quinta-feira, 6 de julho de 2023

Santa Maria Goretti - 06 de Julho





A Igreja, neste dia, celebra a virgem e mártir que encantou e continua enriquecendo os cristãos com seu testemunho de “sim” a Deus e “não” ao pecado. Nascida em Corinaldo, centro da Itália, era de família pobre, numerosa e camponesa, mas muito temente a Deus.
Com a morte do pai, Maria Goretti, com os seus, foram morar num local perto de Roma, sob o mesmo teto de uma família composta por um pai viúvo e dois filhos, sendo um deles Alexandre. Aconteceu que este jovem por várias vezes tentou seduzir Goretti, que ficava em casa para cuidar dos irmãozinhos. E por ser uma menina temente a Deus, sua resposta era cheia de maturidade: “Não, não, Deus não quer; é pecado!”
Santa Maria Goretti, certa vez, estava em casa e em oração, por isso quando o jovem, que era de maior estatura e idade, tentou novamente seduzi-la, Goretti resistiu com mais um grande não. A resposta de Alexandre foram 14 facadas, enquanto da parte de Goretti, percebemos a santidade, na confidência à sua mãe: “Sim, o perdôo… Lá no céu, rogarei para que ele se arrependa… Quero que ele esteja junto comigo na glória eterna”.
O martírio desta adolescente, de apenas 12 anos, foi a causa da conversão do jovem assassino, que depois de sair da cadeia esteve com as 400 mil pessoas, na Praça de São Pedro, na ocasião da canonização dessa santa, e ao lado da mãe dela, que o perdoou também.
Santa Maria Goretti manteve-se pura e santa por causa do seu amor a Deus, por isso reina na glória com Cristo.
Sua beatificação foi celebrada no dia 27 de abril de 1947, por Papa Pio Xll. E em 24 de junho de 1950, o mesmo celebrou a canonização da santa. Sua festa é celebrada no dia 6 de julho. Santa Maria Goretti é tida como a santa da castidade, da juventude, das vítimas de estupro, da pureza de coração e do perdão. É representada segurando lírios, que simbolizam sua pureza, e com vestes brancas, sinal de sua virgindade.
Santa Maria Goretti, rogai por nós!
Fonte: Canção Nova em 2022

Santa Maria Goretti, a santa da castidade



A Igreja, neste dia, celebra a virgem e mártir que encantou e continua enriquecendo os cristãos com seu testemunho de ‘sim’ à Deus e ‘não’ ao pecado.

Origens

Nasceu em Corinaldo, centro da Itália, no ano de 1890. Era de família pobre, numerosa e camponesa, mas muito temente a Deus. Com a morte do pai, Maria Goretti, com os seus, foram morar num local perto de Roma, sob o mesmo teto de uma família composta por um pai viúvo e dois filhos, sendo um deles Alessandro.

“É pecado!”

Aconteceu que este jovem, por várias vezes, tentou seduzir Goretti, que ficava em casa para cuidar dos irmãozinhos. E por ser uma menina temente a Deus, sua resposta era cheia de maturidade: “Não, não, Deus não quer; é pecado!”

Martírio pela pureza

Santa Maria Goretti, certa vez, estava em casa e em oração, por isso quando o jovem, que era de maior estatura e idade, tentou novamente seduzi-la, Goretti resistiu com mais um grande não.
A resposta de Alessandro foram 14 facadas, enquanto da parte de Goretti, percebemos a santidade na confidência à sua mãe: “Sim, o perdoo… Lá no céu, rogarei para que ele se arrependa… Quero que ele esteja junto comigo na glória eterna”.

Conversão

O martírio desta adolescente de apenas 12 anos foi a causa da conversão do jovem assassino, que, depois de sair da cadeia, esteve com as 400 mil pessoas, na Praça de São Pedro, na ocasião da canonização dessa santa, e ao lado da mãe dela, que o perdoou também.
Santa Maria Goretti manteve-se pura e santa por causa do seu amor a Deus, por isso reina na glória com Cristo.

Beatificação e canonização

Sua beatificação foi celebrada, no dia 27 de abril de 1947, por Papa Pio XII. E em 24 de junho de 1950, o mesmo celebrou a canonização da santa. Sua festa é celebrada no dia 6 de julho. Santa Maria Goretti é tida como a santa da castidade, da juventude, das vítimas de estupro, da pureza de coração e do perdão. É representada segurando lírios, que simbolizam sua pureza, e com vestes brancas, sinal de sua virgindade.

A minha oração

“Santa Maria Goretti, interceda por mim junto a Deus para que eu possa ser também casta e pura, de corpo, mente e coração! Que eu não tema entregar a minha vida por amor a Deus! Amém!”

Santa Maria Goretti, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 6 de julho:

- Em Nicomédia, hoje na Turquia, Santa Ciríaca, virgem e mártir. († s. III/IV)
- Em Fiésole,  hoje na Toscana,  São Rómulo, diácono, que é considerado como o primeiro mártir celebrado desta cidade. († data inc)
- No Egito, São Sisos o Grande, eremita, singularmente insigne no exercício da vida monástica. († c. 429)
- Na Escócia, a comemoração de São Paládio, bispo, que, enviado da cidade de Roma à Irlanda, aí morreu no tempo em que São Germano de Auxerre combatia os erros de Pelágio entre os Bretões. († 432)
- No território de Armagh, na Irlanda, Santa Monena, abadessa do mosteiro de Killeevy por ela fundado. († 517)
- Junto ao rio Reno, na atual Alemanha, São Goar, presbítero, natural da Aquitânia, que fundou um hospício e um oratório para receber os peregrinos e ajudá-los na salvação das suas almas. († s. VI)
- No território de Condat, junto ao maciço do Jura, na Borgonha, hoje na França, São Justo, monge. († data inc.)
- Em Londres, na Inglaterra, São Tomás Moro, que é comemorado no dia 22 de Junho, juntamente com São João Fischer. († 1535)
- Também em Londres, o Beato Tomás Alfield, presbítero e mártir, que, num primeiro momento, cedeu à tortura e abjurou da fé católica; mas depois de ter sido mandado para o exílio, arrependeu-se e voltou para a Inglaterra, por ter divulgado uma Apologia em defesa dos católicos, sofreu o suplício da forca em Tyburn. († 1585)
- Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato Agostinho José (Elias) Desgardin, monge da Ordem Cisterciense e mártir. († 1794)
- Em Orange, também na França, a Beata Susana Águeda Deloye (Maria Rosa), virgem da Ordem de São Bento e mártir. († 1794)
- Em Shuangzhong, no Hebei, província da China, São Pedro Wang Zuolong, mártir, que, durante a perseguição dos «Yihetuan», foi conduzido ao templo do ídolo e, porque se recusou a renegar a fé em Cristo, morreu enforcado num poste. († 1900)
- Em Roma, a Beata Maria Teresa Ledochowska, que se dedicou totalmente aos africanos oprimidos pela escravidão e fundou o Sodalício de São Pedro Claver. († 1922)
- Em Buenos Aires, na Argentina, a Beata Nazária de Santa Teresa (Nazária Inácia March Mesa), virgem, que, movida pelo zelo missionário se consagrou totalmente à evangelização dos pobres nas várias nações da América Latina e fundou o Instituto das Missionárias Cruzadas da Igreja. († 1943)

Fontes:
- vatican.va e vaticannews.va
- Martirológio Romano – liturgia.pt
- arquisp.org.br

– Produção e edição: Catarina Xavier – Comunidade Canção Nova

Santa Maria Goretti

Santa Maria Goretti
1890-1902

Maria Goretti, humilde camponesa, nasceu em 16 de outubro de 1890 na cidade de Corinaldo, província de Ancona, Itália. Seus pais, Luiz e Assunta, criavam os sete filhos em meio à penúria de uma vida de necessidades,mas dentro dos preceitos ditados por Jesus Cristo.
A menina Maria, por ser a mais velha, cresceu cuidando dos irmãos pequenos em casa, enquanto os pais labutavam no campo. Uma de suas irmãs, mais tarde, tornou-se freira franciscana. As dificuldades financeiras eram tantas que a família migrou de povoado em povoado até fixar-se num povoado inóspito chamado Ferrieri. Nessa localidade, a família passou a residir na mesma propriedade de João Sereneli, ancião de sessenta anos de idade que tinha dois filhos, Gaspar e Alexandre, este com dezoito anos de idade. Assim, todos trabalhavam na lavoura enquanto a jovem Maria cuidava da casa e dos irmãos pequenos.
Desse modo, Maria nunca pôde estudar, mas ao lado da família sempre freqüentou a igreja. Ela só estudou o catecismo para fazer a primeira comunhão, aos doze anos de idade, um ano após a morte de seu pai. Quando isto ocorreu, o senhor João, compadecido, manteve tudo como estava, contando apenas com a viúva para o trabalho na lavoura. Porém o problema era seu filho Alexandre, que passara a assediar Maria. Apesar da pouca idade, ela era bonita e bem desenvolvida, já atraindo os olhares masculinos. Como recusasse todas as aproximações do rapaz, este se irritou ao extremo. Até que, no dia 5 de julho de 1902, ele perdeu a razão e a tragédia aconteceu.
Naquele dia, Alexandre trabalhava ao lado de Assunta quando inventou um pretexto, deixou a lavoura. Foi para o lar dos Goretti portando uma barra de ferro com ponta afiada, sabia que Maria estaria sozinha e indefesa. Primeiro insinuou, depois exigiu, por fim ameaçou a jovem de morte se não satisfizesse seus desejos. Mesmo temendo o pior, Maria resistiu dizendo que aquilo era um pecado mortal. Alexandre, transtornado por não alcançar seu intento, passou a golpear violentamente o corpo da menina.
Ela ainda foi levada com vida a um hospital, após ser vitimada com quatorze perfurações. E teve tempo de perdoar seu agressor, pedindo a sua mãe e seus irmãos que fizessem o mesmo, por amor a Jesus. Maria Goretti morreu no dia seguinte ao ataque, no dia 6 de julho de 1902. Quanto a Alexandre, foi preso, quase linchado e condenado a trabalhos forçados. Porém, depois de vinte e sete anos de prisão, foi solto por bom comportamento. Depois de ir a Corinaldo pedir perdão à mãe de Maria Goretti, ingressou num convento capuchinho, onde viveu sua sincera conversão até morrer.
Muitos milagres passaram a acontecer por intercessão da pequena menina virgem. A fé na sua santidade cresceu e espalhou-se de tal forma no mundo cristão que, em 1950, ela foi canonizada. Na solenidade, estava presente a sua mãe Assunta, então com oitenta e quatro anos, ao lado de quatro de seus filhos e Alexandre Sereneli, o agressor sinceramente convertido. O papa Pio XII declarou santa Maria Goretti padroeira das virgens cristãs. Até hoje continuam as romarias ao Santuário de Nossa Senhora das Graças, em Nettuno, onde se encontra a sepultura da santa, há dez quilômetros do povoado onde tudo aconteceu.
Fonte: Paulinas em 2015

Santa Maria Goretti

Maria Teresa Goretti, ou simplesmente Marieta, como seus familiares a chamavam, nasceu em Corinaldo, Ancona no ano 1890, sua família obrigada pela necessidade havia emigrado para o inóspito Agro Pontino na localidade Ferrieri di Conca, a dez quilômetros de Netuno, pelos fins do século XIX. Eram camponeses, acostumados aos duros trabalhos dos campos, trabalhando na lavoura, enquanto Maria Goretti cuidava dos quatro irmãozinhos mais novos que ela. Seu pai morreu quando ela tinha apenas dez anos e sua mãe Dona Assunta, para ganhar o sustento da família, ficava o dia inteiro no trabalho do campo e Maria Goretti não podia estudar, apenas quando podia, corria até à longínqua igreja para aprender o catecismo, e desta forma conseguiu fazer primeira comunhão aos 12 anos.
Numa manhã, quando sua mãe Assunta partiu para o trabalho, deixando Maria Goretti com a irmã menor (que mais tarde entrou para a vida religiosa entre as franciscanas missionárias da Imaculada) o jovem Alexandre Serenelli que já havia sido rejeitado por parte da menina, assassinou-a com vários golpes de punhal, que morreu pronunciando perdão para o assassino, no dia 06 de Julho de 1902. Condenado aos trabalhos forçados, Alexandre Serenelli passou 27 anos na prisão. No ano de 1910 ele disse ter tido uma visão da pequena mártir e desde aquele momento sua vida mudou e dizia que Maria Goretti era seu anjo protetor.
A jovem que não se deixou contaminar pela doença do pecado, foi solenemente canonizada pelo Papa Pio XII, tendo sido assistida por sua mãe Dona Assunta e os irmãos.
Santa Maria Goretti, valei-nos com vossa misericórdia. Perdoai nosso pecado e recriai em nós um espírito novo. Amém.

Santa Maria Goretti, Virgem e Mártir


Comemoração litúrgica: 06 de julho.

Também nesta data: Santa Domingas, Santo Isaías

O Santo Padre Pio XII no dia 24 de julho de 1950 canonizou Maria Goretti, angelical jovem italiana e mártir da castidade aos 12 anos.
Maria Goretti, a Santa Inês do século XX, é um modelo perfeito de amor à virgindade.
Em Corinaldo, pequena povoação da Itália, a cinqüenta quilômetros da Ancona, nasceu Maria Goretti, dia 16 de outubro de 1890, sendo seus pais Luís Goretti e Assunção Carlini, que chegaram a educar sete filhos, em meio de dificuldades econômicas de vida. Como bons cristãos sabiam confiar na Providência do Pai celestial, que está no céu.
Em busca, de sustento, percorreram vários povoados e aldeias, estabelecendo-se, finalmente, em Agro Pontinho, onde a 6 de maio de 1900, faleceu o pai de nossa heroína.

SITUAÇÃO TRÁGICA

Naquela situação trágica, Maria Goretti, que apenas contava nove anos de idade, ajudava sua mãe e procurava animá-la, dizendo:
- Coragem, mamãe! a Providência nos guardará!  A  Senhora há de ver como iremos à frente!
E a Mãe com o apoio de sua filhinha transformou-se em a mulher forte da Sagrada Escritura.
Após um ano que o pai havia falecido, conseguiram colher 300 quintais de trigo e 96 de favas, mas ao fazer as contas viram que faltavam 95 liras para pagar as dívidas.
Nas circunstâncias de penúria e miséria em que viviam, ainda em vida de seu marido, para que pudessem vencer as dificuldades financeiras, uniram-se com a família Serenelli, composta do pai viúvo, chamado João, com sessenta anos, e de seus dois filhos, Gaspar e Alexandre.

TERRÍVEL BATALHA

Dia 5 de julho de 1902, pela tarde, sob um calor sufocante, achavam-se Assunção, mãe de Maria, e Alexandre Serenelli, trabalhando no campo de favas, a guiar dois “barrozze” ou arados puxados por bois.
Maria Goretti achava-se, porém, em casa, a costurar uma camisa, como lhe havia pedido Alexandre.
Em dado momento, já premeditado, Alexandre vai visitar Maria Goretti, dando qualquer desculpa a sua mãe, para que ficasse sozinha trabalhando com o arado. E assim fez.
Com a alma cheia de sensualidade, Alexandre chamou por Maria. E o rapaz já se havia munido de uma barra de aço de uns vinte e quatro centímetros, afiada na ponta como um estilete, e que ele deixara em uma mesa próxima.
Maria começou a tremer pois, conforme declarações posteriores do próprio assassino, ele havia tentado seduzi-la duas vezes, e a jovem conseguira escapar de suas garras, enquanto cobria seu rosto cheio de rubor pelas atrevidas propostas que em sua inocência não podia compreender.
Alexandre, ao ver que Maria não queria acudir ao chamado, em um abrir e fechar de olhos, a tomou violentamente pelos braços, tapou-lhe a boca com a mão, arrastou-a para dentro, enquanto fechava a porta com um ponta-pé.
Diz o Processo Canônico que Maria Goretti, aquela débil menina de doze anos incompletos encontrou forças, para lutar com um leão, somente para defender o tesouro mais querido de sua vida.
- Não! Não! É pecado!. . . Não! . . . Não! . . . Que estás fazendo, Alexandre . . . Irás para o inferno!
O MARTÍRIO

Diante daquela defesa heróica da jovem mártir, o criminoso agarrou a barra de aço e a cravou repetidas vezes naquele corpo virginal. Maria como uma expressão que enterneceria às próprias pedras, exclamava:
- Meu Deus!  Meu Deus! . . .  Estou morrendo . . .  Mamãe! . . .  Mamãe! . . .
Alexandre pensou que ela estivesse morta; Maria, porém, que ainda vivia, começou a pedir socorro a João, o pai do assassino.
Então Alexandre em seu furor diabólico, apertou a garganta da virgem cristã, desferindo novos golpes com a arma homicida, deixando-a novamente como estivesse morta.
Maria conseguira a maior batalha de sua vida: conservar a virgindade!
Acudiram logo Mário e Tereza Cimarelli e outras testemunhas, e até a própria mãe da vítima.

- Maria, minha filha que aconteceu? Quem foi . . .  Diga-me, diga-me exclamou sua mãe, surpreendida e emocionada.
- Foi Alexandre!
- E por que fez isto?
- Ele queria fazer coisas más, e eu não quis e não deixei.

E o criminoso, poucas horas depois, era levado à prisão, entre os gritos furiosos dos vizinhos, que o queriam linchar.  A pobre vítima ficou quase despedaçada.
Conforme o documento da autópsia, tinha quatorze feridas, nove das quais eram profundas em lesões do coração, pulmão esquerdo, do diafragma, do intestino delgado, do ilíaco, do mesentério. Foi um verdadeiro milagre viver, ainda vinte quatro horas!
Levaram-na para o Hospital dos Irmãos de São João de Deus, em Nettuno.
Os médicos tudo fizeram para salvar aquela vida, a sofrer duas horas de verdadeiro martírio, enquanto durou a laparotomia, único recurso, porque não lhe foi possível aplicar anestesia, devido seu estado não o permitir.
Naquela mesma noite, Maria foi inscrita na Congregação das Filhas de Maria osculando a medalha com verdadeira alegria, em meio à dor que queimava os débeis membros daquela terna açucena.

ALMA HERÓICA

Na manhã seguinte, domingo, 6 de julho, recebeu a Sagrada Comunhão. Foi comovente a cena que se passou. A sua mãe perguntou-lhe:

- Maria, minha filha, você perdoa de todo coração ao seu assassino?
- Sim, perdôo . . . Lá do Céu rogarei para que se arrependa. Ainda mais: quero que ele esteja junto de mim na eterna glória.

O sacerdote que assistia aquela cena, perguntando também, se Maria perdoava, recebeu as mesmas respostas, e comovido derramou ardentes lágrimas de consolo.
E a verdade é que Maria conseguiu seu intento, porque no Processo Canônico para a beatificação aparece entre as primeiras testemunhas, Alexandre Serenelli, disposto a não afastar nenhuma humilhação de sua própria pessoa, com tal que fosse para a glória de sua vítima e hoje sua protetora no Céu.
E aquela fragrante açucena deixou de existir às 15,45 do dia 6 de julho de 1902. O seu enterro não foi um funeral, mas, sim, um verdadeiro triunfo!
Os restos mortais dessa humilde camponesa italiana repousavam desde 1926 no belo mausoléu de Zaccagnini, erigido para ela no Santuário de Nossa Senhora das Graças, em Nettuno.

O AGRESSOR - PRISÃO, CONVERSÃO, INGRESSO NO MOSTEIRO

Alexandre Serenelli,  preso logo após a violenta investida,  foi julgado e  condenado a trabalhos forçados e cumpriu 30 anos de pena, quando recebeu o perdão por sua boa conduta.  Ele próprio declarou ter tido uma visão da  mártir, fato que culminou em sua conversão.  A mãe, os  irmãos e  o próprio assassino puderam assistir em 1950 a solene canonização de Santa Maria Goretti na Praça de São Pedro, então  presidida pelo Papa Pio XII.
Em 1936,  Alexandre Serenelli ingressara num mosteiro capuchinho e lá viveu o resto de seus dias como frade contemplativo, em vida santa e penitente. Ele próprio, sentindo a aproximação da morte,  escreve de punho um belo e comovente testemunho:

"Sou um ancião de quase oitenta anos e estou pronto para partir. Dando uma olhadela ao meu passado, reconheço que na minha primeira juventude escolhi o mau caminho, o caminho do mal que me levou à ruína. Via, através da imprensa, os espectáculos e os maus exemplos que a maioria dos jovens seguem nesse mau caminho, sem refletir. E eu fiz o mesmo sem me preocupar com nada.
Tinha perto de mim pessoas que criam e viviam a sua fé, mas não reparava nisso, cego por uma força selvagem que me arrastava para o mau caminho. Quando tinha vinte anos, cometi um crime passional, que hoje fico horrorizado só em recordar. Maria Goretti, agora uma santa, foi o anjo bom que a Providência pôs no meu caminho. Ainda tenho impressas no meu coração as suas palavras de reprovação e de perdão. Ela rezou por mim, intercedeu por mim, seu assassino.
Depois, vieram 30 anos de cárcere. Se não fosse então menor de idade, teria sido condenado a prisão perpétua. Aceitei a sentença que merecia, expiei com resignação a minha culpa. Maria [Goretti] foi realmente a minha luz e a minha protetora; com a sua ajuda, portei-me bem e tratei de viver honestamente quando fui novamente aceito entre os membros da sociedade. Os filhos de São Francisco, os capuchinhos de le Marche, receberam-me no seu mosteiro com a sua angélica caridade, não como um criado, mas como um irmão. Com eles convivo desde 1936.
Agora estou serenamente à espera de ser admitido à visão de Deus, abraçar de novo os meus entes queridos, estar junto do meu anjo protector e da sua querida mãe, Assunta.
Desejaria que os que vierem a ler estas linhas aprendessem o estupendo ensinamento de evitar o mal e de seguir sempre o bom caminho, desde a infância. Pensem que a Religião, com os seus mandamentos, não é algo que possa pôr-se de lado, mas sim o verdadeiro consolo, a única via segura em todas as circunstâncias, também nas mais dolorosas da vida. Paz e bem!"
Reflexões:
Se a imprensa e os espetáculos da época,  conforme atestou Frei Alexandre, foi causa de tanto dano aos jovens que lhe foram contemporâneos, isso há mais de 100 anos atrás,  que dizer da imprensa hoje, representada por vasto leque, desde os meios escritos, radiofônicos, televisivos até os do mundo virtual,  que tanto lixo lança em nossos lares diariamente?  Não é à toa que o Santo Padre sofre tantas investidas quando reafirma a posição da Igreja contra o sexo antes do casamento, prostituição, aborto e métodos contraceptivos;  hoje a apologia a métodos e convenções pecaminosas fazem parte da rotina e os profissionais da imprensa, especialmente seus dirigentes são os primeiros responsáveis e, por seus atos, certamente prestarão contas no dia do Juízo. Sobre isto, lembremo-nos o que diz o Divino Mestre:

"Porque, a quem muito se tiver dado, muito lhe será exigido; quanto mais se confia a alguém, mais dele se exigirá." (Lc 12, 48)

"Ai do mundo, por causa dos escândalos! Eles são inevitáveis, mas ai daquele homem por quem vem o escândalo." (Mt 18, 7)

A inocência das crianças parece hoje comprometida e a nossa inércia, apatia ou aprovação, nos torna  co-responsáveis. Se participamos desse concluio coletivo,  terreno e carnal e aceitamos, difundimos ou não usamos do rigor necessário com nossos filhos impondo-lhes limites, comprometemos a salvação de toda a família.  Do embalo sucessivo das ondas do mundo não nos devemos agremiar,   mas lutar com todas as forças e tendo por referência a doutrina e os ensinamentos da Santa Igreja,  de política impopular e cuja voz é doída aos ouvidos, porque baseada na verdade que conduz à salvação da alma.   Já,  a voz do mundo, é gostosa de ouvir, porque enaltece o ter, o poder, o prazer, enfim a "liberdade" na sua máxima expressão que conduz à perdição eterna, ao inferno.  É, portanto, hora de reflexão e conversão, pois que ninguém sabe se amanhã o coração estará ainda batendo ao peito.
O único e verdadeiro tesouro que os pais deixam aos filhos são os ensinamentos da Santa Religião. Afinal, eles garantem a eternidade,  garantem que um dia nossa família estará TODA REUNIDA,  com Maria, anjos e santos, na morada eterna de Deus.
A história do Frei Alexandre Serenelli nos mostra quão grande é a misericórdia divina ao pecador que se arrepende. Pagou sua dívida perante os homens e dedicou anos de mosteiro em vida de duras penitências e extrema santidade.
Que Santa Maria Goretti, portadora do perdão e da caridade cristã, de pureza em grau elevadíssimo, interceda por todos nós, especialmente pelas crianças, adolescentes e jovens, e que a sociedade reencontre a santidade, a candura, o verdadeiro amor, que ensina a doutrina da Igreja de Cristo.
Fonte: Página Oriente em 2016

Santa Maria Goretti

NascimentoNo ano de 1890
Local nascimentoAncona
OrdemVirgem e Mártir
Local vidaItália
EspiritualidadeMenina de 12 anos, pobre e analfabeta, preferiu morrer cruelmente a consentir no pecado. Filha mais velha dr cinco irmãos, dos quais também cuidava, órfã de pai, teve que deixar a escola mas esforçou-se para terminar o catecismo, recebendo a primeira Comunhão aos 12 anos de idade. Sempre alegre, altruísta e bastante espiritualizada granjeou - sem o querer- a atenção de Alexandre Serenlli, um rapaz de 18 anos de idade. Tentou cortejá-la, mas foi rejeitado. O rapaz rondou a casa de Maria Goretti , e quando viu a mãe sair, atacou-a, fazendo tudo para ela se entregasse a ele. Rejeitando com decisão todas as proposta do assediador, dizia: "Não, não! Deus não quer! Isso é pecado!". Maria disse que preferia morrer do que aceitar tal atitude e acabou realmente morta com catorze punhaladas por ele. Antes de expirar perdoou o agressor. Foi canonizada por Pio XII, em 1950. O assassino ficou 27 anos preso e assistiu, arrependido após sonhar com Maria Goretti que lhe oferecendo um buquê de flores, perdoando. Assistiu à canonização da Angélica virgem e mártir, morrendo penitente num convento de capuchinhos e assim que deixou a prisão foi pedir perdão a mãe de Maria Goretti.
Local morteFerrieri di Conca, Itália,
MorteNo ano 1902, aos 12 anos de idade
Fonte informaçãoSanto nosso de cada dia, rogai por nós
OraçãoÓ Santa Maria Goretti, que confortada com a graça divina, com apenas doze anos, não duvidaste em derramar o sangue e sacrificar a vida em defesa da pureza virginal, ensinai à todos, mas especialmente à juventude, a coragem e a decisão de colocar acima de tudo, o amor à Cristo. Amando-o totalmente, tenhamos um verdadeiro horror ao pecado, possamos viver santamente nesta terra e conseguir a glória eterna na felicidade do Paraíso. Amém.
DevoçãoA Sagrada Eucaristia
PadroeiroMoças em perigo
Outros Santos do diaDominga(virg.); Agilulfo, Benedita, Bertário e Ataleno (márts.); Branwaládro, Darerca, Dermor, Etna e Cumman; Gervásio, Justo (monge); Goar (er.); Isaías (pf); Lúcia, Antonino, Severino, Diodoro, Dião e comps.(márts.); Matilde, Paládio, Rômulo (bispos); Sisoes(monge); Tranqüilino (mártir); Hugo(er.).
Fonte: ASJ em 2015

São Tomé - 03 de Julho





Pertenceu ao grupo dos doze apóstolos. O Senhor o chamou dentrode sua realidade, com suas fraquezas e até com suas crises de fé.
Nosso Senhor Jesus revelou a nós coisas maravilhosas através de São Tomé: 
“Tomé lhe disse: ‘Senhor, nós nem sabemos para onde vais, como poderíamos saber o caminho?’ Jesus lhe disse: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai a não ser por mim” (Jo 14,6).
Tomé nunca teve medo de expor a realidade de sua fé e de sua razão, que queria saber cada vez mais e melhor. Quando Jesus apareceu aos apóstolos ao ressuscitar, Tomé não estava ali, e aí encontramos seu testemunho: “Oito dias depois, os discípulos encontravam-se reunidos na casa, e Tomé estava com eles. Estando as portas fechadas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja convosco”. Depois disse a Tomé: “Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado e não sejas incrédulo, mas crê!” Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!” (Jo 20,26-28).
O Papa São Gregório Magno meditando essa realidade de São Tomé diz: “A incredulidade de Tomé não foi um acaso, mas prevista nos planos de Deus. O discípulo, que, duvidando da Ressurreição do Mestre, pôs as mãos nas chagas do mesmo, curou com isso a ferida da nossa incredulidade”.
Segundo a Tradição, Tomé teria ido, depois de Pentecostes, evangelizar pelo Oriente e Índia onde morreu martirizado, ou seja, morreu por amor, testemunhando a sua fé.
São Tomé, rogai por nós!
Fonte: Canção Nova em 2021

São Tomé Apóstolo


Testemunho Bíblico

Tomé, chamado Dídimo, um dos Doze, não estava com os discípulos quando Jesus apareceu. Os outros discípulos lhe disseram: “Vimos o Senhor!”. Mas ele lhes disse: “Se eu não vir as marcas dos pregos em suas mãos, não colocar o meu dedo onde estavam os pregos e não puser a minha mão no seu lado, não acreditarei”. Uma semana mais tarde, os seus discípulos estavam outra vez ali, e Tomé com eles. Apesar de estarem trancadas as portas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: “A Paz esteja com vocês!”. Depois, disse a Tomé: “Coloque o seu dedo aqui; veja as minhas mãos. Estenda a mão e coloque-a no meu lado. Pare de duvidar e acredite”. Disse-lhe Tomé: “Meu Senhor e meu Deus!”. Então Jesus lhe disse: “Você acreditou porque me viu! Felizes os que não viram e acreditarão». (Jo 20,24-29)

Tomé incrédulo?

Geralmente, quando se fala de São Tomé, começa-se de trás para frente: depois da ressurreição, por não estar presente na aparição de Jesus aos Apóstolos, não acreditou no que lhe disseram. Porém, ninguém tem o direito de pensar que Tomé era uma pessoa tépida ou, pior ainda, um pecador. Era apenas um homem cuja fé profunda ainda devia ser posta à dura prova da vida, que ele não escondia: expôs suas dúvidas e fez a Jesus as perguntas que brotavam do seu coração. Por exemplo: quando Jesus voltou a Betânia, onde seu amigo Lázaro tinha falecido, os discípulos ficaram com medo, porque, na Judeia, o clima não era nada favorável. Ali, Tomé demonstrou não ter medo de nada, a ponto de dizer: “Vamos morrer com Ele”. Durante a Última Ceia também, quando Cristo disse que ia preparar um lugar para todos na Casa do Pai, Tomé ficou desorientado. Por isso, perguntou ao Senhor para onde ia, e qual seria o caminho para chegar lá. Então, Jesus respondeu: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a vida!”.

Incredulidade do Apóstolo como estereótipo

Toda a comunidade dos Apóstolos estava abalada pela morte de Jesus e pelas violências que padeceu. Porém, ao ressuscitar, Jesus apareceu, imediatamente, aos seus discípulos para tranquilizá-los. Tomé não estava lá naquele momento, e por isso não acreditou no que diziam. Talvez, por causa da sua teimosia inata ou por sentir de estar ausente, quis tocar as feridas dos cravos e nas mãos, e também no peito de Jesus. Afinal, ele era um homem como todos. Por isso, Jesus o satisfez ao voltar oito dias depois. Assim, Tomé acreditou, imediatamente, a ponto de confessar: “Meu Senhor e meu Deus!”, como ninguém jamais havia feito. Por fim, Jesus fez uma promessa, que servia para toda a humanidade, até o fim dos tempos: “Felizes dos que acreditarão sem ter visto”. O Papa São Gregório Magno, meditando essa realidade de São Tomé, diz: “A incredulidade de Tomé não foi um acaso, mas prevista nos planos de Deus. O discípulo, que duvidando da Ressurreição do Mestre, pôs as mãos em Suas chagas, e curou com isso a ferida da nossa incredulidade”.

A missão do discípulo

Sabemos que Tomé não era muito instruído, mas, certamente, compensava esta lacuna pelo imenso amor que sentia por Jesus. Segundo a tradição, o Apóstolo recebeu a missão de evangelizar a Síria e, depois, a cidade de Edessa, da qual partiu para fundar a primeira comunidade cristã na Babilônia, Mesopotâmia, onde permaneceu sete anos. Dalí, embarcou para a Índia. De Muziris, onde já havia comunidade judaica promissora, que se tornou cristã, rapidamente atravessou todo o país até chegar à China, sempre e somente por amor ao Evangelho. Ao voltar à Índia, foi martirizado, transpassado por uma lança, na atual Chennai, em 3 de julho de 72.

A minha oração

“Ó Santo Apóstolo, predileto do Senhor, com tua incredulidade curou a nossa, com tua audácia tocaste no corpo glorioso do Senhor. Ensinai-nos a crer sem precedências e a provar da ressurreição do divino Mestre. Amém!”

São Tomé , rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 03 de Julho:

- Em Laodicéia, hoje Lataquia, na Síria, a comemoração de Santo Anatólio. († s. III)
- Em Bízia, hoje Wiza, na Turquia, São Memnão, centurião e mártir. († c. s. III)
- Na Mésia, território atualmente compreendido entre a Roménia e a Bulgária, a comemoração dos santos Marcos e Mociano, mártires. († c. s. IV)
- Em Altino, na Venécia, hoje no Véneto, região da Itália, Santo Heliodoro, bispo. († s. IV f.-V in.)
- Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia, Santo Anatólio, bispo. († 458)
- Em Roma, junto de São Pedro, São Leão II, papa, que confirmou os decretos do Concílio III de Constantinopla. († 683)
- Em Toulouse, junto ao rio Garonne, na França, São Raimundo Gayrard, mestre-escola, que, após a morte da esposa, fundou um hospício e, finalmente, foi admitido entre os cónegos da basílica de São Saturnino. († 1118)
- Em Hung Yen, cidade do Tonquim, hoje no Vietnam, São José Nguyen Dinh Uyen, mártir. († 1838)
- Em Vinh Long, cidade da Cochinchina, também no atual Vietnam, São Filipe Phan Van Minh, presbítero e mártir. († 1853)
- Em Fuencarral, atual bairro de Madrid, na Espanha, a Beata Maria Ana Mogas Fondcuberta, virgem, que fundou a Congregação das Irmãs da Mãe do Divino Pastor. († 1886)
- Num pântano junto de Dongyangtai, perto de Shenxian, no Hebei, província da China, os santos Pedro Zhao Mingzhen e João Baptista Zhao Mingxi, mártires, dois irmãos. († 1900)

Fontes:
- vatican.va e vaticannews.va
- Martirológio Romano – liturgia.pt
- Liturgia das Horas
- Livro “Relação dos Santos e Beatos da Igreja” – Prof Felipe Aquino [Cléofas 2007]

– Pesquisa e redação: Rafael Vitto – Comunidade Canção Nova

– Produção e edição: Catarina Xavier – Comunidade Canção Nova

São Tomé

São Tomé
Apóstolo
Século I

Embora na nossa memória a presença de são Tomé faça sempre pensar em incredulidade e nos lembre daqueles que "precisam ver para crer", sua importância não se resume a permitir a inclusão na Bíblia da dúvida humana. Ela nos remete, também, a outras fraquezas naturais do ser humano, como a aflição e a necessidade de clareza e pé no chão. Mas, e principalmente, mostra a aceitação dessas fraquezas por Deus e seu Filho no projeto de sua vinda para nossa salvação.

São três as grandes passagens do apóstolo Tomé no livro sagrado. A primeira é quando Jesus é chamado para voltar à Judéia e acudir Lázaro. Seu grupo tenta impedir que se arrisque, pois havia ameaças dos inimigos e Jesus poderia ser apedrejado. Mas ele disse que iria assim mesmo e, aflito, Tomé intima os demais: "Então vamos também e morramos com ele!"
Na segunda passagem, demonstra melancolia e incerteza. Jesus reuniu os discípulos no cenáculo e os avisou de que era chegada a hora do cumprimento das determinações de seu Pai. Falou com eles em tom de despedida, conclamando-os a segui-lo: "Para onde eu vou vocês sabem. E também sabem o caminho". Tomé queria mais detalhes, talvez até tentando convencer Jesus a evitar o sacrifício: "Se não sabemos para onde vais, como poderemos conhecer o caminho?". A resposta de Jesus passou para a história: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim".
E a terceira e definitiva passagem foi a que mais marcou a trajetória do apóstolo. Foi justamente quando todos lhe contaram que o Cristo havia ressuscitado, pois ele era o único que não estava presente ao evento. Tomé disse que só acreditaria se visse nas mãos do Cristo o lugar dos cravos e tocasse-lhe o peito dilacerado. A dúvida em pessoa, como se vê. Mas ele pôde comprovar tanto quanto quis, pois Jesus lhe apareceu e disse: "Põe o teu dedo aqui e vê minhas mãos!... Não sejas incrédulo, acredita!" Dessa forma, sua incredulidade tornou-se apenas mais uma prova dos fatos que mudaram a história da humanidade.
O apóstolo Tomé ou Tomás, como também é chamado, tinha o apelido de Dídimo, que quer dizer "gêmeo e natural da Galiléia". Era pescador quando Jesus o encontrou e o admitiu entre seus discípulos.
Após a crucificação e a ressurreição, pregou entre os medos e os partas, povos que habitavam a Pérsia. Há também indícios de que tenha levado o Evangelho à Índia, segundo as pistas encontradas por são Francisco Xavier no século XVI. Morreu martirizado com uma lança, segundo a antiga tradição cristã. Sua festa é comemorada em 3 de julho.
Fonte: Paulinas em 2014

São Tomé

São Tomé era Israelita e foi um dos doze apóstolos de Jesus. Seu nome costa na lista dos quatro evangelistas. Esse apóstolo a quem obstinadamente fazemos a injustiça de chamá-lo incrédulo, se despede do Evangelho com breve e alto grito de fé " Meu Senhor e meu Deus!" Ninguém até aquele momento, nem mesmo Pedro e João, havia pronunciado a interior de clareza devemos as confortáveis palavras de Cristo, epílogo do Evangelho e ponto de força para os futuros crentes: "Porque me viste, Tomé, creste. Felizes os que não viram e creram". A incredulidade de Tomé, como também as negações de Pedro, foram as consequências do amor e da dor, e por isso foram transformadas em bênçãos e sustento da fraqueza humana pela misericórdia de Deus.
As primeiras palavras pronunciadas por Tomé no Evangelho são de desconforto. Marta e Maria haviam suplicado a Jesus que fosse à cabeceira de Lázaro, mas voltar novamente à Judéia, após as ameaças feitas pelos inimigos, era expor-se a grande perigo. Jesus, porém, diante das objeções dos apóstolos, mostrou-se decidido e foi aí que Tomé exclamou aflito: "Vamos também nós e morramos com ele".
A segunda intervenção de Tomé. Jesus reunia os discípulos no cenáculo. Suas palavras têm um tom de despedida: "Para onde eu vou vós sabeis e sabeis também o caminho". Todos calam, tomados pela emoção; só Tomé ousa objetar: "Senhor, nós não sabemos para onde vais, e como poderemos conhecer o caminho?" A resposta de Jesus é outro presente, que introduz Tomé e nós no âmago do mistério trinitário. Jesus lhe respondeu: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim. Se vós me conheceis, conhecerão também meu Pai. Desde este momento vós o conheceis".
Tomé precisa mais que qualquer outro da Páscoa para ter resposta definitiva às suas interrogações, sua ausência junto aos apóstolos quando da visita de Jesus ressuscitado, outro providencial incidente:" Se eu não vir em suas mãos o lugar dos cravos e se não puser o meu dedo no lugar dos cravos e minha mão no seu lado, não crerei. "E Jesus pode responder: "Põe o teu dedo aqui e vê minhas mãos... Não sejas incrédulo, crê!"

São Tomé

NascimentoNo século I DC
OrdemApóstolo do Senhor
Local vidaSíria, Pérsia e Índia
EspiritualidadeSão Tomé é muito conhecido pela sua incredulidade após a morte do Senhor que apareceu aos discípulos no dia da ressurreição para convencê-los de que havia ressuscitado realmente. Tomás, porém, estava ausente e ao ouvir os apóstolos lhe contar que viram o Senhor, exclamou: "Se não ver em Suas mãos a marca dos pregos e colocar o dedo nos buracos dos pregos e a mão em sua costela, não crerei". Oito dias mais tarde, Jesus apareceu novamente aos discípulos. Dirigindo-se a Tomé disse-lhe: "Põe aqui teu dedo e olha minhas mãos: dá-me tua mão e coloca-a nos lugares de meus cravos. E não sejas incrédulo, e sim cristão. "Tomé caiu de joelhos e exclamou: "Senhor meu e Deus meu!" Jesus replicou: "Crestes, Tomé, porque me viste. Bem aventurados os que crêem sem ter visto". O Martirológico Romano, que combina várias lendas, afirma que Santo Tomé pregou o Evangelho aos partos, medos, persas e hircanios, e que depois passou à Índia, sendo martirizado em "Calamina". Comemora em 3 de julho a trasladação das relíquias de Santo Tomé a Edesa. Em Malabar e em todas as igrejas sírias esta data é a da festa principal, pois o martírio teve lugar em 3 de julho do ano 72.
Local morteCalamina
MorteNo ano 72 DC
Fonte informaçãoSanto nosso de cada dia, rogai por nós
OraçãoÓ São Tomé, vos trazemos um canto alegre de louvor. Da simples arte de pescar, Jesus aos cimos vos levou. Ao seu chamado obedecendo, com vosso irmão tudo deixastes, e do seu Nome e do seu Verbo ardente arauto vos tornastes. Ó testemunha fulgurante da mão direita do Senhor, vedes no monte a glória eterna, no horto vedes a sua dor. E quando a taça do martírio chamou por vós, pronto atendestes, como primeiro entre os apóstolos pelo Senhor dela bebestes. Fiel discípulo de Cristo, da luz do céu semeador, iluminai os corações pela esperança, fé e amor. Dai-nos seguir com prontidão a Jesus Cristo e seus preceitos, para podermos, junto a vós, cantar-lhe o hino dos eleitos. Amém.
DevoçãoÀ Evangelização
PadroeiroDos Arquitetos, Pedreiros e Cegos
Outros Santos do diaAnatólio, Beltrão (bispos); Cresto, Dartina, Nato, Heliodoro, Eilógio, Eusébio, Germano (bispos); Jacinto, Leão II (papas); Marcos e Muciano, Mustída e Irineu (márts.), São Raimundo Gayrard (padroeiro também dos Arquitetos).
Fonte: ASJ em 2014

BOA NOITE! Jesus sacramentado, nosso Deus Amado.

BOA NOITE "Dou-vos graças, ó Senhor, porque me ouvistes e vos tornastes para mim o salvador! A pedra que os pedreiros rejeitaram tornou-se agora a pedra angular." Sl 117