, Maria Aparecida, Maria do Socorro, Maria das Dores, Maria do Carmo, Maria… Maria… Maria… Que povo devoto à Virgem Maria!

O Padre Antônio Vieira

“Só vos digo que invoqueis o nome de Maria, quando tiverdes necessidade dele; quando vos sobrevier algum desgosto, alguma pena, alguma tristeza; quando vos molestarem os achaques do corpo, ou vos molestarem os da alma; quando vos faltar o necessário para a vida.
Quando os pais, os filhos, os irmãos, os parentes se esquecerem das obrigações do sangue; quando vo-lo desejarem beber a vingança, o ódio, a inveja; quando os inimigos vos perseguirem, os amigos vos desampararem, e donde semeastes benefícios, colherdes ingratidões e agravos.
Quando os maiores vos faltarem com a justiça, os menores com o respeito e todos com a proximidade; quando vos inchar o mundo, vos lisonjear a carne, e vos tentar o demônio, que será sempre e em tudo; quando vos virdes em alguma dúvida ou perplexidade, em que vós não saibais resolver nem tomar conselho.
Quando amanhecer o dia, sem saberdes se haveis de anoitecer, e quando vos recolherdes à noite, sem saber se haveis de chegar à manhã; finalmente, em todos os trabalhos, em todas as aflições, em todos os perigos, em todos os temores, e em todos os desejos e pretensões, porque nenhum de nós conhece o que lhe convém; em todos os sucessos prósperos ou adversos, e em todos os casos e acidentes súbitos da vida, da honra, e, principalmente, nos da consciência, que em todos anda arriscada e, com ela, a salvação.
E como em todas estas coisas, em cada uma delas necessitamos de luz, alento e remédio mais que humano, se em todas e cada uma recorrermos à proteção e amparo da mãe das misericórdias, não há dúvida que, obrigados da mesma necessidade, não haverá dia, nem hora, nem momento em que não invoquemos o nome de Maria”.

Minha oração

“Ao teu nome clamamos, Mãe querida. Sabemos que, quando te chamamos, Tu nos ouves e nos socorre. O teu nome tem poder no Céu e na terra, por isso, confiamos em ti e te chamamos: Maria, nossa Mãe!”

Santíssimo Nome de Maria, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 12 de setembro

- Na Bitínia, na hodierna Turquia, Santo Autónomo, bispo e mártir. († c. s. III)
- Em Alexandria, no Egipto, os santos Crónides, Leôncio e Serapião, que, segundo a tradição, foram lançados ao mar no tempo do imperador Maximino por confessarem o nome de Cristo. († s. III)
- Em Imlech, cidade da Momónia, província da Irlanda, Santo Albeu, bispo, que pregou o Evangelho em muitos lugares desta ilha. († c. 528)
- Em Anderlecht, no Brabante, atualmente na Bélgica, São Guido, que depois de ter sido sacristão da igreja de Mariensee. († c.1012)
- Em Omura, no Japão, os beatos Apolinário Franco, da Ordem dos Frades Menores, e Tomás Zumárraga, da Ordem dos Pregadores, presbíteros, e quatro companheiros, mártires. († 1622)
- Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato Pedro Sulpício Cristóvão Faverge, irmão da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártir. († 1794)
- Em Seul, na Coreia, São Francisco Ch’oe Kyong-hwan, mártir, que era catequista e, recusando abjurar da fé cristã ante a intimação do governador, foi recluído no cárcere. († 1839)
- Em Trévi, cidade da Úmbria, região da Itália, Maria Luísa (Gertrudes Prósperi), abadessa da Ordem de São Bento. († 1847)
- Em Ruidellots, perto de Gerona, na Espanha, os beatos Emério José (José Plana Rebugent), e Hugo Julião (Julião Delgado Díez), religiosos da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártires. († 1936)
- Em Manlleu, perto de Barcelona, na Espanha, o Beato Miguel de Jesus (Jaime Puigferrer Mora), religioso da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártir. († 1936)

Fonte:
- vatican.va
- vaticannews.va
- Martirológio Romano
- Liturgia das Horas
- Ed. Cléofas

– Pesquisa e redação: Rafael Vitto – Comunidade Canção Nova

– Produção e edição: Melody de Paulo
Fonte: Canção Nova em 2022

Santíssimo Nome de Maria e São Bernardo


História

O culto ao Santíssimo Nome de Maria recorda o amor da Mãe de Deus pelo seu Filho e por cada um dos filhos que o próprio Jesus lhe confiou antes de morrer: “Mulher, eis aí o teu filho… Eis aí a tua Mãe” ( Jo 19,27). O culto difundiu-se ao longo dos séculos por toda a Igreja, e os Papas enriqueceram esta devoção com as indulgências, que já se faziam presentes no século XII para fortalecer o culto ligado a Mãe de Jesus.
Em 1513, o Papa Júlio II concedeu apenas à diocese de Cuenca, na Espanha, uma festa em homenagem ao nome de Maria realizada no dia 15 de setembro. São Pio V suprimiu-a; o Papa Sisto V restaurou-a trazendo-a para 17 de setembro; e somente com o Papa Clemente X, em 1671, a festa foi estendida a toda a Espanha. Depois da vitória conquistada em nome de Maria contra os turcos por João Sobieski, rei da Polônia, em 1683, o beato Papa Inocêncio XI estendeu esta festa a toda a Igreja, marcando-a para 12 de setembro de 1683.

São Bernardo

“Se surgirem os ventos da tentação,
se você tropeçar nas rochas das tribulações,
olha a estrela, invoca Maria.
Se você é sacudido pelas ondas do orgulho,
de detração, de inveja: olha a estrela, invoca Maria.
Seja raiva, ou avareza, ou a tentação da carne
eles sacodem o barco da alma: olhe para Maria.
Se você, perturbado pela enormidade do pecado,
cheio de confusão pela feiura da consciência,
intimidado pelo teor do julgamento,
você começa a ser engolido pelo abismo da tristeza,
do abismo do desespero: pense em Maria.
Nos perigos, nas angústias, nas incertezas,
pense em Maria, invoque Maria.
Ela nunca deixa seu lábio,
nunca deixa seu coração;
e para que você obtenha a ajuda de sua oração,
nunca se esqueça do exemplo de sua vida.
Se você o seguir, não poderá se desviar;
se você orar a ela, não poderá se desesperar;
se você pensa nela, não pode errar.
Se ela o segura, você não cai;
se ela o protege, você não precisa temer;
se ela o guia, não se canse;
se ela o for propícia, alcançará a meta”.

Santíssimo Nome de Maria


Comemoração  litúrgica - 12 de setembro.

Também nesta data: São Guido Anderecht,  São Selésio, Santa Vitória Fornari

Uns dias depois do Natal é celebrada a festa do Santíssimo Nome de Jesus. Concordantemente, a Natividade de Nossa Senhora é seguida de um dia em que é glorificado o seu santo Nome. Oito dias depois do Nascimento da Santíssima Virgem, em obediência à praxe dos Judeus, seus santos pais, deram o nome de Maria à sua Filhinha.  A Liturgia estabeleceu a festa do Santíssimo Nome de Maria no decurso da oitava de sua Natividade. A Espanha foi a primeira nação, que,  tendo para isso a aprovação de Roma, em 1513 introduziu a festa, que depois por Inocêncio XI teve sua extensão à toda a Igreja, em ação de graças pela brilhante vitória por João Sobieski, rei da Polônia alcançada sobre os turcos, que tinham chegado a assediar Viena, capital da Áustria.
Nomes são símbolos, que na esfera do pensamento, do sentido, da vontade e das paixões se ligam ao esplendor ou à treva, à alegria ou à amargura. Que significa para nós o Nome de "Maria?".

1. Luz e esplendor, o nascer do sol Para nosso mundo interior. É o raio de toda a  virtude da humanidade, da obediência, do recolhimento,  da conformidade com a vontade de Deus e,  principalmente, da pureza intacta e ilibada, reflexo este que se manifesta na virgindade real e corporizada em Maria.  Seu nome, qual um farol luminoso, apareceu no meio de um mundo todo materializado e impuro. Em nossa natureza decaída, surgem múltiplos e desordenados desejos; o homem se vê emaranhado em tentações que empolgam seus sentidos, aliciando-os com miragens prometedoras; difícil lhe é depois acusar-se no confessionário das suas quedas  vergonhosas. Quanto mais amor dedicamos à Santíssima Virgem, cujo nome, por si é um raio de puríssima luz, tanto mais se acentua a nossa aversão aos pecados da impureza.
A Sagrada Escritura enaltece o poder da Mãe de Deus sobre os inimigos da nossa salvação e pergunta: "Quem é esta que vai caminhando como a aurora quando se levanta, formosa como a lua, brilhante como o sol, terrível como um exército formado em batalha?" (At, 6-8). Maria aufere este poder: 1. Da beleza de sua alma a que nada pode resistir, Reverenciamo-la para que nos livre do mal.   2. Do poder que ligou à sua intercessão. Ela é a padroeira, a Mãe dos filhos de Deus.

2. O nome "Maria" diz amargura. À Mãe do Crucificado, por ter sua alma pregada na cruz, cabe muito bem o nome de "Amarga". A lembrança do mar amargoso dos seus sofrimentos faz-nos estremecer em sentimentos compassivos. Ó Maria, mar de dor e amargura, recebei a nossa gratidão;  muito sofrestes e suportastes, porque grande foi o vosso amor àqueles cuja mãe quisestes ser. Embora vosso nome nos faça lembrar deste mar de amargura, cheio se nos afigura ele de doçura. Doçura é para nós, no meio das atrocidades amargas da vida.

3. Maria é nome de quem é Senhora, Rainha. Na passagem dos israelitas pelo Mar Vermelho, que em suas ondas revoltosas sepultou o exército dos egípcios, Maria, Irmã de Moisés, à frente das mulheres hebreias entoou um canto de vitória, acompanhado de toques de adufes e coros em uníssono. Era ela a preconizadora da Santíssima Virgem, vencedora do pecado;  símbolo daquela poderosa, à qual Deus Menino se fez súdito. Maria, a Mãe de Jesus, Senhora que é de todas as gerações, nós a louvamos, nós a bendizemos; à sua proteção nos confiamos, a ela nos dirigimos, a Maria Nossa Rainha, Nossa Senhora.

REFLEXÕES
"Para os que foram agraciados em ler a Bíblia no seu original, perceberam que o nome MARIA, está na primeira página. Para ser mais preciso: No Livro do Gênesis, capítulo primeiro, versículo dez. Nós, os crentes, sabemos que nada acontece por acaso. Eram os latinos pagãos, que pensavam que: “O acaso pode mais que a razão” - “Fors plus quam ratio potest”. A distinção consiste em que naquilo que eles julgavam “acaso” nós vemos o Dedo de Deus. Jesus, pelos evangelistas Mateus (V, 18) e Lucas (XVI, 17) nos diz que antes que passem o céu e a terra,  não será omitido um trema, ou pontinho da Lei, sem que tudo seja realizado. Maria, evidentemente, não é um trema, menos ainda um pontinho, é um Nome, sobre o qual foram escritos uma infinidade de livros. O nome Maria, continuará sendo um “sacramentum”, um mistério indecifrável. Porém, o nosso “saber”, o nosso orgulho, não pode ser sobrepujado e assim apelamos para duas SUPOSIÇÕES,  uma  delas significando Senhora e a outra Amada de Deus. Duas definições espetaculares, não fora Maria a Mãe de Deus! A Mãe dos vivificados, por Jesus Vivificador!
Por mais que se louve, por mais que se pretenda bendizer o Santíssimo Nome de Maria, estaremos sempre aquém da real magnitude de MARIA, por sermos limitados e finitos.  Não há, na redondeza da terra, com quem, menos ainda com que, comparar a grandeza incomensurável de Maria.  Pois Maria, não tem similar; MARIA é singularíssima. Maria é Mãe do Criador, Mãe do Incriado; como definir, como explicar?  Brademos alto e bom som: Maria é a Mãe de Deus e nossa. É dar crédito e cair de joelhos." (Carlos Mariano, Livro Oriente - 1998)
"Os espíritos malignos tremem ante a Rainha dos Céus, e fogem como se corre do fogo, ao ouvir seu santo Nome. Causa-lhes pavor o santo e terrível Nome de Maria, que para o cristão é um extremo amável e constantemente celebrado. Não podem os demônios comparecer nem poder por em jogo suas artimanhas onde veem resplandecer o nome de Maria. Como trovão que ressoa no céu, assim caem derrubados ao ouvirem o nome de Santa Maria. E quanto mais amiúde se profere este nome, e mais fervorosamente se invoca, mais céleres e para mais longe escapam." (Tomás de Kempis)
Fonte: Página Oriente em 2014

Festa do Santo Nome de Maria

O fato de que a Santíssima Virgem leve o nome da Maria é o motivo desta festividade, instituída com o propósito de que os fiéis encomendem a Deus, através da intercessão da Santa Mãe, as necessidades da igreja, agradeçam por seu onipotente amparo e seus inumeráveis benefícios, em especial os que recebem pelas graças e a mediação da Virgem Maria. Pela primeira vez, autorizou-se a celebração desta festa em 1513, na cidade espanhola de Cuenca; daí se estendeu por toda a Espanha e em 1683, o Papa Inocêncio XI a admitiu na igreja do ocidente como uma ação de graças pelo suspensão do sítio a Viena e a derrota dos turcos pelas forças do João Sobieski, rei da Polônia.
Esta comemoração é provavelmente anterior ao ano de 1513, embora não se têm provas concretas sobre isso. Tudo o que podemos dizer é que a grande devoção ao Santo Nome de Jesus, que se deve em parte às pregações de São Bernardino de Siena, abriu naturalmente o caminho para uma comemoração similar do Santo Nome de Maria.

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 12/09/2025

ANO C


Lc 6,39-42

Comentário do Evangelho

A importância de viver com humildade


Jesus, inicialmente, utiliza duas comparações para advertir seus discípulos sobre os líderes de Israel. Ele os chama de guias cegos, pois não aceitam a Boa-Nova e não conseguem perceber a discrepância entre o que pregam e o que praticam, tentando se colocar acima do verdadeiro Mestre. Em diversas situações, Jesus denuncia a hipocrisia dos escribas e fariseus, que impunham um rigor excessivo às pessoas, obrigando-as a seguir inúmeras regras e carregando-as com fardos pesados, distorcendo o propósito da Lei, que é a salvação humana.
Para aprofundar a reflexão, Jesus utiliza a imagem do cisco e da trave no olho, alertando contra a pretensão de julgar o irmão sem antes fazer uma análise sincera de si mesmo. É necessário realizar uma avaliação honesta de nossas próprias fraquezas, reconhecendo nossa condição de pecadores. Somente dessa forma, com humildade e misericórdia, seremos capazes de ajudar o próximo de maneira verdadeira e construtiva. O verdadeiro discípulo, ao seguir o Mestre, deve afastar qualquer julgamento hipócrita e vazio, buscando viver um testemunho autêntico, ciente de suas próprias limitações.
https://catequisar.com.br/liturgia/a-importancia-de-viver-com-humildade/

Comentário do Evangelho

Tira primeiro a trave de teu olho e, então, veras claramente para tirar o cisco do olho de teu irmão


Utilizando-se inicialmente de duas comparações, Jesus adverte os discípulos quanto aos líderes de Israel. São guias cegos por não acolher a Boa-Nova e não olhar o descompasso entre o que dizem e o que fazem. Pretendem estar acima do verdadeiro Mestre. Em muitas ocasiões, Jesus denuncia a hipocrisia dos escribas e dos fariseus, que conduziam as pessoas por uma observância rigorosa de inúmeras prescrições e impunham-lhes fardos pesados, desviando o real papel da Lei, que é a salvação do ser humano. Para aprofundar o tema, é utilizada a imagem da contraposição entre a trave e o cisco no olho. O Mestre adverte a pretensão de alguém se tornar juiz de seu irmão sem um olhar crítico para si mesmo. Devemos ter uma profunda e sincera avaliação de nós mesmos, pois assim somos capazes de reconhecer nossas fragilidades e nossa condição de pecadores. É a condição essencial para ajudarmos a corrigir o próximo sob um olhar de misericórdia. Então, deixando-se guiar pelo Mestre, o verdadeiro discípulo deve excluir qualquer julgamento hipócrita e estéril aos outros e viver um autêntico testemunho consciente de si mesmo.
Pe. Jackson Câmara Silva, INJ, ‘A Bíblia dia a dia 2025’, Paulinas.
Fontes: https://www.facebook.com/ParoquiaSantaCruzCampinas e https://www.comeceodiafeliz.com.br/evangelho/tira-primeiro-a-trave-de-teu-olho-e-entao-veras-claramente-para-tirar-o-cisco-do-olho-de-teu-irmao-12092025

Reflexão

Jesus usa uma metáfora para mostrar que o cristão deve estar consciente das suas limitações e pecados antes de querer apontar os defeitos dos outros. Corrigir o próximo é uma ação louvável, mas deve ser consciente e ponderada. Paulo fazia isso com frequência em suas cartas, mas, antes de apontar o que estava errado, dirigia palavras de motivação e recordava aos cristãos que somos apenas instrumentos de Deus e que é Cristo quem deve orientar a comunidade. Ao escrever a Timóteo, Paulo dá graças a Deus pelo dom da sua vocação e por ter sido escolhido por Cristo para ser seu embaixador no mundo. Imitar o Mestre era sua prioridade, pois é trilhando esse caminho que o cristão alcança a santidade e vive em plenitude a fé e a caridade. Imitando o Mestre, deixamos de ser cegos e nos tornamos verdadeiros discípulos, podendo, assim, guiar outros.
(Dia a Dia com o Evangelho 2025 - PAULUS)
https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/12-sexta-feira-10/

Reflexão

«Todo discípulo bem formado será como o mestre»

Rev. D. Antoni CAROL i Hostench
(Sant Cugat del Vallès, Barcelona, Espanha)

Hoje, as palavras do Evangelho nos fazem refletir sobre a importância do exemplo e de procurar para os outros uma vida de exemplo. Por tanto, o ditado popular diz que «Pai Exemplo é o melhor predicador», e o outro que diz «vale mais uma imagem do que mil palavras». Não podemos esquecer, que no cristianismo, todos -sem exceção!- somos guias, já que o Batismo nos dá uma participação no sacerdócio (mediação salvadora) de Cristo: por tanto, todos os batizados temos recebido o sacerdócio batismal. E todo sacerdócio, além da missão de santificar e ensinar aos outros, incorpora também o múnus -a tarefa- de encaminhar ou conduzir.
Sim, todos -queiramos ou não- com nosso comportamento, temos a oportunidade de ser modelo estimulante para os que nos rodeiam. Pensemos, por exemplo, na ascendência que os pais têm sobre os filhos, os professores sobre os alunos, as autoridades sobre os cidadãos, etc. O cristão, no entanto, deve ter uma consciência particularmente viva a respeito de tudo isto. Mas... «Pode um cego guiar outro cego?» (Lc 6,39).
Para nós, cristãos, é uma chamada de atenção aquilo que os judeus e as primeiras gerações de cristãos falavam de Jesus Cristo: «Ele fez bem todas as coisas» (Mc 7,37); «O Senhor começou fazer e ensinar» (At 1,1).
Devemos tentar fazer em obras tudo aquilo que cremos e professamos de palavra. Numa ocasião, o Papa Bento XVI, quando ainda era Cardeal Ratzinger, afirmava que «o perigo mais grave, são os cristãos adaptados», portanto, é o caso das pessoas que de palavra se professam católicas, mas na prática, com seu comportamento, não demonstram o radical próprio do Evangelho.
Ser radical, não é ser fanático (já que a caridade é paciente e tolerante) nem exagerado (pois, no amor não é possível exagerar). Como afirmou São João Paulo II, «o Senhor crucificado é um testemunho insuperável de amor paciente e mansa humildade»: não se trata de um fanático nem de um exagerado. Mas é radical até dizer como o centurião que assistiu sua morte «Na verdade, este homem era um justo» (Lc 23,47).

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «Procurai adquirir as virtudes que julgais faltar aos vossos irmãos, e já não vereis os seus defeitos, porque não os tereis» (Santo Agostinho)

- «A oração e os sacramentos obtêm para nós aquela luz da verdade, graças à qual podemos ser ao mesmo tempo ternos e fortes, usar de doçura e firmeza, calar e falar no tempo certo, repreender e corrigir com justiça» (Bento XVI)

- «Pela caridade, amamos a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos, por amor de Deus. A caridade é o ‘vínculo da perfeição’ (Cl 3, 14) e a forma de todas as virtudes» (Catecismo da Igreja Católica, nº 1844)
https://evangeli.net/evangelho/feria/2025-09-12

Reflexão

A cegueira “do relativismo”

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje “resulta muito atual a descrição que fez são Paulo sobre a “minoria de idade” na fé”: um ser levados à deriva e viver sacudido por qualquer vento de doutrina. Quantos "ventos" conhecemos nestas últimas décadas! Do marxismo ao liberalismo, até a libertinagem; do coletivismo ao individualismo; do ateísmo a um vago misticismo religioso... É a pior das cegueiras, porque ninguém sabe aonde vai, nem aonde ir.
Ter uma fé clara é etiquetado com frequência como fundamentalismo, enquanto que o relativismo —a "cegueira" do pensar segundo "o que se leva"— parece ser a única atitude que está na moda. Vai se constituindo como uma ditadura do relativismo que não reconhece nada como definitivo e que só deixa como última medida o próprio eu e suas vontades.
—A amizade contigo, Jesus, é nossa "medida": a medida do verdadeiro humanismo. Tua amizade nos dá o critério para discernir entre o verdadeiro e o falso, entre o engano e a verdade…
https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2025-09-12

Comentário do Evangelho

Jesus condena a hipocrisia e enfatiza a importância de conhecer o meu coração antes de julgar os outros


Hoje ouvimos a parábola do cego que guia a outro cego… Os dois cairão ao mesmo tempo no mesmo buraco. Muito atual!: vivemos em uma época em que vamos de “corajosos” pela vida, mas bastante escravos das modas (roupas, brinquedos, carros...). Para ser um líder capaz de ajudar aos outros, convém ser “crítico” e exigente com si mesmo.
—«Se você não tem um amigo que o corrija, paga a um inimigo para que o faça».
https://family.evangeli.net/pt/feria/2025-09-12

Meditação

A Palavra: dos ouvidos ao coração!

Alguém sem amor, que se põe a corrigir seu próximo, é um cego pretendendo guiar outro cego. Só o amor é que nos dá a devida ou divina visão, já para tirar a trave de nossos olhos e assim poder tirar o cisco do olho do próximo. Deus, sim, é quem, de fato, vê, sem nem sequer o mínimo cisco nos olhos, pois é justo, com julgamentos corretos, e a nós, pecadores, nos trata conforme seu amor. Ele nos vê pelos olhos do amor! É o Deus experimentado por Paulo, que cego, “antes blasfemava, perseguia e insultava”, mas que encontrou misericórdia e até confiança a ponto de ser designado pelo mesmo Deus para o serviço de seu Evangelho; para ele “transbordou a graça de nosso Senhor”.
Coleta
Ó DEUS, olhai com bondade os que redimistes e adotastes como filhos e filhas, e concedei aos que creem no Cristo a verdadeira liberdade e a herança eterna. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=12%2F09%2F2025&leitura=meditacao