terça-feira, 15 de julho de 2025

TERÇO DA MISERICÓRDIA









TERÇO DA MISERICÓRDIA

"Quando rezarem este Terço junto aos agonizantes, Eu me colocarei entre o Pai e a alma agonizante, não como justo Juiz, mas como Salvador misericordioso".

JESUS, EU CONFIO EM VÓS!!!

APRENDA A REZAR O TERÇO DA MISERICÓRDIA

Para ser rezado nas contas do terço
No começo:

Pai nosso, que estais no céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.

Ave, Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.

Creio em Deus Pai, todo poderoso, criador do Céu e da Terra; e em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor; que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, de onde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espirito Santo, na santa Igreja Católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna Amém.

Nas contas de Pai Nosso, dirás as seguintes palavras usando o terço de Maria:

Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e dos do mundo inteiro.

Nas contas de Ave Maria rezarás as seguintes palavras:

Pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro.

No fim, rezarás três vezes estas palavras:

Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro” (Diário, 476)

GOTAS DE MISERICÓRDIA - Diário de Santa Faustina §793





Diário de Santa Faustina §793

"Estou revivendo os momentos com a Mãe Santíssima. Com grande anseio aguardo a vinda do Senhor. Desmedidos são os meus propósitos. Desejo que todos os povos conheçam o Senhor, desejo preparar todas as nações para receberem o Verbo Encarnado. Ó Jesus, fazei que a fonte da Vossa misericórdia jorre com maior abundância, porque a humanidade está seriamente doente e, portanto, precisa mais do que nunca da Vossa compaixão. Vós sois um mar insondável de misericórdia para nós pecadores e, quanto maior é a nossa miséria, tanto maior direito temos à Vossa misericórdia. Vós sois a Fonte que traz felicidade a todas as criaturas através da Vossa infinita misericórdia."

JESUS, EU CONFIO EM VÓS!!!





segunda-feira, 14 de julho de 2025

AO ENTRAR QUE VENHA COM DEUS... AO SAIR QUE DEUS TE ACOMPANHE…

LITURGIA DIÁRIA - 14/07/2025


Tema do dia

O NOSSO AUXÍLIO É O NOME DO SENHOR, QUE FEZ O CÉU E A TERRA

O Livro do Êxodo inicia descrevendo o ambiente em que se encontravam os filhos de Israel no Egito, quatro séculos após a morte de José. O povo hebreu se tornara numeroso e constituía, na visão dos egípcios, uma ameaça à sua segurança e estabilidade. Daí à escravidão, foi apenas um passo, que logo se concretizou.
Fonte: Arquidiocese BH em 12/07/2021

PALAVRAS DO SANTO PADRE

«Quem amar o pai ou a mãe, [...] o filho ou a filha mais do que a Mim, não é digno de Mim» (v. 37). Jesus não pretende certamente subestimar o amor pelos pais e filhos, mas sabe que os laços de parentesco, se forem postos em primeiro lugar, podem desviar do verdadeiro bem. Vemo-lo: acontecem algumas corrupções nos governos precisamente porque o amor à parentela é maior do que o amor à pátria, e dão cargos aos parentes. [...] Quando, por outro lado, o amor aos pais e filhos é animado e purificado pelo amor ao Senhor, então torna-se plenamente fecundo e produz frutos de bem na própria família e muito para além dela. Neste sentido Jesus diz esta frase. Recordemos também como Jesus admoesta os doutores da lei que fazem faltar o necessário aos pais com a pretensão de o oferecer ao altar, de o dar à Igreja (cf. Mc 7, 8-13). Repreende-os! O verdadeiro amor a Jesus exige um amor autêntico aos pais e aos filhos, mas se procurarmos primeiro o interesse familiar isto leva sempre pelo caminho errado. (Angelus de 28 de junho de 2020)

Oração para antes de ler a Bíblia


Meu Senhor e meu Pai! Envia teu Santo Espírito para que eu compreenda e acolha tua Santa Palavra! Que eu te conheça e te faça conhecer, te ame e te faça amar, te sirva e te faça servir, te louve e te faça louvar por todas as criaturas. Fazei, ó Pai, que pela leitura da Palavra os pecadores se convertam, os justos perseverem na graça e todos consigamos a vida eterna. Amém.

Segunda-feira, 15ª Semana do Tempo Comum, Ano Ímpar (I)
Cor: Verde


Primeira Leitura (Êx 1,8-14.22)
15ª Semana do Tempo Comum | Segunda-feira - 14/07/2025

Leitura do Livro do Êxodo.

Naqueles dias, surgiu um novo rei no Egito, que não tinha conhecido José, e disse a seu povo: “Olhai como o povo dos filhos de Israel é mais numeroso e mais forte do que nós. Vamos agir com prudência em relação a ele, para impedir que continue crescendo e, em caso de guerra, se una aos nossos inimigos, combata contra nós e acabe por sair do país”.
Estabeleceram inspetores de obras, para que o oprimissem com trabalhos penosos; e foi assim que ele construiu para o Faraó as cidades-entrepostos de Pitom e Ramsés. Mas, quanto mais o oprimiam, tanto mais se multiplicava e crescia.
Obcecados pelo medo dos filhos de Israel, os egípcios impuseram-lhes uma dura escravidão. E tornaram-lhes a vida amarga pelo pesado trabalho da preparação do barro e dos tijolos, com toda espécie de trabalhos dos campos e outros serviços que os levavam a fazer à força.
O Faraó deu esta ordem a todo o seu povo: “Lançai ao rio Nilo todos os meninos hebreus recém-nascidos, mas poupai a vida das meninas”.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Responsório Sl 123(124),1-3.4-6.7-8 (R. 8a)
15ª Semana do Tempo Comum | Segunda-feira - 14/07/2025

— Nosso auxílio está no nome do Senhor.
— Nosso auxílio está no nome do Senhor.

— Se o Senhor não estivesse a nosso lado, que o diga Israel neste momento; se o Senhor não estivesse a nosso lado, quando os homens investiram contra nós, com certeza nos teriam devorado no furor de sua ira contra nós.
— Então as águas nos teriam submergido, a correnteza nos teria arrastado, e então, por sobre nós teriam passado essas águas sempre mais impetuosas. Bendito seja o Senhor, que não deixou cairmos como presa de seus dentes!
— Nossa alma como um pássaro escapou do laço que lhe armara o caçador; o laço arrebentou-se de repente, e assim nós conseguimos libertar-nos. O nosso auxílio está no nome do Senhor, do Senhor que fez o céu e fez a terra!

Evangelho (Mt 10,34–11,1)
15ª Semana do Tempo Comum | Segunda-feira - 14/07/2025




quem não toma a sua cruz e segue após mim não é digno de mim. Aquele que encontra a sua vida a perderá, e quem perde a sua vida por causa de mim a encontrará.

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.
— Felizes os que são perseguidos por causa da justiça do Senhor, porque o reino dos céus há de ser deles!

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Não penseis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer a paz, mas sim a espada. De fato, vim separar o filho de seu pai, a filha de sua mãe, a nora de sua sogra.
E os inimigos do homem serão os seus próprios familiares. Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim, não é digno de mim. Quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim, não é digno de mim. Quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim.
Quem procura conservar a sua vida vai perdê-la. E quem perde a sua vida por causa de mim vai encontrá-la. Quem vos recebe a mim recebe; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou. Quem recebe um profeta, por ser profeta, receberá a recompensa de profeta. E quem recebe um justo, por ser justo, receberá a recompensa de justo.
Quem der, ainda que seja apenas um copo de água fresca, a um desses pequeninos, por ser meu discípulo, em verdade vos digo: não perderá a sua recompensa”. Quando Jesus acabou de dar essas instruções aos doze discípulos, partiu daí, a fim de ensinar e pregar nas cidades deles.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.


Oração pardepois dler a Bíblia


Dou-Te graças, meu Deus, pelos bons propósitos, afetos e inspirações que me comunicastes nesta meditação; peço-Te ajuda para colocá-los em prática. Minha Mãe Imaculada, meu protetor São José e Anjo da minha guarda, intercedem todos por mim. Amém.

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 13/07/2025

ANO C


15º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Ano C - Verde

“E quem é o meu próximo?” (Lc 10, 29)

Lc 10,25-37

Ambientação

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Hoje a Igreja nos faz entender mais uma vez, que o crente que levanta seu olhar e suas mãos em preces e adoração a Deus, precisa estender o mesmo olhar e as mesmas mãos para agir de modo coerente ao Deus em que acredita e quer atuar nele em meio ao mundo.
https://diocesedeapucarana.com.br/storage/105044/15-domingo-tempo-comum-ano-c-13-julho-2025.pdf

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs em Cristo Jesus, como assembleia eucarística, formamos o Corpo místico de Cristo na intimidade com o Pai. O Senhor Jesus, o bom samaritano, vem até nós e, movido pela compaixão, cura nossas feridas, restitui-nos a dignidade humana e nos integra na convivência divina pela entrega de sua vida. Que esta celebração nos ajude a afirmar o nosso compromisso de sermos, como o Senhor, bons samaritanos, atentos, solidários e compassivos com quem sofre.
https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Ano-49C-42-15o-DOMINGO-DO-TEMPO-COMUM.pdf

“VAI E FAZ A MESMA COISA”

A parábola do Bom Samaritano é tão conhecida que podemos perder o sabor e o sentido que dela podemos tirar para a nossa vida. Sabemos bem que Jesus muda a ordem das coisas: não se trata de saber quem é o meu próximo, mas de saber fazer-me o próximo de qualquer pessoa. Assim, para o discípulo de Jesus, não há mais desconhecido, pois “todos sois irmãos”.
A parábola do Evangelho deste domingo situa-nos nessa estrada de cerca de 30 quilômetros entre a cidade santa de Jerusalém e o oásis de Jericó. Na época de Jesus, é uma estrada perigosa, sempre infestada de bandos armados. Ora “um homem” não identificado foi assaltado pelos bandidos e deixado caído na beira da estrada. Trata-se, portanto, e isso é que é necessário lembrar, de “um homem” ferido, abandonado, necessitado de ajuda.
Pela estrada passou, um samaritano. Trata-se de um desses que a religião tradicional de Israel considerava um inimigo, um infiel, longe da salvação e do amor de Deus… No entanto, foi ele que parou, sem medo de correr riscos ou de adiar os seus compromissos e interesses pessoais, que cuidou do ferido e que o salvou. Apesar de ser um herege, um excomungado, mostra ser alguém atento ao irmão necessitado, com o coração cheio de amor e, portanto, cheio de Deus.
Jesus conclui a parábola dizendo ao mestre da Lei que o interrogara: “então vai e faz o mesmo”. A verdadeira religião que conduz à vida plena passa pelo amor a Deus, traduzido em gestos concretos de amor pelo irmão – por todo o irmão, sem exceção.
A pergunta do mestre da Lei, não é uma pergunta acadêmica; é a pergunta que os homens do nosso tempo fazem todos os dias: “O que fazer para chegar à vida plena, à felicidade? Como dar, verdadeiramente, sentido à vida?” A resposta eterna é: “Faz de Deus o centro da tua vida, ama-O e ama também os outros irmãos”. Trata-se, portanto, de fazer com que o amor seja vivenciado como nos ensina a Leitura do Deuteronômio de hoje: para perceber o projeto de salvação, de liberdade e de felicidade que Deus tem para os homens, basta olhar para o nosso coração e para a nossa consciência; é aí que Deus nos fala e é aí que nós escutamos as suas propostas e as suas indicações. Precisamos estar disponíveis para escutar e para perceber – no meio das contra-indicações que as nossas paixões nos apresentam – as sugestões, os apelos, os desafios de Deus. É por aqui que passa a nossa realização plena.
“E quem é o meu próximo?” Excelente questão a deste doutor da Lei à procura de uma boa receita “para ter a vida eterna” Porém, não há resposta pré-estabelecida, nem nos lábios de Jesus, nem na Internet… “Amarás! Trata-se de ver em cada pessoa – sem exceção – um irmão e de lhe dar a mão sempre que ele necessitar. Qualquer pessoa ferida com quem nós cruzamos nos caminhos da vida tem direito ao nosso amor, à nossa misericórdia, ao nosso cuidado – seja ela branca ou negra, cristã ou de outra religião, pobre ou rica… A verdadeira religião que conduz à salvação passa por este amor sem limites. Amor que se traduz em cuidado, em proximidade, em abrir o coração ao outro para viver uma bondade que cure as feridas e sofrimentos do próximo. Toda pessoa torna-se próximo para mim, na medida em que eu a considero como um irmão. Sem dúvida, temos ainda muito que aprender e vivenciar para concretizar nas nossas vidas o ensinamento do Senhor! Mas Jesus vai ainda mais longe quando nos ensina que devemos amar a todos, e orar pelos nossos inimigos; a aqueles que nos fazem o mal, devemos responder com o bem; a aquele que nos agride, devemos responder com o perdão; e ao que nos ofendeu devemos dirigir-lhe palavras de perdão”.
Nesta cidade imensa, em cada canto, em cada casa, em cada apartamento, encontraremos pessoas que precisam desse cuidado, dessa proximidade, desse deixar-se tocar pela nossa compaixão na situação por que passa cada um desses irmãos. Não é tanto saber quem será o nosso próximo, mas sobretudo, de quem nos tornaremos próximos. De quem nos vamos aproximar concretamente para pôr em ação este convite a amar?
Padre Carlos Alberto Doutel
Vigário Episcopal para a Região Santana
https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Ano-49C-42-15o-DOMINGO-DO-TEMPO-COMUM.pdf

Comentário do Evangelho

A Importância dos Mandamentos de Deus


Neste domingo, a liturgia nos convida a refletir sobre a prática dos mandamentos, que têm como essência o amor a Deus e ao próximo. Quando o coração se volta completamente para Deus, ele se torna sensível às necessidades do outro. Esse é o cerne da fé verdadeira, que define o verdadeiro discípulo de Cristo.
Deus faz uma aliança com o seu povo. Ele o acompanha e o salva de todos os perigos. Israel deve corresponder a essa aliança através da observância dos mandamentos, que estão ao seu alcance. Não se trata de leis frias ou preceitos inalcançáveis, mas de uma lei que atinge o coração e a alma do ser humano, capaz de movê-lo a cumpri-la.
Apesar de Israel, ao longo de sua caminhada, não conseguir manter fidelidade à Lei e afastar-se de Deus, Ele, em sua infinita bondade, se revela plenamente e reconcilia toda a humanidade por meio de seu Filho. Jesus é o princípio da criação e da redenção, sendo a cabeça do corpo, que é a Igreja. Ele compartilha as dores e alegrias da Igreja, e, sendo o Primogênito entre os mortos, é o primeiro a ressuscitar e vencer a morte, abrindo caminho para que possamos alcançar o Pai.
A Lei, portanto, se torna ainda mais acessível e atinge sua plenitude na pessoa de Cristo. Seus gestos e palavras chamam a atenção dos mestres da Lei. No Evangelho de hoje, um deles se aproxima de Jesus para testá-lo, fazendo-lhe uma pergunta sobre como alcançar a vida eterna. Jesus, então, questiona o mestre sobre sua interpretação da Lei. A resposta do mestre se alinha ao principal mandamento: o Shemá (Dt 6,4), que nos ensina a amar a Deus profundamente, o que está intimamente ligado ao mandamento do amor ao próximo (Lv 19,18). Jesus confirma a resposta do mestre.
Entretanto, o mestre da Lei, buscando justificar-se, estende a conversa e questiona: quem é o “próximo”? Em Israel, o “próximo” pode ser alguém do núcleo familiar, um compatriota ou até um convertido que segue os preceitos da Lei. Jesus, então, conta a parábola do Bom Samaritano para aprofundar a questão.
Na parábola, um sacerdote e um levita, que representam os observantes da Lei, passam por um homem ferido e não o socorrem. Já o samaritano, tradicionalmente inimigo dos judeus e símbolo de impureza e infidelidade, ao ver o homem ferido, sente compaixão e age sem hesitação, cuidando dele e ajudando-o. Ao final da parábola, Jesus modifica a pergunta do mestre da Lei, perguntando: “Qual desses três fez-se próximo?”
Aqui, Jesus amplia a definição de “próximo”. O próximo não é apenas o destinatário passivo do amor, mas também aquele que se faz sujeito ativo do amor, indo ao encontro de quem precisa, independentemente de quem seja. Assim, a herança da vida eterna é concedida àqueles cuja fé está comprometida, movida pela compaixão, que os leva a agir em favor do necessitado.
A lição de hoje nos desafia a sair dos discursos vazios e assumir a responsabilidade de construir um mundo mais justo e fraterno, ajudando o próximo como Cristo nos ensinou. A vida eterna não se conquista através de palavras, mas de ações concretas, motivadas pelo amor.
https://catequisar.com.br/liturgia/a-importancia-dos-mandamentos-de-deus/

Reflexão

Na viagem para Jerusalém, onde será julgado e condenado, Jesus se defronta com um mestre da Lei que quer saber como herdar a vida eterna. Jesus lhe pergunta sobre os Mandamentos. Como é conhecedor das leis, o mestre responde sabiamente, mas resta uma dúvida: quem é “meu próximo”? A partir da pergunta, Jesus conta a parábola do “bom samaritano”. O homem caído à beira da estrada é ignorado pelo sacerdote e pelo levita, provavelmente voltando dos deveres religiosos. Um samaritano vê o moribundo, tem compaixão e cuida dele. O diálogo entre Jesus e o especialista em leis leva à conclusão de quem é o nosso próximo. Mais do que definir “quem é o próximo”, a parábola revela “como tornar-se próximo” de alguém necessitado. Jesus anuncia que “tornar-se próximo” é a razão de sua encarnação, fazendo da humanidade o lugar predileto da sua presença. A compaixão e a misericórdia são a genuína solidariedade que conduz para a vida.
(Dia a Dia com o Evangelho 2025 - PAULUS)
https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/13-domingo-9/

Reflexão

«Mas um samaritano moveu-se de compaixão. Aproximou-se dele e tratou-lhe as feridas e colocou-o em seu próprio animal»

Rev. D. Jordi POU i Sabater
(Sant Jordi Desvalls, Girona, Espanha)

Hoje perguntamo-nos: «E quem é o meu próximo?» (Lc 10,29). Relatam que alguns judeus sentiam curiosidade ao ver seu rabino desaparecer na vigília do dia sábado. Suspeitavam que ele estivesse se encontrando em segredo, talvez com Deus, então um deles o seguiu... E o fez assim, cheio de emoção, até uns bairros miseráveis, onde viu o rabino cuidando e varrendo a casa de uma mulher: ela era paralitica, e a servia e lhe preparava uma comida especial para a festa. Ao voltar, todos perguntaram: «Onde o rabino foi? Subiu ao céu?». E respondeu: «Não, ele subiu ainda mais alto».
O que existe de melhor é amar ao próximo realizando boas obras; aí se manifesta o amor. Sem ignorar quem precisa de nós! «É Cristo quem eleva sua voz nos pobres para chamar à caridade nos seus discípulos» afirma o Concilio Vaticano II num documento.
Ser como o bom samaritano, é mudar os planos («chegou perto dele»), dedicar tempo («cuidou dele»)... Isso nos leva a contemplar também, a figura do anfitrião como disse João Paulo II: «O que teria feito sem ele? O anfitrião, permanecendo anônimo, realizou as tarefas mais importantes. Todos podem atuar como ele, cumprindo as próprias tarefas com espírito de serviço. Toda atividade, oferece a oportunidade, mais ou menos direta, de ajudar a quem precisar (...). Cumprir fielmente com os deveres próprios da profissão é praticar o amor pelas pessoas e à sociedade».
Deixar tudo, para acolher a quem precisa de nós (o bom samaritano) e fazer bem o trabalho por amor (o anfitrião), são as duas maneiras de amar que nos correspondem: «qual dos três foi o próximo. `Aquele que usou de misericórdia para com ele´. Jesus lhe disse: `Vai e faz tu a mesma coisa» (Lc 10, 36,37).
Acudimos à Virgem Maria e, Ela — que é modelo — ajude-nos a descobrir as necessidades dos outros, materiais e espirituais.

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «Que grande e admirável é a caridade. Oremos e supliquemos-Lhe, pois, que pela Sua misericórdia nos permita viver na caridade» (São Clemente de Roma)

- «O bom samaritano é todo o homem sensível ao sofrimento dos outros, o homem que `se comove´ perante a desgraça do seu próximo. É necessário cultivar esta sensibilidade do coração, que testemunha a compaixão por aqueles que sofrem" (S. João Paulo II)

- «Quando Lhe perguntam: Qual é o maior mandamento que há na Lei?´ (Mt 22, 36), Jesus responde: Amarás o Senhor teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua mente: tal é o maior e primeiro mandamento. O segundo é semelhante a este: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. A estes dois mandamentos está Ligada toda a Lei, bem como os Profetas´ (Mt 22, 37-40) (5). O Decálogo deve ser interpretado à luz deste duplo e único mandamento da caridade, plenitude da Lei» (Catecismo da Igreja Católica, nº 2.055)
https://evangeli.net/evangelho/feria/2025-07-13

Reflexão

Parábola do bom samaritano. Nossa fragilidade è fonte de um grande tesouro

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos do Papa Francisco)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje, o Senhor nos convida a abraçar nossa fragilidade como fonte de um grande tesouro evangelizador. Só quem reconhece sua vulnerabilidade é capaz de uma ação solidária.
Compadecer-se (“padecer-com”) daquele que está caído ao borde do caminho é a atitude de quem reconhece no outro sua própria imagem, mistura de terra e tesouro: ama esta imagem, aproxime-se a ela e descobre que as feridas que cura no irmão é unguento para as próprias.
—Nem os delinquentes nem os que passam de longe diante do caído tem consciência de seu tesouro. Os primeiros não valorizam nem sua própria vida e, por isso, se atrevem a deixar ao caído quase morto. O sacerdote e o levita valorizam sua vida, embora parcialmente; se atrevem a olhar só uma parte, a que eles acham valiosa: se sabem escolhidos e amados por Deus, mas não se atreve a reconhecer-se argila, barro frágil. Tem medo dos caídos dá medo e não sabem reconhecê-lo, como poderiam reconhecer o barro dos outros si no aceitam o próprio?
https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2025-07-13

Comentário sobre o Evangelho


Hoje, Jesus conta a “Parábola do bom samaritano” para responder a um doutor da Lei que lhe perguntou: «Quem é o meu próximo?». Que pergunta! Acontece que aqueles doutores da Lei judeus tinham uma lista de critérios para certificar quem era ou não era o “seu próximo”.
- Para Jesus a resposta é categórica: tu próprio és o próximo daquele que sofre. Portanto, «faz tu o mesmo», sem rodeios!
https://family.evangeli.net/pt/feria/2025-07-13

HOMILIA

A PALAVRA: DOS OUVIDOS AO CORAÇÃO!

A mensagem da liturgia que celebramos hoje nos traz um velho conhecido: o bom samaritano. Diversas vezes lemos esta parábola e a interpretamos de muitas maneiras: às vezes, levando em conta o aspecto cultural da rivalidade entre judeus e samaritanos; outras vezes refletindo a presença do próprio Jesus como aquele que sente compaixão e, por isso, cuida; outras vezes ainda tecendo uma crítica às atitudes dos fariseus que passaram por aquele homem ferido e o tornaram invisível.
Todas essas maneiras nos trazem reflexões pertinentes para vivermos a beleza do querer de Deus para a humanidade: o ser humano com sua dignidade respeitada, vivendo a fraternidade e cuidando-se mutuamente. Hoje, com a ajuda das outras leituras, vamos refletir sobre nossa maneira de viver a fé.
Na primeira leitura de Deuteronômio recebemos o pedido da observância dos mandamentos e preceitos do Senhor para uma conversão de alma e coração. Na segunda leitura, o Apóstolo Paulo vê o Cristo como a imagem visível de Deus, que veio trazer a harmonia para tudo e para todos. Relacionando as duas leituras, podemos perceber que no Cristo unimos a vivência da fé (mandamentos e preceitos) com a prática da fé (atitudes de Jesus). Cristo, como cabeça da Igreja, nos conduz com compaixão e misericórdia. Atitudes que encontramos na parábola do bom samaritano contada por Jesus no Evangelho.
Desse modo, nos perguntamos: aqueles judeus que desviaram seu caminho, se esquivando de olhar para o homem ferido, observaram mandamentos e preceitos? O doutor da lei perguntou a Jesus quem era seu próximo. Jesus respondeu com outra pergunta: Quem se fez próximo do necessitado? A resposta dele foi assertiva: Aquele que usou de compaixão! Porém, as atitudes cotidianas dos judeus não revelavam a mesma verdade, pois viviam muitas rivalidades e inimizades com relação aos samaritanos.
Fazer-se próximo é vencer o preceito para amar por inteiro. Isso é usar de compaixão! Foi o que fez o samaritano. Ele não olhou para a “raça” do homem caído, enxergou ali alguém que precisava de ajuda e não hesitou. Fez-se próximo! Venceu os preceitos! Teve atitude verdadeira! Praticou a fé! É isso que Jesus espera de nós! Que o Senhor nos ajude a construir e viver uma Sociedade e uma Igreja mais samaritana.
Pe. Lucas Emanuel, C.Ss.R.
https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=13%2F07%2F2025&leitura=homilia

Oração
OREMOS: Ó DEUS, que mostrais a luz da vossa verdade aos que erram, para retornarem ao bom caminho, dai aos que professam a fé, rejeitar o que não convém ao cristão e abraçar tudo o que é digno deste nome. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.
https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=13%2F07%2F2025&leitura=meditacao