Dedicamos a catequese de hoje à oração dos justos.
O desígno de Deus para a humanidade é bom, mas em nossa vida cotidiana experimentamos a presença do mal: é uma experiência de todos os dias. Os primeiros capítulos do livro de Gênesis descrevem a expansão progressiva do pecado nas vivências humanas. Adão e Eva (cf. Gn 3, 3-7) duvidam das intenções benevolentes de Deus, pensando que estão lidando com uma divindade invejosa, que impede sua felicidade. Daí a rebelião: eles não acreditam mais em um Criador generoso, que deseja sua felicidade. O coração deles, cedendo à tentação do maligno, é tomado por delírios de onipotência: “Se comermos o fruto da árvore, nos tornaremos como Deus” (cf. v. 5). E esta é a tentação, ea ambição que entra no coração. Mas a experiência segue na direção oposta: seus olhos se abrem e descobrem que estão nus (v. 7), sem nada. Não se esqueça disso: o tentador é um mau pagador, ele paga mal.
O desígnio de Deus para a humanidade é bom, mas em nossa vida cotidiana experimentamos a presença do mal”, alertou Francisco na catequese desta quarta-feira, 27
Da redação, com Vatican News
Papa durante catequese realizada na
Biblioteca do Palácio Apostólico
Foto: Vatican Media
“A oração dos justos” foi o tema da catequese do Papa Francisco na Audiência Geral desta quarta-feira, 27, realizada na Biblioteca do Palácio Apostólico, por causa da pandemia de coronavírus ainda em andamento. O Pontífice ressaltou: “O desígnio de Deus para a humanidade é bom, mas em nossa vida cotidiana experimentamos a presença do mal. Os primeiros capítulos do Livro do Gênesis descrevem a expansão progressiva do pecado nas vicissitudes humanas”.
LEITURA ORANTE Jo 17,11b-19 - "Que todos sejam um!" Estamos na Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos Semana de Oração 2020: 24 a 31 de maio TEMA "Gentileza gera Gentileza",inspirado na passagem de Atos 28:2 - relato em que Paulo é gentilmente acolhido após um naufrágio. Preparamo-nos para a Leitura Orante fazendo com todos a oração: Oração Deus do caminho reto, dá-nos sabedoria para distinguir o certo do errado. Que nossos corações sejam guiados pela honestidade e em nossos lábios haja a verdade. Dá-nos coragem para sermos verdadeiros mesmo quando outros se voltam contra nós. Protege-nos contra o desejo de espalhar ideias enganosas; ao contrário, ajuda-nos a ser agentes de unidade e paz, levando boas novas para todas as pessoas. Assim oramos em nome de teu Filho, Jesus Cristo. Amém. 1. Leitura (Verdade) O que diz o texto do dia? Lemos atentamente, na Bíblia, o texto: Jo 17,11b-19, e observamos as palavras de Jesus na sua oração ao Pai. Pai santo, pelo poder do teu nome, o nome que me deste, guarda-os para que sejam um, assim como tu e eu somos um. Quando estava com eles no mundo, eu os guardava pelo poder do teu nome, o mesmo nome que me deste. Tomei conta deles; e nenhum se perdeu, a não ser aquele que já ia se perder para que se cumprisse o que as Escrituras Sagradas dizem. E agora estou indo para perto de ti. Mas digo isso enquanto estou no mundo para que o coração deles fique cheio da minha alegria. Eu lhes dei a tua mensagem, mas o mundo ficou com ódio deles porque eles não são do mundo, como eu também não sou. Não peço que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno. Assim como eu não sou do mundo, eles também não são. Que eles sejam teus por meio da verdade; a tua mensagem é a verdade. Assim como tu me enviaste ao mundo, eu também os enviei. Em favor deles eu me entrego completamente a ti. Faço isso para que, de fato, eles também sejam completamente teus. Refletindo Jesus fala ao Pai, na sua oração, por aqueles que ele chamou e com eles formou seu grupo de apóstolos. Aqueles que Ele enviou em missão. Ele deseja que o coração dos seus seguidores sejam cheios da sua alegria. Pede ao Pai que os guarde do Maligno. Mais ainda: entrega-se em favor dos seus seguidores. 2. Meditação (Caminho) O que o texto diz para mim, para nós, hoje? Aprendemos de Jesus Mestre a orar ao Pai e fazemos nossas as suas intenções: rezamos em favor dos que seguem Jesus. Meditando Estando na Semana de Oração pela Unidade dos cristãos, recordamos as palavras dos bispos, Na Conferência de Aparecida: “A compreensão e a prática da eclesiologia de comunhão nos conduz ao diálogo ecumênico. A relação com os irmãos e irmãs batizados de outras Igrejas e comunidades eclesiais é um caminho irrenunciável para o discípulo e missionário, pois a falta de unidade representa um escândalo, um pecado e um atraso do cumprimento do desejo de Cristo: “para que todos sejam um, como tu, Pai,estás em mim e eu em ti. E para que também eles estejam em nós, a fim de que o mundo acredite que tu me enviaste” (Jo 17,21).(DAp 227) 3. Oração (Vida) O que o texto nos leva a dizer a Deus? Rezamos, com todos, e, se possível, com o grupo com o qual trabalhamos, na comunidade ou em família, a Oração da Unidade: Pai Nosso... 4. Contemplação (Vida e Missão) Qual nosso novo olhar a partir da Palavra? Nosso olhar quer hoje traduzir o desejo de diálogo com o diferente e descobrir a presença de Deus nas mais diversas situações e pessoas. Com os bispos, na Conferência de Aparecida, reconhecemos: “Faz mais de quarenta anos que o Concílio Vaticano II reconheceu a ação do Espírito Santo no movimento pela unidade dos cristãos. Desde então, temos colhido muitos frutos. Neste campo, necessitamos de mais agentes de diálogo e melhor qualificados.”(DAp 231)
Bênção Jesus disse: Vós sois o sal da terra. Vós sois a luz do mundo. Que a vossa luz brilhe diante dos outros, a fim de que vendo vossas boas obras, eles glorifiquem o vosso Pai que está no céu. Amém Ir. Patrícia Silva, fsp irpatricias@gmail.com https://leituraorantedapalavra.blogspot.com/
Quando Cristo pede ao Pai em sua oração sacerdotal que todos sejamos um, isso não se deve entender como se a Igreja estivesse constituída por diversas outras “igrejas”,cada uma com seu credo e seus ritos, e todas chamadas a se reunirem numa espécie de “federação” de cristãos.O que Nosso Senhor pede ao Pai é que os membros de sua única Igreja estejam cada vez mais unidos a Ele, participando de sua própria santidade, e entre si, por vínculos cada vez mais estreitos de amor e serviço. Assista à homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quarta-feira, dia 27 de maio, e medite conosco mais uma página do santo Evangelho.
“Não te peço que os tires do mundo, mas que os guardes do maligno.” (João 17,15)
Continuamos acompanhando a oração sacerdotal de Jesus, essa prece que vai do fundo do coração d’Ele em favor dos Seus apóstolos e discípulos.
Que beleza e que bênção! Precisamos aprender com Jesus. O padre precisa rezar pelos seus fiéis e paroquianos; o pai e a mãe precisam orar e suplicar pelos seus filhos; os professores pelos seus alunos, enfim, cada um cuidar da grei que lhe pertence, mas, todos nós devemos orar uns pelos outros, devemos nos unir ao coração suplicante e intercessor de Jesus.
A prece que Jesus faz, hoje, para nós é justamente esta: “Pai, não os tire do mundo, mas os guarde do maligno”. Porque o problema não é estar no mundo, não precisamos nos isolar do mundo, ir para um deserto, viver trancados de tudo e de todos. Precisamos ser guardados do mal, do maligno que está no mundo.
O mundo, enquanto criado por Deus, é uma bênção. Deus criou com amor esse mundo para que possamos viver nele, para ele ser a nossa casa, para criarmos laços de amor e fraternidade. Não podemos agora demonizar o mundo, como se tudo que tivesse aqui não prestasse, não valesse nada.
O mal que vem do maligno não tem mais poder do que Deus
Não é verdade, pois o mundo criado por Deus é uma bênção e uma graça, fazemos parte dele e não podemos sair dele. Porém, o maligno entrou nesse mundo, e aí, tem outro mundo: o mundo da perdição, o mundo que é contrário ao mundo de Deus; e temos de prestar atenção nesse mundão. O mundo carimbado pelo mal, o mundo da falsidade e da hipocrisia, o mundo corrompido que corrompe mentes e corações.
Olhemos como o mundo se tornou até pequeno diante do avanço das tecnologias, da revolução digital, o mundo está todo dentro da nossa casa. Esse mundo é importante, estamos usando-o para nos comunicarmos, e isso é graça. Mas, cuidado! Porque em tudo que é bom o maligno quer colocar a sua mão, o seu dedo, a sua impressão digital, e não podemos.
Temos de ouvir o coração de Jesus, a prece d’Ele para sermos guardados do maligno, para que ele não coloque a perversidade no nosso coração. Como Jesus está dizendo: não somos do mundo, mas estamos nele. E por que estamos no mundo? Para preservar, cuidar e salvar esse mundo que Deus criou.
Não podemos pegar o mundo e entrega-lo ao maligno para que ele faça festa, como já tem feito na vida de muitos em tantas realidades e situações. Ele entra no mundo da política, dos negócios, dos jovens, adolescentes e, inclusive, das crianças.
O maligno não é mais do que Deus. O mal que vem do dele não tem mais poder do que Deus e, por isso, estamos no mundo, porque Deus nos consagrou na verdade, e a verdade é a Palavra d’Ele. Precisamos transformar esse mundo com a Palavra da Verdade, precisamos também levar essa verdade para os nossos, para não sermos mundanos, mas para estarmos neste mundo vivendo a ousadia da Palavra de Deus, que transforma e faz novas todas as coisas.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.